Empresas ligadas à Noruega têm interesse em campo da Petrobras, dizem fontes

A BW Offshore, da Noruega, e a DBO Energy estão entre as empresas interessadas no cluster de campos de petróleo Golfinho, da Petrobras, disseram duas fontes, enquanto a estatal busca reativar seu programa de venda de ativos na sequência de queda de preços do petróleo neste ano.

Com produção média diária de 15 mil barris de petróleo e 750.000 metros cúbicos de gás, Golfinho está entre os maiores ativos de produção que a Petrobras atualmente possui no bloco.

As ofertas vinculantes para o conjunto maduro de campos de petróleo, localizado na costa do Espírito Santo, devem ocorrer no início de setembro, disseram as fontes, que pediram anonimato para discutir assuntos confidenciais.

A Petrobras e a BW Offshore se recusaram a comentar. O DBO não respondeu aos pedidos de comentário.

Atualmente, a Petrobras está vendendo uma variedade de ativos —de refinarias a oleodutos e campos de petróleo— em uma tentativa de reduzir a dívida e aumentar o foco na prolífica região do pré-sal.

Mas a queda nos preços de petróleo e combustíveis no início deste ano colocou obstáculos significativos a esse plano, com executivos reconhecendo que poderia demorar mais do que o inicialmente previsto para a Petrobras atingir suas metas de desalavancagem.

Nas últimas semanas, a Petrobras aceitou ofertas para uma grande refinaria no Nordeste do Brasil, que, segundo analistas, poderiam render até 3 bilhões de dólares.

A DBO, com sede no Rio de Janeiro, é composta por executivos brasileiros e noruegueses que têm uma vasta experiência na operação de ativos maduros no Brasil e no Mar do Norte, de acordo com o site da empresa.

A empresa lista a RWE Supply & Trading, um braço da alemã RWE AG, como investidora.

A BW Offshore tornou-se uma operadora no Brasil em 2019, depois que os reguladores aprovaram a compra por 115 milhões de dólares do campo offshore de Maromba, da Petrobras.

As fontes disseram que outras empresas também podem fazer uma oferta pelo Golfinho.

Embora as duas empresas tenham sido pré-qualificadas para fazer uma oferta vinculante, não havia garantia de que as duas empresas o fizessem, acrescentaram as fontes.

Agência Reuters

Petrobras assina venda de campos em águas rasas no Rio Grande do Norte

A Petrobras assinou no último dia 09/07, com a OP Pescada Óleo e Gás Ltda., subsidiária integral da Ouro Preto Óleo e Gás S.A., contrato para a venda da totalidade de sua participação nos campos de Pescada, Arabaiana e Dentão localizados em águas rasas da Bacia Potiguar (Polo Pescada), no estado do Rio Grande do Norte.

O valor da venda é de US$ 1,5 milhão, a ser pago em duas parcelas: (a) US$ 300 mil na assinatura do contrato; e (b) US$ 1,2 milhão no fechamento da transação, sem considerar os ajustes devidos.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Pescada

O Polo Pescada compreende três campos de águas rasas: Pescada, Arabaiana e Dentão, localizado no estado do Rio Grande do Norte. A Petrobras é operadora dos três campos com 65% de participação e a OP Pescada Óleo e Gás Ltda. detém os 35% restantes em consórcio. A produção média do Polo Pescada de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 260 barris de óleo por dia (bpd) e 190 mil m3/dia de gás.

Agência Petrobras

Mubadala fecha exclusividade com Petrobras para negociar refinaria na BA

O fundo de investimento de Abu Dhabi Mubadala passou à frente do grupo indiano Essar na disputa para comprar a segunda maior refinaria do Brasil, conhecida como Rlam, conforme antecipou a Reuters.

O Mubadala fez a melhor oferta na fase vinculante e ganhou o direito de discutir com exclusividade os termos do contrato de compra com a Petrobras, numa negociação que deve levar várias semanas, disseram três fontes próximas às negociações.

Em comunicado divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite do último dia (09/07), a Petrobras confirmou a informação.

Segundo a estatal, o início das negociações com o participante que apresentou a melhor proposta é um desdobramento esperado nos projetos de desinvestimento, do qual não há previsão de divulgação ao mercado.

Se o contrato mudar significativamente, a Petrobras chamará os concorrentes para uma segunda rodada de lances com base em preço.

“Após a conclusão das negociações com o primeiro colocado, há ainda possibilidade de ocorrer uma nova rodada de propostas vinculantes com os participantes classificados para essa fase, a depender dos termos dos contratos negociados”, destacou o comunicado.

O conglomerado indiano Essar também fez uma oferta vinculante pela Rlam, como informou a Reuters em junho, e poderia competir novamente pela refinaria caso a Petrobras promova uma nova rodada.

Mubadala e Essar não responderam imediatamente aos pedidos por comentários.

O vencedor final será divulgado apenas após todas as etapas estarem concluídas.

A Rlam, uma refinaria com capacidade para processar 330.000 barris por dia, é a primeira de um grupo de oito unidades que a Petrobras planeja vender para encerrar seu quase monopólio no processamento de combustíveis no Brasil.

Agência Reuters

Porto de Itaguaí bate recorde de faturamento mensal em julho

O Porto de Itaguaí, administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), bateu recorde de faturamento mensal em julho, atingindo a marca de R$37.165.016,32. O valor é correspondente à movimentação de carga do mês de junho e foi comparado ao histórico de todos os meses desde o início das operações do porto.

Segundo informações do superintendente de Gestão Portuária de Itaguaí e Angra dos Reis, Alexandre Neves, a marca foi alcançada por diversos fatores. “Esse recorde vem, principalmente, da movimentação de minério de ferro da CSN e do restabelecimento da movimentação de minério da Vale, além da alta do dólar e do preço de mercado do minério de ferro”, explicou Neves.

O superintendente destacou ainda que esse resultado é uma conquista da CDRJ, fruto de esforços de todas as áreas envolvidas: “A dinâmica dos procedimentos operacionais resultam da eficiência da infraestrutura aquaviária e terrestre e do processo de fiscalização da Autoridade Portuária, associada à capacidade dos terminais pelo uso das áreas arrendadas e pela produtividade operacional no recebimento de carga via ferrovia e toda a logística envolvida.“

O relatório indica também que somente o faturamento de julho corresponde a 20% do faturamento acumulado do ano, é 21% maior que o faturamento do mês de junho e mais que o dobro do registrado em janeiro.

ASSCOM – Companhia Docas do Rio de Janeiro

Esclarecimento sobre a venda da RLAM

A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na mídia, referentes ao desinvestimento da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), esclarece que houve aprovação dos órgãos deliberativos da companhia para início da fase de negociação dos contratos aplicáveis e que o Mubadala Investment Company (Mubadala) apresentou a melhor proposta da fase vinculante e, assim, foi convidado para início das negociações.

O início das negociações com o participante que apresentou a melhor proposta é um desdobramento esperado nos projetos de desinvestimento, do qual, de acordo a Sistemática de Desinvestimentos, não há previsão de divulgação ao mercado. Após a conclusão das negociações com o primeiro colocado, há ainda possibilidade de ocorrer uma nova rodada de propostas vinculantes com os participantes classificados para essa fase, a depender dos termos dos contratos negociados.

Por fim, a Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.

Agência Petrobras

Combate ao Coronavírus: Plataforma de inteligência artificial recebe mais de 21 mil acessos

Sistema desenvolvido por Hospital das Clínicas da USP, em parceria com Petrobras, auxilia médicos no diagnóstico do coronavírus

Médicos de todo país podem acessar gratuitamente, pela internet, a plataforma de inteligência artificial – batizada de “Radvid19” – desenvolvida especialmente para auxiliar no diagnóstico de pacientes com Covid-19 pelo braço de inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InovaHC), em parceria com a Petrobras. A plataforma já recebeu um total de 21.500 mil acessos e cadastrou quase 7 mil exames de imagens enviados por radiologistas de 12 estados brasileiros, com 71% de resultados positivos para a Covid-19. Alimentado por um vasto banco de imagens de raios-X e tomografias do tórax de pacientes de 50 hospitais cadastrados de todo o Brasil até o momento, o sistema é capaz de identificar indícios da presença de Covid-19 em novos exames, a partir de algoritmos treinados e de padrões de repetição.

A intenção é auxiliar a tomada de decisão dos médicos sobre o melhor tratamento a ser indicado, além de permitir a assistência rápida e avançada para os casos da Covid-19. Para reforçar o atendimento, uma equipe de radiologistas, em escala de plantão online na plataforma, se reveza para esclarecer em tempo real dúvidas com base nos exames de imagem – indicando, por exemplo, alta ou baixa probabilidade para Covid. “A grande quantidade de acessos comprova o sucesso e a utilidade do sistema. A gente tem o maior orgulho de apoiar um projeto dessa magnitude que está efetivamente ajudando a salvar vidas”, disse o líder da Estrutura Científica de Resposta (ECR) da Petrobras, Antonio Vicente Castro.

“Desde o final de maio temos radiologistas experiente em regime de plantão. A ideia é auxiliar demais médicos de hospitais de todo o país que utilizam a plataforma, para sanar dúvidas e discutir casos de pacientes, com o diagnóstico preciso baseado no algoritmo de inteligência artificial disponível na plataforma”, destaca o diretor do InovaHC, Marco Bego. Além dos plantonistas, a plataforma está em constante aprimoramento e em breve serão liberadas novas funcionalidades, visando auxiliar os profissionais que estão em locais com casos mais críticos por causa da pandemia.

Empresas parceiras

A plataforma é um projeto do InovaHC e do Instituto de Radiologia (InRad), ambos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), viabilizado pela Petrobras e pelo Todos pela Saúde com apoio do Itaú Unibanco. Entre os parceiros tecnológicos estão Amazon Web Services, GE Healthcare – Divisão de Enterprise Digital Solutions (EDS), Huawei Cloud e Siemens Healthineers – Área de Digital Health. Instituições como o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também estão no projeto como apoio institucional. A Deloitte apoia a estratégia, o aconselhamento e a governança dor projeto. Entre os parceiros estão o Grupo Fleury e o Instituto Tellus. O Hospital Sírio-Libanês faz parte como parceiro na idealização e construção do projeto. A plataforma RadVid ainda tem a Fundação Novartis como parceiro estratégico e apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e da Saúde e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Profissionais de saúde e instituições médicas de todo o país podem acessar a plataforma pela internet radvid19.hc.fm.usp.br.

Agência Petrobras

Siemens Energy desenvolve transformador digitalizado com monitoramento remoto

O Geafol Sensformer™ fornece dados precisos para tomadas de decisões operacionais, com ações rápidas e eficientes para a solução de problemas ou manutenção preventiva

Com o objetivo de auxiliar empresas de diversos segmentos rumo à transformação digital, a Siemens Energy apresenta um novo conceito de equipamento, o Geafol Sensformer™. Além de atuar em pontos críticos das redes de transmissão e distribuição de energia, a solução converte o transformador em um centro digital de informações e permite a cocriação de aplicações focadas no cliente, agregando valor à todas as operações.

Produzido na unidade de Jundiaí, em São Paulo, o transformador traz maior confiabilidade e evita a presença desnecessária de operadores no local. Além disso, a transmissão de dados é feita de forma totalmente segura, por meio de um gateway de Internet das Coisas (IoT) que armazena de maneira inteligente os dados em nuvem e possibilita a análise de parâmetros operacionais para ganho de eficiência.

“O Geafol Sensformer™ nasceu conectado e alinhado com as tendências de digitalização que estamos vendo no mercado, já que transmite localização, temperatura e corrente em tempo real com a máxima confiabilidade, possibilitando tomadas de decisões mais assertivas e uma melhor gestão de ativos”, afirma Vagner Lucca Junior, Gerente de Operações de Transformadores de Distribuição da Siemens Energy do Brasil.

As características do Geafol Sensformer™ se estendem para diversas áreas do mercado nacional. O equipamento pode ser aplicado em usinas fotovoltáicas, parques eólicos, concessionários de energia, shopping centers, hospitais, indústrias, aeroportos, plataformas de petróleo, usinas de açúcar e etanol, entre outros.

Além de ter alto padrão de qualidade, peso e dimensões reduzidos, o transformador tem uma longa vida útil. Mesmo ao final do ciclo o equipamento não demonstra perigo ao meio ambiente, já que 94% do material pode ser reciclado.

ANP aprova retomada de chamada pública para alocação de capacidade do Gasbol

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a retomada de uma chamada pública para alocação de capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil, o chamado Gasbol, segundo despacho da reguladora no Diário Oficial da União na última quinta-feira.

O processo havia sido postergado em 27 de março, em meio a incertezas associadas à pandemia de coronavírus.

Um novo cronograma apresentado pela ANP prevê divulgação do edital da chamada na sexta-feira, com submissão de propostas pelos interessados entre 28 de julho e 10 de agosto.

“A ANP julgou oportuno o reinício da chamada pública diante dos planos de retomada gradual de atividades econômicas não essenciais por alguns Estados, bem como do interesse manifestado por diversos agentes de mercado pela retomada do processo”, disse a agência em nota.

O resultado final da chamada pública deverá ser divulgado em 13 de agosto.

A retomada do processo foi aprovada em reunião de diretoria da ANP.

Agência Reuters