Totvs vê maior competição entre bancos, ecommerce e empresas de tecnologia

O esforço de instituições financeiras, empresas de comércio eletrônico e produtoras de tecnologia para ofertar mais serviços a empresas médias e pequenas os levará cada vez mais a invadirem os segmentos um do outro, disse o presidente-executivo da Totvs, Dennis Herszkowicz.

“Bancos e (empresas de) ecommerce estão cada vez mais perto de se tornarem concorrentes nossos”, disse Herszkowicz à Reuters, em entrevista na sede da companhia da tecnologia de sistemas de gestão.

Segundo o executivo, este cenário já vem ocorrendo no país, à medida que braços dos grandes bancos, como as adquirentes de cartões, têm oferecido uma gama crescente de serviços de gestão para lojistas e uma variedade de negócios, nicho de mercado que era atendido principalmente por empresas de TI como a Totvs e a fornecedora de software para o varejo Linx.

Por outro lado, estas vêm avançando, sozinhas ou por meio de parcerias, na seara dos bancos, oferecendo cada vez mais serviços financeiros, incluindo os próprios pagamentos e antecipação de recebíveis.

As declarações Herszkowicz, ex-executivo da Linx, mostram como a Totvs, que se apresenta como líder no país em software de gestão, com cerca de 50% do mercado e 40 mil clientes, está redesenhando sua estratégia para seguir expandindo receitas num mercado em que identificar rivais tem sido cada mais complexo.

Para o executivo, a arena concorrencial ficará ainda mais aberta a partir de 2020, com os agentes começando a explorar uma nova oportunidade: medição de performance dos negócios e sistemas preditivos que podem ajudar as pequenos e médias empresas a se anteciparem a situações como de maior necessidade de capital, por exemplo.

Assim, com o uso de tecnologias como inteligência artificial, as provedoras de soluções poderiam vender a empreendedores produtos como seguros ou deixar disponíveis linhas de crédito pré-aprovadas.

“As barreiras setoriais estão caindo; os bancos perceberam isso… nós, também”, disse o presidente da Totvs.

Segundo o executivo, essa percepção faz parte do plano de expansão tanto orgânica quanto de eventuais fusões e aquisições da companhia para os próximos anos. A empresa considera inclusive a possibilidade de pedir ao Banco Central uma licença de instituição de pagamentos.

Criada em 1983 como Microsiga, a Totvs rapidamente se expandiu apoiada numa agressiva campanha de aquisições. Foram mais de 30 na última década. Uma das últimas, em outubro, foi a compra de 89% da Supplier, dona de administradora de cartões, por 455,2 milhões de reais. A operação consumiu parte dos pouco mais de 1 bilhão de reais da oferta de ações de maio passado.

Herszkowicz, que assumiu o comando Totvs há pouco mais de um ano, substituindo o fundador do grupo, Laércio Consentino, diz ver “espaços enormes” para ganho de eficiência em serviços financeiros e avaliação de performance do comércio eletrônico.

Ao mesmo tempo em que se tornam concorrentes diretos, empresas de TI, bancos e empresas de ecommerce, também tendem a desenvolver parcerias, ao perceberem que em caso específicos é melhor juntar forças.

A própria Totvs tem feito aproximações nesta direção. No ano passado, fez um acordo com a Rede, braço de adquirência do Itaú Unibanco, e montou uma joint venture com a plataforma digital de comércio eletrônico Vtex.

Fonte: Agência Reuters

Líbia enfrentará “catástrofe” se bloqueio a petróleo continuar, diz premiê

A Líbia enfrentará uma “situação catastrófica” a não ser que forças estrangeiras pressionem o comandante Khalifa Haftar a retirar um bloqueio imposto a campos de petróleo, responsável por reduzir a produção local a quase zero, disse o premiê do país.

Desde sexta-feira, forças de Haftar fecham os principais portos petrolíferos da Líbia em meio a um jogo de poder. Países europeus, árabes e os Estados Unidos se reuniram com aliados de Haftar em Berlim para pressioná-lo a interromper uma campanha para tomar a capital Trípoli.

O primeiro-ministro reconhecido internacionalmente como líder líbio, Fayez al-Serraj, disse à Reuters que rejeita as demandas de grupos do leste do país, representados pelo comandante, que vinculam a reabertura dos portos a uma nova distribuição de receitas petrolíferas entre os líbios. Para ele, essa receita deveria beneficiar todo o país.

“Se continuar assim, a situação será catastrófica”, disse Serraj em entrevista concedida em Berlim.

“Espero que os países estrangeiros acompanhem a questão”, afirmou, quando perguntado se deseja que as potências estrangeiras pressionem Haftar pela retirada do bloqueio aos terminais de exportação de petróleo da Líbia no Mediterrâneo.

Grande parte da riqueza petrolífera da Líbia está localizada no leste do país, mas as receitas são canalizadas através da petroleira estatal NOC, de Trípoli, que diz que serve a toda a nação e se mantém de fora dos conflitos entre façções.

O governo paralelo de Haftar tentou por diversas vezes exportar petróleo contornando a passagem do produto pela NOC, mas foi impedido por uma proibição da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram diplomatas.

A NOC envia as receitas obtidas com óleo e gás, vitais para a Líbia, ao banco central de Trípoli, que trabalha principalmente com o governo de Serraj, embora também financie parte dos salários de funcionários públicos, combustíveis e outros serviços no leste, controlado por Haftar.

Um documento enviado a operadores de petróleo e visto pela Reuters apontou que a NOC declarou força maior para os carregamentos de petróleo dos campos de Sharara e El Feel, localizados no sudoeste do país.

Ao menos nove navios deveriam ser carregados nos próximos dias em portos que agora estão sob força maior, segundo uma fonte do setor. A NOC já havia declarado anteriormente força maior para os portos da costa nordeste da Líbia.

A Líbia não tem uma autoridade central estável desde que o ditador Muammar Gaddafi foi derrubado por rebeldes apoiados pela Otan em 2011. Por mais de cinco anos, o país teve dois governos rivais, no leste e no oeste, com ruas controladas por grupos armados.

 

Fonte: Agência Reuters

Equinor em Peregrino – uma história sobre o impossível

A Equinor produz petróleo e gás no Brasil desde 2011, quando entrou em operação o campo de Peregrino, na Bacia de Campos, sua maior operação internacional offshore. Desde então, já produziu mais de 170 milhões de barris, num dos campos mais desafiadores do País por conta do seu óleo extremamente pesado.

Peregrino é um dos 10 maiores campos em produção no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, produz cerca de 70 mil a 80 mil barris de petróleo por dia. Nos últimos anos, a Equinor conseguiu reduzir os custos operacionais de Peregrino em 35%, maximizando a criação de valor no longo prazo e assim estender a vida útil do campo. Isso significa continuar gerando emprego por mais tempo.

Trabalham em Peregrino hoje cerca de 1.000 pessoas, entre trabalhadores próprios e prestadores de serviço. Eles estão a bordo das duas plataformas fixas (WHP-A e WHP-B) e também da unidade flutuante de produção e armazenamento (FPSO Peregrino). Mais trabalhadores entram em operação com a instalação da terceira plataforma.

Peregrino é um laboratório diário na busca por eficiência de produção. Perfuração de poços com custos mais baixos e menor tempo, e uma gestão de reservatório que almeja extrair o máximo possível de óleo são algumas das estratégias utilizadas para aumentar o fator de recuperação do campo. A companhia já conseguiu aumentar a taxa de 10% para 16% e prevê melhorar ainda mais. Quanto maior o percentual de petróleo que se consegue extrair de um campo, mais valor se cria a partir de uma única descoberta.

Peregrino Fase 2, aumentando a vida útil do campo

Peregrino Fase 2 é um dos principais projetos que entram em operação, criando valor para a sociedade brasileira no curto prazo. Ele envolveu o acréscimo de uma terceira plataforma fixa ao campo, que irá perfurar poços para chegar a reservatórios inacessíveis pelas atuais plataformas A e B. Isso aumentará sua vida produtiva e adicionará 273 milhões de barris em reservas recuperáveis.

A terceira plataforma (WHP-C) foi instalada com sucesso, após a conclusão da montagem dos dois principais módulos da unidade – o topside e os alojamentos, e o primeiro óleo deverá acontecer até o fim de 2020. Cerca de 350 novos empregos diretos serão criados, além de milhares de outros envolvendo a cadeia de fornecedores como um todo.

A experiência adquirida com Peregrino e Peregrino Fase 2 será utilizada no desenvolvimento e nas operações de projetos futuros da empresa, como Carcará e Pão de Açúcar.

Fonte: Equinor

Petrobras inicia venda de fatia remanescente na empresa de gasodutos TAG

A Petrobras informou que iniciou processo para vender uma fatia remanescente de 10% na Transportadora Associada de Gás (TAG).

A companhia vendeu 90% da empresa de gasodutos à francesa Engie e ao fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) em transação concluída em junho do ano passado, por cerca de 33,5 bilhões de reais.

Agora, potenciais compradores receberão um memorando com informações detalhadas sobre a TAG e instruções sobre o desinvestimento, na chamada “fase não vinculante” da operação, incluindo orientações para envio de propostas.

A TAG opera infraestrutura de transporte de gás com capacidade de movimentar 74 milhões de m³/dia. A malha de gasodutos da empresa soma cerca de 4.500 km, segundo informações do site da companhia.

A Engie e os canadenses da CDPQ possuem direito de preferência na aquisição, uma vez que já são os acionistas majoritários da TAG.

O presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr, afirmou no início de dezembro que a empresa tem interesse em comprar a participação restante da Petrobras no ativo e deverá exercer o direito de preferência.

A Petrobras, por sua vez, pretende vender “com prêmio” os 10% que ainda detém na companhia de gasodutos, afirmou em dezembro o diretor de relações institucionais da estatal, Roberto Ardenghy.

O anúncio do negócio ocorre em meio a um amplo plano de desinvestimentos da Petrobras, que tem buscado reduzir o endividamento e focar esforços na exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.

 

Fonte: Agência Reuters

China indica novos presidentes de conselhos para CNPC e Sinopec Group

A China National Petroleum Corp (CNPC) indicou Dai Houliang para a presidência do conselho, em substituição a Wang Yilin, que está se aposentando, disse a empresa em comunicado publicado em sua conta oficial no WeChat.

Segundo a nota, Dai vai renunciar à posição de chairman da China Petrochemical Group (Sinopec Group). Ele passou a última década como executivo sênior do braço listado em bolsa do Sinopec Group, a Sinopec Corp.

Zhang Yuzhuo, ex-presidente do conselho da maior mineradora de carvão da China, o Shenhua Group, foi nomeado chairman da Sinopec, disse a empresa em sua conta no WeChat.

Wang Yilin já foi presidente do conselho da China National Offshore Oil Corp (CNOOC).

A indicação ocorre dois meses após a China ter anunciado a fusão das redes operadas pelas três gigantes estatais —CNPC, Sinopec e CNOOC— em uma única entidade estatal.

Nos últimos anos, a China tem acelerado a reformulação de seu setor de energia, o que inclui mudanças na política de preços de gás e a fusão de gigantes da energia e mineração.

Dai iniciou sua experiência na administração da Sinopec em 1997, como vice-diretor-gerente da subsidiária Yangzi Petrochemical Corp. A Sinopec é a maior refinadora da Ásia.

Rússia caminha para parceria de longo prazo com Opep, diz Gazprom Neft

A Gazprom Neft, terceira maior produtora de petróleo da Rússia, acredita que a cooperação de Moscou com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no que diz respeito à produção da commodity deve continuar no longo prazo, disse o vice-presidente executivo da empresa, Vadim Yakovlev.

Ele elogiou a decisão de uma aliança entre países membros e não membros da Opep, conhecida como Opep+, de excluir o gás condensado russo das cotas de produção aplicadas ao país no mais recente acordo para cortes de oferta, já que permite que a Gazprom Neft possa expandir sua produção de condensado.

Yakovlev disse também que a Gazprom Neft está analisando se deve participar junto à Shell em projetos no Oriente Médio e no Norte da África. Em troca, a empresa ofereceria à petroleira anglo-holandesa um papel em projetos de Achim, na Sibéria, e no “offshore” da ilha de Sakhalin, no extremo oriente russo.

Fonte: Agência Reuters

Diretor-geral da ANP, Décio Odonne, renuncia

Décio Oddone apresentou sua renúncia ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), formalizada em carta enviada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Ficou acertado que o Décio Oddone permanecerá no cargo até a nomeação de um novo diretor-geral. Ele avalia que seu ciclo na agência foi encerrado, com a conclusão de transformações realizadas no setor brasileiro de petróleo e gás.

“Agora, a agência entra em uma fase regulatória e não mais de transformação”, afirmou Oddone.

Abaixo carta enviada pelo Diretor Geral:

“Brasília, 6 de janeiro de 2020

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Jair Messias Bolsonaro

Excelentíssimo Senhor Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque

A indústria do petróleo, gás e biocombustíveis no Brasil vive um momento único. Em 2016, quando assumi a diretoria-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveís (ANP), o setor atravessava sua maior crise. A atividade de exploração e produção demandava novas regras. Os segmentos de abastecimento e gás natural, vinte anos após o fim do monopólio, seguiam concentrados. A área de biocombustíveis vinha de momentos difíceis. Os desafios eram imensos. Mais de três anos depois podemos celebrar o êxito das medidas adotadas sob a orientação do Conselho Nacional de Política Energética(CNPE).

O conjunto de leilões representou um marco para a retomada da indústria de petróleo e gás no Brasil, que agora muda definitivamente de patamar. Com medidas como as rodadas, a oferta permanente, o estímulo à venda dos campos maduros e os estudos para o aproveitamento dos recursos além das 200 milhas, o Brasil voltou ao cenário internacional do petróleo. E retornou em grande estilo. Em menos de dez anos deverá estar entre os cinco maiores produtores e exportadores do mundo.

Ao mesmo tempo foram dados os principais passos para a criação de um mercado aberto, dinâmico e competitivo nos setores de abastecimento e de gás natural. O monopólio de fato no refino e a concentração no mercado de gás estão finalmente chegando ao fim. O uso do biometano foi regulamentado. O setor de biocombustíveis começa a se recuperar. Os preços dos combustíveis passaram a ser divulgados de forma transparente e agora os da gasolina e do diesel seguem com maior aderência os vigentes no mercado internacional. A qualidade da gasolina está sendo equiparada aos padrões internacionais.

As ações adotadas permitiram que o setor passasse pela sua maior transformação. O País está finalmente substituindo um monopólio por uma indústria. Os benefícios para a sociedade sob a forma de investimentos, acesso a combustíveis mais limpos, empregos, renda, arrecadação e preços justos e transparentes serão imensos.

A gestão da ANP está em processo de modernização, simplificação, agilização e aumento da transparência. As reuniões da diretoria passaram a ser realizadas de forma

pública e aberta. As questões da competitividade, da transparência nos preços e da regularidade fiscal passaram a fazer parte da agenda. O orçamento está sendo descentralizado. A necessária desvinculação das áreas técnicas está sob avaliação.

Nunca pertenci a qualquer grupo ou contei com padrinho político. E sempre acreditei que um cargo público só deve ser exercido enquanto a missão a ele associada esteja por ser cumprida.

O processo de grandes mudanças no setor, do qual participei com afinco, encerrou-se com os últimos leilões e a identificação das ações necessárias para eliminar as restrições regulatórias e estimular a competição nos setores de abastecimento, de distribuição e revenda de combustíveis automotivos e de aviação, de gás de cozinha e de gás natural.

Com isso, cumpri a missão assumida em 2016: contribuir com honestidade, transparência e espírito público para o desenvolvimento da maior transformação já produzida no setor de petróleo e gás no Brasil.

Uma nova fase se inicia. Agora é momento de ajustar a regulação a esse novo modelo. Como o tempo dos mandatos nem sempre casa com os ciclos de mudança, acredito que seja hora de iniciar o processo de composição da diretoria colegiada que deverá aprovar as alterações regulatórias que vão sustentar as transformações que começamos a construir. Diferentes desafios demandam profissionais com características distintas. Não houve alterações na composição da diretoria colegiada da ANP em 2019. No entanto, três novos diretores deverão ser nomeados em 2020. Assim, decidi antecipar o fim do meu mandato, que iria até dezembro, permanecendo ainda no cargo o tempo suficiente para a aprovação do meu substituto. Dessa forma a primeira posição a ser indicada passa a ser a de diretor-geral.

Com o encaminhamento das grandes transformações no setor, derivadas de decisões de política energética, e a mudança do foco das ações para o ambiente regulatório, creio que essa é forma pela qual melhor posso contribuir para a consolidação do processo por que passamos, projeto no qual acredito e ao qual dediquei esses últimos anos.

Atenciosamente,

Décio Oddone”

Petrobras diz que ainda não decidiu fatia a ser negociada em oferta de ações da BR

A estatal Petrobras afirmou que ainda não há uma decisão de seus órgãos internos sobre a participação a ser negociada em uma possível oferta adicional de suas ações na empresa de distribuição de combustíveis BR Distribuidora.

A companhia acrescentou que a estrutura ideal da transação e mesmo sua efetiva realização ainda não foram definidas, “o que dependerá das condições de mercado e do seu reposicionamento no setor”, segundo comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O comunicado foi divulgado após o Valor Econômico ter publicado nesta quinta-feira que a companhia teria contratado bancos para realizar a operação em fevereiro. A Petrobras disse no documento que “são inverídicas as informações” do jornal.

 

Fonte: Agência Reuters

Raízen negocia consórcio com fundo GIP por refinarias da Petrobras, dizem fontes

A gestora de fundos Global Infrastructure Partners (GIP) planeja apresentar uma oferta conjunta com a Raízen pelas refinarias colocadas à venda pela Petrobras, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.

A Raízen, uma joint venture entre a Royal Dutch Shell PLC e a produtora de etanol Cosan SA, apresentou ofertas não vinculantes pelas maiores refinarias colocadas à venda pela Petrobras, conforme publicado pela Reuters no final de novembro.

A GIP, baseada em Nova York, administra 50 bilhões de dólares em ativos em seus fundos de infraestrutura e investe em setores como energia, transporte, água e gerenciamento de resíduos.

A Raízen recusou-se a comentar. A GIP não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

Se a oferta for bem sucedida, marcará o primeiro investimento da GIP no Brasil. No ano passado, a gestora começou a captar um novo fundo para investir em mercados emergentes na América Latina e Ásia.

A Raízen controla 7 mil postos de gasolina no Brasil e na Argentina, e tem cerca de 3 mil clientes. Apesar de controlar uma refinaria na Argentina, ainda não tem presença em refino no Brasil, onde a Petrobras exerce o monopólio no setor.

As ofertas vinculantes pelas quatro maiores refinarias são esperadas para o início de março, e precisam ser entregues já com a composição final dos grupos, segundo as fontes, que pediram anonimato porque as discussões não são públicas.

Desde novembro, quando a Petrobras selecionou quatro grupos que passaram à fase de ofertas vinculantes por suas quatro refinarias, as empresas estão negociando a formação de consórcios.

Os grupos selecionados para a segunda fase são Ultrapar Participações SA, Raízen, o fundo estatal dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Investment Company e a petroleira chinesa Sinopec, disseram fontes à Reuters no final do ano passado.

Ultrapar e Mubadala estão em negociações com potenciais parceiros, mas não chegaram a acordos, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A Sinopec pretende apresentar uma oferta individualmente, acrescentaram as fontes.

 

Fonte: Agência Reuters

Estoques e produção de fora da Opep protegem mercado do petróleo de choques, diz IEA

Os estoques abundantes de petróleo no mundo e a crescente produção da commodity por países não membros da Opep, encabeçados pelos Estados Unidos, vão ajudar o mercado a enfrentar choques políticos como a atual disputa entre EUA e Irã, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

“Por enquanto, o risco de uma grande ameaça à oferta de petróleo parece ter diminuído”, afirmou em relatório mensal a entidade com sede em Paris.

“O mercado de hoje, no qual a produção de fora da Opep está crescendo com força e os estoques da OCDE estão 9 milhões de barris acima da média de cinco anos, fornece uma base sólida para que se reaja a qualquer escalada em tensões geopolíticas”, disse a IEA.

A agência afirmou ainda que espera que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) supere a demanda pelo óleo do grupo mesmo no caso de os membros do cartel cumprirem totalmente o pacto para cortes de produção firmado com a Rússia e outros aliados.

“Mesmo que eles se mantenham estritamente fiéis aos cortes, ainda é provável que haja um forte aumento nos estoques ao longo do primeiro semestre de 2020”, afirmou a IEA.

A entidade estimou a produção da Opep em 29,3 milhões de barris por dia (bpd) em janeiro, 700 mil bpd acima da demanda projetada pela oferta do grupo.

Ainda assim, a IEA disse que a oferta global de petróleo recuou em 780 mil bpd em dezembro ante o mês anterior, na esteira de uma redução de produção na Arábia Saudita e com a produção dos EUA crescendo em ritmo inferior ao visto em anos anteriores.

Enquanto isso, a demanda cresceu substancialmente na China e na Índia em 2019, mas se manteve-se estável nos EUA. A IEA manteve sua projeção para o crescimento global da demanda por petróleo em 1,2 milhão de bpd.

 

Fonte: Agência Reuters