Shell Brasil e Prooceano desenvolvem novas metodologias e técnicas de suporte às operações de busca e salvamento da Marinha do Brasil

Sistema avançado de apoio à decisão colocará o país na vanguarda da coordenação desta atividade.

A expansão das fronteiras da exploração de petróleo offshore, cada vez mais distantes da costa, como o polo do pré-sal, tornaram o monitoramento das águas territoriais e as operações de busca e salvamento ainda mais complexas. Para auxiliar neste desafio, em parceria com a Marinha do Brasil, a Shell Brasil e a Prooceano iniciaram um projeto para avançar na tecnologia empregada atualmente nas atividades conhecidas como SAR, do inglês Search and Rescue.

Intitulado “Sistema de Planejamento e Apoio à Decisão em Operações de Busca e Salvamento (SPAD-SAR) da Marinha do Brasil”, o projeto propõe a integração de duas áreas de pesquisa: novas metodologias e modelos numéricos para a previsão precisa da deriva de objetos no mar através da aplicação de técnicas de modelagem computacional de partículas, e o planejamento das operações de busca e salvamento através de algoritmos computacionais avançados.

O Chefe do Serviço de Busca e Salvamento da Marinha, Capitão de Mar e Guerra José Coutinho, enfatiza que esta parceria entre Marinha, Shell Brasil e Prooceano permitirá um salto de qualidade na eficiência dos serviços prestados pelos Centros de Coordenação SAR Marítimos (Salvamar) e para a comunidade marítima, no que se refere à salvaguarda da vida humana no mar.

O novo sistema de apoio à decisão SAR terá interface intuitiva e de fácil utilização, equipada com sistemas de verificação e minimização de erros do usuário. Ela poderá ser acessada pela intranet da Marinha e dará acesso ao ambiente de simulações onde os operadores SAR fornecerão informações sobre o evento e receberão instruções e relatórios detalhados para colocar a operação em prática.

“O sucesso de operações SAR está diretamente ligado à agilidade e acurácia na localização do alvo e ao bom planejamento dos esforços de busca. A adoção de um sistema informatizado de apoio à decisão colocará o Brasil na vanguarda das operações atribuídas ao serviço de Busca e Salvamento”, afirma Francisco dos Santos, diretor técnico da Prooceano.

O projeto de Pesquisa & Desenvolvimento, viabilizado pela cláusula de investimentos em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), terá um investimento estimado de R$ 7 milhões e será integralmente executado no Brasil em um prazo de três anos.

“Essa parceria possui um alinhamento natural com a política e objetivos da empresa na área de segurança operacional offshore, através da adoção de tecnologias digitais avançadas. A integração e a colaboração entre as equipes da Marinha do Brasil e da Prooceano serão fundamentais na superação dos desafios tecnológicos e na entrega de um produto inovador”, completa José Ferrari, gerente de Tecnologia da Shell Brasil.

ANP discute conteúdo local em individualização da produção e anexação de áreas

A ANP realizou audiência pública em (15/09), para debater a proposta de resolução que regulamenta os critérios de conteúdo local a serem adotados no acordo e no compromisso de individualização da produção e na anexação de áreas, nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural. Foi a primeira audiência da ANP transmitida ao vivo pelo canal da Agência no YouTube.

Na abertura, o diretor Dirceu Amorelli ressaltou as vantagens das audiências online, sobretudo com transmissão pelo YouTube, em que não há restrição ao número de participantes, contribuindo para aumentar a transparência dos atos da Agência.

“A participação nas audiências tem sido maior, o que é muito positivo. O tema de hoje é importantíssimo. Temos diversos players atuando em exploração e produção, que precisam de regras claras para saberem como proceder em casos de individualização da produção. A proposta em discussão visa consolidar os critérios de conteúdo local a serem adotados nesses casos e tem origem nos estudos realizados pela Agência nos últimos dois anos”, afirmou o diretor.

A individualização da produção é um procedimento que visa à divisão do resultado da produção e ao aproveitamento racional do petróleo e/ou gás natural, quando uma jazida se estende além do bloco concedido ou contratado sob o regime de partilha de produção. Caso todos os blocos abrangidos pela jazida sejam de uma mesma empresa ou consórcio, dá-se o compromisso de individualização da produção (CIP); e se forem de empresas diferentes ou algum não for contratado (pertencente à União), ocorre o acordo de individualização da produção (AIP).

Já a anexação de áreas consiste na incorporação de uma determinada descoberta comercial a um campo produtor ou potencialmente produtor, ampliando seus limites com vistas à exploração conjunta dos recursos petrolíferos. Neste caso, ambos também devem pertencer à mesma empresa ou consórcio e ser requerida pelo operador. Trata-se de uma solução para casos de reservatórios dependentes que precisam ser incorporados a outros para se tornarem comercialmente viáveis.

O tema passou por consulta pública por 60 dias. As contribuições recebidas na consulta e na audiência passarão por análise técnica para consolidação da minuta de resolução, que passará em seguida por avaliação jurídica e aprovação da diretoria da ANP antes da publicação da resolução final.

A ANP fará, ainda em setembro, mais uma audiência pública sobre Conteúdo Local. Em 25/9, serão discutidos os termos de ajustamento de conduta (TACs) para fases já encerradas dos contratos de E&P (Audiência 5/2020).

GE espera fluxo de caixa positivo no 2º semestre

A General Electric espera ter fluxo de caixa livre positivo neste segundo semestre, disse o presidente-executivo da companhia, Larry Culp, num evento nessa semana.

“Vamos entregar fluxo de caixa positivo no segundo semestre”, afirmou Culp.

O grupo relatou consumo de caixa de 2,1 bilhões de reais de operações industriais no segundo trimestre, com a pandemia de coronavírus afetando a demanda em seus negócios de aviação.

Analistas esperam a GE tenha consumo de caixa no terceiro trimestre de cerca de 656 milhões de dólares e fluxo positivo de caixa de cerca de 1,17 bilhão de dólares no quarto trimestre, de acordo com dados da Refinitiv.

Culp disse que o desempenho da empresa na segunda metade do ano também definirá o cenário para fluxo de caixa em 2021.

Painel dinâmico da ANP mostra movimentação de gás natural

A ANP lançou o Painel Dinâmico de Movimentação de Gás Natural em Gasodutos de Transporte, que utiliza a tecnologia de business intelligence (BI) para informar os dados públicos enviados à Agência pelos transportadores de gás natural. Trata-se de uma ferramenta interativa para visualização de dados, destinada a empresas, órgãos de governo, universidades, imprensa e à sociedade como um todo, em sintonia com a política de transparência adotada pela ANP.

A ferramenta permite consultar e cruzar informações de movimentação por transportador, gasoduto e por estado, dentre outros filtros. Relatórios apresentando visões específicas também estão disponíveis, tais como os pontos de entrada associados com terminais de gás natural liquefeito (GNL), pontos de entrega de refinarias e termelétricas. A base de dados será atualizada diariamente.

A previsão para publicidade dos dados exibidos no painel consta do § 2º, Art. 1º, da Resolução ANP nº 40/2016, que estabelece que os dados e informações de movimentação de gás enviados pelos transportadores para a ANP são passíveis de publicação e disseminação na web.

Startups brasileiras concorrem a US$ 20 mil em prêmio global da Shell

Dois empreendedores do Brasil estão entre os finalistas de competição que envolve 15 países

As startups brasileiras Safe Drinking Water for All (SDW) e EnGuia estão entre os 21 finalistas do Shell LiveWIRE Top Ten Innovators, premiação global que reconhece, anualmente, empreendimentos inovadores em três categorias: Energy Transition, Environment & Circular Economy e Local Prosperity. Os vencedores de cada tema vão receber US$ 20 mil, e os outros dois colocados, US$ 10 mil. Haverá ainda um prêmio de Realização Extraordinária de US$ 10 mil para uma empresa que tenha contribuído significativamente para combater os impactos socioeconômicos da Covid-19, fechando o Top 10.

A SDW, que concorre na categoria Local Prosperity, é um negócio de impacto social que busca mudar a vida de bilhões de pessoas no mundo que não possuem acesso à água potável, nem a saneamento básico. No Brasil, a startup já beneficiou mais 1,5 mil pessoas, totalizando 20 milhões de litros de água potável gerados. Já a EnGuia, que compete em Energy Transition, é uma plataforma que ajuda pessoas e pequenas empresas a gerenciarem o consumo de energia.

No total, 136 participantes de 15 países estiveram na seleção que chegou aos 21 finalistas, feita por uma banca com foco em projetos voltados para o tema “Criando um mundo mais habitável”. Entre os dias 7 e 16 de setembro, a premiação contará com uma votação popular, e o resultado será somado à decisão tomada por uma equipe de especialistas responsável por determinar os melhores colocados.

O prêmio é organizado pelo Shell LiveWIRE International, programa presente em 15 países e responsável por oferecer capacitação, suporte e estímulo a jovens empreendedores para que desenvolvam negócios sustentáveis. No Brasil, o projeto é chamado de Shell Iniciativa Jovem, que recebeu no ano passado os dois empreendimentos brasileiros participantes da competição internacional atualmente.

ABB amplia sua família de robôs pequenos incluindo o rápido e potente IRB 1300 para espaços confinados

O IRB 1300 melhora drasticamente os tempos de ciclo com uma capacidade de suspensão líder em seu segmento, precisão no alcance e trajetória, em um espaço menor de ocupação para melhorar a produtividade e flexibilidade na linha de produção.

A ABB está aumentando sua família de robôs industriais pequenos de seis eixos com o lançamento do IRB 1300, para atender a demanda por robôs mais compactos e rápidos, capazes de levantar rapidamente objetos ou cargas pesadas e com formatos complexos e irregulares.

Desenvolvido após o sucesso do robô IRB 1600 para cargas de até 10kg, o IRB 1300 oferece uma melhoria de 27% nos tempos de ciclo e é quase 60% mais leve e 83% menor do que o IRB 1600. Com uma área de ocupação de apenas 220 mm x 220 mm, o IRB 1300 foi projetado para uso em espaços pequenos, permitindo que mais robôs sejam implementados em áreas confinadas.

“O IRB 1300 é uma inclusão empolgante em nosso portfólio de robôs industriais pequenos e significa que agora nós podemos oferecer uma amplitude ainda maior de capacidade e desempenho”, disse Antti Matinlauri, responsável pelo gerenciamento de produto da divisão de robótica da ABB. “Nós projetamos o IRB 1300 para ajudar nossos clientes a obterem novos padrões de velocidade e precisão à medida que eles desenvolvem soluções para levantar objetos pesados, complexos e irregulares, mesmo em áreas de trabalho pequenas.”

Com uma melhor carga e alcance para aplicações de manuseio de materiais, alimentação de máquinas, polimento, montagem e teste, ele atende aos segmentos de eletrônica, alimentos e bebidas, automotivo, PME’s, farmacêutica e processamento de mercadorias embaladas para consumos, embalagem e logística.

O IRB 1300 está disponível em três versões principais – 11 kg/0,9 m, 10 kg/1,15m e 7 kg/1,4 m. A carga de 11kg para o modelo de alcance de 0,9m é maior do que qualquer outro robô de outras empresas nesta categoria.

Alimentado pelo controlador ABB’s OmniCore™, o IRB 1300 oferece controle de movimento avançado e trajetória precisa de primeira qualidade, permitindo que ele controle uma variedade de aplicações como polimento e alimentação de máquinas.

Para maximizar a versatilidade do IRB 1300, o controlador OmniCore pode ser equipado com uma variedade de equipamentos adicionais, incluindo protocolos fieldbus, soluções de visão e controle de força. O OmniCore também oferece uma interface simples para o usuário no intuitivo FlexPendant, que é um recurso do display multi-touch que possui gestos padrões, como por exemplo: apertar, deslizar e tocar, permitindo que os usuários se familiarizem rapidamente com a programação e operação de seu robô.

O IRB 1300 oferece 20 portas de Entrada/Saída, 50% mais do que o IRB 1600, para permitir que o IRB 1300 seja usado com garras ou acessórios mais sofisticados, permitindo que os usuários melhorem a produtividade ao manusear um número maior de peças simultaneamente.

Fornecido com grau de proteção IP40 como padrão de entrada, o IRB 1300 tem a opção de proteção IP67 contra partículas sólidas e entrada de água, ou Foundry Plus2 projetado contra condições muito extremas em fundição e outras plantas de processamento de metal. Ele também pode ser fornecido para padrão de proteção IPA para sala limpa.

Diesel renovável: futuro dos biocombustíveis no Brasil

Atualmente encontra-se em fase de Consulta Pública na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma resolução para a especificação de um novo biocombustível a ser comercializado em território nacional, o diesel renovável, também conhecido como diesel verde ou óleo vegetal hidrotratado (Sigla HVO, em inglês). Uma audiência pública sobre o tema será realizada, na quinta-feira (17/09), e a expectativa é que uma definição ocorra até o final de 2020.

A legislação brasileira vigente (lei 11.097 de 2005) reconhece a utilização do diesel renovável como biodiesel na matriz de biocombustíveis do Brasil, porém uma resolução da própria ANP (resolução 45/2014), ainda em vigor, determina que somente o biodiesel de base éster pode ser utilizado para o atendimento à parcela de biocombustíveis que deve ser adicionada ao diesel comercializado nos postos no Brasil. A adoção do diesel renovável no Brasil deve seguir a forma testada e bem sucedida na Europa e nos Estados Unidos e é de fundamental importância para o desenvolvimento dos biocombustíveis no país e para o controle de emissões veiculares.

O biodiesel base éster, atualmente utilizado no Brasil, é produzido por meio de um processo chamado transesterificação – em que óleo vegetal ou gordura animal reage com metanol em presença de catalisadores, gerando o biodiesel.

O diesel renovável ou HVO também é produzido com a utilização de óleo vegetal ou gorduras animais, no entanto, por meio de um método mais moderno, que consiste no hidrotratamento dessa matéria-prima renovável, ou seja, sua reação com hidrogênio com a utilização de catalisadores específicos. O processo pode ocorrer em unidades dedicadas ou em conjunto com o óleo diesel mineral em unidades de processamento dentro de refinarias de petróleo. A parcela de origem renovável obtida no produto é quimicamente idêntica ao óleo diesel mineral (derivado do petróleo), trazendo inclusive melhorias na qualidade final do diesel para o consumidor.

A utilização compulsória do biodiesel de base éster foi introduzida no Brasil em janeiro de 2008 e vem sendo aumentada gradativamente no país. No entanto, à medida que a ampliação da parcela de biodiesel no diesel aumenta, a presença de glicerinas, típicas desse combustível cresce também, o que vem contribuindo para a ocorrência de graves problemas em bombas, bicos injetores e filtros dos veículos a diesel. Outro preocupante problema deve-se aos contaminantes metálicos presentes e sua incompatibilidade com os catalisadores de tratamento dos gases de exaustão dos veículos, inviabilizando o uso das tecnologias conhecidas atualmente para atender aos requisitos de emissões dos compostos responsáveis pela poluição local, como óxidos de nitrogênio e material particulado, que entrarão em vigor em 2022/2023, com a fase P8 do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), do Conama (Conselho Nacional do Meio-Ambiente).

Devido a essas limitações, na Europa, o limite máximo para o biodiesel base éster no óleo diesel rodoviário é de 7 % em volume, enquanto, nos Estados Unidos, esse limite é de 5 %.

Nesse sentido, o diesel renovável, que possui base parafínica, é quimicamente mais estável que o biodiesel e apresenta uma série de vantagens. O diesel renovável não contém glicerina nem contaminantes metálicos; e suas moléculas são iguais às do óleo diesel mineral (derivado do petróleo). Ou seja, é um combustível que pode ser misturado ao óleo diesel sem nenhuma restrição. O diesel renovável apresenta também maior estabilidade para estocagem, maior estabilidade térmica e elevado número de cetano, propriedade que mede a qualidade de ignição em motores diesel. Além disso, estudos da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) apontam que o diesel renovável reduz cerca de 15 % das emissões de gases de efeito estufa em relação ao biodiesel, para o mesmo óleo vegetal de origem, e 70 % das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao óleo diesel mineral (derivado do petróleo).

Apesar de ainda não ser utilizado na mistura com o óleo diesel no Brasil, o diesel renovável possui já ampla utilização em diversos países da Europa e nos Estados Unidos. Trata-se do combustível renovável cuja utilização mais cresce no mundo. O novo biocombustível também será mais adequado às tecnologias de motores mais modernas que estão sendo introduzidas no Brasil.

A Petrobras realizou testes em escala industrial para a produção do diesel renovável, via coprocessamento com o óleo diesel mineral, em julho, na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Paraná. Os resultados apontam que o teste foi bem sucedido, com performance adequada dos catalisadores e das unidades de operação da refinaria e com um produto de alta qualidade, atendendo a todas as especificações.

A produção via coprocessamento, amplamente utilizada em outros países, tem como principal vantagem acelerar a inserção do diesel renovável na matriz energética de forma inteligente e competitiva, pois utiliza instalações já prontas em refinarias de petróleo. Além disso, como o diesel renovável é usado em mistura com o óleo diesel mineral, já se obtém um produto preparado para uso, sem a necessidade de gastos adicionais de mistura e certificação independente dos produtos, o que geraria impacto no custo final. Uma vez regulamentada a inserção do diesel renovável na matriz de biocombustíveis brasileira, passa a fazer sentido, no futuro, a implementação de unidades exclusivas para a produção do biocombustível de forma pura nas refinarias brasileiras.

É importante destacar que, para não ensejar aumento do preço do combustível ao consumidor final, o diesel renovável deve ser adotado dentro da parcela de biocombustíveis já adicionados ao óleo diesel mineral, uma vez que os custos de produção do diesel renovável estão nos mesmos patamares dos do biodiesel. Isso faria com que a sociedade em geral, e principalmente os consumidores, pudessem usufruir das vantagens do diesel renovável sem sentir impacto no bolso.

O preço do biodiesel base éster tem se elevado significativamente nos últimos meses e a competição entre os diversos tipos de biodiesel é a principal ferramenta para garantir aos consumidores finais um combustível com custos atrativos. Essa competição só será possível com a ampliação dos tipos de biocombustíveis no mandato de biodiesel, pois permitirá o desenvolvimento dos processos de produção, de novas matérias primas e a redução de custos.

Diante do exposto, fica evidente que a discussão sobre do tema é de suma importância para a sociedade brasileira, em especial, nesse momento em que a ANP está realizando consulta pública sobre o assunto. A adoção do diesel renovável seguindo padrões mundiais de qualidade e eficiência, dentro do mandato do biodiesel, certamente irá gerar benefícios financeiros e de qualidade para o consumidor e para segmento automotivo, na medida em que melhora o desempenho e a durabilidade dos motores, bem como para toda a sociedade, com a redução das emissões de gases do efeito estufa, contribuindo para deixar o Brasil preparado para as novas tecnologias de motores e regras mais rigorosas de controle de emissões veiculares.

Agência Petrobras

Estatal é autorizada a substituir nome do campo de Lula

Adoção do nome foi contestada na Justiça em 2015 em ação popular, com o argumento de que sua escolha teve intenção política, ao homenagear o ex-presidente da República

Petrobras vai alterar o nome do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a substituição para campo de Tupi. Descoberto em 2006, Lula hoje responde por mais da metade de toda produção interna.

No pré-sal, a maior parte dos campos é batizado com nomes relacionados a moluscos, como Atapu, Berbigão, Búzios, Lapa, Sapinhoá, Sépia e Sururu. A adoção do nome de Lula foi, no entanto, contestado na Justiça em 2015 em ação popular, com o argumento de que sua escolha teve intenção política, ao homenagear o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No dia 2 de junho deste mês, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) informou que, como a estatal não recorreu, sua decisão pela mudança do nome foi definitiva. Agora, a companhia petrolífera deverá alterar toda referência ao nome “Lula” registrado até então.

Tupi, o novo nome do campo, foi o primeiro escolhido para a área antes da empresa informar à agência reguladora que o projeto é economicamente viável. Tradicionalmente, as áreas são rebatizadas quando é declarada a economicidade.

Redação

Reduc bate recorde de produção de Diesel S-10 em agosto

A Refinaria Duque de Caxias – Reduc alcançou em agosto de 2020 o recorde de produção de diesel com baixo teor de enxofre (S10). No mês, foram produzidos 149.168 m³ de Diesel S10, superando em mais de 12% a marca anterior, de maio de 2015, quando a refinaria produziu 132.852 m³ do derivado.

Com a redução da demanda de querosene de aviação (QAV), a refinaria apostou em uma nova formulação de Diesel S10, destinando essa carga para ser misturada a derivados de menor valor agregado, obtendo como resultado final o Diesel S10. A confiabilidade da produção da Reduc, aliada à implantação do escoamento de S10 por cabotagem em agosto deste ano, possibilitaram alcançar essa nova marca.

Os recordes de Diesel S10 acompanham a evolução dos motores de veículos pesados e utilitários movidos a diesel, responsáveis pela maior parte da circulação de mercadorias no território brasileiro. Atualmente, existem no Brasil dois tipos de diesel rodoviário: o Diesel S10 e o Diesel S500, sendo este último utilizado apenas por veículos fabricados até 2011.

A capacidade das unidades de hidrotratamento de diesel da Reduc é de 5.000 mil m³/dia. Estas unidades são de alta tecnologia e promovem a redução do teor de enxofre e melhoria do desempenho do produto com impactos positivos na redução de contaminantes para o meio ambiente. Por conta deste processo, o uso de Diesel S10 permite redução das emissões de compostos de enxofre e melhoria da qualidade da ignição. Além da diferença no teor de enxofre, os produtos têm características específicas, como a diferença no número de cetano, índice que mede a qualidade de ignição, ou seja, quanto maior melhor. No S10, o índice chega a 48, enquanto que no S500 é de 42.

 

Agência Petrobras