Petroleira bate recordes de vendas de diesel S-10 e asfalto

Companhia supera vendas de diesel S-10, pelo segundo mês consecutivo, e alcança a marca de 2,01 milhões m³. Asfalto atinge 264,7 mil toneladas, melhor resultado desde 2014

A Petrobras superou em outubro, pelo segundo mês consecutivo, o recorde de vendas no país de diesel S-10, com baixo teor de enxofre, alcançando a marca de 2,01 milhões de m³. O valor supera em 4,8% o recorde anterior, de 1,91 milhão m³, registrado em setembro de 2020. Também em outubro, a companhia registrou vendas totais de diesel na ordem de 4,0 milhões m³, representando um crescimento de +6,3% quando comparado ao mesmo mês de 2019.

O recorde das vendas do diesel S-10 e o crescimento das vendas totais de diesel refletem as ações comerciais implementadas pela companhia com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a demanda de combustíveis e os esforços bem-sucedidos de ampliar a oferta do produto com menor teor de enxofre, em substituição ao diesel S-500.

Também em outubro, a Petrobras obteve o melhor resultado de vendas de asfalto desde novembro de 2014, atingindo a marca de 264,7 mil toneladas comercializadas.

Agência Petrobras

Petrobras propõe desafio de robótica a jovens estudantes na RoboCup Brazil

Competição Brasileira de Robótica 2020, online e gratuita, será realizada entre 10 e 14 de novembro, com patrocínio da Petrobras  

A Petrobras traz uma provocação especial para os participantes na Competição Brasileira de Robótica 2020, um dos principais eventos brasileiros do setor, organizado pela RoboCup Brazil. O Desafio de Robótica Petrobras tem como objetivo estimular o estudo e o desenvolvimento de robôs voadores autônomos e inteligentes (drones) ligados a inspeção e operação em faixas de dutos e instalações operacionais.

Pela primeira vez, a competição será realizada de forma totalmente online, entre 10 e 14 de novembro, com transmissão aberta e gratuita nos canais de YouTube da Competição Brasileira de Robótica (CBR) e da RoboCup Brazil. As atividades do Desafio de Robótica Petrobras ocorrem nesse mesmo período, sempre às 15 horas (horário de Brasília), dentro da programação da CBR.

Desenvolvido em parceria entre o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e a RoboCup Brazil, o desafio é um modelo reduzido e lúdico que busca simular atividades num ambiente de exploração e transporte petróleo e gás natural.

Nicolás Simone, diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, destaca que a iniciativa busca fomentar a pesquisa aplicada e apresentar cenários e demandas da indústria de óleo e gás. “Estamos investindo na capacidade inventiva de jovens estudantes para que, desde cedo, contribuam para o desenvolvimento tecnológico e o empreendedorismo, pensando fora da caixa, com ideias criativas e capazes de gerar valor para a companhia”.

Segundo Thiago Pereira do Nascimento, Chair do Desafio de Robótica Petrobras, a competição envolve alunos de graduação e pós-graduação. “O Desafio visa estimular os competidores no desenvolvimento de protótipos de sistemas robóticos aéreos (drones), que operem de forma autônoma e sejam capazes, por exemplo, de mapear e encontrar avarias em ambientes que simulam dutos, plataformas e outras instalações”, ressalta. Os estudantes deverão apresentar protótipos virtuais de drones, que devem realizar atividades como mapear um terreno, identificar tubulações, percorrer estruturas e transportar carga com obstáculos.

Equipes de diversas cidades do Brasil se inscreveram para o Desafio de Robótica Petrobras, e vêm desenvolvendo suas criações para mostrar e competir na CBR. Por ser um evento online, a competição se dará em ambiente virtual, no qual os participantes vão operar protótipos virtuais. A programação deve ser aplicável a equipamentos reais, que estão sendo desenvolvidos para etapa presencial próxima CBR, que será realizada entre 11 e 15 de outubro de 2021, em Natal/RN.

Agência Petrobras

Petrobras busca clientes na Índia em meio a exportações em alta

A Petrobras está investindo em um novo mercado para seu petróleo diante da perspectiva de aumento da produção e de suas exportações: a Índia.

Em entrevista durante o Reuters Commodity Trading Summit, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, disse que as vendas de petróleo para a China principal mercado para as exportações brasileiras devem continuar a crescer à medida que aumenta a produção do campo gigante de Búzios, no pré-sal.

Mas a divisão que cuida de comercialização e logística da Petrobras, que passou por reestruturação recentemente, tem buscado ativamente novos mercados, particularmente na Ásia.

A empresa começou a exportar petróleo para a Índia, ainda de forma tímida. E pretende ter o país asiático como um fornecedor relevante, de forma a minimizar a dependência da China para suas exportações.

“Nós esperamos uma evolução positiva em um futuro próximo, em três anos aproximadamente ter uma posição consolidada no mercado (indiano).”

A companhia também está ampliando as exportações de combustíveis para Cingapura. O país, que atua como um centro de embarques, aumentou as compras de combustível de baixo teor de enxofre da Petrobras para atender à nova legislação marítima, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A produção do enorme campo de Búzios está aumentando o excedente de petróleo do Brasil, o que permitiu que a Petrobras elevasse sua meta de produção de 2020 em 5% nas últimas semanas.

A petroleira também se prepara para enfrentar maior competição interna, à medida que busca vender refinarias para pôr fim ao seu quase monopólio na produção de combustível no Brasil.

“Para poder enfrentar uma competição mais forte, estabelecemos uma divisão de logísticas, vendas e comercialização… para atuar como uma vendedora ativa, não uma vendedora passiva”, disse o CEO.

Apesar de ter atingido recentemente a posição de terceiro maior fornecedor de petróleo da China, à frente dos Estados Unidos, o Brasil ainda é um vendedor relativamente pequeno para o país asiático se comparado à Rússia e à Arábia Saudita, disse Castello Branco mas não por falta de apetite.

A China poderia absorver todo o petróleo que o Brasil tem para oferecer e ela costuma pagar um prêmio pelo tipo de petróleo do campo de Tupi, afirmou o executivo.

Em abril, a Petrobras atingiu a marca histórica de 1 milhão de barris por dia em petróleo enviado para a China, após uma forte queda no consumo interno de combustíveis que reduziu o uso da commodity em refinarias locais.

“Neste momento, nós não temos a capacidade de vender 1 milhão (de barris por dia)”, disse Castello Branco. “Com o aumento na produção de petróleo, nós teremos disponibilidade para isso.”

Agência Reuters

Petróleo dispara com expectativa por vacina e sinais da Opep+

Os preços do petróleo ampliaram alta, avançando quase 10%, o maior ganho diário e mais de seis meses, após a Pfizer anunciar resultados promissores para sua vacina contra a Covid-19 e a Arábia Saudita dizer que o acordo da Opep+ poderia ser ajustado para equilibrar o mercado.

O petróleo Brent subia 3,46 dólar, ou 8,77%, a 42,91 dólares por barril, às 13:02 na última segunda-feira (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 3,58 dólar, ou 9,64%, a 40,72 dólares por barril.

Ambos os contratos subiram mais de 4 dólares mais cedo.

“Os preços dos ativos se movem mais rápido do que a economia real, e o petróleo e outros ativos de risco estão reagindo positivamente às notícias da vacina da Pfizer”, disse o analista do BNP Paribas Harry Tchilinguirian.

A Pfizer disse que sua vacina experimental foi mais de 90% eficaz na prevenção da Covid-19, com base nos dados iniciais de um grande estudo.

“Aos olhos dos comerciantes, uma vacina ajudará a garantir que nenhum ‘lockdown’ futuro seja necessário e trará as pessoas de volta às ruas, permitindo a recuperação do transporte rodoviário e aéreo”, disse o chefe de mercados de petróleo da Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que o acordo da Opep+ sobre cortes na produção de petróleo poderia ser ajustado se houvesse consenso entre os membros do grupo.

O ministro saudita comentou depois de ser questionado se a Opep+ –que agrupa estados da Opep, Rússia e outros produtores– se manteria nos cortes existentes de 7,7 milhões de barris por dia (bpd), em vez de reduzi-los para 5,7 milhões de bpd, a partir de janeiro.

Agência Reuters

Essar, Raízen e Ultra avaliam ofertas por refinaria da Petrobras, dizem fontes

A Petrobras deve receber em 10 de dezembro propostas vinculantes por sua refinaria no Rio Grande do Sul, a Refap, com o conglomerado indiano Essar Group e as empresas locais Raízen e Ultrapar Participações entre os potenciais interessados, disseram pessoas envolvidas nas negociações.

Todas as três empresas foram pré-qualificadas para a fase vinculante do processo de venda da Refap, também conhecida como Alberto Pasqualini, disseram as fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque os detalhes são confidenciais.

A Petrobras também receberá ofertas vinculantes no mesmo dia por sua refinaria no Paraná, a Repar, ou Presidente Getulio Vargas, como parte de uma nova rodada de lances pelo ativo. Em setembro, tanto a Raízen quanto a Ultrapar apresentaram propostas similares em valores.

A Petrobras, Raízen e Ultra recusaram-se a comentar. A Essar não retornou imediatamente um pedido de comentários.

Os processos de venda das refinarias são parte do plano da Petrobras de encerrar seu quase monopólio em refino no Brasil e abrir para competidores privados um dos maiores mercados de combustíveis do mundo.

Nove unidades de refino foram colocadas à venda, ou cerca de metade da capacidade de refino do Brasil.

A busca de ofertas pelas duas refinarias no mesmo dia é uma mudança de estratégia da Petrobras com o objetivo de aumentar a competição pelos ativos e potencialmente obter propostas maiores.

Tanto a Refap quanto a Repar estão localizadas na região Sul do Brasil e possuem capacidade de produção de cerca de 200 mil barris por dia cada, ou cerca de 18% da capacidade de refino do país.

Segundo regras para preservação da concorrência, as unidades não poderão ser compradas pela mesma empresa após o desinvestimento da estatal.

A mais recente tentativa da Petrobras de privatizar suas refinarias sofreu longas pausas, com os desinvestimentos sendo questionados na Justiça e a demanda internacional por combustíveis e os preços do petróleo desabando em meio à crise da pandemia de coronavírus.

EM ANDAMENTO
Nesta semana, a Petrobras também receberá propostas por sua refinaria de Lubnor, no Nordeste, com uma capacidade de processamento de 8 mil barris de petróleo por dia.

No momento, a estatal também está em negociações exclusivas com o fundo Mudabala Investment, de Abu Dhabi, para a venda de sua segunda maior refinaria, conhecida como Rlam.

A Essar também apresentou uma oferta pela Rlam e pode reiniciar negociações com a Petrobras caso seja aberta uma nova rodada de propostas.

A Petrobras disse no mês passado que recebeu ofertas vinculantes pela refinaria Reman, em Manaus (AM).

Agência Reuters

ANP apresentará dados de desempenho em segurança operacional no VIII SOMA

A ANP irá realizar no próximo dia 16/11, entre 16h e 19h, o oitavo Workshop de Segurança Operacional de Meio Ambiente da ANP (SOMA), como pré-evento da Rio Oil & Gas. O SOMA tem como objetivo divulgar o desempenho em segurança das atividades de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, bem como os principais assuntos e desafios para o futuro, visando a uma indústria cada vez mais segura e sustentável.

A abertura será realizada pela diretora-geral do Petroleum Safety Authority Norway (PSA), Anne Myhrvold, juntamente com o diretor-geral interino da ANP, Raphael Moura. O evento será realizado online e os interessados poderão acompanhar no YouTube.

A programação completa está disponível no site do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

ANP

Petrobras conclui venda do campo de Baúna, na Bacia de Santos

A Petrobras finalizou a venda da totalidade de sua participação no campo de Baúna (área de concessão BM-S-40), localizado em águas rasas na Bacia de Santos, para a Karoon Petróleo & Gás Ltda (Karoon), subsidiária da Karoon Energy Ltd.

O campo de Baúna iniciou sua operação com o FPSO Cidade de Itajaí em fevereiro de 2013. A produção média do campo de janeiro a setembro de 2020 foi de aproximadamente 16 mil barris de óleo por dia e 104 mil m³/d de gás. Com essa transação, a Karoon será a operadora da concessão com 100% de participação.

Após o cumprimento das condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 150 milhões para a Petrobras. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 49,9 milhões pagos à Petrobras na data de assinatura, em 24/07/2019. A parcela remanescente, estimada em aproximadamente US$ 40 milhões, será paga pela Karoon em 18 meses contados da data de hoje, considerando os ajustes de preço, uma vez que a data-base da transação é de 01/01/2019. Assim, o valor foi ajustado em função do resultado do fluxo de caixa incorporado pela Petrobras até a data de fechamento. Adicionalmente, foi acordada pelas partes parcela contingente do preço, a ser recebida pela Petrobras até 2026, no valor de USS 285 milhões.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Estatal amplia atuação da Prosafe no Brasil

A Prosafe, fornecedora de plataforma de acomodação offshore, assinou uma extensão do contrato com a Petrobras para o fornecimento da embarcação semissubmersível Safe Notos para segurança e suporte de manutenção offshore no Brasil.

O período de firma original de três anos e 222 dias deveria ser concluído em julho de 2020, mas a extensão resultará em operações até meados de novembro de 2021, explicou Prosafe.

A extensão do contrato permite até 30 dias para inspeções de renovação de classe de cinco anos.

O valor total da alteração do contrato, incluindo a extensão, é de aproximadamente US $ 28,7 milhões.

O Safe Notos, uma embarcação semissubmersível de segurança e manutenção de ambiente agressivo, tecnologicamente avançado e dinamicamente posicionado (DP3), pode acomodar até 500 pessoas.

Além de uma área de convés aberta de grande capacidade e passarela telescópica, o Safe Notos fornece à Petrobras capacidade de levantamento de 300 toneladas.

Jesper Kragh Andresen , CEO da Prosafe disse: “A Prosafe está satisfeita por ter sido firmado um acordo para estender o Safe Notos ao longo de quase todo o ano de 2021 a uma taxa premium em comparação com os leilões recentes. O Safe Notos tem apresentado um desempenho extremamente bom desde o início das operações com a Petrobras em dezembro de 2016, e estamos ansiosos para a continuidade das operações ”.

Para lembrar, a Petrobras em julho de 2016 substituiu um contrato para a unidade Safe Eurus com Safe Notos e concordou em um início de contrato mais cedo do que o planejado.

O contrato original foi prorrogado da duração original de três anos por mais 222 dias.

Sob este acordo, o contrato teve início no 4T 2016 ao invés do 1T 2017 conforme planejado originalmente.

Brasil deve atrair interessados se fizer leilões de petróleo em 2021

O Brasil não terá concorrência relevante de outros países se decidir realizar leilões de petróleo em 2021, como o já anunciado para as áreas que não foram vendidas em 2019, como Sépia e Atapu, depois que vários países cancelaram seus leilões, e pela diferença de perfil dos que já estão programados. A avaliação consta de estudo publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Por causa da pandemia da covid-19, e a exemplo de outros países, o Brasil suspendeu a realização de duas rodadas de licitação – 7ª Rodada de Partilha de Produção e a 17ª Rodada de Concessão – que junto com a 8ª Rodada de Partilha e 18ª de Concessão, marcadas para 2021, continuam em avaliação pelo governo.

Bacia de Campos
A suspensão de leilões pelo mundo inteiro terá um impacto negativo de 60% no número de licenciamentos de áreas de exploração este ano comparado a 2019, de acordo com levantamento da consultoria Rystad Energy, divulgado pela EPE. Já em 2021, o Brasil pode ter sucesso nos leilões, apesar dos orçamentos menores que levarão as petroleiras a serem mais cautelosas e seletivas quanto aos seus investimentos.

“No contexto dos leilões elencados, o Brasil se apresenta como oportunidade diferenciada para o investidor, considerando o risco geopolítico, o risco exploratório e a produtividade esperada dos campos. A maioria dos leilões internacionais previstos para 2020 e 2021 possui outro perfil, não sendo concorrentes diretos por investimentos”, afirmou a EPE.

A autarquia, porém, ressalta que a efetiva atratividade das oportunidades no cenário atual no Brasil dependerá dos termos contratuais e condições fiscais definidos no âmbito da licitação. O Brasil ainda debate no Congresso fatores como a mudança do regime de exploração de ativos do pré-sal, por exemplo.

Segundo a EPE, boa parte dos leilões previstos para 2021 envolve países com produção incipiente e/ou com maior risco de produção, como Serra Leoa, Senegal, Libéria, Somália e Filipinas. A Nigéria poderia entrar com mais força na briga pelos limitados recursos disponíveis por investidores, mas disputas internas e risco geopolítico podem atrapalhar o sucesso das ofertas.

A maior ameaça entre os leilões previstos para entre o final deste ano e 2021 seriam as três rodadas previstas para o Golfo do México e da concessão no Alasca, nos Estados Unidos. Mas a EPE destaca que, apesar de ser uma região de comprovado potencial de atrair o interesse das petroleiras, 378 blocos arrematados nas rodadas de 2019 pelos EUA arrecadaram US$ 403 milhões. Em apenas um bloco vendido pelo Brasil no mesmo ano, na bacia de Campos sob o regime de concessão, a arrecadação foi de US$ 1 bilhão.

Outros leilões previstos para a Noruega, Malásia e Canadá, se confirmados, poderão também dividir investimentos com o Brasil, por esses países já possuírem produção, infraestrutura e conhecimento geológico como os brasileiros.

Queda na exploração
A falta de leilões provocará queda no investimento global de exploração da ordem de 29% para o período 2020-2021 em relação a 2019, de acordo com a Rystad Energy, contra previsão de estabilidade antes da pandemia. As áreas mais afetadas foram as relativas ao shale gas (-52%) e areias betuminosas (-44%), devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional, que deixou esses ativos menos atraentes.

Para o offshore, caso do Brasil, a queda de investimentos deverá ser da ordem de 15,6%, já que possui preços mais resilientes de produção.

“Segundo a Wood Mackenzie, contudo, o Brasil se encontra bem posicionado no ambiente global. Entre os investimentos aguardando decisão final (leilões), o Brasil é o maior detentor de recursos que continuam economicamente viáveis, mesmo com preços do Brent abaixo de US$ 35/barril”, informa a EPE.

Para a consultoria, a Venezuela e o Brasil serão os países da América Latina que serão mais afetados em volume de produção de petróleo este ano por causa da pandemia, e apenas México e Guiana devem ampliar a produção.

Estadão