A Opep+ chegou a um acordo na última quinta-feira para aumentar a produção de petróleo em 500 mil barris por dia a partir de janeiro, disse à Reuters uma fonte do grupo.
Agência Reuters
A Petrobras pode expandir suas operações de exploração e produção para a Guiana, se o ambiente regulatório não melhorar no Brasil, disse na quinta-feira 03/12 o presidente-executivo da petroleira, Roberto Castello Branco, admitindo pela primeira vez interesse no país vizinho.
A empresa tem participações em blocos de exploração na costa norte do Brasil. Especula-se entre os geólogos que partes dessa área podem compartilhar uma geologia semelhante com a Guiana, que emergiu como importante província petrolífera.
Executivos da Petrobras já haviam sido questionados no passado sobre um possível interessa da estatal no país. No entanto, eles diziam com frequência que preferem manter o foco na exploração e produção de petróleo no Brasil.
Durante a conferência bianual Rio Oil & Gas, Castello Branco afirmou que exigências onerosas de licenciamento ambiental no Brasil estão fazendo com que a petroleira passe a considerar a Guiana.
“Nós temos (no Norte do Brasil) o potencial para uma grande bacia petrolífera e somos barrados. Enquanto isso, a Guiana está se aproveitando da situação”, disse Castello Branco.
“(A Guiana) nos chama. Por enquanto, vamos continuar investindo no Brasil, mas é possível irmos para lá também, preferindo isso à geração de valor, geração de empregos em uma região muito pobre do Brasil”, acrescentou.
A exploração petrolífera no Norte do Brasil gera significativa controvérsia e pressões regulatórias, em parte por causa da presença de uma grande barreira de corais nas costas do Brasil e da vizinha Guiana.
Em setembro, a francesa Total desistiu de operar cinco blocos exploratórios na Foz do Amazonas, vendendo sua participação à Petrobras, após dificuldades para obter licenças ambientais.
Agência Reuters
Os preços do petróleo Brent, valor de referência internacional da commodity, avançaram 1% e atingiram o maior nível desde março na última quinta-feira, diante de expectativas renovadas por um acordo de estímulo nos Estados Unidos e após a Opep+ concordar com um aumento de produção de apenas 500 mil barris por dia (bpd) a partir de janeiro.
O movimento significa que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia, que formam um grupo conhecido como Opep+, passarão a cortar a oferta em 7,2 milhões de bpd a partir de janeiro, ou 7% da demanda global, ante cortes de 7,7 milhões de bpd promovidos atualmente.
“Os mercados agora estão reagindo positivamente e os preços estão registrando uma leve alta, já que 500 mil bpd de oferta extra não é algo mortal para o equilíbrio”, disse Paola Rodriguez-Masiu, analista sênior de mercados de petróleo da Rystad Energy.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,46 dólar, ou 1,0%, a 48,71 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,36 dólar, ou 0,8%, para 45,64 dólares o barril, máxima de uma semana para o fechamento.
Já o nível de fechamento do Brent foi o mais elevado desde 5 de março –antes de a maior dos países impor “lockdowns” para restringir a disseminação do coronavírus.
“O rali do mercado para máximas de vários meses teve como base as expectativas de demanda geradas pela vacina e por estímulos, e não o controle de oferta da Opep”, opinou Robert Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho.
Agência Reuters
A ANP realizará, no dia 14/12, às 14h, o Workshop sobre a revisão da Resolução ANP nº 37/2015, que regulamenta o procedimento de fiscalização de segurança operacional nos casos em que são identificadas não conformidades na atuação dos agentes regulados, e dá outras providências.
As inscrições para o evento deverão ser feitas até o dia 09/12, pelo e-mail regulacaossm@anp.gov.br. Os interessados em realizar apresentação ou exposição no evento devem informar no momento da inscrição e devem encaminhar a apresentação.
O objetivo do evento é promover a discussão sobre o modelo adotado pela regulamentação vigente e apresentar propostas para a revisão da resolução, para a subsidiar os trabalhos de revisão e reestruturação da norma, buscando um maior alinhamento às melhores práticas, bem como entre os sistemas de gestão dos agentes regulados e os regulamentos técnicos de segurança operacional da ANP.
O acesso à sala virtual será prioritário para os inscritos e, caso seja possível, serão admitidos outros interessados por ordem de chegada. Cabe ressaltar que o número de participantes do evento está limitado pela ferramenta a ser utilizada, o Microsoft Teams (300 pessoas).
Está disponível uma versão de minuta de resolução com as possíveis alterações da Resolução ANP nº 37/2015, juntamente com o manual de graduação de não conformidades, que a acompanhará. Foi disponibilizado também um formulário para receber sugestões de possíveis alterações da Resolução ANP nº 37/2015. Os três documentos podem ser acessados na página do workshop.
A revisão da Resolução ANP nº 37/2015 está prevista na Agenda regulatória de 2020-2021 da ANP, e a realização deste evento permitirá a participação da indústria e da sociedade em geral no processo. Todas as contribuições recebidas serão avaliadas pela equipe técnica da ANP para possível alteração da Resolução ANP nº 37/2015. A minuta resultante das contribuições recebidas por ocasião do workshop será disponibilizada e passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.
Ascom ANP
A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas suas refinarias em 2% a partir de quinta-feira, enquanto manterá inalterada a cotação do diesel, informou a assessoria de imprensa da estatal na última quarta-feira.
A redução no preço da gasolina ocorre após duas altas seguidas em novembro, de 4% e 6%, para o combustível.
Agência Reuters
Os preços do petróleo avançaram na última quarta-feira, diante da aprovação de uma vacina contra Covid-19 pelo Reino Unido, o que amplia as esperanças de uma recuperação de demanda, e das crescentes expectativas de que a Opep+ mantenha suas restrições de oferta no ano que vem.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,83 dólar, ou 1,75%, a 48,25 dólares por barril. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,73 dólar, ou 1,64%, para 45,28 dólares o barril.
Operadores seguem acompanhando a Opep+, grupo formando pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros aliados, que adiou para quinta-feira negociações sobre a política de produção de 2021, inicialmente marcadas para terça-feira, segundo fontes.
“A forte alta de hoje parece estar amplamente baseada em indicações de progresso na reunião (desta quarta-feira) da Opep, o que poderia abrir caminho para uma definição nas negociações da Opep+ marcadas para amanhã”, disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates em Galena, Illinois.
Além disso, o Reino Unido se tornou na última quarta-feira o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina contra Covid-19, largando na frente dos EUA e da União Europeia rumo a um possível retorno à vida normal e à recuperação na demanda por petróleo.
“A notícia da aprovação da vacina no Reino Unido é o que o mercado do petróleo precisava mais do que qualquer outra coisa para a retomada da demanda… O resto é, em grande parte, apenas ruído”, afirmou John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York.
Agência Reuters
Fórmula defendida pela companhia já é utilizada na Europa e na California, mercados mais exigentes em termos de redução de poluição no mundo
O gerente executivo de Comercialização no Mercado Interno da Petrobras, Cláudio Mastella, defendeu uma nova forma para a definição dos mandatos dos biocombustíveis no Brasil para aumentar os ganhos ambientais, durante a palestra online “Biocombustíveis: o caminho para o livre mercado”, realizada no dia 01/12, na Rio Oil & Gas, maior evento de petróleo e gás da América Latina.
Mastella explicou que a regulação vigente no país determina a adição de 12 % de biodiesel éster ao diesel comum, comercializado nos postos, enquanto que outros países já adotam critérios quantitativos de descarbonização da atmosfera que resultam em ganhos mais efetivos para o meio ambiente com mandatos de descarbonização, medidos em gramas de CO2 equivalente evitado por unidade de energia gerada.
“Essa mudança permitiria que os combustíveis vendidos ao consumidor final sejam efetivamente menos poluentes em toda a sua cadeia produtiva. Em vez de observar qual tipo de biocombustível está sendo utilizado, permitindo reservas de mercado para combustíveis menos eficientes, seria considerado efetivamente o ganho para o meio ambiente que um determinado combustível traz”, destacou Mastella. A fórmula defendida pela Petrobras já é utilizada na Europa e no estado americano da California, os dois mercados mais exigentes em termos de redução de poluição no mundo.
Essa mudança abre espaço para adoção de biocombustíveis mais modernos como o diesel renovável, que é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70% quando comparado ao diesel derivado do petróleo e em 15% quando comparado ao biodiesel éster.
Durante o evento, o gerente executivo também defendeu o Renovabio, programa criado pelo Ministério das Minas e Energia para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. Mastella ressaltou que o programa tem como objetivos a mitigação efetiva da emissão gases causadores do efeito estufa e de poluentes locais e também aumentar a competitividade dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, além de acelerar o desenvolvimento e a inserção comercial de biocombustíveis avançados. A legislação federal também tem o mesmo entendimento (11.097/2005), por exemplo, ao ampliar o conceito de biodiesel de forma a contemplar avanços tecnológicos.
O executivo, no entanto, lembrou que a criação de mandatos exclusivos de natureza regulatória para determinados biocombustíveis limitam o potencial do Renovabio, mitigando a possibilidade do país cumprir acordos internacionais sobre mudanças climáticas. Atualmente, por exemplo, somente o biodiesel éster pode ocupar a parcela de biocombustíveis adicionados ao diesel derivado do petróleo para comercialização aos consumidores. A restrição acaba criando uma reserva de mercado para o biodiesel de base éster e dificultando a entrada de biocombustíveis mais modernos na matriz energética brasileira. Em função de seu processo de produção, o biodiesel éster possui glicerinas e outros componentes que prejudicam a estabilidade do combustível e podem causar entupimentos em filtros, bombas e bicos injetores prejudicando o desempenho de veículos. Os problemas são agravados com a elevação do teor de biodiesel éster na mistura com óleo diesel mineral. O biodiesel éster ainda possui compostos metálicos que prejudicam o funcionamento dos sistemas de tratamento de gases de combustão presentes nos veículos. Isso contribui para que poluentes como material particulado e óxidos de nitrogênio sejam lançados no ambiente.
A Petrobras vem defendendo a possibilidade de introdução do diesel renovável na matriz de biocombustíveis do Brasil. O diesel renovável é um biocombustível moderno, feito com matérias-primas como óleos vegetais, gordura animal e até mesmo óleo de cozinha usado, que pode ser misturado ao diesel derivado do petróleo.
A companhia concluiu este ano testes em escala industrial, onde produziu diesel R5 em sua refinaria no Paraná, ou seja, óleo diesel com 5 % de parcela renovável e aguarda a autorização do Conselho Nacional de Política Energética para que esta parcela renovável do diesel seja aceita como alternativa para cumprimento do teor obrigatório de biocombustíveis no Brasil, atualmente ocupado exclusivamente pelo biodiesel éster.
Agência Petrobras
A Petrobras vai investir em tecnologias para reduzir a pegada de carbono de suas atividades de extração de petróleo, e não deve realizar aportes em energias renováveis nos próximos cinco anos, disse o presidente-executivo da estatal.
Roberto Castello Branco já afirmou diversas vezes que a Petrobras não possui vantagem comparativa em renováveis e que diversas metas ambientais estabelecidas por suas rivais europeias são fantasiosas.
As declarações do executivo nesta terça contrastaram com comentários feitos mais cedo pelo CEO da Equinor, Anders Opedal, em uma conferência da indústria petrolífera, na qual afirmou que a companhia norueguesa busca oportunidades em energia eólica “offshore” no Brasil.
Opedal fez referência, durante a Rio Oil & Gas, a um memorando de entendimento assinado em 2018 por Equinor e Petrobras na busca por projetos eólicos “offshore” no país.
O memorando não resultou em nenhum projeto potencial até o momento, e as falas de Castello Branco sugerem que é improvável que isso venha a acontecer.
“Nós não esperamos investir um dólar em renováveis nos próximos cinco anos”, disse Castello Branco, ao comentar o plano de negócios de cinco anos da empresa, atualizado recentemente, em uma apresentação a analistas e investidores.
A Petrobras está levando a sério a redução das emissões por outros meios, como o estudo do uso de navios movidos a hidrogênio, mesmo para rotas longas, afirmou em apresentação à parte o diretor-executivo de Comercialização e Logística da petroleira, André Chiarini.
Castello Branco disse ainda que é provável que a Petrobras venda sua unidade de transporte e dutos “offshore” de gás natural por meio de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) no terceiro trimestre de 2021.
Essa estimativa, porém, pode mudar, em parte porque o possível IPO requer um acordo com outros acionistas.
Agência Reuters
A Petrobras deverá vender sua unidade de transporte e dutos “offshore” de gás natural por meio de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), provavelmente, no terceiro trimestre de 2021, disse o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, em uma conferência com investidores .
Ele acrescentou que essa estimativa pode mudar, já que o IPO requer um acordo com outros acionistas dos ativos.
Agência Reuters
A norueguesa Equinor está analisando oportunidades em energia eólica “offshore” no Brasil, disse o presidente-executivo da petroleira, Anders Opedal, em um conferência virtual da indústria na última terça-feira.
A Equinor assinou um memorando de entendimento com a Petrobras em 2018 em busca de projetos eólicos “offshore”, mas desde então executivos da estatal brasileira minimizaram o interesse em renováveis.
A empresa norueguesa, por sua vez, já solicitou várias licenças para usinas instaladas no mar.
Em novembro, a Reuters noticiou que a energia eólica “offshore” havia entrado no radar de técnicos do governo e de empresas como a Equinor e a Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola.
Na ocasião, a petroleira norueguesa afirmou em nota que a aposta nas usinas marítimas no país “é um negócio de longo prazo” e depende da regulação. A Equinor está em fase inicial de licenciamento ambiental de dois parques offshore com 2 GW cada, do complexo Aratu.
Agência Reuters