Petrobras inicia testes rápidos em trabalhadores na SIX

A Petrobras iniciou a realização de testes rápidos na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada em São Mateus, no Paraná. As refinarias, térmicas e unidades de tratamento gás da companhia em todo o país começaram a ser atendidas por meio de contratos com laboratórios ou distribuição de kits de testes rápidos adquiridos pela Petrobras. Serão priorizados inicialmente os profissionais que trabalham nas equipes de saúde de todas as unidades e as equipes operacionais nos estados onde o quadro de saúde é mais crítico, como o Amazonas (já implementado para as operações no polo Arara / Urucú e Reman, com expansão dos testes para as térmicas), Ceará e Pernambuco. A companhia já utiliza testes rápidos antes do embarque para plataformas.

Este tipo de exame detecta a presença de anticorpos no sangue e, portanto, é útil para identificar pessoas que possam estar com uma infecção ativa há alguns dias (IgM positivo), porém sem manifestação de sintomas, assim como aquelas que possam ter tido uma infecção assintomática no passado, estão imunes e não mais transmitem o vírus (IgG positivo).

Como funcionam os testes rápidos?

O exame é de simples realização, através da coleta de uma gota de sangue na ponta do dedo com resultado em até 30 minutos. O teste rápido identifica dois tipos de anticorpos que são desenvolvidos no organismo para o combate ao vírus, as imunoglobulinas IgM e IgG. O primeiro a se formar é o IgM, que indica que a pessoa pode estar com uma infecção ativa ou ter tido uma infecção recentemente, por isso ela pode estar transmitindo o vírus e deverá ser mantida em isolamento. Na sequência, forma-se o IgG, que indica que o vírus foi combatido pela defesa natural do organismo e que a pessoa está desenvolvendo imunidade à doença, caso em que será autorizado o retorno ao trabalho.

Testes na Petrobras

Ao todo, já foram realizados mais de 9 mil testes para Covid-19 entre empregados, prestadores de serviços e contactantes de casos suspeitos. A companhia testa todos os colaboradores com suspeita, sendo uma das primeiras empresas brasileiras a realizar esse procedimento em larga escala. A estratégia de testagem da Petrobras segue as recomendações das autoridades sanitárias e órgãos reguladores.

Agência Petrobras

Reabertura do Fundo Clima vai contemplar projetos do biogás

O Webinar Técnico da ABiogás terminou, na última sexta-feira (15/05), com a discussão sobre “Políticas Públicas e Financiamento”, que contou com a participação de Artur Milanez, gerente do departamento de Agroindústria do BNDES, Marcio Félix, CEO da Energy Platform (EnP), Monroe Olsen, da Smart Cities e Rafael Gonzalez, diretor-presidente do CIBiogás Para fechar a semana, o presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, abriu o painel lembrando que este é um momento de oportunidades. “Tudo o que estamos ouvindo demonstra o aumento do interesse pelas renováveis, por projetos sustentáveis e de longo prazo. Temos um problema grande hoje, estamos lutando contra o coronavírus, mas quando a crise passar, a questão da mudança climática continua e vamos ter de encarar de frente”, comentou.

Neste sentido, o gerente do BNDES, Artur Milanez, trouxe uma boa notícia. Segundo ele, o banco de desenvolvimento trabalha com a expectativa de liberar o Fundo Clima em breve. “Esperamos ter alguma novidade quanto a isso já no próximo mês. Há dois anos conseguimos a inclusão dos projetos de biogás e biometano como elegíveis neste fundo, e vão continuar nesta próxima fase. São recursos com taxas bem incentivadas, o que vai ser interessante para implementação de novos projetos”, afirmou.

Para Milanez, o setor de biogás vive uma segunda onda, com ganhos de escala na produção, comparada aos projetos de dez anos atrás em que o foco estava mais no tratamento de resíduos do que na geração de energia. Com esta visão, ele sugeriu a revisão do programa do governo federal para a Agricultura de Baixo Carbono (ABC), por exemplo, que está em discussão para a próxima safra e conta com abundância de recursos, tendo já disponibilizado mais de R$ 1 billhão por safra. “Hoje, ele só financia projetos de tratamento de resíduos de origem animal, mas poderia ser rediscutido à luz desta nova era do biogás, em que os resíduos de origem vegetal apresentam um potencial maior na geração de energia”, comentou.

Conselheiro da ABiogás, Monroe Olsen apresentou uma visão geral sobre políticas públicas relacionadas ao biogás, abordando também questões tributárias, regulatórias, financeiras e o conceito de smart cities, que, segundo ele, hoje está mais ligado à ideia de “smart citizens”. “Uma cidade mais criativa e sustentável requer tanto o uso de tecnologias no planejamento, quanto a participação do cidadão, desde a coleta seletiva, da parte orgânica, até a efetiva cobrança de modais com mais tecnologia, para que a mobilidade fique não apenas mais segura e barata, mas agora, em tempos de pandemia, trazendo a possibilidade de um “blue sky”, como estamos vendo, o que pode acontecer por meio de uma matriz mais limpa, substituindo o diesel pelo nosso biometano”, comentou.

Com larga experiência no setor de óleo e gás, tendo atuado nos últimos três anos no Ministério de Minas e Energia, o CEO da Energy Platform, Márcio Félix, defende a criação de um programa integrado do gás, com uma maior valorização do biogás. Márcio explicou que, no ministério, há três departamentos diferentes: o de GLP, do gás natural e do biogás (este dentro do departamento de biocombustíveis). “Acho que deveria ter um projeto estratégico para o país, que seria o Projeto do Gás. Fala-se muito em baixar o preço do gás, transformar a indústria, mas com a cabeça do gás natural. Ninguém está considerando que o biogás vai multiplicar por dois o potencial fóssil do País, e que ainda está distribuído, além de resolver vários problemas ambientais”, defendeu.

Segundo Márcio, o potencial do biogás traduzido para a unidade do gás natural é de 210 milhões de m3/ dia, o que equivale ao dobro da produção brasileira de gás natural ou à projeção do pré-sal. “Então, o biogás é um pré-sal de gás e que está naturalmente distribuído. Ela não precisa disputar espaço com o gás natural, pode entrar com pequenas infraestruturas. O diesel é o elemento a ser combatido, tem um espaço muito grande de substituição”, argumentou.

Coube ao vice-presidente da ABiogás, Gabriel Kropsch, encerrar o primeiro Webinar Técnico da ABiogás, que, durante uma semana, promoveu debates com os maiores especialistas do setor em torno do papel do biogás na descarbonização das cidades, apresentando o cenário atual e passando pelo debate da participação do biometano na rede, produção a partir do saneamento e políticas públicas.

Para fechar as discussões, Gabriel destacou que, dentro das cidades, é inquestionável o benefício do biometano para seus habitantes, inclusive para a saúde da população. No entanto, é na esfera municipal que menos se avançou. “Temos um problema regulatório do gás, de um modo geral, porque ele está na esfera estadual, enquanto o transporte de passageiros está na esfera municipal. Por meio do trabalho da associação, avançamos muito com o governo federal e nos estados, no desenvolvimento das regulamentações, mas no nível municipal ainda não chegamos onde gostaríamos. O que precisamos é de algo simples no conceito, mas de difícil execução, que é passar para o operador do ônibus o benefício do combustível”, concluiu.

O primeiro Webinar Técnico da ABigoás foi realizado de 11 a 15 de maio, com debates ao vivo que reuniram em média, 150 participantes por dia. As lives estão disponíveis no canal do Youtube da ABiogás (https://www.youtube.com/channel/UCRYaxCSFA5H22f2Q0H0_qTA) e as apresentações, no site (https://abiogas.org.br/). A equipe da ABiogás está preparando um FAQ com todas as perguntas enviadas pelos internautas que será disponibilizado no site da ABiogás.

Na 1ª alta do ano, diesel da Petrobras sobe 8%; preço da gasolina é mantido

A Petrobras elevará o preço médio do óleo diesel nas refinarias em 8% a partir desta terça-feira, na primeira alta aplicada ao combustível fóssil pela petroleira neste ano, na esteira de uma recuperação recente dos preços internacionais do petróleo, apontou a empresa na segunda-feira.

Ainda assim, o diesel da petroleira estatal —responsável por quase 100% da capacidade de refino do país— acumula queda de cerca de 40% neste ano, impactado por uma diminuição dos preços do petróleo e de seus derivados diante da propagação do novo coronavírus, que reduziu a demanda global.

A última elevação do diesel, o combustível mais consumido no país, havia ocorrido em 21 de dezembro, quando foi elevado em 3%.

Os preços do petróleo Brent acumulam aumento de cerca de 40% neste mês, reagindo a cortes de produção e a um relaxamento de medidas de isolamento social tomadas em função da pandemia nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Nesta segunda-feira, o Brent operava em alta de cerca de 9%, a 35,32 dólares por barril.

Em contrapartida, a Petrobras decidiu manter o valor da gasolina nas refinarias, após já ter realizado duas elevações neste mês. A queda acumulada da gasolina da Petrobras neste ano também está por volta de 40%.

O repasse dos reajustes nas refinarias até os consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.

DEFASAGENS
Apesar dos recentes reajustes, o mercado aponta um atraso da Petrobras para repassar as altas internacionais.

A estatal tem uma política de preços que busca seguir valores de paridade de importação, que leva em conta preços no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio. No entanto, tem evitado repassar volatilidade ao mercado interno.

“O aumento (do diesel) ainda é insuficiente para fazer frente à alta que a gente teve no mercado internacional, considerando a forte alta que estamos tendo no preço do diesel agora no mercado internacional a gente já está mais de 20 centavos defasado. Ou seja, a Petrobras tem embrionada uma alta de mais de 20 centavos ainda no diesel”, disse o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

“A gasolina segue ainda bem defasada, a gente está entre 15 e 20 centavos de reajuste também atrasado… ela vem atrasando bastante os reajustes.”

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, também afirmou que aguardava reajustes mais altos pela Petrobras.

“No diesel, as defasagens variavam de 0,20 real/litro a 0,14 real/litro, considerando os fechamentos da última sexta-feira (16/05). Assim, esperávamos um reajuste maior do que o anunciado. Como hoje o mercado está subindo, as defasagens continuarão elevadas”, afirmou.

“Esperávamos, também, o anuncio de alteração nos preços da gasolina, pois as defasagens no fechamento da última sexta-feira variavam de 0,30 real/litro a 0,21 real/litro. Existe uma oportunidade para voltar ao equilíbrio com os preços do etanol, sem criar impostos ou medidas protecionistas. Este é o mercado.”

O recuo dos preços da gasolina neste ano reduziu a competitividade do etanol hidratado, seu concorrente nas bombas. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro barrou um pedido do segmento sucroenergético para um aumento da Cide no combustível fóssil.

A Petrobras tem reiterado que seus preços de venda de gasolina e diesel às distribuidoras têm como referência o preço de paridade de importação, que não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes.

Além disso, a estatal também tem frisado que as compras externas de combustíveis por concorrentes permanecem, o que evidencia a viabilidade econômica das importações por outros agentes de mercado.

Agência Reuters

Transpetro atua na contingência decorrente de ação criminosa em duto no Paraná

A Transpetro segue com o trabalho de contingência em duto que foi alvo de ação criminosa de furto na última sexta-feira (15/5), na região de Agaraú, em São José dos Pinhais (PR). A violação do duto pelos bandidos provocou o vazamento de etanol e gasolina que foi contido prontamente pela companhia, sem que houvesse vítimas, nem feridos. Não há comprometimento do abastecimento de combustíveis no mercado por conta do crime. A companhia está realizando a contenção do combustível que vazou do duto e o reparo das instalações. As operações no duto seguem paralisadas.

A Transpetro está realizando o monitoramento constante da qualidade do solo e da água dos açudes e poços da região. As atividades de recolhimento e limpeza estão sendo realizadas ininterruptamente pelas equipes mobilizadas para atendimento da ocorrência, com a utilização de barreiras de contenção, além de 10 caminhões a vácuo e seis carretas tanque, para recolhimento dos produtos vazados. Todos os trabalhos estão sendo realizados em parceria com o órgão ambiental, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Em função da pandemia de Covid-19, a companhia está com cuidados redobrados para a preservação da saúde dos seus trabalhadores que estão em campo para as ações de reparo.

A Transpetro colabora com as investigações dos órgãos de segurança para coibir essas ações criminosas e tem aprofundado a articulação com diversos órgãos externos para, de forma integrada, auxiliar no combate a tais atividades, além de atuar constantemente no desenvolvimento de tecnologias de monitoramento.

A companhia reforça a importância do apoio e do engajamento da comunidade por meio do canal de denúncias, o 168. O anonimato é garantido, a ligação é gratuita e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Todos os moradores podem entrar em contato caso identifiquem qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos e em terrenos próximos, como pessoas ou veículos pesados trabalhando próximo às áreas das tubulações ou cheiro forte de combustível. A Transpetro disponibiliza também o whatsapp (21) 999920-168, pelo qual o morador pode contribuir enviando imagens e vídeos.

Agência Petrobras

Preços do petróleo saltam com alívio de lockdown e resultado positivo para vacina

Os preços do petróleo saltaram para o maior nível em dois meses, diante de resultados positivos em testes iniciais para uma vacina contra o coronavírus, do otimismo quanto à retomada da atividade econômica e de sinais de que produtores estão cumprindo os cortes de produção prometidos.

Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em julho fecharam em alta de 2,31 dólares, ou 7,1%, a 34,81 dólares por barril, enquanto o petróleo nos Estados Unidos (WTI) avançou 2,39 dólares, ou 8,1%, para 31,82 dólares/barril.

Esses são os maiores níveis de fechamento tanto do Brent quanto do WTI desde 11 de março, poucos dias depois de os preços começarem a entrar em colapso após o fracasso de um acordo entre a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia para cortes de produção.

“O WTI levou mais de dois meses para basicamente limpar os destroços da reunião de março (da Opep+)”, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho em Nova York.

A Opep+ reduziu de forma acentuada suas exportações de petróleo na primeira quinzena de maio, de acordo com empresas que monitoram os embarques, sugerindo um forte início para o cumprimento de um novo acordo para cortes de oferta.

O rali do contrato junho do WTI, que expira na terça-feira, sugere que a queda histórica registrada no mês passado, quando a cotação se aproximou da marca de 40 dólares, não deve se repetir.

Nos EUA, a fase de reabertura econômica ganhou tração, com mais norte-americanos deixando os lockdowns e os mercados de ações avançando diante de resultados preliminares positivos nos testes da Moderna para uma vacina contra a Covid-19.

Agência Reuters

Petrobras inicia produção no reservatório na área de Forno na Bacia de Campos

Este será o primeiro Teste de Longa Duração realizado no pré-sal do campo de Albacora

A Petrobras, em continuidade ao comunicado anunciado em 11 de maio de 2020, informa que iniciou em (16/5) o Teste de Longa Duração (TLD) na área do Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) de Forno, no campo de Albacora, localizado no pré-sal da Bacia de Campos. O teste está sendo realizado no poço 3-AB-125-RJS (3-BRSA-1123-RJS), localizado a aproximadamente 120 quilômetros da costa fluminense.

O TLD tem o objetivo de avaliar o comportamento do reservatório em produção e as características do seu petróleo. As informações técnicas coletadas durante a fase de testes subsidiarão o desenvolvimento complementar do campo, que integra o projeto de revitalização de Albacora, do qual Forno faz parte.

“Ter uma reserva nesta área do pré-sal, abaixo do reservatório do pós-sal, é importante porque abre uma perspectiva para o campo e para sua revitalização”, destaca o diretor de Exploração & Produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Plano de Avaliação Descobertas da Área de Forno  

O campo de Albacora, na Bacia de Campos, a 184 km da cidade de Macaé, iniciou sua produção nos reservatórios do pós-sal em 1987, com o FPSO PP Morais. A partir de indícios de óleo na camada pré-sal da concessão, a Petrobras deu início ao PAD na área denominada Forno, onde já foram realizadas atividades de perfuração e sísmica.

 O TLD é uma nova fase do PAD, que prevê a interligação do poço ao FPSO P-31, ancorado em lâmina d’água de aproximadamente 325 metros. Essa fase pretende comprovar o potencial produtivo do reservatório, quando a produção terá caráter de teste.

A Petrobras é a operadora (100%) do campo de Albacora e dará continuidade ao PAD da área.

ANP faz reuniões de diretoria por videoconferência

A ANP retomou, no último dia (14/05), a realização das reuniões de diretoria, interrompidas temporariamente devido à pandemia de Covid-19. A Reunião de Diretoria nº 1013 foi realizada por videoconferência e está disponível no canal da ANP no Youtube. A princípio, as reuniões da diretoria serão realizadas quinzenalmente.

A Agência manteve suas atividades durante exigência de distanciamento social. Os servidores e diretores atuam, em sua maioria, por teletrabalho, e sempre que necessário, de forma presencial, em função de suas atividades. Os diretores estão discutindo as questões do setor diariamente, por videoconferência, nas reuniões do gabinete de crise.

Durante o período em que as reuniões de diretoria estiveram suspensas, as matérias mais urgentes foram apreciadas e votadas pelo colegiado da ANP por meio do Circuito Deliberativo, o que permitiu a continuidade das atividades da Agência.

Ascom ANP

Petroleira avança para fase não-vinculante em processo de venda da Gaspetro

A estatal Petrobras informou que deu início a uma nova etapa de um processo para venda da totalidade de sua participação de 51% na subsidiária Gaspetro.

Nessa fase, os potenciais interessados no ativo recebem mais informações, incluindo orientações para elaboração e envio de propostas não vinculantes de aquisição.

A Petrobras iniciou ainda em fevereiro um processo de venda de sua fatia majoritária na Gaspetro. No começo de maio, no entanto, a empresa reabriu fase de análise e habilitação de potenciais interessados no negócio.

A Gaspetro é uma holding com participação em diversas distribuidoras de gás, que distribuiu 29 milhões de metros cúbicos diários do produto em 2019. A Petrobras possui 51% da empresa, enquanto a japonesa Mitsui Gás e Energia tem 49%.

Agência Reuters

Webinar Firjan: empresas de óleo e gás se reinventam para atravessar a crise

A busca por novos mercados e parceiros, além do empenho para preservar equipes e garantir sua segurança têm sido algumas das ações norteadoras no mercado de óleo e gás para atravessar a crise causada pelo novo coronavírus. Três empresas falaram sobre como estão se adaptando ao momento atual, durante o quarto evento da Websérie Óleo e Gás da Firjan, transmitido na terça-feira, 13/05. A webinar foi moderada por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação.

Nesse momento crítico, a BR2W, empresa brasileira especializada em soluções de células de carga, está desenvolvendo respiradores para fortalecer a área de saúde. Para garantir a segurança do produto – que já está em fase de testes –, a BR2W fez uma joint venture com uma empresa com expertise na área médica.

“Entramos nesse novo mercado a partir de uma provocação de nossa própria equipe. Se criamos soluções para óleo e gás, por que não para a medicina também? Percebemos que esse mercado é tão exigente quanto o de petróleo e gás, pois todo equipamento precisa ser seguro e eficaz. Já trabalhávamos com sistema de controle de projetos e análise de riscos, o que nos ajudou a ganhar velocidade para desenvolver os ventiladores”, contou Pedro Luiz de Souza Pinto Filho, presidente da BR2W. Ele acrescentou que a empresa também está investindo em outros mercados, como o da geração eólica e o de mineração.

Assim como a BR2W, a SSE do Brasil, em Macaé, focada nos mercados de subsea e mangueiras de alta pressão, também está investindo em mineração e explorando outras possibilidades de atividades industriais e parcerias para atravessar a crise. Quanto às atividades habituais, o diretor da SSE Group, Barrie Lloyd, contou que a empresa está dando continuidade, dentro do possível, com grande parte da equipe em home office, respeitando os protocolos de segurança.

“Não há intenção de reduzir a equipe, até porque nossa demanda continua. Temos conseguido garantir a segurança de nosso pessoal, mantendo embarcado um pouco mais de 50% da equipe em rotação. Mas alguns serviços considerados não essenciais foram adiados. Toda crise tem início, meio e fim; e espero que estejamos nos encaminhando para um desfecho em breve”, argumentou.

Ricardo Chagas, diretor da Edison Chouest Offshore América Latina, especializada na construção e operação de embarcações, por sua vez, relatou que a empresa tem conquistado novos contratos. Apesar da crise, a empresa localizada no Porto do Açu está com vagas abertas para contratação de pessoal. “Com sucesso, temos segurado nossos funcionários, que são nosso maior ativo. Estamos na contramão da crise, tentando tirar proveito dela. A grata surpresa foi que, mesmo nesse cenário de pandemia, conquistamos cinco novos contratos nas áreas de embarcação e logística”, destacou.