Preços do petróleo sobem com melhora na demanda por gasolina nos EUA

Os preços do petróleo fecharam em alta ontem (08/07), com o consumo de gasolina nos Estados Unidos apresentando sinais de recuperação, embora os ganhos tenham sido limitados pelo aumento nos estoques da commodity no país e por uma nova disparada no número de casos de coronavírus.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,21 dólar, a 43,29 dólares por barril. Já o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,28 dólar, para 40,90 dólares o barril.

Ambos os valores de referência registraram a quarta sessão consecutiva com variações de menos de 1%, sejam elas positivas ou negativas, ignorando as notícias de que a Líbia —que faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)— está contribuindo para um aumento das ofertas globais, com a reabertura do terminal de Es Sider para exportações.

Os estoques de gasolina dos EUA tiveram queda de 4,8 milhões de barris na última semana, enquanto a demanda avançou para 8,8 milhões de barris por dia, maior nível desde 20 de março, segundo dados divulgados pela Administração de Informação sobre Energia (AIE) nesta quarta-feira.

A taxa de utilização de refinarias no país teve alta de 2%, mas ainda gira em torno de nível 17% inferior ao registrado em igual período do ano passado.

“Embora uma forte queda nos estoques de gasolina no verão (do Hemisfério Norte) seja algo saudável, os EUA estão muito perto de recordes históricos para os estoques de petróleo e derivados, o que não é tão saudável”, disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho.

Agência Reuters

Luft Healthcare mantém polo logístico no Rio de Janeiro

A Luft Healthcare, unidade da Luft Logistics dedicada à área da saúde, conta com um estrutura que abarca diferentes modalidades de operações logísticas, infraestrutura de armazenagem de ponta e centros de distribuição estrategicamente localizados.

Com matriz em Itapevi (SP), além da filial no Rio de Janeiro a companhia mantém filial em Itajaí (SC) e cross docking em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES).

“Nossa filial na cidade do Rio de Janeiro possibilita a diminuição de custos operacionais. As operações são customizadas para cada cliente, a fim de otimizar todas as atividades de armazenamento e transporte”, afirma José Roberto Corrales, CEO da Luft Healthcare.

Localizado em uma das principais cidades do País, o polo logístico está instalado em uma área de 20 mil m2, com mais de 4 mil posições de pallets. Ele está conectado ao sistema de rastreamento das etapas da cadeia, capturando, armazenando e transmitindo dados eletronicamente, de acordo com as determinações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A frota da empresa é composta por veículos isotérmicos, refrigerados e blindados, que são controlados via satélite e com circuito de TV embarcado. Todo o fluxo ininterrupto de informações para as áreas operacionais e de atendimento é gerido por Torres de Controle, em uma visão por processos. Ferramentas de rastreamento em tempo real, integração dos transportes rodoviário e aéreo e flexibilidade de funções programadas e de configuração são outros diferenciais da Luft no atendimento à indústria 4.0.

Sobre a Luft Logistics – A Luft Logistics é um dos maiores operadores logísticos do Brasil. Desde que foi fundada, em 1975, a empresa especializou-se na implementação de soluções customizadas e exclusivas para seus clientes, nos segmentos de saúde, agronegócio, varejo e e-commerce.

A companhia desenvolve soluções inovadoras na área de armazenagem e transporte de itens e suprimentos. Ao longo de quatro décadas, a Luft cresceu, especializou-se e investiu expressivamente em todos os quesitos necessários a uma empresa líder na integração da cadeia logística de um país com dimensões continentais como o Brasil.

Desde sistemas de qualidade, gerenciamento da informação, integração com o cliente e gestão de riscos, até automação dos processos, rastreabilidade, armazenagem e validação, a Luft posiciona-se como a parceira por excelência na expansão dos negócios por meio de operações logísticas de alto padrão.

Redação

Petrobras informa sobre descomissionamento de plataformas

A Petrobras informa que, após aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Marinha, iniciou o descomissionamento da plataforma P-12, na Bacia de Campos.

Também estão previstos para 2020 os descomissionamentos da P-07 e P-15, na Bacia de Campos, e da FPSO Piranema na Bacia de Sergipe-Alagoas.

De acordo com o Plano Estratégico da companhia para 2020-2024, 18 plataformas de produção serão descomissionadas até 2024.

O descomissionamento das plataformas será realizado de acordo com as melhores práticas mundiais. Em parceria com outras empresas e com a comunidade científica, foram desenvolvidas metodologias que permitem a identificação da alternativa que melhor equilibra os aspectos de segurança, meio ambiente, técnico, social e econômico.

As plataformas P-07, P-12 e P-15 serão ofertadas em leilão público previsto para ocorrer no mês de julho.

Agência Petrobras

Impacto do coronavírus leva grandes petroleiras a emitir volume recorde em dívida

As principais empresas de petróleo e gás do mundo aproveitaram taxas baixas para emitir um volume recorde em dívida no segundo trimestre de 2020 e ampliar reservas de caixa como proteção contra um colapso na receita devido à Covid-19.

As sete principais empresas de energia do mundo— BP, Shell, ExxonMobil, Chevron, Equinor, Total e Eni— levantaram 60 bilhões de dólares em dívidas no trimestre, quase metade dos 132 bilhões de dólares em empréstimos para o setor de óleo e gás no período, segundo dados da Refinitiv.

A BP, que tinha 78,5 bilhões de dólares em dívida ao final de março, levantou o maior volume, quase 16 bilhões de dólares, usando pela primeira vez títulos híbridos, que pesam menos sobre o balanço porque não exigem repagamento do principal.

As receitas das grandes petrolerias deve cair acentuadamente no segundo trimestre, após medidas de isolamento que visavam limitar a disseminação do coronavírus e levaram a uma forte retração no consumo de combustíveis.

Reuters

Petrobras eleva gasolina em 5% e preço acumula alta de 80% ante mínima do ano

A Petrobras anunciou na terça-feira aumento médio de 5% para a gasolina vendida em suas refinarias a partir de quarta-feira, enquanto manteve a cotação do diesel, em momento de firmeza nos preços internacionais do petróleo e de uma melhora no mercado de combustíveis no país.

O movimento é o oitavo aumento seguido para a gasolina, em tendência vista desde 7 de maio. Na comparação com o patamar mais baixo do ano, visto no final de abril (0,9160 real/litro), a alta acumulada no preço da gasolina supera 80%, conforme acompanhamento dos dados da Petrobras feito pela Reuters.

A forte recuperação nas cotações médias da empresa segue-se a flexibilizações nas quarentenas para combater o coronavírus em várias parte do país, o que tem tido impacto positivo na demanda por combustíveis.

Desde que a Petrobras iniciou essa sequência de altas na gasolina, algumas variáveis levadas em conta pela empresa para seguir a paridade de importação foram na direção contrária.

O dólar caiu de quase 6 reais, no início de maio, para 5,36 reais (queda de cerca de 10%), enquanto o petróleo Brent subiu mais de 40% no mesmo período, para cerca de 43 dólares o barril.

As vendas de gasolina no Brasil fecharam o mês de junho com queda de 7,6% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo governo na véspera. Mas ainda assim o recuo na demanda é bem menor do que o visto no momento em que as medidas para combater o coronavírus exigiam maior isolamento.

Com o reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras vai para 1,6577 real por litro, maior valor desde 29 de fevereiro.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo, disse que, para a gasolina, a defasagem ante o produto importado será reduzida, mas ainda existe em vários pontos, variando de 0,081 real/litro em Itaqui (MA) a 0,004 real/litro em outros portos do Nordeste.

A Petrobras já havia elevado a gasolina em 3% na última quinta-feira, quando também aumentou o diesel em 6%.

O preço médio do diesel da estatal, por sua vez, está em 1,6017 real, maior nível desde o final de março, segundo dados compilados pela Reuters.

Ainda assim, o diesel da estatal segue com defasagem ante a cotação externa, de cerca de 20 centavos de real em alguns pontos, segundo a Abicom.

A Petrobras não revela seus cálculos de paridade de importação, que consideram também os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias.

Em relação às mínimas do ano, registradas entre final de abril e meados de maio, o diesel da Petrobras tem alta de 22,5%.

Segundo dados do governo, a comercialização de diesel no Brasil registrou queda de 2,4% em junho na comparação com igual período do ano passado, um recuo bem inferior aos níveis vistos nos piores momentos da redução da demanda.

Reuters

Produção de petróleo dos EUA em 2020 deve cair menos do que se esperava, diz AIE

A produção de petróleo dos Estados Unidos deve recuar em 600 mil barris por dia (bpd) em 2020, para 11,63 milhões de bpd, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE) na terça-feira, indicando um declínio menor do que os 670 mil bpd projetados anteriormente.

A agência espera agora que o consumo de petróleo e outros combustíveis nos EUA tenha queda de 2,1 milhões de bpd neste ano, para 18,34 milhões de bpd, um recuo menor que o estimado anteriormente, de 2,4 milhões de bpd.

Reuters

Estatal considera unidades de liquefação em mar para gás do pré-sal

A Petrobras considera a instalação de unidades de liquefação em alto mar entre as opções para escoar a crescente produção de gás natural do pré-sal, disse a gerente de Emissões e Mudanças do Clima da empresa, Viviana Coelho, em uma webinar na sexta-feira, 3/7.

Segundo ela, as unidades de GNL podem ser uma alternativa para o gás natural associado à produção de petróleo do pré-sal.

Não foi mencionado se um possível programa possui cronograma. Atualmente, a Petrobras depende de gasodutos para transportar gás natural de campos marítimos para a costa, onde é processado.

A falta de infraestrutura para transportar o gás natural produzido em mar é vista como uma possível limitação para o aumento da produção de petróleo no pré-sal, de acordo com a Petrobras.

Os reservatórios do pré-sal já respondem por dois terços da produção brasileira, apenas pouco mais de uma década após sua descoberta, e o percentual deve continuar crescendo. Uma pequena porção do gás é queimada nas plataformas por meio do processo de “flaring”.

O Brasil possui uma legislação rígida que limita o “flaring”, forma mais barata para empresas lidarem com gás natural não utilizado e fonte relevante de emissão de gases causadores do efeito estufa. A Petrobras planeja zerar a queima rotineira de gás, já baixa comparativamente com outras petroleiras, até 2030, disse Coelho na apresentação.

O processo de queima libera metano, e a Petrobras visa diminuir as emissões de gases de efeito estufa da companhia em de 30% a 50% até 2025, acrescentou ela.

A empresa utilizou 97,6% de seu gás natural em maio, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Uma porção significativa é reinjetada no solo para controlar a pressão das reservas e aumentar a produção de petróleo, disse a Petrobras. O restante é produzido ou queimado.

Reuters

Petroleira inicia fase vinculante da NTS

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 15 de maio de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda de sua participação remanescente de 10% na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS).

Os potenciais compradores classificados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a NTS

A NTS é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil km e com capacidade para transportar 158,2 MMm³/d de gás natural.

Os gasodutos da NTS se localizam nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por 50% do consumo de gás natural no Brasil) e se conectam ao gasoduto Brasil-Bolívia, à rede de transporte da TAG, ao terminal de regaseificação de GNL da Baía de Guanabara e às plantas de processamento de gás natural produzido na Bacia de Campos e no pré-sal da Bacia de Santos.

Os outros sócios da NTS são o Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações, fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda, com 82,35% de participação acionária, e a Itaúsa com 7,65% de participação acionária.

Agência Petrobras

Venda de refinarias da Petrobras não descumpre decisão do STF, diz governo

A decisão da Petrobras de vender parte de seus ativos de refino está alinhada à política energética nacional e não vai contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre desestatizações, defenderam os ministérios da Economia e de Minas e Energia em nota conjunta.

A manifestação das pastas segue-se a movimento das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso, que na semana passada pediram ao STF liminar para impedir a venda pela Petrobras de duas refinarias, alegando que as operações precisariam de aval legislativo.

Segundo os ministérios, há decisão do STF segundo a qual a exigência de autorização legislativa não se aplica à venda do controle de subsidiárias ou controladas, que inclusive pode ser feita sem licitação, respeitada a exigência de competitividade no processo de desinvestimento.

“Dessa forma, os Ministérios de Minas e Energia e da Economia reforçam a necessidade de se fazer cumprir a decisão prévia do STF e apoiam o processo de transição do segmento de refino para um quadro de maior pluralidade de agentes, mais aberto e dinâmico”, afirmaram no comunicado.

Agência Petrobras