Posicionamento IBP – Nova Lei do Gás

O IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – reitera seu apoio ao Projeto de Lei 6.407/13 e confia que o requerimento de urgência pautado para hoje, quarta-feira, 29/07, será aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, pois o tema é, de fato, prioritário para a agenda econômica do país.

Projeto de Lei (PL) em referência, também conhecido como “Nova Lei do Gás”, promoverá a abertura do mercado de gás natural brasileiro, trazendo benefícios não só para este setor, mas principalmente para outros segmentos que o utilizam como combustível ou matéria-prima. Por isso, a aprovação desse novo marco legal é amplamente esperada por toda a indústria.

O texto, aprovado pela Comissão de Minas e Energia (CME), teve como base uma intensa discussão coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para estabelecer os pilares de um novo e moderno desenho regulatório para o setor. Essa discussão contou com a participação de centenas de especialistas, reunindo praticamente a totalidade das associações da cadeia de valor do gás natural e refletindo o consenso obtido entre a vasta maioria de seus participantes.

Dentre as melhorias promovidas pelo projeto estão: o estabelecimento de um novo arcabouço legal, garantindo estabilidade jurídica e regulatória; as bases para criação de um mercado com competição na oferta e na comercialização, e a abertura para que grandes consumidores tenham a opção da escolha do seu fornecedor.

TBG abre a etapa de cadastramento para aquisição de Produtos de Curto Prazo

Iniciativa promove modalidade inédita de negócio no mercado de gás nacional

No último dia 27 de julho (segunda-feira) a TBG disponibilizou a etapa de cadastramento para empresas interessadas em adquirir Produtos de Curto Prazo. A nova modalidade, pioneira no país, trata de serviços de transporte de gás natural que podem ser contratados como produtos de prateleira, de forma constante, em base diária, mensal e trimestral, a partir de oferta perene no Portal de Oferta de Capacidade (POC) desenvolvido pela TBG.

A iniciativa visa atender às expectativas do mercado, uma vez que amplia a agilidade na contratação de serviços de transporte de gás natural e promove oportunidade para acomodar sazonalidades na oferta e na demanda do combustível.

Os interessados deverão acessar o Portal de Oferta de Capacidade (POC) da TBG, onde será possível, numa primeira etapa, observar o Informativo do Carregador e verificar instruções de ordem regulatória e comercial relacionadas com a atividade de transporte. O endereço eletrônico: ofertadecapacidade.tbg.com.br, que concentra as informações, estará ativo a partir de segunda-feira (27). A segunda etapa consiste no efetivo preenchimento e envio do Cadastro Único, que tem por finalidade a habilitação do agente interessado (Carregador) para a aquisição de produtos de curto prazo. A etapa de habilitação no Cadastro Único, sem qualquer custo aos interessados, é um pré-requisito que visa dar celeridade ao processo de contratação de Produtos de Curto Prazo.

Oportunamente, será disponibilizada no POC a efetivação da oferta dos produtos, com os respectivos instrumentos contratuais para aquisição de capacidade de transporte de curto prazo.

TBG – A TBG é a empresa brasileira responsável pelo transporte ininterrupto de gás natural para o principal eixo econômico do Brasil, entregando até 30 milhões de m³/dia do combustível às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, que representam mais de 50% do PIB nacional. A TBG abastece termelétricas, refinarias e sete distribuidoras que, juntas, atendem 1,2 milhão de consumidores finais.

ANP lança painel dinâmico com dados de descomissionamento de instalações de E&P

A ANP lançou o Painel Dinâmico de Descomissionamento de Instalações de Exploração e Produção, uma nova forma interativa de visualização de dados que utiliza uma ferramenta de business intelligence (BI).

O descomissionamento de instalações é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos e à recuperação ambiental da área. Essa desativação pode ter motivações diversas, como a devolução do bloco/campo à ANP ou o fim da vida útil daquela instalação.

O painel reúne as informações de compromissos assumidos pelos operadores, via Programa Anual de Trabalho e Orçamento (PAT), além do status das entregas e das análises dos Programas de Descomissionamento de Instalações (PDIs). É possível aplicar filtros por ambiente (mar ou terra), bacia, campo e status.

A ferramenta permite ainda consultar o valor dos investimentos em atividades relacionadas a descomissionamento previstos para os próximos cinco anos, separados por ano, bacia e tipo de atividade (como arrasamento e abandono de poços, recuperação de áreas e retirada de equipamentos).

O painel se encontra em constante desenvolvimento, dúvidas e sugestões de melhorias devem ser encaminhadas para o e-mail descomissionamento@anp.gov.br

Grupo Prysmian comemora 91 anos de operações no Brasil com live

Líder mundial na produção e desenvolvimento de fios cabos para os setores de energia, telecomunicações e fibra óptica, o Grupo Prysmian completa 91 anos de história no Brasil no dia 31 de julho e, para comemorar, reúne seus especialistas de mercado em uma live especial nesta quinta-feira, dia 30 de julho, às 18h.

Comandada pelo diretor João Carro Aderaldo, a live será uma ‘mesa redonda’, focada no segmento elétrico, resgatando as primeiras instalações, tipos de cabos, tecnologias e histórias da empresa, e também sobre melhoria contínua de qualidade, segurança e confiabilidade.

Também será uma oportunidade de interação com o público para discutir sobre os conceitos de vanguarda e pioneirismo da empresa, e para debater aspectos de inovação, responsabilidade e importância da segurança dos profissionais, produtos e instalações elétricas

Para participar, inscreva-se pelo link: bit.ly/2BfaTKW

ANP divulga dados relativos à fase de exploração dos contratos

A partir de julho de 2020, a ANP publicará mensalmente o Relatório Mensal de Exploração. O objetivo da publicação é promover a divulgação dos principais resultados obtidos pela indústria de petróleo e gás natural ao longo da fase de exploração, visando possibilitar à sociedade ampliar o seu conhecimento sobre o desempenho da indústria.

A fase de exploração é a primeira fase do contrato, precedendo a fase de produção, e tem por objetivo descobrir e avaliar jazidas de petróleo e/ou gás natural. O contrato estabelece um prazo durante o qual o concessionário ou contratado deve desenvolver atividades exploratórias de geologia e geofísica. Essas atividades exploratórias envolvem, entre outras, a aquisição de dados sísmicos, perfuração e avaliação de poços.

Nos relatórios, poderão ser verificados conjuntamente, dentre outras informações, os números mensais de blocos em exploração, poços exploratórios perfurados e notificações de descoberta. As declarações de comercialidade apresentadas pelos operadores, como resultado do sucesso da exploração de petróleo e gás natural no país, também serão apresentadas no relatório mensal.

Neste mês de julho, a ANP já disponibilizou em seu site os relatórios de março e abril de 2020. Em agosto, serão publicados os relatórios referentes aos meses de maio, junho e julho de 2020.

Gigantes do petróleo devem divulgar prejuízos no 2º tri após tempestade perfeita

As principais empresas de petróleo e gás dos Estados Unidos e Europa devem reportar prejuízos no segundo trimestre, depois de os “lockdowns” relacionados à pandemia de coronavírus destruírem a demanda por combustíveis, afetarem os preços e pressionarem as margens, indicaram analistas e dados do Refinitiv Eikon.

As raras perdas projetadas para BP, Chevron, Eni, Exxon Mobil, Shell e Total ocorrem após um colapso nos preços da energia e uma queda de demanda para níveis não vistos há décadas, que criaram uma tempestade perfeita para empresas que produzem, refinam, comercializam e vendem combustíveis.

Durante outras quedas significativas dos preços, os resultados das companhias produtoras de petróleo foram impulsionados pelas operações de refino, cujas margens tendem a se beneficiar dos preços baixos e fornecer um “hedge” interno.

Mas dessa vez, com a paralisação de viagens e empresas em função dos “lockdowns”, as margens para produtos refinados, como gasolina, diesel e querosene, afundaram para território negativo.

As divisões de trading, por sua vez, conseguem ganhar dinheiro mesmo quando os preços despencam, explorando os movimentos voláteis do mercado.

Valores de referência do petróleo, Brent e WTI acumulam queda de cerca de um terço até este momento do ano, depois de recuarem cerca de 66% no primeiro trimestre e saltaram 81% e 92%, respectivamente, entre abril e junho.

Na Equinor, a unidade de “marketing & midstream”, que inclui a divisão de trading, foi o único departamento da empresa a gerar lucro antes de impostos no segundo trimestre, tendo se posicionado bem em meio à estrutura “contango”, na qual o preços do petróleo para entrega imediata são mais baratos que os de contratos de prazos mais longos.

BP e Shell já reduziram suas projeções para o preço do petróleo no longo prazo, realizando provisões, respectivamente, de 13 bilhões a 17,5 bilhões de dólares e de 15 bilhões a 22 bilhões de dólares no segundo trimestre.

A Shell divulgou uma estimativa média de analistas para os resultados ajustados da companhia no trimestre, que indicou um prejuízo (pela primeira vez na história) de 674 milhões de dólares.

Petrobras doa itens de higiene para a Secretaria Municipal de Promoção Social e Trabalho de Cachoeiras de Macacu

Álcool em gel e sabonete líquido serão utilizados no combate à Covid-19

A Petrobras vem atuando em diversas frentes à prevenção e ao combate ao Covid-19 e, na semana passada, iniciou a doação de material de higiene para a Secretaria Municipal de Promoção Social e Trabalho de Cachoeiras de Macacu. Serão doados 500 litros de sabonete líquido e 500 litros de álcool 70%.

“A solidariedade é fundamental nesse momento. A Petrobras tem feito diversas parcerias com o objetivo de levar soluções e amenizar os problemas causados pela pandemia. Estamos unidos e atentos na busca de soluções e vamos passar por essa situação tão difícil que afeta a todos”, afirma o gerente geral de Serviços de Implantação III da Petrobras, Alessandro de Castro Melo.

Os itens de higienização das mãos e superfícies, como álcool 70% e sabonete líquido são essenciais para a proteção de profissionais que atuam no atendimento a pacientes da pandemia de Covid-19.

A iniciativa integra um conjunto de ações da companhia no combate ao coronavírus. A empresa destinará mais de R$ 30 milhões a doações para colaborar com a sociedade no combate à pandemia. Já doou 600 mil testes para diagnóstico de Covid-19, tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro” pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC); e 30 milhões de litros de combustíveis (gasolina e diesel) às Secretarias Municipais de Saúde, para abastecer ambulâncias, veículos de transporte de médicos e geradores de hospitais públicos e filantrópicos que atendem pacientes com Covid-19.

 

Após oito anos, Petrobras voltará a contratar plataformas próprias, o que deve impulsionar indústria nacional

Unidades ficarão no campo gigante de Búzios, no pré-sal. Duas serão construídas para a estatal, ao custo estimado de US$ 2 bilhões cada

Após um período de oito anos sem encomendar plataformas para a produção de petróleo, a Petrobras decidiu voltar às compras. A diretoria da companhia aprovou na última quinta-feira o início dos processos de contratação de três novas unidades para serem usadas no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Duas plataformas serão próprias e a terceira será alugada.

Segundo executivos do setor, o custo das unidades que serão construídas é estimado em US$ 2 bilhões cada. Esse valor não considera alguns equipamentos, como os que ligam a plataforma aos poços no fundo do mar, e serviços que também terão quer ser contratados pela estatal.

A indústria naval brasileira não tem esperanças de conseguir competir com os estaleiros da China e do Japão e levar os contratos de construção, mas espera abocanhar parte das encomendas de equipamentos e serviços.

— É alvissareiro saber que a Petrobras vai construir ativos próprios. A gente achava que deveria ser construída no Brasil, mas tem equipamentos que poderão ser feitos aqui. Enfim, tudo o que vier é lucro, pois a gente está tão sem nada, o que vier será um alívio — afirmou Sérgio Bacci, vice-presidente do Sinaval, entidade dos estaleiros do país.

As três novas plataformas serão do tipo FPSO (navio-plataforma). As duas que serão construídas para a estatal terão capacidade de produção de 180 mil barris e já foram até batizadas: P-78 e P-79. A previsão é que elas entrem em operação em 2025. As contratações devem estar concluídas no ano que vem.

Búzios é, atualmente, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. Quatro unidades operam no local. Elas respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras e mais de 30% do que é retirado dos campos do pré-sal no país.

Maior controle
A Petrobras explicou que a escolha entre ter plataformas próprias e alugar uma terceira “é uma decisão econômica, que analisa aspectos técnicos, financeiros, de mercado e de performance operacional”. Essas novas plataformas próprias, segundo a estatal, vão incorporar diversas melhorias e experiências acumuladas pela Petrobras nos últimos dez anos no pré-sal.

Para o professor do Instituto de Economia da UFRJ Helder Queiroz, a decisão da Petrobras foi acertada. Segundo ele, a pandemia do novo coronavírus vai provocar mudanças globais da indústria. Ter maior controle de sua produção é um dos elementos que passarão a ser bastante valorizados a partir de agora.

— Uma empresa ter mais controle dos processos de produção a coloca a numa posição de maior confiabilidade em relação às entregas de seu produto, assim como maior controle na sua produção — destacou Helder Queiroz, que também foi diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Décio Oddone, que deixou o cargo de diretor-geral da ANP em março, considerou uma boa notícia para o setor a contratação das plataformas. Segundo ele, o negócio reflete, em parte, o resultado dos leilões realizados pelo governo desde 2017.

— Significa aumento de produção e de arrecadação no futuro. No curto prazo representa oportunidade para que a indústria local capture parte das encomendas e gere empregos qualificados aqui — destacou Oddone.

Industriais fluminenses retomam otimismo em relação aos próximos meses

O indicador de Expectativas do Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense (Icei-RJ), divulgado pela Firjan, avançou, em julho, mais de dez pontos em relação ao mês anterior e atingiu 52,5 pontos. O resultado aponta que os empresários voltaram a apresentar otimismo em relação aos próximos seis meses.

A pesquisa, composta pelos indicadores de Condições atuais e Expectativas para os próximos seis meses, varia de zero a cem pontos. Os resultados acima de 50 representam melhora ou otimismo e, abaixo, piora ou pessimismo.

O indicador de Expectativas registrava pessimismo desde abril, quando chegou ao pior patamar (35,6 pontos) da série histórica, iniciada em 2010. De acordo com a Firjan, o resultado positivo de julho pode ser explicado pelas expectativas relacionadas à retomada das atividades industriais e às medidas de acesso ao crédito anunciadas pelo governo federal.

Os três itens analisados no indicador – Economia Brasileira, Estado e Empresa – apresentaram aumento significativo em julho. A expectativa relacionada à empresa alcançou 57,7 pontos, representando otimismo. Já os resultados ligados à economia brasileira e ao estado registraram 46,1 e 38,2 pontos, respectivamente.

Pesquisa aponta pessimismo em relação ao momento atual

Os industriais estão otimistas em relação ao futuro, mas o indicador de Condições atuais da economia brasileira, do estado e da empresa fechou em 33,8 pontos. Os três itens que compõem o indicador apresentaram melhora, mas permanecem na faixa pessimista. Segundo a Firjan, o resultado pode estar atrelado à demanda, que segue baixa.

O resultado geral do Icei-RJ, considerando os indicadores de Condições Atuais e Expectativas para os próximos seis meses, fechou em 46,3 pontos. Na comparação com o mês de junho, houve aumento de 9,3 pontos. Essa é a terceira alta seguida, após fortes quedas em março e abril.

Firjan

Petrobras informa sobre avanço na venda do campo de Baúna

A Petrobras informa que, em virtude do impacto causado pela pandemia da COVID-19 e a consequente dificuldade de atendimento às condições precedentes inicialmente definidas, em comum acordo com a Karoon Petróleo & Gás Ltda (“Karoon”), subsidiária da Karoon Energy Ltd, definiu ajustes aos termos do contrato de venda da totalidade da sua participação no campo de Baúna (área de concessão BM-S-40), localizado em águas rasas na Bacia de Santos.

Os ajustes nos termos do contrato consideraram a extensão do prazo para atendimento das condições precedentes ao fechamento da transação e a divisão do valor da transação, anunciado anteriormente, de US$ 665 milhões, em duas parcelas, sendo:

(i) uma parcela de US$ 380 milhões, composta de US$ 49,9 milhões já pagos pela Karoon em 24/07/2019, US$ 150 milhões a serem pagos na data do fechamento e os ajustes de preço devidos. O valor remanescente será pago em 18 meses após a conclusão da transação e;

(ii) uma parcela contingente de US$ 285 milhões a ser paga até 2026.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo
O campo de Baúna, localizado na Bacia de Santos no litoral do estado de São Paulo, iniciou suas operações em fevereiro de 2013 e produz atualmente cerca de 16 mil barris de óleo por dia através do FPSO Cidade de Itajaí. Com essa transação, a Karoon Petróleo & Gás Ltda passará a ser a operadora da concessão com 100% de participação.