Petrobras inicia fase vinculante de ativos de E&P na Bacia do Espírito Santo

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 10 de junho de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de parcela de sua participação nos blocos exploratórios, pertencentes às concessões ES-M596_R11, ES-M-598_R11, ES-M-671_R11, ES-M-673_R11 e ES-M-743_R11, localizadas na Bacia do Espírito Santo.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os seus acionistas.

Sobre os blocos exploratórios

As concessões, ES-M-596_R11, ES-M-598_R11, ES-M-671_R11, ES-M-673_R11 e ES-M-743_R11 foram adquiridas na 11ª Rodada de Licitações da ANP em 2013 e estão atualmente no 1º Período Exploratório.

Está em andamento o processo de cessão das participações da Equinor, em todas as concessões, e da Total, nas concessões ES-M-671_R11 e ES-M-743_R11, para a Petrobras. Concluído o processo de cessão, a Petrobras passará a ser operadora em todas as concessões e deterá as seguintes participações:

• ES-M-596_R11: Petrobras com 100% de participação;

• ES-M-598_R11: Petrobras com 80% de participação e Enauta com 20% de participação;

• ES-M-671_R11: Petrobras com 100% de participação;

• ES-M-673_R11: Petrobras com 80% de participação e Enauta com 20% de participação; e

• ES-M-743_R11: Petrobras com 100% de participação.

Agência Petrobras

ANP marca para dezembro 2a etapa da oferta permanente de áreas de óleo e gás

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) definiu que a oferta pública do segundo ciclo da oferta permanente de áreas de exploração e produção de óleo e gás ocorrerá em 3 de dezembro.

A Comissão Especial de Licitações da ANP aprovou na sexta-feira, 11/09, a declaração de setores de interesse, acompanhada de garantia de oferta para a licitação, que é mecanismo pelo qual o órgão regulador coloca à disposição do mercado, permanentemente, uma lista de campos devolvidos à União e blocos exploratórios ofertados em leilões anteriores e não arrematados.

Atualmente, há 57 empresas inscritas na oferta permanente, incluindo desde grandes companhias do setor, como ExxonMobil, Shell e BP, como também players menores com foco em atividades terrestres, como Imetame, Alvopetro e Eneva. As empresas ainda não registradas têm até o dia 21 de setembro para apresentar documentos de inscrição, enquanto as já inscritas têm até o dia 13 de outubro para apresentar declaração de setores de interesse acompanhadas de garantias de oferta. Os setores oferecidos neste ciclo serão divulgados até o dia 3 de novembro.

Esta será a única licitação de áreas de óleo e gás realizada em 2020, após a decisão da agência de suspender o calendário da 17ª rodada de concessões e da 7ª oferta de partilha devido aos impactos da pandemia do coronavírus e à consequente queda no preço do barril.

A primeira etapa da oferta permanente ocorreu em setembro de 2019 e resultou na venda de 33 blocos e 12 áreas com acumulações marginais localizados na bacias Sergipe-Alagoas, Parnaíba, Potiguar, Espírito Santo e Recôncavo, totalizando uma arrecadação de R$ 320,282 milhões.

Valor

Sindicatos de petroleiros aprovam acordo coletivo negociado com a Petrobras

A Petrobras concluiu as negociações do acordo coletivo de trabalho 2020-2022 com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-Norte Fluminense).

O acordo foi aprovado por 65% dos votantes, seguindo um indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP). As assembleias promovidas pelos sindicatos filiados à FUP terminam no próximo domingo, mas diversas unidades já indicaram a aprovação, como no Espírito Santo, com 85% de aceitação, e as bases de Pernambuco e Paraíba, onde 91,5% dos petroleiros votaram a favor.

Por meio do novo acordo, a Petrobras se compromete a não realizar demissões sem justa causa até agosto de 2022, além de concordar com um reajuste salarial automático de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em setembro de 2021.

Também ficou acertada a criação de um grupo de trabalho para acompanhar o teletrabalho na companhia. De acordo com a FUP, há mais de 20 mil petroleiros trabalhando remotamente no país.

“Sabíamos que as negociações com a atual gestão da Petrobras seriam difíceis, pela dificuldade de mobilizar as pessoas por causa da covid-19 e pelo próprio contexto político e econômico do país. O novo texto não traz todas as nossas reivindicações, mas não podemos ignorar que ele tem avanços, principalmente em relação à estabilidade de empregos por dois anos, a própria durabilidade do acordo pelo mesmo período e a manutenção de diversos benefícios que estavam ameaçados”, explicou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

G1

Retomada da demanda por gasolina e diesel será difícil, dizem executivos do setor

A demanda global por gasolina e diesel deve retornar aos níveis anteriores à pandemia no final do ano que vem, embora um ressurgimento de casos de Covid-19 possa manter o consumo oscilando, disseram vários executivos seniores da indústria na segunda-feira.

O caminho para a recuperação deve ser difícil, e a indústria de energia deve estar pronta para atender aos choques de demanda ajustando a produção de refinarias e com armazenamento suficiente para lidar com o excesso de oferta quando este surgir, disseram os executivos.

“Uma segunda onda ou um conjunto contínuo de surtos que impactem a demanda é (…) o choque mais provável que o mercado de petróleo precisa considerar nos próximos 12 a 24 meses”, disse Giovanni Serio, chefe global de pesquisa da trader de commodities Vitol, durante a Asia Pacific Petroleum Conference, que ocorreu de modo virtual.

A demanda global por petróleo diminuiu em 22 milhões de barris por dia (bpd) em abril, um recorde, com 4 bilhões de pessoas em quarentena devido ao coronavírus, disse Arif Mahmood, vice-presidente executivo e diretor executivo de downstream da malaia Petronas.

E a demanda global deverá cair 8,1 milhões de bpd este ano, para 91,9 milhões de bpd, disse a Agência Internacional de Energia (IEA).

Qualquer retomada da Covid-19 durante o inverno do Hemisfério Norte, no entanto, poderia gerar outro choque no mercado, disse o chefe de análise da S&P Global Platts, Chris Midgley.

“Há um risco real disso. Nós temos visto aumento nas taxas de infecção agora”.

Serio, da Vitol, disse que interrupções na recuperação teriam que ser enfrentadas por uma disciplina ainda maior por parte de produtores e refinarias para conter a oferta, assim como uma disponibilidade imediata de armazenamento para o petróleo excedente.

A demanda por combustível para aviões, no entanto, não deve se recuperar muito, uma vez que levará mais tempo para que as viagens aéreas voltem aos níveis pré-pandemia.

O consumo de gasolina e diesel na Malásia já voltou aos níveis de 2019, mas o mercado de combustível para aviação “ainda segue muito deprimido”, dado que as fronteiras do país estão fechadas, disse Arif.

“Mesmo se abrirem, ainda levará tempo para o mercado se recuperar”, afirmou.

A demanda global por combustível de aviação caiu de cerca de 10 milhões de bpd para cerca de 3 milhões de bpd, disse Ben Lockock, co-chefe de petróleo da trading Trafigura.

Reuters

Demanda por combustível fóssil terá golpe histórico por impactos da Covid-19, diz BP

O consumo de combustíveis fósseis deve diminuir pela primeira vez na história moderna, à medida que as políticas climáticas impulsionam a energia renovável, enquanto a pandemia de coronavírus deixará um efeito duradouro na demanda global por energia, informou a BP em uma previsão.

O Energy Outlook 2020 da BP, uma referência para o mercado, sustenta a nova estratégia do presidente-executivo da empresa, Bernard Looney, para “reinventar” a empresa de petróleo e gás de 111 anos, mudando o foco para energias renováveis.

Este ano, a BP estendeu seus cenários até 2050, para alinhá-los com à estratégia da empresa de zerar as emissões de carbono de suas operações até a metade do século. Isso inclui três cenários que assumem diferentes níveis de políticas governamentais destinadas a cumprir o acordo climático de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a “bem abaixo” de 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais.

Em seu cenário central, a BP prevê que a Covid-19 eliminará cerca de 3 milhões de barris por dia (bpd) em 2025 e 2 milhões de bpd em 2050. Em seus dois cenários agressivos, a Covid-19 acelera a desaceleração do consumo de petróleo, fazendo com que o pico seja o ano passado. No terceiro cenário, a demanda de petróleo atinge o pico por volta de 2030.

Embora a participação dos combustíveis tenha diminuído no passado como porcentagem do bolo total de energia, seu consumo nunca diminuiu em termos absolutos, disse o economista-chefe da BP, Spencer Dale, a jornalistas.

“(A transição energética) seria um evento sem precedentes”, disse Dale. “Nunca na história moderna a demanda por qualquer combustível comercializado diminuiu em termos absolutos.”

Ao mesmo tempo, “a parcela da energia renovável cresce mais rapidamente do que qualquer combustível jamais visto na história”.

A participação dos combustíveis fósseis deverá diminuir de 85% da demanda total de energia primária em 2018 para entre 20% e 65% até 2050 nos três cenários. Ao mesmo tempo, a participação das energias renováveis deve crescer de 5% em 2018 para até 60% em 2050.

Reuters

Raphael Moura será o novo diretor-geral interino da ANP

Raphael Moura, superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente da ANP, passa a exercer o cargo de diretor-geral interino da Agência a partir de 14/9, em substituição a José Gutman, que ocupava a posição desde 28/3. Moura consta da lista de servidores para a substituição da diretoria colegiada da ANP aprovada pelo Decreto de 31 de janeiro de 2020, publicada no Diário Oficial da União de 31 de janeiro de 2020 – Edição Extra.

A ANP aguarda a aprovação, pelo Senado Federal, do novo diretor-geral da Agência, que ocupará a vaga deixada por Décio Oddone.

A convocação de Raphael Moura foi publicada hoje (10/9) no Diário Oficial da União (DOU), na Portaria 264 da ANP, de 9 de setembro de 2020.

Raphael Moura é Ph.D. em Engenharia pela Universidade de Liverpool e Mestre em Gerenciamento de Riscos pela Universidade de Cranfield, ambas na Inglaterra e tem MBA em Gestão de Empreendimentos, pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. É graduado em Engenharia de Produção com ênfase em Mecatrônica, pelo CEFET-RJ e pós-graduado em Sistemas Offshore, pela UFRJ.

Moura é servidor concursado da ANP, onde atua desde 2005. Exerceu diversas funções estratégicas e de liderança na Agência, como Chefe da Coordenadoria de Segurança Operacional, Superintendente de Infraestrutura e Movimentação, Assessor de Diretoria, e as mais recentes, Superintendente de Exploração e Superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente.

É pesquisador honorário da Universidade de Liverpool-UK e editor (2020-2022) do periódico da Associação Americana de Engenheiros Mecânicos (ASCE-ASME Journal of Risk and Uncertainty in Engineering Systems Part B: Mechanical Engineering). É revisor acadêmico e autor de publicações técnicas em diversos periódicos científicos internacionais nas áreas de engenharia, riscos e incertezas.

Na iniciativa privada (1998 a 2005), atuou na elaboração e implementação de projetos de engenharia de aplicação civil e militar.

Ascom ANP

ANP abre o 2º Ciclo da Oferta Permanente

A Comissão Especial de Licitações (CEL) da Oferta Permanente aprovou declaração de setores de interesse, acompanhada de garantia de oferta, em reunião realizada no dia 10 de setembro de 2020, abrindo o 2º Ciclo da Oferta Permanente.

A CEL definiu o cronograma indicativo para o ciclo, com sessão pública de apresentação de ofertas prevista para ocorrer no dia 3/12/2020.

Para informações mais detalhadas, consultar o site das Rodadas, seção da Oferta Permanente.

As empresas ainda não inscritas na Oferta Permanente têm até o dia 21/9/2020 para apresentar documentos de inscrição. As licitantes já inscritas que tenham interesse em participar do 2º Ciclo da Oferta Permanente têm até o dia 13/10/2020 para apresentar declaração de setores de interesse acompanhadas de garantias de oferta. Os setores oferecidos neste ciclo serão divulgados até o dia 3/11/2020.

Atualmente, há 57 empresas inscritas na Oferta Permanente. A relação completa pode ser consultada no site das Rodadas.

O que é a Oferta Permanente?

A Oferta Permanente consiste na oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas. A exceção são os blocos localizados no polígono do pré-sal, nas áreas estratégicas ou na Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas, bem como os autorizados a compor a 17ª e 18ª Rodada de Licitações.

De acordo com essa modalidade, as licitantes inscritas podem apresentar interesse para quaisquer blocos ou áreas, desde que apresentem declarações de setores de interesse, acompanhadas de garantias de oferta. Com a aprovação de uma ou mais declarações de setores de interesse pela CEL, é iniciado um ciclo da Oferta Permanente.

ANP

PPSA publica sua Política Anticorrupção

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) publicou na quinta-feira (10) sua Política Anticorrupção, que substituirá a Política de Integridade, e seu novo Código de Conduta e Integridade.

A Política Anticorrupção reforça o compromisso da empresa de manter os mais elevados padrões de integridade, ética e governança nos negócios, estabelecendo claras diretrizes de combate à corrupção. O Código de Conduta e Integridade norteia os princípios éticos que devem pautar o dia a dia dos empregados, contemplando os princípios de conduta mandatórios a todos.

Os documentos fazem parte do Programa de Integridade da PPSA, que está em desenvolvimento desde 2019, e foram aprovados pelo Conselho de Administração da empresa, em 28 de agosto. O Programa de Integridade contará com um total de 14 documentos. A Política Anticorrupção e o Código de Conduta e Integridade estão disponíveis no site da empresa.

Pré-Sal

Gasolina registra alta de quase 3% no Sudeste

Valor chegou a R$ 4,461 na região e o Estado com o preço mais alto foi o Rio de Janeiro, com média de R$ 4,811

De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a Região Sudeste manteve o ritmo de alta nos preços dos combustíveis no mês de agosto. O Rio de Janeiro registrou nas bombas a gasolina mais cara de toda a região, com média de R$ 4,811 e aumento de 2,2% frente ao mês de julho.

O Estado de São Paulo registrou o valor médio mais baixo para o combustível, ficando em R$ 4,105. Mesmo assim, quando comparado ao preço médio do Rio de Janeiro, os postos paulistas apresentaram um aumento ainda maior na comparação com julho – fechando em 2,3%. Minas Gerais e Espírito Santo também registram alta no combustível, apresentando 2,9% e 2,8% de crescimento, respectivamente.

“Desde a retomada das atividades em algumas regiões do País, a gasolina vem apresentando um comportamento de alta nos preços. Pelo levantamento, é possível notar que, no Sudeste, o combustível dividiu a margem de vantagem nas bombas. Em Minas e São Paulo, o etanol foi a opção mais econômica, e, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, a gasolina se manteve como a mais vantajosa para o consumidor”, pontua Douglas Pina, head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O Rio de Janeiro também foi o Estado com o preço do etanol mais caro, posição que se mantém desde o mês de julho. Apesar de ter registrado a média mais cara, de R$ 3,757, o combustível apresentou queda de preço de 0,3% nas bombas frente ao mês anterior.

Quanto aos preços do diesel e do diesel S-10, o Estado de Minas Gerais lidera com os valores mais altos para a região – R$ 3,542 e R$ 3,614, respectivamente, e na comparação com o mês de julho, houve aumento de 3,3% para ambos. Já o Espírito Santo registrou o Gás Natural Veicular (GNV) mais caro (R$ 3,329) e aumento de 0,3% frente ao mês anterior.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Sobre a Ticket Log

A Ticket Log integra a divisão de Frota e Soluções de Mobilidade da Edenred Brasil, juntamente com Repom e Edenred Soluções Pré-Pagas, com o propósito de valorizar o tempo das pessoas para que possam aproveitar mais e melhor a vida. A marca, que atua no mercado urbano, conecta pessoas e empresas a uma mobilidade inteligente por meio de soluções inovadoras que otimizam processos e apoiam no controle da gestão de deslocamento para organizações de todos os tipos e tamanhos.

Com mais de 25 anos de experiência, a Ticket Log conta com 30 mil empresas-clientes, administra, por ano, 1 milhão de veículos em sua base de clientes e quase 2,5 bilhões de litros de combustível, com uma rede de mais de 36 mil comerciantes credenciados. Entre os produtos disponíveis, estão: Ticket Car com a funcionalidade Log&Go, que permite o pagamento de diferentes meios de transporte e serviços veículos, como lavagens ecológicas de automóveis (App Easy Carros), caronas compartilhadas (App Zumpy), serviços de assistência 24h (App Fácil Assist) e recarga do bilhete único (Onboard Mobility); Ticket Fleet e Gestão de Manutenção.

A marca é uma das Maiores e Melhores do Transporte na categoria “Automação e Informática”, no prêmio promovido pela OTM Editora e foi reconhecida como uma das “As 500 Maiores do Sul”, ranking promovido pela revista Amanhã. Também foi eleita uma das melhores empresas para trabalhar na região Sul pela consultoria global Great Place to Work ® Institute (GPTW).

Redação

EMBRAPII alcança marca de 1.000 projetos e alavanca R$ 750 milhões privados em inovação

Modelo EMBRAPII garantiu o desenvolvimento de um projeto a cada dois dias

A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) atingiu a marca de 1.000 projetos que unem indústria e pesquisa no desenvolvimento de novas tecnologias que atendam as demandas de mercado, praticamente um projeto contratado a cada dois dias. Desde sua fundação, em 2013, já somou mais de 1,5 bilhão em investimentos, sendo aproximadamente 50% dos recursos oriundos do setor empresarial, o que representa um total de R$ 750 milhões de recursos privados aportados em inovação nacional.

A instituição pratica um modelo de fomento desburocratizado que busca suprir uma demanda do setor produtivo nacional. Segundo pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 83% das empresas acreditam que, no pós-pandemia, precisam inovar para crescer ou sobreviver no mercado, das que afirmam inovar, 47% não possuem área de inovação e 67% não tem profissionais dedicados exclusivamente para inovar. Para viabilizar as soluções de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a EMBRAPII disponibiliza às empresas pesquisadores e infraestrutura de seus centros de pesquisa credenciados, chamados de Unidades EMBRAPII (57 distribuídos pelo país).

O valor total do projeto é dividido em três sendo aproximadamente 50% dos recursos oriundos do setor empresarial, 33% da EMBRAPII (recursos não reembolsáveis) e o restante de contrapartida não financeira dos centros de pesquisa. Além do financiamento, que não necessita de edital para a liberação de recursos, a instituição faz o acompanhamento de metas e prazos estabelecidos no ato da contratação até a conclusão. Mais de 680 empresas de diferentes portes e segmentos já foram beneficiadas. Na prática, a empresa que tem uma proposta de projeto e deseja inovar pode buscar diretamente uma Unidade EMBRAPII, de acordo com a área de competência, para apresentar sua ideia e, caso aprovada, o contrato já é assinado e o trabalho iniciado.

Os projetos também podem ser desenvolvidos de maneira cooperativa, ou seja, envolvendo mais de uma empresa de diferentes portes, inclusive concorrentes, que possuam uma demanda comum. Para este segmento, a EMBRAPII possui uma linha especial de fomento que já contribuiu para a viabilização de mais de 100 projetos. Projetos de startups também possuem uma linha ampliada de crédito para que ganhem competitividade no mercado por meio da inovação e da interação com as grandes empresas.

Redação