Br.Digital oferece conectividade de qualidade à plataforma de petróleo em distância recorde

Conexão para plataforma da PRIO promovida pela associada da TelComp é de 182 quilômetros, sem interferências


A Br.Digital, empresa associada à TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), conseguiu um feito inédito no Brasil: fazer uma conexão de enlace de rádio a 182 quilômetros de distância, sem interferência. O projeto foi desenvolvido para a PRIO, maior empresa independente de óleo e gás do Brasil e especialista em recuperação de campos maduros.

 

A conexão é feita entre o Pico da Caledônia, na cidade de Nova Friburgo, e a plataforma petrolífera fixa Campo de Polvo, da PRIO, localizada a 100 quilômetros de Cabo Frio, na costa do Rio de Janeiro. A nova conectividade permitiu que a plataforma saltasse de uma velocidade de internet de 50 mega para 250 mega.

 

O número pode parecer pequeno quando comparado aos planos residenciais oferecidos pelos provedores de internet, mas, diante dos desafios de conectar uma estrutura do tamanho de uma plataforma de petróleo localizada a essa distância, é um grande ganho para o empreendimento. O projeto entrou em operação em janeiro de 2023.

 

Esse é um dos maiores enlaces de rádio sobre águas do mundo. O grande desafio do projeto foi fazer estudo para encontrar o melhor local, capaz de permitir essa transmissão, superando as possíveis falhas causadas pela curvatura da Terra, sem interferência. A altitude do Pico da Caledônia, com 2.200 metros, em Friburgo, compensou essa questão física e geográfica. O parceiro para a construção do equipamento foi a empresa israelense Ceragon. 

 

No Pico da Caledônia, foram instalados dois rádios de micro-ondas com diâmetro de 1.2 e 2.4 operando na frequência de 6GHZ. O principal está instalado na torre com 37 metros de altura e o rádio de diversidade com altura de 25 metros. Também foi instalado um abrigo refrigerado com monitoramento remoto de temperatura e umidade, energia estabilizada e banco de bateria com capacidade de carga de 12 horas, além de redundância de um gerador de energia.

 

Segundo Luiz Henrique Barbosa da Silva, presidente executivo da TelComp, é muito gratificante ter a BR.Digital entre suas associadas, realizando um projeto tão complexo.  “A missão da TelComp é fortalecer a competição, promover o desenvolvimento digital e fomentar soluções inovadoras para os negócios brasileiros, a BR.Digital se encaixa perfeitamente na nossa proposta e prova que as competitivas têm muito a contribuir para o desenvolvimento do setor”, reflete Barbosa.

 

Ao todo, foram seis meses de trabalho, desde o início dos estudos, passando pela fabricação do equipamento em Tel Aviv, até a ativação. “O equipamento foi feito de maneira customizada, atendendo às necessidades de frequência e potência da conexão com a plataforma. O processo de instalação foi bem complexo, tendo em vista que dependíamos de boas condições climáticas para trabalhar e com helicópteros fazendo o transporte das peças”, detalha Vander Furmaniak, VP comercial da Br.Digital. O acesso ao local inclui uma escadaria com 600 degraus.

 

Até então, a plataforma era atendida por conexão por satélites, que têm baixa velocidade e alta latência na transmissão de dados. Isso impossibilita a realização de questões simples do dia a dia, como fazer uma chamada de vídeo.

 

“Eles estão conseguindo colocar novas inteligências embarcadas em cima da disponibilidade da conexão que foi criada, trazendo mais eficiência à gestão e facilitando a comunicação entre a sede da empresa, no Rio, e a plataforma. Também foi permitido a conexão por vídeo e redes privativas para IoT. Além disso, parte da conexão é ofertada aos funcionários para que possam se comunicar com seus familiares, o que antes era mais difícil”, acrescenta Furmaniak.

 

A conexão acontece da seguinte forma: duas rotas de fibra óptica saem da sede da PRIO, na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, até o POP na cidade de Nova Friburgo. De lá, a conexão segue por fibra óptica e rádio até o POP instalado no Pico da Caledônia para então serem transmitidas por enlaces de rádio até a plataforma.

 

“O aumento na velocidade de transmissão de dados impacta muito na rotina e na eficiência da operação offshore. Esse incremento, permitiu que o contato com quem está no onshore aconteça sem oscilações, de forma instantânea, inclusive, compartilhando telas, imagens e apresentações. Além disso, também contribuiu muito para o bem-estar da tripulação, agilizando a comunicação com quem está no continente e, também, oferecendo mais qualidade ao acessar as plataformas de streaming”, conta Diogo Cunha, coordenador de tecnologia da informação da PRIO.

 

O executivo da petroleira ainda destaca que esse também foi um projeto desafiador para a companhia, já que encontrar um fornecedor que entregasse a iniciativa completa não foi tarefa fácil. Cunha reforça que o esforço valeu a pena e que a PRIO já estuda ampliar esse modelo de conexão para outros ativos.

 

O projeto gerou um ganho enorme para PRIO, que hoje possui 2 ativos offshore, Plataforma de Polvo e FPSO de Bravo, utilizando do enlace e tem planos para adicionar mais um ativo no enlace, a Sonda King Maker. Tudo isso gerou um ganho na comunicação entre as unidades e terra.

 

Para realizar o projeto, foram envolvidos cerca de 20 profissionais, entre as equipes da Br.Digital e da Ceragon. Os técnicos precisam de certificações específicas para trabalhar em altitude e com a parte elétrica do projeto. A área do Pico da Caledônia é controlada pela Marinha, que exige uma série de certificações para realizar o trabalho. Parte da equipe foi embarcada na plataforma e passou por treinamentos específicos para atuar em casos de emergência.

 

Furmaniak explica que, além do grande desafio técnico do projeto, foram enfrentados desafios pessoais dos profissionais envolvidos. “O embarque na plataforma durou três semanas, é um processo complexo. Nosso time trabalhou de forma bem ágil e assertiva para não haver falhas ou atrasos. Na época da instalação, a PetroRio estava seguindo protocolos de combate à Covid, que incluíam o isolamento por até 15 dias da equipe que seguiria para a plataforma”, explica o executivo.

 

A experiência deu tão certo que a Br.Digital está desenvolvendo outros dois projetos de conexão para outras plataformas marítimas, com distâncias que passam dos 200 quilômetros da costa marítima. O novo projeto é mais complexo, pois a plataforma é flutuante e as antenas são programadas para não derrubar o sinal do rádio enlace. A previsão é que esse novo projeto esteja em funcionamento no segundo semestre deste ano.

Petrobras descobre hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras descobriu hidrocarbonetos em um poço exploratório no bloco Aram, no pré-sal da Bacia de Santos.

O poço 3-BRSA-1387D-SPS está localizado a 260 quilômetros da cidade de Santos-SP, em lâmina d’água de 1.979 metros.

Segundo a Petrobras, o poço está sendo perfurado e o intervalo portador de óleo foi verificado por meio de perfis elétricos e amostras de fluidos, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises laboratoriais.

Espera-se que os dados permitam avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área.

A gigante brasileira de petróleo e gás também destacou que o consórcio continuará as operações para concluir a perfuração do poço até a profundidade esperada e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados.

“O bloco Aram constitui um importante ativo para explorar o potencial remanescente do pré-sal, principalmente na bacia de Santos. Além disso, o poço apresentou um fluido de excelente qualidade, confirmando os baixos níveis de contaminantes. Essa descoberta amplia as possibilidades de expansão da jazida descoberta pelo poço pioneiro 1-BRSA-1381-SPS, neste bloco”, afirmou a Petrobras.

O bloco Aram foi adquirido em março de 2020, na sexta rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob o regime de Partilha de Produção, tendo a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) como gestora.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 80% de participação, em parceria com a CNPC, que detém os 20% restantes.

FPSO Cidade de Itajaí reinicia produção após manutenção prolongada

A Karoon Energy reiniciou a produção de ativos conectados ao FPSO  Cidade de Itajaí, após trabalhos de manutenção.

A Karoon interrompeu a produção de Baúna, inclusive do  campo de Patola , em 28 de março devido a um incidente de perda de contenção associado ao flare de alta pressão no FPSO  Cidade de Itajaí .

Depois que o operador do FPSO, Altera e Ocyan, mobilizou uma equipe de especialistas para o FPSO para identificar a origem do vazamento e realizar os reparos, eles foram concluídos em 30 de março. No entanto, a Karoon estendeu o desligamento para realizar uma inspeção completa e testar os sistemas associados e antecipar parte do programa de manutenção planejado para julho.

A empresa anunciou agora que a produção de sua licença de produção BM-S-40 100% própria e operada foi reiniciada em 9 de maio, após a conclusão dos trabalhos de manutenção no Trem 1 dos dois trens de produção no Cidade de Itajaí.

A produção do Trem 2 foi reiniciada em 11 de maio, após um aumento gradual planejado do Trem 1 e a conclusão dos trabalhos de manutenção do Trem 2.

Atualmente, a produção do BM-S-40 está acima de 32.000 bopd de seis dos sete poços de produção, incluindo os dois poços de Patola, com as taxas diárias continuando a aumentar. A Karoon tem como meta taxas de pico acima de 40.000 bopd na próxima semana, representando uma produção elevada após o fechamento.

De acordo com a empresa, espera-se que a produção caia para uma taxa estabilizada de aproximadamente 33.000 – 35.000 bopd dentro de algumas semanas antes de entrar em uma fase de declínio natural mais gradual até o ano fiscal de 2024 e além.

A parada anual de manutenção ainda está prevista para julho, porém, o escopo e o cronograma estão sendo analisados ​​para determinar se pode ser adiado, dados os trabalhos já realizados.

Shell Energy amplia oferta de gás com contratos flexíveis e simplificados

Acordo oferece agilidade e customização da oferta, em modelo inovador para o mercado.

A Shell Energy – marca da Shell responsável por produtos de eletricidade, gás natural, energia renovável e produtos ambientais – amplia a oferta flexível de gás no Brasil com acordos spot de curto e médio prazo e contratação ágil. O modelo foi lançado pela Shell Energy no Brasil, proporcionando maior dinamismo ao mercado, com possibilidade de customização e fornecimento em até um dia. A Shell é a maior produtora privada de gás natural do país.

A simplificação começa já na contratação, que é feita com base no Master Sales Agreement – formato de contrato desenvolvido dentro da Shell a partir do conhecimento acumulado pela empresa em outros mercados e adaptado à realidade brasileira. Minutas padrão para fornecimento de gás são prática comum em muitos países, mas ainda são novidade no Brasil – o que é esperado, já que a abertura do mercado é recente no país. “Com base em nossa experiência global e amplo conhecimento do mercado local, pudemos elaborar um contrato simples, seguro e flexível, que reflete as condições do Brasil”, explica Carolina Bunting, gerente de vendas e originação da Shell Energy Brasil.

No Master Sales Agreement, as condições contratuais são pré-definidas, dependendo apenas de informações como volume, preço e prazo, que podem ser negociadas entre as partes. Isto possibilita uma transação mais simples e dinâmica, em apenas uma página, e no dia seguinte a Shell já pode começar a entregar o gás.

Além da contratação simplificada, o fornecimento spot pode ser negociado para curto ou médio prazo, oferecendo flexibilidade aos consumidores. Interruptíveis, os contratos spot podem ser uma boa solução para clientes com necessidade pontual ou de curto período. “Os contratos spot refletem a solidez e as oportunidades do Novo Mercado de Gás no Brasil, que entrou em vigor há pouco mais de um ano e já se converte em novas e mais ofertas ao consumidor – inclusive aos consumidores de menor porte, que agora têm espaço para negociar ofertas adequadas às suas necessidades”, explica Bunting. “A Shell foi pioneira no fornecimento spot e vemos que o modelo inspirou outras empresas. Isto é ótimo, pois o mercado precisa de competitividade e maior utilização dos ativos existentes para que o preço se torne ainda mais acessível aos consumidores”, finaliza a executiva.

Lançada no Brasil como comercializadora de energia em 2017 e como marca em 2021, a Shell Energy se destaca pelo pioneirismo. Foi a primeira empresa privada a firmar abastecimento a distribuidora estadual e fechou acordos pioneiros de transporte e fornecimento, ainda em 2021.

Sobre a Shell Brasil e Shell Energy Brasil:
Há 110 anos país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis.

Em 2021, lançou no país a marca Shell Energy para clientes empresariais no ambiente de comercialização livre. A marca incorpora produtos de eletricidade, gás natural, energia renovável e produtos ambientais, com foco no desenvolvimento de soluções para a jornada de descarbonização dos clientes. A comercializadora, Shell Energy Brasil, atua no país desde 2017.

A distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil.

A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Petrobras faz primeira seleção gerencial voltada para grupos sub-representados

Processo seletivo que preencherá posição de gerente setorial é exclusivo para pessoa preta ou parda, mulher, pessoa com deficiência (PCD) ou LGBTQIA+

A Petrobras deu um passo relevante na construção de uma empresa mais diversa e inclusiva. A companhia acaba de criar a gerência setorial de Diversidade, Equidade e Inclusão e, para preencher a função, fará, pela primeira vez, um processo seletivo interno exclusivamente para pessoas de grupos sub-representados: mulher, pessoa preta ou parda, pessoa com deficiência/PCD ou LGBTQIA+. Estarão aptos a participar empregados/as concursados/as com graduação em qualquer área e que preencham um desses requisitos. Outros itens como formações e experiências nas temáticas da diversidade contarão pontos para os/as candidatos/as.

“Essa iniciativa é a demonstração do nosso compromisso com a promoção da diversidade e equidade em nosso ambiente de trabalho. Mais que simbólica, a medida reflete um novo tempo em que as pessoas estão no centro das nossas decisões. Acreditamos que a representatividade é um valor fundamental para a construção de uma empresa mais justa e igualitária, que, sem dúvida, refletirá no sucesso dos nossos negócios”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

A medida integra uma série de ações que a Petrobras vem adotando para melhorar as condições e relações de trabalho de empregados/as – além de ampliar o processo de escuta e diálogo interno. Entre outras iniciativas, a empresa realizará, entre maio e junho, uma pesquisa de engajamento, para ampliar a escuta. O diagnóstico balizará ações de melhoria no clima organizacional.

A Petrobras também vem realizando uma série de ações voltadas para prevenção e combate ao assédio, incluindo um serviço de atendimento psicológico 24h para acolhimento e orientação. Recentemente, a empresa aprovou a possibilidade de teletrabalho de cinco dias da semana para os/as empregados/as com deficiência com registro na companhia.

Confira as medidas para melhorar o ambiente de trabalho da Petrobras:
1º de maio: conheça oito novas medidas para melhorar o ambiente dos empregados da Petrobras

Petrobras informa sobre Braskem

Petrobras informa que não está conduzindo nenhuma estruturação de operação de venda no mercado privado e que não houve qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem mencionadas na matéria.

Nesse sentido, a Companhia esclarece que decisões sobre investimentos e desinvestimentos são pautadas em análises criteriosas e estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis.

Shell e Petrobras contratam navios-sonda da Noble

A Noble Corporation fechou contratos com a Shell e a Petrobras, respectivamente, para dois de seus navios-sonda de 7ª geração.

A Shell contratou a Noble Voyager para perfurar um poço de exploração em águas profundas na costa da Mauritânia. O navio-sonda está atualmente operando para a offshore do México.

O novo contrato tem uma duração estimada de 60 dias a uma taxa diária não divulgada, inclui taxas de mobilização e desmobilização e inclui opções para estender a duração em até 24 meses adicionais.

De acordo com Noble, espera-se que as atividades comecem na continuação do contrato atual do navio-sonda com a Shell.

Além disso, a Petrobras assinou um contrato de longo prazo para o navio de perfuração de águas ultraprofundas Noble Faye Kozack para operações nos campos BM-S-11 e Tupi offshore no Brasil. O navio de perfuração está atualmente operando no Golfo do México dos EUA.

O contrato tem duração firme de dois anos e meio, com início previsto para o quarto trimestre do ano. Está avaliado em aproximadamente US$ 500 milhões, incluindo uma taxa de mobilização e serviços adicionais fornecidos.

“Estamos muito satisfeitos por ter garantido este contrato, que verá um navio de perfuração da Noble reentrar nas águas brasileiras e marca nossa primeira colaboração com a Petrobras em muitos anos”, disse Robert Eifler , presidente e CEO da Noble Corporation.

“O Brasil é um dos mercados de águas profundas mais empolgantes do mundo atualmente, principalmente devido aos planos ambiciosos da Petrobras de desenvolver ainda mais o fornecimento de hidrocarbonetos brasileiros. Estamos ansiosos para entregar operações seguras e eficientes neste escopo de trabalho de longo prazo.”

No início deste mês, a Noble Corporation informou que havia conquistado novos contratos e extensões para várias plataformas na Guiana, Colômbia, no Golfo do México dos EUA e no offshore de Sarawak, na Malásia.

Graças aos novos negócios totalizando US$ 1,1 bilhão, garantidos nos últimos três meses, a carteira de pedidos total da Noble aumentou para US$ 4,6 bilhões, de US$ 3,9 bilhões em 31 de dezembro de 2022.

A receita de serviços de perfuração contratada da empresa para o 1T 2023 totalizou US$ 575 milhões devido à menor utilização, em comparação com US$ 586 milhões no quarto trimestre de 2022 e US$ 195 milhões no 1T 2022.

Descalzi permanece CEO da Eni pelo quarto mandato

O Conselho de Administração da gigante energética italiana Eni nomeou Claudio Descalzi como Chief Executive Officer (CEO) para seu quarto mandato e nomeou os membros dos comitês do conselho.

Nesta função, Descalzi é responsável pela gestão da empresa, com exceção de responsabilidades específicas que são reservadas ao Conselho de Administração e aquelas que não são delegáveis ​​de acordo com a legislação em vigor.

O Conselho também confirmou o papel central do Presidente, Giuseppe Zafarana, no sistema de controles internos, atribuindo-lhe, especificamente, a gestão do relacionamento do Chefe de Auditoria Interna com o Conselho de Administração.

Além disso, o Presidente exercerá suas funções estatutárias como representante legal, gerenciando, em particular, as relações institucionais da empresa na Itália, juntamente com o CEO.

O Conselho de Administração, conforme recomendado pelo Código de Governança Corporativa, também nomeou o Comitê de Controle e Riscos, Comitê de Remuneração, Comitê de Nomeação e Comitê de Sustentabilidade e Cenários.

Descalzi foi nomeado CEO da Eni em maio de 2014. Ele começou sua carreira na Eni em 1981 como engenheiro de petróleo e gás e, em seguida, gerente de projetos para o desenvolvimento das áreas do Mar do Norte, Congo e Nigéria. Em 1990, ele se tornou o chefe de reservatórios e atividades operacionais da Itália.

Depois de ter desempenhado diferentes funções na empresa, foi nomeado vice-chefe de operações da divisão de exploração e produção da Eni em 2005, enquanto entre 2006 e 2014 foi nomeado presidente da Assomineraria.

Entretanto, entre 2008 e 2014, tornou-se COO da divisão de exploração e produção da Eni e de 2010 a 2014 foi presidente da Eni UK.

Oxygea abre inscrições de seu primeiro programa de aceleração para startups

Focado em impulsionar startups dedicadas à sustentabilidade e transformação digital na indústria, investimento pode chegar a R$1,5 milhão para cada uma das selecionadas ao fim do programa

A Oxygea, veículo de Corporate Venture Capital, Venture Building e aceleração de startups criada a partir da estratégia de inovação da Braskem, lança seu primeiro programa de aceleração e investimentos. O Oxygea Labs busca startups que já tenham seu produto validado e apresentem soluções transformadoras em neutralidade de carbono, economia circular, energia renovável, novos materiais e transformação digital, abrangendo Smart Factory, Analytics e Big Data. O programa apresenta uma estratégia diferenciada, pois se concentra em potencializar as startups para possíveis investimentos. 

Serão selecionadas até 8 startups para participar do Oxygea Labs, as quais recebem um incentivo, vinculado à participação, de R$100.000,00 cada. Ao final do programa, a Oxygea pode investir R$1.500.000, por meio de um mútuo conversível em participação societária, naquelas startups melhor avaliadas pelo time de investimento.  

Diferenciais: 

Com uma estrutura independente e 100% dedicada, a Oxygea está mais próxima e conectada ao ecossistema, entregando uma jornada centrada nos founders e seus negócios, atenuando algumas das assimetrias naturais na relação entre startups e grandes corporações. As selecionadas contam com apoio de áreas especializadas, como tecnologia, jurídico, gestão de pessoas, finanças e marketing, bem como acesso à rede Cubo para startups. Além disso, recebem acompanhamento individual do time de Portfólio da Oxygea e da consultoria de inovação corporativa ACE Cortex, garantindo as melhores condições para os empreendedores entenderem e solucionarem as dores e dificuldades do seu empreendimento durante o programa.

No cronograma, estão previstos ao menos 4 encontros presenciais com nomes de peso do ecossistema de inovação brasileiro, bem como mentorias individuais com profissionais especializados para endereçar as dores específicas de cada startup. As participantes também podem obter benefícios da rede de parceiros da Oxygea e ser incluídas em eventos do ecossistema de inovação do Brasil, possibilitando a visibilidade e relacionamento com potenciais clientes e investidores.

A ACE Cortex também disponibiliza dois Community Managers para apoiar na execução do programa. “Acreditamos que o empreendedorismo é uma das principais alavancas de transformação da sociedade, assim como a inovação potencializa a performance e perenidade dos negócios. Neste sentido, juntamente com o time da Oxygea, vamos potencializar startups com times com foco no crescimento dessas empresas, geração de impacto e resultados reais”, disse Luís Gustavo Lima, CEO da ACE Cortex.

Para o CEO da Oxygea, Artur Faria, “Nós temos nas mãos a responsabilidade de promover a sustentabilidade e a transformação na indústria. Por isso, comprometemos 150 milhões de dólares nos próximos 5 anos em programas que atuam em estágios de maturidade distintos das startups. Acreditamos que a aceleração focada no valor para os empreendedores tem papel-chave para proporcionar oportunidades de crescimento para estes negócios”.

Com parcerias com marcas como Abstartups, Cubo, Abvcap, DISTRITO, TouchDown Ventures, Latitud, We Impact, Instituto Caldeira, Cazoolo, entre outras, o Oxygea Labs herda o legado do Braskem Labs, programa oferecido entre 2015-2022, responsável por acelerar 132 startups focadas em impacto. “Aprendemos com um programa corporativo de sucesso e agora criamos um modelo com o olhar de investidores, capaz de trazer maior proximidade, flexibilidade e agilidade junto aos participantes”, finaliza o CEO da Oxygea.

Prazos de inscrição para startups

As startups interessadas devem se inscrever através deste link e responder ao formulário de inscrição. A seleção conta com 4 etapas e o prazo limite para se inscrever é 25 de maio de 2023.

Sobre a Oxygea 

A Oxygea é um veículo de Corporate Venture Capital,  Venture Building e Aceleração de startups dedicado a impulsionar negócios com foco em sustentabilidade e transformação digital na indústria. A Oxygea nasce  da estratégia de inovação da Braskem, mas atua com operação independente. A organização deve investir US$150 milhões – sendo 100 milhões para CVC e 50 milhões para aceleração e venture building –  em startups com foco em neutralidade de carbono, economia circular, energia renovável, novos materiais e transformação digital, abrangendo Smart Factory, Analytics e Big Data. Além do capital investido, a iniciativa  oferece maior proximidade, com uma estrutura 100% dedicada ao portfólio para facilitar conexões com o ecossistema de inovação, mentores (como cientistas e PhDs), clientes, fornecedores e investidores. 

Petrobras obtém lucro líquido de R$ 38,2 bilhões no 1º trimestre de 2023

Retorno para sociedade: investimentos da companhia totalizam US$ 2,5 bilhões, pagamento em tributos soma R$ 62,6 bilhões e dividendos para União já pagos chegam a R$ 8 bilhões, no período.

A Petrobras atingiu resultados financeiros expressivos no 1º trimestre de 2023 (1T23), apresentando um lucro líquido de R$ 38,2 bilhões e o quarto maior EBITDA recorrente da sua história, de US$ 14,3 bilhões (R$74,5 bilhões). O nível de alavancagem da companhia segue saudável e a relação Endividamento Líquido / EBITDA ajustado foi de 0,58x, a melhor marca da companhia desde 2010.

A Petrobras também apresentou uma consistente geração de caixa no trimestre, com Fluxo de Caixa Operacional (FCO) atingindo a marca de R$ 53,8 bilhões. Esses dados estão no Relatório de Desempenho Financeiro do 1T23, divulgado na quinta-feira (11/05).

O lucro líquido recorrente de R$ 37,7 bilhões foi menor do que o do 4T22 (R$ 42,9 bilhões), o que se justifica principalmente pela desvalorização do preço do petróleo (Brent). Em 31 de março, a dívida bruta alcançou US$ 53,3 bilhões, uma queda de 0,8% em comparação com o fim do ano passado, atingindo o menor nível desde 2010. A dívida líquida atingiu US$ 37,6 bilhões, uma queda de 9,5% em comparação com dezembro de 2022.

Retorno para sociedade

No primeiro trimestre de 2023, a companhia pagou R$ 8 bilhões em dividendos para União referente à segunda parcela dos dividendos aprovados no terceiro trimestre de 2022.

E agora aprovou um novo valor de remuneração ao acionista referente aos resultados do 1T23 em função do baixo nível do endividamento bruto, a elevada geração de caixa e a sólida liquidez, no montante de R$ 1,89 por ação ordinária e preferencial, de acordo com sua política de remuneração aos acionistas, sendo 36,61% para o Grupo de Controle. Portanto, do total aprovado, R$ 9 bilhões serão destinados à União*, acionista majoritário da companhia.

Durante o 1 º Trimestre de 2023, foram feitos investimentos significativos que somam US$ 2,5 bilhões.  No segmento de Exploração e Produção, os investimentos totalizaram US$ 2 bilhões, 49% acima do 1T22, devido ao desenvolvimento dos grandes projetos que sustentarão a curva de produção de petróleo e gás dos próximos anos, em especial pela construção e integração de novas unidades de produção, além da ampliação dos investimentos na revitalização de Marlim. No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, os investimentos totalizaram US$ 340 milhões com destaque para paradas programadas de refinarias, investimentos em malha logística e unidade de utilidades do GASLUB. No segmento Gás e Energia, os investimentos totalizaram US$ 33 milhões no período, com destaque para unidades de processamento de gás natural.

Soma-se aos dividendos e aos investimentos, o pagamento de R$ 62,6 bilhões em tributos para União e entes estaduais e municipais.

“Os resultados nestes 100 dias iniciais da nossa gestão nos deixam extremamente otimistas em relação ao futuro. Vamos seguir construindo uma Petrobras sólida, competitiva e sustentável, sintonizada com as demandas da sociedade, erguendo novas pontes e alavancando novos investimentos para o país”, destaca o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Novos mercados

A Petrobras vem constantemente buscando oportunidades globais e o desenvolvimento de novos clientes, o que foi decisivo para que a companhia também alterasse o fluxo de suas exportações de petróleo, maximizando a geração de valor nas suas vendas.  No 1T23, a Petrobras expandiu suas vendas de correntes de óleo de Mero, Sururu, Búzios e Tupi, conquistando novos clientes na Europa e nos EUA.

Resultados operacionais

Conforme divulgado anteriormente no seu relatório de produção e vendas, a Petrobras bateu recorde de produção no pré-sal com 2,13 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em fevereiro e média de 2,05 milhões de boed no primeiro trimestre do ano. Neste período, o navio plataforma Guanabara, instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou sua capacidade máxima de produção, com a marca de 179 mil barris de petróleo por dia (bpd) e a plataforma P-71 teve sua produção antecipada em relação a data prevista no PE 2023-27, também no pré-sal da Bacia de Santos. Essas conquistas e a maior eficiência das demais plataformas permitiram crescer em 1,1% a produção da Petrobras em relação ao último trimestre do ano passado.

No segmento de combustíveis, a companhia obteve elevado rendimento de derivados médios no período, com diesel, gasolina e QAV, atingindo 67% de participação na produção total. Esses derivados possuem alto valor agregado.

Outros marcos significativos foram obtidos nos últimos dias. No último domingo (07/05), o FPSO Anna Nery entrou em produção. A unidade tem capacidade para produzir até 70 mil barris de óleo e processar 4 milhões de m³ de gás, tudo isso diariamente. No final de abril, o navio-plataforma Anita Garibaldi, que tem capacidade de produzir até 80 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar até 7 milhões de m3 de gás/dia, saiu para a locação. Ambas as unidades fazem parte do projeto de revitalização dos dois campos de Marlim e Voador, na Bacia de Campos. O FPSO Almirante Barroso já se encontra na locação, no Campo de Búzios, com previsão de entrada em operação no 2T23.