Thymos e Aspacer anunciam live sobre gás natural e retomada econômica

A Lei do Gás, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, tem potencial para gerar impactos relevantes para o desenvolvimento e a reindustrialização do País. Espera-se que o novo marco regulatório impulsione a oferta de gás no mercado e estimule a concorrência, tornando o preço deste insumo mais competitivo. “O combustível mais barato pode trazer benefícios em escala para o País, atrair investimento e gerar empregos, o que é essencial para reaquecer a economia e o setor de infraestrutura neste momento de pandemia”, afirma João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia.

A Thymos Energia e a Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) realizam na próxima terça-feira um debate em parceria sobre a Lei do Gás, seus desdobramentos para a retomada da economia nacional e os desafios para a estruturação do novo mercado. “A indústria brasileira perde competitividade com o preço do Gás. Nada justifica a indústria nacional pagar, ao final de 2019, um gás cerca de 300% mais caro que a média da indústria americana e 200% mais caro que a média da indústria europeia. Precisamos de mais ofertantes de gás, para termos mais concorrência. Esse é um ponto atacado pelo novo Marco do Gás”, afirma Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Aspacer.

O evento contará com a participação de Symone Christine de Santana Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Laércio Oliveira, deputado federal e relator da Lei do Gás, Edmar Almeida, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Manfredo Gouvêa Júnior, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos Cerâmicos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia, e Otmar Josef Muller, presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica – Criciúma (Sindiceram) e diretor da Eliane Revestimentos Cerâmicos.

Vale lembrar que o debate sobre a abertura do mercado de gás é realizado há mais de 10 anos entre agentes do setor de energia e consumidores. Portanto, há consenso sobre a urgência da aprovação do PL 6.407, de 2013, que traz as diretrizes e a regulamentação da abertura do mercado. Em julho, a apresentação do programa Novo Mercado de Gás, feita por parte do governo federal, completou um ano – um passo relevante, que construiu agenda viável para transformação rumo a um mercado livre para o gás natural.

Live Thymos | O novo marco regulatório do gás natural e seu impacto para a retomada econômica do Brasil

Data: 11/8
Horário: 17h
Conferencistas:

João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia (mediador)
Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASPACER (mediador)
Symone Christine de Santana Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do MME
Laércio Oliveira, deputado federal, relator da Lei do Gás
Edmar Almeida, professor do Instituto de Economia da UFRJ
Manfredo Gouvêa Júnior, presidente da Anfacer
Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia
Otmar Josef Muller, presidente do Sindiceram e diretor da Eliane Revestimentos Cerâmicos

Inscrições: https://zoom.us/webinar/register/WN_-xiTCHVdTQite4shbeFLFw

Servtec Energia amplia participação em Geração Centralizada com a aquisição de duas usinas de geração de energia

A Servtec Energia acaba de adquirir dois novos ativos de geração centralizada, somando 64MW ao seu portfólio de projetos operacionais. As novas aquisições incluem a PCH Inxú, no Mato Grosso, com 22MW, e a usina eólica Dunas do Paracuru, no Ceará, com 42MW. Esta última será rebatizada de Bons Ventos Paracuru, em alusão à marca registrada da Servtec para seus parques eólicos. Com estes ativos, o portfólio de ativos de geração renovável centralizada chega a 173MW.

Atualmente, a Servtec conta com seis projetos eólicos desenvolvidos integralmente pela empresa e que compõem o Complexo Eólico Bons Ventos da Serra, no Ceará, somando 109MW. 100% da energia gerada pelas usinas de geração centralizada da Servtec atendem a contratos do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) conquistados nos leilões organizados pela EPE.

A Servtec sempre desenvolveu seus projetos do zero, desde a prospecção do terreno. A PCH Inxú e a eólica Dunas de Paracuru são os primeiros ativos comprados já em operação. “Além do conhecimento de desenvolvimento de projetos e implantação de empreendimentos, aperfeiçoamos nos últimos anos nossa expertise de operação de usinas de geração renovável, atingindo níveis de disponibilidade e eficiência que se destacam hoje entre os melhores do Brasil”, destaca Pedro Fiuza, CEO da Servtec Energia.

Hoje, os 109MW em operação pela Servtec têm mantido uma disponibilidade de 99%. A expectativa da companhia, com a compra dos ativos, é melhorar a performance dos projetos, igualando aos índices alcançados hoje pelas demais usinas da empresa.

Outro aspecto que a Servtec leva muito à sério é com relação às questões ASG – ambiental, social e governança. “Geralmente chegamos às comunidades um ano antes do início das obras de nossos empreendimentos, o que nos permite entender as demandas e anseios da comunidade local, construindo assim, uma relação construtiva e de confiança com os moradores da comunidade”, exemplifica Fiuza.

Os ativos de geração renováveis da Servtec combinados geram 700.000MWh por ano de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 900 mil habitantes, e ajudam a evitar a emissão anual de 300 mil toneladas de CO2.

Sobre a Servtec Energia
Iniciou suas atividades nos anos 1960, e vem atuando no segmento de geração de energia elétrica desde 1998. Com mais de 1.000 MW implantados em diversas fontes, a Servtec Energia detém atualmente participação e faz a gestão ativa em uma usina térmica à gás no Amazonas (Gera Amazonas 85MW), uma térmica movida à óleo combustível no Maranhão (Gera Maranhão 330MW), sete usinas eólicas no Ceará que somam 151MW, uma PCH no Mato Grosso, com 22MW de potência, além de projetos de geração distribuída que somam 69MWp.

Petrobras informa sobre venda de campo terrestre em Sergipe

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 03/01/2020, informa que assinou com a Centro Oeste Óleo e Gás Ltda. contrato para a venda da totalidade de sua participação no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe.

O valor da venda é de US$ 37,6 mil, pago em parcela única na assinatura do contrato.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como o não exercício de direito de preferência pela atual consorciada Petrogal Brasil S.A. e a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo de Dó-Ré-Mi

O campo de Dó-Ré-Mi faz parte da concessão BT-SEAL-13, que compreende também o campo de Rabo Branco, não incluído nesta venda. A concessão está localizada ao sul do campo de Carmópolis, na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe. A Petrobras possui 50% de participação no campo de Dó-Ré-Mi, em parceria com a Petrogral Brasil S.A., que é a operadora e detém os 50% restantes. O campo de Dó-Ré-Mi possui dois poços descobridores de gás sem produção comercial.

PetroRio está retomando investimentos, diz presidente

A PetroRio está retomando seus investimentos, após suspender as campanhas de perfuração durante a eclosão do choque de preços do petróleo, disse o presidente da companhia, Roberto Monteiro. Segundo ele, o sinal verde já foi dado para a realização da conexão dos campos de Polvo e Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. O executivo afirmou que as “coisas estão voltando ao normal”, após o período mais crítico da crise do petróleo e citou que a empresa voltou a monitorar oportunidades de aquisições, no mercado.

Ele disse que o campo de Papa-Terra, à venda pela Petrobras e Chevron, é um dos ativos avaliados. “Há outros no radar. As grandes petroleiras globais fizeram baixas contábeis nos balanços e enxergamos que estão retomando atividades de venda de ativos”, comentou, durante teleconferência com analistas.

A empresa espera concluir a aquisição dos 30% detidos pela Petrobras no campo de Frade, na Bacia de Campos, entre o quarto trimestre deste ano e o início de 2021, disse o diretor jurídico da companhia, Emiliano Gomes.

“Numa visão otimista esperamos concluir até o fim do ano, é o que desejamos, mas pode escorregar para o início do ano que vem”, afirmou o executivo, durante teleconferência com investidores.

A PetroRio assinou contrato com a Petrobras em novembro de 2019, por US$ 100 milhões.

Segundo Gomes, a transação está hoje sob análise da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As partes discutem nesse momento a garantia de abandono da concessão.

Dívida
A companhia espera realizar, neste terceiro trimestre, uma emissão de bonds nos Estados Unidos, de acordo com Monteiro.

Segundo ele, a ideia é usar os recursos para se refinanciar e alongar o perfil da dívida da empresa, que fechou o segundo trimestre com um endividamento líquido de US$ 268 milhões.

“Já temos os bancos mandatados, a coisa vai andando bem. Estamos trabalhando na atualização do prospecto e temos janela de alguns meses pra emitir essa dívida. Está no nosso radar fazer isso ao longo do terceiro trimestre. Só não vai acontecer no caso de o mercado se fechar e piorar, mas o que estamos vendo é o oposto: uma melhora paulatina e constante do mercado”, comentou, durante teleconferência com investidores.

Segundo Monteiro, a ideia inicial é emitir bonds de cinco anos, liberando caixa para a campanha de revitalização do campo de Frade e para possíveis aquisições. “Aquisições vão depender de tamanho, com possibilidade de, no futuro, fazermos um aumento de capital ou ‘follow on’”, afirmou.

Ainda sobre o endividamento, o executivo afirmou que a PetroRio espera fechar nos próximos 60 dias a conversão da dívida com a Prisma Capital. Ele explica que em fevereiro a petroleira assinou contrato para a aquisição da plataforma OSX-3, por US$ 140 milhões, e recorreu a um empréstimo-ponte de US$ 100 milhões junto à Prisma Capital, com prazo de quatro meses. As partes negociam agora a conversão do financiamento para um project finance de longo prazo.

Grupo CBO confirma intenção de realizar IPO da Oceana Offshore

O Grupo CBO confirmou a intenção de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Oceana Offshore.

Segundo o Grupo CBO, foi aprovada em assembleia geral a realização de uma oferta pública primária e secundária, bem como a submissão do pedido de adesão ao Novo Mercado da B3. “Não obstante, a efetiva realização da oferta está sujeita, entre outros fatores, às condições dos mercados de capitais nacional e internacional, e uma vez realizada, será conduzida em conformidade com a legislação e regulamentação aplicáveis”.

Assim, diz o CBO, ainda não há qualquer decisão quanto à efetiva realização da oferta, bem como quanto à sua estrutura e volume.
A CBO é uma companhia de navegação, operadora de uma frota de 32 embarcações de apoio offshore, presente nas principais bacias de petróleo brasileiras e no Mar do Norte, dando suporte às plataformas de exploração e produção de petróleo.

Schneider Electric é reconhecida como HPE Momentum Edge Partner de 2020

Prêmio reconhece parceiros da Hewlett Packard Enterprise por seu desenvolvimento e compromisso com a excelência do consumidor

A Schneider Electric, líder na transformação digital em gestão de energia e automação foi reconhecida como HPE Momentum Edge Partner de 2020. A Schneider Electric é a primeira empresa a ser premiada pela Hewlett Packard Enterprise (HPE) nessa nova categoria.

A Hewlett Packard anunciou os vencedores dos prêmios de seus parceiros em
2020, durante o HPE Partner Growth Summit Virtual Experience. Os integrantes de canal de todo o ecossistema de parceiros foram premiados por seu desempenho inigualável, compromisso com a excelência do consumidor, foco no crescimento e conquistas profissionais.

“Estamos orgulhosos de ser reconhecidos por nossos esforços colaborativos para trazer egde comercial e industrial juntamente com as tecnologias operacionais para benefício dos nossos clientes”, diz Chris Hanley, vice-presidente sênior de Operações Comerciais, Alianças e Canais Globais da Schneider Electric. “Esperamos que nosso relacionamento com a HPE cresça, e continuemos a desenvolver soluções inovadoras que impulsionem o edge para os negócios de nossos clientes.”

A Schneider Electric e a HPE anunciaram parceria pela primeira vez em 2016, para produzir uma arquitetura conjunta de soluções de micro data center, aptas a fornecer energia à edge inteligente. Ambas as empresas estavam alinhadas para impulsionar a oportunidade ao mudar a computação para rede edge, embora ainda não houvesse oferta ou supply chain em funcionamento.

Desde o início da parceria, as empresas trabalharam em conjunto para produzir os HPE Edge Centers, originalmente em tamanhos de 42U e 23U, e, mais recentemente, 6U. Essas soluções integradas, padronizadas e por repetição foram desenvolvidas com TI – servidores, armazenamento e redes – e infraestrutura física (racks, UPS, PDU, segurança e monitoria ambiental). O EcoStruxure IT e o HPE OneView trabalham em conjunto para oferecer um software de gerenciamento remoto integrado com comando de carga de trabalho automatizada. Assim, move as cargas de trabalho e os servidores virtuais para aumentar a resiliência e a disponibilidade. Eles também fornecem benefícios de análise preditiva para diminuir falhas, ao propiciar maior tempo de funcionamento e mais eficiência.

“Estou orgulhoso de reconhecer que nossos parceiros de canal aumentaram o
padrão de excelência do negócio e demonstraram comprometimento contínuo para nossos clientes em comum”, afirma Paul Hunter, vice-presidente sênior de vendas de parceiros mundial da Hewlett Packard Enterprise. “A HPE dedica-se a permitir que seus parceiros tenham ferramentas e soluções que tragam inovação para os negócios. Ao colaborar e crescer em conjunto, estamos fornecendo o resultado que nossos clientes precisam para prosperar.”

Totvs vê impacto menor do que esperado da Covid-19, prevê fim de ano “interessante”

O impacto da pandemia da Covid-19 na economia do país foi bem menor do que se imaginou em meados de março e a busca das empresas por ganhos de produtividade e eficiência devem levar a Totvs a um “fim de ano interessante”, disse o presidente da companhia, Denis Herszkowicz.

“Estamos com uma performance muito melhor do que se imaginava numa situação como essa”, disse Herszkowicz nesta quinta-feira, em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. “Como somos de certa forma um termômetro (do que acontece na economia), isso significa que o próprio impacto foi econômico foi menor do que o imaginado.”

A produtora de softwares de gestão anunciou na noite de quarta-feira que seu lucro de abril a junho somou 58,3 milhões de reais, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2019, com maiores receitas em produtos para trabalho remoto e a forte redução da despesa compensaram os efeitos negativos da pandemia.

Em relatório, o Bradesco BBI frisou aumento de receitas acima do previsto da Totvs para o período, forte controle de custos e dos níveis de inadimplência da Supplier, braço de finanças da companhia.

Às 14h da última quinta-feira (06/08), a ação da Totvs disparava 9,7% na B3. Enquanto isso, o Ibovespa subia 1,55%.

Herszkowicz relatou na teleconferência que a Totvs ampliou fortemente o atendimento remoto a clientes nos últimos meses, e que ao menos parte disso será mantido adiante, o que resulta em redução de custos, que podem ser repassados.

EUA realizam 1º embarque de petróleo para a Arábia Saudita em mais de uma década

Os Estados Unidos enviaram um carregamento de petróleo para a Arábia Saudita em junho, segundo dados pelo Departamento de Censo norte-americano, no que aparenta ser a primeira entrega desde que a proibição dos EUA a embarques da commodity terminou, em 2015.

De acordo com os dados, os EUA exportaram cerca de 550 mil barris —ou 18,3 mil barris por dia— para a Arábia Saudita em junho. A Administração de Informação sobre Energia (AIE) não possui registros de exportação de petróleo para os sauditas.

Dados do Departamento de Censo apontam um minúsculo carregamento de 1 mil barris para a Arábia Saudita em 2002, ocorrido em meio à proibição de quatro décadas às exportações.

O volume da carga de junho é menor que o que ocuparia a menor classe de navios-tanque, os Aframax. Operadores disseram que é possível que o carregamento seja parte de uma exportação direcionada a outro país.

Não há registros de embarques de petróleo dos EUA para a Arábia Saudita no mecanismo de monitoramento de navios do Refinitiv Eikon.

A Arábia Saudita é uma das maiores fornecedoras de petróleo dos EUA, tendo enviado cerca de 1,2 milhão de barris por dia da commodity em maio para os norte-americanos, maior nível em três anos, resultado de uma breve guerra de preços entre sauditas e russos.

Petrobras alcança recorde de produção mensal em Búzios

A Petrobras informa que as plataformas instaladas no campo de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77), no pré-sal da Bacia de Santos, alcançaram em julho novos recordes de produção mensal, de 615 mil barris de óleo por dia (bpd) e 765 mil barris de óleo equivalente por dia (boed).

O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração.

Gerdau eleva preços em agosto e prêmio de aço vai para zero, diz presidente

A Gerdau elevou seus preços de aço para entrega neste mês em 6% a 8%, zerando com isso a uma diferença negativa de 20% registrada ante preços internacionais no segundo trimestre, afirmou o presidente-executivo da siderúrgica, Gustavo Werneck.

“Com esse prêmio negativo e a recuperação do mercado, criou-se um ambiente propício (para reajustes)”, disse o executivo durante teleconferência com jornalistas. Em julho a Gerdau aumentou os preços de longos em 8% a 10%.

A analistas, Werneck afirmou ainda que a companhia vai elevar em cerca de 11% os preços de aços planos em setembro.

Mais cedo, a Gerdau divulgou queda de 15% no lucro líquido do segundo trimestre, mas dando sinais de crescimento na demanda em relação aos três primeiros meses do ano.

“As entregas da Gerdau no varejo de construção em junho foram as melhores desde março de 2015…O mês de julho veio na mesma tendência. Seguimos vendo sinais positivos no mercado em agosto”, disse o executivo.

Werneck afirmou que o setor de construção residencial segue ativo no país, inclusive incentivando compradores de vergalhões da companhia a acelerarem obras e encomendas de aço à Gerdau.

As ações da Gerdau exibiam alta de 6,9% por volta de 14:45, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 0,95%.

“Estamos muito otimistas com o segundo semestre deste ano”, afirmou Werneck.

Porém, em teleconferência com analistas, o executivo citou que boa parte do avanço das vendas de materiais de construção no varejo nacional ocorreu pelos estímulos concedidos pelo governo, que devem se encerrar até o final do ano. Com isso, Werneck comentou que em 2021, quando a Gerdau completa 120 anos de existência, a indústria pode ter dificuldades “se medidas adicionais mais estruturantes” não forem implementadas.

Analistas do Credit Suisse decidiram manter a recomendação “outperform” para as ações da Gerdau, citando perspectiva de que “a demanda por aços longos deve continuar mais resiliente ante aços planos e viver uma recuperação mais rápida”.

Werneck comentou ainda que, após o religamento de alto-forno da usina de Ouro Branco (MG) em julho, a Gerdau avalia que o canal de exportações a partir do Brasil representará uma geração de resultado “interessante no segundo semestre”.

Ele citou ainda que a companhia chegou a fazer exportações em junho de aços semiacabados para a China, maior produtor de aço do mundo e que se tornou importador pela primeira vez em 11 anos no final do primeiro semestre.

Para 2020, a Gerdau está mantendo orçamento de investimento de 1,6 bilhão de reais.

Werneck comentou também que a empresa enxerga na unidade de novos negócios recém criada, Next, possibilidade de representar cerca de 20% do faturamento do grupo nos próximos 10 anos.