Preços de petróleo saltam com sinais de recuperação de demanda

Os preços do petróleo saltaram 7% na última sexta-feira e atingiram o maior nível desde março, apoiados por um fortalecimento na demanda por combustíveis, à medida que países de todo o mundo flexibilizam as restrições impostas para conter a disseminação do coronavírus.

O petróleo dos Estados Unidos (WTI) acumulou ganhos de 19,7% nesta semana, enquanto o petróleo Brent subiu 5,2% no período, marcado por notícias altistas. Ambos os contratos registraram a terceira semana consecutiva de altas.

Na sexta-feira, o WTI avançou 1,87 dólar, ou 6,8%, para 29,43 dólares por barril, terminando o dia pouco abaixo da máxima da sessão (29,92 dólares), maior nível desde meados de março. O valor de referência norte-americano já havia saltado 9% na véspera.

O petróleo Brent, por sua vez, fechou em alta de 1,37 dólar, ou 4,4%, a 32,50 dólares por barril. O “benchmark” internacional teve ganho de 7% na sessão anterior.

O segundo contrato do petróleo dos EUA foi negociado com desconto para o primeiro contrato pela primeira vez desde o final de fevereiro, o que indica aperto no mercado, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho em Nova York.

“Não é um acidente o ‘spread’ ter se invertido depois de o estoque de petróleo da AIE (Administração de Informação sobre Energia) e o estoque no centro de distribuição de Cushing registrarem, no relatório de quarta-feira, a primeira queda em semanas”, afirmou Yawger.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores estão cortando bombeamento para reduzir o excesso de oferta, e agora há também sinais de melhora na demanda. Dados mostraram que o uso diário de petróleo na China se recuperou em abril, com refinarias acelerando as operações.

Agência Reuters

Estatal já observa recuperação das vendas de gasolina e diesel no Brasil em maio

A Petrobras já registra boa recuperação na demanda brasileira por diesel e gasolina, ante a forte retração observada no início de abril por impactos do novo coronavírus, o que deverá reduzir as exportações de petróleo cru neste mês, afirmou a diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Lara.

Atualmente, a retração da demanda de diesel está em cerca de 30%, contra 50% no início de abril, enquanto a gasolina apresenta recuo de 40% a 45% nas vendas, versus 65% anteriormente.

Em videoconferência com jornalistas, a executiva explicou que a queda da demanda no país por ambos os combustíveis contribuiu com a exportação recorde de 1 milhão de barris por dia de petróleo em abril, que também contou com a boa qualidade do óleo do pré-sal e a retomada da demanda da China.

“O mercado interno se recuperando agora em maio, as vendas para o mercado externo de petróleo cru vão cair, porque a gente vai priorizar o processamento e a venda no mercado interno, e a gente deve ter um aumento de exportação de gasolina, que deve ser superior em maio ao que a gente viu nos últimos meses”, disse a executiva, aos jornalistas.

Como parte desse movimento, o fator de utilização das refinarias já subiu para mais de 70% atualmente, contra 60% em abril. No primeiro trimestre, esse indicador era de 79%.

Lara pontuou, no entanto, que vê manutenção do apetite externo tanto pelo petróleo da companhia, quanto pelo combustível naval (bunker).

A empresa vem se beneficiando de novas normas internacionais que exigem bunker com baixo teor de enxofre, o que pode ser desenvolvido com baixos custos com o petróleo do pré-sal.

Do lado negativo, Lara citou que o querosene de aviação, que teve um recuo de 90% nas vendas no início de abril e deverá levar mais tempo para retomar a demanda, devido a um movimento muito fraco de companhias aéreas.

Agência Reuters

Evonik investirá 25 milhões de euros para aumentar a fabricação de APIs e intermediários na Alemanha

A Evonik anunciou investimento de 25 milhões de euros para o primeiro estágio de um programa de longo prazo para a ampliação da capacidade de suas unidades produtivas de Dossenheim e Hanau na Alemanha em apoio à crescente demanda farmacêutica da fabricação sob contrato de ingredientes farmacêuticos ativos (APIs) e intermediários avançados dentro da Europa.

Nesta primeira fase os 25 milhões de euros serão para ampliação de Dossenheim e Hanau, com conclusão prevista para meados de 2021. O projeto inteiro deverá ser concluído antes de 2024.

“A pandemia da COVID-19 fez com que muitas empresas farmacêuticas percebessem o quanto é importante dispor de parques industriais na Europa aos quais possam recorrer para fabricar e entregar, de maneira rápida e garantida, seus ativos que salvam vidas aos mercados regionais”, disse Thomas Riermaier, Vice-presidente sênior da linha de negócios Health Care da Evonik. “A ampliação das nossas unidades produtivas alemãs de Dossenheim e Hanau está em andamento para dar apoio aos clientes que buscam um local europeu de confiança para a produção clínica e comercial de seus APIs e intermediários”.

“Além de aumentar a nossa capacidade de produção de APIs e intermediários avançados na Europa, a ampliação dos dois sites cGMP multifuncionais em Dossenheim e Hanau aumentará a habilidade da Evonik de apoiar os projetos de alta complexidade de seus clientes”, disse Dr. Andreas Meudt, VP Exclusive Synthesis da linha de negócios Health Care da Evonik.

Esses complexos projetos de API, que muitas vezes são associados a fármacos oncológicos, antivirais e outros medicamentos especializados, comumente exigem uma variedade de tecnologias avançadas, incluindo processamento contínuo, PEGs e mPEGs de alta pureza, catálise e química criogênica.

A Evonik é uma das maiores CMOs do mundo para APIs e intermediários e a maior fabricante mundial de APIs (HPAPIs) de alta potência. A empresa estabeleceu um amplo portfólio de tecnologias avançadas em sua rede de CMOs nos Estados Unidos, Alemanha, França, Eslováquia e China.

O setor de Health Care é um importante motor de crescimento para a Evonik e integra o seu segmento Nutrition & Care. A Evonik Health Care desfruta de reconhecimento global como parceiro de desenvolvimento e provedor de soluções para empresas farmacêuticas, nutracêuticas e de dispositivos médicos. No mercado farmacêutico, a empresa disponibiliza aos clientes um portfólio amplo e flexível de produtos, além de tecnologias e serviços que contribuem para reduzir os riscos regulatórios, aceleram o tempo até o lançamento no mercado, melhoram a segurança de fornecimento e geram uma poderosa diferenciação de marca para seus medicamentos.

Vallourec estende contrato de fornecimento de tubos de aço sem costura e serviços especializados para a Equinor

A Vallourec Brasil teve recentemente o contrato com a Equinor estendido até março de 2024. O contrato teve o escopo ampliado, incluindo novos produtos na linha de tubos de aço sem costura e acessórios OCTG utilizados nas operações no Brasil e, também, serviços especializados de guarda, manutenção, preparação de embarque, planejamento colaborativo, retorno de sonda, inspeção e serviços de reparo.

Os produtos e serviços serão utilizados nas atividades da Equinor no Brasil, no Campo de Peregrino, na Bacia de Campos (RJ), e em Bacalhau, um projeto localizado no pré-sal da Bacia de Santos (SP).

“Estamos honrados por termos sido escolhidos como o fornecedor prioritário de soluções tubulares para os projetos da Equinor no Brasil. A ampliação de nosso contrato, agregando também serviços, com conteúdo local, além de suporte técnico e planejamento colaborativo, demonstra nossa capacidade de fazer uma oferta completa, que suplanta a entrega de nossos produtos de excelência”, declara Alexandre Lyra, diretor-presidente das empresas Vallourec no Brasil.

A nova demanda deverá ser fornecida no primeiro trimestre de 2021.

Sobre a Vallourec

A Vallourec é líder mundial em soluções tubulares Premium, fornecendo principalmente para os mercados de energia (óleo & gás, geração de energia). Sua experiência estende-se também ao setor industrial (incluindo mecânico, automotivo e construção). Com aproximadamente 19.500 empregados, usinas integradas em mais de 20 países e um avançado setor de pesquisa e desenvolvimento, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferecemos soluções inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar todos os projetos possíveis.

No Brasil, a Vallourec possui seis unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a Vallourec Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o alto-forno das unidades produtoras de tubos; e a Vallourec Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro. No Rio de Janeiro, a Vallourec Transportes e Serviços (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. No Espírito Santo, a unidade Tubos Soldados Atlântico (TSA) fornece serviços de revestimento anticorrosivos.

Grupo Prysmian oferece treinamento online gratuito

Pioneira e líder mundial em tecnologia e desenvolvimento de cabos e sistemas para os setores de Energia e Telecomunicações, o Grupo Prysmian oferece nos dias 14 e 21 de maio, às 18h, dois cursos online gratuitos para a capacitação de projetistas, engenheiros e eletricistas.

Ontem tivemos, o primeiro webinar que abordou a importância de utilizar os cabos corretos para inversos de frequência em uma instalação segura. Já na semana seguinte, os especialistas do grupo promovem uma aula sobre cabeamento estruturado (datacom).

Os treinamentos ocorrerão pela plataforma online e já estão com inscrições abertas. Para participar basta fazer seu cadastro em: https://lnkd.in/dubpKpU

Bregantim, ex-Thomson Reuters, é CEO na Becomex

Marcos Bregantim, ex-head da linha de negócios Mastersaf da Thomson Reuters, acaba de ser contratado como novo CEO da Becomex, uma consultoria da área tributária com produtos de software para a área tributária.

O novo CEO dividirá o comando da empresa com o presidente e sócio majoritário Jaly Paiva, que passará a ter “uma atuação mais técnica nas ofertas de regimes especiais”, explica a empresa em nota.

A meta de Bregantim é triplicar o faturamento da Becomex nos próximos cinco anos, saltando de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões ao ano.

A Becomex vem apresentando taxas de crescimento da ordem de 30% nos últimos anos, e planeja para 2020 atingir um faturamento de R$ 110 milhões sobre os R$ 80 milhões registrados em 2019.

“Vamos estruturar a nova organização para próximos cinco anos, priorizando o crescimento sustentável. Para isso, nosso desafio será desenvolver uma nova liderança, reter e atrair novos talentos, implementar novas ofertas tanto para o mercado interno quanto mercado internacional”, afirma Bregantim.

O novo CEO da Becomex é um executivo experiente: ele vinha liderando a área responsável pelo produtos de gestão fiscal e tributária da Mastersaf dentro da Thomson Reuters por oito anos.

O executivo atuava na própria Mastersaf, onde era diretor de produto, quando a Thomson Reuters comprou em 2011 a empresa, na época um dos maiores players no nicho financeiro no país.

Antes, ele foi diretor de sistemas na WalMart, sendo responsável também pelos sistemas financeiros e contábeis e teve uma passagem de mais de uma década na Microsiga, começando em 1993.

Baguete

Braskem anuncia fim do período de monitoria independente dos EUA

A Braskem informou que o fim do período de monitoria independente sobre a companhia foi confirmado pelo Departamento de Justiça (DoJ) e pelo regulador do mercado de capitais (SEC) dos Estados Unidos.

A monitoria externa independente foi parte do acordo de leniência firmado pela companhia com esses órgãos em dezembro de 2016, na esteira do envolvimento em esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

“A decisão do DoJ e da SEC se baseou no relatório final dos monitores independentes que atestaram a implementação de todas as recomendações relativas à estruturação e funcionamento do seu programa de conformidade e concluiriam que o referido programa atende aos padrões estabelecidos nos acordos”, disse a Braskem.

Agência Reuters

Petrobras inicia venda de 3 térmicas na Bahia e uma no Rio Grande do Sul

A Petrobras iniciou processo para a venda de quatro usinas termelétricas, sendo três em Camaçari, na Bahia, movidas a óleo combustível, e uma em Canoas, Rio Grande do Sul, movida a óleo diesel ou gás natural, informou a companhia.

Em Camaçari, as usinas são Arembepe, Bahia 1 e Muricy, com potência total instalada de 329 megawatts, enquanto a usina de Canoas tem 249 MW.

Nessa primeira etapa, a petroleira publica em seu site um teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para seleção de potenciais participantes.

A empresa ressaltou que a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, que vem buscando focar seus negócios em atividades de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Agência Reuters

Estatal pagará US$ 472 milhões a sócias em 3 áreas no 2º tri após acordos de unitização

A Petrobras pagará 472 milhões de dólares no segundo trimestre a parceiras nas áreas de Lula, Sépia e Atapu, como resultado da assinatura de Acordos de Equalização de Gastos e Volumes (AEGVs), informou a petroleira em fato relevante ao mercado.

O acerto é resultado de Acordos de Individualização da Produção (AIPs), ou unitização, de jazidas compartilhadas nos três ativos.

A unitização é necessária quando uma jazida de petróleo descoberta ultrapassa os limites do contrato para outra área, que pode pertencer ao governo ou então estar contratada por outro consórcio.

Ao serem aprovados pela agência reguladora ANP em 2019, os APIs de Lula, Sépia e Atapu definiram as participações proporcionais de cada uma das empresas nas jazidas compartilhadas, o que requer um reequilíbrio entre receitas e gastos incorridos por cada parte desde o início dos contratos.

Nesse contexto, a petroleira e suas sócias assinaram em 30 de abril os referidos AEGVs para equalização entre os gastos incorridos e a receita obtida com os volumes produzidos até a data da efetividade dos AIPs das jazidas compartilhadas de Lula, Sépia e Atapu, explicou a petroleira.

“Em decorrência do processo de equalização de gastos de volumes nas três jazidas, a Petrobras pagará às demais consorciadas e suas afiliadas o montante líquido aproximado de 472 milhões de dólares, ainda sujeito a atualização de taxa de câmbio e financeira até a data de liquidação, o que ocorrerá no segundo trimestre de 2020”, afirmou.

A jazida compartilhada de Lula ocupa área contratada 100% pela Petrobras, outra região pertencente a Petrobras, Shell e Petrogal (da Galp ), além de área não licitada, que pertence à União.

Já a jazida de Atapu está em área contratada por um consórcio Petrobras, Shell, Total e Petrogal, outra área 100% da Petrobras e uma região também não contratada pela União.

No caso de Sépia, a jazida compartilhada está presente em contrato apenas da Petrobras e em outro que pertence a consórcio entre Petrobras e Petrogal.

Agência Reuters

Reduc bate recorde de entrega de GLP pelo segundo mês consecutivo

Refinaria é atualmente o maior ponto de fornecimento de gás de cozinha do Brasil

A Reduc bateu o recorde de entrega de GLP (gás de cozinha) pelo segundo mês consecutivo. Em abril, foram 90.306 toneladas vendidas, o equivalente a 7 milhões de botijões P13. Pela primeira vez, a refinaria rompeu a marca média de 3000 toneladas/dia de fornecimento do produto. Foram 102 toneladas de GLP a mais por dia em relação a março, o que representa um aumento de 3,5% na entrega diária na comparação com o mês anterior.

Estes números consolidam a Reduc como o principal ponto de fornecimento de gás de cozinha do Brasil. Entre março e abril foram entregues 180.483 toneladas de GLP, fazendo com que a refinaria assumisse um importante papel no suprimento deste produto para diversas regiões do país.

Por conta da pandemia de Covid-19, ocorreu uma queda relevante na demanda pelos principais derivados de petróleo. Já a demanda interna por GLP, ao contrário, disparou desde o início da pandemia, muitoacima dos pedidos iniciais das distribuidoras e das previsões dos agentes de mercado. “Nosso clientes aumentaram suas encomendas e, pela infraestrutura única e características de nossa planta industrial, tivemos plenas condições de atender este crescimento da demanda”, explica o gerente-geral da unidade, William França.

Caminho do GLP

O produto comercializado na Reduc é composto, em sua maior parte, pelo processamento de Líquido de Gás Natural (LGN) recebido de plataformas das bacias de Campos (RJ) e Santos (SP). Outro parcela do derivado é produzida na própria refinaria, que recebe ainda GLP do Terminal de Cabiúnas, em Macaé.

A Reduc é terceira maior refinaria do país e a mais complexa da Petrobras, com capacidade para processar 40 milhões de litros de petróleo diariamente e produzir mais de 50 tipos de derivados diferentes.

Agência Petrobras