Petrobras renova medições de vento no mar para gerar energia renovável

Estatal completa uma década de medições eólicas offshore e inicia novas campanhas para definir futuros parques no mar do Nordeste e Sudeste do país.

A Petrobras iniciou a instalação de dispositivos de medição LiDAR (Light Detection and Ranging) em seis plataformas localizadas em águas rasas no litoral dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo. Os equipamentos integram novas campanhas de medição eólica, que serão realizadas ao longo de três anos. Os dados coletados permitirão a elaboração de uma avaliação detalhada em diferentes áreas do país com elevado potencial para desenvolvimento de parques eólicos offshore.  Os sensores LIDAR serão alimentados por placas solares ou pelos sistemas próprios das próprias plataformas.

O sensor óptico LiDAR (Light Detection and Ranging) utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, de 30 a 200 metros de altura, gerando dados compatíveis ao ambiente de operação das turbinas eólicas. O primeiro equipamento foi instalado e está operando na plataforma fixa PAG-2 no Rio Grande do Norte. O início das novas campanhas de medição se dá 10 anos após a validação da tecnologia na mesma plataforma, com instalação da primeira torre anemométrica no mar do Brasil, o que permitiu a demonstração do potencial de utilização da tecnologia LiDAR para medição do vento em plataformas e a elaboração do primeiro Atlas do Potencial Eólico Offshore na região, que era o objetivo da pesquisa. Os outros cinco sensores serão instalados ao longo dos próximos 12 meses.

“A instalação do LIDAR na PAG-2, há uma década, mostra que a Petrobras é uma empresa inovadora, que sempre buscou superar a barreira do conhecimento. Estamos focados no que há de mais moderno em tecnologias para produção de energias e investimos em pesquisa e desenvolvimento, ligadas à transição energética justa e inclusiva, visando o futuro da companhia. O mundo segue nessa direção e nosso propósito é abrir uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando a expressiva diversidade de fontes energéticas do nosso país”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, explica que além de ser mais ágil, a instalação dos equipamentos em plataformas da companhia reduz custos:

“A campanha de medição é a primeira etapa para o desenvolvimento de projetos de energia eólica e o uso de equipamentos instalados nas plataformas fixas traz maior agilidade e menores custos aos estudos que, nesse caso, dispensam a instalação de torres anemométricas ou boias. Os dados obtidos a partir dessas medições permitirão definir o potencial para implantação de um parque eólico e, uma vez que ocorra um processo para outorga dos direitos sobre a área para geração de energia, o projeto de engenharia e escolha das tecnologias mais adequadas”, afirma Tolmasquim.

Além da nova iniciativa, em seis plataformas em águas rasas, na Plataforma de Rebombeio Autônoma  (PRA-1), na Bacia de Campos, uma campanha de medição por LiDAR está em curso desde 2020. A PRA-1 está instalada em local com cerca de 100 m de profundidade, a 120 km do litoral. As medições na PRA-1 permitirão aprimorar o conhecimento das características de longo prazo do vento, em uma região com muitas sinergias com as atividades de E&P da companhia.

Petrobras avança também em projetos de pesquisa e desenvolvimento relacionados ao potencial eólico offshore

Em 2022 a Petrobras deu início aos testes da tecnologia Bravo (Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore), no Rio Grande do Norte. A medição por boia é uma das alternativas às torres fixas de medição. O projeto vem sendo desenvolvido com recursos do programa de P&D da ANEEL e em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), do Rio Grande do Norte e o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE), de Santa Catarina. Espera-se que o desenvolvimento e uso desta tecnologia, inédita no país, possibilite  redução de custos de até 40% se comparados aos serviços disponíveis no mercado, hoje restritos à contratação no exterior.

Em 2018, a Petrobras desenvolveu estudos para um projeto conceitual de engenharia para um primeiro piloto de energia eólica offshore do Brasil. Foram  firmadas parcerias com o SENAI do Rio Grande do Norte e as Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN), de Juiz de Fora (UFJF) e do Rio de Janeiro (UFRJ), para desenvolvimento de estudos sobre inserção da fonte eólica offshore no Brasil, que permitiram avaliar aspectos da cadeia de valor, dos sistemas elétricos de coleta e conexão à rede, das fundações adequadas às condições brasileiras e do recurso eólico offshore. O projeto utilizou recursos do programa de P&D da ANEEL.

A Petrobras instalou em 2013 a primeira torre anemométrica do país em ambiente offshore. A torre de 85 metros foi instalada inicialmente na Plataforma PAG-02, no Rio Grande do Norte, e posteriormente em três outras plataformas no Rio Grande do Norte e Ceará. Além de avaliar o perfil de velocidade do vento, essencial para a definição da altura de instalação dos aerogeradores, o teste de campo validou a capacidade de medição do LiDAR.

Todas essas pesquisas geraram dados e informações que apoiarão as decisões de negócio da empresa em relação às atividades de eólica offshore.

SEMINÁRIO: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs – 1º Simpósio Nacional sobre plataformas flutuantes de produção (FPSOs). O evento organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners será realizado na vibrante cidade do Rio de Janeiro. Nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Corporate Tower, no Rio de Janeiro!

📣 Este evento reunirá expoentes da indústria que estão à frente na prestação de serviços integrados Floating Production Storage and Offloading (FPSO), incluindo líderes de mercado como Modec, SBM, Ocyan, Yinson e BW Offshore.

📣 Prepare-se para discussões aprofundadas, troca de conhecimentos e networking inestimável. Verifique em anexo a programação do evento e a lista de temas que serão abordados.

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Petrobras assina contrato com Porto do Açu (RJ) para impulsionar o descomissionamento sustentável de plataformas

Acordo prevê serviços de apoio às unidades de produção, antes da destinação final.

A Petrobras assinou, contrato com o Porto do Açu (RJ) para apoio ao descomissionamento de plataformas de produção de petróleo e gás. O acordo prevê disponibilização de cais para acostamento temporário das unidades de produção em descomissionamento, até a definição da destinação final da unidade, de acordo com as melhores práticas internacionais de reciclagem verde e sustentabilidade (ASG).

Com duração de três anos, o contrato com o Porto do Açu, localizado na cidade de São João da Barra (RJ), também determina a prestação de serviços de apoio às unidades, disponibilização de energia elétrica, entre outros. O acordo integra a estratégia da Petrobras de descomissionar um total de 26 plataformas até 2030

O descomissionamento consiste em um conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva das operações de uma plataforma. Trata-se de um processo natural dentro do ciclo produtivo da indústria de óleo e gás. A Petrobras destinará U$ 9,8 bilhões para atividades de descomissionamento, de acordo com o seu Planejamento Estratégico 2023-2027.

A companhia prevê descomissionar 26 plataformas nos próximos cinco anos. Dentro das atividades de descomissionamento estão previstas as atividades de tamponamento definitivo de poços, limpeza e destinação dos sistemas submarinos e plataformas.

Destinação sustentável da P-32

A Petrobras concluiu em julho o leilão de venda da plataforma P-32, a primeira plataforma para a qual será adotado o modelo de destinação sustentável, adotado pela companhia.  A empresa vencedora foi a GERDAU S.A, em parceria com o estaleiro ECOVIX.  A P-32, atualmente na Bacia de Campos sairá da locação diretamente para o estaleiro da ECOVIX, onde será realizada a reciclagem da embarcação.

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Petrobras atinge 97,3% de fator de utilização de suas refinarias em agosto

Desempenho de agosto representa o melhor resultado mensal desde dezembro de 2014.

As unidades de Refino da Petrobras atingiram em agosto o patamar de 97,3% de Fator de Utilização Total (FUT), melhor resultado desde dezembro de 2014. A produção de diesel total no mês foi de 3,78 bilhões de litros, a maior em 2023. A produção de diesel S10, produto mais moderno, sustentável e com baixo teor de enxofre, atingiu 2,37 bilhões de litros no mesmo período. Destaque para a produção recorde mensal de S10 alcançado na Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), com 258 milhões de litros; na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), que alcançou 329 milhões de litros; e na Refinaria Paulínia (REPLAN), onde foi atingida a marca de 609 milhões de litros.

Os resultados são importantes para o amortecimento da volatilidade de preços do mercado externo. Segundo o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, “a ampliação da produção de diesel S10 em nossas refinarias contribui para a nossa estratégia comercial, que prevê a prática de preços competitivos de maneira rentável e sustentável”, comemora.

Segundo o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, a marca alcançada é resultado da confiabilidade e da qualidade das operações da Petrobras. “A otimização dos nossos processos está permitindo ampliar a produção em nossas unidades e a oferta de derivados no mercado nacional com rentabilidade”, afirma.

As refinarias da Petrobras vêm atingindo recordes sucessivos no FUT desde maio deste ano. O cálculo do fator de utilização do refino leva em consideração o volume de carga de petróleo processado e a capacidade de referência das refinarias, dentro dos limites de projeto dos ativos, dos requisitos de segurança, de meio ambiente e de qualidade dos derivados produzidos.

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Pré-sal avança em direção à descarbonização

Campos de Búzios e Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, registraram emissões abaixo da média mundial.

Em 15 anos de atuação no pré-sal, a Petrobras tem avançado progressivamente em direção à descarbonização de suas operações.  Os campos de Tupi e Búzios, por exemplo, localizados no pré-sal da Bacia de Santos, apresentam resultados de referência para a indústria de O&G. Nesses ativos, que representam cerca de 51% da produção da Petrobras, a companhia atingiu, em 2022, desempenho abaixo de 9,5 kgCO₂e para cada barril de óleo equivalente produzido – volume inferior à média mundial.

A eficiência em carbono da produção de óleo e gás da Petrobras no pré-sal se deve a uma carteira de projetos focados em excelência operacional e, consequentemente, em redução das emissões de gases do efeito estufa. Esses projetos, que incorporam tecnologias de última geração, têm alcançado a eficiência na geração de energia nas plataformas, com resultados em redução de consumo de gás combustível e nas emissões associadas. Também são relevantes as iniciativas que buscam a redução da queima de gás em tocha (flaring), liberação de gases controlada (venting) e vazamentos (emissões fugitivas).

Outro projeto importante que reduz a intensidade em emissões na produção de óleo e gás no pré-sal é a chamada tecnologia de captura, utilização e armazenamento geológico de carbono (CCUS). Essa solução, desenvolvida pela Petrobras, que associa o CCUS à recuperação avançada de petróleo (CCUS-EOR), foi essencial para viabilizar a produção dos campos do pré-sal da Bacia de Santos.

CCUS no pré-sal: maior do mundo em capacidade anual de reinjeção de CO2

O CCUS da Petrobras no pré-sal ganhou corpo e se tornou o maior do mundo em capacidade anual de reinjeção de CO₂. No ano passado, a Petrobras bateu recorde mundial ao reinjetar 10,6 milhões de toneladas de CO₂ nos reservatórios do pré-sal, o equivalente a 25% do total reinjetado pela indústria global em 2022, segundo o Global CCS Institute. O volume reinjetado acumulado, desde que a Petrobras começou a operar essa tecnologia em 2008, atingiu 40,8 milhões de toneladas.

Ao reinjetar o gás no reservatório, aumenta-se a eficiência da produção e reduz-se a intensidade de emissões de GEE, medida em emissões por barril produzido. Com isso, o objetivo é buscar uma operação com baixo custo e baixo carbono, garantindo a competitividade do projeto. Atualmente, as 23 plataformas que operam nos campos do pré-sal são equipadas com CCUS.

O pioneirismo do projeto de CCUS da Petrobras no pré-sal foi reconhecido pela entidade global “Carbon Sequestration Leadership Forum” (CSLF), em junho deste ano. Foi a primeira vez que uma empresa da América Latina obteve essa premiação, que destacou a relevância do projeto de CCUS da Petrobras para a indústria mundial e demonstrou sua segurança no armazenamento geológico de CO₂. No Brasil, o projeto de CCUS da Petrobras recebeu o prêmio Firjan de Sustentabilidade em 2020, na categoria Mudança Climática e Eficiência Energética. A intenção da Petrobras é usar toda essa experiência e conhecimento com o CCUS para desenvolver novas oportunidades no ambiente de transição energética, contribuindo para reduzir as emissões não só da companhia, mas do país como um todo.

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Pré-sal gera legado inédito para ciência brasileira

Estudo de caracterização ambiental da Bacia de Santos é um dos maiores do gênero já realizados pela indústria mundial.

O desenvolvimento do pré-sal da Bacia de Santos deixou um legado de conhecimento científico inédito para o país. Para se ter ideia, o Programa de Caracterização Regional da Bacia de Santos, por exemplo, que avaliou o ecossistema e a biodiversidade da região, é considerado um dos maiores já realizados pela indústria offshore mundial pela dimensão do trabalho de campo e amplitude dos resultados. Conduzido pela Petrobras em parceria com diversas instituições de pesquisa, o programa avaliou uma área de 350 mil km2 do Oceano Atlântico, entre Florianópolis (SC) e Cabo Frio (RJ). Para efeito de comparação, essa extensão territorial é equivalente à da Alemanha.

O projeto catalogou mais de 3.200 espécies que habitam a região (de bactérias e plânctons, até peixes, baleias e golfinhos), bem como contribuiu para caracterizar as condições meteorológicas da área, a qualidade da água do mar, a descrição das correntes e a circulação oceânica, que muitas vezes explicam a distribuição das espécies. A iniciativa envolveu 300 pesquisadores brasileiros, gerou 68 trabalhos científicos e alavancou 30 linhas de pesquisa. Mais ainda: o material coletado foi destinado a museus e coleções científicas, ampliando o patrimônio científico nacional disponível para pesquisadores e estudantes de todo país.

Identificação de espécies raras

Em paralelo, o projeto deixou um legado em biodiversidade para a ciência mundial. Os estudos identificaram a ocorrência inédita de uma espécie microscópica de crustáceo de águas ultraprofundas: o chamado copépoda “Pseudochirella obtusa” (nome científico) – e uma segunda ocorrência no país de outro mini crustáceo, denominado Megacalanus princeps, que só tinha sido observado no Atol das Rocas até então.

Ao mesmo tempo, a pesquisa descreveu um novo gênero e uma nova espécie de Loricifera da bacia de Santos, organismo raríssimo, microscópico e pouco conhecido que vive entre os grãos de sedimentos marinhos. Houve também o primeiro registro de uma ave marinha rara do gênero Pterodroma – um petrel nunca antes registrado em nosso litoral. A expectativa é que novos registros e descrições de organismos ocorram nos próximos anos, com base no material coletado e preservado pelo projeto.

Embarcação exclusiva equipada com laboratórios

O Programa de Caracterização Regional da Bacia de Santos extrapolou os requisitos estabelecidos pelo Ibama. Além do registro de espécies raras e de todo arcabouço de conhecimento científico, o projeto concluiu a atualização das chamadas cartas de sensibilidade ambiental – atribuição até então exclusiva do Ministério do Meio Ambiente. Essas cartas são instrumentos essenciais para o planejamento e implementação de ações de resposta a emergências ambientais.

Para viabilizar os estudos, a Petrobras mobilizou uma embarcação exclusiva para o projeto, equipada com laboratórios de avaliação de amostras químicas, físicas, biológicas e geológicas, além de tecnologia específica para coleta de sedimentos, água do mar e organismos marinhos. As instituições de pesquisa envolvidas foram USP, Unesp/Rio Claro, Unifesp, UFRJ, UFF, UERJ, UFPR, FURG e PUC-RJ, além do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo.

Maior projeto de monitoramento das praias do mundo

Outra contribuição do pré-sal para a ciência brasileira é o chamado Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, que abrange o litoral de Laguna (SC) até Saquarema (RJ). Somado aos demais projetos de monitoramento das praias realizados pela Petrobras, em outras regiões litorâneas do país, é considerado o maior do gênero no mundo. Lançado em 2015, o projeto é uma exigência do Ibama para o licenciamento de empreendimentos da Bacia de Santos e tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades offshore sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

A exemplo do Projeto de Caracterização Ambiental, também extrapolou as exigências do Ibama. O projeto contribui para disseminação do conhecimento científico, gerando pesquisas, publicações e dados para planos e decisões de órgãos ambientais. O PMP já identificou mais de 140 mil ocorrências de animais encalhados nas praias – incluindo animais ameaçados de extinção no país, como tartarugas marinhas e mamíferos como o boto-cinza. Os animais marinhos encontrados debilitados são avaliados e, quando necessário, encaminhados para o atendimento veterinário. Após a reabilitação, são reintroduzidos na natureza.

Programa de Monitoramento Cetáceos

Desde que foi lançado, há oito anos, o Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos contribui para a preservação de cetáceos – golfinhos, botos e baleias  – na Bacia de Santos.  A área monitorada cobre desde águas costeiras até oceânicas, atingindo uma distância de 350 km da costa e mais de 2.000 metros de profundidade.

Para monitorar os cetáceos, os especialistas já percorram mais de 176 mil km, equivalente a quase 4,5 voltas ao redor do mundo. A equipe desse projeto também participou do projeto de caracterização regional da Bacia de Santos, descrevendo a biologia das espécies de mamíferos marinhos registradas na região. Das 44 espécies marinhas de cetáceos de todo o Brasil, 27 espécies já foram documentadas pelo Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos.

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Petrobras faz sua primeira compra de créditos de carbono

Companhia adquire créditos de carbono gerados a partir da preservação de 570 hectares da floresta amazônica.

A Petrobras marcou sua entrada no mercado voluntário de créditos de carbono ao adquirir créditos equivalentes a 175 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE) evitadas. A operação corresponde à preservação de uma área de 570 hectares da floresta amazônica, do tamanho de cerca de 800 campos de futebol como o Maracanã.

Os créditos foram adquiridos junto ao Projeto Envira Amazônia – sediado no município de Feijó, no Acre – dedicado à preservação da floresta amazônica e ao desenvolvimento de ações em prol das comunidades da região.  O Plano Estratégico da Petrobras 2023-27 prevê outras operações no mercado de carbono, com previsão de investimentos totais de até US$ 120 milhões em aquisição de créditos até 2027.

Com a compra de créditos de carbono, o propósito da Petrobras é complementar sua estratégia de descarbonização, que contempla várias frentes como, por exemplo, redução de emissões nas operações, projetos de energias renováveis, biorrefino e captura e armazenamento de carbono (CCS). Os direcionadores para o próximo Plano Estratégico 2024-28, atualmente em desenvolvimento, indicam a busca por oportunidades rentáveis para ampliar o investimento em baixo carbono, almejando um patamar entre 6 e 15% do investimento global da empresa.

“Aqui na Petrobras, queremos contribuir de maneira incisiva no processo de transição energética do Brasil. A cada avanço em direção ao uso de fontes de energia limpa, à captura e armazenamento de carbono, e ao investimento em descarbonização, estamos criando um futuro em que a economia prospera em harmonia com o planeta”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. “Nós acreditamos no mercado de carbono como um importante instrumento no combate às mudanças climáticas e sabemos que o Brasil tem um imenso potencial para liderar esse segmento, justamente por ser um dos países com maior biodiversidade do mundo”, complementou.

“Nossa prioridade será adquirir créditos de base natural, gerados no Brasil e de alta qualidade, que contribuam para a conservação e recuperação dos biomas brasileiros. Queremos assegurar que os créditos utilizados gerem benefícios climáticos, sociais e ambientais para o país, de forma transparente e rastreável”, disse o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim.

“A compensação das emissões por créditos de carbono é complementar à descarbonização intrínseca e permite aumentar a ambição das empresas.  É importante frisar que esta iniciativa da Petrobras não substitui, mas sim complementa os esforços de redução de nossas emissões ao mesmo tempo que contribui para o financiamento da conservação das florestas brasileiras”, afirmou a gerente executiva de Mudanças Climáticas da Petrobras, Viviana Coelho.

Mercado de carbono

O mercado de carbono consiste em um mecanismo de compensação de emissões de gases de efeito estufa, por meio da negociação de créditos de carbono. Esses créditos são gerados por projetos que evitam que esses gases sejam emitidos ou que removam esses gases. Dessa forma, o crédito de carbono funciona como uma espécie de moeda, em que uma empresa pode comprar créditos para compensar suas próprias emissões operacionais ou a de seus produtos. Mercados bem estabelecidos podem acelerar a redução das emissões e reduzir os custos para a sociedade, pois propiciam identificar os melhores custos de oportunidade.

Além disso, o mercado de carbono é dos instrumentos para cumprir as metas do Acordo de Paris assinado em 2015 por quase 200 países – incluindo o Brasil – que se comprometeram a adotar medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Os créditos de carbono podem ser gerados de diversas formas como, por exemplo a partir da captura de metano em aterros sanitários ou a partir de projetos de base natural, conhecidos como Nature Based Solutions (Soluções Baseadas na Natureza).  Elas se destacam por sua contribuição à recuperação ou preservação de ecossistemas naturais e por seus co-benefícios ambientais, como preservação da biodiversidade e recursos hídricos, e pelo impacto positivo que pode levar às comunidades locais.

Certificação internacional dos créditos de carbono

Os créditos de carbono comprados pela Petrobras são de alta integridade e com benefícios socioeconômicos, certificados com rigoroso protocolo global, garantindo transparência, confiabilidade e rastreabilidade na divulgação da origem e uso dos créditos.

A certificação dos créditos segue o padrão VCS (Verified Carbon Standard) da Verra, que é a maior certificadora do mercado voluntário de carbono no mundo. Essa empresa é responsável por validar a quantidade de carbono fixado ou evitado e acompanhar periodicamente a evolução do projeto, além de registrar os créditos de carbono emitidos em sua plataforma eletrônica para que possam ser rastreados.

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Transpetro se torna referência no mercado com guias de orientação para o ambiente de trabalho seguro e diverso

Abordagens do Comitê de Diversidade da companhia são exemplos para o Ministério de Minas e Energia e para o Instituto Brasileiro do Petróleo.

A Transpetro vem se destacando como referência na promoção da diversidade, inclusão e no combate à violência no ambiente de trabalho por meio de suas cartilhas educativas. Desenvolvidas pelo Comitê de Diversidade da companhia, as publicações são usadas como referência pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que quer compartilhar o exemplo com outras estatais para produção de manuais desse tipo, e Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que está levando essa experiência para o setor de óleo e gás.

Recentemente, a Transpetro compartilhou seu Guia de Equidade Racial com o grupo de Equidade Racial do IBP. Além disso, por solicitação do Comitê Permanente para questões de Gênero, Raça e Diversidade do MME, disponibilizou também seu Guia de Combate à Violência no Ambiente de Trabalho.

Todo o conteúdo é resultado de um meticuloso estudo sobre temáticas relevantes relativas ao tema. O material foi elaborado a partir da análise dos dados provenientes da UNESCO e de referências nacionais e internacionais, tanto do âmbito público quanto do privado.

Para Aline Fernandes, coordenadora de Cultura e Clima Organizacional da Transpetro, esse interesse reflete o impacto e a relevância da companhia na promoção de um ambiente de trabalho mais equitativo e seguro.

“É gratificante ter esse reconhecimento do setor e poder participar dessa construção que irá impactar toda a cadeia de óleo, gás e energia. Estamos compartilhando nossas experiências e esperamos que possam ser significativas na construção de empresas cada vez mais diversas e inclusivas. Estamos falando de um conteúdo de relevância que se integra profundamente na sociedade e ajuda na transformação social que precisamos”, enfatiza.

O diferencial da Transpetro está na abordagem mais abrangente, com desdobramento dos temas em vários guias. “Estamos detalhando os tópicos e incorporando orientações linguísticas, bem como diretrizes práticas sobre ações a serem tomadas e evitadas. Um aspecto notável reside no fato de que esses conteúdos têm potencial para se transformar em momentos de integração com a força de trabalho nos Diálogos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, além de reuniões e comunicações diárias”, afirma a coordenadora.

Novo guia será lançado em outubro

Devido à importância na continuidade das iniciativas e ao resultado positivo no avanço das práticas de equidade no ambiente corporativo, a empresa se prepara para lançar uma nova publicação em outubro. O Guia de Diversidade Geracional pretende auxiliar os colaboradores em suas relações entre as diversas gerações no local de trabalho, complementando o quinteto atual formado pelas cartilhas de Equidade Racial, Equidade de Gênero, Deficiência Sem Preconceito, LGBTQIA+ e Combate à Violência no Trabalho.

Conheça o quinteto orientador

Equidade Racial – Dentro deste guia, são tratados conceitos importantes relacionados ao racismo e à discriminação, como a história da escravidão no Brasil, a importância de ensinar a história africana e indígena e os estereótipos prejudiciais associados a esses grupos. O guia enfatiza o compromisso da empresa com a diversidade e a inclusão e fornece dicas práticas para promover a equidade racial no local de trabalho.

Equidade de Gênero  Este material se concentra em orientar sobre a diferença entre igualdade e equidade, a importância de entender o gênero e como a misoginia afeta a equidade de gênero. Além disso, traz alguns termos importantes para entender a equidade de gênero, como “manterrupting” e “mansplaining”, que são comportamentos machistas que prejudicam a participação das mulheres em reuniões e palestras. O guia também apresenta algumas dicas para apoiar a transformação em direção à equidade de gênero, como ouvir atentamente as mulheres, dar crédito às suas conquistas e evitar subestimar sua capacidade.

Deficiência Sem Preconceito – Aqui o foco é abordar informações importantes sobre a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Nele estão inseridos dados históricos, tipos de deficiência e dicas para promover a acessibilidade. Entre as informações apresentadas, destacam-se orientações sobre como lidar com pessoas com deficiência visual, auditiva, cadeirantes, nanismo e intelectual, além de alertas sobre as principais barreiras sociais enfrentadas por essas pessoas e as leis e normas que garantem seus direitos no Brasil.

LGBTQIA+ – Nesta cartilha são apresentados dados sobre identidade de gênero e direitos LGBTQIA+, com o objetivo de promover a inclusão da diversidade sexual e de gênero, elementos fundamentais para o desenvolvimento da organização. As informações buscam incentivar o respeito para que as pessoas desenvolvam melhor seus talentos, trabalhem com motivação e se sintam parte importante da empresa. O conteúdo aborda os termos e conceitos sobre o tema, como orientação sexual, sexo biológico e identidade de gênero. Traz ainda a legislação pertinente e dicas de como ajudar os colaboradores na transformação inclusiva do ambiente de trabalho.

Combate à Violência no Ambiente de Trabalho – O objetivo da Transpetro de criar um ambiente de trabalho ético, seguro, inclusivo, empático e livre de discriminação, violência e qualquer tipo de assédio é explicitado nesta cartilha. O material abrangente não apenas explora a violência física, mas também aborda a violência psicológica. O documento esclarece e exemplifica atitudes que não são compatíveis com o ambiente corporativo, além de alertar para as consequências internas e externas de ações e reações que não contribuem para uma relação respeitosa entre colegas de trabalho. O conteúdo se concentra em questões como assédio sexual e moral, LGBTfobia, racismo, xenofobia e misoginia.

SOBRE A TRANSPETRO

A Transpetro é a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina, com operações em 49 terminais (28 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 36 navios.

A empresa presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.

SEMINÁRIO: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs – 1º Simpósio Nacional sobre plataformas flutuantes de produção (FPSOs). O evento organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners será realizado na vibrante cidade do Rio de Janeiro. Nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Corporate Tower, no Rio de Janeiro!

📣 Este evento reunirá expoentes da indústria que estão à frente na prestação de serviços integrados Floating Production Storage and Offloading (FPSO), incluindo líderes de mercado como Modec, SBM, Ocyan, Yinson e BW Offshore.

📣 Prepare-se para discussões aprofundadas, troca de conhecimentos e networking inestimável. Verifique em anexo a programação do evento e a lista de temas que serão abordados.

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Petrobras instalará 11 novas plataformas no pré-sal até 2027

Previsão é que produção do pré-sal alcance 2,4 milhões de boe até 2027.

O pré-sal completa 15 anos de produção em setembro com fôlego renovado – e uma perspectiva de crescimento expressivo nos próximos anos. Para se ter ideia, a Petrobras prevê instalar 11 novas plataformas para produzir naquela camada até 2027. Desde dezembro de 2022, a empresa já colocou em produção dois novos sistemas no pré-sal – P-71 no campo de Itapu e FPSO Almirante Barroso, no campo de Búzios – e prevê iniciar a operação da terceira unidade (FPSO Sepetiba, no campo de Mero) até o fim deste ano. FPSO é a sigla em inglês para plataforma flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo.

O Plano Estratégico da Petrobras para o período de 2023 a 2027 destinou US$ 64 bilhões para investimentos em atividades de exploração e produção. Uma parcela de 67% desses recursos será destinada a investimentos no pré-sal. Com os novos projetos somados às unidades já em operação, a estimativa é que a companhia irá produzir um total de 3 milhões e 100 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2027, sendo 2,4 milhões boed no pré-sal (parcela própria da Petrobras), o que representará 78% do total da produção. No caso da produção operada (Petrobras + parceiros), a projeção é que o volume produzido no pré-sal alcance 3,6 milhões de boe em 2027.

Perspectivas promissoras para o campo de Búzios

Maior campo em águas ultraprofundas da indústria mundial, Búzios tem apresentado excelente resultado. Em junho, o campo alcançou produção acumulada de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), passados apenas cinco anos desde que iniciou sua operação. Para efeito de comparação, o campo de Marlim, na Bacia de Campos, levou 11 anos para atingir o patamar de 1 bilhão de boe e o campo de Tupi, no pré-sal, nove anos.

Atualmente o campo de Búzios opera com cinco plataformas, todas do tipo FPSO: P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso. E a perspectiva para o futuro é muito positiva. Das onze novas plataformas programadas para o pré-sal até 2027, seis serão destinadas a Búzios: FPSOs Almirante Tamandaré (previsto para 2024); P-78 e P-79 (ambas para 2025); P-80 e P-82 (as duas para 2026), além da P-83 (2027).

Campo Unitizado de Mero: o terceiro maior do país

Outro grande campo do pré-sal é Mero, localizado no bloco de Libra, na Bacia de Santos. Atualmente, o campo de Mero abriga o FPSO Pioneiro de Libra, com capacidade para produzir até 50 mil bpd, que opera o Sistema de Produção Antecipada (SPA 2), e o FPSO Guanabara, com capacidade para produzir até 180 mil bpd – e que já alcançou seu pico de produção cerca de oito meses após o primeiro óleo.  A unidade atingiu recorde de média de produção mensal, de 179 mil barris de petróleo por dia (bpd), em fevereiro de 2023.

No segundo semestre de 2023, a Petrobras prevê instalar a segunda plataforma definitiva no campo de Mero: o FPSO Sepetiba, com capacidade de produzir até 180 mil bpd. Até 2025, a empresa colocará em operação outras duas unidades naquele campo, totalizando quatro sistemas. Mero é o terceiro maior campo do Brasil, atrás apenas de Tupi e Búzios, também localizados no pré-sal da Bacia de Santos.

Novas plataformas para o pré-sal da Bacia de Campos

Além da Bacia de Santos, o pré-sal segue em ritmo de expansão na Bacia de Campos. Foi no campo de Jubarte, nessa bacia, onde a produção do pré-sal iniciou há 15 anos. E é esse mesmo campo que irá receber o FPSO Maria Quitéria em 2025, com capacidade para produzir até 100 mil bdp.

Em paralelo, a Petrobras segue empenhada em revitalizar seus ativos maduros da Bacia de Campos, ampliando a capacidade de produção com a implantação de novos sistemas.  O campo de Albacora, por exemplo, que completou 35 anos de operação no ano passado, receberá em 2027 o novo FPSO do projeto de Revitalização de Albacora, com capacidade de produzir até 120 mil bpd – operando tanto no pós-sal quanto no pré-sal.

Capacidade técnica

“Os 15 anos de produção do pré-sal são a melhor prova de um Brasil que dá certo. É a prova da persistência e da capacidade técnica de homens e mulheres que foram à luta e não desistiram diante dos desafios complexos encontrados. Nosso corpo técnico contribuiu para o desenvolvimento de tecnologias inéditas para viabilizar a produção no pré-sal, de braços dados com nossos parceiros, impulsionando o desenvolvimento de todo um mercado de fornecedores altamente especializado”, disse o Diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Mendes.

“São profissionais que não só desbravaram uma nova fronteira, até então inexplorada, como também a transformaram em um dos mais importantes polos de produção do mundo. E todo esse sucesso aponta para um futuro promissor: vamos colocar em operação no pré-sal 11 plataformas nos próximos cinco anos que vão garantir a sustentabilidade da nossa produção – o que comprova a importância e a magnitude da nossa atuação no pré-sal”, complementou Mendes.

Parcerias

Os resultados alcançados no pré-sal – e a perspectiva de futuro promissora – se devem em grande medida à atuação em parceria com empresas reconhecidas pela excelência técnica: Shell, TotalEnergies, Petrogal, Repsol Sinopec, CNOOC, CNODC, Petronas, QatarEnergy e PPSA.

SEMINÁRIO: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs – 1º Simpósio Nacional sobre plataformas flutuantes de produção (FPSOs). O evento organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners será realizado na vibrante cidade do Rio de Janeiro. Nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Corporate Tower, no Rio de Janeiro!

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Confirmação de Palestrante no Seminário BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs

🌐 Com grande satisfação, anunciamos a participação de mais um grande nome da indústria de FPSO no nosso Simpósio FPSO, que ocorrerá nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Tower, no Rio de Janeiro!

🔸 Pablo Guedes, Senior Sales Manager Oil & Gas at Baker Hughes IET, irá enriquecer nossas discussões com seu profundo conhecimento e compreensão prática do setor.

🌐 Este será um evento imperdível para todos os profissionais do setor FPSO. Consulte a programação do evento em anexo para mais detalhes.

🌐 Garanta a sua participação e junte-se a nós para essas conversas enriquecedoras!

🔸 Inscrições (vagas limitadas) clique aqui  ou pelo e-mail: fpsosseminario@revistaoilegasbrasil.com.br

🌐 Nos vemos no Rio! 🇧🇷

#FPSOs #RiodeJaneiro #BrasilEpicentroGlobaldeFPSOs

Orguel usa realidade virtual e realidade aumentada para oferecer novas soluções de engenharia

Tecnologia em 3D reduz erros de projeto, acelera o fechamento de negócios e possibilita ao cliente visualizar como o produto pode ser aplicado na sua obra.

A realidade virtual e aumentada desempenha um papel cada vez mais importante no setor da construção civil, oferecendo uma variedade de benefícios que melhoram a eficiência, a qualidade e a segurança das atividades relacionadas ao setor. Entre as principais vantagens do recurso está a possibilidade de que arquitetos, engenheiros e clientes visualizem projetos em 3D de maneira imersiva, contribuindo na compreensão das dimensões e proporções do projeto e permitindo ajustes antes do início da construção física.

“Essa tecnologia reduz a probabilidade de erros de projeto e retrabalho posterior, além acelerar o fechamento do negócio por parte dos clientes”, afirma a gerente geral de Engenharia de Aplicação da Orguel, Adriane Camargos Pereira. A empresa, um dos principais players do mercado nacional de soluções de engenharia para a construção civil, investe na realidade virtual e aumentada continuamente e aplica a tecnologia nos seus produtos (andaimes, fôrmas de concreto, plataformas móveis e escoramentos de laje, entre outros).

“Além de criar o projeto em 3D, onde é possível ver como o produto será aplicado na obra, podemos utilizar um avatar do cliente, permitindo que ele ‘caminhe’ dentro do andaime ou da plataforma, visualizando a solução de forma imersiva”, explica a gerente da Orguel.

De acordo com Adriane, o uso da inovação tem dado um retorno bastante positivo por parte dos clientes, pois a simulação permite a eles ter uma visualização da montagem das peças na obra e possíveis interferências, percebendo melhor os detalhes da sua aplicação e fazendo com que tomem a decisão de fechar o negócio de forma mais rápida, reduzindo, assim, tempo de cronograma.

“A utilização da realidade virtual e aumentada faz parte da estratégia de inovação e tecnologia da Orguel, voltada a propiciar soluções completas de engenharia e uma experiência diferenciada aos nossos clientes. Já estamos com a tecnologia na linha de estruturas e em breve ampliaremos a experiência imersiva para a linha de máquinas”, complementa Adriane Camargos.

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