Companhia aguarda aval para diesel renovável – produto pode competir com biodiesel

A Petrobras pode deslanchar investimentos no chamado diesel renovável caso uma consulta pública aberta pela reguladora do setor de combustíveis ANP culmine com o reconhecimento do combustível como elegível a participar das misturas no diesel, disse nesta sexta-feira a diretora de Refino e Gás Natural da companhia, Anelise Lara.

Segundo ela, a Petrobras finalizou com sucesso neste mês testes de processamento de diesel com óleo de soja refinado na refinaria Repar, no Paraná, onde a empresa coprocessou 2 milhões de litros do produto vegetal, que resultaram em cerca de 40 milhões de litros do produto com conteúdo renovável.

“A partir dos resultados, confirmou-se a viabilidade técnica da tecnologia, estabelecendo alternativa de fácil implantação para a captura de oportunidades do negócio de diesel renovável”, afirmou a diretora, em videoconferência para comentar os resultados da companhia.

A executiva afirmou ainda que a expansão do projeto agora depende apenas do reconhecimento desse diesel renovável para fins do cumprimento dos mandatos de biodiesel e elegibilidade desse combustível para créditos de descarbonização (Cbios).

O eventual reconhecimento do diesel renovável, contudo, pode gerar concorrência e incomodar a indústria de biodiesel do Brasil, que atualmente conta com uma mistura obrigatória de 12% do combustível no diesel.

Mais de 70% do biodiesel produzido no Brasil é feito a partir de óleo de soja, o que também indica impacto no mercado da commodity, que tem no segmento de combustível importante fonte de demanda.

Além elevar a mistura de biodiesel em 1 ponto percentual neste ano, dentro de um plano que prevê aumentos anuais, o Brasil lançou o programa RenovaBio, que estabelece um mercado de Cbios que as distribuidoras de combustíveis terão de comprar para cumprir metas de descarbonização.

Esses créditos também são vistos como importante fonte de recursos para os produtores de biocombustíveis, que são os emissores dos Cbios.

Esses créditos formarão um mercado que parece ter despertado o interesse da Petrobras, conforme as declarações da executiva.

Anelise ressaltou que a consulta pública da ANP, reaberta em meados deste mês, pode ser “um passo importante para os novos investimentos no nosso parque de refino”.

Ela comentou que a produção de diesel verde poderia ser integrada a refinarias da Petrobras, em coprocessamento de diesel com óleo vegetal, ou em unidades que venham a ser projetadas.

A consulta da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) terá duração de 45 dias e uma audiência pública foi marcada para o dia 17 de setembro, por meio de videoconferência.

Segundo Anelise, o diesel renovável dá continuidade ao compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa pela Petrobras.

“Ao contrário do biodiesel, o diesel renovável não possui contaminantes, e isso é ambientalmente mais vantajoso, e atende limites de emissões veiculares que serão adotados a partir de 2022 e 2023”, comentou.

De acordo com apresentação da Petrobras, o diesel renovável confere melhor qualidade de combustão e desempenho ao motor, além de maior estabilidade à oxidação e menor absorção de água, podendo ser adicionado em qualquer proporção ao diesel de alta performance.

O novo combustível tem ainda baixos teores de contaminantes, preservando o sistema de injeção dos veículos, defende a estatal.

OUTRO LADO

Representantes do setor de biodiesel discordam do fato de que seu produto tenha mais contaminantes e consideram que o biodiesel permite maior redução de gases do efeito estufa ao ser misturado ao diesel.

Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa importantes produtoras de biodiesel, o chamado diesel renovável é um produto diferente do biodiesel e tem maiores custos.

Consultado anteriormente sobre o tema, o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral, disse que o setor não é contra o chamado diesel renovável, mas acredita que o país deveria direcionar investimentos para o biodiesel, que poderia reduzir importações de diesel fóssil.

Ele lembrou ainda que as associadas da Abiove já estão em conformidade com as especificações técnicas das fases futuras do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), do Ministério do Meio Ambiente, antecipando-se a exigências da legislação.

Reuters

Petrobras publica edital para arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia

A Petrobras publicou, na segunda-feira (3/8), o edital do processo licitatório para arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas, no estado da Bahia. O processo está em consonância com o Termo de Compromisso de Cessação de Prática para o mercado de gás natural, celebrado junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em 08/07/2019.

A licitação será restrita às empresas pré-qualificadas no âmbito da Convocação de Pré-Qualificação e o processo seguirá os atos e ritos previstos na Lei Federal 13.303/2016 (Lei das Estatais).

Para mais informações acesse https://petrobras.com.br/pt/canais-de-negocios/arrendamento-tr-ba/.

O arrendamento está alinhado com a estratégia da companhia de melhoria na sua alocação do capital e da construção de um ambiente favorável à entrada de novos investidores no setor de gás natural.

Sobre o terminal

O TR-BA consiste em um píer tipo ilha com todas as facilidades necessárias para atracação e amarração de um navio FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) diretamente ao píer e de um navio supridor a contrabordo do FSRU. A transferência de GNL é feita diretamente entre o FSRU e o supridor na configuração side by side. A vazão máxima de regaseificação do TR-BA é de 20 milhões m³/d (@ 1 atm e 20°C).

O gasoduto integrante do terminal possui 45 km de extensão e 28 polegadas de diâmetro, interligando o TR-BA a dois pontos de entrega, a Estação Redutora de Pressão de São Francisco do Conde e a Estação de Controle de Vazão de São Sebastião do Passé.

Estão também incluídos no escopo da transação os equipamentos para geração e suprimento de energia elétrica localizados no Terminal Aquaviário de Madre de Deus (TEMADRE), integrantes do TR-BA.

O FSRU não faz parte do processo de arrendamento do TR-BA.

Agência Petrobras

Produção de petróleo do Brasil sobe quase 10% em junho e volta a patamar de 3 mi bpd

A produção de petróleo e gás natural do Brasil somou 3,821 milhões de barris de óleo equivalente por dia em junho, alta de quase 10% na comparação com maio, em meio à retomada de algumas importantes operações paralisadas devido ao impacto da Covid-19, informou nesta sexta-feira a reguladora ANP.

“É a primeira vez desde janeiro, quando foram produzidos 3,168 MMbbl/d, que a produção nacional de petróleo supera 3 milhões de barris/dia”, ressaltou a ANP.

A produção de petróleo somou 3,013 milhões de barris/dia, alta de 9% se comparada com o mês anterior e 17,8% frente a junho de 2019.

No gás natural, a extração somou 128 milhões de m3/dia de gás natural, aumento de 12,3% em relação a maio e de 15,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, disse a ANP.

O aumento de produção deve-se, principalmente, aos campos de Lula e Búzios, que respondem em conjunto por mais de 50% da produção total nacional, tanto de gás quanto de óleo, afirmou a reguladora.

Em Lula, houve retomada de produção do FPSO Cidade de Angra dos Reis e da produção à plena carga do FPSO Cidade de Mangaratiba e da P-67. Já em Búzios, houve o retorno à produção à plena carga das FPSOs P-74 e P-76.

A ANP destacou também o aumento da jazida de Sururu, devido à entrada em produção de seu primeiro poço; o retorno completo da P-43, no Campo de Barracuda; e a retomada de Manati e Gaviões, que são campos de gás não-associado, dependendo de despachos de energia elétrica e consumo de gás no mercado.

Reuters

Competitividade do gás natural do Brasil é tema urgente

“O papel do gás natural como mola propulsora da economia” foi o tema da semana da Websérie Óleo, Gás e Naval da Firjan. Entre os assuntos, os impactos socioeconômicos da abertura do mercado de gás e a possível votação, ainda esta semana na Câmara dos Deputados, da solicitação do regime de urgência para o projeto de lei (PL) n° 6.407/13, que visa reduzir o preço final da fonte de energia, conhecido como a Nova Lei do Gás. O regime de urgência foi aprovado dia 29/07 e a votação do PL pode ocorrer ainda em agosto.

“O PL do gás está desde 2013 para ser aprovado. Já teve vários substitutivos e sua votação é de extrema relevância. É um relatório feito para atender a sociedade toda, que agiliza os investimentos em gás no Brasil”, explica o deputado federal Paulo Ganime, um dos participantes do debate.

Com mediação de Heber Bispo, especialista de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, o encontro mostrou como o PL, que virou prioridade do governo para a retomada da economia pós-Covid-19, visa tornar mais competitivos os preços do gás natural, cujos maiores consumidores hoje são a indústria e os geradores de energia elétrica.

Juliana Borges de Lima Falcão, especialista em energia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou estudo recente sobre os impactos econômicos da competitividade do gás natural. “O gás produzido no Brasil é três vezes mais caro, em comparação ao dos Estados Unidos e ao da Argentina e sua competitividade tem impactos na economia de uma forma geral”, avalia a especialista, esclarecendo que o projeto de lei visa democratizar o gás.

“É preciso dar prioridade urgente à democratização e ao barateamento. O gás é uma excelente matéria-prima para a indústria, mas ele não substitui as outras fontes de energia e precisa ser levado para onde a sua existência faz sentido”.

Na lista de vantagens do barateamento está a transição da atual matriz energética para uma menos poluente. “Por ser mais estável que fontes renováveis como a eólica, por exemplo, o gás pode atuar quando outras energias menos poluentes estiverem em baixa”, acrescenta Ganime.

Das fraldas descartáveis aos stents usados em cirurgias cardíacas, dos combustíveis que abastecem frotas inteiras à carroceria dos automóveis, muito, na indústria, pode vir da matriz do gás. Fernando Montera, especialista de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, apresentou a publicação da Firjan “Rio a todo gás”, que também traz os benefícios da utilização do gás natural veicular (GNV).

“Além da redução de custo para o consumidor, o GNV reduz a emissão de CO2 e contribui para uma melhoria da qualidade do ar. Isso significa menor incidência de doenças respiratórias e, consequentemente, menos gastos com saúde. A aprovação do projeto de lei é mais uma chance que o Brasil tem de melhorar a sua posição competitiva no mercado de energia”, finaliza Montera.

Redação

Nota técnica de royalties de 5% vai a consulta pública esse mês

Em evento da ONIP e ABPIP, com apoio da Firjan, MME apresentou as macro entregas do programa de revitalização das áreas onshore

Esse mês, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê colocar em consulta pública a nota técnica sobre a aguardada redução dos royalties em campos de empresas de pequeno ou médio porte para o mínimo legal de 5%. A informação foi dada por Dirceu Amorelli, diretor da ANP, durante o Circuito Brasil de Óleo & Gás, que teve como tema as Macro Entregas do Reate 2020 (Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres). Com a participação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o evento on-line foi organizado pela ONIP, em parceria com a ABPIP e apoio da Firjan.

A redução do percentual vai beneficiar sobretudo empresas atuantes em campos terrestres. “Na semana que vem vamos entregar a nota técnica que será enviada para Procuradoria, que tem 15 dias para avaliar. No máximo em 20 dias – estou fazendo força para que seja na reunião de 13 de agosto – colocaremos a minuta para consulta. Já é uma entrega de tudo o que vem sendo trabalhado”, afirmou Amorelli.

Em seu discurso de abertura do evento, Bento Albuquerque disse que as iniciativas propostas na primeira fase do Reate 2020 têm potencial de elevar esse mercado no Brasil a outro patamar. “O programa foi criado com o propósito de buscar avanço na implementação de uma política nacional que fortaleça as atividades, de modo a estimular o desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva”, ressaltou. Bento Albuquerque destacou também a importância da pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços.

“Exploração onshore não rivaliza com a marítima”

Cada um dos relatórios do programa será apresentado nas próximas semanas em novos eventos com maior profundidade, explicou o ministro, acrescentando que o MME está planejando a próxima etapa, com foco no acompanhamento da implementação das medidas propostas nessa primeira fase.

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan e do Conselho Deliberativo da ONIP, afirmou que é preciso deixar claro que a exploração onshore não rivaliza com a marítima, mas sim multiplica as possibilidades de investimento no Brasil, com ampliação das reservas, geração de empregos, de renda e desenvolvimento de uma cadeia de valor cada vez mais forte e competitiva.

“Hoje temos a chance de conhecer os relatórios finais do Reate 2020 para avançarmos na política nacional que fortalece a atividade de exploração de petróleo e gás natural em áreas terrestres”, disse Eduardo Eugenio, ao enfatizar que o trabalho, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia nos últimos seis meses, foi fundamental para mapear e explorar o potencial do mercado.

Heloísa Borges, diretora na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), afirmou que o Relatório traz uma série de recomendações para atrair investimentos. Segundo ela, das 53 bacias onshore do Brasil, apenas oito efetivamente produzem; e mesmo estas possuem potencial de aumentar a atividade. Além disso, são cerca de 300 campos, que representam somente 3% da produção nacional.

“Daí a criação do Reate para avançarmos na realização das atividades. E hoje, diante da crise, esse esforço se torna fundamental. Os investimentos onshore se mostraram resilientes no cenário de crise, gerando emprego e renda. Isso é fundamental perceber o poder do onshore de alavancar as economias locais”, enfatizou.

O encontro também contou com a participação do secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME e de presidentes e representantes da ABPIP e das Federações de Indústrias de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

O Relatório do Comitê do Reate 2020 continuará sendo discutido no próprio Circuito Brasil de Óleo & Gás, nas próximas semanas. Acompanhe abaixo as datas:

05/08 – Potencial de Óleo e Gás Onshore com EPE e convidados

12/08- PD&I, Regulação e Políticas Públicas com ANP e convidados

19/08 – Promoção à livre concorrência com ME e convidados

26/08 – Licenciamento Ambiental com MME e convidados

02/09 – Potencial de Óleo e Gás Não Convencionais com EPE e convidados

Redação

Petrobras fecha segundo trimestre com Ebitda e fluxo de caixa livre positivos

Apesar dos efeitos econômicos provocados pela pandemia, sobretudo a queda do preço do petróleo,
companhia fecha trimestre com indicadores financeiros positivos

Mesmo em um cenário desafiador como o segundo trimestre de 2020, a Petrobras conseguiu apresentar sólidos resultados em função de decisões ágeis tomadas logo no início da crise. A companhia fechou o trimestre com Ebitda recorrente de US$ 3,4 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 3,0 bilhões. Números que mostram que, mesmo com redução de 42% no preço do barril de petróleo (Brent) e queda na demanda interna por derivados no período, a companhia seguiu firme em sua operação e com caixa para garantir sua liquidez.

Ambos indicadores são acompanhados atentamente pelo mercado como bons indicativos da saúde financeira da companhia. O Ebitda serve para analisar o resultado operacional de uma companhia ao longo do tempo. Ele é importante porque retira o efeito dos juros, impostos, depreciação e amortização do lucro líquido, facilitando a comparação de resultado entre companhias, uma informação fundamental que auxilia na tomada de decisão de potenciais investidores. Já o fluxo de caixa livre é o saldo de caixa – resultante da diferença entre geração operacional e os investimentos do período – usado para fazer frente às obrigações financeiras e potenciais dividendos. Além disso, é fundamental para a desalavancagem de qualquer companhia.

O resultado líquido da companhia reflete também o impacto da crise, das indenizações dos Programas de Desligamento Voluntário (PDVs) e Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) e do resultado financeiro, com prejuízo líquido recorrente de US$ 2,5 bilhões.

Nesse cenário desafiador, a Petrobras conseguiu fechar o trimestre com uma dívida bruta de US$ 91,2 bilhões, um aumento de apenas US$ 2,0 bilhões em relação ao trimestre anterior. Esse movimento foi importante para reforçar o caixa e garantir liquidez para enfrentar esse momento de maior volatilidade. A partir do segundo semestre, a companhia já começa o pré-pagamento de linhas de crédito rotativas para que o caixa se aproxime aos patamares pré-crise. No último dia 27, por exemplo, realizou o pré-pagamento de US$ 3,5 bilhões, do total de US$ 8 bilhões das linhas de crédito compromissadas.

“Nossa capacidade de reação e nossa estratégia têm se mostrado eficazes no enfrentamento dessa crise e da consequente recessão global. Seguiremos trabalhando e tomando as decisões necessárias para tornar a Petrobras uma empresa ainda mais resiliente e geradora de valor”, comentou a diretora Executiva Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida, em vídeo divulgado para investidores.

A performance operacional da companhia segue elevada apesar dos efeitos da pandemia. Veja aqui relatório com os principais resultados operacionais do trimestre, divulgado no dia 21/07.

Mais transparência nas métricas de sustentabilidade

Algumas iniciativas que dão mais transparência às metas da companhia em Environmental, Social, and Governance – ESG (Fatores de Desempenho Ambiental, Social e de Governança Corporativa) foram destaque nesse trimestre. Entre elas estão o apoio da Petrobras ao Task Force for Climate-related Financial Disclosures – TCFD (Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima), uma iniciativa do Financial Stability Board (Conselho de Estabilidade Financeira) do G20, e a atualização do Caderno do Clima.

Agência Petrobras

Sebrae/PR já realizou mais de 355 mil atendimentos remotos a empreendedores desde o início da pandemia

Portal do Sebrae/PR já teve mais de 429 mil visualizações durante os quatro meses de atendimento remoto devido à pandemia. Crédito: Divulgação

O Paraná possui mais de 1,3 milhão de micro e pequenas empresas que têm enfrentado diversos desafios e tiveram que se reinventar durante o período de pandemia. O Sebrae/PR tem sido um dos principais canais de suporte e de comunicação aos donos de micro e pequenos negócios do Estado e, por conta disso, já realizou mais de 355 mil atendimentos em quatro meses

. O número é contabilizado desde que as atividades da entidade se tornaram 100% remotas, em 23 de março, até o último dia 23 de julho.

Ao todo, mais de 209 mil foram realizados através dos canais digitais como WhatsApp, telefone, e-mail e redes sociais, enquanto os demais aconteceram através de atendimentos remotos nas próprias regionais. No total, foram atendidos mais de 213 mil empreendedores em todo o Paraná, um aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2019. Vale lembrar que um mesmo cliente pode realizar mais de um atendimento.

Segundo a gerente da Unidade de Atendimento e Relacionamento do Sebrae/PR, Vania Paula Cruz, a atuação pelos canais digitais não afastou os empreendedores, mas foi uma forma de facilitar o contato com o atendimento do Sebrae.

“Muitas pessoas alegavam que tinham dificuldades em se deslocar para fazer um atendimento presencial por conta de suas rotinas. Muita gente gostou do processo de digitalização e se sentiu mais próxima. Os empreendedores entram em contato e nós realizamos o atendimento pelo canal de preferência deles, então se tornou uma comodidade”, explica.

Por ser um período de dificuldades, o Sebrae também tem atuado para capacitar e oferecer conteúdos de qualidade para os donos de micro e pequenos negócios. Por isso, tem aumentado a sua presença digital, com a publicação de materiais exclusivos, realização de eventos e outras ações virtuais. No começo de julho, foi lançado um portal totalmente reformulado e mais atrativo para o empresário. Desde março, o site já teve mais de 429 mil visualizações e 165 mil usuários únicos. Ao todo, foram realizadas 57.662 matrículas em cursos de EAD nas plataformas digitais.

Além da oferta de cursos, e-books, cartilhas e outros materiais exclusivos também houve o desenvolvimento de soluções exclusivas para o período de pandemia, como uma ferramenta de Orientação ao Crédito e um Guia de Gestão Financeira. Outra novidade é aplicativo Meu Sebrae, que também foi remodelado e conta com novas funcionalidades. O app recebeu 1.921 novos cadastros e 2.934 visualizações em matérias, no período.

O Sebrae/PR também reforçou sua presença digital com a realização dos eventos Connect, lives com informações e entrevistas exclusivas em vídeo no canal do Youtube do Sebrae. Nos últimos quatro meses, foram realizadas 57 transmissões ao vivo, um crescimento de 418% em relação ao ano passado, e que tiveram 12.080 espectadores simultâneos, um aumento de 790% em comparação com 2019.

A Comunidade Sebrae, que permite o compartilhamento de textos e conteúdos exclusivos e a troca de experiências sobre o universo do empreendedorismo e dos micro e pequenos negócios, recebeu 301.229 visitas.

Vania explica a importância de oferecer conteúdos de relevância para os empreendedores em múltiplas plataformas. “O Sebrae se reorganizou durante a pandemia para dar toda a assistência e não deixar o empresário desamparado. Levamos conteúdos práticos, para segmentos específicos ou para temas mais gerais. E eles estão em diferentes plataformas, como forma de facilitar esse acesso. Procuramos entender as dores dos clientes e exibir aquilo que faça mais sentido para cada um e isso tem gerado um bom engajamento”, explica ela

 

Redação

Ecolab lança programa completo para lavanderias comerciais de hotéis, hospitais e indústrias para desinfecção de tecidos

Os protocolos de desinfecção e higiene das lavanderias comerciais estão sendo reforçados após a chegada do novo coronavírus. Hospitais, hotéis e indústrias passaram a analisar com mais atenção a higienização de lençóis, toalhas e outros itens. Pensando nisso, a Ecolab, líder mundial em prevenção de infecções, soluções e serviços para água e higiene, desenvolveu o programa PROTEX 360º que, em 13 etapas, orienta lavanderias a evitarem a contaminação dos tecidos, desde a coleta até o momento da entrega.

Para proteger roupas, instalações e pessoas em todo o processo, o programa oferece treinamentos dos processos e produtos bactericidas, fungicidas e virucidas (Oxy-Brite LT e Destainer H), que podem oferecer até dois níveis de proteção. Dessa forma, as lavanderias passam a ter processos que colocam em prática um plano completo para higiene e controle do risco de biocontaminação. Além disso, reforça o cuidado durante as lavagens, garantindo a segurança dos tecidos por meio de ação mecânica, química, duração e temperatura.

Para Claudio Aguiar, líder da divisão de Textile Care da Ecolab no Brasil, o atual momento exige adaptação. “Neste momento que estamos vivendo, diminuir o risco de contaminação se torna ainda mais importante, e o PROTEX 360º trabalha em prol da desinfecção e segurança não apenas de tecidos, mas de toda instalação da lavanderia, dentro e fora do local de lavagem”.

Com uma rígida análise de risco, um checklist foi desenvolvido pela Ecolab com o objetivo de auxiliar as lavanderias na execução de cada etapa, reforçando o cuidado no transporte, lavagem, inspeção de qualidade, embalagem e entrega. Além disso, a equipe de monitoramento realiza uma análise da lavanderia, verificando a água utilizada, tecidos, superfícies, ações dos colaboradores, para verificar se os protocolos estão sendo seguidos e os serviços estão sendo entregues de forma eficiente e segura.

Dessa forma, ter um programa como o PROTEX 360º, que desinfecta, de maneira eficiente, as peças, mantém a qualidade dos tecidos e se preocupa com a segurança dos colaboradores, é essencial para ter um serviço de alta qualidade, eficiente e seguro. “O programa eleva o nível de cuidado com as peças e trabalha em prol da prevenção da contaminação e recontaminação de peças, protegendo colaboradores e clientes”, finaliza Claudio.

Redação

Golar assina contrato de fornecimento de GNL com a Copergás para a instalação da primeira Rede Estruturante de gasoduto do Nordeste, em Petrolina (PE)

A Golar Power assinou, na última quinta-feira (30/07), contrato de fornecimento de GNL com a Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás) para a implantação da primeira Rede Estruturante de Gasoduto do Nordeste, em Petrolina (PE). O projeto, que terá o investimento da Golar de US$ 2 milhões, é um desdobramento do protocolo de intenções que a Golar assinou com o Governo do Estado de Pernambuco, em março deste ano, para a implantação de um Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape, previsto para entrar em operação no primeiro trimestre de 2021.

Em parceria com as companhias distribuidoras de gás natural canalizado, a Golar pretende implementar a infraestrutura em cidades distantes dos dutos, promovendo assim a interiorização do energético. Em Petrolina, a Copergás vai implantar um gasoduto de 40 km para fazer a distribuição do gás a partir de uma grande unidade de regaseificação a ser construída pela Golar, que irá receber um volume de 40 mil m³/dia de GN transportados em iso-conteinêres que serão abastecidos pelo Terminal de GNL de Suape.

Na quinta-feira, a Golar também recebeu no Porto de Suape o primeiro lote de dez iso-contêineres importados para viabilizar o projeto, de um total de 70 que chegarão até o fim do ano.

Para o CEO da Golar Power, Eduardo Antonello, a parceria com as companhias de gás para viabilizar as redes estruturantes é o caminho para promover a oferta do gás, criando demanda para o volume de gás disponível no Brasil. “Acreditamos que esta estratégia é a mais eficiente para aproveitarmos a abertura do mercado de gás, pois assim conseguimos disponibilizar o gás natural em cidades que estão afastadas da malha de gasodutos, e que, de outra forma, não teriam acesso a esta fonte. Vamos ajudar também numa transição para uma matriz energética de baixo carbono, substituindo o carvão, óleo diesel e GLP, nas indústrias, e o diesel, como combustível de veículos pesados. A implementação de caminhões movidos a GNL, por exemplo, poderia reduzir o preço do frete no país, permitindo um melhor rendimento aos caminhoneiros”, afirmou.

Segundo levantamento da Golar, cerca de 170 municípios com mais de 100 mil habitantes não contam com gasodutos. No total, 95% das cidades brasileiras estão desprovidas de gás natural. Para o vice-presidente da Golar, Marcelo Rodrigues, este cenário atesta a relevância do projeto de distribuição do GNL em pequena escala (small scale) da Golar, ao viabilizar uma estrutura de distribuição do gás sem a necessidade de construir gasodutos muito extensos.

“Petrolina está a 750 quilômetros de Recife. O gás dificilmente chegaria em Petrolina se não fosse pela estrutura de transporte do GNL e regaseificação que vamos implementar com a Copergás. O gás que chegará a Petrolina vai abastecer indústrias, comércio, postos de GNV e residências”, explicou.

“A parceria com a Golar implementa aquela que é a prioridade do Governo Paulo Câmara e da Copergás: interiorizar a distribuição do gás natural, aumentando nossa competitividade e ajudando na atração de novos empreendimentos para o Estado. Além de mais econômico e seguro, o GN é mais sustentável que outros combustíveis. Essas vantagens estarão disponíveis para um número maior de pernambucanas e pernambucanos”, afirmou o diretor-presidente da Copergás, André Campos.

Terminal de Suape

Em março deste ano, a Golar Power assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado de Pernambuco para estabelecer um novo hub de abastecimento de gás natural no Nordeste, com a implantação do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape, com investimento de R$ 1,8 bilhão. O projeto prevê uma infraestrutura de suprimento de gás natural para geração de energia elétrica, além de atender demandas das indústrias, comércio, postos de GNV/GNL e residências, em parceria com a Copergás.

A instalação do terminal vai desenvolver a economia das cidades do interior do Estado e do Nordeste, em regiões não atendidas por gasoduto, uma vez que o fornecimento de gás natural nesses lugares será realizado por via rodoviária através de isso-contêineres (small scale). A Golar Power Brasil promove a interiorização do GNL no país por meio de um plano estratégico que contempla o Nordeste como região prioritária para a distribuição em pequena escala.

O terminal está previsto para entrar em operação no primeiro trimestre de 2021. O navio da Golar, com capacidade de 135 mil metros cúbicos e 290 metros de comprimento, atracará de forma permanente no Cais de Múltiplos Usos do Porto de Suape. Esta embarcação funcionará como supridor para abastecimento de iso-contêineres (tipo de contêiner em forma de cisterna) montados em caminhões. Estes veículos, por sua vez, farão a distribuição para cidades num raio de até mil quilômetros. O escoamento por caminhão chegará a 480 mil m3 de gás natural por dia.

A distribuição de GNL também será feita a partir de Suape para outros estados do Brasil, por meio de cabotagem. O navio criogênico de pequeno porte do Grupo Golar será abastecido por transbordo e utilizado no transporte do GNL para outros portos da região. A embarcação possui 123 metros de comprimento e capacidade de armazenamento em cada operação de 7,5 mil m3 de GNL, equivalentes a 4,5 milhões de m3 de gás natural.

Redação

Vallourec prorroga contratos com a Petrobras para fornecimento de tubos e serviços associados

A manutenção dos contratos reforça a parceria histórica entre as empresas

A Vallourec, líder mundial em soluções tubulares premium, anuncia a extensão dos contratos de fornecimento de produtos e serviços junto à Petrobras. Desde a assinatura original desses contratos, em 2018, a Vallourec vem fornecendo à Petrobras produtos OCTG incluindo tubos de aço sem costura, acessórios e conexões premium, além de serviços associados, como inspeção, reparo, supervisão, entre outros, os quais são suportados pela plataforma digital Vallourec.smart.

Com a manutenção dos contratos até 2023, Vallourec e Petrobras reafirmam sua parceria histórica.

Os produtos e serviços associados fornecidos pela Vallourec são utilizados pela Petrobras em seus poços de exploração e produção de petróleo e gás offshore, localizados principalmente em importantes reservatórios do pré-sal. Os campos do pré-sal brasileiro combinam vários desafios, além da própria camada de sal: profundidade de poço de até 7 mil metros; condições de águas ultraprofundas com até 2 mil metros entre a superfície e o leito marinho; corrosão ácida causada por H2S e CO2; bem como condições de alta pressão e elevadas temperaturas em determinadas áreas.

A associação desses fatores tem importância fundamental na definição dos requisitos técnicos dos produtos OCTG, os quais devem ser capazes de suportar restrições mecânicas, corrosivas e térmicas. A Vallourec vem inovando e se reinventando a cada dia para atender a todas essas necessidades, fornecendo à Petrobras as mais avançadas soluções tecnológicas para as suas operações offshore.

A Vallourec oferece também serviços digitais e inovadores para melhoria da confiabilidade e performance operacional, como gestão dos tubulares (inspeção, reparo, preparação pré-embarque) e VAM® Field Service (supervisão de tubulares offshore), além de armazenagem e transporte. E tem ainda as soluções digitais Vallourec.smart que suportam o planejamento, gestão e execução dos serviços e garantem a rastreabilidade total dos materiais.

“A Petrobras é uma das empresas petrolíferas mais produtivas do mundo. Estamos orgulhosos de poder continuar colaborando com esse parceiro histórico e estamos confiantes de que esses contratos fortalecerão as duas empresas”, destaca Edouard Guinotte, CEO do Grupo Vallourec.

Sobre a Vallourec

A Vallourec é líder mundial em soluções tubulares premium, fornecendo principalmente para os mercados de energia (óleo e gás, geração de energia). Sua experiência estende-se também ao setor industrial (incluindo mecânico, automotivo e construção). Com aproximadamente 19 mil empregados, usinas integradas em mais de 20 países e um avançado setor de pesquisa e desenvolvimento, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferecemos soluções inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar todos os projetos possíveis.

No Brasil, a Vallourec possui seis unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a unidade Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o alto-forno das unidades produtoras de tubos; e a unidade Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro. No Rio de Janeiro, a Vallourec Transportes e Serviços (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. No Espírito Santo, a unidade Tubos Soldados Atlântico (TSA) fornece serviços de revestimento anticorrosivos.