Firjan elabora Guia com orientações para retomada segura das atividades da indústria de O&G

Material apresenta medidas práticas e adaptações na rotina para garantir segurança na manutenção ou retomada das atividades de nove setores produtivos, durante a crise provocada pela Covid-19

Para orientar as empresas na retomada das atividades, a Firjan elaborou o Guia de Orientações para a Retomada Segura das Atividades Industriais, com medidas práticas, visando a garantia da saúde e segurança no trabalho em especial para o mercado de óleo e gás, construção naval e demais 7 setores produtivos. “O Guia oferece diretrizes para a volta da produtividade plena com a preservação de empregos e a construção de um novo ambiente, seguindo sempre as determinações das autoridades em relação ao isolamento”, afirma o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

O Guia faz parte do Programa Resiliência Produtiva Firjan e segue as diretrizes da Legislação para prevenção dos riscos contra o coronavírus. Divido em 10 tópicos, com linguagem direta e informações práticas, o material traz informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), além de um conjunto de medidas trabalhistas adotadas pelo governo brasileiro e orientações gerais para os empregadores com base nas recomendações da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério da Economia.

Gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Fragoso explicou que para o capítulo de óleo e gás foram observadas as experiências implementadas pelas empresas no exterior que estão em fase de retomada. “Nossa contribuição é no sentido de reunir as recomendações dos distintos órgãos em relação à prevenção e à necessidade de atenção com a saúde dos trabalhadores, como aliás sempre o fizemos. Nesse momento, de maior atenção à saúde dos indivíduos e de grande retração econômica, se faz ainda mais necessário o cuidado para o respeito às recomendações que protegem os trabalhadores e seus empregadores, não adicionando às empresas custos a mais, que não os recomendados, que não são efetivos e que portanto só causariam ainda maior dano às empresas e aos trabalhadores”, afirma.

Um dos coordenadores do trabalho, o gerente Institucional de Saúde e Segurança do Trabalho da Federação, José Luiz Pedro de Barros, destaca que o retorno não será uma volta a tudo como era antes, pois as empresas terão que conviver com novos procedimentos e rotinas de trabalho. “O objetivo do documento é orientar o empresário para o retorno seguro dos empregados e da produção, sem contribuir com os números da Covid-19”, resume José Luiz.

Ao planejar a retomada das atividades, o Guia sugere que as empresas observem sete diretrizes essenciais, que levam em conta três eixos:

1. Adequação no ambiente de trabalho, que trata de desinfecção e limpeza; sinalização e adequação de layouts em ambientes de uso coletivo para manter o distanciamento; medidas administrativas; comunicação, treinamento e orientações
2. Novas rotinas de trabalho em tempos de Covid-19, que orienta sobre uso de máscara ou outro tipo de proteção facial; higienização pessoal; alterações emocionais e saúde mental; e mudança do horário dos turnos ou redução de jornada, para atender as necessidades de distanciamento social;
3. Ciclo de cuidado com as pessoas, que orienta sobre imunização dos trabalhadores para outras doenças como sarampo e influenza; monitoramento da saúde dos trabalhadores assintomáticos; manejo para identificação de casos suspeitos; acompanhamento do retorno ao trabalho de infectados recuperados; e exames diagnósticos.

“Cada empresa avalia as medidas que vai adotar, dentro da sua realidade. O Guia traz várias sugestões e orientações para que a empresa alcance as diretrizes”, explica José Luiz.

Levando em conta as características de cada setor produtivo, o Guia contém um conjunto de práticas comuns e sugere medidas específicas para cada setor em particular. Entre as orientações em comum para todos os setores estão os cuidados em relação aos trabalhadores pertencentes ao grupo de risco (com mais de 60 anos ou com comorbidades de risco), e a orientação para que sejam evitados contatos muito próximos, como abraços, beijos e apertos de mão. Há também medidas para garantir o isolamento social, incluindo as possibilidades de adequação de turnos.

As orientações estão divididas pelos seguintes setores: Óleo e Gás; Alimentos e Bebidas; Construção Civil; Construção Naval; Metal Mecânico; Papel, Gráfica e Editorial; Confecção, Têxtil e Moda; Extração Mineral; Audiovisual; e Demais Setores em Geral.

Disponível para download, o Guia foi desenvolvido pela Gerência Institucional de Saúde e Segurança do Trabalho (GSS) em parceria com a Gerência de Saúde e Segurança do trabalho (GSA) da Firjan.

Baixe o Guia de Orientações para a Retomada Segura das Atividades Industriais em https://www.firjan.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=2C908A8A724E29BD01725C63433775FB

 

Estatal divulga teaser de E&P na Bacia do Espírito Santo

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de parcela de sua participação nos blocos exploratórios pertencentes às concessões ES-M-596_R11, ES-M-598_R11, ES-M-671_R11, ES-M-673_R11 e ES-M-743_R11, localizados na Bacia do Espírito Santo.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhor alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre as concessões

As concessões ES-M-596_R11, ES-M-598_R11, ES-M-671_R11, ES-M-673_R11 e ES-M-743_R11 foram adquiridas na 11ª Rodada de Licitações da ANP em 2013 e estão atualmente no 1º Período Exploratório. A participação atual da Petrobras nas concessões está detalhada no quadro abaixo.

  Concessão                                                              Consórcio
ES-M-596_R11             Petrobras (50%) – operadora; Equinor (50%)
ES-M-598_R11        Petrobras (40%); Equinor (40%) – operadora; Enauta (20%)
ES-M-671_R11         Petrobras (40%); Equinor (35%) – operadora; Total (25%)
ES-M-673_R11        Petrobras (40%); Equinor (40%) – operadora; Enauta (20%)
ES-M-743_R11        Petrobras (40%); Equinor (35%) – operadora; Total (25%)

Encontra-se em andamento perante o CADE e a ANP o processo de cessão para a Petrobras das participações da Equinor, com consequente transferência da operação, e da Total, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2020.

A próxima tabela, contém um resumo das concessões com a participação esperada da Petrobras após a conclusão dos processos perante aos órgãos regulatórios supracitados e do percentual total de desinvestimento.

  Concessão             Participação esperada Petrobras (%)    Percentual total de desinvestimento (%)
ES-M-596_R11                          100                                                  até 50
ES-M-598_R11                           80                                                   até 40
ES-M-671_R11                          100                                                  até 50
ES-M-673_R11                           80                                                   até 40
ES-M-743_R11                          100                                                  até 50

As concessões estão estrategicamente posicionadas em relação às descobertas do pós-sal nas áreas conhecidas como Parque dos Deuses, Parque dos Doces e Parque dos Cachorros, na Bacia do Espírito Santo, com potencial de comprovar significativos volumes e firmar posição em uma nova fronteira exploratória tanto do pré-sal quanto do pós-sal.

As ofertas serão realizadas por concessão, sujeitas ao eventual exercício do direito de preferência pelos parceiros e demais aprovações necessárias, conforme aplicável.

Agência Petrobras

Segunda edição do Ocyan Waves Challenge recebe mais de 100 inscrições de startups

Pitch day, segunda fase do programa, acontece em junho

O Ocyan Waves Challenge, programa da plataforma de inovação da Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, recebeu a inscrição de 106 startups de todo o país para atender aos desafios da empresa na segunda edição do programa, que está sendo realizada neste ano. As empresas selecionadas para a segunda fase participarão de um pitch day no dia 25 de junho.

“Apesar da crise que estamos vivendo neste momento, as startups continuam firmes e interessadas nas oportunidades. O fato de o mercado de óleo e gás não ter parado durante o isolamento social e de já mantermos um relacionamento com as esse ecossistema podem ter contribuído com a adesão, mesmo com desafios mais técnicos na edição deste ano”, comemora o diretor de Produção Offshore da Ocyan e líder do Ocyan Waves, Rodrigo Lemos. Segundo ele, ainda no próximo mês será realizado o Pitch Day com as empresas escolhidas para a segunda fase. “Neste ano, esse evento será online, outra inovação do processo por conta da pandemia”, completa ele.

O Ocyan Waves Challenge lançou cinco desafios na edição desse ano ao mercado de startups para buscar soluções inovadoras para problemas de áreas operacionais da empresa. Entre os desafios que receberam mais inscrições estão: Sistema Inteligente de Gestão de Alarme, com 45 inscrições; Predição de Falhas e Gestão de mangueiras do Topdrive e Autoatendimento em almoxarifado, cada um com 32; Digital Twin do BOP (Subsea Blowout Preventer) com 31 inscrições e Análise de fluido do BOP em tempo real, com 21.

 Entre as regiões, o Sudeste teve o maior número de inscritos. São Paulo liderou entre os estados representando 39% das startups; Rio de Janeiro com 23%; Minas Gerais, 7% e Espírito Santo, 3%. Na região Sul recebemos inscrições do Rio Grande do Sul representando 8% do total; Santa Catarina, 6% e Paraná, 5%. Do Nordeste, apenas o estado do Ceará registrou participação, 3% e a região Centro-Oeste, na qual Distrito Federal representa 4%; Goiás e Mato Grosso, cada um com 1%.

“A diversidade regional mostra como podemos potencializar o ecossistema de startups do país e trazer para a Ocyan soluções inovadoras, além daquelas que encontramos na prateleira dos atuais fornecedores, concentrados na região Sudeste”, destaca o executivo.

O programa segue agora com fases que vão aprofundar o conhecimento das inscritas com os problemas propostos. Os próximos passos são: Pitch Day (encontro dos empreendedores com a Ocyan, quando serão escolhidos aqueles que seguirão para a fase de imersão); Imersão (quando serão escolhidas até oito startups com maior aderência aos desafios e com as melhores propostas); e Piloto (onde as soluções serão desenvolvidas e avaliadas pela Ocyan). Os aprovados nessa fase final serão incluídos no cadastro de fornecedores da empresa.

Petrobras inicia fase não-vinculante na Bacia de Camamu

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 04/05/20, informa o início da fase não-vinculante referente à venda de sua participação (35%) no Campo de Manati, concessão de produção marítima em águas rasas localizada na Bacia de Camamu, no Estado da Bahia.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase recebem um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre o ativo em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Campo de Manati

O Campo de Manati localiza-se a uma distância de 10 km da costa do município de Cairú/BA, em lâmina d’água entre 35 e 50 metros. O campo iniciou sua operação em 2007 e sua produção média em 2019 foi de 105 bpd de condensado e 1.269 mil m3/dia de gás, através da plataforma fixa PMNT-1, que envolve uma estrutura submarina composta por 6 poços produtores de gás.

A Petrobras é a operadora do campo, com 35% de participação, em parceria com a Enauta Participações (45%), Geopark Brasil E&P de Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Brasoil Manati Exploração Petrolífera Ltda. (10%).

Agência Petrobras

Braskem anuncia hub de exportação nos EUA

A Braskem anunciou que selecionou Charleston, no Estado norte-americano da Carolina do Sul, como novo hub global da companhia para exportações para atender clientes internacionais.

De acordo com a petroquímica, o hub deve ser concluído no terceiro trimestre de 2020 e terá capacidade de exportação de até 204 mil toneladas de polipropileno e polímeros especiais.

Agência Reuters

Mercado fez com gasolina o que setor de etanol queria, diz CEO da Petrobras

Com a alta dos preços da gasolina na esteira de uma recuperação das cotações internacionais do petróleo, os valores do combustível fóssil nas bombas do país ficaram sustentados pelas forças do mercado, afastando a necessidade de uma intervenção do governo reivindicada pelo setor de etanol no Brasil, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Ele lembrou que o setor de etanol havia reivindicado um aumento do tributo Cide na gasolina, para deixar o etanol mais competitivo durante a crise de demanda que abateu a indústria de combustíveis por conta das medidas de isolamento para combater o coronavírus.

Mas, com a alta dos preços da Petrobras, que elevou as cotações em quatro oportunidades durante maio —um aumento acumulado no mês de 45%, em linha com as cotações do petróleo Brent (+40%)—, as forças mercadológicas atuaram, destacou o executivo.

“O mercado rapidamente fez um trabalho que alguns queriam que o governo fizesse, os preços da gasolina reagiram a partir do final de abril e a alta mais do que compensou o imposto que muitos empresários advogavam…para tornar competitivo o etanol frente à gasolina”, disse Castello Branco.

O comentário foi feito durante uma videoconferência promovida pela FGV Energia, quando o executivo foi questionado sobre o que deveria ser aperfeiçoado na indústria do Brasil.

“Neste sentido, o Brasil precisa melhorar muito, precisa ter uma abertura maior a investimentos, para poder explorar efetivamente as riquezas que possuímos…”, destacou.

A alta da Cide foi negada no início de maio pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que sua política “é de não aumentar imposto”, ao ser questionado sobre o assunto.

Diante da negativa, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) vem buscando outras formas de apoio governamental, como um programa para financiamento dos estoques, para limitar o impacto negativo da queda na demanda aos preços.

Em nota nesta segunda-feira, ao comentar a queda no consumo de combustíveis, a Unica disse que a criação de uma linha de financiamento usando os estoques como garantia seria uma solução de mercado que poderia evitar o agravamento da situação financeira do setor.

As vendas totais de combustíveis no Brasil caíram 6,5% no primeiro quadrimestre, com o etanol hidratado recuando no mesmo período mais de 11%, mais do que a redução de 9,5% vista no mercado de gasolina, segundo dados da reguladora ANP.

Agência Reuters

Opep e Rússia discutem manter cortes de oferta de petróleo por até 2 meses, dizem fontes

A Opep e a Rússia estão chegando mais perto de um acordo para prorrogar seus atuais cortes de produção de petróleo, discutindo uma proposta para manter as restrições de oferta por um ou dois meses, disseram três fontes da Opep+ à Reuters.

A Opep+ decidiu em abril que cortaria produção em 9,7 milhões de barris por dia, ou cerca de 10% da oferta global, para sustentar os preços, impactados por uma queda na demanda associada a medidas de isolamento adotadas para conter a disseminação do coronavírus.

Ao invés de aliviar os cortes em junho, fontes disseram à Reuters na semana passada que a Arábia Saudita, líder na prática da Opep, estava convocando reuniões sobre como prorrogar os cortes até final do ano.

Mas isso ainda precisaria ganhar apoio da Rússia, que acredita que os cortes poderiam ser facilmente reduzidos.

“Essa é a proposta agora, mas ainda precisa ser finalizada”, disse uma fonte da Opep+ sobre a prorrogação por um ou dois meses.

“É para um mês ou dois, não por um semestre”, disse uma fonte do setor de petróleo da Rússia, sobre a possível prorrogação dos cortes atuais.

Uma outra fonte da Opep+ disse que havia apoio russo à proposta para extensão por um mês, mas que ainda não havia consenso sobre isso.

Agência Reuters

Petrobras conclui a venda de sete campos terrestres

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 09/08/2019, informa que finalizou a venda da totalidade da sua participação em sete campos de produção terrestres, localizados na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte, para a SPE 3R Petroleum S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A..

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 676,8 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Para a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o desinvestimento da Petrobras tem atraído novos participantes para a indústria, trazendo mais dinamismo para o setor. “É uma ótima notícia para a Petrobras, para a 3R-Starboard, para o setor onshore e para o mercado em geral. Um bom momento para termos boas novas.”

O sócio da Starboard (acionista controladora da 3R), Paulo Thiago Mendonça, fala sobre os planos para o estado do Rio Grande do Norte: “A venda de ativos onshore e águas rasas é uma estratégia muito sadia para a Petrobras e cria oportunidades para novos entrantes no setor, que irão poder priorizar seus recursos gerando valor para a região e para o país. Temos como importante missão ser a maior produtora de gás do estado do Rio Grande do Norte e exponencializar essa oferta de gás.”

Sobre os campos

O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu. A Petrobras detinha 100% de participação em todas as concessões, com exceção da concessão de Sanhaçu, na qual era operadora com 50% de participação, enquanto os 50% restantes são da Petrogal Brasil S.A.. A produção total atual de óleo e gás desses campos é de cerca de 5 mil barris de óleo equivalente por dia.

CSN decide paralisar alto-forno em usina no RJ

A CSN anunciou paralisação de alto-forno 2 de sua usina em Volta Redonda (RJ), cumprindo expectativa informada há duas semanas pelo presidente-executivo da companhia, Benjamin Steinbruch, diante da fraca demanda de aço no país exacerbada pela epidemia de Covid-19.

A companhia não informou por quanto tempo o equipamento será paralisado, mas executivos da companhia mencionaram em 15 de maio que a empresa tinha acumulado até então aço suficiente para uma parada até o final do ano.

O alto-forno 2 tem capacidade de 1,5 milhão de toneladas de ferro gusa por ano. Com a parada, a CSN ficará apenas com o alto-forno 3 em operação, de 3,35 milhões de toneladas e responsável por 75% da capacidade total da usina.

“Demanda interna caiu 50% no segundo trimestre e deve cair no ano 20%”, afirmou a fonte, citando expectativas do mercado informadas mais cedo neste ano pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as siderúrgicas nacionais.

“Estima-se uma recuperação do mercado no terceiro e no quarto trimestres, o que poderia permitir o religamento no fim do ano, mas hoje é difícil ver isso e pode ficar para o ano que vem”, acrescentou.

Com a parada, a CSN é a última das grandes usinas nacionais a anunciar paralisação de equipamento de produção de aço bruto, após Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal anunciarem abafamento de parte de seus fornos entre o final do primeiro trimestre e no início deste.

A CSN não informou quantos trabalhadores são afetados pela decisão, mas a fonte afirmou que o alto-forno 2 “tem cerca 2 mil pessoas trabalhando direta e indiretamente”. Outra fonte próxima da companhia afirmou sem confirmar números que os funcionários “serão realocados em outras funções internas. Não haverá demissões no momento”.

Agência Reuters

Conheça todas as medidas adotadas pela Petrobras contra o coronavírus

Companhia está investindo mais de R$ 30 milhões em ações de saúde e prevenção para seus colaboradores

A Petrobras está investindo mais de R$ 30 milhões em ações de saúde e prevenção para seus colaboradores. As ações vão desde a adoção do teletrabalho para as funções administrativas e pessoas no grupo de risco – a companhia já colocou cerca de 30 mil pessoas trabalhando em casa – até a testagem de todos os colaboradores com suspeita, com testes padrão ouro (RT-PCR), sendo uma das primeiras empresas brasileiras a realizar esse procedimento em larga escala. A companhia também adota os testes rápidos, que identificam anticorpos, antes do embarque para unidades com confinamento e em outras situações operacionais. Foram mais de 20 mil testes realizados (até 29 de maio).

Veja abaixo a linha do tempo com as medidas adotadas pela Petrobras desde que a Organização Mundial de Saúde decretou estado de pandemia:

12/03 – Petrobras reforça orientações preventivas aos colaboradores; suspende viagens internacionais, visitas externas e eventos presenciais com mais de 20 pessoas; e inicia a triagem médica pré-embarque (aferição de temperatura e anamese), orientações preventivas a bordo e desembarque de casos suspeitos. Companhia também adota teletrabalho para todas as pessoas voltando do exterior, em férias ou a trabalho.

13/03 – Petrobras formaliza uma Estrutura Organizacional de Resposta à Emergência (EOR), seguindo a metodologia de resposta à crise Incident Comand System (ICS), internacionalmente reconhecida. Na mesma data são suspensas também as viagens nacionais.

14/03 – Petrobras adota teletrabalho para pessoas do grupo de risco conforme critérios do Ministério da Saúde vigentes; e para pais e tutores de crianças em idade escolar nas localidades com aulas suspensas.

16/03 – Petrobras cria canal de atendimento 24 horas para que os empregados possam reportar sintomas e obter orientações pelas equipes de saúde da companhia e inicia monitoramento contínuo de casos suspeitos, confirmados e contactantes entre colaboradores da Petrobras.

17/03 – Petrobras adota o teletrabalho para as funções administrativas.

19/03 – Petrobras reduz contingente de funcionários nas plataformas e passa a adotar nova escala de trabalho para os que embarcam. Em vez de 14 dias de trabalho, passa a adotar escala de 21 dias para 14 de folga e 7 de isolamento prévio em hotel. Posteriormente, a companhia passou a adotar o monitoramento domiciliar com orientações para isolamento domiciliar, por meio de contatos telefônicos pela equipe de saúde em dias intercalados e canal 24 horas para reporte de sintomas. A escala atual é de 21 dias de trabalho para 21 dias de folga. Na mesma data, foi alterada também a escala nas unidades de refino e gás natural, adotando turnos de 12 horas (em vez de 8 horas) e reduzindo efetivo com atuação presencial.

30/03 – Petrobras passa a usar o teste RT-PCR em trabalhadores que apresentam sintomas da doença; e seus contactantes. A companhia testa todos os colaboradores com suspeita, sejam aqueles em atividades presenciais como os que estão em home office, assim como seus contactantes (no trabalho ou domiciliares). É válido destacar que a empresa foi uma das primeiras no país a tomar essa iniciativa.

16/04 – Petrobras inicia distribuição de máscaras de uso não profissional para funcionários em atuação presencial, incluindo máscaras descartáveis e reutilizáveis.

20/04 – Petrobras começa a realizar testes rápidos (identificação de anticorpos) nos profissionais que vão embarcar a partir dos aeroportos do Rio de Janeiro e Espírito Santo para todas as plataformas próprias do Sudeste.

26/04 – Petrobras inicia os testes rápidos (identificação de anticorpos) para embarque para a base petrolífera de Urucu (AM).

30/04 – Petrobras começa a realizar testes rápidos em funcionários da Refinaria de Manaus (Reman), no Amazonas.

04/05 – Petrobras expande o monitoramento domiciliar para as unidades de refino e gás natural, nos dias que antecedem o início do turno, para checagem do estado de saúde dos colaboradores e orientações médicas caso necessário.

11/05 – A Petrobras inicia testes rápidos na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. As refinarias, térmicas e unidades de tratamento gás da companhia em todo o país começam a ser atendidas por meio de contratos com laboratórios ou de kits de testes rápidos adquiridos pela Petrobras.

Agência Petrobras