Comgás aprova Antonio Simões como novo CEO a partir de 1° de outubro

A distribuidora de gás natural Comgás, do grupo Cosan, informou que seu conselho de administração aprovou o nome de Antonio Simões Rodrigues Junior como novo presidente da companhia a partir de 1° de outubro de 2020.

O executivo substituirá no cargo Nelson Roseira Gomes Neto, que após cinco anos à frente da empresa permanecerá como membro do conselho e se dedicará integralmente ao desenvolvimento dos negócios da unidade Compass Gás e Energia, disse a empresa em comunicado.

Simões ingressou em 2011 na Raízen, joint venture da Cosan com a Shell, depois de 15 anos em posições na Shell no Rio de Janeiro, Londres e Dubai. Ele ocupava atualmente cargo de vice-presidente de Energia da Raízen.

Reuters

Contratos em regime de partilha produziram 9,3 milhões de barris de petróleo no primeiro semestre de 2020

Os três contratos em produção em regime de partilha – Área de Desenvolvimento de Mero, Entorno de Sapinhoá e Sudoeste de Tartaruga Verde – produziram 9,3 milhões de barris de petróleo e 51 milhões de metros cúbicos de gás natural (disponíveis para comercialização) no primeiro semestre de 2020. Os dados fazem parte do Boletim Mensal dos Contratos de Partilha de Produção elaborado pela Pré-Sal Petróleo e divulgado na quarta-feira (12). Nesse período, a União teve direito a uma parcela de 1,7 milhão de barris de petróleo e de 18,4 milhões de metros cúbicos de gás natural.
A Área de Desenvolvimento de Mero iniciou a produção em novembro de 2017. Entorno de Sapinhoá entrou em produção em novembro de 2018; e Sudoeste de Tartaruga Verde, em dezembro de 2018. Desde então, a produção acumulada dos três contratos é de 40,6 milhões de barris de petróleo e 162 milhões de metros cúbicos de gás.

Produção diária de petróleo

No mês de junho, a média diária da produção total dos três contratos foi de 46 mil bpd, sendo 26 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero, 9 mil bpd em Entorno de Sapinhoá e 11 mil bpd em Sudoeste de Tartaruga Verde. Esse resultado superou em 9,5% o registrado em maio de 2020 e foi 25,8% inferior ao de junho de 2019.

A produção da Área de Desenvolvimento de Mero é a que tem maior peso nos resultados. Em junho, ainda que atividades tenham sido interrompidas em cinco dias por conta de condições meteoceanográficas (ondas acima de quatro metros) e uma queda da geração principal no FPSO, a produção voltou a crescer. Mesmo assim, após as paradas ocorridas em fim de abril e maio para a troca da linha de 8 polegadas pela linha de serviço de 6 polegadas, a produção seguirá limitada até que a segunda linha, também de 6 polegadas, seja instalada (previsão para o quarto trimestre de 2020).

A União teve direito a uma parcela da produção de 8,7 mil bpd em junho, sendo 3,9 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero, 4,8 mil bpd em Entorno de Sapinhoá e 25 bpd em Sudoeste de Tartaruga Verde, registrando um aumento de 70,6% em comparação a maio de 2020 e de 13% em relação a junho de 2019. O aumento da parcela da União em junho foi puxado pela maior contribuição do Entorno de Sapinhoá, que gerou um maior volume de excedente em óleo a ser partilhado.

Produção diária de gás natural

Os contratos Entorno de Sapinhoá e Sudoeste de Tartaruga Verde registraram uma produção total com média diária de 260 mil m³/dia de gás natural, sendo 176 mil m³/dia em Entorno de Sapinhoá e 84 mil m³/dia em Sudoeste de Tartaruga Verde. Esse resultado, se comparado a maio de 2020, foi 9,7% inferior; entretanto, foi 3,6% superior em relação a junho de 2019.

A parcela média diária da União como excedente em gás natural em junho de 2020 foi de 97 mil m³/dia, referente aos contratos de Entorno de Sapinhoá (97.091m³/dia) e Sudoeste de Tartaruga Verde (192m³/dia). O gás natural produzido em Mero não teve aproveitamento comercial até o momento.

Pré Sal

Campo de Lula da Petrobras voltará a se chamar Tupi – pedido de troca já foi feito

O campo de Lula da Petrobras, no pré-sal da Bacia de Santos, no Rio de Janeiro, vai voltar a se chamar campo de Tupi. A modificação é uma exigência do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), que considerou que o nome gerava “promoção pessoal” para o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) diz que a Petrobras já comunicou a mudança, que está sendo analisada.

Segundo o advogado Rafael Gama, que coordena a ação contra a petroleira, a agência reguladora juntou na última sexta-feira o ofício de troca do nome ao processo. Ele explica que há a possibilidade de uma nova mudança na nomenclatura mais para a frente.

A jazida petrolífera, que antes já era denominada Tupi, mudou para campo de Lula em 2010. Na ocasião, a Petrobras explicou que, segundo orientação da ANP, os campos de petróleo deveriam receber, no ato de declaração de comercialidade, “nomes ligados à fauna marinha, quando se tratar de descoberta no mar”. O campo de Iracema, por exemplo, ganhou na ocasião o nome de Cernambi, que também é um molusco.

A relatora das apelações na corte em Porto Alegre, desembargadora Marga Inge Barth Tessler, considerou “irretocáveis” os fundamentos da sentença.

Ela também manteve o comando sentencial que negou o ressarcimento de despesas de publicidade da estatal, já que a inicial não trouxe provas dos danos ao patrimônio público – e não se pode falar em lesão presumida.

A ação popular para pedir a troca do nome foi feita pela advogada Karina Pichsenmeister, sócia da Gama Advogados.

Segundo ela, “o ato eterniza de forma equivocada o crédito e o mérito pela descoberta do pré-Sal”.

Para ela, cabia à ANP, como agência reguladora, realizar um filtro de legalidade ou constitucionalidade do ato administrativo.

Estadão

Petrobras prorroga prazo em processo para venda de ativos na Colômbia

A Petrobras decidiu prorrogar o prazo para que empresas manifestem potencial interesse em ativos da companhia na Colômbia que foram colocados à venda em julho.

Empresas que queiram entrar na disputa pela participação da estatal brasileira no Bloco Tayrona, na Bacia de Guajira, terão agora até 21 de agosto para confirmar participação no processo de desinvestimento, segundo comunicado da Petrobras na noite de terça-feira.

A venda do ativo faz parte de um amplo programa de desinvestimentos da Petrobras, que tem buscado reduzir sua dívida e concentrar atividades na exploração de águas profundas e ultraprofundas no Brasil.

A companhia é operadora da área na Colômbia, com 44,44% de participação na concessão, na qual tem a Ecopetrol como parceira.

A concessão na Colômbia encontra-se na fase de exploração e tem obrigação de perfurar um poço para cumprimento do compromisso exploratório. A Petrobras afirma que ela tem “potencial para comprovar volumes significativos de gás”, com reservas de classe mundial.

Reuters

Petroleira eleva preços do diesel em 2% e da gasolina em 4%

A Petrobras aumentará os preços do diesel em 2% e os da gasolina em 4% a partir de quinta-feira em suas refinarias, informou a assessoria de imprensa da empresa após ser consultada na quarta-feira.

O reajuste, em momento em que as distribuidoras de combustíveis visualizam uma melhora no consumo, diante das flexibilizações das medidas de quarentena, ocorrerá após os preços médios da gasolina e diesel registrarem a 11ª semana de alta seguida nos postos brasileiros, segundo dados da reguladora ANP na última sexta-feira.

Reuters

Produção do pré-sal caiu menos que o esperado na pandemia, diz diretor da Shell

O diretor de produção em ativos do pré-sal da Shell, Cristiano Pinto, disse, na sexta-feira, que a produção de petróleo do pré-sal caiu durante a pandemia, mas bem menos do que se poderia esperar. “Isso prova resiliência do pré-sal brasileiro às variações do preço do petróleo”, afirmou em videoconferência promovida pelo Banco Safra na tarde de hoje.

Pinto afirmou que a Shell reduziu o contingente de trabalhadores off-shore em função da crise sanitária e, também, que a petroleira chegou a postergar, por um período, a conexão de um poço de petróleo no começo da pandemia. Entretanto, lembrou, outras frentes de produção avançaram ainda durante a crise. Como exemplo, ele citou a entrada em operação de uma plataforma nova, a P-70, no Campo de Iara, no pré-sal da Bacia de Santos.

“Foi uma nova produção de 150 mil barris de petróleo que começou durante a pandemia. Credito isso à Petrobras, como operadora”, disse Pinto, da Shell.
Termelétrica em Macaé
Pinto disse ainda que a pandemia não afetou o coronograma da termelétrica que a companhia constrói em Macaé (RJ), no norte fluminense, em parceria com o Pátria Investimentos e Mitsubishi. A usina vai utilizar, de forma inédita, gás vindo do pré-sal e conta com financiamento de R$ 2 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O diretor da Shell reconheceu que o empréstimo foi estratégico para reduzir o investimento das partes, mas afirmou que o maior ganho da operação com o banco foi demonstrar a credibilidade da parceria entre as três empresas e provar a investidores estrangeiros que é possível fazer negócio no Brasil independente da conjuntura desfavorável.

Pinto também reforçou a posição da Shell de apoio à gestão do governo federal em medidas capazes de abrir o marcado de gás, permitindo a participação de novas empresas na cadeia e o consequente barateamento do combustível.

“Uma das coisas nas quais a gente suporta bastante o governo brasileiro é na quebra do monopólio da Petrobras, nas plantas de tratamento e distribuição [de gás], para que outros produtores de gás possam acessar esse mercado, chegar a uma termelétrica e alimentar o setor como um todo”, disse.

Investimento global
O diretor de produção em ativos do pré-sal da Shell afirmou ainda, na teleconferência, que a companhia vai apresentar um novo plano de negócios no final do ano, entre o fim de novembro e início de dezembro. Pinto não detalhou os termos do novo planejamento, mas disse que sua direção é de redução dos patamares de investimento global.

”A direção é que a gente vai baixar os nossos patamares de investimento global, não sei se na mesma magnitude de 2020, mas acredito que vamos vir com teto mais baixo do que o histórico de US$ 25 a 30 bilhões”, disse.
O redesenho, disse ele, seria a etapa seguinte, mirando o longo prazo, das medidas de ajuste já implementadas este ano. “Este ano nós já reduzimos o investimento total de capex no ano: era US$ 25 bilhões e anunciamos teto máximo de US$ 20 bilhões”, disse.

Pinto também citou a decisão de reduzir em US$ 3 a 4 bilhões o custo operacional da companhia como um todo, comparando o primeiro trimestre de 2021 com o mesmo trimestre desse ano. O executivo também lembrou que foi a primeira vez na história, desde a Segunda Guerra Mundial, que a Shell anunciou corte de dividendos acionistas.

Demanda por petróleo
O executivo falou que ainda é cedo para atestar a recuperação da demanda por petróleo e derivados, em meio à uma pandemia e cuja trajetória ainda varia em várias partes do mundo. Entretanto, constata, houve recuperação notável do mercado em julho e neste início de agosto.

“Durante o mês de julho, a demanda firmou um pouco mais rápido do que se esperava, em função da sazonalidade das férias nos Estados Unidos e Europa, quando se viaja mais e a demanda por querosene de aviação, diesel e gasolina nessas regiões aumenta”, disse Pinto.

Mas ele disse que essa volta da demanda por combustível em praças importantes neste período do ano tende a “acalmar um pouco” justamente devido ao fim dessa sazonalidade favorável. E ele lembrou, ainda, que há incerteza sobre a evolução da doença em vários países, entre os quais o Brasil.

Transição energética
O diretor de produção em ativos do pré-sal da Shell disse também acreditar que os efeitos da pandemia no setor de óleo e gás — combinação do choque de demanda com queda nos preço do petróleo — vão acelerar a transição energética de petroleiras ao redor do mundo.

Essa transformação, disse Pinto, será mais intensa para companhias integradas como a Shell, ou seja, aquelas que mantêm negócios em várias etapas da cadeia. “Grandes companhias integradas estão fazendo esse movimento um pouco mais rápido e de forma mais agressiva que as companhias americanas”, observou.

O executivo afirmou que a Shell está em linha com essa aceleração da transição energética no momento, mas que ainda é cedo para mensurar os impactos da crise no ritmo da demanda de consumidores por novas fontes. “Estamos investindo bastante na area de ‘gas to power’, solar e ‘wind’ [eólica] e também tem uma frente nova, em que plantamos árvores para sequestrar carbono em função da pressão de investidores europeus para cumprimento dos termos do acordo de Paris”, continuou.

Durante o evento transmitido pela internet, Pinto disse que, mesmo durante a crise sanitária, a companhia segue buscando novos projetos de energia renovável no Brasil, como três plantas “pequenas”, de 50 mil megawatts, segundo ele, já aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

“Se você olhar para a Shell daqui a 10 ou 20 anos, obviamente os produtos ligados a óleo e gás ainda serão a maior parte do nosso negócio. Mas a parcela investida em ‘gas to power’, solar e eólica vai crescer muito dentro da próxima década’, disse.

Valor

Opep reduz previsão de demanda por petróleo em 2020; vírus gera dúvida sobre 2021

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse nesta quarta-feira que a demanda global por petróleo deve cair mais em 2020 do que previsto antes, devido à pandemia do coronavírus, e que uma recuperação no próximo ano enfrenta grandes incertezas.

A demanda mundial por petróleo deve recuar em 9,06 milhões de barris por dia (bpd) neste ano, disse a Opep em relatório mensal, mais do que os 8,95 milhões de bpd projetados há um mês.

Os preços do petróleo desabaram neste ano devido aos impactos do coronavírus, que incluíram restrições a viagens e desaceleração da atividade econômica. Embora alguns países tenham aliviado medidas de isolamento, permitindo que a demanda se recupere, a preocupação com novos surtos do vírus tem segurado os preços, o que a Opep espera que continue.

“O petróleo e os preços de produtos de petróleo continuarão a ser impactados no segundo semestre de 2020 por preocupações sobre uma segunda onda de infecções e pelos maiores estoques globais”, disse o grupo no relatório.

Reuters

IBP convida para RodaTech, na próxima terça (18.08), entre 18h e 19h, sobre Startups Unicórnio

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) convida para o segundo RodaTech, que ocorrerá ao vivo na próxima terça-feira (18.08), entre 18h e 19h. A temática será: “RodaTech – Startups Unicórnio: quem será a startup no setor de O&G?”.

Apresentado por Melissa Fernandez (Gerente de Tecnologia e Inovação do IBP) e Thaise Temoteo (Analista de Comissões e Gestão do Conhecimento do Instituto), o webinar abordará quais fatores são relevantes para que o setor de O&G tenha seu primeiro unicórnio – como são conhecidas as startups com avaliação de mercado acima de US$ 1 bilhão. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui. Fortalecer o processo criativo no ambiente institucional e como se tornar um unicórnio de O&G são tópicos que serão debatidos.

O evento terá Flávio Pripas (investidor na Redpoint eVentures) como convidado especial. O executivo será entrevistado por Patrícia Grabowsky (Head de Inovação da Subsea7); Victor Chaves, (Founder & CEO at RIO analytics); e Tiara Bicalho, (Engenheira de Produção na Petrobras).

 

Redação

Novo CEO da Equinor quer empresa como a melhor em petróleo offshore e gás

O novo presidente-executivo da petroleira Equinor, Anders Opedal, nomeado para o cargo no início da semana, disse que deseja ver a companhia norueguesa como a melhor em petróleo offshore e em gás.

Ao mesmo tempo, ele falou em metas climáticas maiores e no desenvolvimento de novas soluções de baixo carbono.

“Eu quero que a Equinor seja a melhor em petróleo offshore e gás”, disse Opedal em uma coletiva de imprensa na sede da companhia.

Ele acrescentou que também quer que a empresa crie uma plataforma para crescimento em soluções de baixo carbono.

“Eu quero ir além… com metas climáticas”, afirmou o executivo.

Petrobras divulga teaser de E&P na Bacia de Santos

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de 50% a 100% de sua participação na concessão BM-S-51 com passagem de operação, localizada na Bacia de Santos, no polígono pré-sal. A concessão está localizada em lâmina d’água que varia de 350 m a 1.650 m e cerca de 215 km da costa de São Paulo.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site de Relacionamento com Investidores da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultadosecomunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre a concessão BM-S-51

A concessão BM-S-51 foi adquirida na 7ª Rodada de Licitações de Blocos realizada pela ANP em 2005 e está no 1º Período Exploratório, com compromisso remanescente de perfuração de um poço para cumprimento do Programa Exploratório Mínimo.

Esse bloco exploratório está estrategicamente posicionado em relação às descobertas da Bacia de Santos e áreas exploratórias dentro do polígono de partilha de produção.

A Petrobras é operadora com 80% de participação nesse ativo, em consórcio com a Repsol Sinopec Brasil que detém os demais 20%.