Petrobras informa sobre licitação de plataforma

A Petrobras informa que, frente ao contexto econômico do cenário da COVID-19, postergou em cerca de um ano o Projeto Integrado do Parque das Baleias, ficando o início de operação e primeiro óleo para 2024, porém preservando o escopo do projeto que prevê o remanejamento de poços entre plataformas em operação no ano de 2022.

Com a postergação, a Petrobras cancelou a licitação de afretamento de plataforma para atender o projeto eautorizou o início de um novo processo licitatório.

Mudanças na liderança da Equinor Brasil

Desde 01/10, Leticia Andrade passou a atuar como presidente interina da Equinor Brasil, acumulando com seu cargo de vice-presidente de Estratégia e Portfólio. Margareth Øvrum segue como vice-presidente executiva representando o Brasil no comitê executivo da Equinor até 31 de dezembro, quando irá se aposentar após 39 anos de dedicação à empresa. Temos muito orgulho de ter em nossa companhia mulheres fortes e competentes, protagonistas nessa jornada de conquistas.

Poço de Búzios registra recorde de produção em setembro

O poço 7-BUZ-10-RJS do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, registrou recorde em volume produzido de petróleo e gás natural no mês de setembro de 2020. No total, ele produziu aproximadamente 69,6 mil barris de óleo equivalente por dia, o maior volume já registrado por um único poço em toda a série histórica.

Dos 273 campos que produziram no mês de setembro, apenas 8 registraram volume superior ao do poço 7-BUZ-10-RJS. A produção nacional foi de 2,907 milhões de barris por dia de petróleo e 125,255 milhões de metros cúbicos de gás natural, totalizando 3,695 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

As informações podem ser consultadas no Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural.

Raízen avança em biogás de cana e mira aquisições em geração distribuída de energia

A Raízen inaugurou oficialmente uma usina de geração de energia com biogás produzido a partir de subprodutos de cana, uma tecnologia que a empresa pretende agora testar para possível aplicação também em caminhões e tratores de sua frota.

Joint-venture da Cosan com a anglo-holandesa Shell, a companhia ainda tem planos de usar esse biogás de cana para atender diretamente a demanda de clientes por eletricidade em um modelo de negócios conhecido como geração distribuída (GD), disse à Reuters o presidente da Raízen, Ricardo Mussa.

A geração distribuída tem crescido rapidamente no Brasil, principalmente com instalações que envolvem placas solares em telhados ou terrenos para atender a demanda de residências e empresas, e a Raízen buscará avançar nesse nicho, inclusive com possíveis aquisições ou parcerias, acrescentou o executivo.

Segundo Mussa, a Raízen já concluiu a implementação de seus primeiros sistemas de geração distribuída, com tecnologia solar, e pretende acelerar investimentos no setor, uma vez que acredita ter vantagem frente aos concorrentes nesse nicho devido à ampla carteira de clientes para os quais a produção das instalações de GD poderia ser vendida.

“Meu principal gargalo hoje é a velocidade de implementação de mais projetos. Isso nos leva até a pensar: será que não tem projetos prontos no mercado, empresas com quem possamos conversar? A resposta é sim, estamos buscando parcerias, aquisições, para acelerar o projeto de GD dentro da companhia.”

Um evento da empresa com parceiros, como postos de gasolina e outros clientes, mostrou que eles têm interesse até maior do que se esperava por soluções envolvendo GD, acrescentou o CEO.

“Já conseguimos o mais difícil, que é ter um mercado e um produto bem aceito por esse mercado.”

A busca por possíveis compras ou associações, no entanto, está focada em empreendimentos de GD solar, uma vez que na área de biogás a Raízen pretende apostar em projetos próprios, a serem desenvolvidos pela Raízen Geo Biogás, uma joint venture da empresa com a Geo Energética para investimentos em biogás.

BIOGÁS E BIOMETANO

A usina de geração a partir de biogás inaugurada nesta sexta-feira, em Guariba, no interior de São Paulo, terá operação e comercialização a cargo da Raízen Geo Biogás.

A unidade tem 21 megawatts em capacidade e funciona tanto com torta de filtro quanto vinhaça, subprodutos da cana-de-açúcar, ao fazer uso de duas tecnologias diferentes. Com investimentos de cerca de 153 milhões de reais, a planta vendeu antecipadamente a produção em um leilão realizado pelo governo em 2016 para atender à demanda futura por energia.

“A ideia é que a gente não precise de leilão para seguir com novos projetos”, disse Mussa, ao revelar que a Raízen já mapeou outras 10 de suas unidades que poderiam ser alvo de iniciativas similares para produção de biogás.

Os resultados da primeira usina serão analisados atentamente, até para tomada de decisão sobre qual a melhor tecnologia a ser adotada nas próximas iniciativas em biogás.

“Claro que não vamos sair como loucos fazendo projetos, mas não tenho dúvida de que outras virão. E as novas plantas que vão ser construídas, gostaria muito de construí-las nesse formato novo. Queremos no início da próxima safra ter isso bem claro, (mas) pode ser que os testes demorem mais.”

O executivo acrescentou que vê um potencial ainda maior para biometano a ser produzido com os mesmos subprodutos da cana, que poderia eventualmente ser usado em caminhões ou tratores da frota própria da Raízen.

O uso do biometano nos veículos está sendo testado em parceria com a Scania, para verificar se o combustível terá desempenho adequado à realidade dos trabalhos no campo.

“Eu acredito mais até no biometano, acho que ele tem o valor agregado da substituição do diesel, é maior que energia elétrica”, afirmou Mussa. “Tem também uma série de externalidades positivas para nossa produção de açúcar e etanol. Você torna o etanol mais sustentável, o açúcar mais sustentável, pois está tirando o combustível fóssil”, explicou.

Isso permitira, inclusive, uma maior criação de valor para a Raízen por meio da emissão de mais créditos de descarbonização, os CBIOs, segundo ele.

Criados no âmbito de um programa do governo para fomentar biocombustíveis, o RenovaBio, os chamados CBIOs precisam ser comprados por distribuidoras de combustíveis para compensar emissões pela venda de combustíveis fósseis.

Os CBIOs são emitidos por produtores de biocombustíveis, e usinas atestadas como com maior grau de eficiência conseguem obter mais certificados pelo mesmo volume de etanol vendido.

Engenheira da Petrobras recebe prêmio internacional por contribuição à indústria e à pesquisa

Pesquisadora é referência em aplicações da Ressonância Magnética Nuclear (RMN)

A engenheira química da Petrobras Sonia Menezes recebeu, na última quinta-feira (15/10), o prêmio Liderança na indústria, concedido pela American Chemical Society (ACS) e pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ).  O prêmio é um reconhecimento por sua atuação pioneira na área de Ressonância Magnética Nuclear na indústria de petróleo, área em que atua há 45 anos, desde que ingressou no Centro de Pesquisas da Petrobras, o Cenpes. Suas pesquisas na área de Ressonância Magnética Nuclear contribuíram, entre outras aplicações, para o desenvolvimento de produtos como o diesel S-10 e o diesel renovável.

“Na indústria, de forma diferente da área médica, a ressonância não vê órgãos nem tecidos, mas é capaz de identificar as estruturas das moléculas presentes em diferentes compostos. Com ela, por meio da detecção de propriedades dos núcleos dos átomos de certos elementos, é possível identificar a estrutura de moléculas presentes em uma amostra desconhecida. Assim, podemos, por exemplo, identificar se um derivado que produzimos – ou que vamos passar a produzir – tem a concentração adequada de determinado aditivo ou quais as impurezas presentes e seus teores, visando a especificação daquele produto”, explica Sonia.

Na Petrobras, há aplicações tanto para as áreas de Exploração e Produção quanto para o Refino, qualidade de produtos, renováveis e meio-ambiente. O uso da RMN contribui para o desenvolvimento de catalisadores para o refino, na qualificação de materiais utilizados em equipamentos de produção do pré-sal, e para apoiar processos de produção produtos mais novos, tecnológicos e sustentáveis como, por exemplo,  o diesel S-10 e gasolina Podium.   “No espectro do novo diesel renovável, a RMN consegue “ver” todas as impurezas que poderiam interferir nas especificações. Com isso, podemos sugerir ajustes nas condições de processo e ajustar catalisadores”, explica.

Pioneira

Engenheira química, mestre e doutora em Química Orgânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em Ressonância Magnética Nuclear pela City of London Polytechnic, Sonia foi a responsável pela instalação no Cenpes, em 1987, do primeiro equipamento de Ressonância Magnética Nuclear de nova geração do país. Desde então, as aplicações da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) à química se intensificaram, não só na companhia, mas também por toda comunidade científica brasileira.

Hoje, o Cenpes possui quatro espectrômetros de RMN de alto campo, com mais resolução; e cinco de baixo campo, mais simples e capazes de fornecer respostas mais rápidas. A engenheira conta que a aplicação desse tipo de equipamento a todos os segmentos de negócio da empresa ajudou a divulgar a técnica no Brasil. Hoje são mais de 150 espectrômetros no país e mais de 300 especialistas, considerando apenas as áreas da química e da física.

Nicolás Simone, diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, área que inclui o Cenpes, diz que o “prêmio conquistado por Sonia Menezes reflete nosso brilhante time de pesquisadores e a capacidade técnica de atender às necessidades extremas da nossa indústria, gerando resultados e agregando valor para a companhia”. “Costumo falar que, na Petrobras, santo de casa faz milagres também”, relembra o diretor.

Prêmio

O prêmio Liderança na indústria visa promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil e avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da química. “Muitas vezes as cientistas brasileiras abrem mão da vida pessoal em favor da ciência. Um prêmio como esse incentiva outras mulheres a seguirem nessa luta”, avalia Sonia. Para a engenheira, a ciência existe além de todos os outros papeis que as mulheres assumem. “Espero que a presença feminina em posições de liderança na ciência possa ser cada vez mais frequente e natural, até que prêmios específicos para mulheres não sejam mais necessários”, afirma.

ANP faz consulta pública sobre critérios de independência e autonomia dos transportadores de gás

A ANP inicia nesta segunda (19/10) consulta pública, por 45 dias, sobre a minuta de resolução que regulamentará os critérios de independência e autonomia dos transportadores de gás natural. A audiência pública sobre o tema ocorrerá no dia 26/01, por videoconferência.

A proposta está em linha com o programa Novo Mercado do Gás, e representa uma das principais medidas para abertura do mercado de gás natural previstas na Resolução CNPE nº 16/2019. Trata-se da primeira de uma série de novas resoluções e revisões de normas existentes já previstas na Agenda Regulatória da ANP para o biênio 2020-21.

A minuta em consulta estabelece os critérios de autonomia e de independência para o exercício da atividade de transporte de gás natural no Brasil e o procedimento de certificação de independência dos transportadores de gás natural e seu acompanhamento por parte da ANP.

Para que se possa implantar um mercado concorrencial para a indústria do gás natural é fundamental que a atividade de transporte de gás seja independente das demais atividades da cadeia. A experiência internacional ensina que a simples separação jurídica das distintas atividades não foi suficiente para que se alcançasse a independência, de fato, do transporte de gás natural.

Dentre propostas presentes na minuta encontra-se a separação completa de propriedade entre os transportadores e agentes que atuam em atividades potencialmente concorrenciais da indústria do gás natural, em se tratando de novos investimentos.

Também está prevista a aplicação da certificação de independência dos transportadores, que podem optar pelos seguintes modelos de independência: separação completa de propriedade ou de operador independente do sistema de transporte de gás natural.

Os transportadores atualmente em operação deverão escolher o modelo de independência de sua preferência e encaminhar suas propostas para avaliação da ANP dentro do prazo previsto na norma.

A minuta de resolução, outros documentos relacionados e orientações para participação na consulta e na audiência estão disponíveis na página da Consulta e Audiência Públicas nº 18/2020.

Firjan apoia o Webinar: Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos em 22/10

Encontro on-line apresentará oportunidades de negócios para a indústria fluminense nos setores naval e de defesa

O Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ) e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), com o apoio da Firjan, promovem na próxima quinta-feira (22/10), a partir das 10h, o Webinar: Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos. No evento on-line serão debatidas possíveis oportunidades de negócios para a indústria fluminense, particularmente, nos setores naval e de defesa. Em destaque os programas estratégicos da Marinha do Brasil – Fragatas Classe Tamandaré e Navio de Apoio Antártico -, que deverão ter um percentual elevado de conteúdo local, a divulgação do #eNavigation e a atuação do CTN-RJ.

Assista ao vivo em https://youtu.be/pib2yE1IcxM

Voltado para os integrantes dos Conselhos Empresariais da Firjan, sindicatos e empresas com interesse nos setores naval e de defesa, o encontro on-line reunirá representantes da Marinha do Brasil, Emgepron, Águas Azuis, CTN-RJ e Firjan.

Participam da transmissão pelo Youtube da federação: o diretor geral de Navegação, almirante de Esquadra Marcelo Francisco Campos; o vice-presidente da Firjan, presidente do Conselho de Administração do CNT-RJ e presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE), Carlos Erane; o diretor-presidente da Emgepron, vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior; o gerente do programa Fragatas Classe “Tamandaré”, capitão de Mar e Guerra Roberto Marcelo Moura dos Santos; o gerente do programa Navio de Apoio Antártico, capitão de Mar e Guerra Archimedes Francisco Delgado; o chefe do Departamento de Promoção Comercial da Emgepron, Marcio Pinheiro de Vasconcellos; e diretor-presidente da SPE Águas Azuis, Fernando Queiroz.

Serviço
Evento: Webinar: Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos
Data: quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Horário: 10h às 12h
Local: Youtube da Firjan em https://youtu.be/pib2yE1IcxM

Shell Brasil anuncia nova estrutura em comercialização e novas energias no país

Com o objetivo de desenvolver um modelo integrado em energia elétrica no país, a Shell Brasil terá uma nova estrutura em Comercialização e Geração de energia elétrica

Com o objetivo de desenvolver um modelo integrado em energia elétrica no país, a Shell Brasil terá uma nova estrutura em Comercialização e Geração de energia elétrica, em linha com sua visão global de entregar mais energia e de maneira mais limpa.

A estratégia de negócios da Shell Brasil em Comercialização e Novas Energias contemplará a geração e armazenamento de energias renováveis e gás natural, comercialização e otimização, e vendas a consumidores finais de soluções integradas de energia com a marca Shell.

Os negócios em geração e armazenamento de energia elétrica renovável e gás natural, será liderado pelo Diretor de Novas Energias da Shell Brasil, Guilherme Perdigão Nascimento. Gabriela Oliveira continua sendo responsável pelo desenvolvimento de projetos de geração de energia renováveis. A comercialização e a oferta de soluções integradas de energia para consumidores seguirão a cargo da comercializadora Shell Energy Brasil ativa desde 2017. Carolina Bunting liderará a equipe de vendas e originação, e Michael Mohring continua liderando a bem sucedida mesa de “trading” da comercializadora.

A nova estrutura, já em operação, é resultado do novo time de liderança da área de Novas Energias da Shell para as Américas, que tem o objetivo de entregar as melhores soluções de energia aos seus clientes e integrar as atividades da companhia no negócio de energia elétrica.

“A transição energética traz mudanças significativas nas necessidades de nossos consumidores. E precisamos estar em sintonia com esta evolução, em linha com as tendências de crescente eletrificação e descarbonização da economia. Este modelo integrado dá aos nossos clientes no país o acesso à diversidade de produtos e serviços, à escala e à presença que a Shell possui no mercado global de energia”, afirmou o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

No Brasil, um exemplo deste modelo integrado é a termelétrica Marlim Azul, joint-venture entre a Shell Brasil (29,9%), o Pátria Investimentos (50,1%) e a Mitsubishi Power System (20%). Em fase de construção, a planta terá capacidade instalada de 565,5MW e será a primeira a usar o gás natural do pré-sal. Já em energias renováveis, a Shell Brasil já solicitou Despacho de Requerimento de Outorga para a instalação de usinas solares fotovoltaicas em Minas Gerais.

Cinco sindicatos assinam Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022

Os Sindipetros Rio de Janeiro, Litoral Paulista, São José dos Campos, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá – assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022 na quarta-feira, dia 14/10. Assim, todas as bases sindicais estão abrangidas pelos termos do novo ACT. Nesta segunda rodada de assembleias, a proposta foi aprovada por ampla maioria nessas bases, conforme quadro abaixo.

Ao longo desta negociação, foram apresentadas três propostas. Cada modificação feita na proposta original foi construída em mesa de negociação, em um processo de diálogo com as entidades sindicais. “O ACT 2020/2022 é uma demonstração clara de que a mesa de negociação é sempre o melhor caminho para debater os assuntos de interesse dos empregados. Os termos finais deste acordo são diferentes do que a companhia havia imaginado inicialmente. O acordo de dois anos com garantia de não demissão sem justa causa nesse período, em especial no atual cenário de desafios econômicos, sociais e sanitários, foi algo que surgiu em mesa e proporcionará tranquilidade para que nosso foco esteja voltado à superação dos desafios que buscam tornar a Petrobras cada dia mais resiliente e ser reconhecida como a melhor empresa do setor em geração de valor no mundo”, disse o gerente executivo de Recursos Humanos, Cláudio Costa.

SCGÁS firma termo de cooperação com o CIBiogás

Parceria abre novas portas para aprofundar estudos e aplicar projetos de aproveitamento do biometano em Santa Catarina

Apostando no potencial de desenvolvimento do biogás e na transição para uma matriz energética ainda mais limpa, a SCGÁS firmou um termo de cooperação com o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás, o CIBiogás. O objetivo da parceria, que tem duração de no mínimo três anos, é encontrar oportunidades de aplicar projetos para uso do biometano (biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás) em Santa Catarina.

O CIBiogás tem exemplos de aplicação de modelos de negócios com biogás e biometano em outros estados: um deles fica no complexo da Itaipu Binacional, onde o biometano gerado a partir de resíduos de restaurantes abastece uma frota de 40 veículos. Felipe Souza Marques, diretor de desenvolvimento tecnológico do CIBiogás, conta que a cooperação conecta as ações do projeto Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI e implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – UNIDO:

“Nosso principal objetivo é cooperar com a companhia no sentido de definir estratégias para ampliar o uso do biometano no estado de Santa Catarina. Esperamos analisar diversas possibilidades de produção e uso do biometano alinhado à realidade catarinense, focado em atendimentos regionais. O termo permitirá a execução deste trabalho ombro a ombro entre nosso times.”

Recentemente, uma norma nacional estabeleceu as primeiras diretrizes para injeção de biometano em redes de gás canalizado, o que pode favorecer o seu uso nas infraestruturas já implantadas pelas distribuidoras, bem como a estruturação de projetos locais em regiões do interior catarinense.

“Nosso estado possui um potencial gigantesco para produção de biometano. Queremos não apenas identificar, por meio de estudos, projetos economicamente viáveis, mas acima de tudo definir como tirá-los do papel e aplicá-los em municípios com características favoráveis para isso”, afirma Antônio Rogério Machado Júnior, gerente de tecnologia da SCGÁS.

Estimativas da CIBiogás indicam um potencial estadual de aproximadamente 800 milhões de Nm³ de biogás por ano, com 69% deste volume proveniente da pecuária de suínos, bovinos e aves. Se todo o biogás do estado de Santa Catarina fosse utilizado para produção de biometano, seria possível incrementar à rede de distribuição de gás canalizado cerca de 400 milhões Nm³, volume que corresponde a aproximadamente 60% do distribuído pela SCGÁS em 2019. O município de Concórdia se destaca como maior produtor de suínos do estado e a região do Vale do Braço do Norte teria maior concentração potencial de produção por área, constituindo-se em oportunidade relevante pela facilidade logística de operação do sistema de aproveitamento.

Estudo de 2009 realizado pela UFSC constata um cenário mais amplo de aproveitamento considerando quatro fontes: (i) biodegradação de dejetos da criação de animais; (ii) esgotos sanitários; (iii) resíduos sólidos urbanos; e (iv) efluentes industriais. De acordo com a Universidade, seria possível aproveitar três milhões de metro cúbicos de biometano diariamente, volume aproximadamente 50% superior ao total distribuído atualmente pela SCGÁS ao mercado catarinense.

O que é o biometano

O biometano é um biocombustível gasoso obtido a partir do refino do biogás. O biogás é produzido pela decomposição por microrganismos em ambiente sem oxigênio de material orgânico. O biogás é composto principalmente de metano e dióxido de carbono e após o refino pode atingir concentrações maiores do que 90% de metano e no máximo 3% de CO2. De acordo com a Resolução ANP Nº 8 de 2015, o biometano será tratado de forma análoga ao gás natural e quando usado no setor de transportes, o produtor tem direito à emissão de Créditos de Descarbonização (CIBIOS) pela RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis.