Entenda o que é a Margem Equatorial Brasileira e do que se trata o licenciamento solicitado ao Ibama

O que é a Margem Equatorial?
A Margem Equatorial é a provável nova fronteira energética do Brasil, que abrange cinco bacias em alto-mar, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Essa região é uma extensão de bacias na costa da Guiana e do Suriname, na qual já atuam 24 empresas e onde ocorreram 60 descobertas com volume estimado de 11 bilhões de barris.

Qual o objetivo do licenciamento?
A atividade sob licenciamento no bloco FZA-M-59 refere-se à verificação de presença de petróleo em alto mar (cerca de 175 Km da costa do Amapá), mediante realização de perfuração de um único poço, durante apenas cinco meses. Somente após a perfuração desse poço, se confirmará o potencial do ativo, a existência e o perfil de eventual jazida.

Se confirmada a viabilidade comercial do petróleo eventualmente existente no bloco exploratório, será necessária a obtenção de um novo processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama para permitir que o Bloco FZA-M-59 se torne um campo produtor com a consequente instalação das atividades necessárias para a produção de petróleo.

O poço está localizado na Amazônia ou na Foz do Rio Amazonas?
A bacia onde o bloco foi licitado foi chamada pela ANP de Bacia do Foz do Amazonas. A atividade de perfuração exploratória em alto mar pretendida será realizada a mais de 500 Km da Foz do Rio Amazonas (distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), em uma profundidade de oceano acima de 2.800 metros. Nesta área, não há nenhum registro de existência de unidades de conservação próximas, terras indígenas, nem está localizada em local próximo a rios, lagos, várzeas ou sistema de recifes.

A Petrobras pretende perfurar na foz do rio Amazonas?
Não. O bloco está localizado em águas profundas no mar do Amapá, a 160 km da costa do estado e a mais de 500 Km a noroeste da foz do Rio Amazonas (distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), em uma profundidade de oceano acima de 2.800 metros

Por que desenvolver a Margem Equatorial brasileira?
A exploração de petróleo na Margem Equatorial abrirá uma importante fronteira energética para o país, que se desenvolverá de forma integrada com outras fontes de energia e contribuirá para que o processo de transição energética ocorra de forma justa, segura e sustentável.

Novas fronteiras, a exemplo da Margem Equatorial, são essenciais para a garantia da segurança e soberania energética nacional, visto que, apesar de decrescente, a demanda global de petróleo se mantém essencial em todos os cenários alinhados ao Acordo de Paris. Mesmo em cenários de transição energética acelerada, a demanda de petróleo para o Brasil e região é crescente, passando por um pico em 2030, mas maior em 2050 do que em 2021.

Neste sentido, se torna essencial investir nas atividades de produção de petróleo que são mais eficientes e com menos emissões, como as desenvolvidas pela Petrobras por meio de suas tecnologias de descarbonização que colocam a empresa entre as mais eficientes do mundo.
Além disso, a responsabilidade socioambiental da Petrobras nas regiões onde atua vai assegurar o avanço do conhecimento da região e a adoção de medidas apropriadas de conservação e gestão ambiental.

Em caso vazamento, há risco de o petróleo chegar à costa?
Comprometida com o rigor das análises, a Petrobras utilizou as técnicas e sistemas mais modernos para modelar e projetar eventual dispersão de óleo no mar, seguindo os requisitos do Termo de Referência emitido pelo Ibama. Foram realizadas duas modelagens (2015 e 2022), ambas aprovadas pelo Instituto, e os resultados indicam que não há probabilidade de toque na costa.

Além disso, o Ibama afirmou, em parecer técnico, que o plano da Petrobras para resposta à emergência é robusto. Em 15/02/23, a equipe técnica do Instituto afirmou que “o plano de emergência conceitual para a atividade de perfuração do Bloco FZA-M-59 apresenta-se alinhado com as solicitações da equipe técnica. Demonstra ter opções de ferramentas, comunicação/ articulação prévia com países potencialmente afetados e opções de técnicas de resposta adequadas aos cenários acidentais previstos.

Os estudos que a Petrobras fez sobre a direção do óleo em caso de vazamento estão defasados?
Não. A companhia atualizou a modelagem de óleo (modelo matemático empregado para estudar o movimento das correntes marinhas e ventos) no final de 2022, incorporando os avanços computacionais ocorridos nos últimos anos, tais como a atualização de programas de simulação e novos dados de correntes marinhas e ventos não disponíveis à época da elaboração da modelagem até então presente no processo de licenciamento. O estudo atualizado comprovou os resultados anteriores, confirmando as premissas adotadas para condução do processo, e foi aprovado pelo Ibama.

Quanto tempo levaria o socorro da Petrobras á fauna local em caso de vazamento?
Todas as modelagens realizadas para o bloco FZA-M-59 não indicam a probabilidade de toque de óleo no litoral brasileiro e, mesmo assim, a estrutura proposta pela Petrobras prevê ações de resposta costeira à fauna, incluindo monitoramento e atendimento veterinário.

O tempo de socorro via navegação até a base do Oiapoque é de 12 horas e de 24 horas até Belém. Se necessário, podem ser usadas também aeronaves que reduzem o tempo entre 4 e 6 horas até Belém. Em todos os casos, o tempo de socorro é inferior às 24 horas balizadas pelo Manual de Boas Práticas.

Serão mais de 100 profissionais dedicados à proteção animal, incluindo médico veterinário. Também foram disponibilizadas embarcações velozes para atendimento de fauna equipadas com contêiners climatizados e equipamentos para estabilização de animais, todas permanentemente dedicadas à operação. Além das embarcações, a Petrobras já comprometeu outros recursos, tais como aeronaves de monitoramento e resgate aéreo, além de unidades de recepção de fauna.

Qual o impacto das atividades na Bacia do Foz do Amazonas para as comunidades indígenas?
Não há  impactos diretos. Mesmo assim, atendendo a pedido do Ibama, a Petrobras alterou as rotas de voos e altitude das aeronaves no Aeroporto que já opera na região homologado pela ANAC. As rotas hoje passam a uma distância mínima de 13 km da aldeia indígena mais próxima. Em média, serão realizados 2 voos diários.

Em maio de 2023, foi reconhecido em Audiência Pública pelo representante do Conselho de Caciques do Oiapoque (CCPIO) que os ruídos dos voos foram sanados, através de conversa com a Petrobras para mudança da rota das aeronaves.

O que é a AAAS? É necessária a realização de AAAS para este licenciamento?
AAAS é a Avaliação Ambiental em Área Sedimentar, isto é, a Avaliação Ambiental Estratégica do Setor de Óleo e Gás. É um estudo de planejamento setorial, cuja responsabilidade é compartilhada entre MME e MMA. Não cabe à Petrobras realizar esse tipo de avaliação.

Em parecer técnico, o Ibama já reconheceu que não há embasamento legal para cobrar a realização da AAAS como condição para emissão da licença de operação para perfuração. O órgão informou que “não há instrumentos jurídicos para justificar a recomendação de não emissão de licenças ambientais de perfuração exploratória até que seja realizada uma avaliação ambiental estratégica – como a AAAS.”

Além disso. o STF já reconheceu que “a viabilidade ambiental de certo empreendimento é atestada não pela apresentação de estudos ambientais e da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS), mas pelo procedimento de licenciamento ambiental, no qual se aferem, de forma específica, aprofundada e minuciosa, a partir da Lei n. 6.938/1981, os impactos e riscos ambientais da atividade a ser desenvolvida”.

A Petrobras está disposta a colaborar com os órgãos responsáveis na elaboração da AAAS ou estudos regionais para a etapa de produção.

Por que a Petrobras protocolou pedido ao Ibama de reconsideração da decisão de indeferimento da licença ambiental para perfuração de um poço no bloco FZA-M-059?
Por meio do pedido de reconsideração, a Petrobras solicita posicionamento do Ibama quanto às melhorias apresentadas pela companhia e, com a sua validação, espera seja que designada data para realização da Avaliação Pré-Operacional – APO (simulado de emergência in loco), a fim de comprovar em campo sua capacidade de resposta a uma situação emergencial que porventura venha a ocorrer na atividade de perfuração exploratória.

A Petrobras segue comprometida com o desenvolvimento da Margem Equatorial. Neste sentido, a companhia vem empenhando todos os esforços na obtenção desta licença de perfuração no bloco FZA-M-059, onde se compromete a atuar com segurança e total respeito e cuidado com o meio ambiente e com a população da região.

Qual a estrutura montada pela Petrobras para o processo de perfuração de um poço?
Petrobras dispõe de estrutura de resposta única no Brasil para este projeto:

12 embarcações:
– 6 embarcações para contenção de óleo com capacidade total de recolhimento de óleo de 8.900 m3/dia, bem acima do que é exigido pelo CONAMA 398 que é de 6.400 m3/dia;
– Dentre as 6 embarcações, 2 embarcações de prontidão ao lado da sonda para recolhimento de imediato de óleo;
– 2 embarcações equipadas com profissionais, contêiner climatizado e equipamentos para estabilização da fauna;
– 4 embarcações para monitoramento costeiro e resgate de fauna

5 aeronaves para monitoramento, transporte e resgate aéreo;

100 profissionais especializados;

Estrutura nacional para proteção da costa;

Articulação com países da região;

Sistemas avançados de contenção de óleo;

Sistema de bloqueio de vazamentos de poços (Capping);

Estrutura dedicada de coordenação e resposta a emergências;

Reabilitação de animais em caso de vazamento.

A Petrobras se comprometeu a disponibilizar duas bases de atendimento à fauna: uma em Belém que já está pronta e outra no Oiapoque, que será ampliada. A empresa já conta com mais de 100 profissionais dedicados à proteção animal.

Quais são os compromissos socioambientais assumidos pela Petrobras no projeto?
Para Margem Equatorial, o compromisso com a Responsabilidade Social e projetos ambientais é refletido nos mais de R$ 60 milhões que serão investidos em Projetos Socioambientais até 2027.

A Petrobras está implementando desde junho de 2022, por exemplo, projeto de monitoramento de desova de tartarugas em praias dos estados do Amapá e Pará, monitoramento de aves costeiras e migratórias da região, ações de proteção da biodiversidade e ações de educação ambiental, projetos de monitoramento e atendimento à fauna local, gerenciamento de resíduos, controle e monitoramento de efluentes e diversas outras ações de proteção da biodiversidade.

Além disso, a companhia realizou um amplo mapeamento de áreas sensíveis da região, e será  disponibilizado todos os dados de monitoramento ambiental em sites para a comunidade científica, além de planejar ações para: (i) Caracterização ambientais de ecossistemas na Margem Equatorial; (ii) Projeto de Caracterização Regional das Bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas; (iii) Estudo socioambiental das comunidades tradicionais extrativistas marinhas das regiões de manguezal da costa, contendo a caraterização da população, do uso e do aproveitamento dos recursos pesqueiros; (iv) Mapeamento dos manguezais e; (v) Quantificação da capacidade de estoque de carbono nos manguezais.

Petrobras investe R$ 600 milhões na maior campanha sísmica em águas ultraprofundas do mundo

Área mapeada, no campo de Tupi e na área de Iracema, corresponde a mais de duas vezes a extensão da cidade de São Paulo.

A Petrobras investiu R$ 600 milhões na maior campanha sísmica em águas ultraprofundas do mundo, concluída no fim de abril no campo de Tupi e na área de Iracema, no pré-sal da Bacia de Santos, litoral Sudeste brasileiro. Com duração de um ano, as operações cobriram uma área de 3.164 km², equivalente a mais de duas vezes a cidade de São Paulo. A empresa que adquiriu os dados foi a Shearwater.

Tupi, por exemplo, foi o primeiro campo descoberto no pré-sal da Bacia de Santos. Passados 13 anos desde que a Petrobras iniciou seu desenvolvimento, ainda é o ativo com maior produção em águas ultraprofundas da indústria mundial. “Foi no campo de Tupi onde impulsionamos nossa jornada no pré-sal, quebrando uma série de paradigmas, desenvolvendo novas tecnologias e abrindo caminho para uma nova fronteira exploratória. Desde então, acumulamos feitos e essa campanha de sísmica foi um deles”, disse o gerente executivo de Exploração da Petrobras, Jonilton Pessoa.

Com os dados sísmicos coletados, a Petrobras pretende mapear novas oportunidades para impulsionar projetos complementares de desenvolvimento de Tupi e Iracema. “Essa campanha de sísmica permitirá a identificação não só de óleo remanescente na área, mas também de novos alvos para projetos complementares. A expectativa é que os dados sísmicos forneçam imagens das áreas mais complexas da região”, complementou Jonilton.

Essa aquisição sísmica vai gerar em torno de 400 terabytes de dados (equivalente ao armazenamento de 2000 notebooks tradicionais), que serão utilizados para gerar a imagem das camadas de rocha. Para a campanha, a Petrobras mobilizou quatro navios de sísmica, duas embarcações de apoio e três robôs offshore para operações remotas (ROV). Ao todo, aproximadamente 140 pessoas se envolveram nas operações de sísmica.

Redução de emissões

A companhia utilizou três fontes sísmicas simultaneamente (triple source), solução que já vem adotando desde 2021 para aumentar a eficiência e acelerar as campanhas. Com a inovação, a companhia reduziu em cerca de 30% a duração da campanha em Tupi e Iracema, permitindo, por consequência, a redução de praticamente 30% nas emissões de gases de efeito estufa.

O Consórcio de Tupi é formado pela Petrobras (67,216%), Shell (23,024%), Petrogal (9,209%) e PPSA (0,551%).

Estaleiro chinês entrega novo FPSO gigante da MODEC destinado ao Brasil

A Dalian Shipbuilding (DSIC), parte da China State Shipbuilding Corporation (CSSC), entregou uma embarcação flutuante de armazenamento e descarga (FPSO) com destino a um campo operado pela Equinor no Brasil.

Em junho de 2021, a Equinor tomou a decisão final de investimento (FID) para o projeto Bacalhau no valor de US$ 8 bilhões. Poucos dias depois, a MODEC confirmou oficialmente a adjudicação do contrato com a Equinor para entregar a engenharia, aquisição, construção e instalação do FPSO Bacalhau . O contrato oficial foi baseado em um contrato de compra e venda (SPA) para o FPSO, assinado entre a Equinor e a MODEC em janeiro de 2020.

Conforme explicado quando o primeiro aço para o FPSO foi cortado pelo estaleiro chinês BOMESC, a embarcação marcaria a primeira aplicação do casco M350 da MODEC , um casco de nova geração para FPSOs, design de casco duplo completo. Ele foi desenvolvido para acomodar um topside maior e uma capacidade de armazenamento maior do que os navios-tanque VLCC convencionais, com uma vida útil de projeto mais longa. Segundo o MODEC, esta embarcação será uma das maiores já entregues ao Brasil.

Em uma atualização recente, a Dalian Shipbuilding confirmou que o FPSO Bacalhau foi oficialmente entregue em 26 de maio de 2023, como o sétimo novo FPSO construído pelo player chinês. De acordo com Dalian, este FPSO é o primeiro projeto de engenharia offshore ultragrande do mundo projetado usando as especificações mais recentes da Det Norske Veritas (DNV), que pode atender às condições ambientais marinhas especiais no Brasil, África Ocidental, Austrália e outras regiões.

Além disso, a embarcação é adequada para operações de desenvolvimento de petróleo e gás em muitas áreas marítimas ao redor do mundo e reduz os custos operacionais do proprietário. O FPSO tem 364 metros de comprimento, 64 metros de largura e 33 metros de profundidade, calado projetado de 22,65 metros, deslocamento de mais de 460 mil toneladas e área de convés de 17,4 mil metros quadrados, equivalente a três campos de futebol padrão.

“Todas as partes cooperaram estreitamente e no espírito de ‘uma equipe, um objetivo’ superaram em conjunto o impacto da mão de obra e da cadeia de suprimentos, etc. e, finalmente, alcançaram o reboque. Todas as partes fizeram grandes esforços e escreveram um novo capítulo de cooperação sincera”, destacou Dalian Shipbuilding.

Com uma capacidade de produção de 220.000 barris por dia, o que equivale a uma planta terrestre de processamento de petróleo e gás com uma área de 10 quilômetros quadrados, o peso do módulo superior de tratamento de petróleo e gás do FPSO Bacalhau atinge 50.000 toneladas, todo o A embarcação tem até 34.000 tubos, pesando cerca de 4.000 toneladas, e o comprimento total dos cabos é de cerca de 800.000 metros, o que equivale à distância em linha reta de Dalian a Xangai.

Além disso, o FPSO precisa apenas de um baixo nível de manutenção e atende ao requisito de não atracar por 30 anos. São 22 tanques de óleo de carga, com capacidade de armazenamento de óleo de carga total de 2 milhões de barris. A embarcação será implantada no campo de Bacalhau , situado em duas licenças, BM-S-8 e Norte de Carcará, na região do pré-sal da Bacia de Santos, em lâmina d’água de 2.050 metros, a aproximadamente 185 quilômetros da costa de Ilhabela, São Paulo, Brasil.

O desenvolvimento de Bacalhau, que será composto por 19 poços submarinos vinculados ao FPSO, possui reservas recuperáveis ​​de mais de dois bilhões de barris de óleo equivalente (boe), incluindo a área de Bacalhau Norte. O início da produção está previsto para 2024.

Jean Paul Prates debate novas oportunidades do setor com presidente da Bolívia

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, tratou, na terça-feira (30/5), com o presidente da Bolívia, Luis Arce, do futuro da exploração de gás e do petróleo na América do Sul. As autoridades participaram do encontro de líderes dos países da América do Sul, realizado pelo Governo Federal, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Jean Paul afirmou que a companhia pretende estudar novos negócios na área de exploração e de gás. Prates reforçou, ainda, que as empresas que têm o estado como sócio majoritário, a exemplo da Petrobras e da YPFB, são extremamente necessárias para a transição energética no mundo.

“Estamos preparando a Petrobras para uma nova fase em refino. Queremos revisitar países vizinhos, como Bolívia, Venezuela e Guiana, e debatermos alguns pontos como os termos contratuais, novas potencialidades de exploração de gás e a preparação das empresas para a transição energética”, disse Prates.

Prates destacou também que nesta semana a Petrobras, em parceria com a Refinaria Riograndense, irá realizar testes industriais para a geração de produtos petroquímicos e combustíveis de origem 100% renovável. A tecnologia representa uma nova oportunidade para o biorrefino no país.

Para o presidente da Bolívia, Luis Arce, a reunião significou um novo tratamento que a Petrobras e o governo brasileiro estão dando ao país. O dirigente destacou que a Bolívia está à disposição para sentar e buscar soluções conjuntas para os dois países.

Jean Paul Prates e o presidente da Bolívia, Luiz Arce, terão uma nova reunião no segundo semestre, na Bolívia, com data a definir, para tratar dos acordos comerciais entre os países. A reunião contou ainda com a presença do Diretor Executivo de Exploração e Produção da Petrobras,  Joelson Falcão, e do Gerente-Executivo de Relações Institucionais, João Paulo Madruga.

MODEC tem 253 vagas abertas para níveis Técnico e Superior

Oportunidades são para as cidades do Rio de Janeiro, Macaé (RJ) e Santos (SP), além de postos Offshore

Os interessados devem acessar o site www.modec.com/vagasbrasil  para fazer a inscrição. Após recente conquista de um novo contrato para construção de mais uma unidade FPSO para o país, a MODEC está ainda mais ativa no mercado em busca de novos talentos para o seu time. A empresa está com 253 vagas abertas para profissionais de níveis técnico e superior.

A MODEC oferece remuneração compatível com o mercado além de um pacote de benefícios diferenciado. São eles: Plano de Saúde e Odontológico, Previdência Privada, Plano de Incentivo Anual, Seguro de Vida, Vale Alimentação e Refeição (posições onshore), Gympass, Auxílio Creche, Cartão Farmácia, Bônus de Performance e Ajuda de Custo para Embarque (posições offshore).

As vagas disponíveis são para as cidades do Rio de Janeiro, Macaé (RJ) e Santos (SP). Para postos Offshore, o profissional pode ser alocado em qualquer uma das embarcações em operação nas bacias de Santos e Campos.

Confira algumas das vagas em destaque:

Offshore

  • Mestre de Cabotagem
  • Operador de Produção
  • Técnico de Elétrica
  • Operador de Utilidades

Onshore 

  • Analista Contábil
  • Analista de Gestão e Projetos
  • Analista de Controladoria
  • Analista de TI
  • Especialista de RH
  • Coordenador de Projetos

Sobre a MODEC

A MODEC é líder global no segmento de construção, afretamento e operação de plataformas para produção de óleo e gás. Com mais de 50 anos de história e quase duas décadas em mares brasileiros. Atualmente, a MODEC opera 12 plataformas de Petróleo e Gás e possui outras 4 unidades em construção para o país.

Mercado de petróleo e naval em Macaé (RJ) conta com serviços de ponta em gases industriais

Com o objetivo de aumentar a capacidade de armazenamento e distribuição de produtos, a Air Products inaugura seu novo sale center para atendimento aos segmentos onshore e offshore.

O mercado offshore para as indústrias de petróleo e naval tem estado aquecido na região fluminense do Rio de Janeiro, já que atrai investidores, gera oportunidades de empregos e de novos projetos. O estado possui projetos em fase de licenciamento no Ibama com potencial para alcançar cerca de 27,5 GW de potência.

Soma-se a esse bom momento o recente anúncio do governo estadual de um investimento da ordem de US$ 85 bilhões na geração de energia em alto mar nos próximos anos, já com foco em projetos de energia eólica e hidrogênio verde.

Uma das empresas, que atua na região atendendo esse mercado há mais de 10 anos, é a Air Products, multinacional especializada em gases industriais, especiais e medicinais, que fornece uma completa linha de gases e soluções para o segmento onshore e offshore. A companhia também atende empresas em todo o mundo que usam a tecnologia para exploração, mergulho saturado, fabricação, produção e inspeção, reparo e manutenção submarina (IRM).

“Fornecemos oxigênio, argônio, nitrogênio, hélio e misturas para mergulho, proporcionando qualidade e segurança nas operações offshore. Mergulhadores e soldadores beneficiam-se da qualidade e do alto nível de produtividade com a utilização dos nossos gases e confiam na pureza e na precisão de nossas misturas. Nossos gases especiais também são aplicados em análises de laboratório e processos de calibração”, conta Fabio Godoi, Gerente de Vendas Packaged Gases da Air Products.

Segundo ele, no setor offshore os clientes esperam entregas pontuais e serviços confiáveis, especialmente em situações de emergência. “Nossos serviços de pós-venda incluem o fornecimento regular de certificados de análises e rastreamento de cestas”, afirma.

E completa: “temos uma linha dedicada de cestas offshore com 16 cilindros interconectados por manifold. Além disso, a Air Products fornece baskets usados para transporte de cilindros individuais, todos os equipamentos em conformidade com os padrões mais recentes exigidos pelo segmento offshore, incluindo o padrão DNV (norma 2.7-1) e ABNT 12274”, diz.

Inauguração

Com o objetivo de aumentar a capacidade de armazenamento e distribuição de produtos, a Air Products inaugurou, em 11 de maio, seu novo sale center para atendimento aos segmentos onshore e offshore, na cidade de Macaé, região Norte Fluminense (RJ).

Segundo Marcus Silva, Gerente Geral Brasil e Argentina, a adequação às políticas de segurança da empresa e a melhor utilização do espaço, com atualização do layout de carga e descarga, são os grandes impulsionadores da mudança.

“Com a otimização do processo de armazenamento e distribuição teremos vantagens aos clientes, que contarão com ainda mais flexibilidade no atendimento, já que haverá diminuição do lead time de entregas regulares e melhor capacidade de atendimentos emergenciais. Além disso, haverá maior mix de produtos e melhor acessibilidade a clientes que retiram os produtos com transportadora cadastrada, bem como a expansão da rota às regiões mais próximas”, esclarece Silva.

E ainda reforça: “na questão da segurança, a nova área de armazenamento de inflamáveis está conforme com a norma do Corpo de Bombeiros. O espaço é amplo e conta com melhor acessibilidade e manobra para as carretas, além de ter cobertura na área para carga e descarga, o que mitiga o risco de acidentes com movimentação sob chuva e maior cobertura do monitoramento 24 horas”.

Os principais produtos e serviços oferecidos pela Air Products na região são as linhas de gases especiais puros e as misturas para processos e calibração, gases em cestas para mergulho, gases industriais para soldagem e oxicorte e cestas offshore DNV, de nitrogênio e hélio. “Com isso, atendemos as aplicações de nitrogênio para inertização, purga e teste de vazamento e de hélio em liquetest para detecção de vazamentos nas tubulações das plataformas”, conclui.

Sobre a Air Products

Desde 1940, a Air Products oferece ao mercado soluções inovadoras na fabricação e distribuição de gases, com serviços inseridos no cotidiano das pessoas.  Atualmente conta com plantas de separação de gases e enchimento de cilindros em Belo Horizonte Duque de Caxias, Mogi das Cruzes, Araraquara, Curitiba e Guaíba, plantas onsite em todo o país e um Sale Center em Macaé.

Além de todo seu know-how em produção, distribuição e soluções de gases, a empresa mantém a sustentabilidade como um dos seus pilares. Está alinhada com o objetivo mundial de descarbonização, tendo estabelecido a meta “1/3 até 2030” para reduzir as próprias emissões e vem estimulando seus clientes a reduzir os impactos ambientais por meio de aplicações das novas tecnologias.

Petrobras terá novos produtos para venda de Gás Natural

Companhia buscará maior competitividade e oferecerá aos clientes diversidade de prazos e diferentes indexadores.

A Petrobras aprovou a criação de novos produtos de venda de gás natural, com mais possibilidades e flexibilidade para os clientes. A companhia já está participando dos processos competitivos de chamadas públicas de distribuidoras estaduais com a nova carteira comercial. No total, a companhia passa a ter 10 produtos base para venda de gás natural, considerando cinco diferentes prazos e dois indexadores.

Com a abertura do mercado de gás natural, que já conta com contratos de mais de 14 supridores, a companhia desenvolveu uma nova carteira comercial para venda de gás natural com prazos, indexadores e local de entrega diversificados, com o objetivo de assegurar a sua competitividade nas chamadas públicas em curso pelas distribuidoras estaduais e na comercialização via Mercado Livre.

Após alguns ciclos sem utilizar o indexador gás-gás (Henry Hub), a Companhia voltou a utilizá-lo nesta nova carteira, além do indexador Brent, e ampliou as opções de prazos contratuais, de forma a possibilitar às distribuidoras a composição de um portfólio aderente às necessidades dos seus mercados.

A Petrobras apresentou também duas opções como local para entrega do gás natural: (a) no hub, no qual a Companhia é responsável pela contratação da entrada no sistema de transporte e o cliente é responsável pela contratação da saída ou (b) no ponto de entrega (city-gate) no qual a Petrobras se responsabiliza pela contratação da entrada e da saída de transporte.

Além da diversificação, as condições comerciais da Petrobras buscam dinamizar ainda mais o ambiente competitivo e o processo de abertura de mercado ao possibilitar, entre outros, a redução de volumes contratados pelas distribuidoras estaduais em caso de migração de volumes de clientes cativos para o ambiente livre, além de maior flexibilidade na gestão de suprimento das distribuidoras com a inclusão de opção de descontratação para os volumes que superem 2/3 dos volumes comercializados em cada zona de concessão, em linha com o estabelecido na Resolução CNPE 03/2022.

As fórmulas de precificação só poderão ser divulgadas quando concluídos os processos competitivos das distribuidoras locais, que correm sob confidencialidade.

Importante destacar que contratos de fornecimento eventualmente celebrados com as distribuidoras se tornarão públicos e serão divulgados pela ANP, conforme previsto na Resolução ANP nº 52/2011, que, no § 6º do art. 11, prevê que a Agência dará publicidade integral dos contratos de compra e venda de gás natural firmados entre os comercializadores e as distribuidoras locais de gás canalizado para atendimento a mercados cativos, bem como das suas principais condições comerciais, de forma a facilitar o acesso dos consumidores.

Com tecnologia da Petrobras, Refinaria Riograndense se prepara para ser a primeira biorrefinaria no Brasil a processar matéria-prima 100% renovável

Refinaria no Rio Grande do Sul será a primeira a testar a aplicação da tecnologia para biorrefino. Investimento da Petrobras será de R$ 45 milhões

A Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), localizada na cidade de Rio Grande (RS), vai realizar testes industriais para a geração de produtos petroquímicos e combustíveis de origem inteiramente renovável. A tecnologia representa uma nova fronteira para o biorrefino no país.

O acordo de cooperação será celebrado na segunda-feira (29/05), em Rio Grande, com a presença de executivos da própria RPR e das empresas que têm participação acionária na refinaria (Petrobras, Braskem e Ultra). O primeiro teste industrial está previsto para o próximo mês de novembro, devendo durar até cinco dias. O segundo, será realizado em junho de 2024. Uma vez comprovado o êxito, já estão negociados o contrato de licenciamento da tecnologia da Petrobras. O valor do investimento que será realizado pela Petrobras na RPR é em torno de R$ 45 milhões.

Para o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, os testes na RPR demonstram o compromisso da companhia com a transição energética: “A Petrobras é pioneira no desenvolvimento de tecnologia capaz de impulsionar oportunidades para o biorrefino no Brasil. Em parceria com os nossos sócios na Refinaria de Petróleo Riograndense, estamos avançando e perseguindo a descarbonização dos nossos processos, gerando produtos com conteúdo renovável, mais sustentáveis e eficientes para a sociedade”.

Tecnologia com DNA Petrobras

A partir de uma tecnologia desenvolvida pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, a unidade de FCC (craqueamento catalítico fluido) da RPR será preparada, no primeiro teste, com inovações de processo e sistema catalítico, gerando insumos integralmente renováveis.

O teste posterior será por meio do coprocessamento de carga fóssil com bio-óleo, gerando propeno, gasolina e diesel, todos com conteúdo renovável a partir de matéria-prima avançada de biomassa não alimentar.

A Refinaria de Petróleo Riograndense

A história do refino de petróleo no Brasil começou na cidade do Rio Grande (RS). A Refinaria de Petróleo Riograndense, que iniciou suas operações em 1937, hoje tem como acionistas a Petrobras, Braskem e Ultrapar.

Atualmente, a companhia tem como principal atividade a produção e comercialização de derivados de petróleo, especialmente gasolina, óleo diesel, nafta petroquímica, óleo combustível, GLP (gás de cozinha), além de outros derivados. Seu mercado de atuação concentra-se na região sul do Brasil, especialmente no estado do Rio Grande do Sul. A refinaria tem capacidade de processamento instalada de 17 mil/barris dia.

Considerando o êxito nos testes, a RPR estará preparada para produzir, principalmente, bioaromáticos para a indústria petroquímica, tornando-se um marco no desenvolvimento do biorrefino no Brasil. Com o sucesso da iniciativa, a RPR será a primeira refinaria na América Latina a ser convertida para operar como uma biorrefinaria e processar insumos de origem 100% renovável.

Para Felipe Jorge, diretor-superintendente da RPR, as perspectivas são boas: “Estamos dando mais um importante passo em direção ao futuro da nossa pioneira refinaria.  Este investimento para a produção de renováveis pode abrir as portas da RPR para um mercado bastante promissor”, destaca.

Segundo o CEO da Braskem, Roberto Bischoff “a empresa está comprometida em contribuir para a construção de uma economia circular de carbono neutro. No contexto da transição energética, compartilhamos a visão da Refinaria Riograndense de desenvolver novos produtos de fontes renováveis para atender à demanda do mercado e da própria sociedade”.

Por sua vez, Marcelo Araújo, diretor executivo corporativo e de participações da Ultrapar, afirma: “A Refinaria Riograndense é a primeira refinaria do Brasil. Esse passo aponta para uma jornada de evolução do potencial da bioindústria nacional. Uma política pública dedicada ao assunto é fundamental para destravar oportunidades de desenvolvimento, trazer fomento e segurança aos futuros investimentos. Estamos apoiando a iniciativa e seus desdobramentos para posicionar a Refinaria Riograndense como referência do biorrefino brasileiro”.

Presidente da Petrobras destaca oportunidades de investimentos no Rio Grande do Sul

Jean Paul Prates participou de evento com empresariado gaúcho em Porto Alegre

A Refinaria Alberto Pasaqualini (Refap), em Canoas, no Rio Grande do Sul, receberá novos investimentos da Petrobras para produção de diesel com menos enxofre e de diesel com conteúdo renovável. É o que anunciou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em reunião com empresários gaúchos, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. O encontro abordou oportunidades de investimentos no setor de petróleo e gás, além de projetos futuros para a indústria local.

Prates ressaltou a importância do resgate da indústria nacional para alavancar o setor de petróleo e gás. “Nós certamente saberemos conduzir uma nova fase da indústria naval, que permita que tenhamos serviços e trabalhos importantes sendo realizados no Brasil. Estamos em fase ainda de levantamento das capacidades e, dentro da Petrobras, estamos vendo o que nós podemos demandar e direcionar para os estaleiros brasileiros e para a indústria em geral”, disse ele.

O presidente da Petrobras enfatizou também que as refinarias que operam no Brasil ainda têm muita capacidade de refino. “Há muito a fazer antes de pensar em construir uma refinaria nova. Percebemos que há muita capacidade de refino para extrair das mesmas instalações que já temos. Uma delas é a Refap”, afirmou Prates.

Além da reunião na Fiergs, Prates visitou as instalações da Refap pela primeira vez, onde inaugurou o novo sistema de tratamento de gases da refinaria. Nos dois eventos, esteve acompanhado dos diretores da Petrobras William França (Processos Industriais e Produtos) e Cláudio Schlosser (Logística, Comercialização e Mercados), além do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Presidente da Petrobras inaugurou sistema de tratamento de gases na Refap

A planta é uma das mais importantes obras do Refino e representa significativo investimento ambiental

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, e o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França da Silva, visitaram a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), situada no município de Canoas, no Rio Grande do Sul. Além de agenda técnica com as equipes da unidade, Prates inaugurou uma das maiores obras da área de refino da companhia.

Trata-se do sistema de tratamento para os gases de combustão da unidade de craqueamento catalítico da refinaria, que representa significativos ganhos ambientais. É feito por equipamento chamado precipitador eletrostático, que captura material particulado presente no gás pela aplicação de um forte campo elétrico. Posteriormente, o material captado é coletado e transportado.

O preciptador eletrostático exigiu investimentos de R$ 88 milhões. Com esse processo, a concentração de particulados no gás emitido reduzirá significativamente. “Isso aprimora mais ainda a nossa capacidade de manter os parâmetros de emissão atmosférica da companhia. A conclusão da obra se dará no início de junho e os procedimentos operacionais de partida ocorrem até o fim do mês”, explica Gerson Cesar Souza, gerente geral da Refap.

Jean Paul destacou que a visita à Refap faz parte de uma agenda que ele adotou desde que assumiu a presidência da Petrobras, em janeiro. “Minha intenção é visitar todas as unidades da companhia no mais breve tempo. Nossa gestão valoriza muito a proximidade com nossa força de trabalho. Estou muito satisfeito em poder estar aqui na Refap junto aos nossos petroleiros do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A Refap irá complementar 55 anos em setembro. A refinaria foi submetida, recentemente, à maior operação de manutenção da história da Petrobras, o que exigiu investimento total de R$ 450 milhões.