Construção de FPSO com destino ao Brasil começa em estaleiro chinês

A construtora naval chinesa COSCO Shipping Offshore Engineering realizou uma cerimônia em Qidong para a construção de uma embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO), destinada a trabalhar para a Petrobras na área do pré-sal da Bacia de Santos.

A empresa chinesa diz que realizou a cerimônia de inauguração do FPSO P-82 , que descreve como “o maior projeto FPSO do mundo”. De acordo com a empresa, a cerimônia contou com a presença de chefes relevantes e membros da equipe de projeto da Sembcorp Marine de Cingapura, ABS Classification Society, COSCO Shipping Heavy Industries Operation Center e Qidong COSCO Shipping Offshore.

Além disso, a COSCO Shipping Offshore explica que o FPSO P-82 tem um comprimento total de 360 ​​metros, uma boca de 60 metros, uma profundidade de 34,3 metros e um peso total de mais de 8.160 toneladas de estrutura de aço do casco, tornando-o o maior Projeto FPSO até o momento.

Ao explicar que este é o primeiro projeto sob um novo modelo entre BPA, Sembcorp Marine e COSCO Shipping Offshore em Qidong, a empresa destaca que o FPSO tem uma capacidade projetada de armazenamento de 22,5 milhões de barris e conectará 7 poços equipados com captura de CO2 e geologia tecnologia de armazenamento (CCUS) usando ancoragem divergente.

No entanto, quando a Petrobras assinou um contrato com a Sembcorp Marine Rigs & Floaters para a construção do FPSO P-82 para operações no campo de Búzios, disse que o FPSO teria capacidade para produzir até 225.000 barris de petróleo por dia, processam até 12 milhões de m³ de gás por dia e armazenam mais de 1,6 milhão de barris.

Na ocasião, a Petrobras também destacou que o FPSO incorporaria a chamada tecnologia de flare fechado, que aumenta o aproveitamento do gás e evita que ele seja queimado na atmosfera. Além disso, o projeto prevê a interligação de 16 poços, sendo 9 produtores e 7 injetores.

O FPSO P-82 tem entrada em operação prevista para 2026 e será a décima plataforma a ser instalada no campo de Búzios, onde a Petrobras é a operadora, com 92,6% de participação no campo, tendo como parceiras a CNOOC e a CNODC, com 3,7% cada.

Em relação a outras unidades FPSO destinadas a trabalhar no campo de Búzios, a SBM Offshore concluiu recentemente o project finance do FPSO Almirante Tamandaré no valor total de US$ 1,63 bilhão, garantido por um consórcio de 13 bancos internacionais.

Parque Tecnológico da UFRJ faz 20 anos em 2023

Inaugurado em 2003, o Parque Tecnológico da UFRJ faz parte de um dos maiores ecossistemas de inovação do Brasil. Completando 20 anos agora em 2023, o Parque celebra as duas décadas anunciando a chegadas de mais empresas, centros de pesquisas, uma incubadora social e mais de 6 milhões de reais investidos em cooperação universidade e empresa e 110 pedidos de patentes – dados de 2022. No próximo dia 04 de abril, terça-feira, o Parque realizará uma cerimônia de abertura das celebrações com a presença de empresários, parlamentares, o Governador do Estado do Rio de Janeiro etc. O evento será às 9h da manhã, na Inovateca, localizada no Parque Tecnológico da UFRJ – Cidade Universitária.

O Parque da UFRJ é responsável por fazer a conexão entre o conhecimento acadêmico (pesquisas, laboratórios, pesquisadores) e o setor produtivo (empresas privadas e públicas), além de órgãos do governo e agências de fomento, com o objetivo de alavancar a inovação no país. O Parque conta hoje com 30 empresas e laboratórios de pesquisas. Entre as áreas de atuação estão óleo e gás, energia, biotecnologia, inteligência artificial, Indústrias de transformação, informação e comunicação, indústrias extrativas, construção, educação, saúde, cidades inteligentes, saúde etc.

O Parque passou pela pandemia, lançou novos programas e hoje está em pleno crescimento tendo como missão promover a inovação no país, impactando no desenvolvimento econômico e no bem-estar da sociedade. O Parque da UFRJ está inserido num dos maiores ecossistemas de inovação do país. São mais de 1.400 laboratórios, com possibilidade de compartilhamento com empresas, cerca de 40 mil alunos de graduação, 15 mil de pós-graduação e mais de 4.000 docentes.

O Parque em números e novas parcerias:

Para o ano de 2023 está prevista a instalação de uma incubadora de empresas social, a chegada de um Polo de Inovação do Agronegócio do Estado do Rio de Janeiro, uma planta piloto para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos e um Centro de Inovação Tecnológica em Saúde em parceria com a Fiocruz.

Desde a sua inauguração em 2003, aproximadamente R$230 milhões foram investidos em cooperação entre empresas e universidade em valor de contratos. Só no ano de 2022 foram R$6.9 milhões em cooperação e R$3,2 milhões em extra cooperação, ou seja, valor desembolsado pelas organizações residentes e associadas, em projetos de cooperação não-obrigatória com a UFRJ, que excedem a obrigação contratual do ano em questão. Foram 110 patentes em 2022. Atualmente cerca de 1.300 pessoas trabalham nas empresas instaladas no Parque, além dos 90 funcionários do próprio Parque Tecnológico.

Eventos Parque 20 anos

Para celebrar duas décadas de existência será realizada uma série de eventos ao longo de todo ano, com o objetivo de promover o debate sobre inovação e tecnologia na sociedade. Com uma programação extensa que contará com palestras, encontros, debates e workshops, além de uma mostra de tecnologias da UFRJ e exposição de arte, o Parque visa atrair a comunidade local e toda sociedade para o tema da inovação.

Serão diversos encontros gerais e setoriais realizados num dos maiores ecossistemas de inovação do país, com a participação de nomes renomados no mercado e com transmissão ao vivo para todo mundo. Entre as temáticas estão engenharia, biotecnologia, sustentabilidade, indústria 4.0, cidades inteligentes, mobilidade, produção automotiva, óleo e gás, energia verde, construção civil, games, esportes, biotecnologia em saúde, tecnologia médico-hospitalar, sociedade 5.0 e ciência no país.

Para Vicente Ferreira, Diretor Executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, a inovação tem papel importante no desenvolvimento econômico de um país e na geração de bem-estar da sociedade. “O Parque Tecnológico desenvolve um trabalho fundamental nessa missão ao conectar produtores de conhecimento e empresas. Destacar o tema inovação para a sociedade em geral, assim como a comunidade científica e o setor produtivo, é fundamental para que essas conexões se ampliem cada vez mais. É nesse sentido que o evento pretende atuar, fortalecendo a UFRJ, promovendo conexões e aproximando a sociedade dos temas ciência, tecnologia e inovação”, afirma.

As atividades do Parque 20 anos serão realizadas na Inovateca, um espaço físico e virtual para compartilhar conteúdo, conexões e experimentação, localizado dentro do Parque, na cidade universitária. A Inovateca é um prédio em formato de Cubo Mágico, com 2.730 m2 de área construída e ambientes projetados para estimular a criatividade, a troca de conhecimento e a inovação. A Inovateca conta com auditório, arena, salas de reunião, espaços compartilhados e janela virtual. Todo o evento contará, também, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

“Estamos dentro do maior ecossistema de inovação do Brasil. Uma oportunidade ímpar para todos que se interessam pelo tema e desejam conhecer um pouco mais sobre o que está se produzindo no país em termos de tecnologia e inovação, fazer networking, negócios e obter conhecimento. O Parque passou por pandemia, se reinventou, abriu novas modalidades para participação de empresas, entrou na era do figital com ambientes totalmente virtuais e segue com muitos planos e novidades para 2023” ressalta Vicente.

Programação completa do Parque 20 anos:

Evento de Abertura

Solenidade de Abertura das Celebrações dos 20 Anos do Parque Tecnológico da UFRJ – 04 de abril de 2023.

Semana da Inovação (de 25 a 27 de abril)

Semana com três dias de encontros para promoção de debates, sob a perspectiva da inovação e da tecnologia acerca dos desafios e oportunidades para os mais variados temas e setores produtivos, visando a prospecção de rotas tecnológicas a serem perseguidas/desenvolvidas e a conexão empresa-universidade. A Semana da Inovação também contará com uma mostra/exposição de tecnologias da UFRJ.

Data de realização: 25, 26 e 27 de abril de 2023.

Horário: Das 09 às 17h, com blocos de apresentações expositivas, interação com o público e intervalos para almoço e networking.

Modalidade: Presencial e transmissão ao vivo pelo YouTube.


Série Desafios Tecnológicos e Setoriais20 Anos do Parque Tecnológico da UFRJ

Série de encontros, de dois a três dias, presenciais e transmitidos ao vivo pelo YouTube para a promoção de debates sobre as oportunidades e desafios tecnológicos sobre os mais variados temas e para os mais distintos setores produtivos.


Dias 16, 17 e 18 de maio:

Desafios e oportunidades do “Figital”

1º Dia – Eletroeletrônicos – o conteúdo nacional e as cadeias globais de produção;

2º Dia – Computação em nuvem, Big Data, Inteligência Artificial, Dados Sintéticos, Machine Learning e Realidade Estendida;

3º Dia – Internet das Coisas – aplicações imediatas para resultados possíveis e necessários.


Dias 13, 14 e 15 de junho:

Do campo a mesa: Engenharia, Biotecnologia e Sustentabilidade

1º Dia – Um novo Agro – tecnologia, diversificação produtiva, ganhos de escala e sustentabilidade;

2º Dia – Alimentos e bebidas – Segurança nutricional, alimentar e sustentabilidade;

3º Dia – Plásticos e Embalagens – Novos materiais e o meio ambiente.


Dias 11, 12 e 13 de julho:

Industria 4.0, mobilidade e cidades inteligentes

1º Dia – Indústria 4.0 – Inteligência Artificial, Robótica e Internet das Coisas na produção industrial;

2º Dia – Smartcities – Das metrópoles às pequenas cidades;

3º Dia – Transporte e Logística – Os desafios das jornadas: das grandes distâncias aos aglomerados metropolitanos.


Dias 02 e 03 de agosto:

A produção automotiva brasileira: desafios e oportunidades tecnológicas do desenvolvimento ao consumo

1º Dia – Automóveis e motocicletas;

2º Dia – Ônibus e caminhões.


Dias 23 e 24 de agosto:

Pensar Defesa

1º Dia – Desafios tecnológicos para manutenção da soberania e integridade territorial brasileiras;

2º Dia – A relação indústria-academia no desenvolvimento de tecnologias de defesa: desafios e oportunidades.


Dias 12, 13 e 14 de setembro:

Energia em estado em transição: desafios e oportunidades do agora

1º Dia – Petróleo e gás natural – E&P no contexto da crise climática e da transição energética;

2º Dia – Energia Verde – Produção e transição energética;

3º Dia – Distribuição de Energia – da produção ao consumo.


Dias 03, 04 e 05 de outubro

Obras Primas: tecnológicas, sustentáveis e belas

1º Dia – Construção Civil – Modularidade, Design e Sustentabilidade em debate;

2º Dia – Saneamento Básico no Brasil – Desafios do básico ao avançado;

3º Dia – Tintas e Revestimentos – Um mundo de relevância nem sempre tão aparente.


Dias 07,08 e 09 de novembro

Por um Complexo Industrial e de Inovação em Saúde

1º Dia – Tecnologia médico-hospitalar;

2º Dia – Biotecnologia em saúde;

3º Dia – Práticas médicas integrativas.


Dias 28, 29 e 30 de novembro

Moda, esporte e cultura no século XXI

1º Dia – Sustentabilidade e Tecnologia para um Novo Mundo Têxtil e Calçadista;

2º Dia – A Indústria do Esporte e sua Cadeia Produtiva;

3º Dia – Games e E-sports – a mais nova bilionária e promissora fronteira da indústria criativa.

Novo CEO liderará o Grupo Weiler Abrasivos ao próximo capítulo de crescimento

Arjang “AJ” Roshan-Rouz traz experiência significativa na liderança de uma organização global

A Weiler Abrasivos, fornecedora líder de abrasivos, escovas elétricas e produtos de manutenção para condicionamento de superfícies, tem o prazer de anunciar que, após uma pesquisa global abrangente, seu conselho de administração escolheu Arjang “AJ” Roshan- Rouz como o próximo CEO. Ele sucede Chris Weiler no papel; Weiler permanecerá na empresa e atuará como presidente executivo, liderando o conselho de administração.

Roshan-Rouz, que começou como CEO em 27 de março, liderará a equipe executiva e fará parte do conselho de administração da empresa. Como CEO, suas responsabilidades de trabalho incluem desenvolver e executar estratégias, implementar planos operacionais congruentes com o plano de longo prazo da empresa e promover a cultura da empresa de acordo com os valores da Weiler Abrasivos.

“O estilo de liderança e a experiência de AJ se alinham com os valores da Weiler Abrasivos e nosso desejo de ter um CEO que possa executar nossa estratégia de negócios, além de ter a visão e a capacidade de definir e desenvolver a próxima fase do crescimento da empresa”, disse Chris Weiler. “AJ traz uma experiência significativa na liderança de uma organização global. O que realmente fez AJ se destacar foi seu claro reconhecimento e empolgação com o potencial de crescimento da Weiler Abrasivos e seu desejo de construir um negócio sustentável de longo prazo.”

Roshan-Rouz iniciou sua carreira em 1992 como engenheiro de desenvolvimento na Ford Motor Company e mais tarde foi gerente de projetos na BOSCH-USA. Ele então fez a transição para cargos internacionais na área de materiais de engenharia, trabalhando para a Umicore, onde se tornou um executivo sênior e liderou seus negócios na Ásia-Pacífico enquanto morava em Xangai. Após seis anos na Ásia, Roshan-Rouz e sua família se mudaram para Bruxelas, onde ele era responsável pelos negócios globais de uma empresa de energia e tecnologias de superfície. De 2016 a 2021, Roshan-Rouz atuou como CEO da 5N Plus, uma empresa de materiais de engenharia de capital aberto, onde liderou a transformação desse negócio, movendo o foco estratégico de materiais básicos para semicondutores de alto valor e materiais de desempenho. Ele também foi responsável por revigorar o pipeline de desenvolvimento de produtos da empresa e melhorar significativamente o desempenho financeiro. Roshan-Rouz estudou engenharia elétrica na Michigan Technological University e administração de empresas na Michigan State University e na University of Michigan.

Com Roshan-Rouz assumindo a responsabilidade de liderar os negócios, Chris Weiler assume o cargo de presidente executivo após quase 15 anos como CEO. Como presidente executivo, Weiler atuará como o elo direto entre a administração e o conselho de administração, liderando o conselho na supervisão da direção estratégica do negócio, garantindo que o negócio opere de forma alinhada aos valores da família Weiler.

Sobre o Grupo Abrasivos Weiler

 Como líder na indústria e fabricante global de soluções de condicionamento de superfícies, o Grupo Weiler Abrasivos se dedica a forjar relacionamentos colaborativos com nossos clientes em diversos mercados — Fabricação de metais; Produção industrial; e Manutenção, Reparos e Operações — para enfrentar os desafios mais difíceis de limpeza, esmerilhamento, corte, rebarbação e acabamento.

ExxonMobil adota tecnologia de captura de carbono da Honeywell

A tecnologia Honeywell irá contribuir com a reduçãodas emissões de CO2 no complexo Baytown da ExxonMobil

A Honeywell anuncia parceria com a ExxonMobil, multinacional americana de petróleo e gás, que adotará o Sistema de Fracionamento de CO2 e Purificação de Hidrogênio, tecnologia da Honeywell voltada para a captura de carbono. – A instalação será feita no complexo integrado em Baytown, Texas. A solução permitirá que a ExxonMobil capture cerca de 7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, o equivalente às emissões de 1,5 milhão de automóveis durante o mesmo período. A tecnologia de captura de carbono da Honeywell UOP fará parte do projeto de instalação de produção de hidrogênio de baixo carbono da ExxonMobil e permitirá a captura de mais de 98% das emissões de CO2 associadas.

O complexo de Baytown da ExxonMobil passará a produzir hidrogênio, amônia, e contará com o sistema de captura de CO2, desta forma, a instalação será responsável por gerar  cerca de um bilhão de pés cúbicos de hidrogênio por dia, tornando-se o maior produtor de hidrogênio de baixo carbono do mundo, com início previsto para 2027-2028. O complexo integrado de Baytown da ExxonMobil detém a maior planta de olefinas dos Estados Unidos, tendo aproximadamente 13 quilometros quadrados ao longo do Canal de Navegação de Houston.

“O investimento da ExxonMobil em tecnologia de captura de carbono demonstra nosso compromisso em apoiar os clientes em seus esforços de descarbonização e em reduzir as emissões em nossas próprias operações”, disse Dan Ammann, presidente da ExxonMobil Low Carbon Solutions. “A escala deste projeto deve permitir até 30% das emissões de Escopo 1 e 2 em nossa instalação de Baytown, mudando de gás natural como fonte de combustível para hidrogênio de baixo carbono”.

“O uso da tecnologia da Honeywell permite que a ExxonMobil reduza as emissões de CO2 em grande escala”, disse Barry Glickman, vice-presidente e gerente geral de Soluções de Tecnologia Sustentável da Honeywell. “Nossa tecnologia de captura de carbono permite reduções significativas de emissões e pode desempenhar um papel importante na transição energética”.

Com mais de 50 anos de experiência em processamento de gás, a Honeywell tem ampla experiência com tecnologias comprovadas de captura de carbono e processamento do hidrogênio. As novas soluções avançadas de captura de CO2 da Honeywell, por meio solventes de última geração, permitem que o CO2 seja capturado, transportado e armazenado a um custo baixo e com maior eficiência, permitindo equipamentos menores e despesas operacionais mais baixas em comparação com as tecnologias existentes. Atualmente, 15 milhões de toneladas por ano de CO2 são capturadas e destinadas a diversas aplicações por meio das Soluções de captura de CO2 da Honeywell. As instalações de sistemas de captura de CO2 atualmente instalados com a tecnologia Honeywell têm capacidade para capturar aproximadamente 40 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Sobre a Honeywell

A Honeywell globalmente (www.honeywell.com) fornece soluções específicas da indústria que incluem produtos e serviços aeroespaciais; tecnologias de controle para edifícios e indústria; e materiais de desempenho. Nossas tecnologias ajudam aeronaves, edifícios, fábricas, cadeias de suprimentos e trabalhadores a se tornarem mais conectados para tornar nosso mundo mais inteligente, seguro e sustentável. Para mais notícias e informações sobre a Honeywell, visite www.honeywell.com/newsroom.

Petrobras inicia contratação de duas plataformas destinadas ao projeto Sergipe Águas Profundas

Unidades serão estratégicas para ampliar oferta de gás nacional

A Petrobras iniciou o processo de contratação para afretamento de dois navios-plataformas destinados ao projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), na Bacia de Sergipe-Alagoas, a cerca de 100 km da costa. Do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo), as unidades serão estratégicas para ampliar a disponibilidade do gás nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste.

“O projeto Sergipe Águas Profundas se destaca pelas reservas expressivas, com potencial de impulsionar a oferta de gás natural no país e reduzir nossa dependência à importação desse insumo”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. “Outra vantagem é que o gás é o combustível crucial de transição energética. Não só por sua versatilidade de aplicação – como fonte de energia para as mais diversas indústrias – e previsibilidade de entrega, mas principalmente por sua eficiência em emissões”, complementou ele.

Cada plataforma (SEAP I e SEAP II) terá capacidade de processar, diariamente, até 120 mil barris de petróleo (bpd). O óleo da região é leve, considerado de boa qualidade, entre 38 e 41 graus API – e, portanto, de maior valor comercial. Juntas, as duas unidades terão potencial de ofertar até 18 milhões de m3 de gás por dia.

Nova frente de investimentos

Com volume substancial de gás, o projeto abre um novo horizonte de investimentos, trazendo uma série de oportunidades para o setor e para os estados de Sergipe e Alagoas. Além disso, vai viabilizar no país um novo marco tecnológico: a implantação de um projeto de produção em profundidade d´água acima de 2500 metros (alcançando até 3 mil metros), incorporando inovações de última geração.

Os dois FPSO’s serão unidades afretadas e, nas suas especificações técnicas, a Petrobras utilizou soluções avançadas – como o aprimoramento no sistema de tratamento e injeção de água produzida no reservatório, além de novas tecnologias com maior eficiência na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Sergipe Águas Profundas

Em dezembro de 2021, foi declarada a comercialidade de sete campos em águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas: Agulhinha, Agulhinha Oeste, Budião, Budião Noroeste, Budião Sudeste, Cavala e Palombeta.

O projeto SEAP I abrange as jazidas pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-11 – com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%) – e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.

O projeto SEAP II abrange jazidas pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, localizados nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-4 – com 75% de participação em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) – e BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.

SBM Offshore obtém financiamento de 13 bancos para o maior FPSO com destino ao Brasil

A SBM Offshore concluiu o financiamento do projeto de um FPSO, destinado a trabalhar no campo de Búzios, por um total de US$ 1,63 bilhão, garantido por um consórcio de 13 bancos internacionais. Esta será a maior unidade produtora de petróleo operando offshore no Brasil e uma das maiores do mundo, com base em dados anteriores. O FPSO funcionará para a Petrobras.

Após uma Carta de Intenções vinculativa de fevereiro de 2021, a SBM Offshore assinou contratos com a Petrobras para o arrendamento e operação de 26,25 anos do FPSO Almirante Tamandaré em julho de 2021. A empresa obteve um empréstimo-ponte de US$ 635 milhões para o financiamento da construção do FPSO em Setembro de 2021. Em janeiro de 2022, a empresa vendeu uma participação minoritária no FPSO para duas empresas japonesas.

Em uma atualização na sexta-feira, 31 de março de 2023, a SBM Offshore divulgou que havia assinado o financiamento do projeto do FPSO Almirante Tamandaré no valor total de US$ 1,63 bilhão, fornecido por um consórcio de 13 bancos internacionais com cobertura de seguro de 4 agências internacionais de crédito à exportação ( CEA). De acordo com a empresa, o financiamento é composto por cinco linhas de crédito separadas com cerca de 6,3% do custo médio ponderado da dívida e um vencimento pós-conclusão de 14 anos, tanto para as linhas cobertas pela ECA quanto para a linha não coberta.

Além disso, o projeto do FPSO incorpora o novo casco multiuso Fast4Ward da SBM Offshore, que estava quase pronto no estaleiro em fevereiro de 2023, enquanto a fabricação dos topsides estava progredindo ao longo do caminho. Segundo a SBM Offshore, este FPSO será a maior unidade produtora de petróleo do Brasil, com capacidade de processamento de 225 mil barris de petróleo e 12 milhões de m 3 de gás por dia.

O FPSO terá uma intensidade estimada de emissão de gases de efeito estufa (GEE) abaixo de 10 kgCO2e/boe e se beneficiará de tecnologias de redução de emissões, como a tecnologia de flare fechado, que aumenta o aproveitamento do gás, evitando que ele seja queimado na atmosfera. O primeiro óleo está previsto para 2024, conforme planejado.

O FPSO Almirante Tamandaré, que pertence e é operado por uma sociedade de propósito específico pertencente a empresas afiliadas da SBM Offshore (55 por cento) e seus parceiros (45 por cento), será implantado no campo de Búzios, na Bacia de Santos, a aproximadamente 180 quilômetros offshore do Rio de Janeiro, no Brasil. A Petrobras está operando o campo em parceria com a CNODC e a CNOOC.

Em relação às atividades recentes da SBM Offshore, vale a pena notar que outro de seus FPSOs, que trabalhará para a ExxonMobil na Guiana após a conclusão, entrou recentemente em doca seca no estaleiro Keppel em Cingapura.

Este é o maior FPSO da empresa até o momento e será usado para o quarto desenvolvimento da ExxonMobil no bloco Stabroek, chamado de  projeto de desenvolvimento Yellowtail.

Halliburton é escolhida pela Petrobras

A Petrobras, escolheu a plataforma digital da Halliburton para acelerar a transformação digital e enfrentar os desafios do subsolo.

A Halliburton revelou que a Petrobras usará sua plataforma digital Landmark iEnergy. Isso ocorre depois que as empresas assinaram um contrato que dá à Petrobras acesso a todo o Halliburton Landmark DecisionSpace 365 Geoscience Suite, incluindo tecnologias de próxima geração baseadas em nuvem, como motor sísmico, modelagem de terra escalável, interpretação litológica assistida, DS365.ai e previsões Neftex para apoiar seus programas estratégicos de exploração e produção.

Nagaraj Srinivasan, vice-presidente sênior da Landmark, Halliburton Digital Solutions e Consulting, comentou: “O uso do DecisionSpace 365 na nuvem híbrida iEnergy representa a próxima mudança na experiência do usuário e no valor comercial para a Petrobras, reduzindo o custo total de propriedade. A migração de ambientes locais e de nuvem privada para um conjunto de geociências em escala empresarial em um ambiente seguro de nuvem pública permite que os geocientistas e engenheiros da Petrobras extraiam mais valor de seus dados e tomem decisões mais informadas todos os dias.”

De acordo com a Halliburton, a plataforma digital iEnergy, que alimenta os aplicativos de nuvem DecisionSpace 365, é “a primeira nuvem híbrida do setor de E&P projetada para implantar, integrar e gerenciar aplicativos de nuvem sofisticados”. A plataforma digital contém soluções para geologia, geofísica e engenharia em uma nuvem pública, juntamente com processamento de alto desempenho e aprendizado de máquina.

Marta Abrão, gerente geral de Dados de Exploração e Tecnologias de Aplicação da Petrobras, comentou: “Estamos confiantes de que novas tecnologias como o iEnergy podem acelerar a transformação digital e otimizar nossas atividades exploratórias”.

O acordo com a Petrobras ocorre apenas uma semana depois que a Halliburton anunciou um acordo semelhante com a Hess Corporation , que decidiu implementar poços digitais usando o conjunto de construção de poços da gigante dos serviços petrolíferos dos EUA.

WEG lança robô móvel autônomo para otimizar operações de manufatura e intralogística na indústria

Novo produto compõe escopo de soluções WEG voltadas para a indústria 4.0

A WEG acaba de lançar ao mercado a primeira versão do WMR (WEG Mobile Robot), um robô autônomo que pretende melhorar a eficiência operacional das atividades realizadas nas indústrias que necessitam de transportes internos.

Desenvolvido para otimizar processos que normalmente demandam esforços repetitivos na intralogística, o novo robô da WEG é um sistema AMR (Autonomous Mobile Robot), conhecido pelo diferencial de estratégia de navegação natural ou por contorno que, por métodos como o SLAM (Simultaneous Locaization and Mapping), realiza uma navegação autônoma, desviando de obstáculos dinâmicos em seu percurso e replaneja rotas alternativas automaticamente quando situações de bloqueio são identificadas.

O lançamento desse produto inovador é uma das estratégias da companhia de trazer à indústria um diferencial em termos de ganho de eficiência. O equipamento tem alimentação puramente elétrica e de baterias, o que significa que possibilitará ganhos adicionais de consumo de recursos para os nossos clientes, que já se mantêm alinhados as tecnologias da indústria 4.0”, destaca Carlos José Bastos Grillo, Diretor Superintendente da WEG Digital & Sistemas.

O sistema de segurança para prevenção de colisões é um dos diferenciais do produto, que o torna viável ao trabalho de transporte e movimentação de cargas em meio as áreas compartilhadas com os operadores. Além disso, o produto acompanha acessórios como bateria, joystick e estação de carregamento.

O cliente também consegue monitorar e comandar a frota de robôs através do software WMR Fleet Management, que é capaz de integrar robôs do tipo AMR de diferentes marcas e modelos. Na ferramenta também é possível criar simulações de cenários, análise de possíveis conflitos, gerenciamento de múltiplos usuários, independência de fabricantes, integração com a plataforma IoT WEGnology® e outras aplicações como o MES (Manufacturing Execution System).

ABPIP elege novo presidente

Em assembleia com associados, entidade elege diretoria para o próximo biênio e discute o fortalecimento institucional com a atualização de sua missão, visão e valores

Márcio Félix é o novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) para o biênio 2023/2025. A eleição foi realizada na última terça-feira (28), no Rio de Janeiro, em Assembleia Geral Ordinária (AGO). Márcio e a nova diretoria vão tomar posse após cumpridas as formalidades legais decorrentes da eleição.

A nova direção da associação terá a missão de intensificar as discussões da agenda regulatória e contribuir com o Governo Federal nas pautas relevantes do setor. O gás natural terá espaço de destaque na agenda da entidade. A ABPIP integra o Conselho de Usuários e o Fórum do Gás e, junto ao IBP e à Abrace Energia, elaborou o Ranking das Legislações Estaduais (Relivre), ferramenta interativa para acompanhar as normas estaduais referentes à abertura do mercado livre de gás natural no Brasil.

Na AGO foi apresentado o posicionamento da Associação para os próximos 15 anos, cuja missão será fomentar o ambiente de negócios adequado à indústria de energia, a sua pluralidade e o fortalecimento sustentável das empresas independentes de exploração e produção de petróleo e gás para o desenvolvimento do setor energético. A atuação será pautada na ética, transparência, integração, simplificação, celeridade e sustentabilidade. Os associados também foram atualizados sobre os principais resultados de 2022, nos ambientes regulatório, parlamentar e de comunicação.

Perfil – Márcio Félix é CEO da Energy Platform (EnP). Com vasta experiência no setor energético, especialmente petróleo, gás e biocombustíveis, tanto em empresas privadas como no setor público. Márcio foi secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo, no período de 2010 a 2012. Em Brasília, atuou no Ministério de Minas e Energia, de 2016 a 2019, como secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e também como secretário executivo, tendo ocupado como tal a função de Ministro Interino. Márcio foi diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) e atualmente é vice-presidente executivo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

Além de Márcio Félix, compõem a Diretoria e Conselho Fiscal da entidade para o biênio 2023/2025:

Diretoria

Presidente – Márcio Félix (EnP)

Vice-presidente – João Vitor Moreira (PetroReconcavo)

Diretora Titular – Luciana Borges (Maha Energy Holding)

Diretor Titular – Leonardo Monteiro Caldas (Perenco)

Diretor Titular – Rachid Felix (3R Petroleum)

Diretora Suplente – Lívia Valverde Almeida Santos Carvalho (Geopark)

Diretor Suplente – Frederico Fabiano Oliveira (Alvopetro)

Conselho Fiscal

Conselheiro Fiscal Titular – Clarindo Caetano (Mandacaru)

Conselheira Fiscal Titular – Marco Túlio (Origem)

Conselheiro Fiscal Suplente – Tiago Toller (Seacrest)

Petrobras é reconhecida por engajar fornecedores em práticas sustentáveis

A Petrobras foi reconhecida como uma das empresas líderes em engajamento de fornecedores pela organização internacional CDP, referência em sustentabilidade. A classificação A-, referente ao ciclo 2022, foi atingida no aspecto Supplier Engagement Rating – SER (Engajamento de Fornecedores), índice global que avalia o incentivo de boas práticas ambientais e esforços para mitigação das mudanças climáticas junto à cadeia de suprimentos.

Este resultado, alcançado pela primeira vez, marca o reconhecimento da efetividade das políticas e iniciativas da Petrobras para desdobrar seus compromissos de sustentabilidade para o mercado fornecedor de bens e serviços. Como destaque, no ano de 2022, a Companhia desenvolveu ações de sensibilização junto às empresas fornecedoras de bens e serviços, como eventos e treinamentos, e lançou a “Jornada ASG (Ambiental, Social e de Governança) para Fornecedores”. Além disso, a Petrobras aderiu ao programa CDP Supply Chain, incentivando os fornecedores a mapearem suas emissões e darem transparência a suas iniciativas e práticas relacionadas a governança, eficiência energética, redução de emissões, entre outros relacionados a meio ambiente, mudança climática e transição energética. Em 2022, também foi estruturado o “Programa Carbono Neutro”, com o objetivo de fortalecer o nosso posicionamento em baixo carbono com visão corporativa integrada de todas as nossas iniciativas, incluindo as que envolvem a cadeia de fornecedores.

“É um importante passo para a promoção da sustentabilidade no setor e estamos muito felizes com os resultados. A classificação demonstra que estamos no caminho certo e nos motiva a dar continuidade, neste novo ciclo, ao trabalho que viemos executando junto a nossa base de fornecedores, cujo principal objetivo é acelerar a transformação em toda a cadeia”, afirmou Marina Quinderé, Gerente Executiva de Suprimentos da Petrobras.

A Gerente Executiva de Clima da Petrobras, Viviana Coelho, avalia que “no ano de 2022 tivemos, novamente, redução de emissões e ganhos em eficiência em gases de efeito estufa nas nossas operações. Esse resultado no CDP reconhece nosso compromisso em atuar em toda a cadeia de valor, ultrapassando as fronteiras de nossas emissões diretas, num efetivo trabalho para medir, mitigar riscos e gerar oportunidades, no contexto das mudanças climáticas e transição energética”.

Esse é mais um reconhecimento aos esforços e iniciativas da Petrobras nos aspectos ASG. Em dezembro de 2022, a Petrobras passou a integrar a lista das companhias globais que mais se destacaram em ações de mitigação das mudanças climáticas, conforme anunciado pela CDP. A companhia recebeu classificação A-, pela CDP, em reconhecimento às suas boas práticas realizadas nesse tema, demonstradas no ano passado. Além disso, a empresa manteve sua classificação A- em segurança hídrica. Essas classificações significam que a Petrobras é reconhecida como uma liderança, categoria que é reservada apenas para um grupo seleto de empresas que demonstram as melhores práticas no tratamento de questões ambientais.

Neutralização das emissões

Em seu Plano Estratégico para o período de 2023 a 2027, a Petrobras reafirmou sua ambição de neutralizar as emissões operacionais até 2050 nas atividades sob seu controle e influenciar seus parceiros a atingir a mesma ambição em ativos não operados. Para isso, está investindo US$ 4,4 bilhões em soluções tecnológicas e projetos de descarbonização, promovendo a aceleração da descarbonização das operações e seus produtos, o alcance de maior eficiência em metano, e dobrando a reinjeção de CO2 em projetos de CCUS (Captura, Utilização e Armazenamento de carbono) até 2025.

Sobre o CDP e os critérios de avaliação de engajamento de fornecedores

Sediado em Londres, o CDP é referência global para investidores no fornecimento de informações de qualidade sobre riscos e oportunidades associados à redução de emissões de gases de efeito estufa, clima, segurança hídrica e gestão florestal. Atualmente o CDP é utilizado por mais de 680 investidores, cujos ativos somam mais de US$ 130 trilhões.

A avaliação do CDP é realizada anualmente, por meio de questionário remetido às empresas listadas nas principais bolsas de valores do mundo, analisando os aspectos relacionados à gestão de carbono e clima, segurança hídrica e gestão florestal. As organizações também são avaliadas quanto ao seu envolvimento com fornecedores por meio de suas respostas a perguntas em áreas-chave do questionário sobre Mudanças Climáticas do CDP relacionadas a governança, metas, ambição, gestão (Escopo 3) e envolvimento com fornecedores. Essas perguntas específicas oferecem a oportunidade para que uma empresa forneça detalhes sobre o envolvimento com fornecedores nestes aspectos. Além disso, o desempenho geral da organização em todo o questionário de Mudanças Climáticas do CDP é considerado na classificação como uma avaliação geral do desempenho da empresa em relação à gestão das Mudanças Climáticas.