Vallourec comemora avanços ambientais com desenvolvimento de tecnologia para produção de carvão vegetal sustentável e redução de emissões de CO2

A Vallourec tem dois bons motivos para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente: o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para produção de carvão vegetal de forma limpa e sustentável, com alta produtividade e baixos riscos, e a redução de 50% das emissões de CO2 na planta de Pelotização da Usina de Jeceaba/MG.

As duas conquistas só foram possíveis por meio de ações inéditas por parte da Empresa. O reaproveitamento e injeção de pó de carvão vegetal em substituição ao gás natural como fonte de energia é um projeto pioneiro no mundo.

“O processo de produção de pelotas de minério de ferro tem alto consumo energético, tanto de energia térmica como de energia elétrica. Encontrar combustíveis mais competitivos, bem como fontes de energia renováveis, é uma constante na Vallourec, pois beneficiam o meio ambiente de forma significativa, além de aumentar a competitividade dos nossos produtos”, afirma Hildeu Dellaretti Junior, Superintendente Relações Institucionais, Comunicação Externa e Meio Ambiente.

Nesse sentido, em janeiro de 2017, a Empresa iniciou em sua planta de Pelotização o reaproveitamento do pó de carvão vegetal, que era vendido como coproduto do Alto-Forno, em substituição ao gás natural. Para a implementação dessa iniciativa foram feitos investimentos em equipamentos específicos, os quais já estão em operação.

Com esse projeto foi possível alcançar, a substituição máxima de gás natural que o processo permite. Isso significa uma redução de 50% das emissões de CO2.
“A Vallourec reforça o seu compromisso com o meio ambiente na busca contínua por alternativas para a substituição de combustíveis fósseis pelos de origem renovável em toda a sua cadeia de produção”, afirma Dellaretti.

Carbonização contínua e eficiente
Projetada pela Vallourec, a carbonização contínua – Carboval – é um reator vertical que transforma madeira em carvão vegetal em apenas 16 horas, sem liberação de metano ou monóxido de carbono, e com aproveitamento de 95% da energia da matéria-prima.

A planta piloto foi desenvolvida ao longo de oito anos (2008 a 2015) e produziu 32 kt de carvão bruto testado nos Altos-Fornos da Vallourec e em minialtos- fornos de terceiros. Após o período de testes, a Carboval demonstrou-se viável e atualmente produz carvão de excelente qualidade com patentes já registradas no Brasil, Chile, Estados Unidos, Argentina e Canadá.

“Os fornos de alvenaria chegaram ao limite de sustentabilidade e também tecnológico. A Carboval permite aumento de produtividade e controle de qualidade, sendo totalmente amigável com o meio ambiente, com a legislação atual e de futuro próximo”, avalia o gerente de carbonização contínua da unidade Florestal, Fernando Latorre.

Um forno retangular convencional tem um ciclo de 16 dias entre carga e descarga do carvão vegetal produzindo por ciclo em média 50 toneladas, com aproveitamento energético de, no máximo, 55%. O reator contínuo Carboval tem um ciclo de 16 horas, com produção diária de 22 toneladas de carvão vegetal. A alta produtividade da Carboval tem a ver com a tecnologia do reator contínuo. Além disso, permite utilizar todos os subprodutos da carbonização, seja em forma de gases para a produção de energia elétrica, seja como bio-óleo para a indústria carboquímica ou cogeração de energia elétrica.

Outra vantagem é que o processo é automatizado e simples de operar, demandando menos mão de obra, reduzindo custos operacionais e riscos de acidentes. “Esse nível de automatização também permite produzir um carvão customizado, que seja quimicamente adequado às especificações de quem vai consumir”, completa Latorre.

Se for acoplada a uma termoelétrica, dez reatores Carboval podem gerar energia elétrica capaz de abastecer cerca de duas mil residências, além de produzir um carvão com as especificações técnicas ideais para a siderurgia. “Essa tecnologia pode revolucionar o setor de produção de energia e de ferro primário, gerando emprego e fortalecendo a produção sustentável da indústria do aço e ligas do nosso país, contribuindo com o planeta”, finaliza.

Vallourec

Pré-sal já responde por quase 70% da produção nacional

A ANP está divulgando o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural com dados detalhados referentes a abril de 2020. Neste mês, a produção no Pré-sal foi de 2,597 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), o que corresponde a 69,5% do total nacional. Foram produzidos 2,057 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 86 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural por meio de 113 poços. Houve aumento de 4,2% em relação ao mês anterior e 31,2% em relação a abril de 2019.

A produção nacional foi de 3,738 MMboe/d, sendo 2,958 MMbbl/d de petróleo e 124 MMm3/d de gás natural. A produção de petróleo reduziu 0,5% se comparada com o mês anterior e aumentou 13,6% na comparação com abril de 2019. Em relação à produção de gás natural, houve aumento de 1,9% em relação a março e de 9,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O Boletim da Produção de abril traz ainda a relação dos campos e instalações marítimas que tiveram suas atividades paralisadas devido aos efeitos da pandemia da COVID-19. Durante o mês de abril, 38 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente – dos quais 21 marítimos e 17 terrestres – e um total de 66 instalações de produção marítimas interromperam suas atividades.

Aproveitamento do gás natural

Em abril, o aproveitamento de gás natural foi de 97,8%. Foram disponibilizados ao mercado 50,6 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 2,724 MMm³/d, uma redução de 19,8% se comparada ao mês anterior e de 54,9% se comparada ao mesmo mês em 2019. Essa redução se deve ao encerramento de um teste de longa duração (TLD) na porção marítima da Bacia de Sergipe Alagoas e à menor queima nos campos de Lula e Búzios.

Origem da produção

Neste mês de abril, os campos marítimos produziram 96,7% do petróleo e 86% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,9% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 39,9% do total.

Destaques

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 1,033 Mbbl/d de petróleo e 45,7 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 75 (P-75), produzindo nos campos de Búzios e Tambuatá, por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 158,556 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste de Urucu, por meio de 35 poços, produziu 7,629MMm³/d e foi a instalação com maior produção de Gás Natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.079.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 67.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 48,2 bbl/d de petróleo e 10 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 60,1 boe/d.

Outras informações

No mês de abril de 2020, 272 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 33 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 59 são marítimas e 213 terrestres, sendo sete relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.989 poços, sendo 508 marítimos e 6.481 terrestres.

O grau API médio foi de 27,9, sendo 2,9% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 87,6% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 9,5% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 98,8 Mboe/d, sendo 79,4 mil bbl/d de petróleo e 3,1 MMm³/d de gás natural. Desse total, 87,2 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 11,6 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 333 boe/d em Alagoas, 3.157 boe/d na Bahia, 6 boe/d no Espírito Santo, 7.925 boe/d no Rio Grande do Norte e 214 boe/d em Sergipe.

Ascom ANP

Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da ANP comemora 20 anos

O Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP (BDEP) comemorou em (29/5) 20 anos de criação. Responsável pela guarda e manutenção de todo o acervo nacional de dados de E&P, o BDEP armazena algo em torno de 215 mil mídias, que equivalem a aproximadamente 6 petabytes de dados técnicos, e é um dos maiores bancos de dados governamentais centralizados do mundo.

O BDEP tem, atualmente, 35 empresas associadas fazendo uso dos serviços de recuperação de dados públicos de exploração e produção de petróleo e gás natural. Além das associadas, todas as empresas operadoras e de serviços, estabelecidas no país são usuárias eventuais e tem o fornecimento de dados pelo BDEP como parte de seus fluxos de trabalho.

Em 2018, a ANP lançou o Programa de Modernização de Dados Técnicos (PMDT), buscando melhorar os serviços de atendimento à sociedade, de acordo com os movimentos de inovação e transformação digital que vêm avançando em todo o mundo no mercado de óleo e gás. O Programa visa aperfeiçoar a regulação mediante novas soluções tecnológicas e científicas, aumentando a qualidade regulatória, trazendo eficiência e economia para o Estado e para o setor de E&P.

Como parte do PMDT, a ANP inaugurou, em setembro do ano passado, novas Salas de Clientes e de Microscopia, visando ao aperfeiçoamento do atendimento de usuários do BDEP. Nesses novos ambientes, instalados no Escritório Central, no Rio de Janeiro, os representantes das empresas podem examinar com mais agilidade os dados técnicos sobre áreas de interesse que estejam disponíveis no acervo do BDEP.

A Sala dos Clientes está conectada ao robô Hermes (inaugurado em julho de 2019) e garante um amplo e rápido acesso aos dados técnicos do BDEP: o robô encontra rapidamente os dados de interesse e os disponibiliza prontamente com alta qualidade de resolução e riqueza de informação.

Outro avanço conquistado pelo BDEP é a Sala de Microscopia, com dois microscópios e outros equipamentos que permitem a visualização em alta resolução de amostras de rochas e fluidos coletadas nas bacias sedimentares brasileiras.

Ainda no ano passado, em outubro, foi lançado o primeiro link dedicado para o envio e recebimento de dados do BDEP, para ser utilizado pela Petrobras.

Ascom ANP

Sauditas e russos têm acordo sobre cortes de oferta de petróleo e pressionam aliados

A Arábia Saudita, na prática líder da Opep, fechou um acordo preliminar com a Rússia, que não faz parte do grupo, para a prorrogação dos atuais cortes de oferta de petróleo por um mês, disseram fontes à Reuters.

Ao mesmo tempo, sauditas e russos elevaram a pressão sobre países que não têm mostrado bons índices de cumprimento dos cortes pactuados, segundo as fontes.

“Qualquer acordo sobre estender os cortes está condicionado a que os países que não tiveram cumprimento total em maio aprofundem seus cortes nos próximos meses, para compensar seu excesso de produção”, disse uma fonte da Opep.

Agência Reuters

Membros da Opep no Golfo não planejam manter cortes voluntários após junho, dizem fontes

Os membros da Opep na região do Golfo, Arábia Saudita, Kuweit e Emirados Árabes Unidos, não tem planos de prorrogar para além de junho seus cortes voluntários de produção de petróleo de 1,18 milhão de barris por dia (bpd), disseram duas fontes.

A Opep+, que reúne membros da Opep e outros países incluindo a Rússia, concordou em reduzir produção em 9,7 milhões de bpd em maio e junho, como medida para ajudar a sustentar os preços da commodity à medida que medidas de isolamento contra o coronavírus derrubaram a demanda.

Mas, além disso, sauditas, Kuweit e Emirados Árabes prometeram cortes adicionais de 1,18 milhão de bpd em junho.

“Não há discussões sobre estender esses cortes maiores agora”, disse uma das fontes.

Agência Reuters

Ocyan destinará R$ 305 mil para implementação de laboratório de campanha no combate ao Coronavírus na UFRJ-Macaé

A Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, contribuirá com cerca de R$ 305.000 para ampliar número de testes do novo Coronavírus em Macaé, no Rio de Janeiro. O destino será o “Projeto NUPEM UFRJ-Macaé”, gerido pela Fundação COPPETEC, que vai criar um laboratório de campanha para testagem e pesquisa do COVID-19. Atualmente, a unidade da UFRJ localizada no Norte do Estado realiza, por dia, até 20 testes para identificar o vírus, o equivalente a 400 por mês. Com o novo laboratório, a expectativa é aumentar para até 300 testes diários e, assim, alcançar 6.000 mensalmente e 42.000 amostras até o fim do ano. O laboratório de campanha vai permitir a redução do envio de testes para serem feitos na capital fluminense, que já está sobrecarregada.

A parceria faz parte das ações previstas no Termo de Compromisso nº 06/2019 firmado entre a Ocyan e o Ministério Público do Trabalho de Cabo Frio, que apoia o projeto. O laboratório de campanha ficará como legado da pandemia e será usado para estudos após a quarentena.

Macaé, com cerca de 250 mil habitantes, é um dos principais polos da cadeia de serviços de produção de óleo e gás do país. Em função da grande circulação de pessoas de várias regiões do país e do mundo, o município pode sofrer novas ondas epidêmicas do novo Coronavírus, após o relaxamento do isolamento social. Com isso, a destinação desta verba da Ocyan no aumento de testagem facilitará o controle da pandemia na região.

Atualmente, a prioridade para testagem da rede de saúde local é para os profissionais de saúde e pacientes graves internados com suspeita de contaminação. Assim, os diagnósticos da COVID-19 ficam ainda mais demorados por causa da alta demanda, tanto nos laboratórios públicos quanto privados, podendo ultrapassar até 20 dias. “Por isso, é de suma importância o apoio da Ocyan em um laboratório de testagem e pesquisa na região de Macaé”, comenta Marco Aurélio Fonseca, diretor de Sustentabilidade da Ocyan.

Medidas preventivas

Para o executivo, o momento é de atenção e precaução sanitária e nos ajuda a pensar sobre a necessidade de melhoria social:

– As ações internas que temos adotado seguem as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e ANVISA, uma vez que a nossa prioridade é o bem-estar e a segurança dos nossos integrantes e da sociedade. Nossa preocupação social é permanente e se mostra também em outros programas que mantemos com a UFRJ-Macaé, por exemplo, sobretudo relacionados à educação  – explica ele.

Nos últimos meses de pandemia, a Ocyan vem realizando ações preventivas de combate ao novo Coronavírus entre seus integrantes offshore (embarcados) que trabalham nas sondas de perfuração e FPSOs, além da equipe onshore (em terra). A empresa realiza testes diários em todos colaboradores antes do embarque. Se o resultado der positivo, o profissional se manterá em terra e sob observação. Caso algum colaborador já embarcado apresente sintomas, ele é desembarcado e encaminhado ao tratamento médico. É obrigatório o uso de máscaras em todas as embarcações e as reuniões são, preferencialmente, realizadas ao ar livre. O processo de desinfecção dos ativos já vem sendo implementado de forma preventiva e a sanitização reforçada com o uso de lâmpadas ultravioletas germicidas, além de rigorosa limpeza no sistema de refrigeração. As equipes onshore trabalham de home office desde o início do isolamento social.

Produção de petróleo do Brasil avança 13,6% em abril na comparação anual, diz ANP

A produção de petróleo no Brasil em abril somou 2,958 milhões de barris por dia, com alta de 13,6% ante mesmo mês do ano anterior e leve recuo de 0,5% na comparação com março, segundo boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Considerando a queda na comparação mensal, observa-se que foi marginal o impacto da parada de produção em 38 campos de óleo e gás, por conta da pandemia de Covid-19.

O desempenho de abril veio em meio a exportações recordes da commodity pela Petrobras no mês, impulsionadas pela demanda da China, que começa a reativar a economia após ter controlado a disseminação local do coronavírus. A estatal embarcou 1 milhão de barris por dia em abril, contra recorde anterior de 771 mil, em dezembro de 2019.

A forte demanda chinesa inclusive levou a Petrobras a recuar em planos para um corte de bombeamento de 200 mil barris por dia que havia sido programado para abril.

A produção total de petróleo e gás do país em abril totalizou 3,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), disse a ANP.

A produção de gás natural foi de 124 milhões de metros cúbicos/dia, com alta de 1,9% na comparação com março e de 9,8% frente a abril de 2019.

Campos marítimos foram responsáveis por 96,7% do petróleo e 86% do gás natural, de acordo com a ANP.

A produção do pré-sal somou 2,057 milhões de barris por dia de petróleo e 85,96 milhões de metros cúbicos de gás, totalizando 2,597 milhões de boed, ou 69,5% do total.

A ANP acrescentou que 38 campos de óleo e gás tiveram a produção interrompida temporariamente em abril, primeiro mês inteiramente sob impacto de medidas de isolamento adotadas no país contra a disseminação do coronavírus.

Em meio aos impactos da pandemia, que também contribuíram para derrubar os preços globais do petróleo, essas paralisações atingiram 21 campos marítimos e 17 terrestres no Brasil, sendo que 66 instalações de produção marítimas interromperam atividades, ainda segundo a ANP, que não detalhou os motivos por trás das suspensões de produção.

Entre empresas, a Petrobras liderou a oferta do Brasil em abril, com produção de 2,7 milhões de boe/d. A empresa foi seguida pela Shell Brasil, com 482,5 mil boed, e pela Petrogal, com 139,7 mil boed.

 

Agência Reuters

BR Distribuidora doa combustível para a frota a serviço da Fiocruz

Ação vai abastecer veículos usados pela instituição no transporte de pesquisadores, profissionais da saúde, funcionários e também equipamentos para o combate à Covid-19

O centro de referência sobre a Covid-19 na América Latina conta agora com o apoio da BR Distribuidora. A empresa está fornecendo 10 mil litros de combustível para movimentar a frota a serviço da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), composta por 55 veículos leves e caminhões, usados para transporte de pesquisadores, profissionais de saúde, funcionários e também equipamentos e diversos insumos.

A BR Distribuidora, por meio do programa Unidos Contra a Covid-19, creditará em cartões pré-pagos o valor que permitirá o abastecimento dos veículos indicados pela instituição em postos da bandeira, no Rio de Janeiro. Essa doação se insere no conjunto de iniciativas que vem sendo implementadas pela BR com base nos princípios de consciência, responsabilidade e solidariedade que norteiam as ações da empresa neste difícil momento por que passam o Brasil e o mundo.

Na mesma direção, foram feitas doações de combustível para a frota a serviço da Cruz Vermelha Brasileira, composta por caminhões, ambulâncias e veículos leves, usados no traslado de profissionais de saúde, pacientes e equipamentos; e também para a Força Aérea Brasileira (FAB), nas missões de transporte de pacientes, respiradores, equipamentos de proteção individual, cilindros de oxigênio e medicamentos, com origem ou destino em Manaus, Brasília e Rio de Janeiro.

Em outra vertente, a BR doará cerca de 200 mil litros de etanol para universidades e escolas técnicas de várias capitais brasileiras produzirem álcool 70%, usado na higienização de macas, corrimãos e vários equipamentos. Até o momento, mais de 20 instituições já foram contempladas.

Pandemia dificulta as operações das grandes petroleiras

As principais empresas de petróleo, como Chevron, Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e Total, estão tendo problemas para lidar com os surtos de coronavírus entre seus trabalhadores, que podem ameaçar a rentabilidade de alguns de seus maiores projetos.

Mesmo quando muitas partes do mundo começam a emergir do isolamento imposto pela covid-19, campos de trabalho e plataformas de petróleo em lugares remotos, onde os funcionários vivem e trabalham muito próximos, permanecem vulneráveis naa erupções virais.

A Shell evacuou sete trabalhadores de uma plataforma no Golfo do México para os testes de covid-19. “Cinco indivíduos que trabalham em uma plataforma operada pela Shell no Golfo do México dos EUA testaram positivo para o covid-19”, disse uma porta-voz da Shell, acrescentando que a empresa estava testando trabalhadores antes de irem para as plataformas desde 20 de maio.

Nas últimas semanas, centenas de trabalhadores em locais remotos de petróleo e gás foram infectados com a covid-19, incluindo no Golfo do México, Mar do Norte, Moçambique, Canadá e Cazaquistão, em um dos maiores campos de petróleo do mundo.

Os surtos vêm a se somar aos desafios que as empresas de petróleo enfrentam com a queda brusca dos preços do petróleo depois que os ‘lockdowns’ (isolamento total) mundiais sufocaram a demanda.

As empresas dizem que os recentes surtos causaram apenas interrupções limitadas. Ainda assim, eles tiveram que arcar com custos adicionais relacionados à segurança do pessoal e a atrasos nos projetos, disse Espen Erlingsen, chefe de pesquisa de produção e exploração da empresa de consultoria Rystad Energy, sediada na Noruega.

“As receitas futuras serão afetadas por isso, pois elas não poderão executar as atividades planejadas”, afirmou. “A principal preocupação é como isso vai se refletir no fluxo de caixa.”

Chevron
No Cazaquistão, mais de 900 petroleiros foram infectados com coronavírus no gigantesco campo de petróleo de Tengiz, de acordo com relatos da mídia estatal. O campo, que produz cerca de 600 mil barris por dia, ou 0,6% da produção global de petróleo, é operado por um consórcio liderado pela Chevron.

Os trabalhadores estavam sendo testados quando deixaram o campo para voltar para casa e a equipe no local foi reduzida em dois terços para cerca de 10 mil trabalhadores nos últimos dois meses, disse o diretor-executivo da Chevron, Mike Wirth, na assembleia geral anual da empresa na quarta-feira.

“A produção continua ininterrupta e continuamos focados em manter operações seguras e confiáveis”, disse uma porta-voz da Chevron.

Surtos em grandes projetos de petróleo podem levar a cortes na produção, disse Chris Midgley, chefe de análise da S&P Global Platts. Na Rússia, a companhia de petróleo Rosneft e a produtora de gás PAO Gazprom registraram surtos na Sibéria, forçando-os a colocar trabalhadores em quarentena e fechar aeroportos. “Se isso aumentar, é um grande risco”, disse Midgely.

Alguns reguladores estão preocupados há algum tempo com surtos em locais remotos. O governo dos EUA discutiu o fechamento obrigatório de plataformas de petróleo no Golfo do México, mas nenhuma ação foi tomada.

Na África, a Total fechou um projeto de gás natural liquefeito em Moçambique na Península de Afungi depois que os trabalhadores deram positivo para o vírus em abril. Apenas pessoal essencial permanece no local, disse um porta-voz da Total.

A BP disse em abril que adiou seus planos de gás natural liquefeito — incluindo a expansão de seu projeto Tangguh na Indonésia e o início de suas instalações de exportação no exterior da Mauritânia e Senegal — devido à covid-19, devido à redução do número de funcionários nos locais.

Imperial Oil
A Imperial Oil, de propriedade da Exxon, está lutando contra um surto em seu projeto de areias petrolíferas canadenses em Kearl Lake, no norte de Alberta. Aproximadamente 100 infecções espalhadas por quatro províncias canadenses foram ligadas ao campo de trabalho pelas autoridades de saúde.

O vírus se espalhou em Kearl Lake, apesar das medidas tomadas pela empresa desde março para limitar os surtos. A Imperial tentou distanciar os trabalhadores cortando o número de passageiros em vôos para o campo e ônibus para deixar assentos vazios entre eles. A empresa também reduziu sua equipe no local para 1,5 mil trabalhadores essenciais, comparado a cerca de 4 mil.

Um porta-voz da empresa imperial disse que quase todos os infectados se recuperaram e que não há casos ativos em Kearl.

Os operadores do campo de trabalho e das plataformas no mar podem limitar a propagação viral se puderem testar todos os trabalhadores de maneira eficaz e manter um distanciamento e saneamento social adequados, disse Conor Browne, consultor de biossegurança com sede em Belfast. Mas as condições de trabalho próximas também podem fazer com que a doença se espalhe rapidamente se uma infecção invadir. “Quando a infecção entra, você tem um grande problema”, disse Browne.

Equinor
A maior empresa da Noruega, a gigante da energia Equinor — anteriormente conhecida como Statoil — fez esforços em abril para manter a expansão do projeto Snorre na plataforma continental norueguesa. Usando o maior guindaste flutuante do mundo para mover equipamentos para a plataforma com trabalhadores especializados, as equipes mantiveram distância construindo uma barraca para abrigar temporariamente os trabalhadores do guindaste.

A Equinor também cortou pessoal no exterior para permitir o distanciamento social depois que um membro da equipe que trabalha no campo de petróleo e gás de Martin Linge, no Mar do Norte, testou positivo em março. A empresa decidiu reduzir o número de pessoas que trabalham em plataformas, de 6 mil para 4 mil. Não houve outros casos em plataformas na Noruega.

Para os trabalhadores nas plataformas, os rodízios na plataformas se estenderam para três semanas em vez de duas. Áreas comuns estão fora de consideração.

Os trabalhadores foram criativos para lidar com a situação. Com as academias fechadas, as bicicletas ergométricas foram movidas para os helipontos, que também foram transformados em espaço para corrida e ioga. A pesca se tornou ainda mais popular e o bingo da noite de sábado é transmitido via rádio para as cabines.

“Uma fita métrica foi provavelmente uma das ferramentas mais importantes que tínhamos nos primeiros dias”, disse Jez Averty, vice-presidente sênior de operações da Equinor no sul do Mar do Norte.

Valor Econômico

Demanda global por GNL tem primeira contração em 8 anos, diz Wood Mackenzie

A demanda global por gás natural liquefeito (GNL) deve cair em 3 milhões de toneladas, ou 2,7%, durante o verão no hemisfério norte, o que seria a primeira retração sazonal desde 2012, disse a consultoria Wood Mackenzie.

A projeção de queda vem em momento em que o crescimento da demanda pelo combustível é impactado por medidas de isolamento e por perspectivas econômicas negativas depois da pandemia de coronavírus, disse a empresa em nota.

“A Covid-19 irá levar a uma contração global nas entregas de GNL ao longo do verão de 2020 quando na comparação com o ano anterior”, afirmou o diretor de análise da Wood Mackenzie, Robert Sims.

A demanda de inverno em 2020/21 poderia mostrar uma melhora de 5 milhões de toneladas na comparação com ano passado, embora isso seja abaixo da expansão de 15 milhões de toneladas vista no ano anterior.

Isso pode envolver um risco de queda nos preços na Ásia caso compradores decidam adiar carregamentos do verão para o inverno, disse Sims.

Os preços spot do GNL na Ásia estão em mínimas recorde, abaixo de 2 dólares por milhão de unidades térmicas (btu), devido ao excesso de oferta e à queda na demanda.

“Em geral, o retorno a um crescimento mais forte não é esperado antes de meados de 2021”, disse Sims.

No Japão, maior importador de GNL do mundo, a demanda deve cair 3% no trimestre entre abril e junho, quando na comparação anual, segundo a consultoria.

Na Índia, a demanda deve cair 24% no segundo trimestre, após três meses de quarentena.

Na China, segundo maior importador global, o consumo de GNL deve crescer em 12%, para 15 milhões de toneladas no segundo trimestre, embora a recuperação da demanda no setor de eletricidade local enfrente incertezas macroeconômicas e competição de usinas a carvão.

Agência Reuters