Petrobras não está participando de qualquer ação coordenada para adquirir ações da Vibra

Em relação às notícias veiculadas na mídia, a Petrobras informa que não está participando de qualquer ação coordenada com a Previ ou outra instituição com o objetivo de adquirir as ações de emissão da empresa Vibra Energia e que são inverídicas as matérias acerca do assunto. A Petrobras esclarece que eventuais ações em relação à aquisição de participação em qualquer empresa exigem análise cuidadosa sob a perspectiva de gestão de portfólio e devem ser conduzidas com observância das práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis.

A Companhia reforça o seu compromisso com a ampla transparência dos processos de gestão de seu portfólio e que fatos relevantes serão tempestivamente divulgados ao mercado.

Grupo Priner apresenta novas soluções de engenharia de manutenção no Bahia Oil & Gas

O Grupo Priner, o mais completo em serviços de engenharia de manutenção industrial e infraestrutura no Brasil, vem apresentando soluções onshore e offshore na Bahia Oil & Gas Energy 2023, envento que termina nessa sexta-feira 26 de maio, no Centro de Convenções Salvador. As inscrições para visitação podem ser feitas no site do evento, que receberá cerca de 100 expositores da cadeia produtiva do setor de petróleo.

A Priner vem expondo o Habitat, um habitáculo pressurizado que permite a execução de trabalhos a quente como solda, corte e esmerilhamento, em Áreas Classificadas. O produto é composto por painéis flexíveis e material à prova de fogo, ideal para uso em plataformas offshore de produção de petróleo, refinarias, plantas industriais e terminais petroquímicos. A Priner também apresentará em seu estande os isolantes térmicos e acústicos removíveis e reutilizáveis, e de proteção contra fogo, além de equipamentos inovadores em Engenharia de Integridade e Inspeção para Ensaios Não Destrutivos – END.

Foto: divulgação.

“Nosso objetivo é criar soluções para que a indústria prospere. Somos comprometidos com a segurança dos serviços e a eficácia dos trabalhos onshore e offshore, o que nos rendeu muitas certificações”, apontou o diretor de Serviços Industriais da Priner, Yoshiro Sakaki.

O Bahia Oil & Gas Energy 2023 é um evento internacional com foco no setor de petróleo e gás do estado da Bahia, que aborda assuntos relevantes das etapas de exploração e produção (upstream), transporte (midstream), refino (downstream), petroquímica, naval e transição energética. Espera receber cerca de 2.000 pessoas em cada um dos três dias de realização, contemplando: visitantes, expositores, palestrantes e convidados.

O espaço de exposição é formado por empresas de todos os portes da cadeia produtiva, que integrem um ou mais dos segmentos. em paralelo acontecem as conferências.

SERVIÇO – Bahia Oil & Gas Energy 2023

Data: 24 a 26 de maio

Hora: 8h às 19h | Exposição: 13h às 19h

Local: Centro de Convenções Salvador

Av. Octávio Mangabeira, 5.490 – Boca do Rio, Salvador – BA CEP 41706-690

Sobre o Grupo Priner

O Grupo Priner atua por meio das unidades de negócios de Serviços Industriais, Infraestrutura, Isolamento Removível e Engenharia de Integridade e Inspeção. Atende os segmentos de Óleo & Gás, Petroquímica, Química, Papel e Celulose, Siderurgia, Mineração e Infraestrutura, dentre outros. Acelerou seu crescimento via M&As desde 2017, ampliando o portfólio de serviços e a base de clientes a partir da incorporação de empresas com excelência técnica.

Em fevereiro de 2020, a Priner realizou seu IPO (Oferta Pública Inicial de ações) na B3, no segmento Novo Mercado, tendo suas ações negociadas sob o código PRNR3. Com 40 anos de atuação, era uma divisão de negócios da Mills Estruturas e Serviços de Engenharia até 2013, quando foi vendida para um fundo de investimentos gerido pela Leblon Equities.

A receita líquida da companhia foi de R$ 242 milhões em 2020, ano da abertura do capital, que coincidiu com a pandemia da COVID-19. Em 2022, superou R$ 700 milhões, de acordo com os resultados publicados do quarto trimestre, e para 2023, a Priner mira receita de R$ 1 bilhão.

FPSO Guanabara completa um ano de operação com recorde de produção

Navio-plataforma faz parte de Mero, terceiro maior campo do pré-sal em volume de óleo no Brasil

O FPSO Guanabara (Mero 1) completou um ano de operação em dia 30 de abril. Esse FPSO é primeiro de uma série de quatro plataformas definitivas programadas para o campo unitizado de Mero, no bloco de Libra (Plano Estratégico 2023-2027).

Nesse primeiro ano vários marcos foram alcançados: o TOP da unidade em janeiro/2023, o recorde de produção no FPSO Guanabara, com média mensal de 179 mil barris de petróleo por dia (bpd) em fevereiro/2023, e o início da injeção de água em março/2023.

Segundo o diretor de Exploração e Produção, Joelson Mendes, o atingimento de um recorde apenas dez meses após o primeiro óleo da unidade e com quatro poços produtores, “reforça o enorme potencial do campo de Mero e é resultado da capacidade e comprometimento de nosso corpo técnico e de nossos parceiros para superar desafios”.

Guanabara: o primeiro sistema definitivo a operar em Mero, terceiro maior campo no Brasil

Em janeiro de 2022, o navio-plataforma Guanabara chegou ao campo unitizado de Mero, localizado no bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma, do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading – unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo), é o primeiro sistema definitivo a operar em Mero, terceiro maior campo em volume de óleo (atrás apenas de Búzios e Tupi, também localizados no pré-sal da Bacia de Santos) no país. Em 30 de abril de 2022, o FPSO começou a operar.

As operações do campo unitizado de Mero são conduzidas pelo Consórcio operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda (19,3%), TotalEnergies EP Brasil Ltda (19,3%), CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda (9,65%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Redução de emissões de CO2

O FPSO Guanabara se beneficia de um dos mais robustos programas de Captura, Uso e Armazenamento Geológico de CO2 (o chamado CCUS), já que o campo unitizado de Mero tem um teor de 45% desse gás, possibilitando a redução das emissões de CO2. Além disso, o consórcio está desenvolvendo, para aplicação no campo, a tecnologia inédita de separação submarina denominada de HISEP® (High Pressure Separation).  Com ela, será possível separar, ainda no leito marinho, o gás produzido rico em CO2, para sua reinjeção no reservatório.

FPSO Guanabara em números: 

Capacidade de produção: até 180 mil barris de petróleo por dia
Capacidade de processamento: 12 milhões de m3 de gás
Poços produtores: 4
Poços injetores de gás: 3
Poços injetores de água: 1
Distância da costa: a mais de 150 km
Profundidade d´água: até 1.930 metros
Altura: 172 metros
Comprimento: 332 metros
Capacidade de geração de energia: 100 megawatts (suficiente para abastecer uma cidade de 330 mil habitantes)

Shell e Inpa investem em nanobiotecnologia para recuperar áreas degradadas da Amazônia

Pesquisa em parceria com a Krilltech avalia o efeito da ‘arbolina’ em sistemas de plantio, com vista na absorção de carbono.

A castanheira, árvore nativa da Amazônia, é a espécie chave escolhida para uma experiência de pesquisa, ensino e extensão em nove estados da Amazônia Legal. Com investimento de R$ 4 milhões, a Shell Brasil desenvolve o projeto NANORAD’s com o objetivo de investigar o efeito da nanomolécula de carbono no solo e na planta, testando-a em diferentes sistemas de cultivo com foco na recuperação de áreas degradadas e impactadas pelo desmatamento. O projeto NANORAD’s estabeleceu uma rede de pesquisa robusta entre instituições amazônicas, sendo realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) e a empresa Krilltech Nanotecnologia Agro.

A nanomolécula (arbolina) é um biofertilizante capaz de aumentar a tolerância das plantas ao estresse provocado pela baixa disponibilidade de nutrientes e água, pela alta irradiância solar e temperatura em áreas desflorestadas, em estado de degradação. São condições desfavoráveis que tornam o processo de recuperação do solo mais desafiador e oneroso. O uso da nanotecnologia pode potencializar o crescimento de árvores no campo, na medida que intervém no processo fisiológico da planta. A arbolina, desenvolvida pela Krilltech, tem demostrado grande potencial para alterar as trocas gasosas, tornando a captura e o uso da luz pela planta mais eficientes.

“Vamos trabalhar em três frentes: primeiro, junto ao INPA, buscaremos entender como diferentes sistemas de plantio podem auxiliar no reflorestamento. Junto a Krilltech, saber como a arbolina pode influenciar no crescimento de espécies nativas da Amazônia. Por último, com a Treevia, tentar provar um meio de contabilizar o carbono sequestrado pela floresta. Esse projeto contribui para os esforços de recuperação da Amazônia”, afirma Alexandre Breda, gerente de Tecnologia de Baixo Carbono da Shell Brasil.

A arbolina será pulverizada em folhas de árvores cultivadas no sistema de plantio puro (somente com castanheiras), misto (castanheiras com outra árvore do bioma local) e sistema agroflorestal (castanheiras combinadas com outras espécies frutíferas, adubadoras, arbustos etc.).

Não existe um protocolo de seleção de espécies de árvores com potencial para gerar um setor de produção e que agregue emprego e renda na Amazônia. “O uso de produtos florestais certificados da Amazônia depende de escala de produção. Somente esses plantios em áreas desflorestadas e consideradas marginais são capazes de entregar esses resultados a partir do uso de tecnologias para o pequeno, médio e grande produtor do setor de produção”, explica coordenador do projeto do INPA, José Francisco de Carvalho Gonçalves.

Além avaliar os efeitos na produtividade e de monitorar o comportamento da castanheira em diferentes sistemas de plantio, o experimento controlado pretende medir os estoques de biomassa e acúmulo de carbono em áreas cultivadas com e sem a aplicação da arbolina. Um sensor irá mensurar, em tempo real, a circunferência das árvores e informará os estoques de carbono na biomassa e acima do solo.” Essa será a primeira vez que uma rede de sensores de crescimento florestal será instalada em todos os estados da Amazônia. Isso permitirá o monitoramento simultâneo em cada um deles, buscando entender qual o efeito que as mudanças climáticas possuem sobre o crescimento das florestas”, afirma Esthevan Gasparoto, engenheiro florestal e sócio-diretor da Treevia.

Esse ‘laboratório vivo’ vai permitir documentar a dinâmica da restauração florestal e compreender o potencial impacto da arbolina nos custos de projetos de reflorestamento, visando o mercado de créditos de carbono.

A área total destinada para os testes é de 100.00 m2, subdividida em sítios com tamanhos iguais de plantio localizados nos estados que constituem a Amazônia Legal: AC, AM, RO, RR, PA, AP, MA, TO, MT. A pesquisa iniciada em 2022 deve durar três anos. A Shell Brasil financia o projeto com recursos oriundos da cláusula PD&I da ANP, que estabelece que concessionárias destinem de 1% da receita bruta em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil.

Petrobras vai propor medidas adicionais no licenciamento no Amapá

Estrutura de resposta a emergência proposta pela companhia é a maior do país. Pedido de reconsideração inclui ampliação da base de tratamento de animais no Oiapoque.

A Petrobras vai protocolar, ainda nesta semana, pedido ao Ibama de reconsideração da decisão de indeferimento da licença ambiental para perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá, de acordo com procedimento previsto na regulação. A informação foi confirmada após reunião, nesta terça-feira (23/05), na Casa Civil com representantes dos ministérios de Meio Ambiente (MMA) e Minas e Energia (MME) e do Ibama, quando foram tratadas as ações necessárias para atender aos questionamentos do órgão ambiental.

A companhia defende que atendeu além dos requisitos previstos na legislação de referência ao processo de licitação do bloco FZA-M-059 e que cumpriu todas as exigências técnicas demandadas pelo Ibama para o projeto. A estrutura de resposta a emergência proposta pela companhia é a maior do país. Ainda assim, a Petrobras se prontifica a atender demandas adicionais porventura remanescentes.

É importante frisar que a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) é um instrumento de política sob responsabilidade compartilhada do MMA e do MME, de acordo com a portaria interministerial no 198/2012.

O bloco FZA-M-59, objeto do licenciamento ambiental em questão, foi adquirido na 11a Rodada de Licitações da ANP, realizada em maio de 2013. Na ocasião, o processo de outorga dos blocos ofertados foi subsidiado por pareceres do GT PEG- Grupo de Trabalho que contou com Ibama, ICMBIO e MMA, e considerou que o bloco FZA-M-59 estava apto a ser ofertado e licenciado, o que leva a concluir que os desafios sinalizados eram todos tecnicamente superáveis.

A partir da concessão por meio de licitação, a Petrobras possui o compromisso firmado com a ANP de realizar a perfuração de oito poços exploratórios na região do Amapá Águas Profundas, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, sendo que o indeferimento pela inviabilidade ambiental pode resultar em litígio e aplicação de multas, além de comprometer a avaliação do potencial da região, bem como a segurança energética e a própria transição energética justa e segura do país.

Nova medida

No pedido de reconsideração, a companhia se comprometerá a ampliar a base de estabilização de fauna no município de Oiapoque, no estado do Amapá. A unidade atuará em conjunto com o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD), já construído pela Petrobras em Belém (PA). Desse modo, na remota possibilidade de ocorrência de um acidente com vazamento, o atendimento à fauna poderá ser realizado nas duas localidades. A distância entre o Centro de Belém e o local da perfuração foi um dos temas de atenção destacados pelo órgão ambiental na sua avaliação do pleito de licenciamento.

A ampliação do atendimento à fauna pela base de Oiapoque se junta à proposta apresentada anteriormente que já incluía mais de 100 profissionais dedicados à proteção animal. Foram oferecidas 12 embarcações, sendo duas de prontidão ao lado da sonda para atuação em resposta a emergência e outras duas embarcações para atendimento de fauna com profissionais veterinários e equipadas com contêiners climatizados e equipamentos para estabilização de animais, todas permanentemente dedicadas à operação, que está prevista para durar cinco meses.

Além das embarcações, a Petrobras já comprometeu outros recursos, tais como cinco aeronaves que podem ser usadas para monitoramento e resgate, além de unidades de recepção de fauna. Essa estrutura de resposta a emergência é a maior dimensionada pela empresa no país, maior inclusive do que as existentes nas Bacias de Campos e Santos.

Reconhecida por sua capacidade técnica e pelo rigor na segurança de suas operações, nunca tendo registrado vazamento de óleo em operações de perfuração, a Petrobras se compromete a adotar as melhores práticas nas atividades de exploração e produção na Margem Equatorial brasileira, num modelo de vanguarda tecnológica que supera todos os projetos já realizados pela empresa, alinhadas com as novas diretrizes da companhia, com foco nas pessoas e prioridade para a sustentabilidade.

A empresa reitera que se colocou à disposição para receber e atender todas as novas solicitações do Ibama. Caso se confirme o indeferimento da licença, a sonda e os demais recursos mobilizados na região do bloco FZA-M-59 serão direcionados para atividades da companhia nas bacias da Região Sudeste.

Enauta encontra mais petróleo em área do campo de Atlanta

A Enauta encontrou petróleo em uma nova seção de reservatório.

A Enauta divulgou que havia confirmado óleo em uma nova seção do reservatório, denominada acumulação Atlanta NE, localizada na área do campo de Atlanta, que está atualmente em desenvolvimento. A acumulação está localizada a 2.644 metros de profundidade, menor que o reservatório em desenvolvimento.

A empresa que iniciou uma campanha de perfuração de três poços no final de 2022, concluiu agora a perfuração e perfilagem do poço 9-ATL-8DP, identificando petróleo com excelentes propriedades petrofísicas numa secção de 57 metros (profundidade medida) .

Enquanto o óleo NE de Atlanta foi originalmente identificado no poço 9-SHEL-19D-RJS, perfurado em 2006, o novo poço visava coletar dados adicionais da acumulação simultaneamente com a perfuração do poço de produção 7-ATL-7HA-RJS de Atlanta, que faz parte da campanha de seis poços produtores da Fase 1 de pleno desenvolvimento de Atlanta.

Segundo estimativas da Enauta, os recursos do NE de Atlanta ultrapassam 230 milhões de barris de óleo, porém a empresa realizará estudos adicionais para todo o seu potencial técnico-econômico, integração ao desenvolvimento contínuo do campo e adição de reservas certificadas de óleo de 158,9 milhões de barris (Reserva 2P), a partir do relatório de 31 de dezembro de 2022 emitido por Gaffney, Cline e Associates.

Além disso, a empresa comprou o FPSO OSX-2 para o Full Development System (FDS) de Atlanta no ano passado. Prevê-se que este FPSO, conhecido como FPSO Atlanta, que substituirá o FPSO Petrojarl I , esteja totalmente operacional em 2024. O FDS visa o primeiro óleo em meados de 2024 com uma capacidade de produção de 50.000 barris de óleo por dia, originalmente com seis poços conectados ao FPSO Atlanta, chegando a dez poços em 2029.

O campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que também detém 100% de participação neste ativo. Localizado no bloco BS-4, na Bacia de Santos , em lâmina d’água de 1.500 metros, o campo produz desde 2018 por meio do Sistema de Produção Antecipada (EPS) – composto por três poços conectados ao FPSO Petrojarl I.

Petrobras aproxima a venda de 22 campos terrestres e de águas rasas

A Petrobras, tem estado ocupada verificando todas as condições precedentes da lista para a venda de suas participações, cobrindo um conjunto de 22 concessões de campos terrestres e de águas rasas, em uma tentativa de fechar este negócio. Mais um passo nessa direção foi dado depois que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) concedeu à subsidiária 3R Petroleum Óleo e Gás a licença de operação de três campos.

A Petrobras divulgou no final de janeiro de 2022 que seu conselho de administração havia aprovado a venda de sua participação total (100%) em um conjunto de 22 concessões de campos terrestres e de águas rasas, juntamente com sua infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural, localizados na Bacia Potiguar , no estado do Rio Grande do Norte, denominados conjuntamente de  cluster Potiguar , para a 3R Potiguar, subsidiária integral da 3R Petroleum.

O valor total da venda foi de US$ 1,38 bilhão, sendo US$ 110 milhões pagos na data da assinatura do contrato de compra e venda; $ 1,04 bilhão no fechamento da transação; e $ 235 milhões que seriam pagos em quatro parcelas anuais de $ 58,75 milhões, a partir de 24 de março.

No entanto, o jogador brasileiro destacou que os valores não levariam em conta os ajustes devidos até o fechamento da operação, sujeitos ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essa venda faz parte da estratégia da Petrobras de concentrar seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas.

Em atualização a Petrobras revelou que o IBAMA emitiu a licença operacional em favor da 3R Potiguar para os campos de Ubarana , Ubarana Oeste e Cioba , que fazem parte do cluster Potiguar, SA Conforme explicado pelo gigante brasileiro , a licença era condição precedente para o fechamento da transação.

Em nota separada, a 3R Petroleum confirmou que a licença de operação referente aos campos de Ubarana, Ubarana Oeste e Cioba foi emitida pelo IBAMA em favor de sua subsidiária 3R Potiguar. Com isso, a empresa ressalta que cumpriu, juntamente com a Petrobras, todas as condições precedentes previstas no contrato de compra e venda do polo Potiguar.

Localizado no Rio Grande do Norte, o cluster Potiguar compreende três subclusters – Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana – totalizando 22 campos, sendo 3 concessões offshore e 19 onshore, e inclui acesso à infraestrutura para processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e descarga de petróleo e gás natural.

As concessões do subaglomerado Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré, no estado do Rio Grande do Norte. As demais concessões dos subaglomerados Canto do Amaro e Alto do Rodrigues são onshore.

Ibama emite licença operacional de campos no Polo Potiguar

A Petrobras informa que na útima sexta-feira (19/05) foi emitida pelo IBAMA a licença operacional referente aos campos Ubarana, Ubarana Oeste e Cioba, na bacia Potiguar, integrantes do Polo Potiguar, em favor da 3R Potiguar S.A.  A licença era condição precedente para o closing da transação.

Sobre o Polo Potiguar

O Polo Potiguar compreende três subpolos (Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana), totalizando 22 Campos, sendo 3 concessões marítimas e 19 concessões terrestres localizadas no Rio Grande do Norte, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural. As concessões do subpolo Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré-RN. As demais concessões dos subpolos Canto do Amaro e Alto do Rodrigues são terrestres.

FPSO Capixaba passará por reciclagem verde na Dinamarca

A SBM Offshore, concedeu à Modern American Recycling Services Europe (MARS) um contrato para desmantelamento e reciclagem verde de um de seus FPSOs.

O contrato inclui engenharia, preparação, desmontagem e reciclagem verde do FPSO Capixaba da SBM Offshore.

O FPSO Capixaba tem 362 metros de comprimento, com uma tonelagem de deslocamento leve de 54.656 Mt. Está ancorado em 1.350 metros de profundidade no campo de Cachalote, na Bacia de Campos, no litoral brasileiro.

Espera-se que o FPSO chegue ao estaleiro da MARS Europe no porto de Frederikshavn, na Dinamarca, no final deste ano ou no início de 2024.

“Estamos contentes que a SBM Offshore tenha escolhido aposentar e reciclar o FPSO Capixaba em nossa instalação de reciclagem verde aprovada pela UE no porto de Frederikshavn, em conformidade com todas as regras e regulamentos locais, nacionais e internacionais”, afirmou a MARS Europe .

Falando sobre outras novidades relacionadas à empresa, vale ressaltar que a SBM Offshore concluiu recentemente o financiamento do projeto de um FPSO destinado a operar no campo de Búzios, no Brasil, no valor total de US$ 1,63 bilhão, garantido por um consórcio de 13 bancos internacionais.

Esta deve ser a maior unidade produtora de petróleo operando offshore no Brasil e uma das maiores do mundo, com base em dados anteriores. O FPSO funcionará para a Petrobras.

Petrobras informa sobre licenciamento do bloco FZA-M-59 no Amapá

A Petrobras recebeu com surpresa a notícia de indeferimento do processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59 em Amapá Águas Profundas e informa que ainda não foi notificada oficialmente. A companhia continuará buscando essa licença e exercerá seu direito de pedir reconsideração em âmbito administrativo.

A Petrobras reitera que atendeu rigorosamente todos os requisitos do processo de licenciamento e todos os recursos mobilizados no Amapá e no Pará para a realização da Avaliação Pré-Operacional (simulado para testar os planos de resposta à emergência) foram feitos estritamente em atendimento a decisões e aprovações do Ibama.

O desenvolvimento deste bloco é um compromisso assumido pela Petrobras perante a ANP, que incorre em multa contratual se não for realizado.

A companhia segue comprometida com o desenvolvimento da Margem Equatorial brasileira, reconhecendo a importância de novas fronteiras para assegurar a segurança energética do país e os recursos necessários para a transição energética justa e sustentável. Para suprir a demanda futura do Brasil por petróleo, o país terá de procurar novas fontes, além do pré-sal.

Neste sentido, a Petrobras está empenhando esforços para obtenção da licença de perfuração na Bacia Potiguar, conforme planejamento previsto no seu Plano Estratégico 2023-27, assim como a execução dos projetos de exploração previstos no Brasil e no exterior. Diante da confirmação da decisão noticiada, a sonda e os demais recursos mobilizados na região do bloco FZA-M-59 serão direcionados, nos próximos dias, para atividades da companhia nas bacias da região Sudeste.

Com essa decisão, o país abre mão do direito de confirmar potencial que poderia contribuir para o desenvolvimento econômico e social das regiões Norte e Nordeste do país.

A Petrobras afirma, uma vez mais, que a perfuração de poço objeto deste licenciamento está localizado a uma distância de 175 quilômetros da costa do Amapá e a mais de 500 quilômetros de distância da foz do rio Amazonas.

Histórico
Diferentemente do que está colocado na decisão do Ibama, a Petrobras reforça os aspectos técnicos que corroboram a conduta e o posicionamento da empresa neste processo de licenciamento:

1 – As condições colocadas originalmente pelo Ibama foram plenamente atendidas.
Em 2020, quando a Petrobras assumiu a operação do bloco pela BP Energy, o IBAMA estabeleceu como condição para a continuidade do processo de licenciamento ambiental a manutenção das premissas já aprovadas e a assunção de todos os compromissos definidos até aquele momento, a saber: (i) Aeroporto de Oiapoque como base aérea; (ii) Porto de Belém como base logística; (iii) Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD) em Belém. Dentro destes compromissos, a companhia reformou o Aeroporto de Oiapoque e construiu o CRD no local aprovado pelo Ibama.

Em setembro de 2022, o Ibama sinalizou que a única pendência para a realização da Avaliação Pré-Operacional seria a apresentação da licença de operação do Centro de Reabilitação de Fauna em Belém e as vistorias da sonda de perfuração e embarcações de apoio.

2 – Estudos técnicos ratificam que não há possibilidade de, em caso remoto de vazamento, do óleo chegar à costa.
Em janeiro de 2023, o órgão ambiental ratificou a aprovação da modelagem de dispersão de óleo elaborada pela empresa, realizada com base no Termo de Referência emitido pelo Ibama. Tal modelagem indica não haver probabilidade de toque de óleo na costa brasileira.

3 – O Ibama já reconheceu que não há embasamento legal para cobrar a realização da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) como condição para emissão da licença de operação para perfuração.
No parecer do Ibama de janeiro de 2023, o órgão informou que “não há instrumentos jurídicos para justificar a recomendação de não emissão de licenças ambientais de perfuração exploratória até que seja realizada uma avaliação ambiental estratégica – como a AAAS.”

4 – O Ibama afirmou, em parecer técnico, que o plano da Petrobras para resposta à emergência é robusto.
Em 15/02/23, a equipe técnica do Ibama afirmou que “O plano de emergência conceitual para a atividade de perfuração do Bloco FZA-M-59 apresenta-se alinhado com as solicitações da equipe técnica. Demonstra ter opções de ferramentas, comunicação/ articulação prévia com países potencialmente afetados e opções de técnicas de resposta adequadas aos cenários acidentais previstos.”

5 – O Ibama vistoriou e aprovou o Centro de Despetrolização e Reabilitação de Fauna de Belém em fevereiro de 2023
O tempo de resposta para atendimento à fauna, em caso de vazamento, atende aos requisitos estabelecidos no Manual de Boas Práticas para manejo de fauna atingida por óleo do Ibama. A Petrobras também disponibilizou embarcações de velocidade para reduzir o tempo de atendimento.

6 – A licença em questão se restringe à perfuração de poço com o objetivo de verificar a existência ou não de jazida petrolífera na Margem Equatorial
O processo de licenciamento do bloco FZA-M-59 seguiu todo o rito definido em legislações federais, sobretudo a Portaria MMA nº 422/2011, que dispõe sobre procedimentos para o licenciamento ambiental federal de atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. De acordo com esta Portaria, o licenciamento é realizado por atividade, a saber, sísmica, perfuração e produção, não sendo prevista a antecipação da avaliação de impactos de atividades futuras no licenciamento em questão (atividade de perfuração).

Portanto, somente após a perfuração desse poço, se confirmará o potencial do ativo, a existência e o perfil de eventual jazida. A Petrobras pleiteou apenas a licença para atividade de perfuração do poço e para isso apresentou todos os estudos e projetos necessários. Em caso de confirmação do potencial da reserva, outro processo de licenciamento será realizado.

Por fim, a Petrobras foi surpreendida pelo indeferimento do Ibama, sem sequer permitir a realização do simulado para a avaliação em campo da efetividade dos planos de resposta apresentados pela Petrobras.