Petrobras prorroga prazo para retorno de equipes administrativas a escritórios

A Petrobras decidiu adiar em caráter excepcional o prazo para que trabalhadores de áreas administrativas retornem às atividades presenciais, com prorrogação até 31 de março de 2021 do regime de teletrabalho atualmente em vigor na empresa.

A companhia, como muitas outras pelo Brasil e pelo mundo, instituiu um modelo de trabalho remoto desde meados de março, em meio a preocupações com a pandemia de coronavírus. Esse regime estava previsto antes para durar até 31 de dezembro.

“A companhia continuará monitorando os cenários interno e externo, com avaliação constante das decisões tomadas, tendo sempre como foco a prevenção e a segurança das pessoas”, afirmou a estatal em nota à imprensa, com a ressalva de que pode mudar de planos de acordo com o cenário da pandemia.

A companhia acrescentou que algumas atividades não podem prosseguir de forma remota por sua natureza e essencialidade, sendo que nesses casos “os colaboradores serão comunicados com antecedência e a volta será realizada sempre de forma segura e gradual”.

Agência Reuters

Brasil abre caminho para uso de matéria-prima importada na produção de biodiesel

O presidente Jair Bolsonaro aprovou resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que abre caminho para o uso de matéria-prima importada na produção de biodiesel destinado a atender leilões públicos de compra do insumo.

A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabelece que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá permitir a utilização de matéria-prima importada nos editais de leilões, o que foi considerado “de interesse da política energética nacional”.

O movimento do governo ocorre enquanto o setor de biodiesel do Brasil, maior produtor e exportador global de soja, lida com preços recordes da oleaginosa após fortes exportações e consumo interno da commodity.

A ANP chegou a reduzir temporariamente o percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel em leilão para amenizar a alta dos preços.

No final de outubro, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projetou que a produção de biodiesel do Brasil deve terminar 2020 com total de 6,4 bilhões de litros, alta de 8,5% na comparação com 2019 e nível recorde para um ano.

Uma autorização temporária para importações de matérias-primas já vinha sendo defendida por parte do setor, como a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), para quem a medida poderia ajudar a aliviar a indústria em meio ao aperto de oferta de soja.

O programa nacional de biodiesel não previa originalmente o uso de matéria-prima importada para atendimento da demanda dos leilões porque teve entre seus objetivos, entre outros, a criação de uma demanda para produtores familiares.

O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, estimou no fim de setembro que o óleo de soja importado pode chegar a portos brasileiros 50 dólares por tonelada mais barato que o nacional.

Petrobras informa sobre venda da Liquigás

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 19 de novembro de 2019, informa que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em sessão do Tribunal ocorrida nesta data, aprovou por unanimidade a operação de alienação da Liquigás Distribuidora S.A. (“Liquigás”), subsidiária integral da Petrobras, para o grupo adquirente composto pela Itaúsa S.A. (Itaúsa), Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. (Copagaz) e Nacional Gás Butano Distribuidora Ltda. (Nacional Gás), mediante a assinatura de acordo (Acordo em Controle de Concentração – ACC).

O acordo foi proposto pela Itaúsa, Copagaz e Nacional Gás e visa a atender às preocupações de natureza concorrencial identificadas pelo CADE.

A decisão será publicada no Diário Oficial da União conforme prazo regimental do CADE.

Além dessa aprovação, a conclusão da transação ainda está sujeita ao cumprimento de outras condições precedentes usuais. O valor de R$ 3,7 bilhões, sujeito a ajustes, será pago à Petrobras na data do fechamento da operação.

Agência Petrobras

Programa de Energia para o Brasil (BEP) forma parceria com projeto GEF Biogás Brasil

O Programa de Energia para o Brasil (BEP), do Fundo de Prosperidade do Reino Unido, deu início a uma nova parceria com o projeto GEF Biogás Brasil, liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). O objetivo da parceria é reunir forças para acelerar a transformação de resíduos em energia no Brasil.

A parceria visa aumentar o uso de biogás e biometano na matriz energética brasileira. Esses biocombustíveis são fontes de energia de baixo carbono que podem ajudar o Brasil a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis.

A ação conjunta facilitará o compartilhamento de dados e informações e fortalecerá o intercâmbio de políticas e regulamentos que promovam uma transição energética de baixo carbono por meio do desenvolvimento do mercado de biogás e biometano.

O projeto GEF Biogás Brasil dá assistência a projetos de biogás em várias escalas, bem como apoio ao desenvolvimento de modelos de negócios e estratégias financeiras. Os principais objetivos do projeto são expandir a oferta de energia e combustível renováveis por meio do apoio à produção de biogás e biometano, fortalecer as cadeias de abastecimento de tecnologia no setor, e facilitar investimentos.

O projeto GEF Biogás Brasil implementa acordos de cooperação com o setor privado para gerar oportunidades de negócios inovadoras e desenvolver projetos executivos, mobilizando investimentos privados voltados para a construção de plantas de biogás. O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

O Programa de Energia para o Brasil (BEP) oferece experiência internacional para apoiar a transição do Brasil para uma matriz energética limpa e sustentável que pode dar às partes desfavorecidas da sociedade mais controle sobre a fonte e os custos da energia que usam. O BEP apresenta inovações tecnológicas por meio de projetos-piloto implementados por empresas brasileiras e internacionais, e auxilia o Brasil a adaptar políticas públicas e regulamentações que promovem o uso de tecnologias de energia limpa.

Petrobras inicia fase não-vinculante de Albacora e Albacora Leste

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 25 de setembro de 2020, informa o início da fase não-vinculante referente à venda da totalidade de suas participações nas concessões de Albacora e Albacora Leste, localizadas predominantemente em águas profundas na Bacia de Campos.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes, além de acesso a um data-room virtual contendo informações adicionais sobre as concessões. As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial, ou seja, aqueles que sejam mais resilientes frente às oscilações do preço do petróleo, com menor risco e maior retorno financeiro.

Sobre Albacora e Albacora Leste

O campo de Albacora possui uma área de 455 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 100 a 1.050 m, a uma distância de cerca de 110 km do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Em outubro de 2020, Albacora produziu em média 36,4 mil barris de óleo por dia e 606 mil m3/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 100% de participação.

O campo de Albacora Leste possui uma área de 511,56 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 1.000 a 2.150 m, a uma distância de cerca de 120 km do Cabo de São Tomé. Em outubro de 2020, Albacora Leste produziu em média 30 mil barris de óleo por dia e 703 mil m3/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 90% de participação e os demais 10% pertencem à Repsol Sinopec Brasil.

Agência Petrobras

ANP debate segurança operacional na indústria de petróleo e gás

A ANP realizou no último dia (16/11) o VIII Workshop de Segurança Operacional de Meio Ambiente da ANP (SOMA), como pré-evento da Rio Oil & Gas. No workshop, foi divulgado o desempenho em segurança das atividades de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil em 2019, bem como os principais assuntos e desafios para o futuro, visando a uma indústria cada vez mais segura e sustentável.

A abertura foi realizada pelo diretor-geral interino da ANP, Raphael Moura, e pela diretora-geral do Petroleum Safety Authority Norway (PSA), Anne Myhrvold.

Moura falou sobre a importância do setor de petróleo e gás natural para o país e destacou os bons resultados obtidos, no ano passado, em segurança operacional nas atividades de E&P.

“Nosso país se consolidou como o décimo maior produtor de petróleo. Em 2019, as atividades marítimas foram responsáveis por 96% da produção de petróleo e 81% da de gás natural. Apesar da grande intensidade de operações e dos desafios operacionais e tecnológicos, não houve fatalidades nas atividades de perfuração e produção marítimas, o que não ocorria desde 2012” afirmou.

O diretor-geral interino da ANP também falou sobre os desafios em segurança operacional diante do atual cenário da indústria brasileira.

“Uma nova realidade se apresentou nos últimos anos. Os desinvestimentos da Petrobras resultaram em um aumento de empresas operadoras atuando no Brasil. Esse processo traz novos elementos para a segurança operacional. Precisamos garantir que tenhamos as melhores práticas na adaptação, reutilização, extensão de vida útil e no descomissionamento de campos e instalações. Somente com uma indústria de petróleo e gás segura, responsável e livre de grandes acidentes, poderemos oferecer os benefícios de uma atividade econômica tão importante para a nossa sociedade”, afirmou.

Assista à gravação do Soma: https://www.youtube.com/watch?v=5qisbTZMB4g

Partilha de produção deve gerar US$ 204,4 bi para os cofres públicos em 10 anos

A União, estados e municípios brasileiros terão, de 2021 a 2030, uma receita total de US$ 204,4 bilhões com a exploração e produção de petróleo nos 17 contratos já assinados no regime de partilha. A estimativa inclui US$ 75,3 bilhões da comercialização da parcela do óleo produzido que caberá à União, US$ 72,4 bilhões de royalties e US$ 56,7 bilhões em tributos.

A projeção faz parte de estudo elaborado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) e apresentado pelo seu presidente, Eduardo Gerk, hoje, durante o 3º Fórum Técnico Pré-Sal Petróleo, o primeiro em ambiente virtual. O estudo aponta que a produção média diária dos contratos já em vigor será crescente, com ascensão significativa a partir de 2025. Em 2030, deverá atingir 3,6 milhões de barris por dia. Nos próximos dez anos, a União deverá contar com uma produção acumulada de 1 bilhão de barris de óleo provenientes destes campos, sob gestão da Pré-Sal PPSA.

O presidente da PPSA mostrou que, além das receitas a serem geradas para o setor público, os contratos já assinados demandarão, até 2030, investimentos totais de US$ 122,7 bilhões por parte das empresas envolvidas.

Realizado pela primeira vez em 2018, o Fórum vem conquistando reputação como um dos principais espaços de debate acerca da inovação na indústria do petróleo brasileira, uma vez que a produção na camada pré-sal representa a vanguarda e o futuro da indústria do petróleo e gás no país. A PPSA é responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção e pela comercialização da parcela de óleo e gás que cabe ao estado brasileiro, nesses contratos.

Nesta terceira edição do Fórum, além da atualização do estudo feito anualmente pela PPSA estimando as receitas e atividade econômica geradas pelos contratos de partilha para a próxima década, foram apresentados quatro cases de superação de desafios tecnológicos por operadores de alguns dos principais campos administrados pelo sistema de partilha.

Leticia Andrade, presidente interina da Equinor Brasil, mostrou as inovações no campo de Bacalhau, Marcio Kahn, gerente executivo da Petrobras, detalhou o campo de Búzios, Gary Knaresborough, gerente geral de Desenvolvimento de Ativos da Shell, apresentou os desafios e soluções do campo de Gato do Mato e Mariana Cavassin Paes, gerente executiva da Petrobras, relatou os avanços obtidos na exploração e produção em Libra, primeira área de partilha licitada no Brasil.

Leticia disse que o primeiro óleo de Bacalhau está previsto para 2024 e destacou os esforços da Equinor para maximizar a produção e, paralelamente, reduzir ao máximo as emissões de gases causadores do efeito estufa.  Kahn ressaltou, com números, o gigantismo de Búzios, hoje o maior campo do pré-sal, estimando que sua produção saltará dos atuais 600 mil barris de óleo equivalentes para 2 milhões, nos próximos anos.

Knaresborough destacou a importância da experiência acumulada pela Shell em outras regiões para avançar na exploração de Gato do Mato. Ressaltou também o esforço na área digital para superar as limitações impostas ao trabalho pela pandemia da Covid-19.

Mariana destacou a tecnologia de reinjeção de gás nos poços a partir de separadores instalados no leito submarino, desengargalando a planta para permitir um maior produção de óleo no lugar do gás, e defendeu mudanças legais que permitam prorrogar os contratos de partilha além dos 35 anos contratuais, garantindo a continuidade dos investimentos em curso.

O 3º Fórum Técnico Pré-Sal Petróleo permitiu uma ótima visão da evolução dos contratos de partilha de produção na próxima década e do que a indústria de óleo e gás brasileira enfrentará, nesse futuro próximo. Adicionalmente a essa perspectiva, sinalizou também com diversas necessidades de otimização dos projetos em andamento e que trazem grandes oportunidades.

Acesse o estudo: http://www.presalpetroleo.gov.br/ppsa/conteudo/Ebook%20_PPSA_rev.pdf

Equinor vê pico de demanda por petróleo ser antecipado em 2 ou 3 anos após vírus

A petroleira Equinor espera que a demanda global por petróleo alcance seu pico por volta de 2027-2028, dois ou três anos antes do que estimava antes, como resultado da pandemia de Covid-19, disse a companhia.

Não há um acordo sobre quando a demanda por petróleo pode atingir seu ápice, mas essas expectativas têm pesado sobre os planos de empresas do setor para explorar e desenvolver novos recursos.

“Presunções anteriores de que o pico de demanda por petróleo ocorreria por volta de 2030 podem ser contestadas”, disse a Equinor em relatório anual com perspectivas sobre o setor de energia.

A Equinor vê a demanda por petróleo voltando aos níveis pré-pandemia, de cerca de 100 milhões de barris por dia, por volta de 2025, e caindo para 88 milhões de bpd em 2050, em seu cenário básico, denominado “Reforma”.

Há um ano, a empresa via o pico de demanda pouco antes de 2030, em 105 milhões de barris por dia, principalmente devido ao impacto de carros elétricos sobre a demanda por combustíveis fósseis. Em 2050, a projeção era de queda para 93 milhões de bpd, no mesmo cenário.

Restrições de oferta devido aos baixos investimentos no setor também podem impactar o crescimento da demanda no futuro, depois que petroleiras cortaram investimentos em cerca de 30% neste ano, disse a companhia.

“A consequência pode ser que bilhões de barris de petróleo que antes se assumiam como recuperáveis não serão desenvolvidos”, acrescentou a Equinor.

Uma queda na oferta de petróleo devido aos baixos investimentos poderia forçar a demanda por petróleo a enfrentar seu pico entre 2027 e 2028, disse a empresa.

Ela também afirmou que mudanças impostas pela Covid-19 sobre o modo como pessoas trabalham e viajam terão um impacto duradouro e reduzirão o crescimento da demanda por petróleo, enquanto energia renovável e carros elétricos devem acelerar.

“É provável que a demanda por combustíveis de aviação vá sofrer por muitos anos, uma vez que a pandemia pode ter alterado de forma permanente a frequência com que voamos”, afirmou, no relatório.

Agência Reuters

Sauditas avaliam prorrogar cortes de oferta de petróleo, pedem Opep+ flexível

A Arábia Saudita pediu que os demais membros da Opep+ sejam flexíveis nas respostas às necessidades do mercado de petróleo, argumentando em favor de uma política de produção mais apertada em 2021 para combater a demanda enfraquecida em meio a uma nova onda da pandemia de coronavírus.

A Opep+, que reúne membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros como a Rússia, está considerando postergar seu plano de aumentar a oferta em 2 milhões de barris por dia (bpd) em janeiro, ou 2% da demanda global, para dar apoio ao mercado.

“Nós como um grupo não queremos dar aos mercados nenhuma desculpa para uma reação negativa”, disse o ministro saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, durante encontro virtual de um painel da Opep+, o Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto (JMMC, na sigla em inglês).

O JMMC, que pode recomendar políticas para o grupo, não realizou nenhuma recomendação formal, segundo três fontes da Opep+.

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, já indicou que deseja uma política de produção mais apertada em 2021, visando reduzir os estoques que seguem amplos desde a retração da demanda neste ano.

Mas outros grandes produtores, como o Iraque, falharam em entregar totalmente os cortes de oferta prometidos e sinalizaram que desejam um espaço de manobra para produzir mais petróleo no ano que vem.

“Os mercados não serão gentis com aqueles que não mantiverem seus compromissos. É por isso que devemos estar preparados para agir de acordo com as exigências do mercado. Eu recentemente disse que estamos prontos para ajustar os termos de nosso acordo se preciso”, afirmou o ministro saudita.

A Opep+, que terá uma reunião ministerial completa em 30 de novembro e 1º de dezembro, fechou um acordo para cortes recorde de produção neste ano, conforme as medidas globais de “lockdown” relacionadas à pandemia pressionaram a demanda por combustíveis.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, disse que o país vai manter suas obrigações sob o acordo da Opep+ e que o mercado atingiu a estabilidade graças aos esforços conjuntos. Ele não afirmou se Moscou está preparada para ampliar os cortes de oferta já existentes.

Uma opção que está ganhando apoio entre os países da Opep+ é a de manter os atuais cortes do grupo, de 7,7 milhões de bpd, por um período adicional de três a seis meses, de acordo com fontes da Opep+, em vez de flexibilizá-los para 5,7 milhões de bpd em janeiro.

Agência Reuters

Painel da Opep+ vê demanda por petróleo mais fraca em 2021

A Opep e seus aliados revisaram cenários de demanda por petróleo para 2021, com a demanda agora vista abaixo do que se antecipava, segundo documento oficial visto pela Reuters, que daria argumentos para um eventual aperto da oferta no próximo ano.

“Para 2021, a demanda por petróleo deve crescer em 6,2 milhões de barris por dia na comparação ano a ano, representando uma revisão para baixo de 0,3 milhão de barris por dia na comparação com a avaliação do mês passado”, afirma o relatório de um painel de representantes de produtores da Opep+, o chamado Comitê Técnico Conjunto.

O grupo teve uma reunião virtual na segunda-feira, antes de um encontro do Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto que se reuniu na última terça-feira e pode recomendar políticas para a Opep+.

O grupo de produtores que inclui membros da Opep e outros aliados como a Rússia está preparado para aumentar a produção em 2 milhões de bpd a partir de janeiro, o equivalente a cerca de 2% do consumo global, como parte de um planejado relaxamento após restrições recorde de oferta implementadas neste ano.

Mas com a demanda por combustíveis perdendo força, a Opep tem considerado postergar esse aumento de oferta.

Uma opção que tem ganho apoio entre os países da Opep+ é manter os atuais cortes de 7,7 milhões de bpd por mais três ou seis meses, disseram fontes no grupo. Pelo acordo original, os cortes seriam reduzidos para 5,7 milhões de bpd em janeiro.

O comitê técnico da Opep+ considerou os dois cenários de prorrogação, segundo o relatório.

Os estoques comerciais de petróleo da OCDE cairiam para ficar 73 milhões de barris acima da média de cinco anos em 2021, se os cortes forem prorrogados até o final de março de 2021, segundo um dos cenários.

Em outro, haveria uma queda nos estoques da OCDE para 21 milhões de barris acima da média de cinco anos no próximo ano, se o pacto de cortes for ampliado até junho, segundo o relatório.

A Opep+ terá uma reunião em 30 de novembro e 1° de dezembro para decidir sobre sua política de produção para 2021.

Agência Reuters