Ministro da Energia da Rússia estima o petróleo entre US$ 50 a US$ 55 o barril em 2021

Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

O ministro de energia russo, Alexander Novak, acredita em uma recuperação modesta no preço do petróleo em 2021. A estimativa de Novak tem como fundamento a fraca demanda e as mudanças induzidas pela pandemia nos negócios e no comportamento humano.

“Minha previsão para 2021 é um pouco mais modesta do que a do Goldman Sachs. Prevejo a faixa de US$ 50 a US$ 55 por barril, como preço médio para o ano. Mas podemos esperar volatilidade no mercado, com altas e baixas” disse Novak à reportagem da CNBC.

O Goldman Sachs publicou na semana passada uma nota prevendo o preço do petróleo Brent a US$ 65 por barril no terceiro trimestre de 2021, no entanto, o ministro de energia da Rússia é um pouco mais cauteloso.

“A recuperação futura será muito mais lenta”, afirmou Novak, “não a tendência rápida que observamos nos primeiros meses. Principalmente devido à transformação geral e às mudanças no balanço de energia e no padrão de comportamento dos consumidores, em primeiro lugar. ”

Queda no preço do petróleo
Os preços do petróleo caíram mais de 3% na sexta-feira, 4, com o petróleo Brent sendo negociado a US$ 42,67 por barril no final do pregão de ontem.

A queda no preço é reflexo da queda na demanda doméstica de gasolina em função de uma desaceleração no crescimento do emprego nos EUA em agosto.

Além disso, a esperança de novos estímulos está diminuindo enquanto o Congresso permanece paralisado sobre a extensão da ajuda federal a indivíduos, empresas e governos estaduais e locais, atingidos pela pandemia.

“Um cenário é que a queda anual geral na demanda será de cerca de 9-10 milhões de barris por dia”, disse Novak.

“Tivemos um segundo trimestre de desempenho bastante ruim, a situação em julho e agosto melhorou um pouco, com o mercado em julho atingindo um equilíbrio geral, apesar da demanda em julho ainda estar com queda de cerca de 10 milhões de barris por dia”, disse. Mas essa queda na demanda foi “equilibrada” pelo cortes históricos de produção desde maio por uma aliança de países da Opep e não-Opep, acrescentou o ministro russo.

“Se esse equilíbrio se mantiver, se a tendência continuar, podemos falar de uma recuperação gradual e da redução das reservas que se acumularam durante o segundo trimestre de ‘crise’ de 2020.”

CNBC

Petrobras conclui teste na área de Júpiter

A Petrobras informou a conclusão do teste de formação na área do Plano de Avaliação de Descoberta de Júpiter, no pré-sal da Bacia de Santos, mas disse que apesar da alta produtividade constatada a região precisa de inovações tecnológicas para a produção comercial.

O teste de formação avaliou os reservatórios carbonáticos do pré-sal no poço internamente denominado Apollonia (3-BRSA-1246-RJS), localizado a aproximadamente 295 km da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2.183 metros.

“Os resultados obtidos confirmam a excelente produtividade do poço, portador de óleo condensado de altíssimo valor agregado, com elevadas vazões, reforçando assim a potencialidade da área”, declarou a petroleira.

Mas a empresa comentou que o fluido apresenta alta razão gás-óleo e elevado teor de CO2, exigindo aplicação de tecnologias inovadoras para a sua produção comercial.

Por essa razão, as amostras de fluido coletadas no teste serão usadas para validação da tecnologia HISEP (High Pressure Separation, ou separação em alta pressão), desenvolvida e patenteada pela Petrobras, que consiste na separação e reinjeção nas rochas reservatórios, por meio de equipamentos instalados no fundo do mar, do CO2 existente no petróleo produzido.

Segundo a Petrobras, o HISEP está em etapa de qualificação, e um piloto em outra área operada pela companhia deverá ser instalado em 2024 para realizar testes de mais longo prazo, “possibilitando um novo conceito de desenvolvimento de produção”.

“Esta inovação tecnológica tem o potencial de viabilizar o projeto piloto de desenvolvimento da produção de Júpiter, bem como outros projetos com fluidos de razão gás-óleo e teor de CO2 elevados, abrindo uma nova fronteira exploratória e de desenvolvimento da produção para oportunidades do portfólio de águas profundas e ultra-profundas da Petrobras”, destacou.

A área de Júpiter pertence à concessão BM-S-24, na qual a Petrobras é a operadora, com 80% de participação, e foi adquirida em 2001 em parceria com a Petrogal Brasil, que possui os demais 20%.

Agência Petrobras

ANP retoma prazos de processos administrativos sancionadores

Foi publicada a Resolução ANP nº 827/2020, que retoma a contagem dos prazos nos processos administrativos sancionadores em virtude da perda de eficácia da Medida Provisória nº 928/2020. O processo administrativo sancionador é o procedimento de aplicação de penalidades no âmbito da fiscalização das atividades reguladas pela ANP.

A nova resolução revoga dispositivos das Resoluções da ANP nº 812/2020 e nº 816/2020, ambas baseadas nas determinações da MP nº 928/2020, que suspendia diversos prazos e alterava definições de procedimentos administrativos em virtude da pandemia de Covid-19 para toda a administração pública.

Os dispositivos revogados são os seguintes:

– Resolução ANP nº 812, de 23 de março de 2020: art. 10;
– Resolução ANP nº 816, de 20 de abril de 2020: art. 6º e art. 11.

ANP

China é o principal destino da exportação fluminense de petróleo no 1º semestre, diz Firjan

Boletim da federação Rio Exporta ressalta que no período as importações do Rio de Janeiro cresceram 68%, com destaque para as aquisições de bens industriais

Mesmo apresentando déficit na balança comercial de US$ 1,9 bilhão em decorrência dos efeitos da pandemia, o estado do Rio de Janeiro manteve, no primeiro semestre de 2020, o segundo lugar em participação no comércio exterior do Brasil, representando 14% do total nacional, ficando atrás apenas de São Paulo. Dados do boletim Rio Exporta, publicado pela Firjan Internacional, revelaram ainda que o estado fluminense teve corrente de comércio de US$ 25,7 bilhões, crescimento de 15% frente ao mesmo período de 2019.

“A balança comercial fluminense registrou US$ 11,9 bilhões em exportações e US$ 13,8 bilhões em importações, números que refletem a complexidade do momento atual, pois os estágios da crise não ocorrem em todos os países e em todos os continentes ao mesmo tempo, e isso se reflete nos resultados do relacionamento comercial com os principais parceiros comerciais do Rio”, afirma Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional.

“Outro dado interessante se refere ao petróleo fluminense. Apesar da queda de 23% nas vendas, a China permaneceu como principal destino das exportações, com participação de 58%. Com a retomada da produção industrial e do consumo nos países asiáticos, vislumbra-se a possibilidade de recomposição parcial de tais quedas nos embarques de petróleo”, acrescenta Rossi.

Acerca do comércio exclusive petróleo, as exportações do Rio decresceram 33% (US$ 3,2 bilhões). As exportações para a China (US$ 218 milhões) cresceram 51%, ressaltando os embarques de polímeros de etileno, propileno e estireno. O Nafta (US$ 1,6 bilhão) permaneceu como principal destino das exportações fluminenses, apesar da queda de 28% nos embarques para os Estados Unidos. Já nas importações exclusive petróleo, o Rio teve aumento de 82% (US$ 13,1 bilhões), principalmente pelas maiores compras dos Estados Unidos, Japão e Noruega.

Queda nas exportações

As exportações do Rio recuaram 16%, reflexo da queda de 8% nas vendas de produtos básicos (US$ 8,8 bilhões), que representaram 74% do total exportado. A tendência permaneceu nos produtos industrializados (US$ 3,1 bilhões) com redução de 33% nos embarques, consequência das menores vendas da indústria de metalurgia e de outros equipamentos de transporte. As vendas de torneiras e válvulas aumentaram 114%, impulsionando as exportações do setor de Máquinas e equipamentos (US$ 188 milhões).

Em contrapartida, as importações cresceram 68%, consequência do aumento de 109% nas aquisições de bens industriais (US$ 12 bilhões), com avanço tanto nas compras de bens de capital quanto de bens intermediários. Os itens que se destacaram no semestre foram: tubos flexíveis de ferro ou aço (aumento de 132%); torneiras e válvulas e dispositivos semelhantes (aumento de 298%), grupo onde estão os produtos essenciais de combate ao novo coronavírus; e máquinas e aparelhos para terraplanagem e perfuração (acima de 1.000% de aumento).

Acesse o Rio Exporta na íntegra: https://www.firjan.com.br/publicacoes/publicacoes-de-economia/boletim-rio-exporta.htm#pubAlign

Soprano lança nova linha de relés de automação

A Soprano está apresentando ao mercado uma nova linha de relés de automação, temporização e proteção, ampliando consideravelmente seu mix de produtos neste segmento. Produzidos pela Unidade Materiais Elétricos, os itens são alinhados a conceitos de segurança, praticidade e versatilidade para utilização em dispositivos residenciais e industriais.

Além de ampliar a linha de materiais elétricos da Soprano, os novos relés de automação atuam em conjunto com os demais já encontrados no mercado, como contatores e relés de sobrecarga, por exemplo. Desse modo, a marca supre ainda mais os setores de aplicação industrial geral, automação residencial, proteção de motores, proteção de sistemas e automação industrial.

Entre os diferenciais e as características técnicas dos novos relés estão a faixa de tensão de alimentação estendida, permitindo alimentação em corrente alternada ou contínua (RAS-41 e 31), design alinhado à linha de produtos Soprano, trazendo botões e elementos plásticos em azul, display LCD para visualização de informações e programação (RAS 41 e 23) e bateria integrada com duração de até três anos (RAS 41). Confira abaixo mais detalhes dos produtos, que já estão disponíveis no mercado de materiais elétricos.

Modelos/características técnicas

RELÉ FALTA E SEQ FASE 208 ~ 480V – Proteção de cargas contra falta ou erro de sequenciamento de fases. Possui leds indicativos de falha e um par de contatos (1NA + 1NF) para acionamento de cargas (8A em AC1) – RAS 21

RELÉ MONITOR DE FASE 208 ~ 480V – Proteção de cargas contra sobretensão, subtensão, assimetria, erro de sequenciamento ou falta de fases. Possui um par de contatos (1NA + 1NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Monitora tensões entre 208V e 480V. Possui leds indicativos de cada tipo de falha. RAS 22

RELÉ TEMP. RETARDO ENERG. SIMPLES – Temporizador do tipo on-delay (atraso na energização). Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Tempo programável de 0,6 a 60 segundos por meio de trimpot. Led indicativo de energização e de fim de contagem de tempo. Alimentação em 220V (CA) ou 24V (CA ou CC). RAS 11

RELÉ TEMP. RETARDO ENERG. AJUSTE FINO – Temporizador do tipo on-delay (atraso na energização). Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Tempo programável de 0,1 segundos a 10 dias por meio de trimpot. Led indicativo de energização e de fim de contagem de tempo. Alimentação em 220V (CA) ou 24V (CA ou CC). RAS 12

RELÉ MULTIFUNÇÃO 10 FUN TEMP. – Multifunção, com dez funções programáveis. As funções disponíveis são: Atraso na energização (on-delay), atraso na desernegização (off-delay), alternância on/off com início ligado e com início desligado, geração de impulso com atraso de 0,5s, impulso de duração programada executado por borda de subida e descida, travamento de estado da saída (latching), atraso na energização e desernegizaçãocom comando de chave externa. Possui entrada para chave externa de controle. Tensão de alimentação de 12 a 240V, em CA ou CC. Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). RAS 31

PROGRAMADOR HORÁRIO SEMANAL – 52 PROG – Programador para acionamento de cargas a partir de uma programação específica do usuário para cada dia da semana. Suporta até 52 programas. Possui um contato reversível (1NA/NF) para acionamento de cargas (8A em AC1). Alimentação de 24 a 264V, em CA e CC, 50/60Hz. Possui display LCD para programação e visualização e bateria interna. RAS 41

RELE MONITOR DE FASE 208 – 480V LCD PROG. – Proteção contra sobretensão, subtensão, falta, assimetria e erro de sequência de fase. Possui display LCD para visualização das tensões mensuradas (True RMS) e configuração das funções de proteção. Opera entre os níveis de tensão 200 a 500V. Possui um contato NA e um contato NF para acionamento de cargas (8A em AC1). RAS 23

Findes destaca a importância da venda das 27 concessões terrestres de E&P do Polo Cricaré, no ES

Em reunião ocorrida na tarde do último dia (03/09) no Palácio Anchieta, a Petrobras oficializou a assinatura do contrato para a venda da totalidade de sua participação em 27 concessões terrestres de exploração e produção do Polo Cricaré, no norte do Espírito Santo, para a empresa Karavan Oil & Gas. A venda foi realizada por US$ 155 milhões. A presidente da Findes, Cristhine Samorini (foto), participou da solenidade e destacou a importância da medida para a economia estadual.

O governador Renato Casagrande comemorou as oportunidades que deverão ser criadas a partir do acordo, que teve a articulação do Governo do Estado visando a manutenção de empregos e o estímulo ao desenvolvimento regional.

“Essa é uma assinatura que interessa a todos nós pelo desinvestimento que a Petrobras está realizando e pelo investimento que a Karavan irá realizar. Uma oportunidade para os capixabas, para as empresas que têm esse perfil de extração e para o Estado, que será ainda mais competitivo”, disse.

“A iniciativa impulsiona a economia capixaba, possibilita novos negócios na cadeia de óleo e gás e gera novos empregos. O Fórum Capixaba de Petróleo e Gás da Findes calcula que a produção de óleo em terra pode aumentar 4 ou 5 vezes”, afirmou Cristhine Samorini.

De acordo com o Fórum, os campos adquiridos pela Karavan registraram produção média, de janeiro a junho deste ano, de cerca de 1,7 mil barris por dia de óleo e 14 mil metros cúbicos de gás. A produção desses campos agora pode chegar a 8 mil barris por dia.

O governador Casagrande também reafirmou o compromisso junto às instituições para a constante melhora do ambiente de negócios no Espírito Santo: “Temos uma gestão fiscal responsável e de excelência desde 2012, quando tive a oportunidade de governar o Estado pela primeira vez. De lá para cá somos Nota A todos os anos, o que nos dá uma condição de investimento em momentos de crise como essa que estamos vivendo. Criar o Fundo de Infraestrutura, que recebeu R$ 1,5 bilhão decorrentes de um acordo com a Petrobras, foi fundamental para a realização das obras que estamos concretizando”.

A partir da venda, a Karavan O&G Participações deterá 51% da Sociedade de Propósito Específico (SPE), enquanto a empresa Seacrest Capital Group Limited deterá os 49% restantes.

De acordo com o presidente da Karavan Oil & Gas, Fabiano Ramos, um dos motivos para a atração da empresa para o Polo Cricaré foi o ambiente de negócios do Espírito Santo.

“Ao longo desse tempo de atuação da empresa, nós fomos seletivos nas oportunidades que nós buscamos e o que pesou na nossa decisão com relação aos 27 campos de petróleo foi o ambiente pró negócios e ético presente no Estado do Espírito Santo”, afirmou.

“Esperamos atuar no Espírito Santo com governança e responsabilidade social e ambiental. Por fim, estamos otimistas com relação aos campos terrestres, temos certeza que gerará aumento de receitas tributárias e trará benefícios para os municípios da região. Seremos um polo gerador de emprego e renda local”, disse Fabiano Ramos.

“Estarmos aqui hoje para reafirmar o nosso compromisso com o Estado do Espírito Santo e para a manutenção das atividades da Petrobras. Desejamos muito sucesso para Karavan nesse novo empreendimento no Polo Cricaré. A Petrobras desenvolveu esse Polo durante muitos anos e ele já atingiu a fase de maturidade que justifica a transferência para outro perfil de empresa”, declarou o diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Marcelo Zenkner.

Em sua fala, o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, agradeceu à empresa pela decisão e ressaltou o ambiente de negócios do Espírito Santo. “É com muita satisfação que recebemos essa notícia. Estamos muito felizes com a vinda da Karavan para o Estado e poder ver o ambiente de negócios do Estado está despertando o interesse de investidores de todos os setores. A Sedes está à disposição da empresa para novos contatos e para o desenvolvimento do Espírito Santo. Estamos sempre dispostos a atender àqueles que desejam investir no Espírito Santo”, enfatizou.

Também participaram da reunião a subsecretária de Estado de Competitividade e Projetos Estruturantes da Sedes, Rachel Freixo; o subsecretário de Estado de Integração e Desenvolvimento Regional da Sedes, Paulo Menegueli; a diretora financeira da Karavan Oil & Gas, Giovanna Siracusa; o diretor de Operações da empresa, Guilherme Santana; o conselheiro e diretor da Seacrest Petróleo, Michael Stewart; e o diretor-executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy.

Sobre o Polo Cricaré

O Polo Cricaré compreende 27 concessões terrestres localizadas no Estado do Espírito Santo nos municípios de São Mateus, Jaguaré, Linhares e Conceição da Barra. Os campos terrestres são: Biguá, Cacimbas, Campo Grande, Córrego Cedro Norte, Córrego Cedro Norte Sul, Córrego Dourado, Córrego das Pedras, Fazenda Cedro, Fazenda Cedro Norte, Fazenda Queimadas, Fazenda São Jorge, Guriri, Inhambu, Jacutinga, Lagoa Bonita, Lagoa Suruaca, Mariricu, Mariricu Norte, Rio Itaúnas, Rio Preto, Rio Preto Oeste, Rio Preto Sul, Rio São Mateus, São Mateus, São Mateus Leste, Seriema e Tabuiaiá.

Assessoria Findes

Estatal ultrapassa marca de meio milhão de litros de combustível doados para ajudar no combate à pandemia de Covid-19

Treze estados do Brasil já receberam carregamentos de gasolina e óleo diesel

A Petrobras atingiu nos últimos dois meses a marca de 595 mil de litros de combustíveis doados para 13 estados da federação. O combustível é utilizado para o abastecimento de ambulâncias, veículos de transporte de médicos e hospitais públicos e filantrópicos vinculados às secretarias estaduais de saúde. Até o momento, foram 215 mil litros de gasolina e 380 mil litros de diesel. As entregas estão sendo realizadas nas cinco regiões do país: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Amapá, Acre, Rondônia e Distrito Federal já receberam cargas de combustível.

A Petrobras segue em tratativas para efetivar doações a outros estados do país. A companhia irá destinar ao enfrentamento à pandemia o total de 3 milhões de litros de gasolina e diesel. Volumes adicionais serão distribuídos ao longo dos próximos meses, conforme disponibilidade logística e a demanda a ser indicada pelos governos estaduais. A Petrobras conta com o apoio logístico da BR Distribuidora, responsável pela entrega em todo o Brasil.

“A Petrobras mantém seu compromisso com a sociedade brasileira para ajudar o país a enfrentar esta pandemia. A doação de combustível é uma das iniciativas da empresa e visa apoiar a logística de transporte de profissionais de saúde, insumos e pacientes”, explica a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

Além de combustível, desde o início da pandemia, a Petrobras também fez doações de mais de 600 mil testes para detecção de coronavírus, equipamentos de proteção, material de higiene e gás de cozinha. A companhia já destinou mais de R$30 milhões em doações para colaborar com a sociedade no combate à pandemia.

Agência Petrobras

Nova Conselheira Independente da Ocyan

A engenheira Cristina Pinho foi nomeada a nova Conselheira Independente da Ocyan, empresa do setor de Óleo & Gás. Atualmente é a Secretária Geral do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e, por 12 anos, ocupou posições executivas na Petrobras.

TBG disponibiliza venda dos Produtos de Curto Prazo a partir do dia 10/9

Nova modalidade de negócio, aprovada pela ANP, tem por objetivo ampliar a flexibilidade do mercado de gás natural
No próximo dia 10 de setembro (quinta-feira), a TBG disponibilizará em seu Portal de Oferta de Capacidade (POC) a aquisição dos Produtos de Curto Prazo, modalidade de negócio inédita para o mercado de gás natural no país. A partir desta data, as empresas interessadas terão acesso, por meio do endereço eletrônico ofertadecapacidade.tbg.com.br, a contratos de transporte de gás natural trimestrais, mensais e diários.

O objetivo da iniciativa, segundo o diretor-presidente da TBG, Erick Portela, é oferecer serviços diferenciados de solução logística no transporte de gás natural no Brasil: “Este é um modelo consagrado no mercado europeu e, no Brasil, a TBG é pioneira, ou seja, é a primeira e única a ofertar esse tipo de produto. Os Produtos de Curto Prazo promovem a flexibilização da contratação e geram liquidez no mercado”, destaca.

Ainda de acordo com o CEO da TBG, os Produtos de Curto Prazo possibilitam ao carregador organizar seu portfólio de capacidade de transporte, adaptando-se às questões de sazonalidade: “Para a TBG, isso é muito importante, pois esse tipo de produto dá mais opções ao mercado. Com isso, acreditamos que a iniciativa deverá atrair mais compradores (carregadores)”.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a comercialização dos Produtos de Curto Prazo da TBG no dia 21 de agosto por meio do Ofício nº 1.127/2020. E, em breve, a TBG divulgará as datas dos leilões para aquisição dos Produtos de Curto Prazo.
Como adquirir – Para adquirir os Produtos de Curto Prazo, as empresas interessadas devem acessar o Portal de Oferta de Capacidade (POC) da TBG, onde podem fazer a habilitação como usuários (login e senha).

Após essa etapa, elas terão acesso ao Informativo do Carregador, ao Cadastro Único, Avaliação Financeira, Contrato Máster, Solicitação de Capacidade de Transporte e à Celebração do Contrato. O cadastro único é feito apenas uma vez e a atualização dele é de responsabilidade do Carregador.
Durante esse trâmite, o carregador fará a nominação da quantidade de gás a ser transportada no prazo contratado e definirá os locais de entrada e saída de seu contrato.

Após a assinatura do contrato máster, que vai dar agilidade ao processo de aquisição, o cliente poderá ter acesso aos produtos das modalidades trimestral, mensal ou diária. O contrato assinado tem validade até 31 de dezembro do ano corrente da contratação.
Os produtos – A TBG inicialmente vai ofertar produtos em capacidade disponível, ou seja, aquela que não está contratada.

A primeira janela de ofertas será do produto trimestral, modalidade em que os interessados poderão fechar contratos para o trimestre subsequente. A disponibilidade dos contratos trimestrais sempre vai ocorrer um mês antes do trimestre seguinte. Em setembro de 2020, por exemplo, estará aberto o trimestre que vai de 1º de outubro a 31 de dezembro. E, em dezembro de 2020, será aberta a janela de contratação para o 1º trimestre de 2021, e assim por diante. Serão quatro janelas por ano.

A oferta dos contratos mensais ocorrerá mensalmente. Assim, em setembro, as empresas poderão assinar o contrato mensal com vigência para outubro, e assim sucessivamente nos meses seguintes.
O produto diário só será ofertado após a verificação da capacidade remanescente dos produtos mensais. Ele poderá ser adquirido com um prazo mínimo de cinco dias de antecedência pelo comprador.

Sobre a TBG – A TBG é a empresa brasileira que realiza o transporte ininterrupto de até 30 milhões de m³/dia de gás natural para o principal eixo econômico do Brasil, formado pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, que respondem por mais de 50% do PIB nacional. O gasoduto tem 2.593 quilômetros de extensão, passando por 136 municípios de cinco estados (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Redação

Para Shell, nova Lei do Gás é um ‘excelente passo’ para abertura do mercado

O presidente da Shell no Brasil, André Araujo, disse que a Nova Lei do Gás, aprovada ontem pela Câmara, é um “excelente passo” para a abertura do mercado brasileiro de gás natural.

Ele lembrou que a aprovação do projeto de lei pelos deputados ainda se trata do “início de uma jornada”, já que a matéria ainda vai para o Senado. O executivo disse, no entanto, que está confiante na aprovação da nova legislação.

“O projeto tem algo inédito, reflete um forte apoio dos produtores, transportadores e grandes consumidores de gás, depois de anos de discussão”, afirmou Araujo, durante evento on-line promovido pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil.

O executivo defendeu, contudo, a necessidade de o Brasil continuar a trabalhar no aperfeiçoamento da regulação do setor. Ele citou a necessidade de ajustes nas regras dos leilões de energia, para possibilitar a contratação de termelétricas que consumam o gás do pré-sal. A Shell tenta tirar do papel o projeto de produção do campo de Gato do Mato, na Bacia de Santos.

“Se quisermos participar do leilão de energia [com uma térmica que consuma o gás de Gato do Mato, por exemplo], temos que mostrar que temos reserva e infraestrutura. Mas para nós, do ponto de vista do investidor, precisamos saber como vai ser o acesso desse gás ao mercado, para justificar o investimento em infraestrutura. Precisamos de um diálogo aberto, para que os projetos não fiquem parados, por falta de clareza regulatória”, afirmou.

A Shell vem apostando na integração da cadeia de gás com o setor elétrico e é sócia de uma termelétrica em construção em Macaé (RJ), o projeto de Marlim Azul (565 megawatts), junto com o Pátria Investimentos e Mitsubishi Hitachi Power Systems Americas (MHPS). A usina consumirá gás da Shell do pré-sal.

Segundo Araujo, a expectativa é que, devido aos efeitos da pandemia sobre a demanda, haverá uma postergação de dois anos na necessidade de contratação de novas usinas. “Mas a retomada da economia brasileira, em algum momento, se dará”, disse.

Ainda no setor de geração de energia, Araujo disse que a empresa também vê potencial para projetos de eólica offshore no Brasil. Ele destacou que a petroleira já faz investimentos nesse segmento nos Estados Unidos, mas que é “questão de tempo” para que o Brasil entre na carteira de projetos da empresa.

“Acho, sim, que é questão de tempo em relação ao Brasil, mas há uma necessidade do grupo de trabalhar com foco e é aceitável que não consigamos fazer tudo ao mesmo tempo. Temos colocado foco maior em solar, mas tenho contato direto com time [global] de eólica offshore”, disse.
O executivo comentou também sobre a entrada da Shell no segmento de “produtos da natureza”, no Brasil. Ele anunciou que a partir deste mês a companhia contará com um executivo, no Rio de Janeiro, dedicado a desenvolver negócios como conservação e reflorestamento.

Sobre novos negócios, Araujo destacou que a empresa mantém o foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação. E disse que, mesmo num cenário de choque de preços do petróleo, a empresa prevê investimentos de R$ 250 milhões em projetos de PD&I.

Redação