Ocyan passa por reestruturação, dando origem a novo player de perfuração

A Ocyan, confirmou a conclusão de seu processo de reestruturação, que permitiu separar seus negócios de perfuração em uma nova empresa, temporariamente chamada DrillCo.

O lado comercial cobrindo produção offshore, construção submarina e descomissionamento, manutenção e serviços offshore permanece totalmente na Ocyan. A empresa também está procurando novas energias e serviços para integrar em seu portfólio.

A Drillco destacou: “Sob a presidência do CFO da Ocyan, engenheiro Rogério Ibrahim, a DrillCo nasceu financeiramente saudável, com uma operação totalmente independente da Ocyan e com grande potencial para novos investimentos, mantendo o foco na liderança das perfuração offshore e crescimento em um mercado aquecido.

“Com uma estrutura de capital robusta, a DrillCo tem como acionistas fundos internacionais e uma participação minoritária na Ocyan, que inclusive transferiu parte de seu corpo executivo para a nova empresa.”

A Ocyan tem estado ocupada fechando novos negócios, como mostrado por um acordo operacional de longo prazo para a plataforma semissubmersível de sexta geração West Capricorn, que foi garantida com a PRIO em janeiro de 2023. Embora a plataforma seja usada principalmente na revitalização dos campos da PRIO campanhas fora do Brasil, também poderá ser alugado para terceiros no futuro.

Já a Ocyan opera a sonda Norbe VI para a PRIO desde julho de 2021. Este contrato tem vigência até agosto de 2023 e inclui as atividades de revitalização do campo de Frade e desenvolvimento de Wahoo, na Bacia de Campos.

Inscrições para estágio na Petrobras vai só até próxima sexta-feira (16/06)

Provas online já podem ser realizadas. Bolsa-auxílio é de R$1.825 por jornada de 4 horas por dia. Há reserva de vagas para negros e pessoas com deficiência

Vai até a próxima sexta-feira as inscrições para novo programa de estágio da Petrobras, com expectativa de mais de 200 vagas em 11 estados brasileiros. As inscrições devem ser realizadas pelo site https://pp.ciee.org.br/vitrine/10016/detalhe até as 12h do dia 16/06. As provas online, que são a primeira etapa do processo seletivo, também devem ser realizadas pelo mesmo endereço até 16/06. A Petrobras não realizava processo seletivo para estagiários desde 2019.

A Petrobras oferece bolsa-auxílio mensal de R$1.825. As oportunidades são para os estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, e Pernambuco.

As oportunidades são para estudantes de cursos superiores de Administração, Análise de Dados, Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Relações Públicas), Contabilidade, Direito, Engenharias (Computação, Automação e Controle, Elétrica, Mecânica, Petróleo, Produção e Química), Estatística, Geologia e Serviço Social. O detalhamento sobre cursos, local de atuação, entre outras informações, estão disponíveis nos sites da Petrobras (https://petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/estagios/) e do CIEE (https://pp.ciee.org.br/vitrine/10016/detalhe).

Há reserva de 30% das vagas oferecidas para candidatos negros (pretos ou pardos) e 10% para pessoas com deficiência. O regime de estágio será híbrido, com atividades home-office e nas dependências da empresa. A carga horária de estágio é de 4 horas diárias, em compatibilidade com o horário escolar.

O estágio tem duração de 12 meses. Neste período, além das atividades rotineiras, os estagiários participarão de treinamentos na Universidade Petrobras e passarão por desafios, nos quais equipes multidisciplinares compostas por estudantes serão instadas a apresentar soluções para problemas reais das diversas áreas da Petrobras. Os estagiários também serão acompanhados por especialistas em gestão de projetos externos, passarão por mentoria de carreira e terão suporte técnico de padrinhos internos na Petrobras.

Além de prova online, o processo seletivo compreende análise comportamental e exames médicos admissionais. Todas as etapas do processo devem ser acompanhadas pelo site. A previsão é de que as admissões comecem a partir de setembro.

Benefícios

A Petrobras oferece bolsa-auxílio mensal de R$1.825, vale-transporte (quando a empresa não oferecer transporte próprio), seguro contra acidentes pessoais, além de recesso remunerado de 15 dias a cada 6 meses, conforme prevê a legislação.

Serviço – Programa de Estágio Petrobras 2023

Período de inscrições: de 07/06 a 16/06.
Inscrições em: https://pp.ciee.org.br/vitrine/10016/detalhe.
Vagas: cadastro de reserva, divididas entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
Provas online: de 07/06 e 16/06.
Cotas: 30% de reserva das vagas para negros (pretos e pardos) e 10 % para pessoas com deficiência.
Benefícios: Bolsa-auxílio mensal de R$1.825, vale-transporte (quando a empresa não oferecer transporte próprio) e seguro contra acidentes pessoais.

ANP atualiza lista de organismos de certificação de Conteúdo Local

Organismos de certificação de conteúdo local são aqueles que podem emitir certificados de conteúdo local.

A  ANP atualizou a lista dos Organismos de Certificação de Conteúdo Local que possuem o Certificado de Acreditação de Organismo de Certificação de Produto – OCP – válido, e estão aptos a emitir Certificados de Conteúdo Local.  Foi incluída, na relação, a Rina Brasil Serviços Técnicos Ltda.

Segue abaixo a lista dos Organismos de Certificação de Conteúdo Local que podem emitir Certificados de Conteúdo Local:

· Razão Social: LUIZ MATTOS E ENGENHEIROS ASSOCIADOS LTDA – EPP
Sigla: RBNA
CNPJ: 28.015.659/0001-30
Acreditação ANP nº: 7

· Razão Social: SGS DO BRASIL LTDA
Sigla: SGS
CNPJ: 33.182.809/0001-30
Acreditação ANP nº:10

· Razão Social: NSG CONSULTORIA LTDA – ME
Sigla: NSG
CNPJ: 03.956.949/0001-58
Acreditação ANP nº: 17

· Razão Social: ABILITY CERTIFICADORA E CONSULTORIA LTDA.
CNPJ: 13.232.794/0001-60
Acreditação ANP nº: 20

· Razão Social: BRA CERTIFICADORA LTDA ME – ME
CNPJ: 07.568.908/0001-45
Acreditação ANP nº: 37

· Razão Social: DNV BUSINESS ASSURANCE AVALIAÇÕES E CERTIFICAÇÕES BRASIL LTDA
Sigla: DNV
CNPJ: 00.603.542/0001-59
Acreditação ANP nº: 42

· Razão Social: RINA BRASIL SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA
CNPJ: 68.773.597/0009-06
Acreditação ANP nº: 43

· Razão Social: ICV BRASIL INSPEÇÃO, CERTIFICAÇÃO E VISTORIA LTDA.
CNPJ: 12.565.571/0001-52
Acreditação ANP nº: 44

· Razão Social: AMERICAN BUREAU OF SHIPPING
Sigla: ABS
CNPJ: 33.176.249/0001-01
Acreditação ANP nº: 45

ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e gás em abril

Houve aumento de 4,7% na produção de petróleo em relação a abril de 2022

A ANP publicou o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de abril de 2023. Neste mês, a produção nacional foi de 4,032 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), sendo 3,141 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo e 141,601 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural. No petróleo, houve aumento de 0,8% na comparação com o mês anterior e de 4,7% em relação a abril de 2022. No gás natural, a produção aumentou 2,2% em relação a março de 2023 e 3,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Além da publicação tradicional em .pdf, é possível consultar os dados do boletim de forma interativa utilizando a tecnologia de Business Intelligence (BI). A ferramenta permite que o usuário altere o mês de referência para o qual deseja a informação, além de diferentes seleções de períodos para consulta e filtros específicos para campos, estados e bacias. Agora também é possível consultar a variação da produção em relação ao mês anterior por campo e por instalação marítima na versão interativa do boletim (páginas 33 e 34).

Variações na produção são esperadas e podem ocorrer devido a fatores como paradas programadas de unidades de produção em função de manutenção, entrada em operação de poços, parada de poços para manutenção ou limpeza, início de comissionamento de novas unidades de produção, dentre outros. Tais ações são típicas da produção de petróleo e gás natural e buscam a operação estável e contínua, bem como o aumento da produção ao longo do tempo.

Pré-sal
A produção no pré-sal em abril foi de 3,019 milhões de boe/d e correspondeu a 74,9% da produção brasileira. Foram produzidos 2,370 milhões de barris diários (bbl/d) de petróleo e 103,16 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural por meio de 141 poços. Houve aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e de 3,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Aproveitamento do gás natural
Em abril, o aproveitamento do gás natural foi de 97,3%. Foram disponibilizados ao mercado 50,33 milhões de m³/d e a queima foi de 3,87 milhões de m³/d. Houve aumento na queima de 7,5% em relação ao mês anterior e de 40,2% na comparação com abril de 2022.

Origem da produção
Em abril, os campos marítimos produziram 97,7% do petróleo e 84,6% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 88,91% do total produzido. A produção teve origem em 5.696 poços, sendo 502 marítimos e 5.194 terrestres.

Campos e instalações
No mês de abril, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás, registrando 831,71 mil bbl/d de petróleo e 39,97 milhões de m³/d de gás natural. A instalação com maior produção de petróleo foi a FPSO Carioca na jazida compartilhada de Sépia, com 163,981 mil bbl/d, e a que teve maior produção de gás natural foi Polo Arara, nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, com 7,60 milhões de m³.

Agência aprova novo modelo de seguro-garantia para descomissionamento

O objetivo da alteração é adaptar o seguro-garantia à nova regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre o assunto.

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou hoje (7/6) a alteração do modelo de seguro-garantia utilizado em operações de descomissionamento (desativação) de instalações de exploração e produção de petróleo e gás natural previsto na Resolução ANP nº 854/2021. O objetivo é adaptá-lo à nova regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre o assunto. Devido a essa alteração, o prazo para que as empresas apresentem garantias financeiras que assegurem o descomissionamento foi prorrogado por 90 dias, passando de 30/6 para 2/10/23.

Também foi aprovada a realização de consulta pública de 45 dias, seguida de audiência pública, sobre as alterações realizadas nesse trecho da resolução, permitindo a participação dos interessados e a inclusão de outros aprimoramentos.

A antiga minuta de seguro-garantia aprovada pela ANP, como anexo III da Resolução ANP nº 854/2021, utilizava a Circular Susep nº 477/2013 para construção das suas cláusulas. Com a revogação desta circular, a partir de 1/1/2023, o instrumento passou a ser regido pela Circular Susep nº 662/2022, sendo necessário a adequação do modelo de seguro-garantia de descomissionamento à nova norma.

Uma vez publicado o novo modelo de seguro garantia, as seguradoras poderão emitir novas apólices de seguro, em plena conformidade com as mais novas regulamentações da Susep.

Descomissionamento

O descomissionamento é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos, à recuperação ambiental da área e à preservação das condições de segurança de navegação local.

Esta atividade é uma obrigação contratual, e é realizada ao final da vida produtiva do campo, quando a produção já não é suficiente para sustentar os custos de operação.

O descomissionamento requer que os contratados realizem gastos, exatamente em um momento em que o campo já não apresenta retorno financeiro. Por isso, os contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural determinam, além da própria obrigação de conduzir o abandono e a desativação das instalações, a obrigação apresentar garantias financeiras para assegurar os recursos necessários para este fim.

3R Petroleum conclui a aquisição do Polo Potiguar

Maior ativo do portfólio da Companhia compreende um conjunto de 22 campos de óleo e gás, infraestrutura e sistemas de dutos que suportam a operação, UPGNs, refinaria e terminal aquaviário. 

A 3R Petroleum adquiriu hoje (07/06/23) integralmente a participação da Petrobras no Polo Potiguar, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, com a aprovação da transação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a conclusão da negociação, a 3R assume as operações do Polo a partir de amanhã, 08 de junho.

A aquisição prevê a cessão dos contratos de concessão de um conjunto de 22 campos de óleo e gás e a transferência de toda a infraestrutura e sistemas de dutos que suportam a operação, além do Ativo Industrial de Guamaré (AIG), que engloba unidades de processamento de gás natural (UPGNs), a refinaria Clara Camarão e o Terminal Aquaviário de Guamaré (Terminal de Uso Privado), com ampla capacidade de estocagem e sistemas que permitem a exportação, importação e cabotagem de óleo e derivados.

O Ativo Industrial reúne toda a infraestrutura necessária para processamento, tratamento, refino, logística e armazenamento de óleo e gás oriunda de todos os campos onshore e offshore do Estado do Rio Grande do Norte, incluindo os adquiridos pela 3R na região (Polos Macau, Areia Branca e Pescada) e os campos operados por outras empresas do setor.

O Polo Potiguar compreende três subpolos de concessões: Canto do Amaro, formado por doze concessões de produção onshore; Alto do Rodrigues, composto por sete concessões de produção onshore; e Ubarana, com três concessões localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré. A logística do polo é otimizada, uma vez que toda a produção de óleo e gás é transportada por meio de dutos até as instalações de processamento localizadas no AIG.

A transação foi concluída com o pagamento, na data de hoje, de US$ 1,098 bilhão (R$ 5,408 bilhões), já considerando todos os ajustes previstos em contrato, que se somam a parcela de US$ 110 milhões (R$ 591,95 milhões) pagos na assinatura do contrato, em 31 de janeiro de 2022. O acordo ainda prevê o pagamento de US$ 235 milhões divididos em quatro parcelas anuais de US 58,75 milhões, iniciando em março de 2024 (12 meses após o closing), com fim em março de 2027.

As concessões do Polo Potiguar registraram, em 2023, uma produção média de 16,5 mil barris de óleo por dia e 37,3 mil m³/dia de gás natural. Considerando a produção do Polo Potiguar, a produção proforma da Companhia alcançou 42,3 mil barris de óleo equivalente por dia em abril de 2023.

“O Polo Potiguar e toda a sua estrutura permitem uma operação otimizada devido à integração com os demais polos já operados pela Companhia na região. Com mais essa operação, temos aproveitamento de sinergias, ganho de escala junto aos fornecedores e prestadores de serviços, bem como redução de custos ao longo da cadeia produtiva. Esta aquisição representa um marco relevante para o portfólio da 3R, com a ampliação substancial da escala de produção e capacidade de reposição e incremento de reservas nos próximos anos. Temos consciência do nosso papel e relevância hoje para o Rio Grande do Norte, com a retomada de investimentos, renda, empregos, com enfoque no desenvolvimento do Estado, trazendo melhorias para as comunidades com as quais nos relacionamos”, afirma Matheus Dias, CEO da 3R Petroleum.

A 3R Petroleum possui ao todo nove ativos, em quatro bacias e cinco estados brasileiros. Na Bacia Potiguar estão os polos Macau, Pescada Arabaiana – ainda em transição operacional –, Areia Branca e Potiguar, no Rio Grande do Norte, e Fazenda Belém, no Ceará; na Bacia do Recôncavo, se encontram os polos Rio Ventura e Recôncavo, na Bahia; na Bacia do Espírito Santo está localizado o Polo Peroá, no estado do Espírito Santo; e na Bacia de Campos, em águas profundas, se situa o Polo Papa Terra, no Rio de Janeiro.

Sobre a 3R Petroleum

A 3R Petroleum é uma Companhia brasileira de capital aberto, listada no Novo Mercado da B3, focada na produção de óleo e gás em terra (onshore) e mar (offshore). O plano de negócios da 3R está baseado nos pilares Repensar, Redesenvolver e Revitalizar a operação de campos maduros, elevando as curvas de produção, com segurança, eficiência e responsabilidade social.

 

Strohm assina contrato com a PRIO

A Strohm assinou um contrato com a PRIO, anteriormente PetroRio, para fornecer suas soluções de tubos compostos para um campo offshore no Brasil.

No âmbito da adjudicação, a Strohm já entregou dois conjuntos de Jumpers TCP para serviço de gas lift, um de 1.300 metros de comprimento e outro de 900 metros de comprimento, para o campo de Frade.

Ambas as linhas foram instaladas pela PRIO no segundo trimestre deste ano a cerca de 1.200 metros de profundidade de água e o navio Normand Pioneer foi destacado para a campanha de instalação offshore.

De acordo com a empresa os TCP Jumpers, ambos entregues em bobinas de transporte e instalação, apresentam um revestimento de peso projetado para estabilidade sustentada no fundo, mantendo o máximo benefício de peso.

Diz-se que este contrato marca a primeira vez que o TCP é usado para operações submarinas permanentes na região.

Para lembrar, a empresa holandesa informou recentemente que garantiu seu maior pedido até agora, no qual entregará mais de 24 jumpers Jumper on Demand para a ExxonMobil.

Iuri Rossi, Subsea Manager da PRIO, disse: “A PRIO entende a Strohm como um parceiro estratégico para redesenvolvimento de campo por muitas razões, mas destacamos a flexibilidade com a possibilidade de jumper sob demanda, o curto prazo de entrega e a capacidade de adaptação ao mudanças rápidas de acordo com a forma como a PRIO trabalha.”

O desenvolvimento submarino de Frade está localizado em águas profundas ao norte da Bacia de Campos, com poços ligados a uma embarcação flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO).

Após a perfuração do primeiro poço, a PRIO revelou em julho de 2022 ter iniciado a produção no poço ODP4, no campo de Frade, no âmbito da campanha de revitalização do campo.

No início de agosto, a PRIO informou sobre o início da produção do segundo poço do plano de revitalização de Frade, que teve uma produção inicial média de aproximadamente 3.500 barris de óleo por dia na primeira semana.

Estaleiro Rio Grande vai gerar 700 empregos com reparo de navio de perfuração

Embarcação fará sua primeira docagem em dique seco para serviços que durarão cerca de 60 dias

O Estaleiro Rio Grande deu início, ao maior serviço de reparo desde a retomada das atividades navais, em 2021. O espaço, pertencente à Ecovix, recebeu o navio sonda ODN I, de propriedade da Ocyan, que fará sua primeira docagem em dique seco para revisão geral nos sistemas, pintura, manutenção, serviços de tubulação, entre outros.

A embarcação, que será utilizada em um contrato pela Petrobras, pode operar em uma lâmina de água de até 3.048 metros e é capaz de perfurar poços de até 12.195 metros de profundidade. Os trabalhos devem durar cerca de 60 dias e, no pico da mobilização, devem ser gerados 700 empregos para a realização dos reparos.

FIMI Drone Camera – Créditos: Matheus Vieira

“Estamos nos preparando há mais de três meses para a execução desse trabalho, uma vez que a ODN I nunca esteve em dique seco. O plano de picadeiros (berço que recebe o navio para docagem) foi preparado de maneira inédita”, destaca o diretor operacional da Ecovix, Ricardo Ávila. Os serviços estão sendo realizados em parceria com a DockBrasil, que vem atuando desde 2021 ao lado do Estaleiro nos reparos.

Os trabalhadores interessados podem se inscrever pelo site da Ecovix, acessando este link e clicando na opção “Cadastre seu currículo”.

De olho na retomada do Polo Naval

Cada vez mais consolidado no setor de reparos de embarcações, o Estaleiro Rio Grande também observa os movimentos de retomada do setor, especialmente as perspectivas de investimentos no Polo Naval da cidade. No dia 29, a Ecovix recebeu a visita dos presidentes da Petrobras, Jean Paul Prates, e da Transpetro, Sérgio Bacci, que participaram de encontros em Rio Grande (RS).

Nas reuniões, foram discutidas ações para retomar as contratações de embarcações em estaleiros no Sul do Estado. “Ambos foram categóricos em afirmar que tem que ser com responsabilidade para que não ocorra, mais uma vez, um ciclo de remobilização da indústria naval e, daqui algum tempo, uma desmobilização — além das óbvias questões técnicas e comerciais que envolvem contratos dessa magnitude”, avalia Ricardo Ávila.

FIMI Drone Camera – Créditos: Matheus Vieira

O diretor operacional da Ecovix destaca que a empresa acompanha as oportunidades de mercado — e que possui ampla expertise para diversas atividades no setor. “Temos profissionais altamente qualificados, capazes de atender demandas complexas — além de contribuir para gerar novos empregos e promover desenvolvimento para Rio Grande e toda a região”.

OneSubsea assina contrato com a Petrobras para o fornecimento de 15 árvores de natal molhadas (ANMs) no Campo de Búzios

Os equipamentos serão construídos no centro de excelência de equipamentos submarinos da OneSubsea em Taubaté (SP), e a previsão é que começarão a ser entregues no segundo trimestre de 2025.


Carlos Tadeu (à esquerda), diretor da OneSubsea, e Mads Hjelmeland, presidente global da empresa.

A OneSubsea, empresa multinacional do grupo SLB especializada no mercado submarino, celebrou um contrato com a Petrobras para o campo de Búzios fase 11. Este contrato envolve a instalação de 15 árvores de natal molhadas (ANMs) e unidades de distribuição eletro-hidráulica, com um valor estimado entre US$ 100 e US$ 200 milhões. Além disso, a OneSubsea será responsável pelos serviços de instalação, comissionamento e manutenção associados.

O escopo dos serviços inclui o sistema de Drill Pipe Riser, ferramentas de instalação e frentes de serviços offshore especializadas que serão responsáveis pela instalação dos equipamentos no campo.

Os equipamentos serão construídos no centro de excelência de equipamentos submarinos da OneSubsea em Taubaté (SP), e a previsão é que começarão a ser entregues no segundo trimestre de 2025. A integração de componentes e a instalação dos equipamentos offshore serão realizadas pelo time de especialistas offshore da OneSubsea em Macaé (RJ).

Com isso, a OneSubsea se consolida como a principal fornecedora de ANMs para o pré-sal brasileiro, pois a empresa foi vencedora das licitações das fases de Búzios 6 a 9 e Búzios 10. A empresa também informou que os primeiras equipamentos da fase de Búzios 6-9 já estão sendo entregues pelo time da OneSubsea em Taubaté. Além dos contratos de Búzios, a empresa também celebrou contratos de ANMs em duas fases seguidas de Mero, assim como o contrato global de ANMs para campos da Petrobras assinado no final do ano passado.

Para o diretor geral da OneSubsea, Carlos Tadeu, o mercado vive um momento de crescimento sustentável e a OneSubsea está pronta para atender e suportar o plano de negócios da Petrobras de forma eficiente com elevados níveis de performance operacionais e de sustentabilidade. “Hoje, a OneSubsea se consolida como líder no mercado submarino no Brasil e continuaremos nos preparando para outras oportunidades já existentes e também que chegarão ao mercado”, afirmou.

Durante sua visita ao Brasil, Mads Hjelmeland, presidente global da OneSubsea, reafirmou o compromisso da empresa com os negócios no país, considerando a região como a mais promissora na próxima década. Com a Petrobras como seu principal cliente em equipamentos submarinos e novas tecnologias, ele também destacou o empenho e dedicação da OneSubsea Brasil em superar as expectativas da Petrobras e fortalecer ainda mais a parceria entre as empresas.

Petrobras aprova direcionadores do Plano Estratégico 2024-28

A Petrobras informa que o seu Conselho de Administração aprovou, a revisão dos elementos estratégicos para o Plano Estratégico 2024-2028 (PE 2024-28), bem como o direcionador de investimentos (CAPEX) em projetos de baixo carbono para a faixa entre 6% e 15% do CAPEX total para os cinco primeiros anos do novo Plano. Esta indicação está alinhada às práticas de governança vigentes, ao compromisso com a geração de valor e à sustentabilidade financeira de longo prazo da Companhia.

“Esta aprovação é mais um passo importante na trajetória de transformação da Petrobras. Estamos preparando a companhia para o futuro, para ser uma empresa com atuação nacional e diversificada em energia. Vamos fazer isso preservando a rentabilidade e a sustentabilidade financeira, com segurança, respeito ao meio ambiente e atenção total às pessoas. Já reorganizamos a estrutura da empresa, criamos a Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade e agora vamos nos debruçar no detalhamento do novo Plano Estratégico”, destacou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

“Estamos promovendo mudanças com todo o diálogo necessário, seguindo todas as etapas previstas na governança da companhia, e aprofundando nosso diálogo com a sociedade e investidores. Estamos escrevendo o início desse novo capítulo a muitas mãos, como tem de ser”, completou o executivo.

Os elementos estratégicos do PE 2024-28 visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, na busca por uma transição energética justa e segura no país, conciliando o foco atual em óleo e gás com a busca pela diversificação de portfólio em negócios de baixo carbono, conforme abaixo:

· Visão: “Ser a melhor empresa diversificada e integrada de energia na geração de valor, construindo um mundo mais sustentável, conciliando o foco em óleo e gás com a diversificação em negócios de baixo carbono (inclusive produtos petroquímicos e fertilizantes), sustentabilidade, segurança, respeito ao meio ambiente e atenção total às pessoas”.

· Propósito: “Prover energia que assegure prosperidade de forma ética, justa, segura e competitiva”.

· Valores: (i) Respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; (ii) Ética e transparência; (iii) Superação e confiança; e (iv) Foco em resultados.

· Estratégias que visam uma contribuição efetiva da Petrobras para um futuro próspero e sustentável:

Exploração e Produção: Maximizar o valor do portfólio com foco em ativos rentáveis, repor as reservas de petróleo e gás inclusive com a exploração de novas fronteiras, aumentar a oferta de gás natural e promover a descarbonização das operações.

Refino Transporte e Comercialização: Atuar de forma competitiva e segura, maximizar a captura de valor pela adequação e aprimoramento do nosso parque industrial e da cadeia de abastecimento e logística, buscar a autossuficiência em derivados, com integração vertical, processos mais eficientes, aprimoramento de produtos existentes e desenvolvimento de novos produtos em direção a um mercado de baixo carbono.

Gás & Energia e Renováveis: Atuar de forma competitiva e integrada na operação e comercialização de gás e energia, otimizando o portfólio e atuando na inserção de fontes renováveis.

Sustentabilidade: (i) Atuar em negócios de baixo carbono, diversificando o portfólio de forma rentável e promovendo a perenização da Petrobras. (ii) Atuar nos nossos negócios de forma íntegra e sustentável com segurança, buscando emissões decrescentes, promovendo a diversidade e o desenvolvimento social, contribuindo para uma transição energética justa e para a formação de especialistas em sustentabilidade. (iii) Inovar para gerar valor para o negócio, suportando a excelência operacional e viabilizando soluções em novas energias e descarbonização.

A proposta de revisão dos elementos estratégicos teve como norteador o comunicado ao mercado de 31/03/2023, onde foram divulgadas seis propostas aprovadas pela Diretoria Executiva a serem consideradas no Planejamento Estratégico. Essas propostas foram incorporadas ao conjunto de elementos estratégicos com a denominação de direcionadores.

Investimentos de baixo carbono

Alinhado aos novos elementos estratégicos, a Petrobras tem como direcionador a destinação entre 6% e 15% do CAPEX total para baixo carbono (ante 6% no PE 2023-27) a ser confirmado no detalhamento da carteira de projetos que será levada à aprovação final juntamente o novo Plano em novembro de 2023.

O CAPEX de baixo carbono considera projetos em energias renováveis e em descarbonização das operações, que deverão seguir a governança estabelecida na companhia, passando pelos processos de planejamento e aprovação previstos nas sistemáticas aplicáveis, com viabilidade técnica e econômica demonstrada.

A Petrobras reforça que os investimentos devem ser financiados pelo fluxo de caixa operacional da companhia, em níveis equivalentes às suas congêneres, e preferencialmente por meio de parcerias que permitam compartilhar riscos e expertise. Tais projetos deverão buscar o retorno do investimento, redução do custo de capital, fortalecimento da Petrobras como uma empresa de energia integrada, maximizando o valor da companhia.