Açu Petróleo dobra volume de exportação com Petrobras

Aditivo ao contrato de movimentação no terminal do Porto do Açu prevê o escoamento de até 100 milhões de barris

A Açu Petróleo assinou aditivo ao contrato com a Petrobras que prevê dobrar o volume de óleo movimentado no terminal privado do Porto do Açu pela petroleira: em vez dos 48 milhões de barris previstos inicialmente, a estatal brasileira poderá escoar até 100 milhões de barris, mantendo o prazo do acordo inicial com validade até março de 2021.

A parceria estabelecida em março de 2019 já rendeu recordes para a Petrobras e para a Açu Petróleo. Atualmente, a estatal é a única empresa que tem seus próprios terminais para realizar as operações de exportação. Ainda assim, ano passado, o Terminal de Petróleo do Porto do Açu foi responsável por 15% das movimentações da petroleira.

No mês de abril de 2020, apesar dos efeitos da pandemia no mercado, a Petrobras bateu recorde de movimentação e a Açu Petróleo realizou 23% destas exportações.

“Este contrato com a Petrobras reforça o fato de que o Terminal da Açu Petróleo é hoje uma das melhores opções de exportação de óleo do Brasil. Isso ocorre por dois motivos: a localização estratégica do Açu, próximo das bacias de Santos e de Campos, e a segurança oferecida pelo terminal para a realização de operações de transferência de óleo, já que elas são feitas em um ambiente abrigado, garantindo uma maior previsibilidade e eficiência .

Contamos com uma das melhores infraestruturas portuárias do mercado nacional”, afirma Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Açu Petróleo.

Ao todo, 25% do petróleo exportado pelo Brasil é movimentado pelo Terminal do Porto do Açu, que já opera para as principais empresas do setor que atuam no país, como Shell, Petrogal, Total, Equinor e Repsol, além da Petrobras. Desde sua inauguração, em 2016,a Açu Petróleorealizou mais de 170 operações de transbordo, o que representa cerca de 170 milhões de barris movimentados.

O número de operações quase dobra ano a ano. Em 2019, a empresa atingiu o marco de maior movimentação já realizada em 12 meses, desde o início de suas operações: 72 milhões de barris escoados.

O terminal de Petróleo do Porto do Açu é o único terminal privado no país a fazer Double Banking (transferência de petróleo em área abrigada), garantindo segurança e sustentabilidade nas operações, que estão entre os principais valores da Açu Petróleo e da Petrobras.

As perspectivas para os próximos anos são de crescimento. Além das operações de transbordo, a Açu Petróleo prevê a construção de um parque de tancagem e dois oleodutos com 40 km para conectar o terminal até Barra do Furado, em Quissamã (RJ), e também interligar o Açu à atual malha de dutos da Petrobras, possibilitando fornecimento de petróleo cru para as refinarias Regap (Betim, BH) e Reduc (Duque de Caxias, RJ).

 

 

Portos e Navios

BR amplia ações junto à sociedade

Após 90 dias desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus e o isolamento social, a BR Distribuidora se mantém a postos, apoiando diversas ações de solidariedade.

Firme nos princípios de consciência, responsabilidade e solidariedade, a companhia, que já investiu quase R$ 50 milhões em iniciativas que contemplaram desde os pacotes de medidas de apoio para a sua rede de revenda até consultas médicas online para caminhoneiros, está ampliando as doações de etanol para universidades e combustível para instituições que atendem comunidades em condições de vulnerabilidade.

A companhia credita em cartões pré-pagos o valor que permite o abastecimento, em postos da rede da BR, dos veículos indicados pelas instituições, como as ongs “Ores”; o movimento “Na Rua Somos um” e os projetos “Cozinha do Bem”; “Lavanderia Social”; “Projeto Voar” (SP) e “Projeto Ruas e Gasttromotiva” (RJ). Todos com o mesmo foco de resgatar a cidadania da população mais vulnerável, por meio de alimentação e acesso à higiene básica.

As doações de etanol – destinadas à produção de álcool 70% usado para higienizar equipamentos, macas, corrimãos, elevadores – já beneficiaram universidades e hospitais, de diversos estados, em ações diretas e em conjunto com empresas, como a MSD (Merck), Phytoativo e Basf.

Mais de 30 universidades e instituições federais de ensino foram atendidas, sendo as mais recentes: Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP/IFSP); Hospital das Clínicas do Paraná (UTFPR); UFES, no Espírito Santo; IFCE (Instituto Federal do Ceará); Senai Tocantins e UFSJ, em São João del Rey (MG).

O Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer – IBCC e unidades de saúde de Ourinhos, em São Paulo, também receberam doações, totalizando um volume de quase 100 mil litros de etanol.

Duas instituições da linha de frente do combate à pandemia, Fiocruz e a Cruz Vermelha Brasileira, estão sendo contempladas com combustível doado pela BR, que também é responsábel pela distribuição de 3 milhões de litros de combustível doados pela Petrobras para unidades e órgãos de saúde de estados e municípios em todo o território nacional, abastecendo ambulâncias e hospitais de campanha para pacientes com coronavírus.

A BR Distribuidora segue priorizando a saúde dos colaboradores e parceiros, como o público caminhoneiro.

Assim, estendeu o prazo, para o final deste mês, para o cashback do Cartão do Caminhoneiro Petrobras e as consultas médicas online para motoristas, que puderam contar com mais de 60 mil refeições grátis distribuídas na Rede de postos Siga Bem, exclusiva da revenda da BR, em estradas de todo o país.

Pontos pra vida – Premmia

Milhas aéreas e ingressos para eventos culturais e esportivos são os campeões da preferência dos mais de 14 milhões de inscritos no Premmia, programa de fidelidade dos postos da rede da BR, que agora têm uma forma simples e rápida de redirecionar seus pontos para ações efetivas de apoio a quem precisa.

Os participantes do Premmia poderão trocar seus pontos por doações que serão revertidas em equipamentos de proteção individual (EPIs) usados por profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia provocada pelo COVID-19 e em cestas básicas para famílias em situação vulnerável

A iniciativa é uma parceria da BR Distribuidora com o Movimento União Rio e União SP.

BR

Atlas: supercomputador da Petrobras está na lista dos maiores do mundo

Com a atualização do ranking, o Atlas e o Fênix, também da Petrobras, são os dois maiores supercomputadores da América Latina

Cerca de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração.

A capacidade de processamento do supercomputador Atlas equivale a desses aparelhos somados. Em operação desde abril, no Centro de Processamento e Tratamento de Informação (CPTI), no Rio de Janeiro (RJ), o Atlas ocupa a 57ª posição em capacidade de processamento da lista da Top500.org, divulgada na segunda-feira.

O supercomputador é o mais bem colocado de toda a América Latina no ranking mundial de computadores de alto desempenho.

Na lista anterior da Top 500, de novembro de 2019, o posto de maior supercomputador da América Latina era do Santos Dumont, que voltou à posição depois de ter sua capacidade de processamento multiplicada por cinco com investimentos.

Antes disso, na lista divulgada em junho do ano passado, o supercomputador Fênix, também da Petrobras, ocupava o posto. Ele passou por uma atualização este ano e hoje figura como o segundo mais poderoso da América Latina, na posição 83 da lista.

Oceanos de bytes

Atlas e Fênix fazem parte de um time de diversos supercomputadores que desempenham diferentes funções na companhia

Os dois computadores de alto desempenho – ou HPC, na sigla em inglês – são responsáveis pelo processamento de dados geofísicos gerados durante as atividades de exploração e de desenvolvimento da produção de óleo de gás.

Juntos eles têm a capacidade de processamento equivalente à de 2,5 milhões de smartphones ou 67 mil laptops novos.

Tanto poder de processamento é necessário para criar as imagens representativas da geologia abaixo do fundo do mar, onde estão as camadas de sal e, é claro, os reservatórios de petróleo

As imagens sísmicas, fundamentais para as descobertas de óleo e gás, cobrem centenas de quilômetros quadrados e chegam a milhares de metros de profundidade.

Por isso os algoritmos que as processam envolvem equações matemáticas complexas, com um volume imenso de dados, gerando imagens que geólogos e geofísicos possam interpretar.

O volume de dados referente a um único projeto sísmico pode chegar a ter dezenas de terabytes, mais que a capacidade dos HDs de um computador de mesa atual.

O investimento em HPC diminui os custos com esse tipo de processamento. Além disso, com os supercomputadores dedicados é possível utilizar algoritmos especiais desenvolvidos pela Petrobras, trazendo um diferencial competitivo capaz de aumentar a eficiência das atividades exploratórias.

Tsunamis de dados

Desde 2018, a Petrobras reforçou o investimento em computadores de alto desempenho. Esse processo vem ocorrendo em três ondas.

A primeira, no ano passado, resultou na aquisição do Fênix. Este ano, a companhia passou a contar também com o Atlas e o Guaricema – este último dedicado à simulação de dados gerados nos reservatórios de óleo e gás. Com a conclusão da terceira onda, em 2021, a empresa terá 10 vezes mais capacidade de processamento HPC do que em 2018.

Como resultado desse investimento houve redução significativa no tempo de processamento de dados geofísicos nas áreas geológicas de interesse da companhia e a aplicação de algoritmos complexos, de última geração.

Este processamento mais rápido e com algoritmos mais eficientes reduzirá riscos e antecipará decisões, elevando o retorno econômico dos projetos de E&P.

Por isso a chegada do Atlas e a melhoria do Fênix contribuirão para melhores decisões técnicas, já que as imagens geradas abaixo do fundo do mar terão melhor definição e estarão disponíveis em menos tempo.

O diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolas Simone, destaca que a capacidade de processamento desses computadores permite o desenvolvimento de programas estratégicos para a Petrobras, como o “PROD1000” e o “EXP100”, impulsionando o aumento de eficiência na companhia.

“O uso intensivo de inteligência artificial e de grandes capacidades computacionais garantem uma expansão do nível de processamento de dados que seria impossível de atingir sem essas tecnologias”, conclui o diretor.

Atlas

China deve pisar no freio em importações de petróleo após onda de compras

A China vai pisar no freio em suas importações de petróleo no terceiro trimestre, depois de compras recorde nos últimos meses, uma vez que a elevação nos preços impactou a demanda e em meio a preocupações de refinarias com uma segunda onda do coronavírus, disseram analistas e fontes comerciais.

A China importou um recorde de 1,13 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo em maio, em volumes que devem crescer em junho e julho, à medida que compras de petróleo barato fechadas durante uma queda dos preços da commodity em abril chegam ao pais.

Mas a maior importadora global de petróleo deve receber entre 0,8 milhão e 1,3 milhão de bpd a menos em barris do exterior em agosto e setembro, quando na comparação com maio, projetaram analistas.

Com os preços do petróleo Brent de volta a níveis acima de 40 dólares e uma nova onda de casos de coronavírus gerando temores de que uma nascente retomada possa ser atrasada, operadores de mercado disseram que refinarias independentes já estão reduzindo suas compras.

Essas refinarias, conhecidas como “teapots”, respondem por um quinto das importações de petróleo da China.

“Com uma trajetória mais lenta de recuperação da demanda à frente, nós esperamos alguns cortes (no nível) de processamento nos próximos meses, o que poderia começar com algumas (refinarias) independentes”, disse Chen Jiyao, consultor em mercado de petróleo na FGE.

As consultorias SIA Energy e Rystad Energy também esperam que as importações caiam no terceiro trimestre na comparação com o segundo, mesmo com o país ampliando sua capacidade de refino.

As importações de petróleo da China devem retornar a níveis mais normais, com crescimento de 4,2% ano a ano no terceiro trimestre, abaixo do ritmo de expansão de 7,4% no segundo trimestre, disse o diretor da SIA Energy, Seng Yick Tee.

O analista de China da Energy Aspects, Yuntao Liu, estimou que as importações de petróleo do país devem somar 10,5 milhões de barris por dia em agosto e menos de 10 milhões de barris por dia em setembro, abaixo dos mais de 11,5 milhões de barris por dia em julho.

 

Reuters

Opep tem reunião com Brasil em meio a consultas a produtores ’chave’ de petróleo

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammad Barkindo, teve na segunda-feira (22/06) uma videoconferência com o ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, para discussões sobre o mercado de energia.

A reunião bilateral foi a mais recente de uma série de encontros para discussões com países produtores de petróleo considerados “chave” e que não fazem parte do grupo, segundo publicações da Opep no Twitter.

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“Os países discutiram os últimos acontecimentos dos mercados de petróleo… Barkindo também ressaltou o significativo papel do Brasil como um dos mais prolíficos fornecedores de energia da América do Sul”, escreveu a Opep ao relatar as conversas.

O secretário-geral ainda convidou Albuquerque a participar de plataformas de cooperação multilateral do grupo e a comparecer a um seminário internacional da Opep em Viena em junho de 2021, segundo o Twitter da Opep.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia confirmou o convite de Barkindo para participação do ministro no 8º Seminário Internacional da Opep, afirmando que Albuquerque se comprometeu a fazer o possível para estar presente no evento.

Em abril, o ministro chegou a participar de uma reunião virtual de países do G20 sobre o mercado de petróleo, após convite da Arábia Saudita, que sondou o interesse do país em participar de esforços liderados pela Opep para redução da oferta global.

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O Brasil, no entanto, disse na ocasião que não poderia contribuir com acordos da Opep devido a questões legais, que impedem que o governo influencie o nível de produção das empresas do setor.

Segundo o ministério, Albuquerque ressaltou na videoconferência desta segunda que as exportações de petróleo representam item essencial para a balança comercial brasileira e que a Petrobras é guiada por sua estratégia de negócios, sem interferência governamental.

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Ainda de acordo com a pasta, o ministro destacou a importância da manutenção dos níveis de produção “onshore” e “offshore” no Brasil e a necessidade de investimentos em novos campos.

A Opep está envolvida atualmente em cortes recordes de cerca de 10% da oferta global de petróleo, em acordo fechado entre membros da entidade e aliados, incluindo a Rússia, que formam o grupo conhecido como Opep+.

 

G1

Aprovado plano de descomissionamento da P-15

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o plano de descomissionamento de instalações (PDI) da plataforma P-15.

A informação consta na atualização mais recente, fornecida pela agência na sexta-feira (19/06). A unidade está prevista para ser leiloada no próximo dia 9 de julho, junto com outros dois lotes, contendo as plataformas P-12, que também tem o PDI aprovado pela ANP, e a P-07, cujo plano segue em análise na agência.

 

ANP

Schmersal lança caixa de junção Ex em inox para conexões elétricas

Projetadas para proteger e tornar seguras as conexões elétricas em áreas potencialmente explosivas, as novas Caixas de Junção Ex PEx-CJ da Schmersal são dedicadas aos segmentos industriais de óleo e gás, químico, portuário e naval, farmacêutico, sucroalcooleiro, alimentício, grãos, papel e celulose.

Nacionais, as caixas de junção Ex PEx-CJ são essenciais em setores com muita fiação, pois quando há muitos cabos elétricos agrupados o risco de explosão tende a ser maior.

“O risco de explosão aumenta normalmente neste tipo de instalação, pois quando há interligação de vários dispositivos, como caixas de comando, tomadas, luminárias e chaves fim de curso, a um comando principal, é necessário unir os cabos elétricos.

Com isso, a probabilidade de o local apresentar temperatura elevada ou algum cabo decapado é maior”, explica Jamile Zarif, coordenadora de produtos da Schmersal.

Além da organização da fiação, as caixas de junção são muito utilizadas para diminuir a quantidade de cabos passantes pelas áreas industriais e, com isso, facilitar questões logísticas e rotinas de manutenção.

O lançamento da Schmersal tem a certificação INMETRO TUV 19.1531 para utilização em Zonas 1, 2, 21 e 22 e conta com grau de proteção IP66 ou IP66W, ou seja, quando o produto é especificado em aço inox pode ser utilizado em ambientes com presença de névoa salina.

A carcaça das Caixas de Junção Ex PEx-CJ podem ser fabricadas em aço inox 304, 316L ou aço carbono.

Conhecidas também como caixas de distribuição, caixas de ligação ou caixas de passagem, as caixas de junção da Schmersal estão disponíveis em ampla variedade de dimensões e podem ser personalizadas em tamanho, quantidade de bornes, saídas de cabo, tipo de acesso e acessórios.

Sobre a Schmersal

Multinacional alemã líder mundial em sistemas de segurança para máquinas industriais, a Schmersal também desenvolve soluções em automação e tecnologia para elevadores.

Com mais de 25 mil produtos e presente em 17 países, a empresa tem fábrica na cidade de Boituva, no interior de São Paulo, além de linhas de produção na Alemanha, China e Índia.

A companhia conta com a Academia Schmersal, criada para capacitar profissionais ligados à segurança industrial para atender as especificações técnicas exigidas pela Norma Regulamentadora 12.

A Schmersal também integra o ranking “Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil”, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria Great Place to Work (GPtW). www.schmersal.com.br.

 

Schmersal

Falha na manutenção levou a incêndio na Reduc, diz sindicato

O incêndio na unidade de destilação, responsável por cerca de metade da produção de combustíveis da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, no dia 15/06, foi por falta de manutenção adequada na tubulação que explodiu. A informação é de Luciano Leite Santos, técnico de Operação Industrial da Reduc, diretor do Sindipetro Caxias e que participa do Grupo de Trabalho (GT) da refinaria, que está apurando as causas do acidente.

Apesar de grave, o incêndio na refinaria não deixou feridos. A Petrobras está acelerando os trabalhos de reparo das instalações para poder reiniciar a operação da unidade nas próximas semanas. A Reduc está operando com cerca de 50% de sua capacidade.

De acordo com Luciano Santos, além da falta de manutenção adequada na tubulação, a investigação está apontando para um possível erro no material usado na tubulação da unidade até torre de destilação.

– Pela característica do acidente, foi falta de um olhar da inspeção de equipamentos para determinar a troca do trecho da tubulação quando a unidade estava parada para manutenção em 2017. Pelo que se verificou, alguma etapa lá atrás não foi verificada. Quando ocorreu a explosão, o óleo combustível jorrou a uns 30 metros de altura, e tinha trabalhadores próximos, foi sorte não terem sido atingidos. Do jeito que abriu a tubulação, foi realmente negligenciada a inspeção – destacou Luciano Santos.

A Petrobras garantiu, contudo, que o incêndio foi causado por um vazamento na tubulação do bombeio de óleo combustível.

Sobre a manutenção da unidade em 2017, a Petrobras garantiu que “foram realizadas todas as ações de manutenção necessárias, levando em conta a legislação, os resultados das inspeções realizadas e a vida útil remanescente dos equipamentos.”

A companhia acrescentou que para garantir a segurança em suas operações, a refinaria realiza inspeções periódicas para avaliar a integridade de seus equipamentos “e efetua a manutenção preventiva e corretiva sempre que necessário, observando todos os requisitos legais pertinentes e respeitando os prazos estabelecidos por norma regulatória (NR13).”

Segundo o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FuP) Simão Zanardi, o relato do diretor do Sindipetro mostra que o incêndio não ocorreu pela abertura de um flange (equipamento que une as tubulações) ou vazamento de válvula.

– A linha(tubulação) por falha da inspeção de equipamentos e de manutenção não foi trocada na parada para manutenção em 2017. E, devido à política contenção de custos da empresa, a inspeção de equipamentos que cuida da integralidade dos equipamentos não está atuando. – destacou Zanardi.

O Globo

Petrobras amplia testes rápidos para suas equipes no Porto do Rio

A Petrobras vem ampliando rapidamente a realização de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19 e já faz a triagem dos colaboradores que atuam nas atividades logísticas da companhia no Porto do Rio e armazéns localizados no Rio de Janeiro.

A companhia iniciou em abril os testes no pré-embarque para plataformas, expandiu logo em seguida para refinarias, térmicas e unidades de tratamento gás da companhia e vem atendendo as demais unidades operacionais, de acordo com a capacidade de atendimento do mercado e sempre considerando critérios técnicos e a avaliação do quadro de saúde da região

Com isso, mais de 40 mil testes foram aplicados até hoje antes do início das atividades operacionais.

A testagem na triagem se soma à realização de testes em colaboradores que apresentam sintomas, medida que a Petrobras foi uma das primeiras empresas a adotar em larga escala. Mais de 5 mil testes foram realizados para diagnóstico de pessoas com sintomas.

Com testes de triagem e testes para diagnóstico, a Petrobras já cobriu cerca de 26% do universo de cerca de 150 mil pessoas que atuam em suas unidades, sejam empregados ou colaboradores de empresas prestadoras de serviços. Em comparação a países que adotaram testes em massa, a companhia testou proporcionalmente três vezes mais que os EUA e quase o dobro que Portugal.

A Petrobras entende que o diagnóstico preciso da situação nas unidades é fundamental para avaliar as estratégias de prevenção.

Por isso, desde o início da pandemia, a companhia iniciou esforços para aquisição de kits de testes e contratação de serviços especializados.

E já obtém resultados positivos no processo de triagem, identificando pessoas assintomáticas, antes mesmo de entrarem nas unidades, e afastando, portanto, possibilidade de contágio. Todos são orientados a cumprir isolamento e passam a ser monitorados pelas equipes de saúde.

A estratégia de ampla testagem avança junto com outras medidas preventivas como rigorosa higienização das instalações, uso de máscaras e redução da atuação presencial em cerca de 90% nas áreas administrativas e 50% nas áreas operacionais que desempenham atividades essenciais.

A companhia monitora em tempo real os dados de saúde de seus empregados, que são orientados a reportar imediatamente caso ocorra qualquer sintoma por meio de um call center 24 horas, além de atendimento eletrônico.

A Petrobras também atua junto às empresas prestadoras de serviços para que monitorem seus empregados, prestando todo apoio quando necessário.

 

Agência Petrobras

Engie vê bom desempenho na TAG e avaliará compra de 10% da Petrobras no ativo

A Engie Brasil Energia tem verificado desempenho positivo na empresa de gasodutos TAG, adquirida da Petrobras no ano passado, e poderá avaliar a compra de uma fatia de 10% ainda detida pela petroleira estatal no negócio, disse o presidente da Engie

“A operação está melhor do que a gente esperava, especialmente pelo custo de financiamento mais baixo do que a gente tinha traçado.

A gente tem também a oportunidade de comprar os 10% da Petrobras, que está em processo de venda”, afirmou o CEO, Eduardo Sattamini, ao participar de transmissão ao vivo online promovida pelo banco Safra.

Um consórcio entre a unidade da Engie no Brasil, a controladora da companhia na França e o fundo de pensão canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) chegou a acordo para a compra da TAG em meados do ano passado, em negócio de 8,6 bilhões de dólares.

Cerca de 70% do valor da aquisição foi financiado por um grupo de bancos em empréstimo de longo prazo na modalidade project finance.

Reuters