Produção de petróleo em regime de partilha de produção foi de 29 mil barris por dia em julho de 2020

Os três contratos em produção em regime de partilha (Área de Desenvolvimento de Mero, Entorno de Sapinhoá e Sudoeste de Tartaruga Verde) produziram 29 mil barris por dia (bpd) em julho de 2020, um resultado 37% inferior ao registrado em junho. A retração reflete a parada programada de 20 dias de Mero para execução de operação de pull-out da linha de 8 polegadas, o que fez a produção da área ficar em 10 mil bpd em julho, contra 26 mil bpd em junho. Os dados fazem parte do Boletim Mensal de Contratos de Partilha de Produção elaborado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) divulgado na sexta-feira (11).

A parcela média diária de petróleo da União nos três contratos também foi menor do que a registrada em junho, porém a queda não foi na mesma proporção, ficando em 20,6%. Isso porque o impacto da retração na produção de Mero foi atenuado por um aumento de 12,5% no excedente do Entorno de Sapinhoá em relação ao mês anterior – reflexo de uma menor recuperação de custos, que influenciou o percentual da União sobre a produção de julho.

A União contou com 6,9 mil bpd em julho, sendo 5,4 mil bpd no Campo de Entorno de Sapinhoá, 1,5 mil bpd na Área em Desenvolvimento de Mero e 42 bpd no Sudoeste de Tartaruga Verde.
Desde janeiro de 2017, início da série histórica, a produção acumulada dos três contratos é de 41,5 milhões de barris de petróleo. Desse total, a União teve direito a 6,7 milhões de barris.
Gás natural

Em julho de 2020, a produção total média diária (consórcio e União) foi de 263 mil m³/dia nos dois contratos com aproveitamento comercial do gás natural, sendo 180 mil m³/dia no Entorno de Sapinhoá e 83 mil m³/dia no Sudoeste de Tartaruga Verde. O resultado apresenta aumento de 1,15% em comparação a junho deste ano. Na ocasião, a produção totalizava 260 mil m³/dia.

A parcela diária da União em julho de 2020 foi de 117 mil m³/dia, referente aos contratos de Entorno de Sapinhoá (116.475 m³/d) e de Sudoeste de Tartaruga Verde (315 m³/d), o que reflete um aumento de 20,6% no tocante ao mês anterior, puxado pelo Entorno de Sapinhoá.
O gás natural produzido em Mero, com alto teor de CO2, está sendo injetado no reservatório para um efetivo aumento da produção de petróleo. Até o momento, não há previsão de aproveitamento comercial.

Sobre a Pré-Sal Petróleo

O regime de partilha de produção vigora no Polígono do Pré-Sal e em áreas estratégicas (Bacias de Campos e Santos) desde 2010. A Pré-Sal Petróleo é gestora de 17 contratos de partilha de produção. A empresa também representa a União nos Acordos de Individualização da Produção e é responsável por comercializar a parcela de petróleo e gás natural da União.

Pré-Sal

Petrobras inicia fase vinculante de ativos de E&P na Bacia de Santos

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 10 de agosto de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de 50% a 100% de sua participação, com passagem da operação, na concessão BM-S-51, na Bacia de Santos. A concessão está localizada em lâmina d’água que varia de 350 a 1.650 m e cerca de 215 km da costa de São Paulo.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os seus acionistas.

Sobre a concessão BM-S-51 

A concessão BM-S-51 foi adquirida na 7ª Rodada de Licitações de Blocos realizada pela ANP em 2005 e está no 1º Período Exploratório, com compromisso remanescente de perfuração de um poço para cumprimento do Programa Exploratório Mínimo.

A Petrobras é operadora com 80% de participação nesse ativo, em consórcio com a Repsol Sinopec Brasil que detém os demais 20%.

Agência Petrobras

Revap bate terceiro recorde de venda de GLP em 2020

Pela terceira vez em 2020, a Refinaria Henrique Lage (Revap), unidade da Petrobras em São José dos Campos (SP), bateu o recorde mensal de comercialização de GLP (gás de cozinha). Em agosto, foram 80.204 toneladas vendidas, o equivalente a 6,16 milhões de botijões P13, contra 75.730 toneladas do recorde anterior, atingido em junho, representando um aumento de 5,9%. O primeiro recorde do ano havia sido obtido em maio, com 71.115 toneladas.

Desde o início da pandemia de Covid-19, houve um aumento da demanda interna por GLP. A prorrogação da quarentena na região do Vale do Paraíba, e a manutenção de um grande número de pessoas em casa, foi um dos fatores que contribuiu para o atingimento de um novo recorde de venda do produto.

A Revap atua como importante ponto de fornecimento de gás de cozinha no país, suprindo diretamente as regiões do Vale do Paraíba, litoral norte de São Paulo e sul de Minas Gerais, além de outros mercados por transferência efetuada pelas distribuidoras via modal rodoviário para abastecimento de bases secundárias.

Recorde de Diesel S-10

Outro recorde atingido pela Revap em agosto foi o de produção de Diesel S-10. No mês, foram produzidos 203,5 mil m³ desse derivado, marca 10% superior ao do recorde anterior de março deste ano, quando a produção havia sido de 185 mil m³.

Para o atingimento desse resultado, o fator principal foi a elevação da carga da unidade de hidrotratamento de diesel U-262, após autorização definitiva obtida junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A maior produção atende também ao direcionamento do mercado para o produto com mais baixo teor de enxofre, em substituição ao Diesel S-500, utilizado apenas por veículos fabricados até 2011.

Agência Petrobras

Petroleira colabora com nova etapa da Operação Lava Jato

Sobre a nova etapa da Operação Lava Jato realizada hoje (10/9), a Petrobras informa que conduz apurações internas e, neste caso, colaborou ativamente com as autoridades nos trabalhos de investigação e forneceu subsídios que resultaram nesta operação.

A Petrobras reafirma e reforça sua tolerância zero em relação à fraude e à corrupção. A companhia é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava-Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. A companhia colabora com as investigações desde 2014, e atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 18 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 71 ações penais relacionadas a atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato.

Ao longo dos últimos anos, a Petrobras vem implementando diversas medidas de governança e conformidade e seus esforços no combate à corrupção têm sido reconhecidos internacionalmente. Nesta semana, por exemplo, o Fórum Econômico Mundial anunciou o retorno da Petrobras à Partnering Against Corruption Initiative (PACI), a principal organização internacional de combate à corrupção.

Agência Petrobras

Petrobras informa sobre oferta de recompra de títulos globais

A Petrobras anuncia o início da oferta de recompra de títulos globais, por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

A oferta para recompra é para a totalidade em circulação dos títulos globais descritos na tabela abaixo e está limitada ao montante total dispendido pela PGF de US$ 4 bilhões. Adicionalmente, os detentores de títulos que entregarem seus títulos também receberão juros capitalizados até a data de liquidação, conforme abaixo definida.

 

Caso o montante ofertado pelos investidores na oferta de recompra de um determinado título faça com que o limite de US$ 4 bilhões seja excedido, a oferta será cancelada para aquele título, e aceita para o(s) título(s) seguintes, seguindo a ordem de prioridade, até que o limite de US$ 4 bilhões seja alcançado de forma que nenhum título poderá ser aceito parcialmente. Para determinação do limite acima definido, o montante em dólares norte-americanos correspondente às ofertas de títulos em Euro e Libra será definido usando-se as taxas de câmbio reportadas pela Bloomberg na página “FXIP” às 14h:00h, horário de Nova York da data de expiração, conforme abaixo definida.

A oferta de recompra irá expirar às 17:00h, horário de Nova York, em 16 de setembro de 2020 (data de expiração). Detentores de títulos que forem validamente entregues, não retirados e aceitos para recompra até a data de expiração, receberão o pagamento total indicado na tabela acima no dia 21 de setembro de 2020 (data de liquidação). Os detentores dos títulos também receberão os juros capitalizados até a data de liquidação.

A oferta será conduzida por Banco do Brasil Securities LLC, Citigroup Global Markets Inc., Credit Suisse Securities (USA) LLC, Goldman Sachs & Co. LLC, Mizuho Securities USA LLC e Mitsubishi UFJ Securities (USA), Inc. Solicitações de cópias do Offer to Purchase e outros documentos relacionados à oferta de recompra poderão ser feitas diretamente ao Global Bondholder Services Corporation através dos telefones +1 (866) 470-3800 (toll-free) ou +1 (212) 430-3774. Os documentos das ofertas de recompra também poderão ser obtidos através do link http://www.gbsc-usa.com/Petrobras/.

Estatal bate recorde de produção de Diesel S-10 pelo terceiro mês seguido

Refinarias produziram 1,84 milhão de m³ do produto em agosto

A Petrobras alcançou, pelo terceiro mês consecutivo, o recorde de produção de diesel de baixo teor de enxofre (S-10). Em agosto, as refinarias da companhia produziram 1,84 milhão de m³ do produto, volume ligeiramente maior ao de julho (1,81 milhão de m³) e 15% superior à marca de junho, de 1,6 milhão de m³.

Os sucessivos recordes de Diesel S-10 obtidos pela companhia acompanham a evolução dos motores de veículos pesados e utilitários movidos a diesel, responsáveis pela maior parte da circulação de mercadorias no território nacional. Atualmente, existem no Brasil dois tipos de diesel rodoviário: o Diesel S-500 e o Diesel S-10, mas o S-500 é utilizado apenas por veículos fabricados até 2011.

Recorde na Revap

A Refinaria Henrique Lage (Revap), unidade da Petrobras em São José dos Campos (SP), também obteve o recorde mensal de produção de Diesel S-10. Em agosto, foram produzidos 203,5 mil m³ desse derivado, marca 10% superior ao do recorde anterior de março deste ano, quando a produção havia sido de 185 mil m³. Para o atingimento desse resultado, o fator principal foi a elevação da carga da unidade de hidrotratamento de diesel U-262, após autorização definitiva obtida junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Agência Petrobras

Petrobras retorna à iniciativa anticorrupção do Fórum Econômico Mundial

O Fórum Econômico Mundial informou na segunda-feira (07/09) o retorno da Petrobras à iniciativa anticorrupção da instituição, a Partnering Against Corruption Initiative (PACI). A volta é um reconhecimento dos esforços da companhia na promoção da transparência e combate à corrupção realizados nos últimos anos. Na carta enviada à Petrobras informando o retorno, a PACI destacou que “a liderança da Petrobras dará uma contribuição significativa à iniciativa”.

A Partnering Against Corruption Initiative é a principal organização internacional de combate à corrupção com compliance officers de grandes multinacionais, organismos internacionais e governos. A iniciativa funciona como uma plataforma global de collective action, trabalhando para que as empresas possam maximizar o seu impacto coletivo na luta contra a corrupção pela troca de experiências, garantir condições de concorrências equitativas e criar mercados mais íntegros e transparentes.

A participação na PACI traz à Petrobras oportunidade de discutir e contribuir com players do mercado as melhores práticas de combate à corrupção e transparência, possibilitando o aperfeiçoamento dos processos da companhia e a incorporação de novas ferramentas e metodologias de trabalho. A Petrobras era membro da organização desde 2005. Em 2014, após os casos revelados pela Operação Lava Jato, a companhia não renovou sua participação.

Ao longo dos últimos anos, a Petrobras vem implementando diversas medidas de governança, transparência e conformidade, como o fortalecimento de seu controle interno, a criação de um Canal de Denúncias independente e a realização de due diligence de Integridade, processo que avalia os mecanismos de combate à fraude e à corrupção das empresas com as quais a Petrobras faz negócios. A companhia também passou a aplicar o Background Check de Integridade (BCI), que se trata da checagem de integridade de todos os administradores, gestores e empregados que atuam em processos críticos. A  Petrobras ainda colabora com as investigações da Operação Lava Jato desde 2014 e atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 18 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 71 ações penais. Mais de R$ 4,5 bilhões já foram ressarcidos pelas autoridades brasileiras aos cofres da companhia.

A Petrobras trabalha fortemente com a disseminação da cultura de integridade entre seus colaboradores e suas contrapartes, incluindo diversas ações de treinamentos, na mesma linha das melhores práticas que vêm sendo adotadas pelas maiores empresas do mundo e que alcançaram índices de qualidade e excelência na prevenção à fraude e à corrupção.

Agência Petrobras

Navio-tanque contratado para aumentar capacidade de escoamento da produção da Petrobras conclui primeira operação em Búzios

A embarcação, segunda a entrar em operação, integra a frota de quatro novos navios-tanque de posicionamento dinâmico (DP2) com capacidade de armazenamento de 1 milhão de barris cada

O Eagle Paulínia, segundo de quatro novos navios que estão sendo incorporados à frota de aliviadores da Petrobras em 2020, realizou as primeiras operações de alívio em Búzios, na Bacia de Santos, e concluiu seu primeiro ciclo operacional. Na última semana de agosto, a embarcação realizou dois offloadings – transferência do óleo – das plataformas P-74 e P-76, e fez transbordo da carga de petróleo para outro navio exportador em Angra dos Reis.

“As novas embarcações são fundamentais para atender ao grande potencial de produção da Petrobras, assim como à demanda por exportação do petróleo produzido pela companhia. Representam um grande salto de produtividade nas operações de offloading, em linha com nossa estratégia de gerar mais valor a partir de nossos ativos. Com essa estratégia, temos obtido resultados relevantes na operação, com sucessivos recordes de produção de petróleo no campo de Búzios, por exemplo; e na comercialização, com relevantes volumes de exportação de óleo e recorde de 1 milhão de barris por dia exportados em abril”, destaca André Chiarini, diretor de Comercialização & Logística da Petrobras.

Assim como o Eagle Petrolina, que opera desde julho na frota de aliviadores da Logística, o novo navio tem capacidade de transporte e armazenamento de 1 milhão de barris. Projetada sob medida e construída na Coréia do Sul, a embarcação da classe Suezmax é dotada de sistema Dynamic Positioning (DP2), com propulsores de alta potência e sistema de posicionamento dinâmico. Esse mecanismo permite estabilizar o navio de forma automática, garantindo a segurança e aumentando a eficiência da operação de alívio de petróleo. A embarcação também é equipada com bombas de carga acionadas eletricamente para aumentar o aproveitamento de combustível e reduzir custos.

O terceiro navio está na Coréia do Sul realizando testes e deve chegar ao Brasil em outubro. O quarto tem previsão de entrega em Singapura em novembro, e chegada ao Brasil em dezembro. As novas embarcações vão integrar a frota atual da companhia de 21 navios DP, que realizam cerca de 1.800 offloadings por ano. Além destes aliviadores, a Petrobras contratou, no início do ano, mais três navios-tanque, com entrega prevista para 2022.

Agência Petrobras

Francesa Total desiste de ser operadora em blocos na Foz do Amazonas

A petroleira francesa Total desistiu de seguir como operadora de cinco blocos para exploração de petróleo e gás na região norte do Brasil, na bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 120 quilômetros da costa.

O movimento da companhia, que tem a estatal brasileira Petrobras e a britânica BP como sócias nos ativos, vem em meio a dificuldades de licenciamento ambiental das áreas, que ficam em uma região considerada sensível por ativistas do meio ambiente.

“A Total informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desta decisão, que abre um período de seis meses durante o qual será nomeado um novo operador, para o qual serão transferidas as atividades de operação”, disse a Total à Reuters.

“Durante este período, a Total continua monitorando todos os processos regulatórios em nome de seus parceiros Petrobras e BP”, acrescentou a companhia, em nota, sem detalhar motivos da decisão.

A renúncia, comunicada aos parceiros em 19 de agosto, envolve os blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127, segundo a empresa.

A notícia foi publicada primeiramente pela agência de notícias epbr.

A região em que os ativos estão localizados, a Bacia da Foz do Amazonas, se estende pela costa do Estado do Amapá e da Ilha do Marajó, no Pará, e abriga o maior cinturão contínuo de manguezais do planeta, além de recifes de corais.

A ONG Greenpeace chegou a lançar uma campanha em defesa dos corais amazônicos e contra a exploração de petróleo no local.

Os blocos exploratórios na Foz do Amazonas foram arrematados pela Total e seus parceiros na 11ª Rodada de Licitações da ANP, realizada em maio de 2013.

Reuters