Petrobras assina com a Bram Offshore contrato de afretamento

Nova embarcação é pioneira na sua categoria no país. As tecnologias empregadas visam economia de combustível, redução de emissões de gases de efeito estufa e dão o tom do futuro em desenho pela petroleira.

Petrobras assinou com a Bram Offshore, contrato de afretamento da embarcação Mr. Chafic, do tipo AHTS (Anchor Handling Tug Suplly), para realizar operações de transporte marítimo de cargas pela Logística Offshore, em atendimento às demandas operacionais do E&P e Sondas de Perfuração. A Bram Offshore será responsável pela implementação das inovações tecnológicas, além de armar e tripular a embarcação.

A principal novidade deste contrato é que a embarcação terá implementada, até outubro de 2024, propulsão híbrida, isto é, serão instaladas baterias a bordo, permitindo que a navegação e operações marítimas sejam feitas com redução de emissões de gases de efeito estufa, bem como do consumo de combustível. A Petrobras tem a expectativa de que essas reduções se situem em torno de 15%.

O Diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser, comenta a dimensão das operações logísticas da Petrobras e a importância da transição energética desse segmento: “A Petrobras promove uma das maiores operações logísticas offshore do mundo. O posicionamento da Petrobras a torna um ator fundamental no atendimento às demandas da sociedade. E essas demandas são cada vez mais sofisticadas, passando necessariamente pela sustentabilidade em toda cadeia de operações de fornecimento energético. Vamos continuar investindo em iniciativas inovadoras que posicionem a Petrobras como a melhor empresa de energia na geração de valor, provendo energia que assegure efetiva prosperidade hoje e também nas próximas gerações.”

O que é uma embarcação híbrida?

Uma característica importante dessa tecnologia é a sua perfeita integração ao sistema de propulsão. Através dessa integração, as baterias auxiliam os motores principais, proporcionando redução no consumo de combustível, uma vez que existe a possibilidade da embarcação operar com uma menor quantidade de geradores no barramento, mantendo-se a segurança operacional. Essa abordagem híbrida permite que a embarcação opere de forma mais eficiente, economizando recursos e reduzindo as emissões poluentes. A certificação da DNV (Det Norske Veritas) é uma validação importante para a segurança e conformidade com normas internacionais. A notação de classe garante que as baterias atendam aos mais altos padrões de segurança, assegurando a operação confiável e a proteção dos tripulantes e do meio ambiente.

“A consecução desse projeto é um passo importante da transição energética no âmbito das nossas operações logísticas. Os desafios tecnológicos ainda são expressivos, mas confiamos na capacidade técnica dos nossos times e fornecedores que, em conjunto, estão obtendo avanços importantes nessa temática e, igualmente relevante, demonstrando a nossa capacidade de incorporar tecnologias de ponta que não só promovam a descarbonização das nossas operações, mas o façam com segurança e competitividade.” – pontua Daniel Gago, Gerente Executivo da Logística de E&P da Petrobras.

Essas embarcações podem operar em plataformas, turbinas eólicas offshore, em áreas de pesquisa e para construção e reparo offshore. O banco de baterias não requer espaço no convés da embarcação, nem interfere nas suas atividades.

Com um Bollard Pull de 167 toneladas e uma capacidade de carga de aproximadamente 2.800 toneladas, a embarcação alcançará níveis ainda mais expressivos ao agregar a bateria ao seu sistema. A autonomia aumentada e a manobrabilidade aprimorada proporcionarão maior flexibilidade para realizar operações complexas com eficiência e segurança. Além disso, a presença das baterias proporcionará uma maior segurança operacional, garantindo a continuidade das operações e minimizando riscos. A flexibilidade operacional também é ampliada, permitindo adaptações ágeis às necessidades e demandas do mercado.

“A Bram Offshore e o Grupo Chouest são parceiros da Petrobras há décadas. Nesse tempo, foram inúmeros os projetos conjuntos de desenvolvimento e transformação das operações logísticas, dado que compartilhamos com a Petrobras esse objetivo de buscar incessantemente novas tecnologias que tornem as operações logísticas mais seguras, sustentáveis e competitivas. Ficamos entusiasmados em participar, de forma pioneira no Brasil, de mais esse capítulo de transformação.” – afirma Ricardo Chagas (foto), Diretor Presidente do Grupo Chouest para a América Latina.

O Mr. Chafic entrará em operação até outubro de 2023 e inaugurará sua configuração híbrida nos 12 meses subsequentes.

Esta contratação integra um rol de projetos em desenvolvimento pela Petrobras, em conjunto com o mercado nacional, com vistas à descarbonização das suas atividades e à modernização da frota de embarcações empregada nas suas atividades de E&P

Petrobras aprova a continuidade da implantação do Trem 2 da RNEST

Reinício dos trabalhos está previsto para 2024.

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada decidiu dar continuidade à implantação do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima – RNEST, cujas obras foram interrompidas em 2015. A decisão é fundamentada em criteriosa reavaliação do Projeto RNEST que, à luz das premissas do Plano Estratégico 2023-2027, teve sua atratividade econômica confirmada.

As contratações associadas à continuidade das obras do Trem 2 da RNEST passarão por todas as análises necessárias, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis, e serão divulgadas oportunamente ao mercado. É importante destacar que tal projeto já estava previsto no Plano Estratégico 2023-2027, dentro do CAPEX previsto.

O início das operações do Trem 2 da RNEST é previsto para 2027, e com essa implantação, a Petrobras contribuirá para expandir a capacidade de refino nacional, viabilizando o aumento da produção de derivados, principalmente diesel S10, em atendimento às demandas do mercado.

A Petrobras reforça, assim, os direcionadores estratégicos que norteiam as decisões da companhia: atenção às pessoas, adequação e aprimoramento do parque atual de refino, foco em ativos rentáveis e descarbonização de E&P, desenvolvimento sustentável do país, transição energética justa e atuação internacional por meio de parcerias tecnológicas e operacionais.

Para o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, “a expansão da capacidade da RNEST é fundamental para aumentar a produção e a disponibilidade de derivados, em especial, óleo diesel S10.  Localizada estrategicamente em Pernambuco, a refinaria está conectada ao sistema logístico nacional e contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro”.

De acordo com o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, “a retomada das obras na RNEST revela o compromisso da companhia em modernizar suas operações, levando em consideração a viabilidade econômica e atendimento às necessidades do mercado e da sociedade”.

O Trem 2 da RNEST adicionará cerca de 13 milhões de litros de diesel S10 por dia à capacidade de produção nacional.

Revap troca equipamento de tocha para aumentar a eficiência

Petrobras investe aproximadamente R$ 40 milhões em nova geração de tecnologia smokeless.

A Petrobras investiu R$ 40 milhões em um equipamento para reduzir a emissão de fuligem na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). Trata-se da troca da ponteira da Tocha B, que agora conta com 10 queimadores e tem uma capacidade potencial de queima “sem fumaça” três vezes maior do que a anterior.

A refinaria tem duas tochas: A e B, que funcionam como reserva uma da outra. A tecnologia anterior, apesar de já ser smokeless (queima sem formação de fumaça), ainda era de primeira geração. Agora, a tocha B está mais moderna, com um equipamento de terceira geração, que tem uma queima mais eficiente.

A capacidade de queima, ou seja, a quantidade de gás que pode ser direcionado para a tocha, não foi alterada: mantém-se 1.100.000 kg/h. Em compensação, a capacidade de queima sem fumaça aumentou consideravelmente sua performance, passando de 40 t/h para 170 t/h. Isso significa que eventuais episódios de “fumaça preta” devem se tornar raros, minimizando os impactos para a vizinhança da refinaria.

Assim, a unidade conta com um equipamento mais robusto, mais moderno do ponto de vista tecnológico, com mais confiabilidade e eficiência, gerando menos incômodo para as comunidades vizinhas.

Sobre a Tocha

A tocha, ou flare, não é uma unidade operacional, mas sim um sistema de segurança de grande importância. Sua função é evitar o descarte de gases inflamáveis ou tóxicos para a atmosfera, realizando a queima segura destes compostos. Para que a combustão seja completa e adequada, é utilizado vapor d’água para criar turbulência, arrastar ar e promover uma boa mistura com os tipos de gases que chegam para serem queimados no sistema de tocha.

Petrobras adquire certificação internacional que garante origem 100% renovável de energia elétrica usada em suas operações

Companhia neutraliza emissões do “escopo 2” associadas ao consumo de energia adquirida de fornecedores no Brasil. Medida é mais um passo relevante em direção à transição energética.

Em mais um passo relevante em sua trajetória de transição energética, a Petrobras adquiriu certificação internacional que garante que 100% da energia elétrica utilizada em suas operações industriais e administrativas no Brasil é gerada por fontes renováveis. Ou seja, essa chancela – chamada certificação I-REC (Renewable Energy Certificate) – atesta que a energia elétrica adquirida pela Petrobras de fornecedores externos é gerada exclusivamente por fontes renováveis (como energia hidrelétrica, eólica ou solar).

O objetivo é neutralizar as emissões do chamado “escopo 2” – termo empregado pela indústria mundial para as emissões associadas ao consumo de energia obtida de um supridor externo. A prática foi incorporada pela companhia a partir de 2022. Os certificados foram adquiridos junto às principais empresas fornecedoras de energia elétrica para a Petrobras: AES Brasil, CPFL Soluções e Cemig.
Além da energia elétrica adquirida de fornecedores externos, a Petrobras também consome energia elétrica que é gerada em suas próprias instalações (em plataformas e refinarias, por exemplo). Nesse caso, as emissões de gases de efeito estufa da geração são consideradas de “escopo 1”, ou seja, emissões diretas resultantes de operações da própria companhia.

“A neutralização de emissões do escopo 2 é um marco relevante em nossa jornada de transição energética e evidencia que estamos colhendo frutos concretos nessa caminhada em parceria com nossos fornecedores. É um avanço que nos deixa orgulhosos, comprovando que seguimos determinados em liderar a transição energética no Brasil, de mãos dadas com a cadeia produtiva nacional e em sintonia com as demandas da sociedade”, disse o presidente da Petrobras Jean Paul Prates.
Energia de origem renovável

A certificação I-REC, reconhecida internacionalmente, comprova que a energia utilizada por um determinado consumidor é de origem renovável, como hidrelétrica, eólica ou solar. Os certificados são de propriedade das empresas geradoras de energia e podem ser comercializados com os consumidores dessas empresas, interessados em assegurar a origem renovável da energia comprada.

“A aquisição dos certificados está alinhada à nossa ambição de atingir a neutralidade das emissões operacionais até 2050 e reforça o nosso compromisso com a descarbonização de nossas operações, contribuindo para uma transição energética segura e para a geração de renováveis no Brasil”, afirma o Diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim.
Programa Carbono Neutro da Petrobras

“Priorizamos a aquisição de energia renovável no ambiente de comercialização do mercado livre de energia, e agora demos um passo à frente garantindo, por meio dos certificados, que essa energia elétrica que usamos para consumo em nossas unidades industriais e administrativas é proveniente de fonte renovável”, explica o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu.

Os certificados fazem parte da primeira iniciativa do portfólio de ações que contou com os recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras. Eles abrangem 100% da energia elétrica comprada e correspondem à totalidade das emissões de escopo 2 das operações da empresa no Brasil.

“Com a aquisição dos certificados, incentivamos a maior participação dos renováveis na matriz energética brasileira. É com muita satisfação que concluímos essa iniciativa que tínhamos anunciado em nosso Caderno do Clima”, explica a gerente executiva de Mudança Climática e Descarbonização da Petrobras, Viviana Coelho. “Essa ação faz parte dos esforços do Programa Carbono Neutro, que está buscando identificar trajetórias para a neutralidade, incluindo, entre outras ações, a maior eletrificação das nossas unidades e a integração com renováveis”, complementou ela.

Fundo de Descarbonização

O Fundo de Descarbonização da Petrobras foi criado para apoiar ações de descarbonização das operações da empresa nos segmentos de exploração e produção, refino, gás e energia e logística. A Petrobras tem o compromisso de reduzir suas emissões operacionais totais em 30% até 2030 (em comparação com 2015) e, no longo prazo, a ambição de neutralizar suas emissões operacionais de gases do efeito estufa até 2050 e influenciar parceiros a atingirem essa ambição.

Sobre I-REC

O chamado Renewable Energy Certificate (I-REC) é um tipo de certificado de energia renovável que representa os atributos ambientais da geração de um megawatt-hora (MWh) de energia produzida por fontes renováveis. Ele consiste em um sistema global de rastreamento dos atributos de energia renovável, desenvolvido para permitir o registro confiável de energia oriunda de fontes renováveis. O certificado é utilizado por consumidores específicos, para fins de contabilização no Escopo 2, de acordo com os mais rigorosos padrões internacionais.

Vallourec e Evonik assinam Memorando de Entendimento para inovar na área de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono

A Vallourec e a Evonik Industries AG, empresa líder em especialidades químicas, assinaram recentemente um Memorando de Entendimento (MoU) para o desenvolvimento de soluções tubulares para Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS)…

Como parte da colaboração, as empresas trabalharão para desenvolver uma tecnologia de transporte de CO2 inovadora e resistente à corrosão para a indústria de CCUS e, assim, abordar um dos principais desafios do transporte e armazenamento de CO2.

O MOU permitirá que a Vallourec desenvolva uma tecnologia de revestimento para seus tubos sem costura para transporte de CO2 usando o amplo portfólio de polímeros de alto desempenho da Evonik.

Isso reforça a colaboração da Vallourec e da Evonik, que está em andamento desde 2020. As empresas continuarão a combinar seus conhecimentos em tecnologias de materiais metálicos e não metálicos para desenvolver soluções híbridas para reduzir custos e aumentar a confiabilidade da infraestrutura CCUS.

“Estamos muito entusiasmados em assinar este MoU com a Evonik. Esperamos alavancar a experiência de ambas as empresas e facilitar o desenvolvimento confiável e econômico da infraestrutura CCUS. As décadas de experiência da Vallourec no fornecimento de soluções para aplicações de energia altamente desafiadoras tornam uma clara fornecedor de escolha para CCUS.” Ulrika Wising, Vice-presidente Sênior de Transição Energética.

Jasmin Berger, diretora global industrial e de energia da Evonik, acrescentou: ” A infraestrutura de transição energética precisa ser segura, econômica e pronta para instalação rápida. Não podemos esperar. “

Emerson fortalece as ferramentas de gestão de dados e integra análises com software de gestão de ativos

O AMS Device Manager adiciona a tecnologia Data Server para melhorar os resultados da transformação digital, expandir a acessibilidade de dados de dispositivos de campo inteligentes e a integração para análise.

O AMS Device Manager Data Server estende com segurança os dados do dispositivo de campo inteligente para sistemas externos para tornar mais fácil para as equipes de confiabilidade e manutenção capitalizar ainda mais o software moderno de análise avançada, proporcionando uma mudança radical na eficiência operacional e na fabricação inteligente.

Durante décadas, os fabricantes de processo confiaram no software de gestão de ativos para implantar e monitorar cuidadosamente os ativos de produção da planta, como medição e instrumentação de análise, controladores de válvulas digitais, gateways wireless e outros , tanto em uma única planta quanto em toda a empresa. À medida que as fábricas evoluíram, elas aumentaram sua pilha de tecnologia para adotar uma ampla gama de análises, historiadores, machine learning e modelagem avançada para explorar e se beneficiar de conjuntos de dados historicamente subutilizados ou inacessíveis em toda a fábrica. O AMS Device Manager Data Server publica dados de dispositivos de campo inteligentes quase instantaneamente para soluções de análise de software industrial já em uso pelos clientes, eliminando a necessidade de integração de dados personalizados complexos e soluções manuais que geralmente causam atrasos nos resultados e dados isolados. Esses dados são retransmitidos por meio de protocolos seguros do setor.

“Para acelerar a sustentabilidade e a lucratividade, os fabricantes de hoje estão se transformando por meio de análises: buscando agregar dados díspares e subutilizados e explorá-los ainda mais para obter um impacto comercial positivo em toda a organização”, disse Erik Lindhjem, vice-presidente de negócios de soluções de confiabilidade da Emerson. “O AMS Device Manager Data Server disponibiliza informações de dispositivos de campo inteligentes, como parâmetros de configuração, alertas, dados de calibração e outros, quase em tempo real, para uso avançado em outros softwares e aplicativos que nossos clientes já utilizam.”

O AMS Device Manager Data Server facilita a importação de dados críticos de instrumentos e válvulas para ferramentas e aplicativos comuns de painel, como Microsoft PowerBI, ferramentas de software Emerson, como a plataforma Plantweb™ Optics, Plantweb Insight, Aspen MTell® e AspenTech Inmation™, historiadores e outros.

Sobre a Emerson

Emerson (NYSE: EMR) é uma empresa global de tecnologia e software que fornece soluções inovadoras para os clientes dos mercados industrial, comercial e de consumo. Por meio de seu portfólio de automação que é líder de mercado, além da sua participação majoritária na AspenTech, a Emerson ajuda fabricantes híbridos, de processo e discretos na otimização de suas operações, na proteção de seus funcionários, na redução de emissões e na realização de metas de sustentabilidade. Para mais informações, visite Emerson.com.

Petrobras testa combustível marítimo com 24% de conteúdo renovável

Novo combustível tem potencial de reduzir cerca de 17% das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A Petrobras iniciou o teste de desempenho do combustível marítimo com 24% em volume de conteúdo renovável – o chamado bunker com conteúdo renovável – ao abastecer navio afretado pela companhia, posicionado no Terminal do Rio Grande (RS), da Transpetro. Em uma análise preliminar, o percentual estimado de redução de emissões de gases de efeito estufa é de cerca de 17% em volume, em comparação ao bunker 100% mineral, considerando o ciclo de vida completo do produto.

É o segundo teste do tipo promovido pela companhia. Desta vez, no entanto, o teor de biodiesel é maior em relação ao primeiro teste, quando o percentual foi de 10% em volume. Além disso, na matéria-prima da parcela renovável foi incluído o percentual de 30% em volume de gordura animal (sebo) somados aos 70% de óleo de soja.

Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, o avanço nos testes de bunker com conteúdo renovável representa um claro posicionamento da companhia: “Estamos investindo no desenvolvimento de produtos que geram ganhos ambientais para a sociedade. No primeiro teste, com 10% de conteúdo renovável misturado no bunker, os resultados indicaram que podíamos avançar. Agora, com 24% de biodiesel nesse combustível, demonstramos que, para a Petrobras, a transição energética está na ordem do dia”.

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim, acrescenta: “Com este teste, avançamos nas opções que temos a oferecer para viabilizar a descarbonização de nossos clientes e diversificar nosso portfólio de produtos. O setor de combustíveis marítimos busca soluções no curto prazo que nós desejamos ser capazes de atender”.

Para o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, no segmento de transporte marítimo, em especial de longo curso, os biocombustíveis avançados despontam como um dos principais candidatos à substituição dos combustíveis fósseis, uma vez que esse segmento apresenta mais desafios para a eletrificação: “Nas próximas décadas, esses biocombustíveis podem representar uma vantagem competitiva importante para o Brasil, não somente pela disponibilidade da terra e dos rendimentos agropecuários favoráveis, mas também pela capacidade da Petrobras, através do seu Centro de Pesquisas, em desenvolver tecnologia, capturando as vocações regionais e o aproveitamento de infraestruturas existentes”.

Novo teste terá dois meses de duração

A embarcação foi abastecida com cerca de 573 mil litros de combustível. O procedimento, no terminal da Transpetro (Terig), na cidade de Rio Grande (RS), aconteceu em navio afretado à Petrobras pela empresa Maersk Tankers, usado em rotas de cabotagem no litoral brasileiro. Durante os próximos meses, serão acompanhados dados do navio, como consumo, potência desenvolvida, distância percorrida, além do desempenho do combustível em filtros e sistemas de purificação.

De acordo com o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a empresa apoia a Petrobras no desenvolvimento de uma geração de produtos mais sustentáveis: “A Transpetro é parceira da Petrobras nos testes de bunker com conteúdo renovável. Viabilizamos as operações inéditas no Brasil porque estamos empenhados em construir, juntos com nossa holding, a transição energética que planejamos para o futuro. A Transpetro tem excelência em inovação e é a única empresa de logística de petróleo e derivados com capacidade de apresentar soluções sustentáveis como essa em toda América Latina”.

A formulação foi feita a partir de um bunker de origem mineral (com especificações conforme resolução da ANP) e de um biodiesel produzido pela Petrobras Biocombustível (PBio) na Usina de Montes Claros (MG). Para o presidente da PBio, Rodrigo Pimentel Leão, “o teste em andamento revela a capacidade de integração de nossas diferentes áreas. A PBio, ao produzir o biodiesel para a embarcação, demonstra o compromisso que tem com o desenvolvimento de produtos com menores intensidades de carbono”.

Primeiro teste, no início do ano, demonstrou viabilidade do combustível

No primeiro teste realizado pela Petrobras, ao longo de 40 dias, entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023, foram consumidos cerca de 303 mil litros de uma mistura de bunker com 10% em volume de biodiesel na embarcação Darcy Ribeiro, da Transpetro. Os resultados indicaram que não houve ocorrência atípica no funcionamento do motor do navio, tampouco nos sistemas de tratamento do combustível (centrífugas e filtros).

Os parâmetros operacionais, as avaliações da qualidade na combustão e da estabilidade da mistura indicaram a viabilidade do produto para o aprofundamento dos testes de bunker com conteúdo renovável.

Investimentos em baixo carbono

Recentemente, a Petrobras aprovou os direcionadores para o Plano Estratégico 2024-28, que deve ser anunciado em novembro deste ano. Os elementos estratégicos do novo plano visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, na busca por uma transição energética justa e segura no país, conciliando o foco atual em óleo e gás com a busca pela diversificação de portfólio em negócios de baixo carbono.

Inscrições para o Prêmio ANP de Inovação Tecnológica são prorrogadas até 3/7

O prazo para realizar a inscrição do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2023 foi estendido até o dia 3/7. A iniciativa tem como objetivo garantir mais competitividade e oportunidades para que os interessados inscrevam seus projetos e realizem indicações.

Nesta edição haverá cinco categorias de projetos de PD&I, duas categorias de personalidades do setor e uma categoria do Programa de Formação de Recursos Humanos da ANP – PRH/ANP. Aos vencedores e finalistas de cada categoria será destinado um troféu e certificado atestando sua condição na premiação.

O Prêmio ANP de Inovação Tecnológica tem como objetivos: reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que representem inovação tecnológica de interesse do setor, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP e/ou empresas brasileiras, em colaboração com empresas petrolíferas, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de PD&I, presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P); reconhecer e premiar dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos da ANP (PRH/ANP); bem como reconhecer e premiar personalidades que tenham gerado contribuições relevantes de PD&I para o setor.

Acesse o edital e mais informações sobre o Prêmio

Veja também os projetos vencedores de edições anteriores

O que é a Cláusula de PD&I

A Cláusula de PD&I, presente nos contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural no país, determina a aplicação de percentual da receita bruta de campos com grande produção, segundo condições específicas de cada modalidade de contrato. Saiba mais.

Petrobras vai ampliar capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável ainda em 2023

Companhia saltará da capacidade atual de 5 milhões de litros/dia para 12,3 milhões de litros/dia de Diesel R na Repar.

A Petrobras prevê aumentar em 146% sua capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável (Diesel R), após ter recebido autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar mais uma unidade de produção desse combustível na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). A utilização da capacidade depende de disponibilidade de matéria-prima e das condições de mercado.

Dos atuais 5 milhões de litros por dia, a companhia passará a ter um potencial de processar 12,3 milhões de litros por dia, ainda neste ano. Para efeito de comparação, esse volume total seria suficiente para abastecer cerca de 41 mil ônibus convencionais, gerando redução de emissões de cerca de 1.300 toneladas de gases de efeito estufa.

O diesel com conteúdo renovável é o primeiro produto lançado no âmbito do Programa de BioRefino da Petrobras, que investirá, nos próximos cinco anos, aproximadamente US$ 600 milhões no desenvolvimento de uma nova geração de combustíveis sustentáveis, essenciais para o movimento de transição energética.

O gerente geral da Repar, Felipe Leonardo Gomes, destaca os ganhos da implementação do projeto: “A ampliação da capacidade de processamento de óleo vegetal na Repar agregará maior confiabilidade e flexibilidade para a produção de Diesel R, atendendo às demandas dos clientes e da sociedade por produtos de menor impacto ambiental”.

Para o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, o aumento da capacidade de produção do Diesel R representa um importante marco para o programa BioRefino da Petrobras e reflete o empenho das equipes técnicas da empresa: “Estamos preparando a companhia para o futuro. Na trajetória para a transição energética, o coprocessamento de diesel mineral com matéria-prima de origem renovável tem se mostrado um caminho industrialmente viável e irá contribuir para um mercado ambientalmente mais sustentável”.

Tecnologia e liderança da Petrobras em diesel com conteúdo renovável

O Diesel R é um combustível da Petrobras produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, com uma proporção de até 10% de conteúdo renovável.  Além do benefício ambiental, o Diesel R pode ser misturado ao diesel convencional em diferentes proporções, sem a necessidade de adaptações nos motores dos veículos, sem exigir alterações ou mudanças na cadeia logística ou no seu armazenamento.

Segundo Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, a trajetória de pioneirismo da empresa se reflete na diversificação de produtos mais sustentáveis: “A capacidade técnica dos nossos cientistas do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras, o Cenpes, e de nossos profissionais de refino, nos possibilitou patentearmos a tecnologia e nos tornarmos referência em coprocessamento”.

Mauricio Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, ressalta: “A estratégia de coprocessamento de matérias-primas renováveis viabiliza a entrega de produtos sustentáveis que podem ser imediatamente consumidos com a infraestrutura e motores existentes. Permite, ainda, que no futuro possamos processar cargas residuais com menor pegada de carbono e custo”.

Projetos de expansão para o Diesel R

O Programa BioRefino da Petrobras prevê a implantação de projetos de coprocessamento nas refinarias RPBC (Refinaria Presidente Bernardes), Replan (Refinaria de Paulínia) e Reduc (Refinaria Duque de Caxias), além de uma planta dedicada às produções de BioQAv e Diesel R100 na RPBC, com matéria-prima 100% renovável.
O programa da Petrobras também está realizando novos estudos para a expansão da produção de Diesel R, em coprocessamento, nas refinarias Recap (Refinaria de Capuava), Regap (Refinaria Gabriel Passos) e RNEST (Refinaria Abreu e Lima). Além disso, estão sendo avaliadas novas plantas dedicadas para produção de BioQAv e Diesel R100 na RNEST e no Polo Gaslub.

Aperam tem 53 vagas de estágio abertas para Timóteo (MG), São Paulo, BH e Jequitinhonha; período de inscrições vai até dia 4 de julho

A Aperam South America recebe, até o próximo dia 4 de julho, inscrições para a segunda temporada de seu Programa de Estágio de 2023. A empresa busca universitários e estudantes de cursos técnicos para quatro locais de operação – na usina siderúrgica, em Timóteo (MG); em Belo Horizonte; na cidade de São Paulo; e em Capelinha e Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha (MG), onde funciona a Aperam BioEnergia. No total, são 53 vagas, das quais dez são para nível técnico e destinadas especificamente para a usina, e as demais, nível universitário.

A Aperam foi eleita por dois anos seguidos um lugar incrível para trabalhar. Referência em inovação e sustentabilidade, a empresa informa que a seleção segue as diretrizes do seu Programa de Inclusão com Diversidade, que promove a valorização das diferenças em toda sua forma de singularidade, gênero, raça/cor, etnia, orientação de gênero e deficiência, em todas as vagas.

Para o diretor de gente e gestão da empresa, Rodrigo Heronville, o programa busca conectar os colaboradores atuais a profissionais em formação, graduandos em cursos diversos com possibilidade de atuação nas áreas internas, colaborando para as trocas de conhecimento e vivências práticas. “Nossa meta é ter um time cada vez mais plural e comprometido com nossos valores”, comenta Rodrigo Heronville.

Estagiário por 1 ano e 2 meses e hoje, técnico operacional da Aperam, Cláudio Garcia Vieira afirma que o estágio na empresa mudou sua vida de “maneira significativa”. Os valores que pregamos e praticamos nos dão segurança e tranquilidade para exercer nossas atividades da melhor maneira possível. Consegui adquirir uma nova visão e abordagem aos desafios diários, o que colabora para que estejamos sempre motivados e alinhados na busca dos melhores resultados”, avalia.

A Aperam, que está de portas abertas para novos talentos, busca identificar pessoas diferenciadas que possam contribuir para solucionar os desafios do negócio, construindo também uma carreira sólida dentro da empresa. Esse é o link para mais informações e inscrições: https://bit.ly/3Ydx8po