UERJ inaugura navio oceanográfico universitário

Amanhã (28/01), a UERJ inaugura o navio oceanográfico Prof. Luiz Carlos, na Marina da Glória, às 15h. A embarcação vai alavancar pesquisas e projetos ambientais, como o monitoramento dos ecossistemas marinhos, aperfeiçoando a formação dos estudantes.

“A Uerj é a primeira instituição de ensino superior do Estado do RJ a possuir um navio. Com ele, vamos potencializar o estudo das ciências do mar, inclusive como laboratório flutuante”, afirma o diretor da Faculdade de Oceanografia, Marcos Bastos.

A embarcação vai atender aos alunos das diversas áreas da Oceanografia, apoiar outros cursos da universidade como Geologia, Geografia e Biologia, além de possibilitar parcerias com órgãos governamentais, empresas e demais instituições de pesquisa.

Com 30,5 metros de comprimento e 7,8 metros de largura, o Prof. Luiz Carlos ultrapassa 250 toneladas, tem capacidade para navegar com 30 pessoas, bem como autonomia para permanecer até 15 dias no mar.

“Vamos aperfeiçoar o monitoramento da poluição da Baía da Guanabara, da Baía da Ilha Grande além de outras baías, regiões costeiras e oceânicas, atuando diretamente em problemas relacionados à pesca, fazendas marinhas e outros recursos naturais”, informa Bastos.

O navio, que teve um custo total de R$ 7 milhões, foi construído no estaleiro INACE, no Ceará. O projeto contou com financiamento da Uerj, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Secti)

A embarcação carrega o nome do professor da Faculdade de Oceanografia da Uerj, Luiz Carlos Ferreira da Silva, como homenagem ao trabalho realizado por ele, ao longo de muitos anos, na formação de gerações de oceanógrafos e na consolidação desse campo de estudos no Brasil. O professor Luiz Carlos, que é oficial da Marinha do Brasil na reserva e foi Secretário Adjunto da Comissão Interministerial de Recursos do Mar (CIRM), estará presente à inauguração.

Serviço
Inauguração do navio oceanográfico Prof. Luiz Carlos
Data: 28 de janeiro de 2020
Horário: 15h
Local: Restaurante Bota – Marina da Glória
Av. Infante Dom Henrique s/n – Glória
Rio de Janeiro – RJ

Frota de apoio marítimo permaneceu estável em 2019

A frota de apoio marítimo em águas brasileiras, ao final de dezembro, totalizava 366 embarcações, sendo 324 de bandeira brasileira e 42 de bandeiras estrangeiras. 89% da frota de apoio offshore no Brasil é composta por barcos de bandeira brasileira e 11% de bandeiras estrangeiras. Nem todas as unidades estão em operação, pois existem em torno de 70 barcos de apoio aguardando contratação.

Levantamento Portos e Navios, com dados da Abeam

Em relação a dezembro de 2015, foram desmobilizadas 149 embarcações de bandeiras estrangeiras e incorporadas 78 de bandeira brasileira. O relatório mensal da Abeam (Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo) informa que 37 embarcações, originalmente de bandeiras estrangeiras, tiveram seus pavilhões trocados para a bandeira brasileira.

De acordo com o relatório da Abeam, a frota ao final de dezembro era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 174 barcos. Outros 19% eram LH (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem 69 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 49 unidades no período, enquanto 24 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 16 PLSVs (lançamento de linhas) e 13 RSVs (embarcações equipadas com robôs).

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Ao final de dezembro, a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, foi a Bram Offshore/Alfanave, com 51 unidades (sendo duas estrangeiras), seguida pela CBO (32 embarcações, todas de bandeira brasileira) e pela Starnav (30, ambas de bandeira nacional). Segundo o relatório, a DOF/Norskan tinha nesse período 23 unidades em sua frota, sendo 18 brasileiras e cinco estrangeiras, enquanto 23 embarcações faziam parte da frota da Wilson Sons Ultratug, todas de bandeira brasileira.

Em novembro do ano passado, a frota contava com 324 embarcações de bandeira brasileira e 41 de bandeiras estrangeiras.

 

Fonte: Portos e Navios

Eneva obtém financiamento de R$1 bi do Banco da Amazônia para térmica Jaguatirica

A elétrica Eneva informou que teve aprovada pelo Banco da Amazônia uma proposta de financiamento de 1 bilhão de reais para sua controlada Azulão Geração de Energia.

Os recursos serão destinados à construção, operação e manutenção do projeto integrado Azulão-Jaguatirica, que envolve a termelétrica Jaguatirica II, em Roraima, e a infraestrutura de produção e suprimento de gás para a unidade a partir do campo de Azulão, na bacia do Amazonas.

O financiamento terá vencimento em até 196 meses a partir da data de celebração, com desembolso dos recursos de acordo com o cumprimento de condições precedentes e do cronograma do projeto.

 

Fonte: Agência Reuters

Prysmian anuncia contrato para fornecer equipamentos ao campo de Mero, no pré-sal

A fabricante de cabos e equipamentos para os setores de energia e telecomunicações Prysmian anunciou que fechou contrato para fornecimento ao campo de petróleo e gás de Mero, no pré-sal da bacia de Santos.

O acordo envolve o fornecimento de aproximadamente 60 quilômetros em umbilicais de aço (STU, na sigla em inglês) que serão produzidos em uma fábrica da Prysmian em Vila Velha, no Espírito Santo.

O campo de Mero, no bloco de Libra, pertence a um consórcio liderado pela Petrobras (40%) junto à anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC e CNOOC (10% cada).

Segundo a Prysiman, o negócio é um marco tecnológico para a indústria de óleo e gás do Brasil, uma vez que será o primeiro na região a utilizar umbilicais de aço.

A fabricante não informou os valores do contrato e nem mais detalhas sobre o negócio.

Fonte: Agência Reuters

ANP faz workshop para debater regulação de postos de combustíveis

A ANP realizou na quarta-feira (22/1), no Rio de Janeiro, um workshop para debater, com representantes do mercado, a revisão da Resolução ANP nº 41/2013, relativa à atividade de revenda varejista de combustíveis.

O superintendente de Distribuição e Logística da ANP, Cézar Issa, representou o diretor Felipe Kury na abertura do evento. “O objetivo é proporcionar o debate, ouvir vocês. Este é um momento importante, em que conseguimos colocar em prática nossa promessa de rever, de forma consciente e responsável, grande parte do arcabouço regulatório do segmento de abastecimento”, afirmou.

Entre os principais pontos debatidos sobre a resolução, esteve a tutela regulatória da fidelidade à bandeira, ou seja, a fiscalização, pela ANP, se os postos bandeirados estão comercializando somente combustíveis das distribuidoras às quais estão vinculados.

Outros pontos debatidos foram a regulação da comercialização de combustíveis fora dos estabelecimento dos postos; a possível retirada do terceiro dígito do preço dos combustíveis nos postos; a suspensão sumária da autorização de funcionamento do posto que viola lacre da Fiscalização da ANP, até que tenha sua situação regularizada; e alterações nos documentos exigidos no processo de outorga de autorização, de forma a comprovar a identidade e idoneidade dos sócios.

Este foi o terceiro workshop dos quatro que a ANP preparou para discutir normas que tratam de atividades do abastecimento de combustíveis. Ontem, foram debatidas as revisões das Resoluções ANP nº 67/2011, que trata da aquisição/estocagem de etanol anidro, e nº 43/2009, sobre comercialização de etanol hidratado. Veja mais informações. O ciclo de workshops termina na manhã de 31/01, com o tema distribuição de combustíveis, previsto na Resolução nº 58/2014.

Os workshops são um primeiro passo no processo de revisão das resoluções, com o objetivo de dar transparência a ações previstas na Agenda Regulatória da ANP, e servirão de subsídio para o aperfeiçoamento das normas. Futuramente, conforme exige a legislação, os temas passarão por análise de impacto regulatório (AIR) e as possíveis minutas para alteração das resoluções serão submetidas ao processo de consulta e audiência públicas antes de sua publicação.

Os workshops são um primeiro passo no processo de revisão das resoluções, com o objetivo de dar transparência a ações previstas na Agenda Regulatória da ANP, e servirão de subsídio para o aperfeiçoamento das normas. Futuramente, conforme exige a legislação, os temas passarão por análise de impacto regulatório (AIR) e as possíveis minutas para alteração das resoluções serão submetidas ao processo de consulta e audiência públicas antes de sua publicação.

 

Fonte: ANP

Projeto patrocinado pela Petrobras captou mais de 600 mil toneladas de CO2 nos últimos dois anos

No Clima da Caatinga realiza ações em Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI) desde 2011

O projeto No Clima da Caatinga captou, somente nos últimos dois anos, mais de 600 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Esse resultado vem acompanhado do prêmio Innovation Challenge, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) no final de 2019. No Clima da Caatinga venceu na categoria “Experiências inovadoras para a promoção do desenvolvimento sustentável”, pelas ações envolvendo comunidades do Piauí na conservação da caatinga.

Com patrocínio da Petrobras, o projeto realiza, desde 2011, numerosas ações de plantio e monitoramento de áreas recuperadas e de preservação, localizadas nos municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). As ações foram divididas em três fases, com dois anos cada. Ao longo desse tempo, já foram plantadas mais de 100 mil mudas de espécies nativas e preservados 6.421 hectares de Caatinga — o equivalente a cerca de 86 campos de futebol.

Em alinhamento aos compromissos da empresa com a agenda de baixo carbono até 2025, a Petrobras vem mobilizando os projetos do Programa Petrobras Socioambiental com atuação no tema Florestas e Clima, do qual o No Clima da Caatinga faz parte, a estimarem o carbono capturado da atmosfera.  A iniciativa permite o fortalecimento da curva de aprendizagem na quantificação de carbono a partir das ações de recuperação e conservação de florestas e uso sustentável do solo.

Tecnologia sustentável

A distribuição de  tecnologias sociais para armazenamento de água da chuva, o forno solar  e o fogão ecoeficiente (que consome menos lenha) no Piauí foram algumas das ações que chamaram a atenção dos avaliadores do prêmio Innovation Challenge. Aliado a essas tecnologias, o projeto também capacitou as famílias de catingueiros em meliponicultura (criação de abelhas), compostagem, gestão participativa de resíduos sólidos e sistema de reuso da água. Todos esses processos contribuem para a geração de renda dos sertanejos associada à conservação da caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro.

Essas ações, que potencializaram o conhecimento e participação das comunidades, foram reforçadas com atividades de educação ambiental, envolvendo capacitação de professores e uso de livros didáticos com temas da caatinga. Os alunos do ensino fundamental, por sua vez, participaram de oficinas de arte, campeonatos esportivos, exposições e sessões de cinema.

Principais resultados do projeto

Durante a terceira fase do projeto, foram atingidas, diretamente, mais de 1.500 pessoas em 40 comunidades do Ceará e Piauí e cerca de 14.500 pessoas foram beneficiadas com as ações de educação ambiental, em 33 escolas. Em dois anos, 62 hectares foram restaurados e monitorados e dois planos de manejo foram elaborados com a finalidade orientar a gestão dos recursos naturais (fauna e flora) da Unidades de Conservação Chico Bibino e Olho D´Agua do Tronco, ambas em Crateús (CE). Essa área restaurada somada às unidades de conservação mencionadas, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Serra das Almas e a fazenda Gameleiras (440 hectares, recém incorporados a RPPN) compõem o resultado de 6.421 hectares de caatinga preservada estimando nessa área cerca de 615.274 toneladas de CO2 sequestrados.

Os impactos positivos do No Clima da Caatinga também foram sentidos pelas  espécies de felinos. As pesquisas científicas realizadas com armadilhas fotográficas mostraram que as onças pardas, por exemplo, voltaram a circular na floresta. Isso é um indicador de que a cadeia alimentar mais complexa está preservada, garantindo a sobrevivência de animais de maior porte e não apenas aqueles que se alimentam de folhas e frutos.

 

Fonte: Agência Petrobras

Petrobras sobre oferta pública de ações do BNDES

A Petrobras informa que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES protocolou, junto à CVM, o pedido de registro da oferta pública secundária de até 734.202.699 ações ordinárias de emissão da Petrobras e de titularidade do BNDES. A Petrobras informa, ainda, que foram disponibilizados, na presente data, o Aviso ao Mercado e o Prospecto Preliminar da oferta.

As ações serão distribuídas simultaneamente, por meio de uma oferta pública de distribuição secundária:

(i)    no Brasil (Oferta Brasileira), realizada nos termos da Instrução CVM nº 400 e demais disposições legais aplicáveis, bem como do contrato de distribuição da Oferta Brasileira (Contrato de Distribuição da Oferta Brasileira), com esforços de colocação das ações no exterior; e 

(ii)    no exterior (Oferta Internacional), sob a forma de American Depositary Shares (ADSs), representados por American Depositary Receipts (ADRs), realizada nos termos do U.S. Securities Act of 1933, conforme alterado e do Contrato de Distribuição da Oferta Internacional (Oferta Internacional e, em conjunto com a Oferta Brasileira, a Oferta Global).

Este fato relevante não deve ser considerado como anúncio de oferta, cuja realização dependerá de aprovação da CVM e da SEC, bem como de condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional.

Os demais termos e condições da Oferta Global estão devidamente descritos e detalhados no Aviso ao Mercado e no Prospecto Preliminar da Oferta Global, disponíveis no site da companhia (www.petrobras.com.br/ri).

 

Fonte: Agência Petrobras

Workshops na ANP discutem normas sobre aquisição, estoques e comercialização de etanol

A ANP realizou no último dia (21/1), no Rio de Janeiro, dois workshops para discutir, com representantes do mercado, a revisão de normas que tratam de atividades do abastecimento de combustíveis. Pela manhã, foi debatida a Resolução ANP nº 67/2011, que trata da aquisição/estocagem de etanol anidro, e, na parte da tarde, a Resolução ANP nº 43/2009, sobre comercialização de etanol hidratado.

Os estudos sobre a Resolução ANP nº 67/2011 iniciaram em 2017, no âmbito da Agenda Regulatória daquele ano, e a norma chegou passar por alterações. Contudo, a Agência entendeu que seria importante fazer uma revisão mais ampla da resolução, publicada em 2011, para adequá-la à realidade atual do mercado e assegurar a formação de estoques para garantir o abastecimento. Entre os pontos em estudo, estão a simplificação de procedimentos – como flexibilização e unificação de prazos e a diminuição de obrigações documentais – e revisão das sanções previstas.

Já na parte da tarde, os debates se concentraram na Resolução ANP nº 43/2009, sobre comercialização de etanol hidratado, e incluiu a discussão sobre a venda do combustível diretamente dos produtores para os postos revendedores. Embora a minuta da nova resolução ainda esteja sendo elaborada, a ANP estuda a criação de um agente econômico restrito à venda de etanol hidratado que possa utilizar as instalações das usinas e possua um CNPJ diferente para fins de recolhimento tributário.

A iniciativa de realizar os workshops visa dar transparência a ações previstas na Agenda Regulatória da ANP, uma vez que o debate e os argumentos trazidos durante os encontros servirão de subsídio para o aperfeiçoamento das resoluções. Futuramente, as minutas para alteração das resoluções em discussão nos workshops serão submetidas ao processo de consulta e audiência pública antes de sua publicação, conforme preceitua o devido processo regulatório legal.

 

Fonte: ANP

Brasil produz mais de 1 bilhão de barris de petróleo em um ano pela 1ª vez em 2019

A produção de petróleo do Brasil em 2019 avançou 7,78% ante o ano anterior e ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris pela primeira vez na história, acumulando 1,018 bilhão de barris no período, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Enquanto isso, a produção de gás natural do país cresceu 9,46% no ano passado, somando 44,724 bilhões de metros cúbicos.

Segundo a agência reguladora, o pré-sal foi responsável pela produção de 633,98 milhões de barris no consolidado de 2019, além de 25,906 bilhões de metros cúbicos de gás natural —altas de 21,56% e 23,27% na comparação anual, respectivamente.

Dezembro representou um novo recorde mensal para a produção de petróleo no país, com bombeamento médio de 3,106 milhões de barris por dia, alta de 15,44% ante igual período de 2018 e 0,52% acima do recorde verificado exatamente no mês anterior.

Já a produção média de gás natural atingiu no mês passado o recorde de 137,8 milhões de metros cúbicos/dia, avanço de 21,19% no ano a ano e crescimento de 0,87% em relação a novembro, disse a ANP.

A produção no pré-sal correspondeu a 66,82% da produção nacional em dezembro, com 2,655 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor no período.

 

Fonte: Agência Reuters