Justiça suspende leilão de biodiesel após ANP alterar mistura no diesel

A Justiça Federal suspendeu leilão de biodiesel que havia sido remarcado para esta terça-feira pela reguladora ANP para atender a uma mistura menor no diesel do que a original, de acordo com documento judicial visto pela Reuters.

A suspensão foi determinada a pedido da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Na última sexta-feira, o presidente da Aprobio, Erasmo Carlos Battistella, havia dito à Reuters que a entidade entraria na Justiça contra a decisão da ANP.

O leilão foi remarcado após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter anunciado o cancelamento do certame original, que já havia comercializado mais de 1 bilhão de litros, segundo dados de outra associação do setor, a Abiove.

O cancelamento do leilão foi anunciado após o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ter surpreendido o segmento do biodiesel com anúncio em evento online sobre a redução na mistura de 12% para 10% para o atendimento da demanda nos meses de setembro e outubro —o certame cancelado pela ANP tinha o objetivo de atender o consumo nacional no referido bimestre.

O ministro alegou problemas na oferta de matéria-prima. No Brasil, mais de 70% do biodiesel é produzido a partir de óleo de soja, oleaginosa que vem sendo muito demanda para a exportação neste ano.

Reuters

Petrobras informa início de oferta de troca de US$4,1 bi em títulos não registrados

A Petrobras informou o início de uma oferta de troca do equivalente a 4,11 bilhões de dólares em títulos não registrados emitidos em setembro de 2019 por títulos registrados junto à reguladora norte-americana SEC de sua subsidiária Petrobras Global Finance com vencimento em 2030.

A oferta se restringirá aos detentores dos títulos 5,093% Global Notes com vencimento em 2030 não registrados, que poderão trocá-los por títulos registrados na SEC, explicou a companhia em comunicado na noite de segunda-feira.

“Os títulos registrados terão termos e condições similares aos títulos não registrados, incluindo a mesma data de vencimento, mesmo cupom e mesma data de pagamento de juros”, acrescentou a estatal sobre os títulos.

A oferta de troca irá expirar às 17 horas de 15 de setembro de 2020 (horário de Nova York), segundo a empresa.

Reuters

Região Sudeste registra novo aumento no preço dos combustíveis em julho, aponta Ticket Log

A Região Sudeste apresentou novo aumento no valor dos combustíveis – salvo o GNV, que fechou em queda, 0,45% a menos do que no mês de junho. De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o estado do Rio de Janeiro apresentou os maiores preços de toda a região – a média nas bombas ficou em R$ 4,706 para a gasolina, R$ 3,767 para o etanol e R$ 3,439 para o diesel.

Apesar do aumento de 2%, o etanol no estado de São Paulo registrou a menor média de preço do país, ficando em R$ 2,554. E, se comparar com os outros estados da região, São Paulo apresentou o valores mais baixos nas bombas também para a gasolina (R$ 4,014), o diesel (R$ 3,229), o diesel S-10 (R$ 3,313) e o GNV (R$ 2,854).

Na comparação entre a gasolina e o etanol, a gasolina mantém a margem de vantagem em termos de preço nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Já em Minas Gerais e em São Paulo, o etanol compensou mais nas bombas. A região ficou bem dividida entre os dois combustíveis, mas, de acordo com Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, é possível que tenhamos uma alteração deste cenário nos próximos meses por conta da nova composição para a gasolina chegando ao mercado. “Estamos acompanhando as movimentações para entender de que maneira este novo combustível vai gerar impacto no bolso do consumidor”, pondera o executivo.

Quando se trata do valor do diesel nas estradas, o estado de São Paulo apresenta o maior valor para o combustível na BR-101 e na rodovia Régis Bittencourt. Nesta última, apresenta uma diferença de 3,71% a mais quando comparada à média de preço no trecho do estado do Paraná. Já nas rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, o trecho de São Paulo registrou o menor valor para o diesel – R$ 3,238 frente aos R$ 3,445 no Rio de Janeiro, na Dutra, e R$ 3,206 frente aos R$ 3,348 em Minas Gerais, na Fernão Dias.

A levantamento também traz um recorte de preço das regiões dentro das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A Zona Leste, em São Paulo apresentou os menores valores tanto para a gasolina (R$ 3,973) quanto para o etanol (R$ 2,521). Já os motoristas que abasteceram na região central desembolsaram os maiores valores pelo litro – gasolina a R$ 4,075 e etanol a R$ 2,623.

No Rio de Janeiro, o embate ficou entre as zonas Norte e Sul. A Zona Norte apresentou os menores valores para o etanol (R$ 3,744) e para a gasolina (R$ 4,650. Já na Zona Sul, o etanol apresentou média de preço de R$ 4,005 e a gasolina de R$ 4,926. Uma diferença de quase 7% a mais no valor do etanol e de quase 6% na gasolina dentro da mesma cidade.

“O Índice também traz um importante comparativo entre o etanol e a gasolina e o que compensa mais no bolso do consumidor. Se levarmos em consideração todas as regiões de São Paulo, ainda assim compensa mais abastecer com etanol do que com gasolina. Já no Rio, independente da região da cidade, a gasolina compensa mais”, alerta Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Redação

Schneider Electric amplia parcerias com Aveva, Lenovo e Stratus para possibilitar convergência de TI/OT

A Schneider Electric, líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação, anunciou a expansão das parcerias com grandes empresas de tecnologia para abordar a convergência entre TI e OT.

Ao reunir integradores de sistemas com provedores de soluções de TI para construir soluções de edge computing industriais integradas, as parcerias resultaram no lançamento imediato de três programas: novos designs de referência codesenvolvidos com o Aveva e integrando soluções da Lenovo e da Stratus; um caminho de aprendizado para integradores de sistemas, e a comunidade colaborativa on-line para aprendizado e compartilhamento de oportunidades na Schneider Electric Exchange.

Os programas industriais da Schneider Electric capacitam integradores de sistemas a agregar valor para o usuário final, propiciando transformações digitais industriais de seus clientes.

“A fábrica inteligente está se tornando ainda mais inteligente. Nossas parcerias ampliadas e novos programas industriais capacitam os integradores de sistemas a aproveitar seus conhecimentos de domínio e se tornarem especialistas em convergência TI/OT, atendendo às necessidades de seus clientes ”, diz Philippe Rambach, vice-presidente sênior de automação industrial da Schneider Electric. “Sabemos que a fabricação inteligente está formando uma onda sem precedentes de tecnologias de TI para os espaços industriais”.

À medida que as empresas aproveitam a inteligência artificial (IA), a automação de processamento robótico, e muitas outras tendências, elas exigirão soluções computacionais para reduzir a latência e permitir resiliência, garantindo privacidade e segurança, além de abordar requisitos importantes de dados e largura de banda.

O que é Industrial Edge?

Para os operadores industriais obterem os benefícios do aumento da automação, eles não podem confiar apenas na tecnologia em nuvem para trazer a resiliência e a velocidade exigidas pelas IA, pelas câmeras HD e por outras tecnologias da indústria 4.0. Os data centers de edge locais são instalações de infraestrutura de TI distribuídos geograficamente para proporcionar terminais na rede. Em ambientes industriais, como fábrica ou centro de distribuição, esse tipo de aplicação é chamado de “Industrial Edge”.

“O ‘Industrial Edge’ é um dos segmentos de mais rápido crescimento da automação industrial e um dos principais fatores que influenciam a transformação digital”, afirma Craig Resnick, vice-presidente do ARC Advisory Group. “Para atingir o menor ROI possível, os fabricantes devem medir adequadamente o desempenho dos ativos, identificar rapidamente quaisquer áreas problemáticas e fazer alterações cruciais em tempo real que vão melhorar drasticamente suas operações”.

Industrial Edge é o local onde ocorre essa importante captura de dados. A análise em tempo real dos dados é realizada e convertida em informações inteligentes e, em seguida, compartilhada na nuvem por toda a empresa, enquanto aborda as preocupações dos fabricantes, como latência e segurança para ambientes de produção.

Ao abrir novos modelos de negócios para integradores de sistemas, os programas recém-anunciados incluem:

• Projetos de referência que integram tecnologias de ponta para simplificar o processo de design

A Schneider Electric apresentou novas referências de design industrial edge, codesenvolvidas com a Aveva, incluindo soluções da Lenovo e da Stratus. Projetos de referência estão disponíveis* no Configurador de edge local da Schneider Electric e podem ser personalizados de acordo com as especificações necessárias. Esses novos designs são fator-chave no sucesso do “Industrial Edge”. A capacidade de pré-configurar plataformas e dispositivos de tecnologia antes do envio aumenta a velocidade de implantação e pode reduzir os custos de engenharia de campo de 25% a 40%, com aumento da velocidade de processamento de pedidos em 20% e redução de custos de manutenção em 7%.

Com base nos casos de uso mais comuns de automação industrial, os projetos de referência reduzem o risco e o tempo de comercialização com soluções EcoStruxure Micro Data Center totalmente configuráveis conforme necessidade ou preferência do usuário e pré-integradas para qualquer ambiente de edge. Os integradores de sistemas estarão liberando tempo da arquitetura de TI para se concentrar no software e nas soluções graças a soluções seguras e totalmente validadas, projetadas de acordo com os padrões solicitados pelos departamentos de TI.

• Um caminho de desenvolvimento profissional para os integradores de sistemas atenderem aos novos requisitos da computação de ponta industrial

O edge computing é uma tendência emergente para o espaço industrial, apresentando uma nova oportunidade para os integradores de sistemas ampliarem seu modelo de negócios e estabelecerem seu papel como consultores nos requisitos de OT e TI. Esse novo programa de aprendizado inclui uma série abrangente de treinamentos digitais para integradores de sistemas nas soluções EcoStruxure Micro Data Center e EcoStruxure IT, as quais abordam como eles podem enfrentar desafios comuns do dia a dia.

O programa de desenvolvimento, com 14 sessões, concentra-se em como impulsionar os projetos de referência para fornecer soluções completas de convergência TI/OT para os usuários finais. Para acessar a série de treinamentos digitais, os integradores de sistemas deverão se conectar pelo portal de parceiros da Schneider Electric Alliance.

• Uma comunidade Industrial Edge Exchange para aumentar as oportunidades de negócios e promover a colaboração

Desenvolvida dentro do Schneider Electric Exchange, a nova Industrial Edge Community permite que os integradores de sistemas identifiquem e se envolvam facilmente com fornecedores de soluções de TI com certificação de edge. A Industrial Edge Community foi projetada para facilitar novos negócios e abordar projetos de TI/OT. A plataforma Exchange também oferece uma ferramenta que emparelha integradores de sistemas da Aliança aos parceiros de canal de TI certificados pela Schneider Electric.

A Schneider Electric conta com mais de mil parceiros integradores de sistema da Alliance localizados em 67 países, e mais de 400 provedores de soluções de TI em seu programa de parceiros em todo o mundo, que são certificados para criar, implantar e prestar serviços de manutenção em soluções de computação.

“O extenso ecossistema de parceiros da Schneider Electric é incomparável nos sistemas de TI e OT, tornando-se uma vantagem sem igual em relação à concorrência”, diz Pankaj Sharma, vice-presidente executivo de Secure Power da Schneider Electric. “Quando combinamos o poder do ecossistema de parceiros com nossa experiência, essa oferta se torna uma tripla vencedora para

Redação

Petrobras assina Carta de Intenção com MISC Berhad para afretamento e prestação de serviços do FPSO para Mero 3

O Consórcio de Libra pretende fazer um teste-piloto na área de Mero 3 de uma tecnologia inédita para separação de gás com
elevado teor de CO2 do petróleo

Representantes da Petrobras e da empresa MISC Berhad assinaram, na sexta-feira (14/08), Carta de Intenção para afretamento e prestação de serviços do FPSO Marechal Duque de Caxias, a ser instalado no Campo de Mero, como parte do desenvolvimento da produção de sua porção sul, onde está localizado o Projeto Mero 3. FPSO é a sigla em inglês para a unidade que produz, armazena e transfere petróleo.
O FPSO de Mero 3, terceira unidade do sistema definitivo a ser instalada no Campo de Mero, pertencente ao Bloco de Libra, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e meio, contados a partir da aceitação final da unidade, prevista para o primeiro semestre de 2024.
O projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo e 7 injetores de água e gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção, dutos flexíveis de serviços e umbilicais de controle.

HISEP®
O Consórcio de Libra pretende realizar na área de Mero 3, pela primeira vez, um teste-piloto da tecnologia de High Pressure Separation (separação em alta pressão) – de forma abreviada, HISEP® -, desenvolvida e patenteada pela Petrobras. Os equipamentos, a serem instalados no fundo do mar, vão separar e reinjetar, por meio do uso de bombas centrífugas, boa parte do dióxido de carbono (CO2) produzido junto com o petróleo, permitindo “desafogar” a planta de processamento de petróleo no FPSO e consequentemente possibilitando o aumento da produção de óleo. O HISEP® atualmente está em fase de definição e de testes.
Mero
O campo de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado na área de Libra, operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell Brasil (20%), Total (20%), CNPC(10%), CNOOC Limited (10%) e Pré-sal Petróleo S.A (PPSA) que exerce papel de gestora desse contrato. Atualmente está sendo produzido através de um Sistema de Produção Antecipado, composto pelo FPSO Pioneiro de Libra, com capacidade de processamento de 50 mil barris de óleo por dia. Além desse sistema, estão contratados os FPSOs para os Projetos Mero 1 e Mero 2, respectivamente denominados FPSO Guanabara, em construção pela empresa Modec, e FPSO Sepetiba, em construção pela empresa SBM

 

Agência Petrobras

Enauta assina acordo para vender participação no campo de Manati à Gas Bridge

A Enauta Participações celebrou contrato com a Gas Bridge para a venda da totalidade de sua participação de 45% no campo de Manati, na Bahia, informou a companhia em comunicado divulgado durante o último domingo.

A operação envolve 560 milhões de reais, disse a empresa, destacando que o valor está sujeito à superação de condições contratuais e “pode ser aumentado dependendo de certos eventos e condições regulatórias e comerciais”.

A empresa disse ainda que, pelos termos do acordo, o fluxo de caixa referente ao campo de Manati permanecerá com a Enauta Energia até 31 de dezembro de 2020.

“Estima-se que todos os atos necessários para conclusão do contrato, incluindo o pagamento do preço de compra, sejam realizados até 31 de dezembro de 2021”, acrescentou a companhia no comunicado.

 

Reuters

Estatal inicia fase vinculante de termelétricas

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 15/06/2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de quatro usinas termelétricas, sendo três localizadas em Camaçari, no estado da Bahia e movidas a óleo combustível (UTEs Polo Camaçari), e uma bicombustível (óleo diesel ou gás natural) localizada em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul (UTE Canoas).

Os habilitados para a fase vinculante receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essas operações estão alinhadas à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre as usinas termelétricas

As UTEs Polo Camaçari são ativos da Petrobras e englobam as usinas Arembepe, Bahia 1 e Muricy, com potência total instalada de 329 MW. As usinas operam com óleo combustível e têm possibilidade de conversão para operação a gás natural.

A UTE Canoas é um ativo da Petrobras e possui potência instalada de 249 MW. A usina é bicombustível (gás natural e óleo diesel), possuindo, portanto, potencial ganho operacional com a expansão esperada da malha de gasodutos e/ou novos terminais de regaseificação.

 

 

Agência Petrobras

Petroleira assina venda de campos terrestres no Ceará

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 18/06/2018, informa que assinou hoje com a SPE Fazenda Belém S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A., contrato para a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, denominado Polo Fazenda Belém, localizados na Bacia Potiguar, no estado do Ceará.

O valor da venda é de US$ 35,2 milhões, sendo (i) US$ 8,8 milhões pagos hoje; (ii) US$ 16,4 milhões no fechamento da transação e; (iii) US$ 10 milhões que serão pagos em doze meses após o fechamento da transação. Os valores não consideram os ajustes devidos e estão sujeitos ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Fazenda Belém

O Polo compreende os campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, localizados no estado do Ceará, onde a Petrobras é detentora de 100% de participação. A produção média do Polo Fazenda Belém de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 803 barris de óleo por dia (bpd).

 

Agência Petrobras

Opep+ teve comprometimento de 95% com cortes de produção em julho, dizem fontes

O nível de comprometimento dos membros da Opep+ com cortes de produção de petróleo combinados pelo grupo ficou ao redor de 95% em julho, disseram quatro fontes da Opep+ à Reuters na última segunda-feira.

O dado ainda não foi divulgado por um painel técnico de produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia, que juntos formam a Opep+. O painel técnico, conhecido como JTC, tem um encontro nesta segunda-feira, disseram as fontes.

O comitê ministerial da Opep+, ou JMMC, terá uma reunião na quarta-feira para avaliar o mercado de petróleo e o nível de cumprimento do pacto para redução da oferta global.

 

Reuters

Decisão de reduzir a mistura de biodiesel não tem justificativa e prejudica toda a cadeia do biodiesel

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) lamenta a decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de reduzir a mistura de biodiesel de 12% para 10% para as entregas em setembro e outubro do Leilão 75 (L75) durante a realização do certame.

A entidade reforça que a decisão foi tomada de forma precipitada pois sua principal alegação, de falta de biodiesel, somente poderá ser comprovada após o cumprimento do que está previsto no edital. Ou seja, após a conclusão do L75, que segue paralisado, e a realização de um leilão complementar, caso fosse evidenciado, a partir do fechamento do L75, que as vendas seriam insuficientes para atender a demanda.

Ademais, havia um compromisso do MME e da ANP de, qualquer que fosse a decisão, esta fosse comunicada oficialmente aos setores envolvidos para evitar especulações no mercado. Infelizmente houve uma comunicação pública antes de informar o setor.

O sistema de leilões do biodiesel sempre se caracterizou pela estabilidade de regras e melhorias graduais. A falta de um Comitê de Acompanhamento neste cenário de pandemia, ferramenta que tem sido defendida pela Abiove desde maio, mais uma vez prejudica o biodiesel brasileiro. Forçoso dizer também que as alterações de regras nos certames que estão sendo realizadas desde o L72 trouxeram incertezas para a cadeia produtiva do biodiesel, que é responsável também pela oferta de alimentos.

Ao ter anunciado redução da mistura para B10 antes da finalização do L75, os órgãos oficiais podem estar desprezando 1.166.420 m³ já comercializadas nas etapas já realizadas do L75.

A indústria não admite o cancelamento das vendas realizadas, visto que essa ação causaria colapso na cadeia produtiva da soja e na comercialização de óleo, dado que a matéria-prima já foi comercializada, inclusive com recompras de soja que iria ser exportada para ser processada no Brasil. Há também compromissos firmados com as vendas de farelo de soja. Tudo isso será colocado em risco se for tomada mais uma decisão equivocada sobre o L75. Portanto, a ABIOVE considera obrigatória a conclusão do L75 e o cumprimento estrito do disposto no edital desse leilão.

 

Redação