Os benefícios do biogás para a preservação do meio ambiente

Em um ano que o tema preservação do meio ambiente está em alta, a ENC Energy, empresa responsável por nova usinas de geração de energia a partir do tratamento do lixo, disponibiliza à imprensa seu porta-voz, Jorge Matos, para falar sobre tudo que envolve o biogás. Você sabia que a produção de energia a partir do lixo é a que tem menor impacto ambiental e maior benefício social?

Que tal falarmos dessa solução benéfica para o mundo todo?

A nossa atividade económica contribui ativamente para a sustentabilidade ambiental através de:

• Redução da libertação do gás metano propagado para a atmosfera
• Redução do consumo de produtos energéticos emissores de elevados níveis de Gases Efeito Estufa
• Redução de nível de resíduos não valorizados para reintegração no ciclo económico
• Produção de energia limpa, de fontes renováveis

Contribuímos ativamente para a sustentabilidade e coesão social da nossa envolvente através de:

• Criação e manutenção de postos de trabalho
• Investimento em instrumentos de formação e desenvolvimento das nossas pessoas
• Colaboração com instituição de solidariedade social no combate às maiores necessidades e desigualdades sociais
• Facilitação do acesso pelas nossas pessoas a realizações de utilidade social como a educação e a saúde

A ENC Energy foi criada em 2012 e é uma subsidiária brasileira que tem como acionistas a empresa portuguesa ENC Energy e o fundo GEF Capital Partners. A empresa já atua no Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo e em Pernambuco. Foram investidos R$ 50 milhões em nove usinas nessas localidades.

Redação

Regime de exploração de gasodutos divide opiniões na votação da nova lei do gás

Novo marco regulatório do gás foi aprovado pela Câmara dos Deputados e seguirá para o Senado

Carlos Zarattini criticou o projeto por facilitar a entrada de investidores privados no setor

A mudança de regime de exploração para novos gasodutos no Brasil foi um dos pontos de maior debate durante a votação da nova lei do gás (PL 6407/13). O projeto estabelece a exploração por autorização, sistema mais simplificado que o atual.

Em vez de licitação, o processo será feito por meio de chamada pública a ser realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Se houver mais de um interessado para a construção de um gasoduto, a agência deverá realizar processo seletivo público.

Para a oposição, trata-se de facilitar a entrada do investidor privado em detrimento da Petrobras. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que a estatal será impedida de reinvestir no setor de gás natural a partir da aprovação da proposta. “Empresas que extraem petróleo e gás não poderão participar do transporte e da distribuição de gás. A Petrobras saiu do setor de gás; vendeu a Gaspetro; vendeu os seus dutos e hoje não participa mais do mercado de gás”, disse.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), no entanto, afirmou que o modelo de fortalecer a Petrobras não deu certo e que é preciso alterar a legislação para a exploração do gás natural. “Nós propomos mais gasodutos, mais agentes, mais competição”, disse. Ele destacou que o regime de autorização vai ampliar o número de gasodutos.

A mudança de sistema de exploração, no entanto, foi criticada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Para ela, acabar com a licitação para os gasodutos vai favorecer a atuação de grandes empresas distribuidoras e transportadoras.

O líder do PSB, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), também criticou o sistema simplificado para novos gasodutos. “Para se melhorar a concorrência, para se melhorar a regulação do mercado, a transição da concessão para a autorização não é a melhor saída”, defendeu. Ele destacou que o mercado de energia concentra grande volume de recursos.

Menos burocracia
Relator da proposta, o deputado Laércio Oliveira (PP-SE) destacou que a mudança no regime de exploração se aplica apenas ao transporte do gás natural. A concessão, segundo ele, cria “burocracia desnecessária” e impede a expansão da rede de transportes de gás natural.

Laércio Oliveira ressaltou que a proposta foi negociada com diversos atores do setor, vai trazer competitividade e baratear o produto.

“A nova lei do gás vai reindustrializar o Brasil, aumentar a receita dos governos e reduzir o custo do gás nas empresas, nos comércios e até nas residências. Daqui a alguns anos, quando o brasileiro estiver em casa cozinhando com seu botijão, que ele conseguiu comprar mais barato, saberemos que este foi o resultado de uma escolha importante que fizemos neste dia”, disse.

Desenvolvimento industrial
Deputados favoráveis às mudanças no mercado de gás natural afirmaram que a competitividade vai baixar o preço para a indústria e gerar crescimento da economia.

Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), é preciso viabilizar energia mais barata para os setores da economia. “Esse projeto permite que algumas indústrias que hoje não têm como competir no mercado internacional possam vir a competir com energia mais barata”, disse.

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Luis Miranda: o projeto vai permitir crescimento às indústrias e gerar empregos
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) destacou que parte do gás utilizado no Brasil é importado e tem preço elevado. “Hoje, além de termos o gás natural mais caro do mundo, falta o produto. É fundamental modernizar a legislação do Brasil”, declarou.

O líder do Novo, deputado Paulo Ganime (Novo-RJ), também afirmou que o projeto vai viabilizar novos investimentos e, com isso, gerar empregos. “Podemos reindustrializar o Brasil, fora todos os investimentos que podemos atrair com esse marco regulatório importantíssimo. Vai ser gerado emprego, trabalho, e isso vai nos ajudar a superar essa crise”, disse.

Para o deputado Luis Miranda (DEM-DF), a proposta vai “revolucionar” a indústria e a geração de empregos. “Além do desperdício, não temos uma política voltada para o mercado de gás natural. Esse projeto vai permitir crescimento econômico às indústrias e, com isso, gerar empregos”, afirmou.

Agência Câmara de Notícias

Petrobras mobiliza quase 10 mil pessoas em torno de ações de conservação dos biomas

Na quinta-feira (3/9), a bióloga Amanda Borges, consultora da área de Responsabilidade Social da Petrobras, apresenta alguns resultados alcançados pelo Programa Petrobras Socioambiental na preservação dos biomas durante a Conferência Ethos 360º. Um dos destaques é a mobilização de 9,7 mil pessoas e a recuperação ou conservação de mais de 100 mil hectares de áreas em cinco biomas, com a produção de mais 1,5 milhão de mudas em 2019. O painel “Ciência e educação ambiental – vetores para reduzir a ameaça aos biomas brasileiros”, inserido no tema “Brasil e as ambições da ciência, tecnologia e inovação”, começa às 16h10 e será transmitido no YouTube.

Participam também a médica veterinária Gabriela Moreira, coordenadora geral do projeto Guapiaçu, patrocinado pela Petrobras, e o biólogo Claudio Pádua, reitor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e vice-presidente do Instituto de Pesquisas Ecológicas.

Amanda Borges vai destacar a importância dos investimentos voluntários da companhia na linha de atuação Clima, que contempla iniciativas voltadas para a conservação e recuperação de florestas e áreas naturais com a proteção da biodiversidade com foco em remoção e manutenção dos estoques de carbono e adaptação à mudança do clima, gerando benefícios ambientais e sociais e incentivando a educação ambiental.

Gabriela Moreira destacará a experiência do projeto Guapiaçu em educação ambiental com crianças e jovens e as ações de recuperação que possibilitaram a conservação de 160 hectares de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro.

Em sua 23ª edição, a Conferência Ethos 360º, iniciativa patrocinada pela Petrobras, vem se consolidando como o maior evento sobre políticas e ações para o desenvolvimento sustentável, atraindo lideranças e empresas de todo o Brasil e da América do Sul.

A programação da Conferência Ethos é 100% virtual e gratuita. Palestras, diálogos e workshops podem ser acompanhados pelo canal do Instituto Ethos no YouTube (https://www.youtube.com/InstitutoEthos).

Programa Petrobras Socioambiental

O Programa Petrobras Socioambiental estrutura os investimentos voluntários da Petrobras, definindo áreas temáticas, objetivos e diretrizes em planejamentos plurianuais e contou, em 2019, com investimentos da ordem de R$ 100 milhões.

Na linha de Clima, o resultado consolidado de 15 projetos apoiados pela empresa, contabilizou a contribuição potencial de 850 mil toneladas de CO2 nas áreas recuperadas ou conservadas, além dos benefícios sociais e ambientais associados e distribuídos em cinco biomas brasileiros (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pampa). Outras informações podem ser consultadas no Relatório de Sustentabilidade disponível na página (https://sustentabilidade.petrobras.com.br/).

Agência Petrobras

Websérie Petróleo, Gás e Naval da Firjan chega à 20ª edição com perspectivas positivas do mercado

O webinar sobre as “Perspectivas para o E&P no estado do Rio de Janeiro”, realizado em 1/9, mostrou otimismo dos participantes com relação às perspectivas do mercado fluminense. Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, afirmou que, apesar da dificuldade trazida pela pandemia, a produção de óleo continua crescendo, com forte contribuição dos campos do pré-sal e dos desinvestimentos da Petrobras.

“Estamos assistindo a um movimento da maior importância, que é a entrada de médios operadores nesse mercado, como ocorre na recuperação de campos já maduros, mas ainda assim de contribuição muito relevante. Não é exagero dizer que a cada semana surgem novos atores, tornando a atividade de exploração e produção do estado do Rio cada vez mais diversificada”, ressaltou Eduardo Eugenio. Ele destacou que, no próximo dia 22/9, a instituição vai lançar, em videoconferência, a 5ª edição do tradicional Anuário da Indústria de Petróleo no Rio de Janeiro, com o panorama de 2020.

Apostando no cenário positivo do país, a Total E&P do Brasil anunciou que pretende produzir 150 mil barris por dia até 2025, contra os 35 mil barris/dia retirados hoje. Philippe Blanchard, presidente da empresa e do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, informou que a Total vai perfurar o bloco CM 541 na Bacia de Campos em 2021. A empresa está presente em seis bacias, com foco importante no pré-sal.

Antonio Guimarães, secretário Executivo de Exploração e Produção no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), pontuou que, mesmo em meio à crise causada pela pandemia da Covid-19, o Brasil produz 3 milhões de barris/dia, o que o coloca como 10º maior produtor de petróleo do mundo, com potencial para galgar algumas posições nesse ranking. Mas alertou que diante do cenário futuro, que prevê preços menores, os países com potencial vão promover ajustes no seu ambiente regulatório para tentar atrair uma parcela maior de investimento.

“É preciso exigir dos governantes um ambiente de negócios que transforme essa oportunidade em realidade, uma vez que o Brasil já tem matéria-prima, que são as reservas, tem blocos contratados e perspectiva geológica de se descobrir mais. Tudo isso acompanha o portfólio que nos deixa otimistas.” Segundo ele, esse é o trabalho que o IBP tem feito, em parceria com a Firjan, para delinear claramente as melhorias necessárias.

Já o Rio de janeiro, de acordo com o presidente do IBP, possui 85% das reservas de petróleo do país e 64% das reservas de gás natural. E em termos de oportunidade para o desenvolvimento, apresenta reservas provadas maiores do que as do México: algo em torno de 10 bilhões de barris. Ele lembrou que o descomissionamento de plataformas e os campos maduros na Bacia de Campos também são oportunidades que podem se somar aos investimentos no estado fluminense.

Esta semana, a Websérie Óleo, Gás e Naval da Firjan chegou à sua 20ª edição, contabilizando palestras de mais de 60 convidados e mais de 20 mil visualizações.

A transmissão on-line ocorre todas as terças-feiras, às 16h. Veja a playlist no link https://www.youtube.com/playlistlist=PLrU28uWBDTQAtoIRokLyeqXr9PF1ZURxY

Assista aqui a Websérie de 1/9: https://www.youtube.com/watch?v=2mkyn8S0D2o

Redação

Produção acumulada no campo de Lula supera 2 bilhões de barris de óleo equivalente

Em julho, o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 988 Mbbl/d de petróleo e 43,2 MMm3/d de gás natural, totalizando uma produção acumulada (desde 29/12/2010) de 2,038 bilhões de barris de óleo equivalente, atrás apenas do campo de Marlim, na Bacia de Campos, que registra produção acumulada (desde 17/03/1991) de 2,827 MMboe.

As informações são do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, com dados detalhados referentes a julho de 2020. Neste mês, a produção nacional foi de 3,898 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 3,078 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 130 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

A produção de petróleo aumentou 2,2% se comparada com o mês anterior e 10,9% frente a julho de 2019. No gás natural, houve aumento de 1,4% em relação a junho e de 5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Durante o mês de julho, 33 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente devido aos efeitos da pandemia da Covid-19, dos quais 16 marítimos e 17 terrestres, e um total de 60 instalações de produção marítimas permaneceram com produção interrompida. Em junho, havia 34 campos com produção interrompida, sendo 16 marítimos e 18 terrestres. Não houve alteração em relação ao número de instalações marítimas.

Novos gráficos

A partir desta edição, o boletim traz novos gráficos (27 a 30) contendo dados sobre o volume de gás natural injetado e queimado das instalações marítimas, além das instalações que apresentam maior relação entre queima e produção e entre injeção e produção de gás natural.

A queima de gás natural é necessária durante a produção por questões de segurança, como a manutenção da chama dos pilotos da unidade de produção, cuja existência é fundamental em casos de emergência para que o gás possa ser direcionado para os queimadores. Além disso, é comum que durante o período de comissionamento das unidades, quando os equipamentos de cada sistema da unidade são postos em operação, todo o gás seja queimado, até que estejam operacionais estes equipamentos, poços de injeção ou infraestrutura de escoamento. Quanto à reinjeção do gás, ocorre em geral para aumentar o fator de recuperação do reservatório ou por falta de infraestrutura para escoamento.

A ANP, juntamente com os operadores, vem realizando um grande esforço nos últimos anos para reduzir a queima de gás natural para níveis mínimos necessários para a manutenção das operações das instalações de produção. Os critérios para queima estão previstos na Resolução ANP 806/2020. Recentemente foi publicado um estudo coordenado pela ANP sobre o aproveitamento do gás natural no pré-sal, que pode ser acessado em: http://www.anp.gov.br/noticias/5703-anp-lanca-estudo-sobre-aproveitamento-do-gas-do-pre-sal.

Pré-sal

A produção no Pré-sal em julho foi de 2,739 MMboe/d, o que corresponde a 70,3% do total nacional. Foram produzidos 2,179 MMbbl/d de petróleo e 88,88 MMm3/d de gás natural por meio de 117 poços. Houve aumento de 2,5% em relação ao mês anterior e de 25,4% em relação a julho de 2019.

Aproveitamento do gás natural

Em julho, o aproveitamento de gás natural foi de 96,9%. Foram disponibilizados ao mercado 54,9 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 4 MMm³/d, um aumento de 27,7% se comparada ao mês anterior e de 15,3% se comparada ao mesmo mês em 2019.

O aumento da queima de gás em relação a junho se deu principalmente pelo aumento de 6,3 vezes da produção da P-70, em relação ao mês anterior, que se encontra no campo de Atapu. A P-70 está em comissionamento e, portanto, queima 100% do gás natural produzido. Outro motivo foi o aumento de 9% e de 5,5% da queima associada aos campos de Búzios e Lula, respectivamente.

Origem da produção

Neste mês de julho, os campos marítimos produziram 96,9% do petróleo e 85,6% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,8% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 43,1% do total.

Destaques

A plataforma Petrobras 76, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 168,649 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação FPSO Cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, por meio de sete poços a ela interligados, produziu 7,417 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.099. Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 67.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 376,4 boe/d, sendo 112,6 bbl/d de petróleo e 41,9 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 259 boe/d.

Outras informações

No mês de julho de 2020, 270 áreas concedidas, três áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 35 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 63 são marítimas e 207 terrestres, sendo 10 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.807 poços, sendo 508 marítimos e 6.299 terrestres.

O grau API médio foi de 27,9 sendo 2,8% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 85,4% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 11,8% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 99 Mboe/d, sendo 78,9 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 82,2 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 16,8 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 10.910 boe/d no Rio Grande do Norte, 5.338 boe/d na Bahia, 313 boe/d em Alagoas, 175 boe/d em Sergipe e 79 boe/d no Espírito Santo.

+ Veja a edição de julho do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural e as tabelas associadas

(http://www.anp.gov.br/publicacoes/boletins-anp/2395-boletim-mensal-da-producao-de-petroleo-e-gas-natural)

ANP

Produção de petróleo do Brasil cresce 11% em julho na comparação anual, diz ANP

A produção de petróleo do Brasil em julho somou 3,078 milhões de barris por dia, com aumento de 2,2% na comparação com junho e salto de 10,9% ante mesmo mês do ano passado, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em boletim nesta quarta-feira.

A produção de gás natural foi de 130 milhões de metros cúbicos por dia, com alta de 1,4% frente ao mês anterior e de 5% ante julho de 2019, segundo a reguladora.

No total, a produção brasileira de petróleo e gás somou 3,898 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

O aumento de produção foi registrado mesmo com impactos do coronavírus ainda sendo sentidos na indústria petrolífera.

“Durante o mês de julho, 33 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente devido aos efeitos da pandemia da Covid-19, dos quais 16 marítimos e 17 terrestres, e um total de 60 instalações de produção marítimas permaneceram com produção interrompida”, disse a ANP em comunicado.

Reuters

Siemens Energy apresenta sua estratégia pós spin-off

· Cerca de 1/6 de toda a eletricidade gerada no mundo é baseada na tecnologia da Siemens Energy
· Portfólio líder de energia convencional a renovável
· Compromisso claro para acelerar a lucratividade, conduzindo rigorosamente a excelência operacional, ajustes no portfólio e mudança gradual do foco de inovação para sustentabilidade e serviço
· Meta clara para margem EBITA ajustada (antes de Itens Especiais) de 6,5% a 8,5% para o exercício fiscal de 2023

Em um Capital Market Day virtual, a Siemens Energy, líder mundial em infraestrutura para energia, apresentou hoje a sua estratégia pós spin-off. A Siemens Energy busca o crescimento lucrativo acelerado. A administração quer atingir uma margem EBITA ajustada antes de Itens Especiais entre 6,5% a 8,5% para o exercício fiscal de 2023. A Diretoria Executiva está empenhada em impulsionar a excelência operacional, ajustar o portfólio para atender à demanda do mercado e gradualmente mudar o foco de inovação e P&D para sustentabilidade e serviço.

“A separação do negócio de energia é um marco importante para implementar nosso conceito estratégico Visão 2020+. Criamos uma empresa independente líder no setor de energia com uma marca forte e a mais abrangente oferta desse segmento. Com isso, a Siemens Energy é a mais bem equipada para liderar a transformação de energia global de uma forma sustentável e economicamente viável.

A nova Siemens AG, por sua vez, se tornará uma empresa transparente e significativamente isenta de riscos. Com seus principais negócios Digital Industries, Smart Infrastructure e Mobility, a empresa desempenhará um papel significativo na formação da digitalização industrial, denominada de Indústria 4.0”, disse Joe Kaeser, CEO da Siemens AG.

Player relevante para garantir o fornecimento de energia sustentável no futuro
A Siemens Energy se tornará independente em um momento caracterizado por mudanças fundamentais nos sistemas de energia em todo o mundo.

O balanço entre combustíveis fósseis e fontes de energia renováveis está mudando. Ao mesmo tempo, cerca de 850 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à eletricidade. De acordo com estudos, a demanda global por geração de eletricidade aumentará em mais de 50% até 20401. Um dos principais desafios das sociedades, assim como para as empresas ao redor do mundo, é atender à crescente demanda por energia e, ao mesmo tempo, proteger o clima – e fazer isto de forma economicamente viável.

Devido à riqueza do seu portfólio e sua tecnologia de ponta, a Siemens Energy está bem posicionada para atender diferentes requisitos de clientes e da sociedade. Com 91.000 colaboradores em mais de 90 países, a empresa é líder mundial em quase toda a cadeia de valor da energia. Estima-se que 1/6 de toda a eletricidade gerada é baseada na tecnologia da Siemens Energy, corroborando que é uma empresa extremamente relevante para garantir suprimentos futuros de energia sustentável.

Christian Bruch, presidente e CEO da Siemens Energy, disse: “A Siemens Energy é um espelho do mundo da energia atual. Nossos produtos, soluções, serviços abrangentes e diversificados nos permitem atender à crescente demanda mundial por energia e, ao mesmo tempo, apoiar os esforços para reduzir os gases de efeito estufa. Isso nos coloca em uma posição ideal para atender nossos clientes na transição energética.”

Coragem para soluções temporárias

A crescente demanda por energia precisa ser atendida de forma ecologicamente correta – sustentável, acessível e confiável. Entretanto, a transformação do mercado de energia começa em uma ampla gama de pontos diferentes e avança em velocidades distintas. Depende do desenvolvimento econômico e agendas políticas de países individuais, bem como do seu acesso a fontes de energia.

“O desafio que nossos clientes enfrentam é converter suas instalações em uma configuração mais sustentável. Mas também precisamos enfrentar o fato de que esta transformação não acontecerá da noite para o dia. Ainda existem mais de 850 milhões de pessoas em todo o mundo sem acesso à eletricidade. Portanto, a questão é como transformar essa lacuna em um suprimento de energia acessível, confiável e sustentável”, disse Christian Bruch, presidente e CEO da Siemens Energy.

“O que precisamos, portanto, é a coragem para encontrar soluções temporárias que nos tornem melhores hoje, com base em tecnologias disponíveis, como a maior eficiência ou o uso de combustíveis limpos. Ao mesmo tempo, precisamos continuar a usar tecnologias inovadoras para garantir que não fiquemos presos a soluções intermediárias. A Siemens Energy é o parceiro certo para enfrentar todos esses desafios.”

Líder do setor em descarbonização

Quando se trata de descarbonização, a Siemens Energy é a empresa líder do setor: mais de 50% do seu portfólio já está descarbonizado. Seu amplo portfólio inclui produtos que permitem a transição energética, como usinas híbridas e turbinas a gás que podem ser operadas com hidrogênio.

A Siemens Energy também é um player importante em energia eólica e investe na economia do hidrogênio. Seu portfólio de transmissão isento de SF6 (hexafluoreto de enxofre) é líder do mercado. Com a ajuda dos produtos da Siemens Gamesa Renewable Energy (SGRE), os clientes já estão economizando mais de 260 milhões de toneladas métricas de gases do efeito estufa por ano.

A ESG (Environmental, Social, Governance) é um aspecto fundamental da estratégia da Siemens Energy. A empresa está comprometida com as ODSs da ONU e a atingir a neutralidade em relação ao clima em suas próprias operações até 2030, estabelecendo ao mesmo tempo metas rígidas para a saúde e segurança dos colaboradores. Adicionalmente, inclusão e diversidade são elementos-chave da estratégia de sustentabilidade da Siemens Energy. Em termos de diversidade de gênero, a Diretoria Executiva está empenhada em aumentar o número de mulheres em cargos de liderança nos dois primeiros níveis organizacionais abaixo da Diretoria Executiva em pelo menos 25% até 2025 e em pelo menos 30% até 2030.

Lucratividade acelerada

A Diretoria Executiva visa acelerar globalmente a lucratividade, impulsionando vigorosamente a excelência operacional, fazendo ajustes no portfólio para atender às demandas do mercado e mudar gradualmente em direção à sustentabilidade e serviços.

Christian Bruch, presidente e CEO da Siemens Energy, afirma: “A Siemens Energy é uma ótima empresa para enfrentar o desafio global de fornecimento e transição de energia, entretanto nosso desempenho precisa melhorar. A meta é aumentar nossa margem EBITA ajustada antes de Itens Especiais de 6,5% a 8,5% para o exercício fiscal de 2023”.

Na primeira fase da estratégia, o foco do segmento de Gás e Energia da Siemens Energy está em aumentar a lucratividade e o fluxo de caixa até o exercício fiscal de 2023. Entre os fatores motivadores mais importantes para a excelência operacional, a empresa está avaliando uma estrutura de custos mais enxuta, logística otimizada, compras centralizadas e redução dos custos de não conformidades.

Por exemplo, a Siemens Energy enxugou recentemente sua oferta de turbinas a gás aeroderivadas. Além disso, a empresa está analisando atualmente uma potencial saída dos seus negócios que geram energia com o uso de carvão, gerando muito CO2.

Outra alavanca no segmento de Gás e Energia será um foco rigoroso na seleção de projetos e melhor execução. Projetos com uma margem de ciclo de vida negativa serão constantemente eliminados e os processos de licitação serão mais seletivos para melhorar a margem no negócio de projetos.

A organização está avaliando no momento iniciativas de excelência operacional visando mais de 300 milhões de euros adicionais de economia de custo global bruto anual, acima da meta de economia já anunciada de 1 bilhão de euros até o exercício fiscal de 2023, comparada à base de custos do exercício fiscal de 2018.

O item Serviços é um importante impulsionador de valor

No centro da futura criação de valor da Siemens Energy temos o negócio de serviços, com altas taxas de conversão de até 100% (o último em grandes turbinas a gás de alta eficiência). O negócio de Serviços da Siemens Energy é altamente resiliente e está baseado em sua grande base instalada e contratos de serviços de longo prazo e geraram receitas de 9,5 bilhões de euros no exercício fiscal de 2019. Ainda no exercício fiscal de 2019, 51% da receita da Divisão de Geração está vinculada a serviços; em Aplicações Industriais, a contribuição para a receita foi ainda maior, em torno de 60%.

Em Transmissão, os Serviços vêm de uma base pequena, porém está crescendo de forma semelhante à SGRE (Siemens Gamesa Renewable Energy). Considerando tudo, a carteira de pedidos de serviços dos segmentos do Grupo Siemens Energy foi de 48 bilhões de euros em 30 de junho de 2020.
Liderando a transformação da energia por meio de inovação

A Siemens Energy mudará seus gastos com P&D de acordo com critérios de retorno estritos visando serviços e sustentabilidade, os dois principais impulsionadores de valor na transformação de energia em andamento. O gasto anual de 1 bilhão de euros em P&D, bem como o fato de o Grupo ter um portfólio de mais de 24.000 patentes e modelos de utilidade, além de empregar aproximadamente 5.000 pessoas em P&D, mostra a importância da inovação para a Siemens Energy.

Base financeira sólida com potencial de crescimento significativo
A Siemens Energy tem uma base financeira sólida. O Grupo recebeu liquidez equivalente a cerca de 6,4 bilhões de euros, resultando em uma posição de caixa líquido da Siemens Energy (excluindo as atividades de negócios da SGRE) de cerca de 2,2 bilhões de euros, e uma carteira de pedidos substancial de 82 bilhões de euros, ambos em 30 de junho de 2020.

A Siemens Energy demonstrou resiliência no exercício fiscal de 2019, com pedidos da ordem de 33,7 bilhões de euros gerados em todo o grupo e uma receita total de 28,8 bilhões de euros, resultando em uma solida relação BO/BI (book-to-bill) de 1,2.

O principal KPI financeiro da divulgação de resultados do Grupo é o EBITA Ajustado antes de Itens Especiais, que aumentou de 1,46 bilhão de euros no exercício fiscal de 2018 para 1,52 bilhão de euros no exercício fiscal de 2019, dos quais 0,8 bilhão de euros foi gerado pelo segmento de Gas and Power. Para o exercício fiscal de 2023, a Siemens Energy visa uma margem EBITA Ajustada antes de Itens Especiais entre 6,5% a 8,5%.

Redação

Vallourec busca startups para solucionar desafios na mineração

A quarta edição do Vallourec Open Brasil, programa que seleciona startups para desenvolver projetos em conjunto com as empresas Vallourec no Brasil, está com as inscrições abertas desde terça-feira, 1º de setembro. A procura é por empreendedores que possam resolver questões relacionadas ao aumento de eficiência operacional na unidade Mineração da Empresa.

Podem participar do Vallourec Open Brasil 2020 startups de base tecnológica no Brasil e as interessadas deverão preencher o formulário disponível no site: www.vallourecopenbrasil.com.br até o dia 30 de setembro. Serão selecionadas na primeira fase aquelas cuja atuação e modelo de negócio estiverem em sintonia com pelo menos um dos desafios propostos. O resultado será anunciado no dia 9 de outubro.

Para participar da segunda fase da seleção, as startups deverão enviar um vídeo pitch de no máximo cinco minutos no formato MP4 com uma apresentação da startup e uma proposta de projeto focada em um dos desafios. Os vídeos devem ser enviados entre os dias 11 e 24 de outubro. O resultado da seleção será divulgado no dia 30 de outubro.

De 23 a 27 de novembro, as startups selecionadas na segunda fase terão cinco dias para trabalhar lado a lado com a Vallourec, ter acesso a mais informações relacionadas aos desafios e entender melhor o negócio da Empresa. No dia 27, acontecem as apresentações da proposta de trabalho elaborada durante a imersão para uma banca de jurados composta por representantes da Vallourec, no chamado Pitch Day.

De 11 de janeiro a 31 de junho de 2021 é o período do desenvolvimento, etapa onde as startups selecionadas no Pitch Day serão contratadas. É o momento de iniciar a prova de conceito da solução proposta pelos participantes com o acompanhamento de profissionais indicados pela Vallourec. Em julho, acontece o workshop de encerramento, com a apresentação final do projeto desenvolvido para os gestores da Vallourec.

Desafios

As startups podem submeter seus projetos em três diferentes desafios. O primeiro é a avaliação do teor de ferro e/ou sílica de uma amostra de polpa de concentrado de minério de ferro na fração fina (pellet feed). “Atualmente o tempo de resposta de qualidade do produto pellet feed é de 8h (análise química), o que dificulta uma tomada de decisão rápida quando há teor de ferro/sílica fora da especificação desejada”, explica Gabriel Cordeiro, engenheiro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Vallourec.

O segundo desafio é a análise prévia de distribuição granulométrica de uma determinada porção de minério. Gabriel Cordeiro informa que essa identificação pode ser possível cruzando características tipológicas com a cor e a textura do material. Com essa pré-identificação, se ganha agilidade no mapeamento para a confecção do modelo geológico e para o planejamento das amostras de geologia em curto prazo.

Já o terceiro e último desafio é desenvolver um software para integração dos dados e diagnósticos em tempo real das estruturas geotécnicas da Mina Pau Branco. A dificuldade está em concentrar todo o banco de dados existente em uma plataforma única e de fácil acesso, proporcionando agilidade, avaliações assertivas e respostas eficientes aos problemas apresentados no dia a dia.

Sobre a Vallourec

A Vallourec é líder mundial em soluções tubulares premium, fornecendo principalmente para os mercados de energia (óleo e gás, geração de energia). Sua experiência estende-se também ao setor industrial (incluindo mecânico, automotivo e construção). Com aproximadamente 19 mil empregados, usinas integradas em mais de 20 países e um avançado setor de pesquisa e desenvolvimento, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferecemos soluções inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar todos os projetos possíveis.

No Brasil, a Vallourec possui seis unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a unidade Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o alto-forno das unidades produtoras de tubos; e a unidade Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro.

No Rio de Janeiro, a Vallourec Transportes e Serviços (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. No Espírito Santo, a unidade Tubos Soldados Atlântico (TSA) fornece serviços de revestimento anticorrosivos.

Redação

Firjan: No horizonte, novo marco legal favorece um Brasil a todo gás

Após mais de sete anos de discussão, a aprovação hoje (1º/9) do PL 6407/2013, na Câmara dos Deputados, é um importante passo em prol do desenvolvimento econômico do Brasil. O novo marco legal do gás natural é fundamental para trazer segurança jurídica e destravar investimentos que promovam a ampliação deste mercado.

De acordo com o estudo “Rio a Todo Gás da Firjan”, as melhorias regulatórias previstas no PL são um pontapé inicial para destravar cerca de R$ 80 bilhões em investimentos nas atividades, que vão desde o escoamento até o consumo final em plantas industriais. Quando considerado apenas o estado do Rio, o documento aponta o potencial de pelo menos R$ 45 bilhões em novos projetos.

Agora, o projeto precisa avançar no Senado Federal e na sanção presidencial. A Firjan avalia como fundamental dar celeridade nessa reta final, de modo que o gás possa contribuir com uma recuperação mais célere da atividade econômica que permeie benefícios para seus vários setores.

Redação

Preços ao produtor no Brasil aceleram alta em julho ao nível mais alto da série histórica

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) acelerou com força em julho e atingiu o maior nível da série histórica, pressionado pelo aumento nos custos dos alimentos e das atividades relacionadas aos derivados de petróleo e biocombustíveis.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira, o IPP passou a subir 3,22% em julho de alta de 0,60% em junho.

 

Esse foi o maior patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2014, para o indicador, que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Nos últimos 12 meses a inflação da indústria chegou a 11,13%, primeira vez acima de 10% desde novembro de 2018 (11,85%).

 

A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral, subiu 3,69% depois de queda de 0,73% em junho, na taxa mais elevada para o setor desde julho de 2012.

“O setor foi impactado principalmente pelas altas no açúcar demerara, na carne de aves, na soja e no óleo de soja. Esses produtos sofreram a influência do câmbio, mas também de outros fatores”, explicou Alexandre Brandão, pesquisador do IBGE.

O refino de petróleo e produtos do álcool registrou em julho avanço de 11,65%, no segundo mês seguido de avanço após quatro resultados negativos.

Reuters