Petroleira investe em novos projetos de biodiversidade marinha

Franca Austral, Budiões, Boto-Cinza e Aves Migratórias do Nordeste se somam a outras iniciativas de conservação de espécies e ecossistemas brasileiros

Há quase 40 anos financiando pesquisas e iniciativas de proteção ao ambiente marinho, a Petrobras iniciou apoio a quatro novos projetos voltados a esse ecossistema. Escolhidos por meio de seleção pública, no âmbito do Programa Petrobras Socioambiental, os projetos ambientais de conservação da baleia franca austral, dos budiões (peixe-papagaio), do boto-cinza e das aves migratórias do Nordeste se somam a outras 20 iniciativas com foco na conservação de diferentes espécies e ecossistemas brasileiros atualmente apoiados pela companhia.

“Nossa relação com o mar vem de muito tempo. Fomos pioneiros no país ao iniciarmos a parceria com o projeto Tamar, há 39 anos. Hoje, com os quatro novos projetos contratados, a Petrobras passa a atuar na proteção de 52 espécies marinhas, em toda a costa brasileira”, comenta a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

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A baleia franca, única a se reproduzir em águas brasileiras, é uma das novas espécies protegidas com o apoio da Petrobras, por meio do patrocínio ao projeto Franca Austral. Sediado no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba (SC), o Franca Austral desenvolve atividades de pesquisa e conservação das baleias franca, além de promover atividades de educação e sensibilização nas comunidades costeiras.

O projeto Budiões atua na conservação de cinco espécies, educação ambiental e pesquisa sobre esses animais, considerados importantes para o equilíbrio e conservação dos recifes de corais. O Budiões realiza suas atividades em sete estados: Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Já o projeto Boto-Cinza, com sede em Cananéia, no litoral sul de São Paulo, visa ao conhecimento e à conservação da espécie e do seu habitat. Além da pesquisa científica, a equipe do projeto promove atividades de educação, conscientização ambiental e valorização da cultura local.

Quarta iniciativa a reforçar a carteira de patrocínios da Petrobras, o Projeto Aves Migratórias do Nordeste realiza monitoramento e ações de conservação para proteger 21 espécies marinhas e costeiras de aves migratórias e residentes ao longo da rota Atlântica, contribuindo para o Plano de Ação Nacional para Conservação das Aves Limícolas, que são espécies que dependem de ambientes úmidos para viver e buscam alimentos nas zonas entre marés e margens de corpos aquáticos. As ações de pesquisa, conservação, cooperação local e internacional, e envolvimento das comunidades em todas as etapas do processo têm o objetivo de garantir que importantes áreas de alimentação e descanso das aves não sejam destruídas por conta da ocupação humana. As ações ocorrem em 27 municípios dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

“É uma característica comum de nossos projetos patrocinados a produção de conhecimento científico, a geração de informações técnicas para subsidiar políticas públicas e a realização de atividades educativas. Somos uma empresa que sempre apostou no conhecimento científico. Nós incentivamos a pesquisa e a atuação em rede, com parceiros da academia e outras instituições, como forma de incrementar as ações para conservação das espécies”, diz Olinta Cardoso.

Programa Petrobras Socioambiental

O investimento em projetos socioambientais é um dos dez compromissos de sustentabilidade da Petrobras e é realizado de forma estruturada por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Em 2019, foram investidos R$ 52,5 milhões em patrocínios a iniciativas para conservação do meio-ambiente. Os projetos patrocinados visam à proteção e recuperação de quase 60 espécies da fauna ameaçadas de extinção, muitas delas integrantes da biodiversidade marinha e costeira, ambientes relevantes para a Petrobras.

Os projetos patrocinados pela Petrobras atuam também em redes, promovendo ações conjuntas e articuladas. A Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Biomar), criada em 2007, por exemplo, reúne os projetos Tamar, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador, Meros do Brasil e Albatroz. A Rede Biomar atua em 13 estados e 87 municípios, pesquisando e conservando ambientes coralíneos e 24 espécies, a maior parte ameaçada de extinção, sendo 5 espécies de tartarugas marinhas, 6 espécies de albatrozes e petréis, 2 espécies de golfinhos, 10 espécies principais de corais e uma espécie de baleia, a Jubarte.

A atuação da Rede Biomar apresentou as seguintes ações e resultados inovadores:

– Divulgação de novos conhecimentos científicos sobre oceanos e suas espécies (mais de 720 trabalhos científicos, incluindo 10 artigos conjuntos);

– Recuperação da população de baleias-jubarte de cerca de 2.000 indivíduos (2001) para estimados 20.000 (2019);

– Saída da baleia-jubarte e do albatroz-de-sobrancelha da lista nacional de espécies ameaçadas, em 2014;

– Cerca de 40 milhões de tartarugas protegidas;

– Desenvolvimento de tecnologias sociais, como o toriline brasileiro, uma linha com fitas coloridas que funciona como um espantalho para aves, evitando a captura desses animais (Projeto Albatroz);

– Pesquisas sobre as consequências das mudanças climáticas para tartarugas e organismos recifais, como o mesocosmo, um sistema experimental controlado para testar efeitos do clima e acidificação da água (Projetos Coral Vivo e Tamar);

– Subsídios científicos para elaboração de políticas públicas de proteção à biodiversidade marinha;

– Criação da Rede Jovem Mar, promovendo o protagonismo de mais de 120 jovens nas ações de conservação marinha;

– Criação, divulgação e implementação de boas práticas de sustentabilidade na gestão de serviços turísticos à beira-mar (Projetos Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador);

– Mobilização para a causa marinha e redução da pressão sobre as espécies (mais de 9 milhões de participantes em ações de sensibilização; mais de 170 mil beneficiados em ações de capacitação e apoio a grupos produtivos locais para geração de renda, inclusive por meio do uso não letal das espécies);

– Participação ativa em seis Planos de Ação Nacionais para conservação de espécies;

– Representação em encontros/reuniões oficiais de conservação marinha: mais de 2200 nacionais e 117 internacionais (16 países).

Todos esses resultados contribuem, prioritariamente, para o ODS 14 – Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Agència Petrobras

Estatal amplia testes na triagem como barreira contra o contágio

A Petrobras vem ampliando rapidamente a aplicação de testes na triagem antes do início de atividades operacionais, tanto em plataformas offshore como em unidades operacionais em terra. De cerca de 26 mil testes já realizados, mais de 20 mil foram aplicados com o propósito de triagem.

Com essa medida, a Petrobras consegue identificar pessoas sem qualquer sintoma, mas com presença de anticorpos que podem indicar vírus em estágio ativo e possibilidade de contágio. Com isso, a companhia reforça a atenção à saúde desses colaboradores, além de evitar o contágio dentro de suas unidades. A partir do resultado, esses colaboradores não podem acessar as áreas operacionais, são orientados a cumprir isolamento e passam a ser monitorados pelas equipes de saúde.

A testagem na triagem se soma à realização de testes em funcionários de empresas contratadas que apresentam sintomas, medida que a Petrobras foi uma das primeiras empresas a adotar em larga escala. Mais de 6 mil testes foram realizados para diagnóstico de pessoas com sintomas. Com testes de triagem e testes para diagnóstico, a Petrobras já cobriu cerca de 18% do universo de cerca de 150 mil pessoas que atuam em suas unidades, sejam empregados ou colaboradores de empresas prestadoras de serviços. Em comparação a países que adotaram testes em massa, a companhia testou proporcionalmente três vezes mais que os EUA e quase o dobro que Portugal. O gerente geral de Saúde Ocupacional da Petrobras, Marcos Marinho, fala sobre a testagem em massa.

Agência Petrobras

BNDES vai oferecer linha de crédito para fornecedores de grandes empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou na sexta-feira que vai oferecer uma linha de crédito de 2 bilhões de reais para fornecedores de grandes empresas que têm encontrado dificuldades em meio aos impactos da pandemia de Covid-19.

Neste desenho, a empresa grande é responsável pela captação do empréstimo junto ao BNDES, passando a ter recursos para financiar seus fornecedores. Experiências similares a essa nova linha, ocorreram no passado com redes de varejo como Lojas Renner e Boticário. A nova linha é válida para todos os setores econômicos que têm empresas “âncora” e cadeia produtiva vinculada, informou o banco.

A linha agora terá uma carência de 24 meses e prazo para amortização de 60 meses e o tomador tem que ter faturamento superior a 300 milhões de reais por ano. O limite de crédito por tomador será de 10 milhões a 200 milhões de reais.

O BNDES já tem outras iniciativas para apoiar empresas atingidas pela pandemia. O banco criou uma linha de capital de giro de 5 bilhões de reais voltada para micro, pequenas e médias empresas que já teve contratações de mais 3,2 bilhões de reais.

Por outro lado, o programa de financiamento da folha de pagamento das empresas, com dotação orçamentária de 40 bilhões de reais, teve baixa adesão, com aprovações de apenas 2,1 bilhões até agora. O banco também criou um programa de suspensão de pagamentos de empréstimos por até 6 meses e até agora a adesão atinge 9,4 bilhões de reais.

Reuters

Combate ao Coronavírus: Conheça a jornada científica da Petrobras até aqui

Movimento inédito na companhia reúne dezenas de especialistas para enfrentamento do vírus

O esforço coletivo dos especialistas da Petrobras engajados na frente científica de combate ao coronavírus deflagrou, em menos de dois meses, um movimento inédito na companhia: criou todo um ecossistema de estímulo a ideias criativas e inovadoras para enfrentamento da pandemia, mobilizando não só os colaboradores, mas também a comunidade acadêmica, instituições de pesquisa, organizações sociais e empresas.

O saldo tem sido expressivo: esse esforço coletivo capturou, até o momento, mais de 300 ideias (por meio de um exercício inicial de design thinking e da chamada de ideias, aberta a toda companhia). E o índice de aproveitamento foi considerável, depois de análise da relevância e do potencial de impacto na sociedade. As sugestões aproveitadas foram conectadas imediatamente a esteiras ágeis em andamento ou já implantadas.

Motivados pelo senso de urgência e de solidariedade que o momento exige, esse time de especialistas é pautado por uma prioridade: direcionar sua capacidade técnica para ajudar a salvar vidas. Das primeiras reuniões de brainstorming, no final de março, à implementação de iniciativas como o desenvolvimento de ventiladores pulmonares de baixo custo, esse esforço vem ganhando cada vez mais musculatura e reúne, no momento, dezenas de empregados das mais diversas especialidades.

Com o objetivo de atuar na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, a equipe científica está hoje dividida em quatro grandes temas: ventiladores pulmonares mecânicos; tecnologias digitais (doação de capacidade computacional, aplicação de Business Intelligence e câmeras termográficas); testagem para o Covid-19, além da frente de operações & logística.

“Em nossas reuniões, destacamos sempre que nosso principal objetivo é salvar vidas e, nesse contexto, o tempo para implantação da solução é fundamental. A Petrobras conta com um excepcional corpo técnico e com uma capacidade de mobilização de recursos relevantes, além de toda a nossa rede de relacionamentos. Acreditamos que podemos direcionar esta energia e ajudar o país a atravessar esse desafio sem precedentes”, ressaltou o líder da Equipe Científica de Resposta, Antonio Vicente.

Modelo que veio para ficar

Todo esse esforço tem sido feito pelos times atuando remotamente em homeoffice, pautados por metodologias ágeis. Se a atuação remota, no início, parecia um empecilho, depois de pouco tempo se revelou uma oportunidade. O trabalho online imprimiu velocidade aos projetos – uma vez que os encontros não são reféns de trânsito, não dependem de viagens ou agendamento de hotéis, por exemplo. O mesmo vale para a interação com as empresas, universidades e parceiros: tudo é remoto, por videoconferência, e rápido, no ritmo veloz inerente ao mundo digital.

“Não tenho dúvidas que esse é um modelo que veio para ficar. O trabalho que temos desempenhado na frente científica é a tradução perfeita da metodologia ágil – com check point e acompanhamento diário, além de entregas rápidas. Projetos que poderiam durar meses estão apresentando resultados em poucas semanas”, disse o integrante da ECR, José André.

Resultados até aqui

No topo da lista das ideias enviadas, o tema “ventiladores pulmonares”, cruciais para atendimento a pacientes graves com Covid-19, recebeu maior quantidade de sugestões (18). Como desdobramento, a Petrobras está atuando em parceria com a Coppe-UFRJ no suporte ao desenvolvimento de protótipos que possam ser utilizados no tratamento da Covid-19. O modelo de ventiladores de baixo custo foi aprovado em testes de segurança pela Coppe e agora aguarda a segunda etapa de testes com pacientes de Covid-19.

Em paralelo, a Petrobras apoia a manutenção e a recuperação de ventiladores, em parceria com o Senai, e lançou seleção pública nacional, em parceria com o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), para o desenvolvimento dos ventiladores pulmonares, acelerando a sua produção e aumentando a sua disponibilidade no país.

Tecnologias digitais

Outra campeã de recebimento de ideias foi a frente de tecnologias digitais. A parceria com o Hospital das Clínicas, da USP, por exemplo, para desenvolvimento de plataforma inteligente com algoritmos capazes de detectar a presença do vírus em exames de Raio-X e tomografias computadorizadas, é fruto de sugestão enviada pelos colaboradores.

A utilização de câmeras térmicas para medição de temperatura também é resultado de sugestões encaminhadas pelos profissionais da companhia. A iniciativa já está evoluindo para a aplicação de inteligência artificial no reconhecimento de imagem em tempo real dos colaboradores.

Uso de supercomputadores e sistema inteligente

Nas primeiras reuniões de brainstorming das equipes, já começava a vir à tona uma série de ideias de rápida execução – e de impacto promissor. Uma delas foi a realocação da capacidade de processamento dos computadores de alto desempenho (HPC) – os chamados “supercomputadores” – para colaborar com pesquisas de combate ao coronavirus. O objetivo foi contribuir com a iniciativa Folding@home, coordenada por universidades estrangeiras, dedicada a estudar como o coronavírus se comporta no corpo humano e como a doença evolui, a partir da interação das proteínas virais, abrindo caminho para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

Engajamento e propósito

Outro avanço obtido pela equipe científica foi a parceria com Firjan SENAI, que busca ampliar a capacidade de realização de testes de Covid-19 no país. A proposta em estudo é aumentar a eficiência dos testes padrão ouro de diagnóstico de coronavírus, com redução de custos, tornando as testagens acessíveis a um número maior de pessoas.

“É impressionante o engajamento e o comprometimento dos colegas em todas as frentes desse trabalho. Há um senso de propósito muito forte de usar o nosso conhecimento e colocá-lo à disposição da sociedade, nesse momento tão crítico como o que estamos vivendo”, observou o gerente executivo do Cenpes, Juliano Dantas. O Diretor de Transformação Digital e Inovação Nicolas Simone complementa: “O ponto positivo dessa crise que enfrentamos é estarmos unidos e focados para alcançar, por meio da inovação, soluções para o combate ao coronavírus. Não tem nada mais forte para nos mobilizar e unir, como coletividade, que um propósito comum”.

Agência Petrobras

Preços do petróleo sobem 5% com dados de emprego dos EUA e expectativa por Opep+

Os preços do petróleo avançaram na última sexta-feira, depois de uma inesperada queda na taxa de desemprego dos Estados Unidos em maio e da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de antecipar para sábado as discussões sobre a prorrogação de cortes recordes de bombeamento.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,31 dólares, ou 5,8%, a 42,30 dólares por barril, saltando 19,2% na semana. Já os futuros do petróleo dos EUA (WTI) avançaram 2,14 dólares, ou 5,7%, para 39,55 dólares o barril, com ganho semanal de 10,7%.

O Departamento do Trabalho norte-americano reportou uma surpreendente queda na taxa de desemprego do país no mês passado, a 13,3%, ante 14,7% em abril.

O Brent acumulou alta de 17% desde 29 de maio, atingindo uma máxima de três meses, em um intervalo de preços mais confortável para produtores como a Rússia. O valor do contrato mais do que dobrou desde o colapso para uma mínima de 15,98 dólares em 22 de abril. O WTI teve salto de 11% no período.

Ambos os “benchmarks” tiveram a sexta semana consecutiva de ganhos, impulsionados por cortes de produção e por sinais de melhora na demanda por combustíveis, à medida que diversos países flexibilizam os “lockdowns” impostos no combate à pandemia de coronavírus.

“A Opep e a taxa de desemprego dos EUA impulsionaram o mercado”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago. “Se tivermos uma recuperação na demanda por combustível de aviação, talvez possamos ter a esperança de olhar para o dia em que essas ofertas cairão”, acrescentou, apontando para o anúncio de que a American Airlines ampliará voos nos EUA a partir de julho.

Reuters

Petrobras aumenta a capacidade de escoamento de petróleo com a contratação de novos navios

O Eagle Petrolina, primeira de quatro embarcações contratadas, deixou a Coreia do Sul na ùltima quinta-feira (4/6), onde realizou testes em alto mar, para navegar até Singapura, onde será entregue à Petrobras

A Petrobras irá receber no dia 14/06/2020, em Singapura, o Eagle Petrolina, primeiro de quatro navios contratados para atender à demanda de longo prazo em operações de offloading – escoamento de óleo das plataformas. Os novos navios-tanque vão integrar a frota atual da companhia de 20 embarcações que realizam cerca de 1.800 offloadings por ano. A embarcação saiu da Coreia do Sul nesta quinta-feira (4/6), após testes em alto mar.

“Com a alta produtividade apresentada pelos campos do pré-sal, estamos investindo e preparando nossa infraestrutura logística para o aumento da produção de petróleo nos próximos anos. É fundamental sermos competitivos e a logística tem papel essencial interligando, com eficiência, os diversos elos da cadeia produtiva”, destaca André Chiarini, diretor de Logística.

A capacidade atual de escoamento das plataformas é de 2.067 mil bbl/dia e aumentará para 2.262 mil bbl/dia em 2022.

Mais segurança

Com capacidade de armazenamento de 1 milhão de barris, o Eagle Petrolina foi projetado sob medida para a Petrobras pela AET e construída na Coreia do Sul. O navio é do tipo Suezmax Dynamic Positioning (DP2), com propulsores de alta potência e sistema de posicionamento dinâmico. Esse mecanismo permite estabilizar o navio de forma automática para que ele fique parado enquanto recebe o petróleo escoado dos tanques das plataformas, garantido a segurança e aumentando a eficiência da operação. A embarcação também é equipada com bombas de carga acionadas eletricamente para aumentar o aproveitamento de combustível e, portanto, reduzir os custos da operação.

A previsão é que o navio chegue ao Brasil no início de julho para operar na Bacia de Santos. As demais embarcações serão entregues em julho, agosto e outubro. No início do ano, a Petrobras contratou mais três navios-tanque, com entrega prevista para 2022.

Agência Petrobras

Nova tecnologia facilita o processo de rastreio da carga

Um dos maiores desafios da cabotagem brasileira têm sido a implementação de novas tecnologias que estejam alinhadas à complexa regulamentação do segmento e que possam otimizar as operações oferecendo mais agilidade e transparência ao mercado. Diante desse desafio, a Aliança Navegação e Logística anuncia o lançamento da nova versão do Portal Cabotagem, uma plataforma exclusiva que permite o gerenciamento de todo o processo da cabotagem por meio de uma plataforma simples e intuitiva.

Um dos destaques da tecnologia é a autonomia oferecida aos clientes que podem buscar, de qualquer lugar e a qualquer momento, informações sobre trechos disponíveis, bookings, programação de navios, cotação, fechamento de propostas comerciais e controle on-line da contratação.

Com o objetivo de contribuir com a construção de um mercado ainda mais digitalizado e automatizado, a Aliança integrou ao Portal Cabotagem uma tecnologia avançada de rastreio da carga via satélite. A novidade permitirá que os clientes da empresa monitorem o status de transporte da carga e acompanhem o seu percurso em tempo real, seja terrestre ou marítimo, permitindo assim um maior controle sobre o prazo de recebimento.

Para facilitar ainda mais o processo de rastreio da carga, a busca poderá ser feita de forma simples, utilizando apenas o número da nota fiscal ou código de referência do cliente, além do número do contêiner, booking ou conhecimento eletrônico. A tecnologia está disponível para 95% do território brasileiro com a previsão de atender 100% do país até o final de 2020, período em que será adicionada a cidade de Manaus.

Outra novidade, que se tornou crucial e tem ganhado força por conta do atual cenário de quarentena e combate ao coronavírus, é a solução de gestão da documentação de forma automatizada e 100% on-line. Desde o mês de maio, os antigos canhotos de papel deram espaço à versão digital dos documentos que podem ser validados com apenas um clique. A nova tecnologia permite a gestão on-line de diversos documentos, por exemplo, o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) e os Certificados de Origem, evitando assim a necessidade de contato físico entre os profissionais, além de contribuir com o meio ambiente.

Para Jaime Batista, head de vendas da Aliança Navegação e Logística, os investimentos em inovações e automatização da operação garantem mais autonomia aos clientes com informações na palma da mão, além de fomentarem o desenvolvimento do segmento. “Há um grande debate no mercado de cabotagem sobre a importância de tornar as operações mais digitalizadas e o atual cenário de quarentena certamente irá contribuir com o avanço desse tema”, diz Jaime.

A regulamentação do setor já permite a gestão on-line de toda a documentação, mas é necessário que haja um acordo formal entre as partes, cliente e fornecedor. Para Jaime, a maior dificuldade para a implementação dessa mudança estava na aceitação do mercado de utilizar um novo método que dispensasse o trânsito físico de papéis, prática que vigora desde a década de 1960 e que grande parte das empresas estava habituada. A digitalização representa uma quebra de paradigma num setor altamente burocrático. “Chegamos a um momento em que é preciso mudar o mindset e incorporar no setor tecnologias que facilitem o desenvolvimento do mercado e que já fazem parte da vida das pessoas. Isso se torna ainda mais acentuado quando precisamos minimizar a interação humana”, finaliza Jaime.

A nova versão do Portal Cabotagem já está disponível para o mercado e pode ser acessada por meio do link: https://www.portalcabotagem.com.br

Redação

CNPE aprova diretrizes para venda direta de etanol a postos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resolução que estabelece diretrizes para que produtores de etanol hidratado possam realizar vendas diretas do biocombustível a postos.

A medida, que foi defendida em diversas ocasiões pelo presidente Jair Bolsonaro, foi avaliada em reunião extraordinária do CNPE, que reúne diversos representantes do governo e é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Com isso, a reguladora ANP deverá agora implementar as ações para permitir a comercialização direta do etanol, segundo nota do ministério.

“A possibilidade de suprimir um elo da cadeia de comercialização tem o potencial e promover o aumento da concorrência, que tende a beneficiar o consumidor”, acrescentou a pasta, em nota.

Caso implementada, a medida tem o potencial de impactar os negócios de distribuidoras de combustíveis, um setor formado por grandes companhias no Brasil, como BR Distribuidora, Raízen e Ipiranga.

Há quase um ano, ao aprovar medidas para fomentar a concorrência no mercado de combustíveis, o CNPE disse avaliar que seriam necessárias mudanças tributárias para permitir vendas diretas de etanol hidratado, uma vez que o PIS e o Cofins sobre o produto são recolhidos pelo produtor e pelo distribuidor.

Agora, o ministério disse que as diretrizes aprovadas pelo CNPE envolvem “isonomia concorrencial no aspecto tributário e preservação da arrecadação de tributos de alíquota específica (ad rem)”, sem detalhar.

A resolução também aborda a comercialização do etanol com distribuidores e a isonomia na definição de padrões e especificações de qualidade do produto final para o consumidor, segundo o governo.

Durante a reunião do CNPE, o ministério de Minas e Energia defendeu ainda que não fossem aprovadas no momento mudanças no cronograma de aumento gradual da mistura de biodiesel ao diesel.

O setor de biodiesel vinha pedindo antecipação da elevação do percentual mínimo de mistura para 13%, patamar previsto para março de 2021, como medida de apoio ao segmento em meio à crise gerada pelos impactos do coronavírus sobre a demanda por combustíveis.

A pasta de Minas e Energia, no entanto, avaliou que isso teria “potencial de pequeno aumento no preço do diesel ao consumidor” e apontou “incertezas” para justificar a decisão de manutenção das atuais datas.

Não foi possível falar de imediato com representantes dos setores de combustíveis ou etanol sobre as medidas.

PETRÓLEO
O CNPE também autorizou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a licitar no chamado regime de oferta permanente blocos de exploração de óleo e gás em praticamente quaisquer bacias terrestres ou marítimas, além de campos devolvidos ou em devolução.

Ficam excluídos da autorização apenas campos ou blocos na área do pré-sal, em áreas consideradas estratégicas ou na plataforma continental além de 200 milhas náuticas, bem como aqueles ativos já incluídos nas 17ª e 18ª rodadas da agência.

O CNPE ainda aprovou resolução que estabelece que a ANP deverá avaliar medidas para redução a até 5% dos royalties em campos concedidos a empresas de pequeno e médio porte.

“A resolução favorecerá a manutenção das empresas de pequeno e médio porte no setor de exploração e produção de petróleo e gás natural no país, tornando a atividade mais competitiva”, defendeu o Ministério de Minas e Energia.

Reuters

Conclusão da emissão de US$ 3,25 bilhões em títulos de dívida

A Petrobras informa que concluiu no última dia (04/06), através da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 3,25 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão com a emissão de novo título com vencimento em 2031 e US$ 1,75 bilhão com a emissão de novo título com vencimento em 2050. A operação foi precificada no dia 27 de maio de 2020, conforme divulgado ao mercado.

Seguem abaixo as principais informações da emissão:

Os recursos captados através desta emissão serão utilizados pela Petrobras para propósitos corporativos gerais.

 

Agência Petrobras

Lava Jato denuncia executivos de grupo Techint por prática de corrupção na Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná denunciou na quinta-feira executivos e agentes ligados ao grupo siderúrgico e de engenharia Tenaris/Techint, no âmbito da Operação Lava Jato, citando pagamento de vantagens indevidas ao ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque.

As vantagens pagas, que segundo o MPF somam 10 milhões de dólares, envolvem “crimes cometidos no interesse de contratos celebrados entre a Confab Industrial, empresa do mencionado grupo econômico, e a Petrobras entre 2007 e 2010”.

Segundo o MPF, o Grupo Techint, um dos principais acionistas da Usiminas, “não apenas pagou reiteradamente valores a agentes públicos brasileiros para obter contratos de prestação de serviços e fornecimento de produtos, notadamente tubos de grande diâmetro e serviços vinculados, como esses pagamentos também influenciaram a política de negócios internacionais da Petrobras”. A denúncia envolve 11 pessoas.

No fim de outubro, o MPF iniciou a 67ª fase da Lava Jato para investigar executivos do grupo Techint, operação que envolveu 23 mandados de busca e apreensão nos Estados de Rio de Janeiro e São Paulo. Na época, os procuradores afirmaram que o grupo obteve contratos para obras na refinaria Landulpho Alves, na Bahia, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e no Gasduc III, entre 2007 e 2010. Estes contratos somaram mais de 3,3 bilhões de reais, segundo o MPF.

“O esquema envolvia muitos agentes e extrapolou a mera prática criminosa de corrupção de agentes públicos, afetando diretamente a política de negócios da Petrobras, corrompendo o devido processo licitatório e a garantia da ampla concorrência, fundamental quando se trata de grandes contratos públicos”, afirmou em comunicado o procurador Marcelo Ribeiro de Oliveira.

Representantes da Techint no Brasil não puderam ser contatados de imediato.

Reuters