Abegás aciona Cade para impor limite à Petrobras no gasoduto Bolívia-Brasil

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) pediu ao órgão antitruste Cade novas medidas que permitam uma redução da dominância da Petrobras no segmento, incluindo um limite para as importações de gás boliviano pela estatal, disse um represente à Reuters.

O pedido foi feito apesar de a Petrobras e o Cade terem fechado, em julho, um acordo para a estatal alienar ativos de gás, em meio a um plano do governo para reduzir o preço da energia com maior uso do insumo na geração elétrica.

Enviados por meio de uma petição, as solicitações ocorrem em meio a dificuldades das distribuidoras em contratar novas fontes de fornecimento do insumo, além da Petrobras, enquanto diversos contratos com a petroleira estão para vencer no fim deste ano em todo o país.

Dentre os pedidos feitos na petição, a Abegás demandou ao Cade que a Petrobras tenha acesso limitado a apenas 50% da capacidade do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A associação também demandou que a petroleira fosse obrigada a conceder, imediatamente, acesso a terceiros às suas plantas de regaseificação e às suas infraestruturas de escoamento, em condições isonômicas e competitivas, além de outros pedidos.

Como argumento, a Abegás disse na petição que o lançamento de chamadas públicas pelas distribuidoras para contratar um total de 21 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás está sendo frustrado pela forte presença da Petrobras no setor e pela falta de acesso de outras empresas à infraestrutura.

“O objetivo dessa petição foi justamente alertar o Cade que todas as medidas anticoncorrenciais ainda estão presentes, mesmo com ação do Cade”, disse o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça.

Por meio da assinatura de um Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) com o Cade, a Petrobras se comprometeu a vender todos os seus ativos de distribuição e transporte de gás até o fim de 2021, além de medidas para permitir o acesso a suas infraestruturas, dentre outras questões.

O TCC permitiu ainda suspender, na ocasião, procedimentos administrativos para investigar a atuação dominante da Petrobras no setor de gás natural.

Mendonça, no entanto, apontou que os prazos previstos no acordo no Cade não estão em linha com a realidade do mercado.

“Infelizmente, esse descasamento do cronograma que está previsto no TCC para essa abertura de mercado, com a necessidade de aquisição (de gás) pelas distribuidoras, realmente pode inviabilizar a abertura do mercado”, afirmou Mendonça.

“Imagina a situação: o TCC vai até 2023. Na hora que tem acesso à infraestrutura, consegue resolver essas questões, lá em 2023, os produtores encontram todo o mercado contratado. Vai colocar o gás para quem? Essa questão precisa ser fechada.”

Em outubro, a Reuters reportou que o domínio da Petrobras no setor de gás e a falta de acesso de outros agentes à infraestrutura frustraram a chamada pública lançada por sete distribuidoras do insumo do Nordeste em busca de novos ofertantes.

Agora, a Abegás teme que a chamada pública convocada por distribuidoras do Sudeste, Sul e Centro-Oeste também não tenha sucesso. Os impedimentos, nesse caso, estão diretamente associados à dificuldade de acesso ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), disse Mendonça. “Tudo indica que o resultado vai ser igual ao que a gente teve no Nordeste.”

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

Ainda que tenha forte dominância no setor de gás, a Petrobras já vendeu fatias majoritárias em ativos importantes, como as unidades de gasodutos TAG e NTS, que estão entre as mais importantes do país.CONTRATAÇÃO DO GASBOL A petição foi enviada pela Abegás após a agência reguladora ANP ter suspendido temporariamente, em outubro, uma chamada pública para a contratação de capacidade do Gasbol, atendendo a um pedido do Cade.

Os motivos para a suspensão não foram publicados, mas a Abegás verificou junto às distribuidoras que há incertezas quanto ao acesso ao gás boliviano, uma vez que a Petrobras tem um crédito para a retirada de 24 bilhões de metros cúbicos, impossibilitando que a Bolívia venda para outras empresas.

As turbulências políticas no país vizinho também têm dificultado tratativas relacionadas ao gasoduto. A chamada envolvia a contratação de 18 milhões de m³/d, diante do vencimento do atual contrato para este volume no fim deste ano. A capacidade total do gasoduto é de 30 milhões de m³/dia.

“A Petrobras teria sido, aparentemente —já que o resultado não foi divulgado oficialmente em razão da decisão da ANP de suspender referido procedimento—, a única empresa a apresentar proposta firme de contratação desta capacidade do Gasbol”, afirmou a petição enviada pela Abegás.

Procuradas, ANP, Cade, Petrobras e Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) não informaram os motivos para a suspensão temporária da chamada pública e também não confirmaram que a petroleira teria sido a única a fazer uma proposta firme.

Elas também não quiseram fazer comentários sobre a reportagem.

Fonte: Agência Reuters

Evonik amplia capacidade de produção de metilato de sódio em Rosario, Argentina

A Evonik planeja aumentar a capacidade de produção de metilato de sódio em sua planta de Rosario/Santa Fe de 60.000 toneladas para até 90.000 toneladas ao ano até 2021.

A ampliação se deve à crescente demanda por biodiesel na América do Sul, sobretudo na Argentina e no Brasil. O metilato de sódio é um importante catalisador na produção de biodiesel em larga escala. “O que motivou a nossa decisão foi a confirmação do aumento da mistura de biodiesel de 11% para 15% até 2023 no Brasil e a alta competitividade das exportações de biodiesel da Argentina no mundo inteiro”, disse Marcos Salgueiro, Gerente Geral da linha de negócios Functional Solutions da Evonik na América do Sul. “É por isso que continuaremos investindo em nossa planta eficiente e confiável, com localização estratégica bem no centro da região produtora de soja e biodiesel na Argentina”, acrescentou.

“Este investimento, aliado à recente ampliação da nossa planta de metilato de sódio em Mobile, Alabama, demonstra o nosso comprometimento com o importante mercado das Américas”, observou Andreas Kripzak, VP e Gerente Geral, Americas, Performance Materials, na Evonik.

Alexander Weber, responsável global pela linha de produtos Alkoxides & Potassium Derivatives, acrescentou: “Esta decisão se alinha perfeitamente com a nossa estratégia global e reforça a nossa posição de liderança no mercado de alcóxidos”.

Além de ampliar a capacidade produtiva, a linha de negócios Functional Solutions da Evonik também está investimento na melhoria da infraestrutura e da logística na América do Sul, incluindo o aprimoramento das soluções de armazenamento na região. Essas medidas devem assegurar um fornecimento contínuo confiável aos seus clientes.

Uma série de acréscimos recentes à capacidade de produção de biodiesel na região reflete a crescente importância do produto no mercado. “Estamos acompanhando os investimentos dos nossos clientes com os nossos próprios investimentos a fim de assegurar um amplo fornecimento futuro para esse importante combustível renovável, que contribui para a redução das emissões”, disse Elias Lacerda, presidente regional América Central e do Sul da Evonik.

Além da Argentina e dos Estados Unidos, a Evonik também produz altos volumes de metilato de sódio em Luelsdorf, Alemanha, para os mercados europeu e asiático.

Petrobras divulga teaser para venda de ativos de E&P na Bacia de Sergipe-Alagoas

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de sua participação nos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, pertencentes à Concessão BT-SEAL-13, localizados na Bacia de Sergipe-Alagoas.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas.

Sobre a Concessão BT-SEAL-13

A Concessão BT-SEAL-13 foi adquirida na 7ª Rodada de Licitações da ANP, em 2005.  O campo de Rabo Branco produz óleo leve desde 2012, cuja média diária de produção de petróleo em 2018 atingiu 161 bpd. O campo de Dó-Ré-Mi possui dois poços descobridores de gás, ainda sem produção comercial. Ambos os campos contam com cobertura total de sísmica 3D.

A Petrobras detém 50% dessa concessão em parceria com a Petrogal Brasil, que é a operadora e detém os 50% restantes.

As ofertas deverão ser feitas por campo, separadamente.

Sulzer nomeia novo Presidente para a divisão de Serviços de Equipamento Rotativos na América do Sul

Com o contínuo crescimento econômico nas indústrias sul-americanas, a Sulzer apoia esta expansão com sua mais recente nomeação para o mercado. Marcelo Alves assumiu a Presidência a divisão de Serviços de Equipamentos Rotativos na América do Sul com o intuito de desenvolver ainda mais o leque de serviços oferecidos pela Sulzer a seus clientes.

Marcelo tem mais de 25 anos de experiência na entrega de soluções de engenharia em vários setores. Seu conhecimento das necessidades do cliente e compreensão dos procedimentos de manutenção de alta qualidade serão de grande ajuda para a implementação do plano de crescimento dos negócios.

“A Sulzer na América do Sul e em todo o mundo tem excelente reputação em prestar serviços de manutenção de alta qualidade,” explica Marcelo. “Com um completo portifolio de soluções para motores, geradores, turbinas e bombas, os clientes contam com o apoio da Sulzer para melhorar o desempenho, eficiência e confiabilidade dos seus equipamentos.”

A Sulzer tem forte presença no mercado sul-americano, com cinco centros de serviços na Argentina, Brasil e Colômbia, que passarão por expansão para disponibilizar mais serviços. Um maior uso de manufatura de valor e engenharia reversa tem reduzindo muito o tempo para o reparo de máquinas mais antigas e estes processos continuarão a oferecer soluções de manutenção com bom custo-benefício.

Marcelo conclui: “Ao utilizar os serviços de manufatura e manutenção mundiais da Sulzer, os clientes podem otimizar o desempenho de seu equipamento e minimizar o tempo parado. Nossa meta é expandir os serviços oferecidos na América do Sul e ajudar nossos clientes a melhorar a confiabilidade e eficiência de seus equipamentos.”

Produção de petróleo no Brasil cresce 1,3 em outubro ante setembro, diz ANP

A produção de petróleo do Brasil teve aumento de 1,3% em outubro em relação ao mês anterior, para 2,964 milhões de barris ao dia, e de 13,4% na comparação com o mesmo período de 2018, informou na última segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já a produção de gás natural registrou um aumento de 2,1% em relação ao mês anterior, para 132 milhões de metros cúbicos ao dia, e de 12,4% na comparação com outubro de 2018, segundo a reguladora.

A produção do pré-sal em outubro aumentou 4,6% em relação a setembro, totalizando 2,394 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), sendo 1,905 milhão de barris por dia de petróleo e 77,6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

3º Fórum WEPS Rio de Janeiro – ONU Mulheres

O CEO da ENGIE, Maurício Bähr, participa hoje (3/12), do 3º FÓRUM WEPS RIO DE JANEIRO, promovido pela ONU Mulheres, na sede da Firjan. O evento debaterá Os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, da sigla em inglês).

O executivo estará no painel de CEOs, entre 14h30-15h20, que terá como tema “A importância do apoio da alta gestão para a igualdade de gênero e direitos humanos”.

Ao lado de outros grandes CEOs, Bähr debaterá sobre o papel das empresas no aumento da representação de mulheres em cargos de alta gerência e o fortalecimento do compromisso dos homens com o empoderamento das mulheres.

O objetivo do Fórum WEPS 2019 é incentivar um modelo sustentável de participação do setor privado para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio da discussão de avanços, desafios e boas práticas de negócios para a promoção da igualdade de gênero.

 Informações:

Data: 3/12 – terça-feira
Local: Sede Firjan – Av. Graça Aranha, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Horário: 14h30

Conectividade está impulsionando a produtividade na indústria

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

Na Indústria 4.0, tecnologias inovadoras vieram para transformar e otimizar todas as fases da cadeia produtiva, baseadas em interoperabilidade, virtualização, descentralização, informações em tempo real, computação em nuvem e modularização, digitalizando produtos, processos e equipamentos. E o que todas essas tecnologias têm em comum? A necessidade de conectividade para captar e interpretar informações, comunicarem-se entre si e, assim, agirem em conjunto, fornecendo uma visão holística das operações em toda a cadeia e permitindo reduzir custos de manutenção, bem como aumentar a vida útil dos ativos e a produtividade.

A conectividade no chão de fábrica já é uma realidade na aquisição de dados provenientes de diversos sensores e dispositivos de IoT implantados em toda uma linha de produção, possibilita a exploração de grande volume de dados por aplicações de Inteligência Artificial e Big Data Analytics, automatizando a tomada de decisão em busca de redução de custos operacionais, do aumento da produtividade e de novas oportunidades de receita.

Em nossos projetos de implementação de soluções de conexão inteligente e de gestão de ativos, observamos a eficiência dessa nova linha de montagem inteligente, onde o grande fluxo de dados estratégicos enviados e recebidos por todos os componentes da fábrica são analisados em tempo real, conectando pessoas, softwares, equipamentos, máquinas e robôs.

Megatendência tecnológica

A conectividade foi apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma três das tecnologias chaves para transformação da produção, em um estudo apresentado na reunião realizada em janeiro de 2019. Junto com a conectividade, que cria conexões entre dispositivos, sensores, máquinas e softwares, e aumenta a visibilidade do que ocorre no chão de fábrica, o relatório indica a inteligência artificial – que automatiza o reconhecimento do evento e o tratamento para a tomada de decisão – e a automação flexível, que incorpora mecanismos responsivos, automação e movimentos remotos, como as tecnologias que vão impulsionar a produtividade na indústria.

Segundo o estudo, a aplicação dessas tecnologias chaves é que vão determinar o impacto no âmbito da produção inteligente, a partir da escolha do melhor modelo para a integração entre a inteligência, a automação flexível e a conectividade.

Mas todos os benefícios das tecnologias que promovem a Indústria 4.0, fundamentada em inovação, produtividade e competitividade, só poderão ser alcançados se a infraestrutura de conectividade das “coisas” estiver plenamente disponível, e muitas empresas têm obtido sucesso nessa jornada com a implantação de soluções para conexões inteligentes como as Redes Mesh, tecnologia que já vem fazendo a diferença no setor de energia, dando conectividade a medidores inteligentes para permitir a medição remota do consumo.

Na indústria, as Redes Mesh têm permitido rastrear itens produzidos e monitorar grandes objetos físicos, proporcionando conexão sem fio de alta confiabilidade para coletar dados do chão de fábrica e várias outras áreas para a geração de estratégias de manutenções preditivas, superando desafios na busca de maior eficiência operacional, gerando novos negócios e mais valor aos seus produtos, capacitando as empresas que adotam as Redes MESH a enfrentarem a crescente pressão competitiva que marca o atual ambiente de negócios.

ZF e Danfoss firmam nova parceria para fornecimento de módulos de potência

A alemã ZF Friedrichshafen AG e a dinamarquesa Danfoss Silicon Power GmbH intensificaram sua cooperação com uma nova parceria estratégica para módulos de potência de silício e carboneto de silício. Os parceiros planejam melhorar a eficiência das transmissões elétricas, aproveitando os benefícios de engenharia e custo na interface entre os módulos de potência e os inversores. Um dos primeiros marcos importantes nessa nova iniciativa é um contrato de fornecimento para os módulos de energia da Danfoss destinados a projetos de produção em grande escala da ZF.

Os módulos de potência são usados nos chamados eletrônicos de potência, que servem como controles eletrônicos para acionamentos eletrificados. “Estamos orgulhosos de fazer parte dessa parceria com a ZF. Acreditamos que essa cooperação mais estreita tem o potencial de ser um divisor de águas para o desenvolvimento e a inovação de futuras transmissões de tração para eletrificação de veículos. Juntos, podemos permitir uma aceleração da transição do setor de transportes”, comenta Kim Fausing, presidente e CEO do Grupo Danfoss.

A parceria permite que as duas empresas participem em conjunto de pesquisa e desenvolvimento, com a Danfoss também fornecendo módulos de energia para aplicações de silício. Além das aplicações padrão de 400 volts, as duas empresas começaram a desenvolver um módulo de potência de carboneto de silício de 800 volts para um projeto de produção em grande volume, com o objetivo de se posicionar na vanguarda deste novo segmento.

 “Essa é uma parceria robusta de longo prazo que permite à ZF e à Danfoss unir suas forças. Isso abre um significativo potencial de inovação para melhorar a competitividade técnica e comercial de nossos inversores. Utilizaremos essa vantagem em todas as nossas aplicações de transmissão; de híbridos a aplicações elétricas completas”, explica Jörg Grotendorst, chefe da divisão de E-Mobility da ZF.

A divisão E-Mobility da ZF fornece sistemas e componentes de acionamento elétrico, enquanto a Danfoss Silicon Power GmbH (DSP) é especialista em módulos de potência de silício e carboneto de silício. Juntando forças para produzir soluções inovadoras de tecnologia aberta para sistemas de transmissão de mobilidade eletrônica, as empresas pretendem dar uma contribuição vital para reduzir as emissões dos veículos.

Nos veículos elétricos e híbridos, os módulos de potência controlam a eficiência do fornecimento de energia ao inversor, bateria e componentes eletrônicos a bordo. Isso significa que o desenvolvimento de inversores que economizam espaço e módulos de potência mais eficientes é crucial para reduzir as emissões em longo prazo.

Petrobras e Exxon disputam fornecimento de plataformas gigantes

A Exxon Mobil e a Petrobras são candidatas a competir por um número restrito de plataformas flutuantes de grande porte, diante da expansão da produção de petróleo em águas profundas, segundo uma das maiores fornecedoras do equipamento.

Com as duas entre as maiores petroleiras desenvolvendo campos no Brasil e da Guiana, a SBM Offshore não conseguirá atender toda a demanda pelas plataformas flutuantes de produção, armazenamento e descarga, ou FPSOs, como são chamadas, disse Eduardo Chamusca, presidente da SBM Brasil. A Exxon tem um modelo de negócios mais flexível e que comporta a contratação de mais de um navio em projetos replicados. A Petrobras sofre restrições de contratação impostas pela Lei das Estatais.

“O que está acontecendo hoje é que as produtoras de petróleo todas vão querer FPSO ao mesmo tempo, e não vai ter empresa suficiente para fazê-los”, disse Chamusca em entrevista de seu escritório no Rio de Janeiro. “Se você tem muitos clientes, em algum momento os fabricantes de FPSO serão mais seletivos.”

A indústria de equipamentos para produção em mar enfrenta queda de demanda e excesso de plataformas desde a desvalorização dos preços do petróleo entre 2014 e 2016. Mas os FPSOs usados em águas ultraprofundas são um ponto positivo fora da curva. A SBM, de Amsterdã, e a Modec, com sede em Tóquio, são as únicas empresas que afretam (alugam) o tipo de embarcação que a Exxon e a Petrobras precisarão para desenvolver algumas das maiores descobertas de petróleo deste século.

Os FPSOs podem produzir até 240 mil barris por dia e custam até US$ 2,5 bilhões cada para serem construídos. As taxas diárias de aluguel dos navios variam de US$ 400 mil a US$ 1 milhão. As ações das duas fornecedoras acumulam alta de cerca de 20% este ano. Enquanto isso, as ações da Transocean – que tem o maior número de sondas de perfuração offshore do mundo e é um dos termômetros do clima geral do setor – mostram baixa de 30%.

Poder escolher quais contratos quer disputar de clientes como Petrobras e Exxon é uma mudança radical de cenário para a SBM, que enfrentou anos de demanda em baixa. Não houve sequer uma licitação de FPSOs no mundo em 2016 que a empresa pudesse concorrer. Para piorar as coisas, a empresa foi bloqueada de assinar novos contratos com a Petrobras depois de ser investigada pela Lava Jato. O veto de quatro anos foi suspenso em 2018 e, desde então, a SBM fechou um contrato para o campo de Mero.

A Petrobras e a Exxon não responderam imediatamente pedidos de comentários. A Petrobras disse anteriormente que considera voltar a construir plataformas próprias, contratando um estaleiro, em vez de afretá-las, como já havia feito no passado.

“Quem vai ter sucesso, como em qualquer mercado capitalista, vai ser a empresa que tiver um modelo de negócios mais pragmático, como uma Exxon da vida”, disse Chamusca. “Não temos um cliente preferido, mas temos um modelo de contratação preferido.”

Petrobras

A legislação brasileira obriga a Petrobras a usar preço como principal critério de contratação, disse Chamusca. A SBM prefere um modelo de negócios que permita a replicação do projeto, reduzindo o tempo de construção. Um pacote com espaçamento de meses entre uma plataforma e outra também permitiria a holandesa a aumentar sua capacidade de produção. Hoje a SBM tem três plataformas em construção simultânea. Em condições ideais de contratação, permitindo rotação de projetos entre departamentos, o número poderia ser triplicado para nove, disse.

“O preço nem sempre é o melhor critério”, disse.

O Brasil é responsável por cerca de um em cada quatro dos cerca de 200 FPSOs em operação globalmente. O país deve passar a responder por metade da demanda mundial após leiloar várias licenças para exploração e produção offshore, disse Chamusca. Em 2020, o Brasil deve fazer licitações para seis plataformas, incluindo para o gigante campo de Búzios.

“Não podemos participar de seis licitações em um ano, precisaremos ser seletivos”, disse Chamusca.

 

Fonte: Bloomberg

Plataforma P-50 ganhará gêmeo digital

A plataforma P-50, que opera no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, ganhará um gêmeo digital (digital twin). Trata-se de uma maquete virtual da plataforma, a partir da qual pode-se aplicar remotamente ideias e ações com potencial para redução de custos e aumento da eficiência e segurança nas operações. Em vez de atuarem em alto-mar, porém, os empregados da companhia estarão no prédio administrativo de Vitória (ES).

Com o desenvolvimento da ferramenta será possível acessar os dados da plataforma em tempo real, visualizar e navegar pelos módulos da unidade e realizar treinamentos virtuais. A interação com ativos virtuais, em vez de usar suas contrapartes reais, evita riscos para o trabalhador e para os equipamentos.

Conexões para Inovação

Essa é mais uma ação do programa Petrobras Conexões para Inovação que é composto por uma série de iniciativas voltadas à inovação por meio do estímulo ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor de petróleo, gás e energia. O primeiro módulo lançado em julho último, em parceria com o Sebrae, tem como objetivo estimular o ecossistema de inovação das startups, pequenas empresas inovadoras e instituições de ciência e tecnologia.

As ferramentas que servirão de base para a experiência são: Plataforma Integrada de Desenvolvimento de Projetos de Engenharia – Base de Dados 3D e Fluxogramas de Processo e Plataforma Unificada do Ativo Digital em Realidade Virtual e Aumentada.

Saiba mais sobre a tecnologia digital twins:
https://nossaenergia.petrobras.com.br/pt/energia/o-que-sao-digital-twins-e-como-podem-aumentar-a-eficiencia-operacional/

 

Fonte: Agência Petrobras