Ocyan participa do Subsea Drilling Brazil Conference

Empresa apresenta soluções para o mercado durante evento no Rio de Janeiro

A Ocyan participará do Subsea Drilling Brazil Conference, maior evento da América Latina sobre o mercado de instalações submarinas e de perfuração, que será realizado nos dias 28 e 29 de novembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

No dia 28, Rodrigo Chamusca, gerente de Tecnologia e Digitalização, responsável pela implementação do Ocyan SMART (Sistema de Monitoramento Avançado Real Time), vai estar no painel que aborda inteligência artificial e explicará sobre o novo sistema implantado na empresa há um ano, com resultados e expectativas, bem como outros projetos em desenvolvimento na área de inovação e tecnologia para sondas de Perfuração.

Já o diretor de Construções Submarinas da Ocyan, Marcelo Nunes, participa, no dia 29, do painel sobre as novas abordagens para as instalações submarinas. “Apresentaremos as novas soluções integradas que a Ocyan vem desenvolvendo para as instalações submarinas. O mercado pede novidades constantes para o aumento de performance e estamos atentos a isso, sempre oferecendo inovações à indústria de O&G”, explica. A empresa também estará com um estande próprio no hall de exposições.

Subsea Drilling Brazil Conference

O evento acontece pela primeira vez no país, organizado por três instituições especializadas em instalações submarinas e perfuração, a International Association of Drilling Companies (IADC Brazil), Subsea UK e Subsea World Magazine. O encontro busca promover o compartilhamento de estratégias e conhecimentos sobre o mercado da indústria subsea e Drilling, com foco no Brasil.

Serviço:

Digitalization and IA to Earn Value

Rodrigo Chamusca – Gerente de Tecnologia e Digitalização

Dia 28: às 15h20

New approaches for subsea installations

Marcelo Nunes – Diretor de Construções Submarinas da Ocyan

Dia 29: às 12h10

Local: Subsea Drilling Brazil Conference – Centro de Convenções SulAmérica

Embarcação Future of the Fjords atende hoje as metas de emissão de 2026

O Future of the Fjords representa um novo padrão de transporte de passageiros ambientalmente responsável, como o primeiro navio totalmente elétrico de fibra de carbono do mundo. O desenvolvimento deste catamarã elétrico apoia o objetivo da empresa de minimizar os impactos ambientais nos fiordes noruegueses, maximizando a experiência de beleza natural para os passageiros – uma abordagem essencial para sua rota entre Flåm e Gudvangen na intocada Nærøyfjord, parte do Parque do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Em 2018, o parlamento norueguês aprovou uma resolução para tornar seus emblemáticos fiordes em uma zona de emissões zero o mais rapidamente possível, até, no máximo, 2026. Isso define o prazo final para que os operadores de embarcações nos fiordes eliminem a poluição emitida por seus navios – um prazo que o Future of the Fjords atendeu com oito anos de antecedência.

“É nossa missão proteger o ambiente vulnerável a que damos acesso, proporcionando ao mesmo tempo a experiência ideal para nossos passageiros”, explica Rolf Sandvik, CEO do armador The Fjords. O inegável sucesso desta missão foi reconhecido com o prêmio de “Navio do Ano” na feira marítima SMM 2018 em Hamburgo.

Protegendo um ambiente intocado

O navio prova que é possível maximizar a experiência dos viajantes, garantindo um impacto mínimo no magnífico ambiente do fiorde. Janelas panorâmicas e trilhas para caminhadas ao ar livre, semelhantes a montanhas, proporcionam aos passageiros vistas espetaculares e uma experiência de beleza natural diferente de qualquer outra.

Design inovador para puro desempenho

A otimização da eficiência energética é uma estratégia fundamental para garantir a viabilidade da embarcação e reduzir seu impacto ambiental. Portanto, o Future of the Fjords utiliza soluções de alta tecnologia em uma variedade de disciplinas para atingir o menor consumo de energia possível. Os leves laminados prensados de carbono para o casco e as superestruturas garantem aproximadamente a metade do peso em comparação com os materiais convencionais.

O design catamarã de última geração também reduz as ondas e buracos que, com o tempo, podem danificar as margens expostas dos estreitos fiordes. Seu sistema de propulsão inovador é alimentado por bateria e a embarcação também integra sistemas de TI atualizados para conveniência digital de passageiros.

As soluções da Westcon Power & Automation estão integradas em todo o navio, trabalhando constantemente nos bastidores para controlar, regular e otimizar o desempenho. Os componentes da Danfoss são usados em vários produtos da Westcon, incluindo inversores para propulsão principal, rede auxiliar e carregadores. Eles garantem uma operação confiável para reduzir a manutenção a um mínimo absoluto.

Coração do navio

A bateria aciona os dois motores elétricos. É composto por 8 racks com 17 módulos de bateria cada, totalizando 1,8 MWh de capacidade de energia. Quando carregada, a embarcação pode funcionar por mais de duas horas a uma velocidade de 11 nós. Nenhum aspecto da otimização de desempenho é deixado ao acaso: um sensor Danfoss MBT é conectado ao controle de ventilação do ventilador para garantir que a temperatura esteja sempre correta na sala de baterias.

Propulsão livre de fósseis

O sistema de propulsão elétrica permite que a embarcação navegue sem emissões a uma velocidade de cruzeiro de 16 nós. Dois motores elétricos de ímã permanente com potência de 450 kW a 1180 rpm acionam a embarcação. Motores e sistemas de controle de propulsão são entregues pela Westcon.

O sistema de propulsão a bateria elimina as emissões de NOx e CO2 e reduz o ruído e as vibrações. Os recursos de posição de difusão do sistema reduzem a potência de propulsão necessária, minimizando ainda mais a resistência e a perda de velocidade.

A propulsão principal e também os propulsores de proa e popa são equipados com drives  VACON® para controlar a velocidade e otimizar o consumo de energia e a manobrabilidade. Além disso, o conversor de rede (grid converter) é um inversor VACON® que fornece energia confiável aos quadros de distribuição auxiliares. Todas as unidades garantem uma conversão de energia segura e de alta eficiência da bateria.

Lubrificação suficiente

O controle do motor elétrico de uma maneira mais eficiente também contribui para reduzir ao mínimo o consumo de energia. Lubrificação suficiente é a chave para a alta eficiência de propulsão e isso só pode ser alcançado com controle preciso de pressão e temperatura sob todas as condições de operação.

Na engrenagem de redução da hélice, um pressostato Danfoss MBC 5100, sensor de temperatura MBT 5250, transmissor de pressão MBS 5150 e a válvula proporcional de alto desempenho PVG 32 estão instalados no sistema de propulsão para garantir a lubrificação ideal e reduzir o consumo de energia ao mínimo.

Conversão de energia leve oferece empuxo total

O sistema de energia projetado pela Westcon é duas toneladas mais leve do que a melhor alternativa seguinte, o que reduz a potência de propulsão necessária. Este enorme benefício para a eficiência só foi possível devido à liberdade do design que os inversores VACON® da Danfoss oferecem, explica Frode Skaar, gerente de desenvolvimento de negócios da Westcon.

“Graças à versatilidade dos inversores da Danfoss, que são totalmente compatíveis com muitas tecnologias alternativas, conseguimos projetar tanto o sistema de potência quanto o suprimento de costa de maneira muito ágil. Comparado ao nosso concorrente mais próximo, encontramos equipamentos que faziam o mesmo trabalho que eram duas toneladas mais leves, exigiam menos componentes e garantiam menores perdas de energia, resultando em um sistema melhor”, explica Skaar.

Os drives VACON® também permitiram à Westcon superar desafios no gerenciamento de calor dos sistemas de conversão de energia, resultantes de componentes versáteis e um processo de solução de problemas em que o construtor naval e o proprietário trabalharam de forma positiva e flexível: Conversor VACON® NXP DC/DC, Conversor de Rede VACON® NXP (variantes AFE e MicroGrid), VACON® NXP Air Cooled e VACON® 100 FLOW.

Primeiro porto de energia flutuante do mundo

A rede elétrica local não tem capacidade suficiente para carregar o Future of The Fjords diretamente. Em vez disso, a embarcação recarrega sua bateria no PowerDock, uma doca flutuante de fibra de vidro com capacidade de carga de 2,4 MWh: 1,2 MWh proveniente de uma bateria e 1,2 MWh da rede.

O PowerDock carrega constantemente ao longo do dia, alimentado pela rede local. Recarregar o navio leva apenas 20 minutos, durante os quais o cais fornece cerca de 800 kWh de energia.

A Westcon equipou a estação de energia com acionamentos VACON® de 2,4 MW e seu próprio sistema de controle, garantindo que tudo seja perfeitamente integrado.

Future of the Fjords

Comprimento: 42 m

Largura: 15 m

Materiais: fibra de carbono prensada

Assentos: 400 passageiros

Classe: Embarcação leve DNV GL

Motores elétricos: 2x saída de 450 kW a 1180 rpm

Caixas de engrenagens: 2x caixas de engrenagens Servogear HD220H

Hélice: hélice de passo controlável Servogear Ecoflow com diâmetro de 1475 mm; diâmetro do eixo da hélice 100 mm

Bateria: 1,8 MWh

Comunicado sobre a venda da ANSA e da UFN-III

A Petrobras informa que, em relação à venda de 100% de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), foram encerradas as negociações em curso com a Acron Group, sem a efetivação do negócio.

Não  obstante, a Petrobras informa que permanece com seu posicionamento estratégico de sair integralmente dos negócios de fertilizantes, visando à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia.

 

Fonte: Agência Petrobras

Projetos patrocinados pela Petrobras contribuem com a limpeza das praias atingidas pelo óleo

Os projetos atuam por iniciativa própria em articulação com órgãos públicos e a sociedade para reduzir o impacto nos locais afetados.

Além da atuação direta da companhia, projetos participantes do Programa Petrobras Socioambiental vêm atuando voluntariamente desde setembro, por iniciativa própria, junto a diferentes órgãos e à população em diversas frentes. Além das ações específicas de proteção dos animais, os projetos têm sido fundamentais tanto para limpeza e monitoramento de praias quanto para conscientizar a população. Conheça um pouco mais sobre essa atuação proativa de diferentes projetos patrocinados.

Coral Vivo

Em Abrolhos, membros do Projeto Coral Vivo foram ao mar para monitorar os recifes da região. Com o uso de um drone, foi possível identificar a presença de fragmentos de óleo e descartar a hipótese de que houvesse ali uma grande mancha de óleo.

Cientistas da rede de pesquisas Coral Vivo também vêm coletando amostras de corais para estudar quais seriam os impactos do óleo nesses animais (foto), caso atingidos, e a melhor forma de recuperá-los. Eles vêm atuando em diferentes frentes de pesquisa para avaliar a ação do óleo sobre organismos dos recifes e as possíveis ações de limpeza e recuperação. Nesse sentido, a equipe do Coral Vivo entrou em contato com pesquisadores ligados à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) que vêm desenvolvendo o biogel, um composto biodegradável para limpar de forma segura animais oleados. Leia o depoimento da coordenadora do projeto.

“Atuamos desde o início priorizando a pesquisa. Foi preciso atuar rápido, num tempo bem diferente do esperado para a ciência. Mas tivemos muita cooperação. Teve pesquisador que se prontificou a vir do Rio de Janeiro no mesmo dia em que foi acionado. Eu mesma estava de férias e cancelei para atuar no combate ao óleo. Acompanhamos com atenção a movimentação do óleo pela costa do Nordeste. Quando vimos que estava mais perto da Bahia, começamos a nos preparar, buscando aprender com as experiências mais ao norte. Conseguimos fazer planos emergenciais e temos visto melhoras. Houve impacto para pescadores, para o turismo. Até o momento, os corais não foram afetados.” – Flávia Guebert, Oceanógrafa, coordenadora do Coral Vivo – Arraial d’Ajuda (BA).

Ponta de Pirangi

O projeto socioambiental Ponta de Pirangi atua na conservação e ordenamento costeiro-marinho no litoral potiguar, com a participação ativa das comunidades litorâneas e usuários do mar. Ele vem trabalhando em articulação com projetos e instituições ligadas à conservação do litoral, incluindo as tartarugas marinhas.

A equipe do projeto vem monitorando algumas praias e compilando informações repassadas por pescadores e voluntários da região. Em Tabatinga, de onde a prefeitura retirou 15 toneladas de óleo e areia, o projeto atuou em articulação com a gestão municipal, estadual e as comunidades para a limpeza. Leia o depoimento da coordenadora do projeto.

“Atuamos em diversas frentes junto às colônias de pescas e comunidades tradicionais, com foco em três municípios do litoral potiguar. Um deles é Nísia Floresta, o mais impactado do RN, de onde já foram retiradas mais de 20 toneladas de óleo e localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) Bonfim Guaraíras. Como participamos da Rede MangueMar, que articula a sociedade civil com comunidades de pesca e instituições de pesquisa em todo o litoral do estado, sabemos que o óleo alterou a vida de todo mundo.  A praia de Búzios, em Nísia Floresta, é um berçário natural da Tartaruga de Pente – uma das principais áreas de desova da espécie no Atlântico Sul. Na desova 2018/19 conseguimos monitorar 114 ninhos, assegurando a vida de 10 mil filhotes, e agora temos buscado informar o que fazer com os animais oleados. O combate ao óleo é difícil, mas hoje estamos mais estruturados. Como essas comunidades nem sempre têm acesso à internet, articulamos com o órgão ambiental uma capacitação específica para pescadores e distribuímos EPIs (equipamentos de proteção individual).” – Lígia Rocha, Bióloga, coordenadora do projeto Ponta de Pirangi.

Tamar

As equipes do projeto Tartaruga Marinha, o TAMAR, vêm atuando em diferentes municípios de diversos estados do Nordeste. Além de reforçarem o monitoramento para garantir que os filhotes de tartarugas eclodidos em ninhos da região não ficassem presos nas manchas de óleo, elas vêm retendo filhotes nascidos em áreas mais impactadas para liberação em locais seguros. O projeto vem repassando diariamente ao Centro TAMAR/ICMBio informações sobre as tartarugas marinhas e as praias cobertas pelo Tamar. Além disso, vem informando continuamente a sociedade e os meios de comunicação sobre a situação das praias e animais em relação ao óleo.

Baleia Jubarte

O projeto Baleia Jubarte vem trabalhando de forma articulada com o Tamar, no Litoral Norte da Bahia, apoiando entes locais, estaduais e federais e a comunidade em resposta ao óleo. A sede do projeto na Praia do Forte, em Mata de São João (BA), reuniu representantes da prefeitura do município, do TAMAR, do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de condomínios e empreendimentos turísticos locais para uma reunião de nivelamento de informações e orientações para a limpeza das praias, remoção e correta destinação do óleo. A sede também foi o local de treinamento liderado pelo Ibama para limpeza das praias.

De Olho na Água

A equipe do projeto de Olho na Água, com atuação em Icapuí, no Ceará, onde desenvolve ações de replantio de mangue e coleta de sementes, vem monitorando o estuário da Barra Grande e da praia da Requenguela com o objetivo de verificar possíveis manchas de óleo. Esse trabalho ocorre numa área de grande importância ecológica, com uma extensão de cerca de 2 km. Técnicos do projeto também participaram da limpeza da praia de Barreiras, no dia 21 de outubro, onde foram coletados cerca de 400 kg de placas de óleo.

Viva o Peixe-Boi Marinho

O projeto Viva o Peixe-Boi Marinho vem participando de uma força tarefa de limpeza das praias em todo o litoral de Sergipe. A equipe de 10 pessoas do projeto vem colaborando com prefeituras municipais, ICMBio, voluntários e o exército. O monitoramento ocorre de maneira integrada e planejada, a partir das reuniões do “Comando Unificado”, com a participação de Ibama, ICMBio, Adema (órgão ambiental do estado do Sergipe), Marinha e Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aracaju. Essa cooperação tem possibilitado identificar as áreas mais impactadas pelo óleo e orientar as melhores estratégias para remoção de resíduos.

Manati

O projeto Manati, que se dedica à proteção de diferentes mamíferos marinhos no estado do Ceará, vem realizando o resgate e atendimento de vários animais em seu centro de reabilitação. Além disso, técnicos do projeto e voluntários vêm monitorando as praias do estado, documentando o que é encontrado e informando às autoridades em atuação conjunta com a Secretaria de Meio Ambiente do Ceará e o Ibama.

Meros do Brasil

O projeto Meros do Brasil (PMB) tem realizado a coleta de pequenos animais nos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia para investigar o possível impacto à fauna. O trabalho vem ocorrendo em ambientes como recifes, estuários e praias arenosas, ecossistemas sensíveis ao óleo e vitais para centenas de espécies, seja como berçário ou como área de alimentação e descanso.

Em Alagoas, parte da equipe do projeto participou de um mutirão de limpeza de óleo no município Barra de São Miguel. O projeto vem se reunindo com entidades como o Ibama, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas e Universidade Federal de Alagoas, no Grupo de Trabalho Óleo Sul de Alagoas. Também promoveu uma palestra no Colégio Estadual Gabino Besouro sobre o impacto do óleo e realizou um mergulho para remoção de óleo nas piscinas naturais do Pontal do Peba.

Em Pernambuco, o Meros do Brasil participou da criação de um grupo de monitoramento e risco de poluição ambiental, no município de Tamandaré. No estado, na foz do rio Formoso, o projeto vem coletando moluscos, depois encaminhados para análise na Universidade Federal do Rio Grande (FURG/RS).

Fonte: Agência Petrobras

Petrobras e parceiros investem em ampliação da capacidade do maior supercomputador da América Latina

Foto: Alaor Filho / Agência Petrobras

Supercomputador será crucial para acelerar pesquisas, analisar grandes volumes de dados e ampliar sucesso exploratório no pré-sal

A Petrobras e seus parceiros do Consórcio de Libra investiram R$ 63 milhões na ampliação da capacidade de processamento do supercomputador Santos Dumont, que passa a liderar o ranking dos computadores de mais alto desempenho da América Latina. O equipamento será capaz de processar um volume de até 4 quatrilhões de operações matemáticas por segundo (ou 4 PFlops), o equivalente à potência computacional gerada por 4 milhões de laptops típicos. A tecnologia será aplicada em pesquisas de exploração e produção de petróleo e gás e na análise de grandes massas de dados (geofísicos, geológicos e de engenharia) que demandem alta capacidade computacional para cálculos científicos, baseados em ferramentas de inteligência artificial e deep learning.

A  ênfase será sobre estudos nas áreas de processamento sísmico e de simulação de reservatórios, além da otimização da perfuração de poços e dos projetos de produção – no pré-sal da Bacia de Santos e, em especial, no campo de Mero. A potência computacional da máquina reduzirá de 10 a 50 vezes o tempo de processamento sísmico, permitindo reduzir incertezas geológicas e aumentar o índice de sucesso exploratório – que consiste na identificação de petróleo comercialmente viável após a perfuração de um poço. Com isso, a expectativa é contribuir não apenas para acelerar os projetos, como também aumentar a precisão das atividades e a segurança operacional.

Instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, o Santos Dumont poderá ser utilizado pela Petrobras, pelos parceiros tecnológicos do Consórcio de Libra e por toda a comunidade científica brasileira. A cerimônia de inauguração da expansão do supercomputador, na segunda-feira (25/11), contou com a presença do Gerente Executivo interino do Cenpes, Juliano Dantas, do Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, astronauta Marcos Pontes, além do diretor do LNCC, professor Augusto Gadelha, do presidente da Atos, Nelson Campelo, e do prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi.

“O Santos Dumont é um divisor de águas para a Petrobras, seus parceiros e o meio científico brasileiro, pois tem a capacidade de analisar uma quantidade gigantesca de dados num ritmo muito mais veloz e com muito mais precisão. Estamos empenhados em investir cada vez mais em tecnologias de transformação digital que gerem valor e tragam retorno substancial às nossas atividades de exploração e produção de petróleo e gás”, disse o Gerente Executivo interino do Cenpes, Juliano Dantas.

Com a ampliação, o Santos Dumont passa a ser o maior computador em capacidade de processamento da América Latina. A expansão do supercomputador teve suporte financeiro proveniente da receita de 1% do valor bruto da produção anual de petróleo do campo de Mero. A destinação de recursos para atividades de pesquisa e desenvolvimento é parte das obrigações do contrato de partilha de produção de petróleo.

O campo de Mero é operado pelo Consórcio de Libra e liderado pela Petrobras – com participação de 40% – em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), e CNOOC Limited (10%). O consórcio tem ainda a participação da companhia estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

 

Fonte: Agência Petrobras

Estatal começa a usar Inteligência Artificial para aumentar segurança de trabalhadores em operações offshore

Com tecnologia da Microsoft, câmeras de alta resolução poderão detectar os riscos de segurança operacional

A Petrobras está usando a Inteligência Artificial (IA) da Microsoft para ampliar a segurança de trabalhadores que atuam em suas operações offshore. A inovação vai ajudar a Petrobras a analisar imagens de tarefas de campo com foco em segurança, meio ambiente e saúde, detectando desvios e incidentes, como uso incorreto de Equipamento de Proteção Individual (EPI), posicionamento inseguro com relação à carga, obstrução de rotas de fuga e acesso a ambientes restritos.

“Como a segurança das pessoas é uma questão importante para nós, pensamos em como podemos utilizar novas tecnologias para diminuir o risco de acidentes nas operações offshore”, afirma o Diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone. “Por meio da inovação, propiciamos um ambiente industrial mais seguro, com menor número de acidentes e, consequentemente, garantia de continuidade operacional e maior produtividade”, completa.

As imagens que representam indicações de risco ou de situações normais são apresentadas ao sistema de Inteligência Artificial da Microsoft, que “aprende” a reconhecê-las e distingui-las. “O sistema está treinado, por meio de algoritmos, a identificar automaticamente riscos de segurança operacional nas imagens gravadas por câmeras de alta resolução”, explica consultor Hardy Pereira Pinto, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), e um dos criadores da solução.

Para isso, é necessária uma grande quantidade de imagens armazenadas, com uma variedade de situações em horários distintos (dia e noite), iluminação e pessoas diferentes. Percebida a ameaça, o sistema alerta sobre o risco de forma imediata, de forma mais ágil e eficaz. “Em seguida, espera-se uma ação proativa para mitigação desses riscos e consequente redução do número de incidentes e acidentes. A tecnologia não dorme, atuando 24 horas por dia, sete dias por semana”, brinca o pesquisador.

A solução de IA da Microsoft em uso pela Petrobras está ligada à área de visão computacional, quando softwares aprendem a interpretar imagens. Dessa forma, a análise das imagens permite a geração de informações e dados estatísticos que podem auxiliar no direcionamento de treinamentos de acordo com as variáveis mais frequentes (horários e locais de maior ameaça, por exemplo), reduzindo, assim, o tempo de exposição do trabalhador a riscos.

Em setembro, foi finalizada a primeira fase da implantação da solução de IA conduzida pela Petrobras em parceria com a Microsoft , com a ativação do sistema no navio-sonda NS-38. Atualmente, a solução está gerando alertas de risco ao identificar acesso às zonas restritas e uso inadequado de equipamentos de segurança, beneficiando cerca de 180 trabalhadores embarcados e um total de 300 pessoas, quando somadas as pessoas que circulam no local.

“A utilização da tecnologia da Microsoft pela Petrobras é um exemplo de como soluções com inteligência artificial podem impactar positivamente não só o negócio, como também zelar pelo bem-estar dos colaboradores. Nossa atuação é de forma a ampliar esses casos de uso, também, para outras indústrias”, comenta Luiz Pires, diretor do Laboratório de Tecnologia Avançada (ATL) da Microsoft Brasil.

Ainda em fase de coleta de imagens para treinar a inteligência artificial, a identificação e geração de alertas sobre posicionamentos seguros de cargas será adicionada nas próximas fases do projeto. Além disso, a ideia é expandir a tecnologia para outros navios sonda e operações offshore. “O escopo inicial era restrito a ambientes em sondas marítimas, mas, com o objetivo de aumentar a abrangência, o projeto incorporou a monitoração de uma oficina em Macaé, no Rio de Janeiro, e de embarcações de apoio. Para o futuro, queremos aumentar a abrangência para qualquer unidade operacional da Petrobras com riscos ocupacionais que exijam monitoração, como plataformas, plantas do refino e ambientes de construção e montagem”, finaliza Hardy.

Fonte: Agência Petrobras

ENC Energy inaugura usina de biogás no Rio de Janeiro

Empresas já contam com energia mais barata gerada a partir de resíduos orgânicos

A região norte fluminense, no Rio de Janeiro, passou a contar com uma usina de geração de energia a partir do biogás proveniente da decomposição do lixo orgânico de aterro sanitário. Instalada e operada pela ENC Energy Brasil, a usina que contou com investimentos de R$ 6 milhões, tem um motor e capacidade de geração de 1MW/H, o suficiente para abastecer um município de 13.500 habitantes, e retirar da atmosfera 27.500 toneladas de CO2 equivalente por ano. O projeto tem foco no mercado de geração distribuída, para consumidores de média e baixa tensão.

Beneficiam-se do mercado de geração distribuída principalmente as pequenas e médias empresas, do comércio, setor de serviços ou pequenas indústrias, que podem ter acesso a energia a um custo menor. O biogás é uma mistura de gás metano e gás carbônico, com pequenas quantidades de gás sulfídrico e umidade, gerado a partir da decomposição dos resíduos orgânicos na ausência do oxigênio. Transformar esse gás em energia é um benefício para o meio ambiente, uma vez que há redução dos níveis de metano e gás carbônico nos aterros, além de uma melhora no cheiro do local. Como as usinas retiram os gases do aterro, elas também geram crédito de carbono.

“Além de 100% limpa, a geração de energia a partir do lixo orgânico é a de maior impacto social. Partimos de um déficit, em termos ambientais, para um crédito”, afirma Luis Matos, Diretor de Operações da ENC Energy. Isso porque a atividade gera mais empregos, se compara às demais formas de geração de energia, reduz o custo do tratamento do lixo e evita que gases poluentes sejam jogados no meio ambiente.

A ENC também inaugurou, no mês passado, uma usina com dois motores no Maranhão, com capacidade de 2MW/h, e se prepara para inaugurar uma usina com quatro motores no município de Igarassú, em Pernambuco. A receptividade das empresas ao uso dessa matriz energética tem sido excepcional, tanto pela redução nos custos de energia como pelo engajamento do empresariado na proteção do meio ambiente”, afirma Matos. A ENC Energy mantém contratos com aterros sanitários privados, devidamente licenciados pela legislação ambiental brasileira. Criada em 2012, a subsidiária brasileira da ENC Energy tem como acionistas a empresa portuguesa ENC Energy e o fundo GEF Capital Partners. Ao todo, a empresa está investindo R$ 50 milhões em nove usinas nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

Fonte: Redação

Inaugurada usina de biogás em Pernambuco

Pequenos e médios empresários podem contar com geração de energia mais barata a partir de resíduos orgânicos

O município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR), será o primeiro de Pernambuco a contar com uma usina de biogás no modelo de comercialização de Geração Distribuída (GD), que se caracteriza pelo uso de fonte renovável e pela proximidade do consumidor.

Instalada e operada pela ENC Energy Brasil, a usina contou com investimentos de R$ 20 milhões e, nesta primeira fase, terá dois motores e capacidade de geração de 2MW/H que entrarão em funcionamento ainda neste mês de novembro, com entrega para o cliente já em dezembro deste ano. A segunda etapa do empreendimento prevê o acionamento de mais dois motores, no início de 2020, dobrando a capacidade da usina para 4MW/H.

A energia é gerada a partir do biogás proveniente da decomposição do lixo orgânico do aterro Ecoparque, do Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco (CTR-PE), localizado em Igarassu, a 40 quilômetros da capital pernambucana. O aterro recebe resíduos de nove dos 15 municípios do Grande Recife, entre os quais Olinda, Paulista, Abreu e Lima e Goiana, além de atender centenas de clientes da iniciativa privada.

O projeto tem foco no mercado de GD, para consumidores de média e baixa tensão, principalmente pequenas e médias empresas, do comércio, setor de serviços ou pequenas indústrias, que podem ter acesso a energia limpa e a um custo menor. “É com grande satisfação que iniciamos a operação em Pernambuco, contribuindo para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas”, afirma Roberto Nakagome, presidente da ENC Energy Brasil.
“Estamos investindo no mercado de Geração Distribuída em todo o país, apresentando mais uma fonte de energia limpa, renovável e econômica para o médio e pequenos consumidores”, ressalta o executivo.

A companhia mantém contratos com aterros sanitários privados, devidamente licenciados pela legislação ambiental brasileira, como o Ecoparque, em Igarassu. Ao todo, a empresa vai gerar energia para mais de 200 estabelecimentos de Pernambuco, do Recife a Petrolina, em vários setores, como redes de lojas, farmácias, concessionárias de automóveis e de postos de combustíveis.

Executivo de Novos Negócios da ENC Energy, Henrique Fernandes, responsável pelos negócios da empresa no Nordeste e no Norte do país, afirma que a região tem grande potencial para expansão da tecnologia de biogás. “A receptividade das empresas ao uso dessa matriz energética tem sido excepcional, tanto pela redução nos custos de energia como pelo engajamento do empresariado na proteção do meio ambiente”, afirma.

Mais limpo
O biogás é uma mistura de gás metano e gás carbônico, com pequenas quantidades de gás sulfídrico e umidade, gerado a partir da decomposição dos resíduos orgânicos na ausência do oxigênio. Transformar esse gás em energia é um benefício para o meio ambiente, uma vez que há redução dos níveis de metano e gás carbônico nos aterros, além de uma melhora no cheiro do local. Como as usinas retiram os gases do aterro, elas também geram crédito de carbono, que pode ser vendido para empresas que são grandes geradoras de gás carbônico.

Fonte: Redação

Shell Brasil reúne startups de energia do iniciativa jovem

Empreendedores participantes do Iniciativa de Energia apresentarão seus projetos a investidores e stakeholders; Evento será no Edifício Ventura, no Centro do Rio, a partir de 11h, e contará com demoday e meetup

Nesta segunda-feira (25), a Shell Brasil reunirá, no auditório do subsolo do Edifício Ventura, no Centro do Rio de Janeiro, startups participantes do Iniciativa de Energia – edital do programa Shell Iniciativa Jovem que é voltado exclusivamente para o setor energético. O objetivo é promover um demoday dos projetos, ou seja, uma rodada de apresentações para uma banca, que escolherá o melhor empreendimento para receber o valor de R$15.000,00. Depois, o vencedor passará por um meetup, em que terá a oportunidade de fazer um encontro com investidores anjos, fundos de venture capital, pesquisadores e empresas.

Um dos empreendimentos apresentados será o Aqualuz, dispositivo de baixo custo que utiliza luz solar para potabilizar água de cisternas por 20 anos, com o custo diário de R$0,03 por dez litros de água tratada. O evento marcará o encerramento do ciclo de capacitação desse e de outros empreendedores selecionados em agosto deste ano. Durante os quatro meses de aceleração, os participantes tiveram acesso à metodologia do Shell Iniciativa Jovem e a outras empresas parceiras, além de contarem com o apoio de um mentor.

No início do programa, entre as dez startups, cinco haviam sido destacadas para receber um investimento de R$ 25.000,00 (R$ 5.000,00 para cada). Todos os projetos do Iniciativa de Energia contam com soluções inovadoras e com potencial de impacto positivo para o mercado, com foco em Energia e no desenvolvimento de Cidades Inteligentes.

Sobre o Iniciativa Jovem

O objetivo do programa é incentivar a geração de trabalho e renda e ajudar empreendedores a se desenvolverem, formarem redes colaborativas e prosperarem suas ideias, criando soluções criativas para as demandas do mercado de maneira socialmente responsável.

O programa é executado pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável). Os empreendedores que participam desta iniciativa são engajados em atividades conjuntas, como palestras e workshops, que visam aproximá-los e propiciar o trabalho em rede.

Serviço

Evento: Demoday e meetup do Iniciativa de Energia
Data: 25/11/2019
Horário: 11h
Local: Auditório do subsolo do Edifício Ventura – Av. República do Chile, 330/ Centro, Rio de Janeiro

Fonte: Shell

Petrobras assina contrato para venda da Liquigás

FOTO BRUNO VEIGA / AGÊNCIA PETROBRAS

A Petrobras assinou no último dia (19/11), com a Copagaz e a Nacional Gás Butano, contrato para a venda da totalidade da sua participação na Liquigás Distribuidora S.A.

O valor da venda é de R$ 3,7 bilhões, a ser ajustado conforme regras contratuais e pago no fechamento da transação. Como parte da estruturação da operação, será realizado investimento acionário minoritário e relevante por parte da Itaúsa na Copagaz.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, dentre elas a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A operação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

A transação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas.

Sobre a Liquigás

A Liquigás é subsidiária integral da Petrobras e atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil. A empresa está presente em quase todos os estados brasileiros, e conta com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de aproximadamente 4.800 revendedores autorizados, tendo cerca de 21,4% de participação de mercado.

Sobre a Copagaz, Nacional Gás Butano e Itaúsa

A Copagaz, fundada em 1955, comercializa cerca de 620 mil toneladas de GLP por ano, destacando-se como a quinta maior empresa de GLP do Brasil. A companhia conta com uma equipe de mais de 1.800 colaboradores diretos e uma rede de revendas com 2.700 representantes. A empresa distribui GLP para cerca de 1.800 municípios, localizados em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal.

A Nacional Gás Butano é a empresa de energia do Grupo Edson Queiroz que atua há 68 anos na distribuição de GLP em todo território nacional, destacando-se como uma importante empresa de GLP no Brasil. A companhia atende cerca de 7,5 milhões de lares mensalmente e aproximadamente 17 mil empresas, por meio de uma rede de 44 filiais e 3.500 revendedores.

A Itaúsa é uma holding brasileira de investimentos, de capital aberto, com mais de 40 anos de trajetória. A empresa investe em setores relevantes para a economia – financeiro, bens de consumo e infraestrutura –, e conta com um portfólio consistente, formado por marcas que lideram seus mercados e estão presentes em mais de 50 países.

Fonte: Agência Petrobras