Campos maduros e marginais:ibp discute oportunidades, desafios, investimentos e geração de riqueza

Para especialistas reunidos na 7ª edição do webinar “Diálogos Rio Oil & Gas”, ativos podem atrair US$ 28 bi e legislação deve avançar em setembro
Os chamados campos maduros de petróleo representam uma grande oportunidade de geração de riqueza e têm atraído players relevantes, com potencial de gerar US$ 28 bilhões em investimentos nos próximos anos. Esse cenário é resultado das mudanças no cenário brasileiro de produção, com os recentes avanços na legislação específica e na tecnologia de recuperação, com destaque para a evolução nos cálculos e regras para garantias de descomissionamento e abandono de ativos. Essa foi uma das conclusões da 7ª edição dos “Diálogos da Rio Oil & Gas”, webinar que o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) promoveu na quarta-feira (19.08).

Com o tema “Oportunidades, investimentos e geração de riqueza em campos maduros e marginais”, o painel virtual teve moderação de Antonio Guimarães (Secretário Executivo de E&P do IBP) e as participações de Marcelo Castilho (Diretor interino na ANP), Alice Barcelos (Gerente Jurídica na Perenco), Fabrício Zaluski (Head of legal da Trident Energy), Mauro Destri (Consultor de várias empresas e especialista na Bacia de Campos) e Nathan Biddle (Diretor do IBP e Country Manager da Premier Oil).

Na abertura, Antonio Guimarães fez um retrato do setor de O&G, de alta volatilidade, com pandemia, transição energética, queda nos preços do barril, na demanda mundial e nos investimentos, além de rigor extremo das empresas na seleção de projetos para seus portfólios, que precisam ser viáveis e resilientes em qualquer cenário. Para ilustrar os desafios no cenário brasileiro, o moderador mostrou como a produção nacional teve queda expressiva no pós-sal – de 51% na última década, com perda de 850 mil barris/dia na Bacia de Campos, em cinco anos – e como o fator de recuperação de reservas ainda é baixo na região (16%, contra uma média mundial de 35%).

“Os campos maduros constituem importante via de atração de investimento para o país, são uma alternativa para diversificar seus players, já que empresas de pequeno e médio porte têm muito interesse e capacidade de estender a vida útil desses ativos. E ao entrarem no mercado, fomentam geração de empregos e riqueza, impactam positivamente a economia, principalmente a regional, além de integrar o Brasil e seus fornecedores nas cadeias globais”, destacou Guimarães.

Marcelo Castilho, da ANP, aproveitou sua apresentação para resumir os recentes instrumentos elaborados pelo MME, CNPE e ANP, com contribuições da indústria de O&G e da sociedade, que deverão propiciar um ambiente mais atraente, claro e seguro para os investimentos em campos maduros e marginais. Segundo ele, a partir de setembro e até o fim de 2020 a agência espera colocar em consulta pública quatro resoluções: “Devemos disponibilizar a que versa sobre garantias para fins de desativação e abandono; outra para enquadrar os campos como marginais, derivada da discussão sobre incentivos.

Vimos editando uma resolução em linha com a 04/2020 do CNPE, que reduz royalties para até 5% para empresas pequenas e médias. E por fim, buscando a simplificação regulatória, estamos revisando a resolução 17/2015, que é a do plano de desenvolvimento, também para incluir uma seção específica sobre campo marginal, e revendo as portarias 100 e 123, de 2000, em consonância com o que foi levantado na TPC [Tomada Pública de Contribuições] 08”, explicou.

Pelo lado das empresas, Nathan Biddle falou sobre os critérios e a metodologia de gerenciamento de garantias para fins de abandono e desativação, que farão parte dos novos instrumentos regulatórios. O representante da Premier Oil destacou a importância da previsibilidade para investidores e operadores: “Nas discussões com a ANP, chegamos a uma excelente conclusão sobre como amortizar esse cálculo durante a vida útil do campo, e sobre os instrumentos financeiros que podem ser usados. Isso agora avançou para a fase de detalhe jurídico. Esperamos ter vários comentários prontos para audiência pública em setembro”, adiantou.

Biddle destacou que os conceitos já estão sendo utilizados, na prática, em áreas terrestres e offshore. Dessa forma, espera-se que as novas regras propiciem ganhos de segurança operacional, com redução de riscos ambientais, segurança jurídica dos contratos e viabilidade econômica, elementos fundamentais para o país atrair investimentos e novos entrantes. “Ainda faltam questões tributárias, como incentivos fiscais para o descomissionamento. Mas isso vai ajudar outros órgãos reguladores a criar incentivos para a indústria investir”, disse Nathan.

Representante da Perenco, que tem expertise em recuperação de ativos maduros e anunciou investimento firme de US$ 200 milhões no país, onde opera o campo de Pargo, Alice Barcelos considerou muito positiva a relação da empresa com os órgãos reguladores. Para ela, a viabilidade de campos maduros pressupõe um ambiente regulatório receptivo, relacionado a um potencial de produção que envolve maximizar o fator de recuperação, a economicidade do ativo, o custo de abandono e os termos de comercialidade do óleo e do gás. “Hoje o Brasil tem um grande potencial, é preciso seguir com a modernização da regulamentação para promover a pluralidade de investidores, menores e independentes, não só majors, com tecnologia nova e mais eficiente”, afirmou.

Lembrando que a maioria dessas variáveis estão contempladas, por exemplo, na resolução 17/2017 do CNPE, Alice afirmou que isso vai gerar mais rentabilidade para investidores e governos, como participações, royalties e impostos, além de manter empregos em campos que provavelmente seriam descomissionados e renda em microrregiões que às vezes dependem exclusivamente daquela atividade.

Perguntado sobre como a definição de critérios de enquadramento de campos marginais pode impactar no desenvolvimento desses ativos, o consultor Mauro Destri explicou que a colaboração entre a indústria e a ANP vai facilitar a análise, inclusive para as chamadas acumulações marginais, que não devem ser confundidas com os campos marginais, e onde existe ainda valor a ser explorado.

“A metodologia proposta permitirá categorizar ativos de forma mais célere, estruturada, objetiva e menos burocrática, incluindo as exceções que terão que ser tratadas caso a caso. Estudamos uma linha de corte para cada um dos parâmetros, de produção por campo, por poço e VOIP”, exemplificou. Para Destri, “a extensão de vida dos campos já vai aumentar, e podemos chegar a 29% de fator de recuperação – vai ser um ganho fantástico em torno disso. Vai trazer para o país a capacidade de continuar crescendo”.

Último painelista a apresentar seus argumentos, Fabrício Zaluski discorreu sobre como a Trident Energy encara a questão do ambiente regulatório para viabilizar campos maduros onde opera, como o polo Pampo e Enchova (dez campos em águas rasas da Bacia de Campos, com quatro plataformas em produção).

“Foi nossa primeira aquisição no Brasil, com prorrogação da vida útil por mais 27 anos, mas vemos um mar de oportunidades. Conseguimos aproveitar toda essa regulamentação: o processo de cessão aproveitou a resolução 785 da ANP, que trouxe um novo modelo; a resolução 17 do CNPE, de incentivos a campos maduros para a possibilidade da extensão dos contratos da rodada zero, e da possibilidade da redução de royalties. Também negociamos as garantias de descomissionamento, antecipando a nova regulação”.

Durante a sessão de perguntas, Nathan Biddle comentou que o setor está na direção certa. “Nos últimos dois anos, o número de operadores em áreas terrestres e no offshore aumentou 50% no Brasil, isso é impressionante. Precisamos de um mercado dinâmico e diverso, que pode agir e reagir quando tivermos crises. Quanto mais players e fornecedores, mais empregos e melhor para o país”.

Em sua fala final, Mauro Destri completou a análise: “Temos o pré-sal muito bem definido, a legislação permite que ele flua. Onshore virou a menina dos olhos do governo; ficamos com o miolo, o pós-sal, campos maduros e marginais no mar. Precisamos olhar isso com mais cuidado, tem muita coisa a ser feita. Então vamos fazer”!

Marcelo Castilho, da ANP, se declarou otimista com as perspectivas de avanços no curto prazo: “Contamos com as contribuições da indústria e da sociedade para o aprimoramento contínuo do arcabouço regulatório do setor, a fim de aumentar a atratividade dessas áreas e reverter a queda da produção”, concluiu.

Redação

Produção no Pré-sal ultrapassa 70% pela primeira vez

Em julho, pela primeira vez, a produção de petróleo e gás do Pré-sal superou a marca de 70% da produção nacional, com aproximadamente 2,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d). Isso corresponde a 70,26% do total registrado no país, que foi de 3,898 milhões de boe/d.

A produção já vinha se aproximando dos 70% nos meses anteriores. Em junho, foi de 2,671 MMboe/d, o equivalente a 69,9% do total nacional e, em maio, 2,363 MMboe/d, o equivalente a 67,82% do total nacional.

O campo de Lula, também localizado no Pré-sal, permaneceu como o maior produtor de petróleo e gás natural, com produção média diária de 987.510 barris de petróleo e 43,150 milhões de m3 de gás natural. A plataforma P-76, no campo de Búzios, teve a maior produção de petróleo por instalação em julho, com média diária de 168.649,40 barris. Com apenas 4 poços produtores, a produção da P-76 foi superior à soma do que foi produzido por todos os 6.326 poços terrestres.

Redação

Total irá participar do desenvolvimento da fase três do campo de Mero no Bloco de Libra, localizado no pré-sal da BS

A Total, junto com os seus sócios, irão investir na terceira fase do projeto Mero no Bloco de Libra, localizado a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, na área do pré-sal da Bacia de Santos.

Previsto para começar a operar em 2024, Mero 3 FPSO1 terá a capacidade de processar 180 mil barris por dia. Ele segue as decisões de investimento para Mero 1, previsto para 2021 e Mero 2 para 2023.

“A decisão de investir em Mero 3, coloca a Total em um novo marco no desenvolvimento dos recursos petrolíferos do campo de Mero – cuja reserva está estimada de 3 a 4 bilhões de barris. A Total está em linha com a estratégia de crescimento no offshore brasileiro, com base em grandes projetos que possibilitam a produção a custos competitivos e resilientes diante da volatilidade do preço do petróleo”, disse Arnaud Breuillac (foto), presidente de Exploração e Produção da Total.

O campo Mero está em pré-produção desde 2017 com o FPSO Pioneiro de Libra de 50 mil barris por dia. O Consórcio Libra é operado pela Petrobras (40%) como parte de uma parceria internacional que inclui Total (20%), Shell Brasil (20%), CNOOC Limited (10%) e CNPC (10%). A Pré-Sal Petróleo (PPSA) administra o Contrato de Partilha de Produção de Libra.

E conclui Breuillac: “O projeto Mero contribuirá para a produção do Grupo de 2020 em diante, e temos como meta uma produção de 150 mil barris por dia no Brasil até 2025.”

Redação

Estatal é uma das empresas vencedoras do Troféu Transparência 2020

A Petrobras foi eleita uma das empresas vencedoras do Troféu Transparência 2020, promovido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), que avalia a qualidade e a transparência das demonstrações financeiras das companhias sediadas no Brasil. A Petrobras ficou entre as 10 melhores na categoria “Empresas com receita líquida acima de R$ 8 bilhões”.

Esse é o quarto ano seguido em que a companhia é eleita uma das vencedoras da premiação, que avalia critérios como qualidade das informações contidas nas demonstrações e notas explicativas da companhia, transparência das informações prestadas, clareza do relatório da administração e aderência integral às normas contábeis, entre outras, relativas à demonstração financeira do ano de 2019. Também considera a divulgação de aspectos relevantes para o negócio, mesmo que não exigidos legalmente, como Ebitda, valor econômico agregado, balanço social e ambiental, etc. As ganhadoras são contempladas após análise de mais de duas mil demonstrações financeiras.

“A conquista do Prêmio Anefac – Troféu Transparência 2020 é motivo de muito orgulho para a Petrobras, pois é um símbolo da relevância que damos à transparência, como um valor fundamental, e da qualidade das nossas Demonstrações Financeiras. Acreditamos que a transparência gera valor, especialmente no que diz respeito às nossas informações financeiras, melhorando nossa comunicação com nossos públicos de interesse e nos aproximando de nossos investidores.

Anualmente buscamos incorporar inovações e as melhores práticas do mercado brasileiro e internacional, não nos restringindo apenas às obrigações normativas, mas trazendo informações qualitativas e quantitativas que entendemos como relevantes para nossos investidores, em um processo de melhoria contínua de qualidade e transparência”, reforça o gerente executivo de Contabilidade e Tributário da Petrobras, Rodrigo Araújo.

Desde 1997, ano em que o troféu foi criado, a Petrobras foi premiada em outras 18 edições. Em 2019, foi considerada destaque na categoria de empresas de capital aberto com faturamento acima de R$ 5 bilhões. A empresa destaque deste ano será divulgada em novembro.

O Troféu Transparência é realizado pela Anefac, com análise técnica da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) e patrocínio da Serasa Experian.

Agência Petrobras

Petrobras renegocia pagamento ao Plano Petros

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 10 de março de 2020, informa que a contribuição no valor de R$ 2,05 bilhões a ser paga à vista para a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) foi renegociada em razão do cenário macroeconômico e da orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST/ME) contida na Nota SEI 19636-2020-ME, como medida de preservação do fluxo de caixa operacional da Companhia.

Essa renegociação foi celebrada em contrato de dívida com a Petros que prevê a realização dos pagamentos de forma semestral ao longo dos próximos 20 anos. Os valores serão atualizados pela meta atuarial de cada plano de benefícios, evitando que isso resulte em prejuízo à liquidez e solvência dos mesmos.

O valor de R$ 2,02 bilhões, informado em março, tinha como data base dezembro de 2019, data do cálculo atuarial anual. Este valor, atualizado para maio, soma R$ 2,05 bilhões.

Esse contrato financeiro firmado com a Petros impactará as demonstrações financeiras da Petrobras na proporção dos juros incorridos sobre este parcelamento.

Agencia Petrobras

Reduc passa a utilizar água de reúso na Rede de Combate a Emergências

A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) iniciou a utilização da água de reúso para manter pressurizado o sistema de atendimento às emergências da refinaria. Em julho, a Rede de Água de Combate a Emergências (Race) foi conectada à Unidade de Tratamento de Águas da refinaria, registrando uma vazão de reúso média de 90 m³/h, o que representa entre 4 e 5% do consumo de água bruta da Reduc.

A iniciativa está alinhada ao objetivo de reduzir em 30% a captação de água doce nas operações da Petrobras até 2025, um dos 10 Compromissos de Sustentabilidade assumidos no Plano Estratégico 2020-2024 e, além disso deve gerar uma economia estimada em R$ 1,5 milhões/ano.

“A utilização da água de reúso na rede de combate a emergências é resultado de uma parceria entre a Reduc e o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e abre caminho para que outras unidades operacionais da companhia implementem esta modalidade de reúso para seu efluente tratado”, explica o gerente de Águas e Efluentes da Reduc, Alexandre Rodrigues Cezar.

Em 2019, o volume total de reúso na Petrobras foi de 82,2 milhões de m³, o que corresponde a 34,4% da demanda total de água doce. Esse volume reusado seria o suficiente para abastecer, por exemplo, a cidade de Porto Alegre por um ano.

Viabilização do Reúso de Efluentes de Refinaria

Para que possa ser usada em sistemas de combate a incêndio por exemplo, a água não pode conter resíduo de óleo ou de outras substâncias incompatíveis com a produção de espuma. Testes realizados na água tratada na Reduc demonstraram que este efluente possui as características exigidas para sua destinação ao sistema de combate a emergências. Prevista para 2021, a próxima ação de reúso na Reduc é a implantação do projeto de utilização do efluente tratado como água de reposição das torres de resfriamento da refinaria, que representará um reúso de até 450 m³/h, suficiente para abastecer uma cidade de 70 mil habitantes.

Agencia Petrobras

Shell abre nova área com expectativa de vender crédito de carbono

A partir de 1º de setembro, a Shell entra em uma nova frente de negócios: a Nature Based Solutions (NBS), metodologia que transforma ações como reflorestamento, restauração de áreas degradadas pela criação de gado ou mesmo projetos que evitem o desmatamento em créditos de carbono. A aposta é no crescente mercado internacional dos créditos de carbono, ao mesmo tempo em que reduz suas emissões na produção de petróleo.

Potencial. Ainda não há estimativa de receitas com a nova frente de atuação, mas a expectativa é que a área cresça nos próximos anos. Segundo Monique Gonçalves, gerente de estratégia e planejamento da Shell Brasil, há a previsão da criação de um mercado internacional de créditos de carbono, o que tornará obrigatória sua comercialização por países e empresas.

Soy loco por ti. Para comandar o novo negócio, foi convocado Alejandro Segura. Há três anos na companhia, ele participou do planejamento de estratégias da Shell nos leilões de petróleo e gás promovidos pelo governo brasileiro. Estudo recente da empresa detectou potencial de mercado para o NBS em Brasil, Colômbia e Peru, na América Latina.

Verde e amarelo. O Brasil se destacou na comparação com outros países para concorrer pelos projetos da Shell, com potencial 15 vezes maior do que Peru e Colômbia. O País teria capacidade de absorver 2,7 bilhões de toneladas de carbono por ano – dos 11 bilhões anuais necessários para conter o aumento da temperatura mundial – contra cerca de 150 milhões de toneladas anuais dos países vizinhos.

Estadão

Equinor licencia parques eólicos offshore com 4 GW no Rio e Espírito Santo

Parques eólicos offshore Aracatu I e Aracatu II serão instalados no Rio e no Espírito Santo. Imagem elaborada pela epbr a partir de dados do Ibama

A Equinor iniciou o licenciamento no Ibama dos parques eólicos offshore Aracatu I e Aracatu II, com 4 GW, sendo 2 GW em cada um e possibilidade de ampliação para 2,33 GW. O plano é instalar o primeiro parque eólico no litoral do Rio de Janeiro e o segundo, entre os estados do Rio e do Espírito Santo.

De acordo com o projeto, os parques serão instaladas a cerca de 20 km da costa, em profundidades entre 15 e 35 metros. Serão ao todo 320 aerogeradores, 160 por parque eólico, cada um com capacidade nominal de 12 MW.

Cada parque eólico terá uma subestação offshore de conversão de converter e escoamento da energia para a costa. Em terra, outra subestação faz a conexão com a rede interligada de transmissão.

São projetos de alta capacidade. A título de comparação, foram instalados ao longo de 2019 um total de 6,1 GW de potência em parques eólicos offshore segundo a GWEC. É um mercado em expansão, especialmente na China, mas que começa a dar os primeiros passos no Brasil.

Primeiro projeto do tipo no país
Aracatu I e Aracatu II são os dois primeiros projetos de eólica offshore da Equinor no Brasil. A empresa vem apostando na solução em diversos países da Europa, Ásia e nos EUA.

Faz parte da estratégia da empresa de redução de emissões de CO2 fixada em 8 kg por barril de óleo equivalente produzido pela companhia, originalmente focada na produção de gás natural e petróleo em campos offshore, inclusive no Brasil – opera Peregrino (pós-sal) e desenvolve Bacalhau, campo do pré-sal delimitado na área de Carcará.

Ano passado, a Equinor e a SSE venceram a disputa pelo projeto eólico offshore de Dogger Bank, na região do Mar do Norte, até então o maior parque eólico offshore do mundo, que terá capacidade instalada de 3,6 GW de energia. O projeto vai demandar investimentos de 9 bilhões de libras esterlinas entre 2020 e 2026.

Também no ano passado, Equinor e Orsted venceram a licitação do estado de Nova York para a construção de parques eólicos offshore de Empire Wind e Sunrise, respectivamente. Os projetos vão demandar investimentos superiores a US$ 3 bilhões e, segundo o governo local, devem gerar mais de 1.600 empregos diretos.

A construção de Empire Wind, com 816 MW de capacidade instalada, demandará a instalação de 60 a 80 turbinas. O projeto tem investimento estimado de cerca de US$ 3 bilhões e deve começar a operar em 2024. A expectativa da empresa é que o projeto abasteça 500 mil residências no estado de Nova York.

A empresa anunciou no último ano a decisão final para investimento no Hywind Tampen, que vai interligar os campos de Gullfaks e Snorre, um investimento estimado em US$ 660 milhões, com aerogeradores offshore. O projeto prevê 11 turbinas com capacidade instalada total de 88 MW, que pode suprir 35% da demanda anual das plataformas Snorre A e B e Gullfaks A, B e C.

A empresa também estuda, com a China Power International Holding (CPIH), o desenvolvimento de projetos de eólicas offshore na Europa e na China.

EP BR

Opep+ busca resolver excesso de oferta de mais de 2 mi barris/dia, diz documento

Alguns membros da Opep+, que reúne países produtores de petróleo da Opep e aliados, precisarão fazer um corte adicional de oferta de 2,31 milhões de barris por dia (bpd) para compensar a recente produção acima de suas metas, mostrou um relatório interno do grupo visto pela Reuters.

O excedente registrado em maio e julho deverá ser compensado em agosto e setembro, de acordo com o relatório.

A Opep+, que inclui membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros países incluindo a Rússia, concordou com cortes conjuntos de oferta em um nível recorde de 9,7 milhões de bpd em maio, antes de reduzir os cortes para 7,7 milhões de bpd a partir deste mês.

O relatório visto pela Reuters não detalha como os cortes adicionais seriam distribuídos em agosto e setembro. Mas se o número de 2,31 milhões de bpd for adotado e dividido igualmente ao longo dos dois meses, isso levaria os cortes da Opep+ para cerca de 8,85 milhões de bpd.

O documento mostra que a Opep+ espera que a demanda por petróleo em 2020 caia em 9,1 milhões de bpd, ou 100 mil bpd a mais que na projeção anterior. Haveria uma recuperação em 2021, com alta de 7 milhões de bpd.

Mas a Opep+ também vê um cenário alternativo no qual uma segunda onda mais forte e prolongada de infecções pelo coronavírus atingiria Europa, Estados Unidos, Índia e China no segundo semestre.

Reuters

Exportações de petróleo da Arábia Saudita em junho caem para 4,98 mi bpd

As exportações de petróleo da Arábia Saudita em junho recuaram para 4,98 milhões de barris por dia (bpd), contra 6,02 milhões de bpd em maio, mostraram dados oficiais na quinta-feira.

Os dados mensais sobre exportações são providenciados pelo governo saudita e por outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a um comitê conjunto de dados conhecido como Jodi, que então publica os números em seu site.

Reuters