Empresa prospecta investimento em ramal de etanol em torno de R$ 1 bilhão

O prefeito Paulo Piau e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, José Renato Gomes, participaram de uma videoconferência com a diretoria da Logum Logística S.A. A empresa, que possui unidade em Uberaba, faz prospecção para um investimento de R$ 1 bilhão para ampliação dos dutos de transporte de etanol.

A Logum Logística S.A. tem a sua estrutura acionária composta por quatro empresas Copersucar (30%), Raizen (30%), Petrobras (30%) e Uniduto Logística (10%), que são agentes relevantes no mercado de combustíveis e biocombustíveis do país.

Os dutos para transporte de combustível saindo de Uberaba, por este investimento vão chegar até a cidade de São Paulo e possivelmente, o litoral paulista. Hoje, os dutos chegam a Paulínia (SP).

Atualmente, a empresa transporta anualmente, três milhões de metros cúbicos de etanol, mas com este investimento a meta é triplicar esse montante.

A diretoria da Logum ainda sinalizou com a possibilidade de ampliação do ramal entre Uberaba e Itumbiara (GO). Mas, este investimento fica sujeito a demanda pelo combustível.

O prefeito da cidade de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira, também participou da videoconferência.

O prefeito Paulo Piau destacou que a expansão desse ramal deve demandar maior produção de etanol, consequentemente, deve gerar mais investimentos no setor em Uberaba.

Jornal Uberaba

NLMK amplia estoques no Brasil e América Latina e investe R$ 944 milhões em fábrica na Bélgica

O investimento possibilitará à empresa ampliar sua área de atuação comercial no Brasil, atendendo a empresas que demandam aço especial de alta resistência com espessuras diferenciadas.

Considerada a maior exportadora de lingotes de aço bruto do Planeta, a NLMK Group foi na contramão das reações do setor do aço diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De olho no mercado futuro, a empresa investiu na ampliação de seus estoques no Brasil e na América Latina, mesmo tendo registrado uma queda de 12 a 13% no volume de vendas no primeiro semestre, em comparação ao primeiro semestre de 2019. E ainda está investindo aproximadamente 150 milhões de euros (cerca de R$ 944 milhões) em sua fábrica de La Louviére, na Bélgica, com o objetivo de ampliar a resistência mecânica das bobinas de aço.

Em breve, por conta desses investimentos, a empresa terá condições de fabricar chapas com espessura a partir de 1,2 mm (milímetros), com limite de escoamento acima de 1.000 MPa (Mega Pascal). Isso permitirá à NLMK South America, no Brasil – atualmente focada na comercialização de chapas grossas de aço de alta resistência com valor agregado -, a ampliação do atendimento a diversos segmentos como o setor automotivo, construção civil, mineração e agroindústria. Em 2021, de acordo com as expectativas da empresa, as chapas finas de bobina de alta resistência que serão produzidas na fábrica de La Louviére ganharão o mercado.

“Nossos clientes se beneficiam da vasta experiência que as décadas de produção de aço na Europa representam. Nosso aço de altíssimo valor agregado oferece muitos benefícios aos nossos clientes no Brasil”, afirma o diretor-geral da NLMK South America, Paulo Seabra. “Isso porque, utilizando o aço de alta resistência que oferecemos no mercado, os nossos clientes podem produzir seus equipamentos de forma que os torne mais leves e mais resistentes, aumentando a sua vida útil e contribuindo para a economia de investimentos e cumprimento de metas de sustentabilidade”.

Tomando como exemplo o setor de implementos rodoviários, um caminhão cuja caçamba seja fabricada com aço de altíssimo valor agregado pode se tornar muito mais leve. E, assim, gastar menos combustível e promover até a redução dos custos de manutenção com o desgaste de pneus. A redução que o emprego desse tipo de aço especial pode trazer chega a 35% do peso total do equipamento e lhe garante uma maior vida útil. Isso gera uma possibilidade de se reduzir o impacto na natureza, pois tanto manutenção quanto produção tornam-se otimizadas.

Os aços especiais com alto valor agregado são aqueles que possuem características que os outros não têm. Como, por exemplo, uma espessura diferenciada. Ou capacidade de resistência maior. Sendo assim, o emprego desse tipo de material é uma forma do mercado contribuir para a sustentabilidade de suas atividades. Além de aumentar a produtividade.

Voltemos ao exemplo do caminhão. Ele poderá transportar mais carga se tiver o peso de sua estrutura reduzido. O que possibilita, inclusive, uma diminuição da frota, pois cada caminhão poderá carregar até 35% a mais de toneladas de carga. Assim, as empresas que optam pelo aço especial de valor agregado estão colaborando para tornar o mercado brasileiro mais competitivo para o mundo. E esse, esclarece Seabra, é um dos principais objetivos da NLMK.

“Uma das nossas metas principais é contribuir para o crescimento da competitividade brasileira diante dos mercados internacionais. Apoiamos os clientes na transformação de seus equipamentos em produtos mais leves, resistentes e duráveis, que resultam em maior produtividade. Estamos contribuindo para que o Brasil caminhe para um momento mais competitivo nesse mercado”.

Suporte técnico e estrutura

A NLMK South America não trabalha apenas com a venda do aço que é produzido nas fábricas da Europa. Sua equipe oferece todo o suporte técnico e consultoria para que seus clientes tenham condições de escolher o melhor tipo de aço para suprir suas necessidades. “O mercado brasileiro ainda tem uma penetração muito baixa no consumo de aço de alta resistência, comparado a mercados mais maduros, como o alemão. Isso resulta em muitas possibilidades de crescimento da NLMK, no que se refere ao estímulo da produção de equipamentos – hoje realizada com aço comum – com o aço de maior resistência, tornando os materiais mais leves. Uma oportunidade de tornar o Brasil num mercado à altura do mercado europeu”.

A estratégia global da NLMK se baseia na verticalização de sua produção. A empresa extrai a matéria prima, enriquece e a transforma em produto final. Para isso, conta com suas próprias minas de minério de ferro e carvão, tornando-a auto-suficiente em matéria prima, em quantidade capaz de atender à demanda global por aço especial produzido em suas fábricas. Para se ter uma ideia, a capacidade instalada é de 17 milhões de toneladas de aço bruto produzidas por ano e 17 milhões de minério de ferro. A empresa também gera aproximadamente 60% da energia elétrica empregada nos processos e possui portos exclusivos em pontos estratégicos do Globo, para escoar a produção para mais de 70 países.

Driblando a crise

Paulo Seabra revela que, em 2020, a NLMK registrou uma redução de 12 a 13% no volume de vendas no primeiro semestre, em comparação ao primeiro semestre de 2019. O segundo semestre ainda é incerto, apesar de o executivo ter percebido uma certa melhora no mercado. “Nossa previsão é de que encerraremos 2020 com uma queda nas vendas, em relação ao ano de 2019, na casa dos 15%. Mas confiamos na expectativa de recuperação desse percentual já em 2021, com recuperação gradual da curva de crescimento”.

Esta será a primeira vez, desde 2014, quando iniciou as atividades no Brasil, que o volume de vendas da empresa sofre uma redução. Isso porque, nos últimos anos, o crescimento anual registrado oscilava entre 15 a 20%. Até começar a pandemia. Por outro lado, a NLMK não sofreu perda de marketshare.

O foco da NLMK tem sido a distribuição de aço plano em chapa grossa de alta resistência e com alto valor agregado. Seus principais consumidores são grandes empresas que pertencem a setores como o da produção de equipamentos da chamada linha amarela (escavadeiras, caminhões de mineradoras), construção civil e mineração. Setores em que as chapas são utilizadas na montagem e manutenção de equipamentos, como caminhões e escavadeiras. Peças que demandam aço de alta resistência, pois sofrem um excessivo desgaste por conta do uso pesado. Como a caçamba de um caminhão, por exemplo.

Mas existem outros setores que demandam a utilização de aço de alta qualidade, como a agricultura florestal, que aproveita o produto em colheitadeiras e discos de corte. Além de empresas que atuam no setor de montagem de peças automobilísticas. Quando a NLMK der início à produção de bobinas a partir de 1,2 milímetros de espessura, com a reestruturação da fábrica na Bélgica, as aplicações serão diversas.

Seabra complementa que a empresa prevê um aumento da demanda por aço de alta resistência partindo de setores como o de elevação de cargas (guindastes e cestas aéreas); o de implementos rodoviários (chassis, reboques e semi-reboques); e o agrícola (colheitadeiras e pulverizadores).

E é por isso que, para 2021, a expectativa da NLMK é mais otimista. A previsão é de crescimento de 10 a 15%. É certo que os estoques, ampliados no Brasil, serão capazes de atender à demanda esperada. E também que será possível ao menos recuperar a perda de 2020 por conta da desaceleração econômica causada pela pandemia. Um crescimento ainda maior dependerá apenas do tempo que for preciso para concluir as obras na usina de La Louviére, para que a NLMK passe a fabricar e comercializar as bobinas de alta resistência no Brasil, agregando novos volumes às vendas já existentes.

Estatal inicia venda de ativos de E&P em Sergipe

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda da totalidade de suas participações em um conjunto de onze concessões de campos de produção terrestres, com instalações integradas, localizadas na Bacia Sergipe-Alagoas, em diferentes municípios do estado de Sergipe, denominados conjuntamente de Polo Carmópolis.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers. As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, o anúncio significa o início de uma nova fase para a região. “Esse anúncio permitirá que em breve, uma nova empresa ou grupo de empresas possam fazer investimentos com foco específico nesses ativos, fazendo com que se tornem ainda mais produtivos. Para a economia local, isso significa mais competitividade, mais geração de empregos e maior arrecadação de impostos. Para a Petrobras, é mais um passo importante na estratégia de concentrar seus recursos em projetos nos quais apresenta vantagem competitiva e obtém maior retorno”.

O diretor explica ainda que esse anúncio não significa o fim da atuação da companhia no estado de Sergipe. “A Petrobras segue avaliando oportunidades de acordo com seu foco em águas profundas e ultraprofundas. Em Sergipe, por exemplo, a empresa realizou testes de longa duração na área de Farfan, em águas profundas, com bons resultados. Seguimos trabalhando para viabilizar o desenvolvimento desta área no menor prazo possível por meio de parcerias com outras empresas”, diz Ardenghy.

Sobre o Polo Carmópolis

O Polo Carmópolis compreende 11 concessões de produção terrestres, localizadas em diferentes municípios do estado de Sergipe, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

Possui quase 3.000 poços em operação, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás em Carmópolis, aproximadamente 350 km de gasodutos e oleodutos, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

Também fazem parte do Polo Carmópolis, o Polo Atalaia, que contém o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo; o Oleoduto Bonsucesso-Atalaia de 48,6 Km, que escoa a produção de óleo das concessões até o Tecarmo; e todas as instalações de produção contidas no ring fence das 11 concessões, além da titularidade de alguns terrenos.

A produção média do Polo de janeiro a setembro de 2020 foi de cerca de 10 mil barris de óleo por dia e 73 mil m3/dia de gás. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

Agência Petrobras

Petroleira conclui oferta de recompra de títulos globais

A Petrobras concluiu a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

O volume de principal validamente entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 1.666.335.424,00 equivalentes, considerando as taxas de câmbio de US$ 1,1780/€. O montante total pago a esses investidores foi de US$ 1.943.109.843,53, considerando os preços ofertados pela Petrobras e excluindo os juros capitalizados até a data de liquidação.

Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra excedeu o limite de US$ 2 bilhões previamente estabelecido, o volume ofertado para os 5,093% Global Notes com vencimento em janeiro 2030 não foi aceito, de acordo com os termos da oferta, de forma que o limite de US$ 2 bilhões fosse atendido.

A tabela abaixo resume o resultado final da oferta.

Petrobras defende concorrência no segmento de biocombustíveis

Adoção do diesel renovável dentro do mandato de biocombustíveis propiciará ganhos ambientais e benefícios para o consumidor

O consultor sênior da Petrobras Ricardo Pinto participou, na quinta-feira (22/10), de uma webinar sobre “A importância dos biocombustíveis na transição energética da matriz de transportes”, promovida pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP). No evento, Ricardo Pinto destacou a importância da introdução do diesel renovável na matriz de biocombustíveis do Brasil. O diesel renovável é um biocombustível moderno, feito com matérias-primas como óleos vegetais, gordura animal e até mesmo óleo de cozinha usado, que pode ser misturado ao diesel derivado do petróleo.

“O diesel renovável é utilizado em mistura com o óleo diesel e pode ser produzido diretamente via coprocessamento de óleo diesel com matérias primas renováveis em unidades de hidrotratamento de refinarias de petróleo. O coprocessamento é a forma mais rápida de iniciar-se a sua produção e com menos custos, pois se utiliza de infraestruturas já existentes. O diesel já pode sair da refinaria como um Diesel R5, por exemplo, com 5% de conteúdo renovável. O biodiesel éster poderia ser utilizado em conjunto, numa parcela, por exemplo, de 7 %, no mesmo mandato de biocombustíveis adicionados ao diesel de petróleo, alcançando os mesmos patamares (12 %) de conteúdo renovável existentes atualmente no diesel comercializado nos postos. Em alguns usos, como em geradores de emergência ou em usinas térmicas, onde a estabilidade do produto é um fator chave, o uso de um Diesel R12 seria muito mais adequado. O diesel renovável hidrotratado (HVO) é o biocombustível cuja utilização mais cresce no mundo e já é amplamente adotado em outras regiões como Europa e Estados Unidos. Cerca de 15% da produção de HVO é feita por coprocessamento com o óleo diesel mineral em refinarias de petróleo”, afirmou Ricardo Pinto.

O especialista da Petrobras também destacou a importância da concorrência no segmento de biocombustíveis misturados ao diesel, mercado ocupado atualmente exclusivamente pelo biodiesel de base éster. Isso seria obtido pela inclusão do diesel renovável no mandato hoje ocupado exclusivamente pelo biodiesel éster. A presença de diversos biocombustíveis no mesmo mandato já é permitida pela legislação brasileira, mas depende ainda de regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis, e permitiria mais competição no setor, trazendo benefícios de custo e qualidade para o consumidor final. Atualmente a adoção do diesel renovável encontra-se em estudo por autoridades como ANP e o Conselho Nacional de Política Energética.

O diesel renovável possui diversas vantagens em relação ao biodiesel éster, único biocombustível que atualmente pode ser misturado ao diesel de petróleo no Brasil. O diesel renovável é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70%, quando comparado ao diesel regular, e em 15% quando comparado ao biodiesel. Isso ocorre porque o biodiesel éster utiliza metanol, produto de origem fóssil, em seu processo produtivo.

Ao contrário do biodiesel éster, o diesel renovável não possui em sua composição compostos metálicos que prejudicam o funcionamento dos sistemas de tratamento de gases de combustão presentes nos veículos. Esses compostos metálicos, existentes no biodiesel éster, desativam os catalisadores que reduzem as emissões de poluentes dos gases de combustão, fazendo com que sejam lançados no ambiente material particulado e óxidos de nitrogênio, diretamente ligados a problemas de saúde. A utilização do HVO permite o atendimento ao RenovaBio e também à fase P8 do PROCONVE (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores).

O diesel renovável também permite a utilização de matérias primas residuais, como o óleo de cozinha usado, contribuindo ainda mais para a descarbonização da atmosfera.

Outra vantagem do novo biocombustível é que, embora seja feito de matéria-prima renovável, o produto é quimicamente igual ao diesel de petróleo. Isso significa que é um combustível de alta estabilidade, tanto térmica quanto de estocagem. O biodiesel éster, ao contrário, possui glicerinas em sua composição, o que pode causar entupimentos em sistemas de estocagem e em filtros, bombas e bicos injetores, prejudicando o desempenho de veículos.

O evento também contou a presença de Valéria Lima, diretora executiva de downstream do IBP, Heloisa Esteves, diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, Paulo Jorge Santo Antônio, vice-coordenador da Comissão de Assuntos Técnicos da Anfavea, e Vânya Pasa, coordenadora do Laboratório de Combustíveis da UFMG. Todos os participantes destacaram a importância da introdução o mais rapidamente possível do diesel renovável na matriz energética brasileira como forma de melhorar a qualidade do biocombustível usado no país.

BIOQAV

Os palestrantes presentes no evento lembraram também da necessidade de introdução do bioQAV na matriz energética brasileira. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) criou um programa para a redução de gases de efeito estufa por parte de aeronaves. A OACI determina que todos os países membros, incluindo o Brasil, utilizem biocombustíveis de aviação a partir de 2027. Foi destacado também que a Resolução 778 da ANP inclui todos os tipos de bioQAV, independente de processo e/ou composição, garantindo a competição entre eles. A Petrobras considera que a produção do bioQAV é associada à produção do diesel renovável e a introdução dos dois biocombustíveis na matriz energética brasileira é muito importante e precisa ser realizada de forma urgente.

Agência Petrobras

Cluster Naval RJ apresenta oportunidades para indústria marítima nacional

Evento on-line contou com representantes da Marinha, da Emgepron e do Simde

O webinar “Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos”, realizado em 22/10, mostrou oportunidades diretas para a indústria marítima brasileira e sua cadeia de valor de navipeças, em diversos projetos, como o Programa Fragatas Classe Tamandaré e o Projeto de Obtenção do Navio de Apoio Antártico. Todos eles com mínimo de conteúdo local exigido, garantindo o acesso à indústria nacional.

Carlos Erane, vice-presidente da Firjan, presidente do Conselho de Administração do Cluster e presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), destacou o papel estratégico do Rio de Janeiro nesse segmento e a oportunidade para a indústria naval local se preparar e aproveitar o momento. Segundo Erane, que também preside a Firjan Nova Iguaçu e Região, o cluster é um instrumento de desenvolvimento econômico e social para o país.

Após citar que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta para 2030 que cerca de 5% a 6% do valor agregado gerado na economia mundial decorrerá da economia do mar, o vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior, diretor-presidente da Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron), destacou a importância da inovação e tecnologia como um dos focos estratégicos do Cluster.

Ele ressaltou que o Programa da Classe Tamandaré, assim como o Projeto de Obtenção do Navio de Apoio Antártico, o programa de submarinos e o e-navigation, trazem um componente de inovação e de tecnologia muito relevante. “No caso do Tamandaré, há um propósito de se criar uma indústria e navios complexos que têm colocação no mercado mundial; e o Brasil poderá exportar essa classe de navio ou outras com a grande participação da indústria no conteúdo local”, enfatizou.

Conteúdo local previsto

O capitão de mar e guerra Roberto Marcelo Moura dos Santos, gerente do Programa Fragatas Classe Tamandaré, disse que a assinatura do contrato para a construção dessas embarcações, a ser realizada em Itajaí (SC), abre novas perspectivas de fornecimento para a indústria nacional de equipamentos navais.

A participação da indústria nacional é contemplada no contrato por meio do atingimento do índice de conteúdo local e da transferência de tecnologia. Segundo ele, o índice mínimo para o conteúdo local para o primeiro navio é de 31,75%. Para os demais chega a 40,50%.

De acordo com estudos acadêmicos, os fatores principais a serem vistos pelos estaleiros na escolha dos fornecedores são: o preço do produto, a qualidade, a confiança na entrega, a localização geográfica e a capacidade de inovação, orientou o capitão.

A apresentação do capitão de mar e guerra Archimedes Francisco Delgado, gerente do programa Navio de Apoio Antártico, mostrou a situação do projeto, suas perspectivas e as principais possibilidades de participação da indústria nacional. De acordo com ele, o mais importante é que o navio será construído num estaleiro situado no Brasil e que se espera a geração de 600 empregos diretos e 6.000 indiretos. Além disso, será exigido o índice mínimo de conteúdo local de 45%.

O programa está em fase de recebimento de propostas, que devem ser entregues pelas proponentes até 11/11. A partir daí, começa a seleção das melhores ofertas, a serem divulgadas em janeiro de 2021, com três ou quatro propostas. O resultado da vencedora sai em junho de 2021; a assinatura do contrato está prevista para dezembro do mesmo ano; e a construção do navio, entre 2022 e 2025.

Fernando Queiroz, diretor-presidente da sociedade de propósito específico (SPE) Águas Azuis, responsável pelo Programa Classe Fragata Tamandaré, enfatizou que o grupo está em operação e contratando. “As empresas interessadas em fornecer material para o projeto devem se cadastrar no site da Águas Azuis. O processo começa na opção fornecedores”, disse Queiroz, que apresentou todos os passos para esse cadastramento.

Firjan

Rio Oil & Gas será 100% digital e já tem confirmação de CEOs da Equinor e Total

Pela primeira vez a Rio Oil & Gas, um dos maiores eventos da indústria de petróleo e gás, será 100% digital, o que vai facilitar a participação de executivos do mundo inteiro, segundo disse ao Broadcast Luiz Costamilan, secretário de Petróleo e Gás do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), organizador do evento.

A expectativa é de que grandes nomes da indústria se envolvam no evento que será realizado de 1º a 3 de dezembro. Até o momento já foram confirmadas as presenças virtuais dos presidentes globais da Total e Equinor, informou Costamilan.

O tema deste ano será “A energia para um mundo em transformação”, e pela primeira vez também está sendo possível votar nos trabalhos técnicos de maior interesse do público. Nos primeiros quatro dias já foram recebidos mais de sete mil votos, de acordo com o IBP. Foram inscritos mais de 1.900 autores, com um total de 600 trabalhos técnicos.

“Os autores dos conteúdos mais curtidos por bloco temático – transformação digital, gás natural, transição energética, offshore, entre outros – serão convidados a compor uma Mesa Técnica ao vivo durante o Congresso”, explicou o IBP.

Além disso, os 350 trabalhos mais bem avaliados pelo Comitê Técnico serão exibidos em uma playlist de trabalhos técnicos. Todos os trabalhos aprovados para a edição estarão disponíveis no canal On Demand, com acesso liberado durante os dias do evento em plataforma exclusiva.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://eventos.tmp.br/rog2020/visitantes/inicio.php

Estatal realiza seleção final de startups para investimento de até R$10 milhões

As vencedoras utilizarão os recursos aportados pela Petrobras para desenvolver produtos ou serviços aplicados ao setor de óleo, gás e energia 

A Petrobras realiza esta semana (22 e 23/10) os pitches finais de apresentação das startups selecionadas entre as mais de 300 inscritas no II edital do programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups. O edital, em parceria com o Sebrae, trouxe 54 desafios de nove diferentes áreas tecnológicas: robótica, eficiência energética, catalisadores, corrosão, tecnologias digitais, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologias de inspeção e tratamento de água. As vencedoras dividirão uma verba total de R$10 milhões.

A apresentação das startups para a banca avaliadora, formada por executivos da Petrobras, será realizada virtualmente. Para os projetos vencedores e finalizados com sucesso, a companhia buscará viabilizar a continuidade do desenvolvimento com a implantação de testes em campo, por meio de um lote piloto ou serviço pioneiro.

“Como parte do desenvolvimento do ecossistema de inovação, estamos nos conectando com startups para acelerar a inovação dentro da Petrobras, buscando ideias criativas que possam contribuir para o alcance de soluções que gerem valor para a companhia”, afirma o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone.

As startups selecionadas na primeira etapa do edital, em julho, receberam, durante dois meses, mentoria especialistas da companhia e do Sebrae para refinamento do plano de trabalho e dos modelos de negócio. As candidatas também receberam assessoria e treinamento para os pitches dessa semana, de onde sairão as startups vitoriosas.

A previsão é de que a lista das vencedoras seja divulgada no próximo dia 30.

Petrobras conclui emissão de US$ 1,0 bilhão em Títulos Globais

A Petrobras concluiu ontem (21/10), por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 1,0 bilhão, através da reabertura dos títulos PGF 5,60% Global Notes com vencimento em janeiro de 2031 (CUSIP No. 71647NBH1/ ISIN No. US71647NBH17).

A operação foi precificada no dia 13 de outubro de 2020, conforme divulgado ao mercado, e representou a menor taxa de retorno (yield) de uma emissão na história da Petrobras para um bond de 10 anos.

Seguem abaixo as principais informações da emissão:

•     Volume emitido: US$ 1,0 bilhão
•     Cupom: 5,60% a.a.
•     Preço de emissão na reabertura: 109,579%
•     Rendimento ao investidor: 4,40% a.a.
•     Vencimento: 3 de janeiro de 2031
•     Data dos pagamentos de juros: 3 de janeiro e 3 de julho de cada ano, iniciando em 3 de janeiro de 2021
•     Rating: BB- (Fitch) / Ba2 (Moody’s) / BB- (S&P)

Os recursos captados através desta emissão serão consolidados com o US$ 1,5 bilhão emitido em 3 de junho de 2020, formando uma série única de US$ 2,5 bilhões.

Os recursos líquidos captados através desta emissão serão utilizados pela Petrobras para o pagamento dos títulos validamente entregues e aceitos na oferta de recompra anunciada em 13/10/2020 e, em caso de excesso, para propósitos corporativos em geral.

ANP participa de força-tarefa com ANTT, Antaq e Ibama no Ceará

A ANP realiza esta semana, desde segunda-feira (19/10), força-tarefa com a ANTT, a ANTAQ e o IBAMA no Ceará. O objetivo é avaliar a circulação de combustíveis, a origem e o destino, notas fiscais, certificados de análise e realizar coleta de amostras para verificação da qualidade dos combustíveis. Até o momento, não houve registro de auto de infração pela ANP.

A operação consolida a parceria da ANP com outros órgãos reguladores, que possuem competências diversas, mas complementares. Essa iniciativa tem como objetivos aumentar o controle nos corredores de circulação e movimentação dos combustíveis e aperfeiçoar o fluxo de informações entre os órgãos, o que amplia o conhecimento da Agência sobre a dinâmica do mercado.

De 19 a 21/10, foram realizadas fiscalizações nas imediações dos portos de Mucuripe (Fortaleza) e do Pecém (São Gonçalo do Amarante), sendo abordados oito caminhões transportadores de combustíveis e GLP. No dia 21/10, a operação também teve participação da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC). Hoje (22/10), as equipes estão no posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também participa da ação, no município de Itaitinga.

Operação na Bahia

Ontem (21/10), a ANP também participou de força-tarefa com a Polícia Civil e a PRF no município de Morro de Chapéu, na Bahia. Foram fiscalizadas todas as revendas de combustíveis do município (cerca de 10), motivadas por denúncias sobre a qualidade dos combustíveis. Não foram encontradas infrações relacionadas à qualidade ou à quantidade dos combustíveis, sendo lavradas autos por infrações administrativas.