O Novo mercado de gás natural já está acontecendo – Larissa Dantas, CEO – Diretora Presidente da Potigás, Companhia Potiguar de Gás

Eleita uma das 100 Mais Influentes da Energia da Década, a CEO da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Larissa Dantas, vem sendo uma das principais protagonistas no novo cenário do gás natural no país. Engenheira civil (UFRN) e advogada (UNI-RN), com atuação profissional tanto na área operacional como na de gestão, ela está no comando da Potigás desde fevereiro de 2019. Com forte atuação nesse setor, bem como na implantação do REATE, com foco no onshore da bacia Potiguar, Larissa é uma das lideranças que que está fazendo o novo mercado de gás acontecer.

Oil & Gas Brasil: O RN terá a primeira legislação que regula serviços locais de gás canalizado, com o Projeto de Lei que estabelece normas para exploração desses serviços. Em que etapa está esse projeto de lei?

Larissa Dantas: A minuta do projeto de lei foi elaborada no início de 2020. Com a criação do programa Novo Mercado de Gás, do Ministério de Minas e Energia (MME), em julho de 2019, prontamente a equipe da Potigás se organizou para elaborar essa minuta. Em janeiro de 2020 começamos um processo de consulta dessa proposta junto a outras distribuidoras, principalmente do Nordeste, e contamos ainda com o suporte de Zevi Kann, sócio–diretor da Zenergas Consultoria, um grande especialista na área da regulação de gás no país. O projeto está pronto no gabinete civil do governo estadual para ser apresentado para a assembleia legislativa. Esperamos que nossas explicações e todas as informações de ordem técnica sejam convincentes para que o projeto seja aprovado como foi concebido.

Oil & Gas Brasil: Quais os grandes impactos que essa iniciativa irá trazer para o estado? E para o mercado de gás como um todo?

Larissa Dantas: Primeiro, teremos a figura do consumidor livre, que permitirá que qualquer cliente com consumo maior que cinco mil metros cúbicos possa comprar direto do fornecedor, sem a interferência da Potigás. Pode até parecer um contrassenso, mas o foco da companhia é prestar serviço de distribuição de gás para o estado, não comercializar. Faz isso hoje porque só tem ela para fazer esse serviço. A ideia é que com o novo mercado de gás surjam os comercializadores: os produtores vão poder vender direto ao consumidor e a Potigás ganha na tarifa de distribuição do gás canalizado, por meio da nossa rede de distribuição.

Oil & Gas Brasil: Como a maioria dos estados brasileiros, o Rio Grande do Norte não possui uma legislação estadual que regule os serviços de distribuição de gás natural canalizado, feito pela Potigás, detentora da concessão. Você, como CEO da Potigás e com sua tripla formação (engenheira civil, com pós graduação em processo civil e ainda Gestão Estartégica de Empresas, tem atuado fortemente nesse sentido. Como você e a Potigás assumiram esse protagonismo?

Larissa Dantas: A Potigás é uma empresa que tem um forte vínculo com a secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) do estado. Ocorre que, evidentemente, por trabalhar com gás natural há muitos anos, toda a equipe da Potigás detém grande expertise. Assim, foi um processo natural a Potigás participar na elaboração do projeto de lei, e fazer o estudo inicial, até
mesmo pelo networking que ela tem com as demais distribuidoras do país, notadamente com as do nordeste, graças ao ótimo trabalho coordenado da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), que também nos deu grande suporte.

Oil & Gas Brasil: No dia 17 março de 2021, a Câmara dos Deputados aprovou o novo marco regulatório do setor de gás (PL 4476/20), que estabelece medidas como a desconcentração do mercado – na prática, a quebra do monopólio do setor. Ou seja, uma mesma empresa fica impedida de atuar em todas as fases – da produção/extração à distribuição. A proposta será enviada à sanção presidencial. Qual sua avaliação sobre essa questão? De que forma ela impacta companhias como a Potigás?

Larissa Dantas: A sanção presidencial aconteceu no dia 8 de abril e, para a Potigás, ela impacta muito positivamente pelo fato de lá constar um artigo que fala do livre acesso de terceiros para as unidades de processamento de gás no Brasil. É um assunto que a Potigás assumiu como seu no sentido de articular e desenvolver o novo mercado de gás no estado potiguar e essa lei torna mais forte e seguro que isso aconteça nos demais estados. No caso do Rio Grande do Norte, o que ocorria era que o Termo de Cessação de Conduta (TCC) que a Petrobras tem com o CADE neste assunto específico não estava sendo cumprido ou pelo menos, não com a urgência necessária. Daí o desenvolvimento de um trabalho que culminou com a publicação da Norma Técnica nº2 de 2021 (NT2/21) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ela, reflete esse trabalho coordenado pela agência com o MME, os produtores e distribuidores, e que teve a participação da Potigás. O objetivo era equacionar todas as questões de cunho prático, técnico e até tributárias, para que fosse concedido o acesso livre acesso à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré. Foi uma grande vitória para todos nós e que teve uma atuação efetiva da governadora Fatima Bezerra, que conversou pessoalmente com a diretoria geral da ANP na época e a presidência do CADE, além de diversas reuniões com o presidente da Petrobras. Dessas reuniões, saíram os resultados efetivos que foram consolidados na NT2/21 no início desse ano.

Oil & Gas Brasil: O gás natural é distribuído exclusivamente no Rio Grande do Norte pela Potigás, que conta com quase 450 mil metros de gasoduto em Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Goianinha. Quais os planos da empresa para reforçar a posição no mercado nesse novo cenário?

Larissa Dantas: Neste momento, a Potigás trabalha para dinamizar o novo mercado de gás, atuando como braço do
governo estadual, através da secretaria de desenvolvimento econômico para que haja mais fornecedores e, consequentemente, um mercado mais competitivo, com tarifas mais competitivas para o consumidor final. Notadamente, a Potigás tem a expectativa de ter um custo muito competitivo para a indústria. Também estamos atuando em outro movimento, visando ampliar a participação do GNV no transporte pesado, como caminhões. Nosso grande sonho é que a frota urbana volte a utilizar o GNV massivamente, como já aconteceu na capital, no início da década de 90. Pretendemos retormar isso. A pandemia, evidentemente, criou um cenário inesperado, mas estamos tentando readequar o nosso planejamento
estratégico tendo em vista esse trabalho com foco no GNV. Inclusive, a nossa campanha institucional está bem focada nele. A ideia é que o RN torne-se um polo industrial, pois temos matéria-prima muito boa para a indústria cerâmica, por exemplo, que consome um volume significativo de gás natural como fonte de energia. Com uma tarifa competitiva, esperamos atrair essas indústrias, que contam ainda com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial pelo Incentivo do Gás Natural (RN GÁS MAIS), que criou incentivos tributários para as indústrias que aqui se instalam.

(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: O Rio Grande do Norte ainda tem o gás mais barato pelo fato de ser uma produção local (o estado é o segundo maior produtor onshore)?

Larissa Dantas: Há controvérsias sobre essa questão: hoje mesmo eu recebi uma planilha de um cliente que dizia que nós tínhamos o gás mais caro do Brasil. Eu fui olhar a planilha com calma, pois tudo depende do ponto de vista da análise. Em termos gerais, esperamos que esse gás fique mais barato para o consumidor, por ser um gás onshore (o que barateia o custo), além de outros fatores, pois além do programa do Novo Mercado de Gás, há outras iniciativas, como o REATE, de incentivo à produção de óleo e gás em terra, que atraiu novos investimentos.

Oil & Gas Brasil: Como fazer que o acesso fácil ao gás potiguar continue a ser um dos marcos energéticos do estado?

Larissa Dantas: Primeiro, precisamos fazer com que o novo mercado de gás comece a funcionar no dia 1º de janeiro de 2022. Essa é a nossa meta. O objetivo era fazer isso acontecer em 2021, mas a pandemia não deixou. A gente não abre mão dessa meta para 2022. Já temos empresas habilitadas na chamada pública feita há pouco tempo, inclusive, concomitante com outras distribuidoras do nordeste. Esperamos ter, até o final de julho, contratos assinados com pelo menos mais um novo fornecedor de gás natural no RN que não a Petrobras. Essa é a expectativa. E tem mais: embora acreditemos que o gás local seja mais barato, nada impede que também seja competitivo recebermos um Gás natural liquefeito (GNL) aqui, desde que a molécula fique mais barata, para entregarmos ao consumidor. Claro que gostaríamos que a indústria local fosse beneficiada, mas em primeiro lugar está o consumidor. Principalmente o consumidor industrial, o consumidor de GNV e, por que não dizer, o consumidor comercial , como lavanderias e hotéis, pois o trade turístico tem uma importância muito grande na economia do estado.

Oil & Gas Brasil: Em julho de 2019, o MME criou o Programa do Novo Mercado de Gás que incentiva os estados brasileiros a criarem suas leis locais de regulamentação do gás natural canalizado. E foi no RN que aconteceu a primeira MESA REATE – fórum nacional de discussão do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate 2020), do Governo Federal, durante a Mossoró Oil & Gas Expo, em novembro de 2020. Mais uma vez o RN está protagonizando um movimento que vai mais além do gás natural, e sim de todo o segmento de E&P de petróleo. Qual a expectativa de um reposicionamento do estado no cenário nacional de óleo e gás?

Larissa Dantas: Temos uma expectativa muito positiva, mas estamos cientes de que o estado é pequeno e percentualmente não vai ter um grande peso no que diz respeito ao volume nacional de gás e de óleo. Entretanto, nós transformamos nossas fraquezas em forças. Como? Pelo fato do estado ser menor, temos uma burocracia mais fácil de ser gerenciada, com mais velocidade no funcionamento. Disso, nasceu o nosso pioneirismo. Na verdade, a necessidade nos ensinou a correr,
antever os problemas e gerenciá-los, já antevendo o que vai acontecer no futuro. Se podemos antecipar o que vem por aí e resolver antes, tanto melhor. É dessa forma que a gente vem trabalhando, como vetor de desenvolvimento do estado do RN, uma das missões da Potigás, além de atuar como uma compainha distribuidora de gás natural canalizado no estado.

Oil & Gas Brasil: Vocês são o maior produtor de energia eólica do Brasil, resultado da ampliação dos investimentos do Governo do Estado nessa área. Com a aprovação da lei citada acima, qual deverá ser a matriz energética potiguar até o final dessa década?

Larissa Dantas: A energia eólica não vai deixar de ser a maior fonte de energia do estado, até porque é o maior parque eólico do país. E vemos o gás natural muito atrelado à ela, por ser uma fonte de backup, já que a eólica é uma energia intermitente, assim como a solar, que também é forte no estado. Então, a matriz energética potiguar vai ficar muito focada em renováveis, também com essa pegada de carbono.

Acredito que no final dessa década ainda estaremos dessa forma. Penso que somente no final da década de 30 teremos uma matriz quase sem energia fóssil, uma vez que em 20 anos deverá se encerrar a exploração onshore que está acontecendo hoje.

Entretanto, vale lembrar que também temos petróleo e gás offshore e ainda há reservas não exploradas. De toda forma, acreditamos que a matriz energética potiguar vá ficar com mais de 50% de energias renováveis pois, além do gás natural, está chegando o biogás e o hidrogênio verde.

Oil & Gas Brasil: Será um estado cada vez mais ‘verde’, em termos de energia…

Larissa Dantas: Sim, ele tem uma tendência muito grande para ter uma matriz energética verde. Mesmo o gás natural, que é um combustível fóssil, também tem uma emissão de carbono baixa. Com o petróleo que ainda é produzido aqui e o que vai ser
produzido pelos próximos 20 anos, a expectativa é que as empresa que já atuavam cresçam, assim como os investimentos. Por ser uma indústria muito significativa para o estado, lamentamos muito a saída da Petrobras, achando que perderíamos investimentos. Mas os investimentos continuam a chegar, os empregos estão sendo criados e haverá sim geração de riqueza nos ativos que a Petrobras desinvestiu. Não igual, evidentemente, porque também estamos em outro momento de mundo, da economia, principalmente depois da pandemia. Mas, acreditamos que a matriz energética terá ainda a participação de energias fósseis nos próximos 20 anos, ainda que seja cada vez mais verde.

Petrobras inicia fase de negociação para venda do Polo Urucu

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 07/12/2020, informa que recebeu propostas vinculantes para venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestres, denominado Polo Urucu, localizado na Bacia de Solimões, no estado do Amazonas, e iniciou a fase de negociação com a empresa Eneva S.A. dos termos e condições para a potencial venda.

A assinatura dos contratos de venda está sujeita ao êxito das negociações, que envolvem aspectos comerciais e contratuais da transação a serem aprovados pelas instâncias decisórias de ambas as partes.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Agência Petrobras

Petroleira informa sobre arrendamento de Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia

A Petrobras informa que o processo licitatório iniciado em 03/08/2020 para arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas foi encerrado sem que houvesse propostas válidas. A companhia publicou, na última segunda-feira (1/2), o Aviso de Licitação 002, visando determinar nova data limite para credenciamento de empresas que manifestarem interesse em participar da nova licitação. O processo será restrito às empresas pré-qualificadas, respeitando as condições apresentadas na Convocação de Pré-Qualificação de 09/12/2019, disponível no site da Petrobras (http://www.petrobras.com.br/pt/canais-de-negocios).

O arrendamento está alinhado com a estratégia da companhia de melhoria na sua alocação do capital e em consonância com o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) para o mercado de gás natural, celebrado junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em 08/07/2019, para construção de um ambiente favorável à entrada de novos investidores no setor de gás natural.

Sobre o terminal

O TR-BA consiste em um píer tipo ilha com todas as facilidades necessárias para atracação e amarração de um navio FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) diretamente ao píer e de um navio supridor a contrabordo do FSRU. A transferência de GNL é feita diretamente entre o FSRU e o supridor na configuração side by side. A vazão máxima de regaseificação do TR-BA é de 20 milhões m³/d (@ 1 atm e 20°C). O FSRU não faz parte do processo de arrendamento do TR-BA.

O gasoduto integrante do terminal possui 45 km de extensão e 28 polegadas de diâmetro, interligando o TR-BA a dois pontos de entrega, a Estação Redutora de Pressão de São Francisco do Conde e a Estação de Controle de Vazão de São Sebastião do Passé.

Estão também incluídos no escopo da transação os equipamentos para geração e suprimento de energia elétrica localizados no Terminal Aquaviário de Madre de Deus (TEMADRE), integrantes do TR-BA.

Agência Petrobras

Petrobras informa sobre Diretor de Governança e Conformidade

A Petrobras informa que o Diretor Executivo de Governança e Conformidade (DGC), Marcelo Zenkner, manifestou a intenção de não renovar o seu mandato, que vencerá em 20 de março de 2021, por razões pessoais: “Considero a missão de disseminar e gerar a absorção da cultura de integridade na Petrobras devidamente cumprida. Muitas conquistas foram alcançadas, graças ao espetacular trabalho da equipe da DGC e dos agentes de integridade, todos profissionais de excelência elevada. Agradeço muito aos membros do Conselho de Administração e à Diretoria Executiva pela confiança e pelo apoio empenhados. Agora, finalizado o meu mandato em 20 de março vindouro, é chegado o momento de enfrentar novos desafios”.

De acordo com o procedimento especial previsto nas normas da companhia para o preenchimento do cargo de Diretor de Governança e Conformidade, um novo Diretor deverá ser nomeado pelo Conselho de Administração com base em lista tríplice de profissionais elaborada por processo seletivo em curso conduzido por empresa especializada, que selecionou profissionais com notório reconhecimento de competência na área.

A nomeação deverá observar, ainda, o disposto na Lei n. 13.303/2016, no Estatuto Social da companhia e sua Política de Indicação de Membros da Alta Administração e do Conselho Fiscal.

A Diretoria Executiva de Governança e Conformidade, criada em 2014, tem o papel de mitigar riscos nas atividades da companhia, dentre eles, os de fraude e corrupção, garantindo a aderência a leis, normas, padrões e regulamentos, incluindo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Securities and Exchange Commission (SEC).

Agência Petrobras

Petrobras assina contrato para venda de ativos de E&P no Espírito Santo

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 05/08/2019, informa que assinou com as empresas OP Energia Ltda. e DBO Energia S.A. contrato para a venda da totalidade de suas participações nos campos de produção de Peroá e Cangoá, e na concessão BM-ES-21 (Plano de Avaliação de Descoberta de Malombe), denominados conjuntamente de Polo Peroá, localizado na Bacia do Espírito Santo. A OP Energia e a DBO Energia formarão um consórcio para aquisição do Polo Peroá, com 50% de participação cada, tendo a primeira empresa como operadora.

O valor da venda é de US$ 55 milhões, sendo US$ 5 milhões pagos na presente data; US$ 7,5 milhões no fechamento da transação e US$ 42,5 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato, relacionados a fatores como declaração de comercialidade de Malombe, preços futuros do petróleo e extensão do prazo das concessões. Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy, a assinatura do contrato é um marco importante na consolidação de uma indústria mais forte e competitiva. “Nosso objetivo é maximizar o valor do nosso portfólio e dar oportunidade para que outras empresas do setor possam também prosperar. No portfólio destas companhias, o Polo Peroá poderá se desenvolver, recebendo novos recursos e aumentando sua vida útil, com impacto positivo na geração de empregos e renda para a região”.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Peroá

A Petrobras detém 100% de participação nos campos de Peroá e Cangoá, localizados em águas rasas, cuja produção média de 2020 foi de cerca de 658.000 m3/dia de gás não-associado, e 100% de participação no bloco exploratório BM-ES-21, localizado em águas profundas, em que se encontra a descoberta de Malombe.

Sobre a OP Energia e a DBO Energia

A OP Energia é uma subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S.A., companhia listada no Novo Mercado da bolsa brasileira, cuja estratégia é revitalizar campos maduros onshore e offshore.

Para Ricardo Savini, presidente da 3R Petroleum, “a decisão da Petrobras de desinvestir, especialmente em campos maduros, dinamiza o mercado de óleo e gás brasileiro e possibilita a estruturação de novas empresas operadoras que certamente investirão no aumento da produção e das reservas destes campos. Com isso, toda a cadeia de fornecedores é também dinamizada com reflexos positivos na geração de emprego em regiões tradicionalmente produtoras de petróleo”.

A DBO Energia é uma empresa de E&P com foco em aumento de fator de recuperação e eficiência de ativos maduros no Brasil, aplicando experiência e tecnologia do Mar do Norte.  A experiência internacional da DBO Energy, de acordo com o CEO Kjetil Solbraekke, demonstra que “campos maduros, depois de transferidos para empresas menores, apresentam um incremento em sua produção, com a prorrogação de sua vida útil por décadas. Além disso, a diversidade do setor, com empresas de portes distintos e com novas estratégias, trará novas soluções, desenvolvimento de tecnologias e experiências diferentes ao setor, permitindo a mitigação de riscos e maior produção para o país”.

Agência Petrobras

Ocorrência no FPSO Cidade de Mangaratiba

A Petrobras lamenta informar que, neste domingo (31/01), um alpinista industrial da empresa SISTAC faleceu após queda durante inspeção em um tanque do FPSO Cidade de Mangaratiba, afretada da MODEC, que opera no campo de Tupi, na Bacia de Santos.  O colaborador recebeu atendimento médico imediatamente no local, mas não resistiu.

A Petrobras está em contato com a Sistac e a MODEC, que prestarão apoio à família. A companhia acompanhará o caso e, junto com a MODEC, criará uma comissão para apuração da ocorrência.

Agência Petrobras

Petrobras descobre hidrocarboneto em poço no pré-sal da Bacia de Campos

A Petrobras identificou a presença de hidrocarboneto em poço pioneiro do bloco C-M-411, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro. O poço 1-BRSA-1377-RJS, denominado informalmente de Urissanê, está localizado a aproximadamente 200 km da costa, em lâmina d’água de 2.950 metros, o qual constatou a presença de petróleo em reservatórios da seção pré-sal. Os dados do poço serão analisados para melhor direcionar as atividades exploratórias na área e avaliar o potencial da descoberta.

O bloco C-M-411 foi adquirido em setembro de 2017, na 14ª Rodada de Licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob regime de concessão, em conjunto com os blocos C-M-210, C-M-277, C-M-344, C-M-346 e C-M-413.

A Petrobras é operadora do bloco e detém 50% de participação, em parceria com ExxonMobil Exploração Brasil Ltda. (50%).

Agência Petrobras

Petrobras esclarece declaração do presidente sobre caminhoneiros

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse na última quinta-feira, em evento promovido pelo Credit Suisse, que a empresa não é a causa do problema dos caminhoneiros. Em seu comentário, o presidente explicou que o preço do diesel no Brasil não é caro quando comparado a outros mais de cem países. De acordo com ele, existe excesso de oferta de frete, fato agravado pela idade da frota, que requer maior consumo e manutenção dos veículos.

Em 2019, a Petrobras estruturou, juntamente com a BR Distribuidora (na época controlada pela companhia), o Cartão do Caminhoneiro, com o objetivo de beneficiar os transportadores autônomos de carga.

Agência Petrobras

ANP participa da Mesa Reate Bahia

A ANP participou no dia (26/1) da Mesa Reate Bahia, evento online que deu sequência à agenda do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate).

O Reate tem o objetivo de buscar avanços na implementação de uma política nacional que fortaleça a atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas terrestres, de modo a estimular o desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva, com produção crescente e pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços.

O diretor Dirceu Amorelli conduziu a participação da ANP na Mesa Reate Bahia, que também contou com os superintendentes e técnicos responsáveis pelos assuntos em discussão. Na abertura do evento, ele destacou o aperfeiçoamento da regulação, bem como do diálogo com os agentes do onshore brasileiro nos últimos anos.

“Temos 108 campos terrestres na Bahia, sendo dez em desenvolvimento, cinco em reabilitação e 93 em produção. Costumo dizer que esse número é muito bom, mas eu queria que fosse dez vezes maior. A exemplo do que tenho visto em outros países, isso é possível. O trabalho que tem sido feito pelo Ministério de Minas e Energia, em conjunto com as empresas e as associações, vai dar a oportunidade de atingirmos esse objetivo. Nosso mercado era restrito a um único operador e hoje temos 17, só na Bahia. Os investimentos previstos nessas áreas, até 2025, são da ordem de R$ 2,3 bilhões. No entanto, o mais importante é o desenvolvimento que esses recursos trazem, com a geração de emprego e renda”, afirmou Amorelli.

O evento foi promovido pelo MME com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI CIMATEC) e pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), além de contar com a participação de diversos órgãos públicos e privados, comprometidos com o desenvolvimento da indústria do petróleo e do gás natural no Brasil.

A Mesa Reate teve sua 1ª versão em novembro de 2020, de forma presencial, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Ascom ANP

Petrobras informa sobre acordo com a Sete Brasil

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 12 de novembro de 2020, informa que recebeu notificação da Sete Brasil em que: (a) indica que não será possível cumprir certas condições precedentes, previstas no acordo e que deveriam ser plenamente atendidas até o dia 31/01/2021; e (b) solicita o início de uma nova negociação com a Petrobras.

Assim, diante desse cenário e em busca de uma solução conjunta, considerando que o acordo não produzirá os efeitos previstos, a Diretoria Executiva da Petrobras autorizou o início de uma nova negociação com a Sete Brasil.

A companhia manterá o mercado informado sobre o eventual resultado da negociação.

Agência Petrobras