Pré-sal da Petrobras responde por mais de 1/3 da produção da América Latina

Pré-sal ultrapassa produção de México, Noruega e Nigéria a  produção acumulada no pré-sal alcança 5,5 bilhões de barris de petróleo em 15 anos, são 31 plataformas do pré-sal produzem 78% do petróleo produzido pela Petrobras.

Passados 15 anos desde que começou a operar, o pré-sal responde hoje por 78% da produção da Petrobras – e por mais de 1/3 da produção da América Latina – com 2,06 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) produzidos no segundo trimestre deste ano. Do primeiro óleo extraído no pré-sal do campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos, até hoje, a produção naquela camada deu uma guinada, a ponto de ultrapassar o volume produzido por países com tradição no setor de O&G como México, Nigéria e Noruega. Se fosse um país, o pré-sal ocuparia o 11º lugar no ranking mundial dos produtores de petróleo.

Para se ter ideia, das 57 plataformas operadas pela Petrobras, 31 estão no pré-sal, sendo 23 de forma dedicada – e produzem hoje um dos petróleos mais descarbonizados do mundo. Ao longo dos últimos 15 anos, o pré-sal se tornou uma das fronteiras petrolíferas mais competitivas da indústria global. Em 2023, alcançou uma produção acumulada de 5,5 bilhões de barris de petróleo – capitaneada pelos três maiores campos em operação dessa camada: Tupi, Búzios – o maior do mundo em águas ultraprofundas – e Mero. Para efeito de comparação, a produção da Petrobras no pós-sal, em águas profundas e ultraprofundas, levou 26 anos para atingir o patamar de 5,5 bilhões de barris.

“Os 15 anos de produção no pré-sal, no ano em que a Petrobras completa 70 anos de história, nos enchem de orgulho e alegria. Os resultados impressionantes que alcançamos nessa camada são a prova da criatividade, da inteligência e da capacidade de superação brasileira. Enquanto os céticos duvidavam e colocavam em xeque a viabilidade técnica do pré-sal, nossos petroleiros e petroleiras foram lá e fizeram”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

“Eles ousaram, desenvolveram tecnologia que não existia no mercado, junto com nossos parceiros e fornecedores, e transformaram uma fronteira até então desconhecida nesse gigante de produção em águas profundas. É uma jornada de sucesso sem precedentes no setor, com impacto positivo não só para a Petrobras, mas para a indústria global e a sociedade nas mais diversas frentes, com um legado valioso de conhecimento científico, tecnológico e intelectual”, complementou Prates.

Contribuições para a sociedade

A magnitude da produção do pré-sal se reflete em um volume expressivo de contribuições para sociedade brasileira: de 2008 até junho de 2023, a Petrobras pagou cerca de US$ 63 bilhões em participações governamentais – entre royalties e participações especiais – associadas diretamente à produção do pré-sal.

Além desse montante, outros US$ 63 bilhões foram pagos ao Estado brasileiro pela aquisição de blocos e direitos em ativos do pré-sal. Esses valores, somados (US$ 126 bilhões), evidenciam a dimensão do retorno do pré-sal para a sociedade civil.

Salto de produção

O primeiro óleo do pré-sal foi produzido em 2 de setembro de 2008, no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos. De lá para cá, a Petrobras experimentou um verdadeiro salto de produção naquela camada, estendendo sua atuação para o pré-sal da Bacia de Santos. Oito anos depois do primeiro óleo, a produção operada (Petrobras + parceiros) acumulada no pré-sal alcançou a marca de 1 bilhão de barris. Em 2019, após 11 anos, ultrapassou o volume de 2,5 bilhões de barris, e em 2021, superou o patamar de 4 bilhões de barris – até chegar a 5,5 bilhões em julho de 2023.

Esse resultado foi alcançado graças ao desenvolvimento de tecnologias de última geração que mudaram os rumos do setor em águas profundas – e viabilizaram a produção num cenário até então inexplorado, com poços perfurados de mais de 7 mil metros de profundidade total – sendo 5 mil de profundidade terrestre e 2 mil de profundidade d´água – espessa camada de sal, além de alta temperatura, pressão e distância de 300 km da costa.

SEMINÁRIO: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs – 1º Simpósio Nacional sobre plataformas flutuantes de produção (FPSOs). O evento organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners será realizado na vibrante cidade do Rio de Janeiro. Nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Corporate Tower, no Rio de Janeiro!

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Saipem mantém cronograma para venda de FPSO no Brasil

A Saipem confirmou o cronograma para encerrar seu processo de desinvestimento relacionado a um navio flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) que opera na Bacia do Espírito Santo.

Depois que a BW Energy assinou um acordo para adquirir cem por cento de participação nos campos Golfinho e Camarupim e 65 por cento de participação no bloco BM-ES-23 em junho de 2022 da Petrobras, a empresa fez acordos para adquirir o FPSO Cidade de Vitória da Saipem. Esta embarcação está trabalhando no campo de Golfinho. Esperava-se que ambas as transações fossem concluídas no 1T 2023, no entanto, os atrasos prolongaram o cronograma.

A BW Energy concluiu há poucos dias a aquisição dos campos de Golfinho e Camarupim, o que lhe permitiu assumir a propriedade e a operação de aproximadamente 10.000 barris de produção diária de petróleo, diversas oportunidades comprovadas de desenvolvimento em campo de baixo risco e com prazos de entrega curtos, e potencial substancial de vantagem a longo prazo proveniente de acumulações comprovadas de gás.

A empresa listada na Bolsa de Valores de Oslo revelou que a aquisição do FPSO Cidade de Vitória da Saipem estava prevista para ser concluída no 4T 2023, quando o atual contrato de arrendamento de curto prazo e operação do FPSO expirar.

A conclusão da transação Golfinho foi condição precedente do memorando de acordo (MOA) entre BW Energy e Saipem para a venda e pagamentos iniciais do FPSO, que atualmente opera em plena capacidade de produção.

Portanto, a Saipem confirmou que está trabalhando com a BW Energy para concluir o processo de aquisição e entrega do FPSO Cidade de Vitória, que está previsto para ocorrer no quarto trimestre de 2023. A Saipem continuará a operar o FPSO, fornecendo operação e manutenção serviços para a BW Energy até a aquisição.

A BW Energy deverá pagar à Saipem uma quantia igual a US$ 73 milhões, dos quais US$ 38 milhões serão devidos no fechamento da transação Golfinho e US$ 35 milhões serão entregues em 18 parcelas mensais, após a aquisição.

Localizado em lâmina d’água entre 1.300 e 2.200 metros na Bacia do Espírito Santo, o cluster Golfinho é composto pelo campo de petróleo de Golfinho, pelo campo de gás não associado de Canapu e pelo bloco exploratório BM-ES-23, que abriga o gás Brigadeiro e condensado descoberta.

Por outro lado, o aglomerado adjacente de Camarupim está localizado em lâminas d’água entre 100 e 1.050 metros, compreendendo os campos de gás não produtores de Camarupim e Camarupim Norte.

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Enauta elege novo presidente do Conselho de Administração

Mateus Tessler assume o cargo ressaltando sólida estratégia de crescimento.

O Conselho de Administração da Enauta elegeu Mateus Tessler como o novo Presidente do Conselho de Administração, sucedendo Antônio Augusto de Queiroz Galvão, que renunciou ao cargo, por motivos pessoais, e seguirá no Conselho na qualidade de membro.

Depois de eleito para o cargo, o executivo destacou que a Enauta segue empenhada na conclusão do Sistema Definitivo de Atlanta e na busca por ativos que façam sentido à estratégia de crescimento da companhia. “Ao longo dos últimos meses, foi dado início a uma nova fase. Acreditamos que somos capazes de concluir o SD no prazo e orçamento. Enquanto isso, estudamos formas de adicionar ativos relevantes ao nosso portfólio”, afirmou.

O executivo ressaltou ainda “a capacidade de gestão, técnica e financeira” do time da Enauta, “o que torna a companhia uma plataforma sólida de crescimento, através de aquisições de ativos maduros ou ativos com reservas comprovadas, para implantação de projetos similares ao Atlanta”. “As boas perspectivas para a companhia só são possíveis porque a Enauta é uma empresa sólida, capaz de gerar valor para o país, seus acionistas e a sociedade”, disse.

O executivo Mateus Tessler é sócio gestor dos fundos da Jive Investments. Ele tem experiência em áreas de fusões, aquisições, consultoria em finanças corporativas, private equity e venture capital, com passagens na Deloitte, na Invest Tech e DLM Invista.

Na mesma reunião, Ana Marta Veloso foi eleita Vice-Presidente do Conselho de Administração. Ana Marta é atualmente membro independente dos Conselhos de Administração da Vinci Partners, Rio Energy S.A., Oceânica Engenharia e Consultoria S.A., e Profarma S.A. Ela tem 20 anos de experiência no setor de Energia, incluindo os cargos de CEO da Light e diretora da Equatorial.

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Ocyan promove capacitação profissional em parceria com MIT Technology Review Brasil

A Ocyan, conhecida por sua capacidade de inovar e renovar suas possibilidades por meio de tecnologia e boas ideias, inicia neste mês sua Jornada de Digital, programa que oferecerá para seus integrantes conteúdos sobre novas tecnologias e futuros emergentes. A iniciativa reúne simultaneamente capacitação teórica e prática em tecnologias avançadas (agenda desenvolvida pela Radix), além de conteúdos informativos customizados, elaborados em parceria com a MIT Technology Review Brasil. A iniciativa, que se estende até fevereiro do próximo ano, visa consolidar a Ocyan como uma das mais importantes referências de inovação do setor de O&G.

“A Jornada vai projetar a Ocyan como agente da evolução junto a nossos integrantes, uma vez que eles terão acesso ao que tem de mais atualizado no mercado de tecnologia nesta trilha de capacitação ao longo dos próximos meses”, destaca Patrícia Grabowsky, gerente executiva de Inovação e Transformação Digital da Ocyan. Ela acrescenta ainda que a companhia pretende reforçar seu posicionamento como player estratégico em soluções digitais no setor em que atua. “Ao final da jornada, estaremos começando a formar times com as competências digitais necessárias para apoiar e liderar os projetos previstos em nosso roadmap digital”, afirma a executiva.

Treinamento contribuirá para maturidade digital

Em 2021, com o apoio da Radix, foi realizado um mapeamento completo do nível de maturidade digital dos processos da empresa, comparando-os com outras experiências do mercado e propondo melhorias. Esta avaliação, para compreender o estágio de maturidade digital da empresa à época e como ela era vista pelo mercado, deu origem a um roadmap digital com projetos embasados por diversas tecnologias, tais como machine learning, inteligência artificial, business intelligence, etc. Estes temas foram a base do desenho da trilha de capacitação da Jornada Digital. Desta forma, além de integrantes com aptidão para liderar projetos futuros que utilizem essas tecnologias, a Ocyan também buscará evoluir a maturidade digital, prevista para ser avaliada novamente ao fim da jornada.

Segundo o gerente executivo de gestão de pessoas, Fabiano Sales, a evolução da maturidade digital da companhia é um dos objetivos do próximo triênio.  “Vamos iniciar este projeto com o Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL), no qual vamos capacitar e desenvolver nossos líderes para projetos digitais. A expectativa é avançar e desenvolver as habilidades dos nossos integrantes para liderar as novas ações da companhia. Com tudo isso, esperamos ter a Ocyan cada vez mais digital, ágil e com alta capacidade de gerar valor”, destaca Sales.

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Petrobras assina acordos com grandes empresas chinesas

A Petrobras assinou quatro memorandos de entendimento (MOUs) com a China Energy, SINOPEC, CNOOC e Citic Construction, principais grupos de petróleo e energia da China. Os acordos foram firmados em Pequim, entre os dias 28 e 30 de agosto, durante a missão estratégica da companhia à China, liderada pelo presidente Jean Paul Prates e diretores Joelson Mendes (Exploração & Produção), Mauricio Tolmasquim (Transição Energética e Sustentabilidade) e Sérgio Caetano Leite (Financeiro e de Relacionamento com Investidores).

Formalizados com os CEOs de cada grupo, os acordos são direcionados à prospecção de novas oportunidades de negócios conjuntos nos segmentos de exploração e produção, transição energética, refino, petroquímica, energia renovável, hidrogênio, fertilizantes, amônia e captura de carbono. A operação visa buscar possíveis parcerias no Brasil, China e em outras regiões, como Bolívia e Suriname, conforme abaixo especificado:

• Memorando de Entendimentos (MOU) com a China Energy International Group Co., Ltd. – China Energy, com a finalidade identificar potenciais oportunidades de negócio no Brasil relacionadas à geração de energia renovável e produção de hidrogênio sustentável e amônia.

• MOU com a China Petrochemical Corporation – SINOPEC, com objetivo de colaborar na pesquisa e avaliação de oportunidades no Brasil ou no exterior, nos segmentos de exploração & produção, refino, comercialização, projetos de transição energética, captura de carbono, dentre outros.

• MOU com a China National Offshore Oil Corporation – CNOOC, a fim de estender a colaboração e explorar o potencial de cooperação global no setor energético em segmentos de interesses mútuos, tais como exploração e produção de petróleo e gás, refino, indústria petroquímica, dentre outros.

• Non-Disclosure Agreement com a Citic Construction Co. Ltd. – CITIC, para discussões sobre possíveis oportunidades de negócios e projetos conjuntos, inclusive a formação de joint-ventures para investimentos no Brasil e no exterior.

Os acordos foram assinados nas sedes da China Energy, SINOPEC, CNOOC e Citic Construction, com a presença dos principais executivos de cada um dos grupos e do embaixador do Brasil em Pequim, Marcos Galvão. Os quatro MOUs reforçam o direcionamento da Petrobras de fortalecer a relação comercial com empresas chinesas, dando prosseguimento a iniciativas realizadas pela nova gestão da companhia no Brasil e à missão técnica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em abril.

“Estamos reforçando os laços comerciais e estratégicos com os principais grupos empresariais da China. Queremos fortalecer nossos negócios e diversificar as operações, através das novas alianças firmadas com a China Energy, SINOPEC, CNOOC e Citic Construction. Vamos expandir nossos negócios no Brasil e no exterior e apostamos no sucesso futuro dessas alianças que firmamos aqui, na China”, afirma Jean Paul Prates.

Os memorandos assinados são de caráter não vinculante e, para acompanhar o progresso dos estudos e discussões, serão formados comitês de representantes de cada empresa. Após a conclusão das análises técnicas necessárias, potenciais projetos advindos dos acordos assinados terão estimativas oficiais de custo, prazo e retorno, a fim de que sejam futuramente apreciados pelas instâncias de aprovação interna, de acordo com a governança da companhia.

Os acordos estão alinhados aos elementos estratégicos do PE 2024-28, que visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, contribuindo para o sucesso da transição energética. Além dos memorandos de entendimento com companhias de petróleo e energia, a companhia assinou também, durante a missão a Pequim, acordos com o Bank of China e o China Development Bank (CDB), dois dos principais bancos da China, com atuação nos setores petróleo, gás e energia.

Durante a missão, Jean Paul Prates e os diretores da Petrobras visitaram ainda importantes instituições e empresas chinesas do setor. A lista de visitas técnicas inclui a agência de energia da China, National Energy Administration (NEA), Embaixada do Brasil em Pequim, CNPC, Gold Wind, CNPC, Sinochem, State Grid e CNCEC.

Sobre as empresas

CNOOC é a maior produtora offshore de petróleo e gás da China. A empresa é de economia mista, com ações na Bolsa de Valores de Hong Kong, sendo o governo chinês o acionista majoritário. O negócio principal abrange exploração e desenvolvimento de petróleo e gás, serviços técnicos profissionais, vendas de produtos de refino e fertilizantes, produção de gás natural e geração de energia e serviços financeiros, bem como novos negócios de energia, como energia eólica offshore.

SINOPEC é o maior fornecedor de produtos petrolíferos e petroquímicos e o segundo maior produtor de petróleo e gás da China, a maior empresa de refino e a segunda maior empresa química do mundo. Suas principais atividades incluem exploração e produção (onshore e offshore de óleo cru e gás natural), armazenamento e transporte de petróleo e gás natural (incluindo o transporte por gasoduto), refino de petróleo e fornecimento de produtos químicos e derivados do petróleo.

China Energy International Group Co., Ltd. é um grupo de grande porte que fornece soluções e serviços integrados para todo ciclo de desenvolvimento para energia e infraestrutura na China e no mundo. O negócio principal abrange energia tradicional, energia renovável, saneamento, proteção ambiental, transporte, construção municipal, construção de moradias, equipamentos e materiais de construção.

CITIC Construction Co., Ltd., uma subsidiária da Estatal Chinesa do Grupo CITIC, é uma empreiteira líder global. Fornece serviços abrangentes de construção e engenharia e oferece uma gama de serviços de valor agregado, além dos negócios tradicionais no setor de engenharia, cujos negócios abrangem finanças, recursos e energia, manufatura, contratação de engenharia, imobiliário e infraestrutura e consultoria. 

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Petrobras assina acordo com bancos chineses

A Petrobras assinou dois importantes acordos com os principais bancos da China atuantes no setor de petróleo, gás e energia: o China Development Bank (CDB) e o Bank of China. A celebração dos memorandos de entendimento (MOUs) ocorreu durante a missão estratégica do presidente da companhia brasileira, Jean Paul Prates, à China. Os documentos visam a (i) avaliar oportunidades de investimentos e cooperação em iniciativas de baixo carbono e finanças verdes, (ii) auxiliar a financiabilidade da cadeia de fornecedores nacionais da Petrobras, e (iii) incrementar as trocas comerciais e financeiras entre a Petrobras e empresas chinesas.

Os memorandos de entendimento com o China Development Bank e com o Bank of China foram assinados na sexta-feira (25/8) e segunda-feira (27/8), respectivamente, em Pequim, nas sedes das duas instituições. As cerimônias de assinatura dos acordos contaram com a presença do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e do diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Sergio Caetano Leite, além dos principais executivos das duas instituições financeiras.

Os MOUs são de caráter não vinculante e, após a conclusão das análises técnicas necessárias e das estimativas de custo, prazo e retorno, os projetos estarão em condições de serem apreciados pelas devidas instâncias de aprovação interna, conforme a governança da companhia. Os acordos têm prazo de cinco anos e estão alinhados com os elementos estratégicos do Plano Estratégico 2024-28, que visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, contribuindo para o sucesso da sua transição energética.

As assinaturas dos documentos com China Development Bank e com o Bank of China integram o conjunto de inciativas da missão da Petrobras à China, voltada a fomentar parcerias e negócios com grandes empresas e instituições financeiras chinesas, nos segmentos de exploração e produção, refino e processamento, transição energética e outras áreas da indústria.

Jean Paul Prates destacou que as assinaturas dos dois MOUs representam um passo importante de reaproximação da Petrobras com a China, em linha com recentes ações desenvolvidas pela companhia no Brasil e dando continuidade à missão técnica do presidente Luiz Inácio Lula, realizada em abril deste ano.

“As duas iniciativas são extremamente importantes para fortalecer nossa parceria com China Development Bank e com o Bank of China. A China será um parceiro decisivo na estratégia da Petrobras para retomar presença global. Enxergamos o mercado chinês como prioritário nesse processo. Vamos buscar oportunidades e trabalhar em parceria com empresas chinesas e de outros países”, afirma Prates.

 

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BW Energy adquiri os campos de Golfinho e Camarupim na Bacia do Espírito Santo

A BW Energy revelou que a aquisição dos ccampos Golfinho e Camarupim foi concluída. Como resultado, a empresa assumiu a propriedade e a operação de aproximadamente 10.000 barris de produção diária de petróleo, várias oportunidades comprovadas de desenvolvimento em campo de baixo risco com prazos de entrega curtos e um potencial potencial de crescimento substancial a longo prazo proveniente de acumulações comprovadas de gás.

O fechamento da transação segue um período de produção estável de petróleo após o reinício do FPSO Cidade de Vitória após reparos e modernizações. Esta aquisição é financiada através da liquidez existente da BW Energy e de um mecanismo de pré-pagamento de petróleo, com US$ 12,2 milhões pagos no fechamento, após um pagamento inicial de US$ 3 milhões na assinatura em 2022. Além disso, o acordo inclui até US$ 60 milhões em pagamentos contingentes futuros vinculados a preço do petróleo, operações de poços e desenvolvimento adicional dos ativos adquiridos.

Carl K. Arnet, CEO da BW Energy, comentou: “Temos o prazer de concluir a transação para nos tornarmos proprietários da produção de materiais e do fluxo de caixa no Brasil e de diversificar nossa produção e base de recursos. Temos uma organização local forte, pronta para assumir a operação e capturar um potencial significativo de criação de valor através de oportunidades de desenvolvimento em fases já identificadas e exploração de campo próximo.”

Localizado em lâmina d’água entre 1.300 e 2.200 metros na Bacia do Espírito Santo, o campo Golfinho é composto pelo campo de petróleo de Golfinho, pelo campo de gás não associado de Canapu e pelo bloco exploratório BM-ES-23, que abriga o gás Brigadeiro e condensado descoberta. Por outro lado, o aglomerado adjacente de Camarupim está localizado em lâminas d’água entre 100 e 1.050 metros, compreendendo os campos de gás não produtores de Camarupim e Camarupim Norte .

Além das receitas contínuas da produção de petróleo e das oportunidades de perfuração de enchimento previamente identificadas e dos desenvolvimentos positivos do petróleo, a BW Energy acredita que esta aquisição apresenta uma oportunidade de valor criativo para monetizar os recursos de gás existentes e futuros. Estes serão trazidos para terra e vendidos no já estabelecido mercado de gás brasileiro ao qual o FPSO Cidade de Vitória está conectado através de uma linha de exportação de gás que a empresa irá adquirir e controlar como parte da transação.

A estimativa interna da BW Energy é de 38 milhões de boe de recursos recuperáveis ​​comprovados, predominantemente petróleo, dos quais 19 milhões de boe são desenvolvidos e em produção e 19 milhões de boe não desenvolvidos, oportunidades de preenchimento definidas. Além disso, a empresa identificou mais 0,7 Tcf de acumulações de gás recuperável para potencial desenvolvimento futuro. A aquisição do FPSO da Saipem deverá ser concluída no 4T, quando o atual contrato de arrendamento de curto prazo e operação do FPSO expirar.

Os campos transferidos respondem por 6,6% da produção operada pela Petrobras no estado do Espírito Santo, e sua transferência não impacta as demais atividades da gigante brasileira na região, onde a empresa mantém operações em campos de águas profundas, como o Parque das Baleias , além de seis áreas exploratórias.

A empresa mantém seus compromissos de investimentos no estado do Espírito Santo, com destaque para a implantação de uma nova unidade de produção no campo de Jubarte – o FPSO Maria Quitéria – e a interligação de novos poços, projetando aumento em sua curva de produção até 2027 .

Além dos campos offshore, a Petrobras ainda mantém outras operações no estado, como as unidades de processamento de gás natural de Cacimbas (UTGC) e Sul Capixaba (UTGSUL) e o Terminal Hidroviário de Barra do Riacho.

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Petrobras destina R$ 212 milhões a novos projetos sociais e ambientais

Primeira fase da Seleção Pública Petrobras Socioambiental 2023 contempla 31 iniciativas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

A Petrobras anuncia os 31 novos projetos socioambientais contemplados na primeira fase da Seleção Pública Petrobras Socioambiental 2023, que abrange oportunidades nos Estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

“Investimos em iniciativas que têm um grande potencial de transformação socioambiental, trazendo melhoria na qualidade de vida na inclusão social, na conservação do meio ambiente e no enfrentamento das mudanças climáticas, reafirmando nosso compromisso com as comunidades”, afirma José Maria Rangel, gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras. Esta fase da seleção pública incluiu projetos nas quatro linhas de atuação do Programa Petrobras Socioambiental: Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Florestas e Oceano. Também foram abertas oportunidades para projetos da linha de Educação que contam com incentivo fiscal pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

O número de inscrições superou as expectativas: 414 projetos não incentivados e 37 projetos incentivados. Com isto, e devido a relevância, mérito e diversidade das propostas analisadas, foi possível aumentar o recurso destinado à primeira etapa, de R$ 162 milhões para R$ 212 milhões, e aumentar o número de projetos contemplados, dos 23 previstos inicialmente para 31 projetos. Somando todas as etapas, o valor chega a R$ 432 milhões, o maior já investido pela Petrobras numa seleção pública desse tipo.

Segundo José Maria Rangel, “nesta Seleção Pública, procuramos aumentar o potencial de transformação socioambiental dos projetos, aumentando o período de execução para três anos e investindo em iniciativas mais estruturadas, observando a transparência do processo em todas as etapas da análise até a contratação”.

A maioria das propostas inscritas vieram de organizações sediadas nas regiões Nordeste e Norte, mas a oportunidade mais concorrida foi a direcionada para o bioma Cerrado, com 66 inscrições. “Este recorde de inscrições em várias regiões do Brasil reflete a abrangência nacional do Programa Petrobras Socioambiental, buscando fortalecer nosso relacionamento e diálogo da Petrobras com as comunidades vizinhas das nossas operações”, destaca José Maria Rangel.

O processo de seleção dos projetos contou com a participação de representantes de organizações da sociedade civil, academia e poder público, além de diversas áreas da Petrobras, buscando incluir especialistas que são referência em suas áreas e representantes dos diversos territórios contemplados pelas iniciativas.

Após a divulgação dos resultados, os projetos passarão pela análise de risco de integridade realizada conforme critérios utilizados pela Petrobras e por uma etapa de ajustes para atender aos padrões de prestação de contas técnica e financeira da Petrobras e, em seguida, serão contratados. A estimativa é de que as atividades comecem a partir de 2024.

Está prevista para acontecer em outubro de 2023 uma segunda rodada da seleção, também abrangendo projetos nas linhas de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Educação, Florestas e Oceano, além de um edital para projetos de Educação com incentivo fiscal pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

Veja mais sobre os projetos selecionados aqui.

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Petrobras compõe novo índice de diversidade da B3

A Petrobras entrou na primeira carteira do Idiversa B3, o novo índice de diversidade da B3. É o primeiro desse tipo na América Latina, que prioriza critérios de gênero e raça na composição de ativos. O objetivo do índice, segundo a metodologia, é ser o indicador de desempenho médio das ações de empresas listadas que se destacam na questão da diversidade, baseado numa régua de pontuação desenvolvida pela própria B3. O chamado Score Diversidade calcula a proximidade da empresa com a diversidade da população brasileira e visa identificar quais companhias apresentam no seu quadro de funcionários uma participação relevante dos grupos sub-representados, tendo como foco o critério de gênero, analisando gênero feminino; e racial, incluindo negros e indígenas.

O índice foi construído com base em dados públicos disponíveis no Formulário de Referência, que as empresas de capital aberto são obrigadas a divulgar anualmente. Para a Petrobras, que tem como uma de suas prioridades a atenção às pessoas, a participação na carteira de estreia do novo índice é a demonstração de que a empresa está no caminho certo da valorização da diversidade e do respeito nas relações pessoais e de trabalho.

SEMINÁRIO: BRASIL – EPICENTRO GLOBAL DE FPSOs – 1º Simpósio Nacional sobre plataformas flutuantes de produção (FPSOs). O evento organizado pela Revista digital Oil & Gas Brasil e apoio da AIF Consulting Partners será realizado na vibrante cidade do Rio de Janeiro. Nos dias 30 e 31 de outubro de 2023 na Ventura Corporate Tower, no Rio de Janeiro!

📣 Este evento reunirá expoentes da indústria que estão à frente na prestação de serviços integrados Floating Production Storage and Offloading (FPSO), incluindo líderes de mercado como Modec, SBM, Ocyan, Yinson e BW Offshore.

📣 Prepare-se para discussões aprofundadas, troca de conhecimentos e networking inestimável. Verifique em anexo a programação do evento e a lista de temas que serão abordados.

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Equinor investirá cerca de R$ 42 milhões no Brasil em parceria de P&D com CNPEM, Unicamp e UFSC

A Equinor anunciou o investimento de cerca de R$ 42 milhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), dos quais cerca de 22 milhões serão dedicados para o desenvolvimento de parte da infraestrutura de uma das estações de pesquisa do Sirius, acelerador de elétrons do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

O restante do investimento será aplicado em parcerias com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em pesquisas direcionadas para o setor de óleo e gás.

As iniciativas vão avaliar, por exemplo, o potencial de aprimoramento de simulações de reservatórios baseado em ferramentas digitais; as relações entre propriedades físicas de diferentes rochas de reservatórios de petróleo; e o impacto das interações entre rochas e fluidos envolvidos nos processos de extração.

“Investir em tecnologia e inovação é crucial para otimizar o setor de óleo e gás, acelerar projetos em energias renováveis e desenvolver soluções de baixo carbono, em linha com a nossa estratégia global. Nesse sentido, temos trabalhado para fomentar o desenvolvimento de soluções que contribuam para a eficiência de nossas operações, ao mesmo tempo em que estimulamos a ciência em nosso país”, afirma Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.

“O desenvolvimento de pesquisas em parcerias com instituições de expertise reconhecidas em suas áreas, como CNPEM, UNICAMP e UFSC geram conhecimento técnico e soluções de valor aplicados aos projetos da Equinor”, declara Andrea Achôa, gerente de PD&I da Equinor no Brasil.

A parceria com as três instituições tem escopos complementares integrando-se no “superprojeto” Sirius, com investimentos na extensão de infraestrutura e atividades de pesquisa. A Equinor, em parceria com CNPEM, Unicamp e UFSC, utilizará a maior e mais complexa infraestrutura científica brasileira para aprofundar conhecimentos sobre atividades de exploração e produção.
O projeto de P&D em parceria com a Unicamp terá como objetivo avaliar as propriedades das rochas existentes no pré-sal no que diz respeito, principalmente, à sua porosidade, permeabilidade e seu comportamento em contato com diferentes fluidos. As amostras de rocha serão enviadas ao CNPEM para serem investigadas na estação de pesquisa Mogno, do Sirius, e comparados a dados coletados no Labore – Laboratório de Reservatórios de Petróleo da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Unicamp.

“A parceria dá continuidade a que iniciamos em 2013, quando o Labore esteve à frente de dois dos três projetos entre a Equinor e a Unicamp. A cooperação reforça a formação de recursos humanos de alta qualificação por meio do curso de pós-graduação em Ciências e Engenharia de Petróleo, de caráter interdisciplinar, com gestão conjunta por meio da Faculdade de Engenharia Mecânica e do Instituto de Geociências, com apoio do Cepetro”, declara Rosangela B. Z. L. Moreno, Coodenadora do Projeto da Unicamp. “Os projetos de pesquisas em conjunto têm impactado positivamente no desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiam o setor energético e consequentemente a sociedade”, complementa Marcelo Souza de Castro, Diretor do Cepetro.
Também para observar os fenômenos dos diferentes fluidos interagindo com as rochas, a colaboração com a UFSC vai realizar estudos, a partir da utilização de rochas reservatório do pré-sal, para desenvolver um protocolo digital para estas amostras. Esses experimentos, que integram outro projeto de P&D, serão comparadas a imagens geradas com uso de técnicas avançadas de microtomografia, realizadas no Sirius. Pretende-se, com a iniciativa, aperfeiçoar os códigos de simulação numérica do escoamento de fluidos em meios porosos, o que é recorrentemente utilizado nas operações da Equinor.
“A parceria com a Equinor, a Unicamp e o CNPEM reforça o compromisso da UFSC com o desenvolvimento de ciência e tecnologia de alta qualidade e suas aplicações na indústria, uma marca importante na identidade de nossa universidade. Este projeto é especialmente relevante pela elevada internacionalização, ao nos conectar com uma multinacional atuante em um setor estratégico da economia brasileira e com pesquisadores de vários outros países”, salienta o professor Jacques Mick, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC.

Já a colaboração com o CNPEM envolve o desenvolvimento de projetos de infraestrutura para a linha de luz Mogno, atualmente em fase de testes no Sirius. Projetada para micro e nanotomografia de raios-X, a Mogno permite gerar imagens tridimensionais em poucos segundos e em zoom contínuo, o que torna possível estudar uma mesma amostra em baixa e alta resolução.
Os experimentos a serem realizados em parceria com a Equinor na linha de luz Mogno se beneficiarão das características que tornam o Sirius uma fonte de luz síncroton de última geração, como seu alto brilho. Dessa forma, os pesquisadores envolvidos nesses projetos terão uma melhor compreensão das dinâmicas do escoamento de fluidos através dos poros das rochas-reservatório, o que contribui, por exemplo, para a recuperação avançada de petróleo.

“Este projeto permitirá implementar um novo sistema experimental na microestação atual da linha Mogno, visando obter imagens tridimensionais de alta resolução em condições in-situ e operando. Nesses experimentos, as amostras de rocha poderão ser analisadas em condições similares às dos reservatórios de petróleo, durante a injeção de diferentes fluidos nos meios porosos dessas rochas”, explica Harry Westfahl Jr., diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do CNPEM.