Petrobras assina contrato para fornecimento de água de reuso ao Gaslub

Maior projeto de reuso de água em área industrial no Brasil irá gerar economia de água potável equivalente para atender ao abastecimento de 600 mil moradores da região de São Gonçalo (RJ).

A Petrobras assinou contrato para fornecimento de água de reuso para o Gaslub, localizado em Itaboraí, a partir do tratamento de efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto de São Gonçalo (ETE-São Gonçalo), operada pela Aegea.

No Brasil, este é o maior projeto de reuso de água em área industrial. A previsão é que as obras de adequação da ETE – São Gonçalo sejam iniciadas pela Aegea no segundo semestre de 2024.

“A implantação do projeto permitirá que os ativos industriais do Gaslub sejam abastecidos por água produzida a partir do esgoto doméstico tratado. Dessa forma, a atividade industrial terá uma fonte inesgotável e sustentável de água” explica o diretor de Processos Industriais e Produtos, Wiliam França.

A disponibilização da água de reuso para o Gaslub deve ocorrer a partir do segundo semestre de 2026. A partir de então, a unidade deixará de consumir água potabilizável (água que pode se tornar potável, após tratamento convencional), que poderá ser direcionada para consumo humano.

Gaslub

A previsão do início das operações de processamento de gás no Polo GasLub está mantida para ocorrer em 2024, em conformidade com o Plano Estratégico 2023-2027. As demais Unidades necessárias para o início dessas operações, como unidades auxiliares localizadas no Polo GasLub, dutos submarino e terrestre, já estão com o escopo concluído, em fase de comissionamento final ou pré-operação. O Projeto Integrado Rota 3, do qual faz parte a UPGN, é estratégico para a Petrobras e para o país, pois viabilizará o escoamento e processamento de até 21 milhões de m³/dia de gás natural produzido no Polo pré-sal da Bacia de Santos e o incremento da oferta de gás natural para o mercado brasileiro, reduzindo a dependência às importações de GNL.

Petrobras inicia testes com tecnologia inédita para medição dos ventos

Investimentos no desenvolvimento da boia “Bravo” chegam a R$ 11,3 milhões, através do incentivo em P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Petrobras iniciou, uma nova sequência de medições de energia eólica no litoral do Rio Grande do Norte (RN), com a versão 2.0 do equipamento batizado de Bravo – Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore, um aprimoramento da tecnologia inédita no Brasil desenvolvido pelo seu Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes). Fruto da parceria com os Institutos Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e Sistemas Embarcados (ISI-SE), o projeto é mais um passo relevante em direção à transição energética.  O total investido na tecnologia chega a R$11,3 milhões através do incentivo em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel.

“O nível de maturidade tecnológica do equipamento avançou e trouxe boas soluções para as limitações encontradas na primeira fase de testes. Esperamos uma Bravo 2.0 robusta e capaz de atender às necessidades da Petrobras em relação à medição do potencial eólico offshore no Brasil, sendo uma alavanca importante para avançarmos nessa nova fonte de energia”, afirma o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos.

Travassos destaca que o investimento faz parte da estratégia da Petrobras de liderar o processo de transição energética no país. “Um novo projeto de P&D tem sido discutido com foco na instalação de novas Bravos em pontos estratégicos da costa brasileira, de modo aumentar a amostragem de dados e tornar o levantamento do potencial eólico ainda mais confiável”, revela.

A Bravo é um modelo flutuante de Lidar (Light Detection and Ranging), desenvolvido, pela primeira vez, com tecnologia nacional. Trata-se de um sensor óptico que utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, gerando dados compatíveis ao ambiente de operação das turbinas eólicas.  Ele também é capaz de captar variáveis meteorológicas, como pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa, além de variáveis oceanográficas, a exemplo de ondas e correntes marítimas. Todos esses dados são essenciais para determinar o potencial de uma área para a produção de energia eólica.

Segundo o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim ,“quando estiver em estágio comercial, a Bravo contribuirá para o aumento da oferta dos serviços e a redução do custo de implantação dos projetos de eólica offshore no país. Por ser flutuante, o equipamento é de fácil transporte e instalação ao longo da costa brasileira”, avalia.

Bravo 2.0

Na nova versão do equipamento, um algoritmo, desenvolvido especialmente para o projeto, permite corrigir as informações coletadas em função das variações de posição provocadas pelas ondulações do mar e correntes marinhas. A Bravo 2.0 também foi ampliada para abrigar dois sensores Lidar em vez de um. Isso aumenta a coleta dos dados que são transmitidos para um servidor em nuvem, por meio de comunicação via satélite, para serem posteriormente analisados.
O equipamento pesa 7 toneladas, tem 4 m de diâmetro, 4 m de altura e é alimentado por módulos de energia solar. Será lançado a 20 km da costa do Rio Grande do Norte, com apoio da Marinha do Brasil e do consórcio Intersal, que opera o Terminal Salineiro de Areia Branca. A campanha de testes e medições vai até março de 2024.

As informações coletadas pela boia serão comparadas com dados de referência obtidos por um Lidar fixo, instalado no mesmo terminal, para validar a funcionalidade e confiabilidade das medições do equipamento.

Petrobras lidera ranking de inovação com startups

Companhia lidera o setor de óleo e gás e subiu no ranking geral entre as que mais interagem com empresas inovadoras.

A Petrobras é a 12ª empresa que mais pratica inovação aberta com startups no Brasil e a líder na categoria Petróleo e Gás. A informação é do ranking Top 100 Open Corps que, anualmente, reconhece e premia as empresas que fazem mais parcerias com as startups.

A premiação ocorreu em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). A Petrobras foi representada por uma equipe da Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Inovação e da área de Transformação Digital.

“Essa premiação é um reconhecimento do trabalho árduo e da nossa visão estratégica em estabelecer parcerias com startups, impulsionar a inovação e promover a transformação tecnológica de todo o setor de energia”, ressaltou Maiza, gerente executiva do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes), dando destaque ao extenso programa de inovação aberta da companhia, o Conexões para Inovação.

“Temos mais de 800 parcerias em andamento, e mais de R$ 4 bilhões investidos somente em 2022. As startups fazem parte deste esforço. Já temos 73 projetos em andamento com estas empresas, sendo 29 tecnologias validadas e 3 implantações bem-sucedidas. Mais de R$ 62 milhões foram investidos nesses projetos até o momento, demonstrando nosso compromisso com a excelência e a inovação. Esses resultados mostram como o setor de energia vem ganhando destaque no ecossistema de startups”, complementou ela.

O prêmio reflete o resultado dos investimentos: a Petrobras subiu, nos últimos anos, da 75ª posição, em 2020, para 12ª no ranking geral e venceu novamente a categoria Petróleo e Gás. A pesquisa considera o número de relacionamentos de inovação aberta a partir de dados fornecidos pelas empresas e startups. A cada forma de interação é atribuído um peso, de acordo com as formas de relacionamento.

No total, as corporações do setor de Petróleo e Gás estabeleceram 403 relacionamentos de negócios com 251 startups no último ano. O tipo de contrato mais comum foi a contratação de serviços ou produtos das startups, seguido pelo fornecimento de recursos para P&D e prototipagem.

“Os relacionamentos registrados transacionaram diretamente cerca de R$ 265 milhões contra R$ 95 milhões no ano anterior, representando um crescimento de 179%. O impacto direto em benefícios para ambos os lados, e para o setor como um todo, certamente, é muitas vezes superior a este número’, explica Bruno Rondani, CEO e fundador da 100 Open Startups.

Publicado desde 2016, o Ranking 100 Open Startups se consolidou como o maior ranking corporativo da América Latina, sendo referência para o mercado. Construído a partir de critérios objetivos – a partir dos relacionamentos estabelecidos entre corporações e startups –, o Ranking reconhece e premia as corporações líderes em open innovation com startups, além das startups mais atraentes para o mercado corporativo.

Em 2023, a publicação chega à sua oitava edição, registrando números recordes do ecossistema de inovação. Foram contabilizados 54.010 relacionamentos de open innovation entre corporações e startups, totalizando mais de R$ 6,4 bilhões – um crescimento de 131% em relação a 2023.

Conexões

O Programa Petrobras Conexões para Inovação faz parte do objetivo da Petrobras de estimular a geração de inovações com alto potencial de impacto e ganhos de eficiência em áreas de interesse da companhia. O objetivo é acelerar o processo de inovação conectando todo o ecossistema: pessoas inovadoras, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), universidades e empresas. São 8 módulos no total: Parcerias Tecnológicas, Transferência de Tecnologias, Ignição, Encomendas Tecnológicas, Open Lab, Residentes, Startups (voltado para co-criação e aceleração de inovações) e Aquisição de Soluções (para teste e validação de soluções). Esses dois últimos envolvem a realização de parceria e aquisição de soluções de startups e já resultaram em mais de 50 contratos para desenvolvimento de soluções inovadoras com a Petrobras.

Chegou o grande dia!

Começa hoje o Seminário: Brasil – Epicentro Global de FPSOs.

O seminário foi idealizado para servir como um espaço de troca de conhecimentos, atualizações e discussões sobre as questões mais relevantes do mercado de petróleo e gás no Brasil, evidenciando a sua importância estratégica no panorama global. Os temas abordados foram cuidadosamente selecionados para atender às necessidades dos profissionais e empresas atuantes nesse setor.

O Brasil está à frente no cenário mundial de plataformas flutuantes de produção (FPSOs), com crescimento consistente e robusto. O mercado brasileiro continua a atrair investimentos significativos dos principais operadores internacionais e Petrobras, e a expectativa é de que essa tendência se mantenha nos próximos anos.

O evento é organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners no edifício Ventura Corporate Towers. Durante os próximos dois dias 30 e 31 de Outubro.

Devido ao grande sucesso o evento ganhou uma área para exposição. Deixe-se inspirar pelo portfólio completo e as inovações tecnológicas dos nossos expositores, tudo concentrado em um só lugar para facilitar sua experiência.

Vamos lá, tire um tempo do seu dia! Exposição das 10h às 17h, entrada gratuita.

Faça seu cadastro, pelo e-mail: fpsosseminario@revistaoilegasbrasil.com.br ou no local. É rápido, fácil e gratuito.

Basta informar sua empresa, nome, cargo, celular e e-mail.

Data: 30 e 31 de Outubro de 2023.
Local: Ventura Corporate Tower, Av. República do Chile, 330 – Centro, RJ.
Horário da Exposição: 10h às 17h (entrada gratuita).

MODEC anuncia programa de estágio para 2024

Processo seletivo conta com 32 vagas e as inscrições vão até o dia 31 de outubro.

A MODEC abre vagas para seu programa de estágio, com inscrições até 31 de outubro. Os interessados devem se candidatar por meio do site https://estagiomodec.gupy.io/.  Serão 32 vagas para estudantes dos cursos Administração, Engenharia, Ciência da Computação e áreas correlatas, Ciências Contábeis, Estatística, Economia ou Relações Internacionais, com previsão de conclusão de curso até janeiro de 2026.

“Nós temos um histórico de excelência e compromisso com o desenvolvimento de talentos na MODEC. Esta é uma oportunidade única para estudantes que desejam iniciar suas carreiras em um ambiente desafiador e inovador. Nosso programa se destaca ao oferecer aos estagiários a oportunidade de desenvolver habilidades técnicas relevantes para suas áreas de formação, proporcionando uma vivência próxima à realidade que encontrarão como profissionais no futuro”, afirma Henrique Toledo, Gerente de Pessoas da MODEC.

Os pré-requisitos para se candidatar são:

  • Previsão de conclusão de curso até janeiro de 2026
  • Residir no Rio de Janeiro, Macaé ou Santos
  • Conhecimento avançado no pacote Office
  • Inglês avançado ou fluente
  • Disponibilidade de 30h semanais para estágio

O programa de estágio da MODEC tem duração de até 2 anos. Os estagiários terão a oportunidade de atuar em diversas áreas dentro da MODEC, incluindo Operações, Manutenção e Suporte ao Negócio. Os participantes do programa terão acesso a uma série de benefícios, incluindo plano de saúde e odontológico, ticket alimentação e refeição, seguro de vida e outros benefícios compatíveis com o mercado.

Durante o programa, os estagiários serão responsáveis por adquirir conhecimento prático do conteúdo aprendido em sala de aula e desenvolver outras competências essenciais para sua formação profissional. Os estagiários receberão acompanhamento regular e feedback sobre seu desempenho. Além disso, sessões de mentoria serão realizadas para apoiar seu desenvolvimento. Após a conclusão do programa, os estagiários terão a oportunidade de seguir carreiras onshore em diversas áreas de suporte ao negócio.

“Esta é uma chance fazer parte de uma equipe inovadora, contribuir com o potencial dos estudantes e moldar o futuro. Faço um convite para que se juntem a nós nesta importante jornada, onde cada dia é uma nova oportunidade de aprendizado e crescimento”, finaliza Toledo.

Sobre a MODEC

A MODEC é líder global no segmento de construção, afretamento e operação de plataformas para produção de óleo e gás. Com mais de 50 anos de história e quase duas décadas em mares brasileiros. Atualmente, a MODEC opera 14 plataformas de Petróleo e Gás e possui outras duas unidades em construção para o país. São mais de 3 mil empregados atuando no Brasil.

Excelerate Energy assina contrato de afretamento FSRU de 10 anos com a Petrobras

A empresa de GNL Excelerate Energy, sediada no Texas, assinou um contrato de dez anos com a gigante estatal brasileira de petróleo e gás Petrobras para fretar a unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU) Sequoia.

Pelo acordo, que terá início em 1º de janeiro de 2024, a Excelerate continuará a implantar o FSRU Sequoia para fornecer serviços de regaseificação no Brasil, principalmente no terminal de regaseificação da Bahia, em Salvador.

No início deste ano, a Excelerate concluiu a compra do FSRU de 173.400 metros cúbicos, que foi entregue como uma nova construção à sua frota em junho de 2020 sob um afretamento a casco nu de cinco anos.

Comentando o acordo com a Petrobras, Steven Kobos, presidente e CEO da Excelerate, disse: “O Brasil é um excelente mercado. Este acordo é um passo importante na promoção do plano de crescimento sustentável de longo prazo da Excelerate na América do Sul. A implantação do Sequoia por mais 10 anos posicionará o Excelerate bem para apoiar os esforços do Brasil para fortalecer sua segurança energética. Somos um parceiro confiável da Petrobras há mais de uma década e estamos comprometidos em manter essa parceria e apoiar a transição energética para todos os brasileiros.”

A empresa norte-americana presta serviços de regaseificação no Brasil nos terminais de importação de GNL da Petrobras desde 2012. Além do Sequoia, a FSRU Experience da Excelerate está atualmente prestando serviços de regaseificação no Brasil.

Manter uma presença contínua no mercado brasileiro é parte fundamental da posição estratégica da Excelerate como um backstop confiável para o sistema energético do país, para o qual a energia renovável intermitente contribui com aproximadamente 85%, afirmou a empresa.

Além disso, o último acordo também destaca o compromisso da Excelerate Energy em usar sua frota flexível de FSRU para aumentar a segurança e a confiabilidade energética para seus clientes em todo o mundo. O acordo também expande o negócio principal de regaseificação da empresa, o que permite maior visibilidade dos lucros e fluxos de caixa previsíveis de curto e longo prazo.

No ano passado, a Excelerate Energy assinou um contrato vinculativo de construção naval com o estaleiro sul-coreano Hyundai Heavy Industries (HHI) para um novo FSRU. A nova construção terá capacidade de armazenamento de 170 mil metros cúbicos e tem entrega prevista para junho de 2026.

Vallourec e Eneva firmam parceria para geração de energia renovável

Parceria cobrirá aproximadamente 25% do consumo total de energia das empresas Vallourec no Brasil durante 12 anos, ajudando a descarbonizar operações da companhia no país.

Alinhada às práticas ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), a Vallourec assinou contrato de geração de energia renovável com a Eneva, a maior operadora privada de gás natural em terra do Brasil e empresa integrada de energia, com o objetivo de assumir uma participação societária no Complexo Solar Futura I, localizado no município de Juazeiro, na Bahia.

O contrato terá duração de 12 anos, iniciados em setembro de 2023 e com término em dezembro de 2035. No período, a Vallourec irá gerar e consumir parte da sua necessidade de energia, o equivalente a um montante de 29 megawatts médios (MWm) e aproximadamente 25% do consumo total das empresas Vallourec no Brasil. A negociação foi aprovada, sem restrições, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Ao longo de décadas, a Vallourec tem investido em tecnologias e processos para desenvolvimento de fontes alternativas à energia não renovável, visando ao alcance de resultados sustentáveis em toda a linha de produção, considerando os esforços do grupo de descarbonizar suas operações. “Faz parte do DNA da Vallourec buscar soluções inovadoras com o menor impacto ambiental possível. A parceria com a Eneva para geração de energia renovável é uma importante iniciativa e vai ao encontro da nossa estratégia global de reduzir as emissões de gases de efeito estufa do Grupo”, destaca Rodrigo Rennó, diretor de Vendas da Vallourec América do Sul.

O acordo entre as duas companhias segue uma tendência no mercado de energia livre brasileiro, com foco em soluções que possam contribuir para a promoção da agenda ESG. “A parceria com a Vallourec reflete nosso empenho em criar soluções competitivas para os nossos clientes, dando suporte às suas iniciativas de descarbonização, combinada com uma trajetória de transição energética dos nossos stakeholders e parceiros”, destaca o diretor de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Cruz Lopes.

Com início de operação neste ano, o Complexo Solar Futura I recebeu investimentos de R$ 2,9 bilhões. O projeto pode ser expandido, com os parques Futura II e Futura III, que, juntos, poderão adicionar 2,3 GW de capacidade instalada ao complexo.

Sobre a Vallourec

A Vallourec está entre os líderes mundiais em soluções tubulares premium para os mercados de energia e para aplicações industriais exigentes, como poços de petróleo e gás, nas condições mais adversas; usinas de energia de nova geração; projetos arquitetônicos desafiadores; e equipamentos mecânicos de alto desempenho. O espírito pioneiro e a pesquisa e desenvolvimento de ponta da Vallourec abrem novas fronteiras tecnológicas. Com cerca de 16 mil empregados dedicados e motivados em mais de 20 países, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferece soluções tubulares inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar cada projeto possível.

No Brasil, a Vallourec possui oito unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a unidade Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o Alto-Forno das unidades produtoras de tubos; e a unidade Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro.

A empresa conta, ainda, com uma unidade de Negócios no estado, provedora de serviços administrativos. Com linhas de produção em Minas Gerais e em São Paulo, a Vallourec Tubos para Indústria (VTI) fornece tubos de aço com e sem costura e soluções tubulares para a indústria em geral, especialmente para os mercados automotivo, de energia, máquinas e equipamentos industriais. No Rio de Janeiro, a Vallourec Tubular Solutions (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. E, no Espírito Santo, fornece serviços de revestimento anticorrosivo.

Sobre a Eneva

A Eneva é a maior operadora privada de gás natural onshore do Brasil e uma empresa integrada de energia, que atua da exploração e produção (E&P) do gás natural até o fornecimento de soluções de energia. A companhia possui ativos de E&P nos estados do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Goiás. Atualmente, opera 12 campos de gás natural nas Bacias do Parnaíba (MA) e Amazonas (AM), possuindo, ao todo, uma área total sob concessão superior a 63 mil km², a maior no Brasil.

Com um parque de geração com 6,3 GW de capacidade contratada em operação e construção, a Eneva produz energia segura e competitiva para o sistema elétrico brasileiro. Seus ativos de geração termelétrica já operacionais estão localizados nos estados do Maranhão (Complexo Parnaíba e Itaqui), Ceará (Pecém II e Termofortaleza), Sergipe (Hub Sergipe) e Roraima (Jaguatirica II) e os demais, ainda em fase de implementação, estão situados no Amazonas (Complexo de Azulão, com o projeto Azulão 950 MW) e no Maranhão (UTE Parnaíba VI e as plantas de liquefação de gás natural). Em renováveis, a Eneva iniciou, em 2023, a operação comercial do Complexo Solar Futura, em Juazeiro, na Bahia – um dos maiores parques fotovoltaicos das Américas.

Pioneira por natureza, a Eneva desenvolveu um modelo de negócio inédito no Brasil: o Reservoir-to-Wire (R2W), que consiste na geração térmica integrada aos campos produtores de gás natural e o SSLNG (o Gás Natural Liquefeito em Pequena Escala) produzido e entregue a grandes clientes industriais por meio rodoviário, no modelo Reservoir-to-Client (R2C). Com isso, a companhia desempenha um papel importante na transição da matriz energética brasileira, oferecendo energia a partir de um combustível flexível, econômico e eficiente. Listada no Novo Mercado da B3 (Bolsa de Valores brasileira) desde 2007, a empresa integra o Ibovespa e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), entre outros índices da Bolsa. A Eneva visa continuar crescendo de forma responsável, oferecendo soluções de energia confiáveis e acessíveis para a sociedade.

CEPETRO e PETRONAS inauguram laboratório a céu aberto para investigar melhores práticas de extração de petróleo

Novo laboratório passa a funcionar a partir de janeiro e vai permitir a realização de experimentos em grande escala para sanar problemas recorrentes na indústria de petróleo.

O Centros de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai operar, a partir de janeiro do próximo ano, um novo laboratório com experimentos a céu aberto para o estudo de parada e repartida, um problema recorrente da indústria petrolífera. Com 1500 m2 de área, o laboratório está pronto e vai passar a receber equipamentos financiados pela empresa PETRONAS PETRÓLEO BRASIL.

A inauguração das instalações ocorreu ontem (18/10/23), em Campinas (SP), com as presenças de diversos executivos da empresa, entre eles o gerente de Exploração Américas, Nasaruddin Ahmad; o gerente geral de Ativos Internacionais, Yusof Addullah; e o gerente de Exploração do Brasil, Ali Andrea, além do Petronas Country Manager Brazil, Omar Abdulah. Os executivos foram recebidos pelo diretor do CEPETRO, prof. Marcelo Souza de Castro, entre outros.

Batizado formalmente de Laboratório Prof. Fernando de Almeida França, o MultiFlow Lab, como foi apelidado, faz parte do grupo ALFA (Artificial Lift & Flow Assurance) do CEPETRO, e está estrategicamente localizado próximo a outros dois Laboratórios do grupo: LGE (Laboratório de Garantia de Escoamento e LabPetro (Laboratório Experimental de Petróleo). A integração desses laboratórios, com o compartilhamento de infraestrutura, possibilitará avançar no Technology Readiness Level (TRL) das pesquisas realizadas, acelerando o ciclo de inovação tecnológica no setor de óleo e gás nacional, com vistas ao pré-sal brasileiro.

“Teremos uma linha de simulação de escoamentos multifásicos [bi e trifásicos] de três polegadas e 100 metros de comprimento e uma série de equipamentos. Isso tudo vai permitir aumentar a escala do que temos hoje em universidades no país para fazer simulações e testes que melhorem a produção de petróleo. Inicialmente o foco das nossas pesquisas estará em um problema comum na indústria petrolífera, que é a parada e repartida de poços, momento em que diversos problemas de garantia de escoamento podem ocorrer, e que tem muito ainda a ser aprimorado”, afirma o diretor do CEPETRO.

O professor explica que ao produzir petróleo dos reservatórios, por exemplo em campos offshore, além do óleo, são gerados gás natural, água e areia. “Normalmente, utilizamos modelos matemáticos para prever a extração desses diferentes produtos, e esses modelos são desenvolvidos com dados de laboratórios como o que está em construção”, diz.

No entanto, quando a produção de um poço é interrompida por um período, as fases se segregam ao longo das longas linhas – gás na parte superior, óleo no meio e água na parte inferior. “Isso gera o que chamamos na indústria de problema de parada e repartida, pois quando se reinicia a produção essas diferentes fases podem se misturar, provocando problemas de produção, chamados de problemas de garantia de escoamento. Inclusive, em muitos casos, é necessário injetar agentes químicos para inibir essas misturas”, explica Castro.

Trata-se de um problema comum, mas que precisa ser melhor entendido e monitorado de acordo com as características e particularidades de cada poço de extração. “Muito já se avançou para inibir esse problema, mas ainda há muito para ser estudado e é o que vamos fazer no novo laboratório”, afirma.

O grande diferencial do novo laboratório, de acordo com o diretor do CEPETRO, é propiciar que pesquisadores façam simulações em uma escala maior, permitindo que os modelos se aproximem mais da realidade. “Com os novos equipamentos teremos um laboratório com infraestrutura maior onde será possível levantar muitos dados para fornecer modelos para os softwares que as empresas usam para prever problemas de produção”, explica.

Escopo dos projetos – O projeto de Pesquisa & Desenvolvimento tem investimento PETRONAS, obtido com recursos da cláusula de PD&I da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Jonas Castro, Head of Concession Contracts Exploration da PETRONAS no Brasil, também presente na inauguração, afirma que a empresa está investindo na geração de conhecimento de questões que vão desde a exploração e produção de hidrocarbonetos, energias renováveis, incluindo produção de hidrogênio, e captura e uso de carbono. O foco das pesquisas tem sido, sobretudo, a eficiência energética e estudos ligados à transição energética.

“A PETRONAS tem buscado firmar parcerias de investimentos com universidades reconhecidas e com amplo histórico de investimentos em PD&I relacionados à produção de hidrocarbonetos, como é o caso da Unicamp e, em especial, o CEPETRO”, afirma Castro.

O executivo explica que o investimento em infraestrutura de pesquisa, como o que está sendo realizado junto ao CEPETRO, é visto pela empresa como parte fundamental para a capacitação de profissionais para a indústria e aprimoramento das pesquisas. Fora isso, há o interesse no desenvolvimento de novas tecnologias, aprimoramento de processos e produção de novos produtos para aumentar a eficiência da exploração e produção de petróleo e novas energias.

“Contribuir para a instalação do novo laboratório era a meta da PETRONAS para esse projeto. Caberá ao CEPETRO avaliar e buscar alternativas para manter o novo laboratório relevante para novos estudos”, diz Castro.

O diretor da CEPETRO acrescenta que o laboratório vai iniciar as atividades focado em resolver questões relacionadas ao problema de parada e repartida. “Mas a ideia é investigar outras questões relacionadas a temas importantes para a indústria petrolífera como outros pontos relacionados a garantia de escoamento e até mesmo à captura de carbono, por exemplo. Temos outras empresas interessadas em construir novos aparatos experimentais para diferentes problemas da indústria”, finaliza.

O Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) é um centro de pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mais de 35 anos de história, focado em petróleo, gás, energias renováveis e transição energética. Instalado, atualmente, em cinco prédios com mais de 5 mil metros quadrados de área, possui dez laboratórios próprios e conta com mais de 350 pesquisadores. Além de executar projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), o CEPETRO presta serviços técnicos e de consultoria, forma recursos humanos altamente qualificados e promove a disseminação do conhecimento. Seus projetos de P&D são financiados por empresas, fundações e agências governamentais de fomento à pesquisa. O CEPETRO é um dos maiores captadores de recursos via cláusula de PD&I da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Edição de Outubro no ar!

A edição de outubro, já está disponível.

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Baixe o PDF da edição: (Edição de Outubro)

  • MATÉRIA DE CAPA: Brasil: Epicentro Global de FPSOs – Seminário Nacional sobre Plataformas Flutuantes de Produção (FPSOs) por Flávia Vaz;
  • ENTREVISTA EXCLUSIVA: Indústria Naval deve focar todo o ciclo de vida das unidades offshore – Ricardo Portella, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) por Julia Vaz;
  • Petrobras obtém licença ambiental para perfuração na Bacia Potiguar, na Margem Equatorial brasileira;
  • SBM Offshore e Shell desenvolvem sistema para aumentar eficiência energética e reduzir emissão de CO2 nos FPSOs
  • MODEC investe em tecnologia e inovação;
  • Petrobras investe R$ 279 milhões em parada programada de manutenção na Reduc;
  • Bureau Veritas inspeciona volume recorde de combustível no Porto do Itaqui, Maranhão;
  • Petrobras e Vale assinam acordo para desenvolvimento de soluções de baixo carbono;
  • Ocyan assina parceria tecnológica com a ConditionAll;
  • Petrobras assina contrato com Porto do Açu;
  • McDermott instalará estruturas submarinas para a PRIO;
  • Poço no campo de Polvo entra em operação na Bacia de Campos;
  • Petrobras recebe secretário-geral da OPEP em visita ao Brasil;
  • Petrobras bate recordes trimestral e mensal de produção operada de óleo e gás;
  • Utilização de refinarias da Petrobras tem o melhor resultado trimestral em nove anos;
  • Petrobras apresenta novo gerente geral da RNEST;
  • Plataforma NORBE VI, da Foresea, chega à Baía de Guanabara para modernização e manutenção geral;
  • Petrobras lança licitação para destinação sustentável da plataforma P-33;
  • Campanha de ancoragem do FPSO Atlanta;
  • Equinor submete Declarações de Comercialidade para dois campos na área do BM-C-33, na Bacia de Campos;
  • Petrobras lança primeira gasolina carbono neutro do mercado brasileiro;
  • Petrobras dá posse ao novo gerente geral da Refap;
  • Petrobras assina memorando de entendimento com TotalEnergies e Casa dos Ventos para avaliação de oportunidades em energias renováveis;
  • Foresea assina contrato com a Petrobras para operar a sonda Norbe VIII.

Clique aqui e veja também, nossas edições anteriores.

SBM Offshore e Shell desenvolvem sistema para aumentar eficiência energética e reduzir emissão de CO2 nos FPSOs

Previsto para 2024, projeto inédito de desenvolvimento de captação de água contribui para o aprimoramento das plantas de processamento (topsides) e redução das emissões das FPSOs.

Com o objetivo de aumentar a eficiência nos sistemas de geração de energia de plataformas flutuantes de petróleo (FPSOs) no Brasil e reduzir as emissões de carbono nessas embarcações, a SBM Offshore e a Shell assinaram contrato para a fase 3 de desenvolvimento do projeto SWIR (sigla em inglês para Seawater Intake Riser), um sistema de captação de águas profundas inédito no país. A solução ambientalmente sustentável prevê que a captação de água de resfriamento dessas unidades de produção passe a ser feita a 700m de profundidade, com tubos flexíveis de grandes diâmetros. Espera-se que a tecnologia esteja validada para ser incorporado aos novos desenvolvimentos de FPSO até o final de 2024.

Atualmente, a captação de água é feita a cerca de 100m de profundidade no mar, onde as temperaturas estão em torno de 25oC (vinte e cinco graus Celsius). Em maiores profundidades, as temperaturas são consideravelmente mais baixas, próximas a 7°C. Isso torna possível obter ganhos de eficiência e reduções nas emissões de CO2 nos processos de geração de energia e resfriamento em plataformas flutuantes de produção de petróleo. O sistema SWIR também reduzirá significativamente a demanda de energia para a desidratação de gás natural e o consumo de eletricidade das bombas de captação.

“Estamos na fase final do projeto, que atualmente possui grande importância dentro do portfólio da SBM. A conclusão permitirá a implementação de futuras tecnologias focadas na redução de emissões”, comenta Caio Bonini, gerente de projeto da SBM Offshore. “Essa parceria é vista com um grande orgulho e é motivo de celebração, não apenas pela colaboração com um grande parceiro e cliente, neste caso a Shell, mas também por reforçar nosso compromisso com a transição energética e o desenvolvimento de tecnologia e equipe técnica especializada no Brasil”, celebra Marcelo Andreotti, gerente de tecnologia da SBM Offshore no Brasil.

A implementação do SWIR possibilita reduzir o peso da planta de processamento e os custos operacionais, podendo ser adotado em diversos sistemas no FPSO como compressão de gás, tratamento de água, integração de calor e captura de carbono dos gases de exaustão das turbinas a gás. A diminuição de CO2 pode chegar a 50% nas novas gerações de FPSO que estão sendo desenvolvidas pela SBM.

“Estamos muito otimistas em relação aos resultados promissores do projeto do sistema de captação em águas profundas. A tecnologia em desenvolvimento permitirá a otimização e melhorias significativas nas plantas de processamento e utilidades de FPSOs, além de contribuir para a descarbonização da produção offshore de petróleo e gás”, destaca Eli Gomes, Gerente de Projetos de Tecnologia na Shell.

O sistema de captação em águas profundas é esperado para guiar as futuras gerações de unidades flutuantes offshore a serem implementadas nas bacias brasileiras na próxima década.

O projeto teve início em 2018 e utiliza recursos da cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento dos contratos de concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Universidade de Brasília (UNB) participam do projeto executando testes de materiais.

O Seminário: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs, ganhou uma área de exposição.

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Horário do Seminário: 8h às 18h .

Horário da Exposição: 10h às 17h (entrada gratuita).

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