Engie vê bom desempenho na TAG e avaliará compra de 10% da Petrobras no ativo

A Engie Brasil Energia tem verificado desempenho positivo na empresa de gasodutos TAG, adquirida da Petrobras no ano passado, e poderá avaliar a compra de uma fatia de 10% ainda detida pela petroleira estatal no negócio, disse o presidente da Engie.

“A operação está melhor do que a gente esperava, especialmente pelo custo de financiamento mais baixo do que a gente tinha traçado. A gente tem também a oportunidade de comprar os 10% da Petrobras, que está em processo de venda”, afirmou o CEO, Eduardo Sattamini, ao participar de transmissão ao vivo online promovida pelo banco Safra.

Um consórcio entre a unidade da Engie no Brasil, a controladora da companhia na França e o fundo de pensão canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) chegou a acordo para a compra da TAG em meados do ano passado, em negócio de 8,6 bilhões de dólares.

Cerca de 70% do valor da aquisição foi financiado por um grupo de bancos em empréstimo de longo prazo na modalidade project finance.

A Engie não divulgou condições do financiamento, mas a Selic, taxa de juros de referência no Brasil, foi reduzida pelo Banco Central na quarta-feira a 2,25% ao ano, uma mínima histórica, em meio à deterioração da economia depois da pandemia de coronavírus.

Os impactos negativos das medidas de isolamento adotadas contra o vírus sobre empresas também podem, na visão de alguns, gerar uma tendência de consolidação no setor de energia, com grandes grupos comprando empresas que possam eventualmente enfrentar dificuldades.

Questionado durante a transmissão sobe essa possibilidade, Sattamini disse que a empresa está preparada para capturar eventuais oportunidades, inclusive com espaço no balanço, mas ressaltou não ver ainda um movimento forte nesse sentido.

“Na área do setor elétrico, de energia, de gás, isso não é tão claro…óbvio que alguns pequenos ´players´ vão talvez ter alguma dificuldade e apresentar pontualmente oportunidades de consolidação, mas não vejo isso assim como uma enxurrada de oportunidades que vão estar se colocando à nossa frente”.

OBRAS
O presidente da Engie Brasil Energia ainda disse que a pandemia e as medidas de isolamento adotadas para tentar conter o vírus chegaram a causar dificuldades pontuais em algumas obras da companhia, mas não atrapalharão o cronograma final dos empreendimentos em execução.

A empresa possui projetos de geração eólica e de linhas de transmissão em andamento.

“Continuamos com nossas obras em andamento. Temos percalços, sim, mas todos sendo contornados. A princípio nenhum impacto de grande escala”, disse Sattamini.

Com isso, acrescentou, a empresa não vê no momento necessidade de pedir alguma postergação de prazos ou perdão por atraso à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O executivo também destacou a liberação recente pelo BNDES de financiamentos para projetos da companhia.

“Isso garantiu os recursos das obras que a gente está executando, é nossa garantia de que vamos continuar as obras e entregá-las dentro do prazo.”

Os financiamentos do BNDES à Engie envolveram 2,51 bilhões de reais para o projeto de transmissão Novo Estado e 2,7 bilhões para o complexo eólico Campo Largo Fase 2 e o empreendimento Gralha Azul, que também envolve linhas de transmissão.

 

Reuters

Saudi Aramco demite centenas em meio à turbulência no petróleo, dizem fontes

A gigante estatal do petróleo Saudi Aramco deu início a demissões de centenas de funcionários neste mês, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto, à medida que empresas de energia de todo o mundo reduzem suas forças de trabalho em resposta à crise do coronavírus.

Assim como outras petroleiras de grande porte, a Aramco cortou planos de gastos para 2020 após a pandemia causar uma queda sem precedentes na demanda por petróleo e pressionar as cotações da commodity. Grandes companhias do setor reduziram suas mãos de obra entre 10% e 15% para cortar gastos e como parte de planos de reestruturação.

A maior parte das vagas fechadas pela Aramco era ocupada por estrangeiros, segundo as fontes. Uma fonte estimou que 500 pessoas tenham sido demitidas, acrescentando que os cortes foram baseados principalmente nas performances, e que medidas similares ocorrem anualmente.

A Aramco possui mais de 70 mil funcionários.

“A Aramco está se adaptando ao ambiente de negócios altamente complexo e de rápidas alterações causado pela pandemia de Covid-19. Nós revisamos e revisitamos constantemente nossos gastos operacionais, sempre que necessário, para continuar entregando excelência operacional e lucratividade”, disse a petroleira em comunicado.

“Não vamos fornecer informações a respeito dos detalhes de qualquer medida neste momento, mas nossas ações são elaboradas para nos fornecer mais agilidade, resiliência e competitividade, com foco no crescimento de longo prazo”, acrescentou.

As demissões foram inicialmente noticiadas pela Bloomberg.

 

Reuters

Opep+ pressiona por maior adesão a cortes de oferta; não decide sobre nova extensão

Um painel da Opep+ realizado na quinta-feira pressionou países como Iraque e Cazaquistão por maior adesão aos cortes de produção de petróleo estabelecidos pelo grupo, além de deixar a porta aberta tanto para a extensão quanto para a flexibilização das reduções de oferta a partir de agosto.

O painel, conhecido como Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial (JMMC, na sigla em inglês), assessora a Opep+ e voltará a se reunir em 15 de julho, quando deve recomendar o próximo nível dos cortes de bombeamento, elaborados para sustentar os preços do petróleo em meio à pandemia de coronavírus.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, que formam o grupo chamado de Opep+, têm reduzido produção desde maio em um nível recorde de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) —ou 10% da oferta global—, após a demanda pela commodity afundar em até um terço.

Depois de julho, os cortes devem ser afrouxados para 7,7 milhões de bpd até dezembro.

Duas fontes da Opep+ afirmaram que o encontro virtual do JMMC nesta quinta-feira não discutiu a prorrogação dos cortes atuais para agosto. O rascunho de um comunicado visto pela Reuters também não fez menção à extensão.

As fontes disseram ainda que Iraque e Cazaquistão apresentaram um plano sobre como podem compensar, em julho e setembro, o excesso de produção que têm registrado. Nigéria, Angola e Gabão receberam o prazo de segunda-feira para que apresentem suas propostas.

As compensações nos próximos meses por países que ainda não aderiram completamente às suas parcelas nos cortes significam que, mesmo que a Opep+ decida flexibilizar a redução de oferta, na prática os cortes serão mais profundos.

 

Reuters

Petrobras inicia venda de campos no estado de Alagoas

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de campos de terra e águas rasas localizadas no estado de Alagoas.

Além das concessões e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers.

O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), todas localizadas no estado de Alagoas. O campo de Paru está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos são terrestres.

Em 2019, a produção média do polo foi de 2.348 bpd de óleo e condensado e 856 mil m³/d de gás, gerando um total de 1.010 bpd de LGN.

Otimização de portfólio

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da Petrobras, que está concentrando cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a companhia tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Agência Petrobras

EXCLUSIVO-Petrobras manterá metade do pessoal administrativo em home office permanente

A Petrobras decidiu manter cerca da metade de sua equipe administrativa trabalhando em casa permanentemente, disse a empresa à Reuters, em um dos exemplos mais fortes até agora de como a pandemia fez empresas repensarem o conceito de escritório.

Desde março, a petroleira mandou para casa até 90% de seus 21 mil funcionários da área administrativa, de forma a conter a disseminação do novo coronavírus.

A experiência se mostrou bem sucedida em termos de produtividade e revelou oportunidades para economia de custos com espaço de escritório, disse a empresa em resposta a questionamentos.

O modelo a ser oferecido a funcionários está em discussão, assim como sua data de implementação.

A estatal está entre as primeiras empresas de energia a planejar uma migração ampla e permanente para o trabalho remoto.

Produtoras como Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e BP estenderam seus períodos de trabalho em casa para a maioria dos funcionários de escritório enquanto a pandemia durar, mas não anunciaram grandes mudanças em caráter permanente.

Empresas de tecnologia como o Twitter tomaram a dianteira em anunciar a adoção do trabalho remoto permanente no pós-pandemia, em uma transformação que está se espalhando para diferentes setores, com empresas buscando reduções de custos, flexibilidade para seus funcionários, ou ambos.

O programa da Petrobras no momento não contempla pessoal operacional, como técnicos de plataformas e de refinaria.

A companhia disse que a migração para trabalho remoto será opcional, com meta de atingir mais de 10 mil funcionários da área administrativa.

A Petrobras espera alta adesão devido à demanda dos próprios trabalhadores.

Por enquanto, a estatal manterá a equipe em número mínimo para conter a propagação do vírus.

A Petrobras já discutiu com gerentes a possibilidade de retorno parcial de funcionários aos escritórios. Mas ainda não há data prevista para retornar à sede, disse a empresa.

ROTAÇÃO
Trabalhadores de pelo menos dois departamentos estão discutindo um possível sistema de rotação entre os funcionários, no qual eles passam uma semana no escritório e uma semana em casa.

A Petrobras disse que rotação de funcionários está entre as opções estudadas para um retorno gradual.

Embora a decisão esteja tomada, a empresa ainda estuda diferentes modelos para mover quase um quinto de seus 46,4 mil funcionários para o trabalho remoto.

A ideia já foi ventilada também na subsidiária de transporte Transpetro. A medida deve ser aplicada prioritariamente operações da Petrobras no Brasil, já que boa parte do efetivo no exterior é operacional.

Uma das possibilidades na mesa seria a criação de escritórios inteligentes, ou “smart offices”, com mesas compartilhadas e salas de reunião que seriam reservadas por empregados para uso temporário, por demanda.

Desta forma, funcionários que optarem por trabalhar de casa poderiam ir ao escritório esporadicamente de acordo com sua necessidade, sem ociosidade do espaço de trabalho.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, está em uma cruzada para reduzir custos desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019.

No ano passado, ele anunciou um plano de corte de custos de 8,1 bilhões de dólares até 2023, incluindo programas de demissão e redução de espaço de escritório.

Desde então, ele decidiu diminuir o número de representações no exterior de 18 para cinco, encerrando escritórios em Nova York, Cidade do México, Líbia, Angola, Nigéria, Tanzânia, Irã e Tóquio, entre outros.

Em Houston, a empresa manteve operação, mas reduziu o espaço de seis para um andar de um prédio corporativo.

Em 2013, antes da crise gerada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional e pela Lava Jato, a Petrobras tinha diversos prédios no centro do Rio, próprios e alugados, para acomodar um efetivo duas vezes maior do que o atual.

Recentemente, a estatal tem desocupado prédios inteiros para se concentrar em seu icônico edifício-sede, conhecido como Edise, onde o custo por mesa de trabalho é menor.

Em reação à queda dos preços do petróleo, a empresa rapidamente cortou o valor de seus ativos para refletir uma expectativa mais baixa do valor da commodity no longo prazo, um movimento seguido pela BP nesta semana.

Reuters

Opep vê recuperação gradual da demanda por petróleo no 2° semestre

A Opep projetou na quarta-feira uma recuperação gradual na demanda por petróleo, que foi fortemente impactada pela crise do coronavírus, e disse que os cortes recordes de oferta aplicados pelo grupo e por outros produtores já têm ajudado a reequilibrar o mercado.

Em relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirmou que a demanda global por petróleo deve cair em 6,4 milhões de barris por dia na segunda metade de 2020, um tombo menos severo que a retração de 11,9 milhões de bpd no primeiro semestre.

“Uma recuperação gradual é projetada até o final de 2020”, disse a Opep no relatório.

A Opep não fez um novo corte em suas projeções para a demanda por petróleo em 2020 no relatório, após significativas reduções em meses anteriores.

Ainda assim, há riscos de redução, principalmente a depender do consumo nos Estados Unidos, maior consumidor global, acrescentou a Opep.

A Opep e aliados, conhecidos como aliança Opep+, fecharam acordo em abril para reduzir a oferta em 9,7 milhões de barris por dia em maio e junho. O grupo concordou em 6 de junho em prorrogar esses cortes por mais um mês.

No relatório, a Opep informou que os cortes de produção em maio foram de 6,3 milhões de bpd, para 24,2 milhões de bpd. Isso representa uma taxa de cumprimento de 84% do acordo, segundo cálculos da Reuters.

Reuters

Petrobras vê “tendência de estabilização” de casos de Covid-19 após 40 mil testes

Após registrar desde o início da pandemia mais de mil casos de Covid-19 entre funcionários, com a grande maioria já tendo retornado ao trabalho, a Petrobras avalia que os registros da doença na empresa devem apresentar uma “tendência de estabilização”, na esteira de rígidas medidas de controle e testagem em massa de 40 mil colaboradores.

À Reuters, a Petrobras afirmou que 990 empregados tiveram Covid-19 e já retornaram ao trabalho e que atualmente 314 estão afastados de suas funções por terem contraído o coronavírus, sendo que 172 casos são assintomáticos.

Em 22 de maio, a Petrobras registrava 181 empregados afastados por coronavírus.

Na véspera, a empresa informou em nota à imprensa que chegou à marca de 40 mil testes para o vírus, após ter iniciado em abril testagem no pré-embarque para plataformas, expandindo a atividade logo em seguida para refinarias, térmicas e unidades de tratamento gás, entre outras instalações.

A empresa também disse que adotou outras rigorosas ações para evitar a disseminação da doença, como drástica redução do número de profissionais nas unidades e acompanhamento próximo da saúde dos colaboradores.

“Os dados de monitoramento da saúde dos empregados da companhia indicam uma tendência de estabilização (sem crescimento) do número de casos, o que indica que as ações implantadas estão surtindo efeito”, ressaltou a estatal, ao responder questionamento sobre se o pior já teria passado para a empresa em termos de registros de Covid-19.

A situação na estatal brasileira, se confirmada a estabilização, diferiria da vista no país, onde os números ainda são crescentes —o Brasil é atualmente o segundo no mundo com mais casos e mortes pela doença, atrás dos Estados Unidos.

A companhia afirmou que aplica os testes padrão ouro (RT-PCR) em todos empregados próprios e profissionais de empresas contratadas com sintomas de Covid-19, assim como pessoas que tiveram contato regular com eles. Ela também realiza testes rápidos, que detectam anticorpos, para triagem de pessoas assintomáticas antes de início de atividades em áreas operacionais, como plataformas e refinarias.

Essas e outras medidas permitiram que a Petrobras conseguisse lidar com a situação sem ter qualquer impacto na produção —a propósito, a empresa teve recorde de exportação de petróleo em abril, além de uma marca histórica de embarques de óleo combustível ao exterior em maio. Mais recentemente, a empresa elevou a taxa de utilização de suas refinarias, com uma recuperação no consumo de derivados.

“Os casos de Covid-19 identificados entre os empregados da Petrobras não inviabilizaram nenhuma operação da companhia. Tampouco causaram impacto na produção”, afirmou a empresa, em resposta por email, lembrando que o fornecimento de combustíveis e energia é um serviço essencial.

Segundo a companhia, a testagem em massa pré-embarque/pré-turno é fundamental para a triagem dos profissionais antes do início das atividades, evitando o contágio nas plataformas, refinarias, entre outras operações.

“Por meio dos testes rápidos, a Petrobras tem identificado pessoas sem qualquer sintoma, mas com presença de anticorpos que podem indicar vírus em estágio ativo e possibilidade de contágio”, disse a companhia, destacando que a partir do resultado os colaboradores não podem acessar as áreas operacionais e ficam em isolamento, afastando o contágio.

Além da testagem e outras medidas preventivas, como higienização das instalações, tem ajudado no controle da doença a redução da atuação presencial na empresa em cerca de 90% nas áreas administrativas e em 50% nas áreas operacionais que desempenham atividades essenciais.

A Reuters informou com exclusividade nesta quarta-feira que a Petrobras decidiu manter cerca da metade de sua equipe administrativa trabalhando em casa permanentemente, em um dos exemplos mais fortes até agora de como a pandemia fez empresas repensarem o conceito de escritório, ao mesmo tempo em que buscam reduzir custos.

Com testes de triagem e testes para diagnóstico, a Petrobras disse que já cobriu cerca de 26% do universo de cerca de 150 mil pessoas que atuam em suas unidades, sejam empregados ou colaboradores de empresas prestadoras de serviços.

“Em comparação a países que adotaram testes em massa, a companhia testou proporcionalmente três vezes mais que os EUA e quase o dobro que Portugal.”

A empresa declarou ainda que monitora em tempo real os dados de saúde de seus empregados, que são orientados a reportar imediatamente caso tenham qualquer sintoma por meio de um call center 24 horas, além de atendimento eletrônico.

A Petrobras informou também que atua junto às empresas prestadoras de serviços para que monitorem seus empregados,”prestando todo apoio quando necessário”.

Reuters

AkzoNobel e Dow se unem para doação de álcool gel para redes públicas de saúde do Grande ABC

Alinhadas ao pilar de responsabilidade social e empenhadas em combater a proliferação da Covid-19, a Dow e a AkzoNobel, fabricante da Tintas Coral, doarão 7.500 litros de álcool em gel para unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) das cidades de Mauá, São Bernardo do Campo e Santo André, no estado de São Paulo.

“Acreditamos que é possível colocar a ciência a serviço da humanidade. Nossa parceria com a AkzoNobel mostra como a colaboração e solidariedade podem ser poderosas em tempos de difíceis.

Juntos podemos multiplicar o impacto em nossas comunidades”, afirma Charly Eid, Diretor Comercial para o negócio de Tintas da Dow.

A Dow fornecerá uma parte das matérias-primas para produção do produto e custo de produção que acontecerá na unidade de Hortolândia, fábrica que foi readequada há pouco tempo especialmente para este fim.

A AkzoNobel fornecerá o etanol anidro, necessário para a composição do álcool em gel e ficará responsável pela logística e transporte para distribuição dos produtos. Já a empresa Greif disponibilizará as embalagens, cujo transporte até a fábrica foi uma cortesia da Moromizato.

“Vivemos um momento que exige solidariedade e superação de todos. É importante para nós podermos colaborar com o combate à proliferação do coronavírus.

E isso só foi possível com os esforços de nossos colaboradores e dos nossos parceiros”, comenta Daniel Geiger Campos, presidente da AkzoNobel para a América do Sul.

Parceria

Esta não é a primeira vez que as empresas unem esforços em iniciativa de cunho social.

No final de novembro passado, a Dow e a AkzoNobel realizaram o movimento Tudo de Cor, da Coral, que tem como objetivo revitalizar bairros, locais públicos, monumentos e instituições sociais em todo o Brasil, levando cor, energia e autoestima à comunidade.

A ação contou com cerca de cem voluntários, entre funcionários e frequentadores do local que, com mais de 2 mil litros de tinta, transformaram as áreas externas e internas da Casa Restaura-me, núcleo de convivência mantido pela organização Aliança de Misericórdia.

A Casa oferece apoio diariamente a mais de 500 pessoas em situação de vulnerabilidade, com alimentação, higiene, cursos, atendimento psicológico, atividades esportivas e culturais, entre outros.

Luta contra a covid-19

A mudança no formato da fábrica da Dow em Hortolândia possibilitou em abril a produção de 25 toneladas de álcool em gel, que teve parte doada para as cidades paulistas de Campinas, Guarujá, Hortolândia, Jacareí e Jundiaí, beneficiando mais de 200 unidades públicas de saúde entre hospitais, Unidades de Pronto

Atendimento (UPAs), Unidades de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossociais (CAPS). Outra parte, 15 mil litros, está sendo redirecionada com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e tem como destino 16 grandes hospitais públicos do estado, dentre eles o Instituto de Infectologia Emilio Ribas, o Conjunto Hospitalar do Mandaqui, o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, o Hospital Heliópolis e o Hospital Guilherme Álvaro, entre outros.

Além das doações, a Dow também está atuando em outras frentes como a doação de vales-alimentação para cooperativas do de coletores de material reciclável de São Paulo. Estão sendo feitas também contribuições para organizações que prestam assistência social e à saúde nas comunidades vulneráveis.

A verba será destinada para a aquisição de testes rápidos, máscaras descartáveis, respiradores, camas hospitalares e aspiradores de secreções, cestas básicas, itens de higiene e equipamentos de proteção individual a serem entregues para diversas entidades de da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Pará.

A empresa promove ainda uma campanha interna de doação voluntária, que propiciará aos funcionários a oportunidade de doar e apoiar estas mesmas organizações. Para cada real doado, a Dow doará ou entrará com contrapartida no mesmo valor, a fim de dobrar as doações e entregar à comunidade um benefício maior.

Sobre a Dow

A Dow (NYSE: DOW) combina alcance global, escala e integração de ativos, inovação focada e liderança em frentes de negócio diversificadas para alcançar crescimento lucrativo. Sua ambição é se tornar a empresa de ciência dos materiais mais inovadora, centrada no cliente, inclusiva e sustentável do mundo.

O portfólio diferenciado de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones da Dow oferece uma grande variedade de produtos e soluções de base científica a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura e cuidados do consumidor.

A Dow opera 109 unidades fabris em 31 países e emprega aproximadamente 36.500 pessoas. Em 2019, gerou aproximadamente US$ 43 bilhões em vendas. Referências à Dow ou à Companhia significam a Dow Inc. e suas subsidiárias. Para obter mais informações, acesse www.dow.com ou siga @DowNewsroom no Twitter.

 

Dow

BASF conclui etapa de integração de equipes de poliamidas e nomeia vice-presidente para área de Materiais de Performance

A BASF está finalizando a fase de integração da equipe de poliamidas, em mais uma etapa importante no processo de aquisição do negócio de poliamidas da Solvay, que passou a fazer parte da área de Materiais de Performance da companhia no início deste ano.

Com a ampliação da atividade no setor, o negócio de Materiais de Performance ganha o comando de um vice-presidente para América do Sul, Fenando Barbosa, que já atuava como diretor de Dispersões, Resinas e Aditivos na empresa.

“Temos um enorme potencial no mercado de plásticos de engenharia e a certeza de que seremos os melhores parceiros no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. Nossa estratégia de foco no cliente se fortalece com a ampliação de portfólio e vemos com otimismo as perspectivas de crescimento do negócio na região”, considera Barbosa.

“A fase de integração de equipes está sendo muito valiosa. A BASF valoriza a experiência e competência dos colaboradores e procura potencializar os diversos talentos”, afirma o executivo.

Com a aquisição, a capacidade de oferecer produtos inovadores numa ampla variedade de plásticos de engenharia foi fortalecida na região, inclusive com a possibilidade de um tempo mais curto entre produção e entrega, laboratórios locais, suporte técnico e total apoio no pós-venda.

A companhia também passa a estar presente em toda a cadeia de valor da poliamida 6.6, por meio da integração reversa com a principal matéria-prima, a adiponitrila (ADN), garantindo parceria confiável em termos de fornecimento.

Nova liderança

Fernando Barbosa assumiu no início de junho o posto de vice-presidente para Materiais de Performance da BASF para a América do Sul. Engenheiro químico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com MBA em finanças pela Fundação Getúlio Vargas, Barbosa já completa mais de 20 anos de trabalho na BASF.

Começou sua carreira na companhia no desenvolvimento e serviço técnico de sistemas de poliuretano, ascendendo profissionalmente até a posição de gerente sênior de sistemas e elastômeros de poliuretano para a América do Sul em 2009.

Depois de quase três anos, tornou-se diretor de Químicos para Papel, seguindo para o negócio de Dispersões, Resinas e Aditivos, onde chegou a head para a América do Sul.

 

BASF

Petrobras inicia nova onda de renegociação com fornecedores

Na tentativa de cortar pelo menos US$ 2 bilhões dos custos operacionais em 2020, a Petrobras ataca em várias frentes e iniciou, nas últimas semanas, uma segunda onda de renegociação com alguns de seus fornecedores. A nova investida marca uma mudança no tom das conversas. Até então focada em adiar pagamentos e antecipar o fim de contratos próximos a vencer, a estatal propõe, agora, suspender temporariamente alguns de seus contratos de afretamento de navios de apoio offshore.

Desde o princípio do choque de preços do petróleo, a Petrobras vem reforçando que as negociações com a cadeia fornecedora se concentram apenas nas grandes empresas, naquelas com maior capacidade de suportar o impacto da crise. As medidas adotadas pela companhia para reduzir seus custos operacionais, contudo, têm se mostrado mais amplas e impactam, também, os fornecedores menores, segundo três fontes.

Logo nas primeiras semanas depois da queda abrupta do petróleo, ainda em março, a estatal anunciou um pacote de medidas para preservar o seu caixa e se comprometeu a acelerar os esforços para cortar suas despesas operacionais – que totalizaram US$ 10,2 bilhões em 2019. A empresa informou, então, uma série de iniciativas para reduzir em US$ 2 bilhões os custos, incluindo a paralisação de 62 plataformas em águas rasas e o adiamento de contratações e de atividades.

É dentro desse contexto que a Petrobras vem renegociando as condições de contrato com os prestadores de bens e serviços. Fornecedores de serviços submarinos, os operadores de plataformas e barcos de apoio foram alguns dos elos convocados às mesas de negociação. Num primeiro momento, a Petrobras propôs adiar o pagamento de 5% a 15% das taxas de afretamento de plataformas e barcos de apoio para 2021. No caso do setor de apoio offshore, a estatal também propôs postergar o início de vigência de alguns contratos e antecipar o fim de outros próximos do vencimento. Agora, a petroleira chamou as companhias para pedir a suspensão temporária de alguns contratos.

A norueguesa DOF Subsea reportou em seu balanço do primeiro trimestre, por exemplo, que, devido aos efeitos da pandemia da covid-19 e do choque de preços do petróleo, recebeu vários pedidos de rescisão de contratos. E citou que a Petrobras rompeu, em abril, dois contratos que tinha com a empresa e que venciam em junho.

A crise pegou, no contrapé, empresas que se preparavam para renovar contratos próximos do fim e que temem, agora, ficar com a frota ociosa. No fim de maio, o diretor de operações da Wilson Sons no Brasil, Arnaldo Calbucci, disse que a pandemia freou o interesse da estatal na renovação de alguns contratos. “No início da pandemia, a Petrobras demonstrou interesse em renovar [contratos], mas criou um comitê de resiliência que aumentou a burocracia e a aprovação [da renovação] está demorando um pouco mais do que o esperado. Obviamente, surpresas podem ocorrer”, afirmou, durante teleconferência com investidores.

Petroleira já propôs adiar pagamentos e antecipar fim de contratos com navios de apoio offshore
Segundo fontes da cadeia de fornecimento, as medidas da Petrobras não se restringem apenas aos grandes fornecedores. Os esforços de redução de custos da petroleira têm passado não só pela renegociação de contratos com a cadeia, mas também pela redução de atividades que afetam diretamente supridores de menor escala. A paralisação temporária de 14 campos terrestres levou, por exemplo, à desmobilização de sondas de pequenos fornecedores, no Nordeste, como a Braserv.

Procurada, a Petrobras reiterou que busca uma forma de superar a nova crise em conjunto com seus grandes fornecedores e que, dada a complexidade e diversidade dos contratos de bens e serviços, cada caso está sendo tratado individualmente nas renegociações, “privilegiando sempre a busca de uma solução negociada”.

No segmento de apoio offshore, o receio é que a crise aumente ainda mais os níveis de ociosidade da frota, que já tinha sido afetada pela última crise, de 2015, quando a Petrobras rescindiu uma série de contratos com as empresas do setor. Segundo o sócio do escritório Kincaid Mendes Vianna, Godofredo Mendes Vianna, a nova investida da Petrobras pode trazer uma rodada de judicialização no setor.

“Vivemos uma espécie de ‘déjà vu’ de 2015. Naquela crise a Petrobras já tinha entrado de forma drástica numa renegociação com os fornecedores. Isso gerou um trauma no mercado. Algumas empresas sumiram, outras saíram do Brasil e as margens foram achatadas”, afirma o advogado, que questiona o motivo de força maior alegado pela estatal. “A queda do preço do petróleo é parte do risco de uma petroleira”, defende.

A Rystad Energy destaca que o espaço das petroleiras para cortes de custos junto aos fornecedores, dessa vez, é menor, de até 12% na produção marítima de petróleo e gás natural.

Valor Econômico