José Gutman assume hoje (25/9), como substituto, a Diretoria 1 da ANP

José Gutman assume hoje (25/9) como diretor substituto da ANP. Ele ficará responsável pela Diretoria 1, que vinha sendo ocupada por Marcelo Castilho, que também atuava como substituto desde 29/3. A ANP aguarda a aprovação, pelo Senado Federal, do nome indicado para a Diretoria 1, que está vaga desde o final do mandato de Aurélio Amaral.

Estão vinculadas à Diretoria 1, as superintendência de Biocombustíveis e de Qualidade de Produtos – SBQ, Desenvolvimento e Produção – SDP e Fiscalização do Abastecimento – SFI.

Marcelo Castilho e José Gutman fazem parte da lista tríplice de servidores para a substituição da diretoria colegiada da ANP aprovada pelo Decreto de 31 de janeiro de 2020, publicada no Diário Oficial da União de 31 de janeiro de 2020 – Edição Extra. O terceiro nome da lista é Raphael Moura, que atualmente responde interinamente pela diretoria-geral. A posição está vaga desde que Décio Oddone deixou a Agência, em 17/03, enquanto o novo indicado não é aprovado pelo Senado.

Cada integrante da lista tríplice, que tem validade de dois anos, pode ficar por até 180 dias na diretoria, como interino. Passado esse prazo, retorna ao final da lista, podendo voltar à interinidade caso ainda haja vagas na diretoria.

A convocação de José Gutman para a Diretoria 1 foi publicada ontem (24/9) no Diário Oficial da União (DOU), na Portaria 273 da ANP, de 23 de setembro de 2020.

ANP

Petrobras descobre petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, no litoral do Rio

Há 43 anos em atividade, a Bacia de Campos, no litoral fluminense, tem sido marcada ultimamente pelo declínio na produção de petróleo enquanto aumenta o protagonismo dos campos do pré-sal na Bacia de Santos.

No entanto, uma descoberta anunciada pela Petrobras na quarta-feira, 23/09,  mostra que ainda há chances de aumento da produção na região.

A estatal informou que encontrou sinais da presença de petróleo em um poço exploratório numa área de águas ultraprofundas no pré-sal, no sul da Bacia de Campos.

A descoberta foi feita no bloco C-M-657, arrematado em leilão da 15ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2018. O poço foi chamado de Naru.

O poço está localizado a aproximadamente 308 quilômetros da costa da capital fluminense, a uma profundidade de 2.892 metros de distância do nível do mar ao solo.

A descoberta foi feita apenas dois anos depois de o bloco ter sido arrematado em leilão pelo consórcio formado pela Petrobras (30%), que é a operadora, pela americana ExxonMobill (40%) e pela norueguesa Equinor (30%), sob regime de concessão.

Além do resultado positivo em pouco tempo de exploração, a descoberta foi a primeira numa região onde até agora os poços perfurados se mostraram secos.

Segundo a Petrobras, os dados coletados no poço serão analisados para melhor avaliar o potencial e direcionar as atividades exploratórias na área.

Evidência de óleo fora de área especial
O anúncio feito pela Petrobras foi considerado muito importante pelo geólogo Pedro Zalán, da Zag Consultoria em Exploração de Petróleo, porque é uma evidência da existência de reservas de petróleo em uma região fora do chamado polígono do pré-sal.

Trata-se da área especial entre o Espírito Santo e São Paulo onde vigora o regime de partilha do óleo entre as petroleiras e a União por causa da alta produtividade.

O campo onde foi feita a descoberta, no sul da Bacia de Campos, fica fora do polígono, com exploração sob o modelo de concessão: as petroleiras pagaram pelo direito de explorar e embolsam todo o lucro da produção mediante o pagamento de impostos e royalties.

Segundo Zalán, a descoberta reforça o potencial de existência de petróleo no pré-sal em áreas que ficam a leste do polígono, perto do limite com a Bacia de Santos. A Shell perfurou dois poços que se mostraram secos próximo da região da descoberta, sendo que um deles, chamado Saturno, representou uma grande frustração para os geólogos.

— Essa descoberta na mesma região de ultra-fronteira volta a levantar os ânimos que estavam baixos com os poços secos até então — afirmou Zalán.

Segundo o especialista, além do bloco com o poço descobridor, vários outros blocos na mesma região foram licitados na 15ª rodada e na 16ª rodada de licitações da ANP, sem terem tido sucesso ainda na tarefa de encontrar petróleo.

A Bacia de Campos se estende desde a altura da cidade de Vitória, no Espírito Santo, até Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro.

O primeiro campo descoberto pela Petrobras na região foi o de Garoupa, em 1974, sendo que, em 1977, foi iniciada a produção comercial no campo de Enchova.

A partir do trabalho realizado na Bacia de Campos, a Petrobras desenvolveu tecnologias para produção em águas cada vez mais profundas, o que levou a estatal à descoberta dos reservatórios da camada pré-sal, confirmada em 2006.

O Globo

BR Distribuidora tem aval do Cade para parceria com Golar em distribuição de GNL

A BR Distribuidora teve aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para uma parceria no setor de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) com a Golar Power, uma joint venture da norueguesa Golar LNG com o fundo de investimentos Stonepeak.

O Cade deu aval sem restrições para operação entre as empresas, segundo publicação no Diário Oficial da União de quinta-feira.

O negócio envolve opção de compra, pela BR, de participação de até 50% no capital social da Golar Distribuidora, uma empresa pré-operacional, segundo parecer do órgão estatal.

“A operação se dará no contexto da parceria que a BR, a Golar Distribuidora e a Golar Power pretendem implementar para o desenvolvimento do negócio de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) para clientes de pequena escala”, aponta o documento.

A parceria pretende aliar a expertise do Grupo Golar na logística de GNL com a infraestrutura e experiência da BR na distribuição de combustíveis para desenvolver uma nova solução energética para o mercado brasileiro, disseram as empresas ao órgão anti-truste.

A parceria visará explorar novos mercados e abastecer localidades não atendidas por meio de gasodutos no Brasil, ainda segundo as informações apresentadas pelas companhias.

Ao analisar a transação, o Cade entendeu que a joint venture entre as empresas não representaria risco à concorrência e pode ser vista inclusive como fator de aumento de oferta de gás.

Agência Reuters

IBP organiza webinar sobre revitalização dos campos maduros: em 29 de setembro

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) organiza a 9ª edição do Diálogos, da Rio Oil & Gas, que terá como tema a “Revitalização dos campos maduros: como novos investimentos transformam a economia regional”. O webinar ocorre em 29 de setembro (terça-feira), entre 18h e 19h15.

Será gratuito e inscrições podem ser realizadas neste link. Serão debatidas as perspectivas de viabilização de campos maduros, para melhoria de sua economicidade e possibilidades para aumento do fator de recuperação, refletindo em crescimento da produção.

Nesse contexto, um campo, que, em breve, poderia ser descomissionado, pode receber novos recursos, tecnologias, adequações ou mudanças para que possa seguir em atividade por mais anos, assegurando os benefícios da continuidade de suas operações, tanto quanto a melhoria do padrão socioeconômico na sua região e país.

O evento contará com a moderação de Cristina Pinho (Diretora Executiva Corporativa do IBP), além de Marcos Kneip (Secretário de Estado de Desenvolvimento do ES), Ricardo Savini (CEO da 3R Petroleum), Marcelo Magalhães (CEO da PetroReconcavo), Leonardo Caldas (Diretor de Relações Institucionais da Perenco do Brasil) e Ricardo Morais (Gerente Executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras) como debatedores.

Serviço

Evento: Diálogos – Rio Oil & Gas Tema: “Revitalização dos campos maduros: como novos investimentos transformam a economia regional”
Data: 29 de setembro (Terça-feira), entre 18h e 19h15.
Inscrições: https://materiais.ibp.org.br/dialogos-da-rio-oil-gas-9aedicao

STF retomará julgamento sobre venda de refinarias da Petrobras em 30 de setembro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá começar na próxima quarta-feira, dia 30, a análise em plenário de ação que discute a possibilidade de venda de refinarias pela Petrobras sem aprovação legislativa.

A data foi agendada pelo presidente da corte, Luiz Fux, segundo informação no sistema de acompanhamento processual do STF, após ele ter decidido nesta semana suspender deliberação do caso em sessão virtual na qual ministros teriam até 25 de setembro para apresentar seus votos.

O julgamento teve início após pedido das Mesas-Diretoras da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso, que argumentaram que a eventual venda das refinarias iria contra uma decisão anterior do Supremo no ano passado, segundo a qual seria necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

Quando a sessão virtual foi suspensa, a Petrobras tinha três votos contrários à tese defendida pela empresa e pelo governo em favor da possibilidade de negociação dos ativos de refino sem aprovação legislativa.

As discussões sobre as desestatizações ocorrem em momento em que a Petrobras tem processos avançados para venda de refinarias na Bahia e no Paraná, em meio a planos que envolvem a alienação de um total de oito ativos de refino.

Os ministros Edson Fachin, relator do caso, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski defenderam que a empresa precisaria de aprovação do Congresso para vender as refinarias porque a operação envolve a criação de subsidiárias exclusivamente com o fim de posterior privatização.

Com a análise em plenário, os votos deverão ser reapresentados pelos ministros, em sessão a ser realizada por videoconferência.

Na época da ação das mesas contra os planos da Petrobras, os ministérios de Minas e Energia e da Economia divulgaram nota em que afirmaram que a privatização das refinarias está alinhada à política energética nacional e defenderam que essas transações não iriam contra entendimento do STF.

Agência Reuters

Schneider Electric digitaliza gerenciamento de carga, e lança TeSys island para fabricantes de máquinas na Indústria 4.0

Companhia utiliza conectividade do setor para comutar, proteger e gerenciar motores e outras cargas elétricas, para garantir produtividade sem precedentes

Para tornar as máquinas mais inteligentes, reduzir paradas e o tempo de inatividade além de obter um alto índice de produtividade, a Schneider Electric, líder global em gerenciamento e automação de energia, lança o TeSys island, sistema gerenciamento digital de carga.

O novo sistema conectado integra as partidas de motores aos painéis de controle da máquina, o que permite rápida instalação e configuração para controle e gerenciamento de cargas de baixa tensão, em uma experiência digital completa do cliente. O inovador conceito de avatares orientado a objetos atua como um digital twin sobre os dispositivos físicos para facilitar a integração e permitir um tempo de comercialização mais rápido. Essa abordagem permite que os usuários se concentrem no projeto da máquina, na integração de carga e no controle, além de simplificar a seleção e o comissionamento de cada componente eletromecânico. Graças à integração com o fieldbus industrial, o TeSys island elimina a necessidade de fiação auxiliar e, portanto, reduz a necessidade de módulos de I/O.

Uma vez em operação, como parte da solução EcoStruxureTM Machine da Schneider Electric, o TeSys island auxilia na diminuição do tempo de paradas das máquinas, ao fornecer dados de acesso fácil e seguro para o time de engenharia e manutenção, gerando pré-alarmes quando um comportamento incomum de carga elétrica é detectado. Os operadores podem acessar informações remotamente e configurar intervenções feitas pela manutenção. O TeSys island fornece integridade abrangente do dispositivo, consumo de energia ao nível de carga e dados de proteção específicos do aplicativo.

As informações de identificação de ativos também estão disponíveis para rastrear instalações e dar suporte ao desenvolvimento de novos modelos de negócios habilitados para os serviços. Esse nível de organização de elementos sem precedentes permite tomadas de decisão mais precisas para todos os usuários e mostra, com precisão, o que acontece na máquina em operação.

Como parte da renomada linha TeSys, o TeSys island pode ser facilmente integrado à arquitetura EcoStruxure Machine da Schneider Electric e aos sistemas de automação de terceiros, com suporte a todos os principais protocolos de comunicação.

“Com o TeSys island, os fabricantes de máquinas podem trazer seus painéis de controle de máquinas para o século 21, incorporando facilmente a automação da Indústria 4.0 e os recursos mais simples e eficientes de troca de dados em seus projetos”, explica Carlos Urbano, diretor de Industrial Automation da Schneider Electric Brasil. “Com design guiado, engenharia assistida, montagem rápida e fiação reduzida, o TeSys island põe as máquinas em operação mais rapidamente. A programação dos controles de entrada e saída é eliminada graças à inteligência incorporada no acoplador de barramento, que serve como o cérebro do sistema.”

A integração da automação é simplificada, assim como programação, testes e comissionamento. O sistema gerencia motores e outras cargas elétricas até 80A, e as configurações elétricas e mecânicas podem ser facilmente atualizadas durante todo o ciclo de vida da máquina, com apenas o conhecimento necessário básico do sistema.

O TeSys island competiu recentemente na categoria de produtos da indústria do IF Design Awards 2019, apresentado em 15 de março na cerimônia de premiação, em Munique. O design do produto TeSys island reflete os principais valores de design da Schneider Electric: confiabilidade, facilidade de uso e engenhosidade. No mercado brasileiro, a solução estará disponível a partir do dia 6 de outubro.
Para informações detalhadas sobre o TeSys island, visite www.se.com/br/tesys

Nominação de áreas de E&P é discutida em audiência

Foi realizada audiência pública por videoconferência sobre a minuta de resolução que visa à regulamentação da nominação de áreas por agentes econômicos, que podem sugerir áreas de exploração e produção de petróleo e gás de seu interesse, para estudo da ANP, a fim de ofertá-las futuramente em uma rodada de licitação ou na Oferta Permanente.

Na abertura, o diretor Cesário Cecchi falou sobre a importância da nova resolução, que visa estimular a nominação de áreas pelos agentes da indústria, uma vez que essa possibilidade já estava disponível. A nova proposta da ANP regulamenta, atualiza, simplifica e dá maior visibilidade e institucionalização ao processo, para atrair a participação de um número maior de agentes.

“A nominação de áreas tem o potencial de direcionar os estudos da ANP permitindo que, nos futuros leilões, sejam oferecidas áreas de E&P com maior atratividade. Acreditamos que a maior participação de agentes nesse processo contribuirá para aumentar a quantidade e a qualidade dos dados utilizados pela ANP, com significativa melhora nos estudos de avaliação do potencial petrolífero das bacias sedimentares. Teremos um processo que beneficiará o Estado, as empresas e a sociedade civil. A nominação, que é feita em caráter confidencial pelas empresas e utilizada somente para estudos internos, é uma ferramenta poderosa da ANP para estimular o aumento da atividade exploratória no Brasil”, afirmou o diretor.

Até o momento, o processo de nominação de áreas estava disponível como “Instrução para Nominação de Áreas”, uma orientação publicada na página das Rodadas de Licitações, no portal da ANP.

A proposta da ANP atende às diretrizes da Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que, nos artigos 1°, §1°, VIII c/c 3°, I, “a”, da Resolução CNPE n° 17/2017, ressaltam a importância do incentivo à nominação de áreas pelos agentes econômicos, visando atrair investimentos e ampliar os estudos geológicos e geofísicos nas bacias sedimentares brasileiras.

A minuta de resolução esteve em consulta pública de 21/7 a 3/9/2020. Os comentários recebidos na consulta e na audiência serão analisados tecnicamente pela ANP e, após avaliação jurídica e aprovação pela diretoria da Agência, a nova resolução poderá ser publicada.

Petrobras identifica hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia de Campos

A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em poço pioneiro do bloco C-M-657, localizado no pré-sal da Bacia de Campos.

O poço 1-BRSA-1376D-RJS (Naru) está localizado a aproximadamente 308 km da cidade do Rio de Janeiro, em profundidade d’água de 2.892 metros, sendo constatada a presença de hidrocarboneto em reservatórios carbonáticos da seção pré-sal. Os dados do poço serão analisados para melhor avaliar o potencial e direcionar as atividades exploratórias na área.

O bloco C-M-657, adquirido em março de 2018, na 15ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob regime de Concessão, encontra-se na porção sul da Bacia de Campos. A Petrobras é operadora do bloco e detém 30% de participação, em parceria com ExxonMobil (40%) e Equinor (30%).

Agência Petrobras

Preços do petróleo avançam após queda nos estoques dos EUA

Os preços do petróleo subiram na quarta-feira, apoiados por dados do governo dos Estados Unidos que indicaram que os estoques de petróleo e gasolina do país diminuíram na semana passada, embora preocupações com a pandemia de coronavírus tenham limitado os ganhos.

O petróleo Brent fechou em alta de 0,05 dólar, a 41,77 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,13 dólar, para 39,93 dólares o barril.

Os estoques de petróleo, gasolina e produtos refinados dos EUA recuaram na última semana, apontou a Administração de Informação sobre Energia (AIE). As reservas de petróleo tiveram queda de 1,6 milhão de barris, aquém do esperado; os estoques de gasolina recuaram em 4 milhões de barris, mais do que o previsto; e os de derivados registraram uma surpreendente diminuição de 3,4 milhões de barris.

“A grande surpresa foram os (estoques de) derivados vindo bem abaixo da média”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago.

No entanto, a contagem crescente de casos de coronavírus em países como Índia, França e Espanha, bem como as novas restrições impostas no Reino Unido, renovaram temores a respeito da demanda, justamente em momento em que a Líbia amplia sua oferta de petróleo. Nos EUA, o número de mortes por coronavírus ultrapassou a marca de 200 mil.

ANP abre consulta sobre proibição definitiva à venda de etanol entre distribuidoras

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma consulta pública de 45 dias sobre uma revisão pontual de sua Resolução 58/2014, visando proibir definitivamente a venda de etanol entre duas distribuidoras autorizadas, informou a reguladora nesta quarta-feira.

Segundo comunicado da ANP, a proposta procura alterar o artigo 30 da resolução, que permite as operações mencionadas, mas dá à diretoria colegiada a possibilidade de vedá-las por tempo indeterminado, o que tem ocorrido desde 2017.

Com a revisão, a resolução seria definitivamente alterada e sanearia uma “eventual falha regulatória”, afirmou a agência, que entende que a exceção indicada pelo parágrafo acabou se tornando uma regra.

A reguladora disse que adotou a proibição às operações entre distribuidoras nos últimos anos porque estudos de mercado apontavam para um aumento dessas transações “com o objetivo de obter vantagem concorrencial por meio de inadimplência e sonegação de ICMS”.

“Com a vedação… verificou-se que houve uma mudança nos agentes destinatários desse tipo de operação e que não apenas o volume comercializado se reduziu drasticamente, como também o número de agentes que fazem esse tipo de operação diminuiu”, acrescentou a agência.

O período de consulta pública, que teve início na terça-feira, permite o encaminhamento de sugestões e comentários por agentes do mercado e outros interessados no assunto. No dia 27 de outubro, segundo a ANP, haverá uma audiência pública por videoconferência sobre o tema.

Reuters