Brasil pode se tornar o quarto maior produtor de petróleo do mundo com novo programa de exploração de hidrocarbonetos

O Ministério de Minas e Energia (MME) está dando início a um programa que aumentará os investimentos na exploração de petróleo e gás natural para promover o desenvolvimento regional e estimular a produção nacional, tornando o Brasil o quarto maior produtor de petróleo do mundo.

Para isso, o ministro de Minas e Energia do Brasil lançará o ‘ programa Potencializa E&P ‘, que será apresentado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) – ainda sem data definida – com o objetivo de garantir investimentos em petróleo e exploração de gás natural e transformar o Brasil no quarto maior produtor de petróleo do mundo. A iniciativa Potencializa E&P pretende focar nos pontos críticos para o desenvolvimento da exploração em áreas de fronteira e incentivar investimentos em campos maduros ou marginais econômicos.

Além disso, o programa pretende promover o desenvolvimento regional e incentivar os produtores independentes de petróleo e gás, cujas ações geram aumento de receita, impostos, participação governamental, empregos e renda. De acordo com o ministro de Minas e Energia do Brasil, o objetivo é garantir, por meio de medidas de políticas públicas, o desenvolvimento contínuo do país da indústria de exploração e produção de petróleo e gás natural.

O ministro afirma ainda que o cenário extremamente desafiador de competição global por investimentos, a necessidade de reposição das reservas de petróleo e gás e a transição energética exigem agilidade de todos os atores governamentais, seguindo as orientações do governo do presidente Lula de promover o desenvolvimento do Brasil com “bom senso e respeito ao meio ambiente”.

Alexandre Silveira , Ministro de Minas e Energia do Brasil, comentou: “O futuro da transição energética também envolve petróleo e gás natural, precisamos aproveitar a riqueza do povo brasileiro que está no subsolo. Sem medidas que fomentem sua exploração e produção, não há emprego, renda e desenvolvimento regional.

“ Temos uma janela de oportunidade, não podemos perder o novo pré-sal que pode estar na margem equatorial e que será o passaporte para o futuro das regiões norte e nordeste do Brasil.”

Alcançar 5,4 milhões de barris de petróleo por dia até 2029
As grandes descobertas do pré-sal atraíram grandes investimentos na exploração e produção de petróleo e gás natural, com destaque para a atuação da Petrobras. Atualmente, o Brasil produz três milhões de barris de petróleo por dia, mas a expectativa é que esse número chegue a 5,4 milhões até 2029 , permitindo que o país se torne o quarto maior produtor de petróleo do mundo – com 80% desses recursos vindos do pré- camada de sal.

O governo brasileiro destaca que os resultados positivos obtidos com as ações dos governos Lula e Dilma requerem continuidade, com a reposição das reservas de petróleo e gás natural, visto que o indicador R/P – relação entre reservas provadas e produção – está em 12,5 anos.

Além disso, as áreas do pré-sal ainda não contratadas apresentam “elevado risco geológico e pouco potencial para novas descobertas de volumes significativos de petróleo e gás natural”, diz o governo brasileiro ao destacar que isso torna necessário o desenvolvimento de novas fronteiras exploratórias como a margem equatorial brasileira, que se estende do litoral do Rio Grande do Norte até o Oiapoque (AP), no extremo norte do país. O último poço com licenciamento ambiental aprovado na margem equatorial foi em 2015 na Bacia Potiguar.

Com base em estudos do MME, a retomada do licenciamento ambiental de empreendimentos de E&P na margem equatorial teria potencial para gerar uma receita estadual de US$ 200 bilhões , caso fossem descobertos e produzidos 10 bilhões de barris de petróleo na região, além de gerar centenas de milhares de empregos. Desde o final de janeiro de 2023, a Petrobras está com uma sonda parada em águas profundas no litoral do Amapá, ao custo de mais de US$ 500 mil por dia, aguardando a emissão da devida licença.

Petróleo e gás liderando o desenvolvimento do Brasil
Silveira vê o setor de petróleo e gás natural como um dos motores do desenvolvimento do Brasil, respondendo por 15% do PIB industrial brasileiro, 48% da oferta nacional de energia e gerando mais de 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos.

“Não faz sentido que Guiana e Suriname estejam atraindo investimentos e riquezas, com quase uma centena de poços perfurados, com mais de 13 bilhões de barris de petróleo já descobertos, enquanto estamos presos na incerteza trazida pela inércia dos últimos governo. O último governo não só permitiu o desmatamento na região, como também impediu seu desenvolvimento econômico ao não conceder o licenciamento ambiental de forma segura e responsável”, destacou Silveira.

Além disso, o ministro de Minas e Energia do Brasil afirma que o fortalecimento da indústria de petróleo e gás trará grandes oportunidades, acrescentando: “ Precisamos dar aos jovens dessas regiões a oportunidade de sonhar com um emprego na indústria de petróleo e adquirir conhecimentos técnicos qualificações. O novo pré-sal na margem equatorial será uma revolução no emprego, na renda e nos sonhos dos jovens que querem um trabalho melhor.”

IBP apoia fortalecimento do setor de petróleo e gás
Em nota separada, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) deu seu apoio ao programa Potencializa E&P do MME para fortalecer o setor de petróleo e gás natural do país. IBP vê a iniciativa do Ministério de Minas e Energia, liderada pelo ministro Silveira, como “muito positiva” para incentivar o desenvolvimento da indústria de óleo e gás, já que o objetivo desse programa é atrair investimentos na exploração de petróleo e gás natural .

Embora o IBP considere desafiadora a meta de transformar o Brasil no quarto maior produtor de petróleo do mundo, explica que a indústria petrolífera brasileira já mostrou seu potencial com capacidade técnica, tecnologia e recursos humanos para atender o crescimento da produção.

A iniciativa do governo de apoiar o desenvolvimento das atividades de exploração e produção em campos maduros e também em áreas com grande potencial, mas ainda não exploradas, como a margem equatorial, por exemplo, envia “um sinal favorável” aos agentes de mercado e investidores , e conta com total apoio do IBP.

“O alinhamento entre governo e setor produtivo fortalece o mercado brasileiro, pois gera previsibilidade, segurança jurídica e credibilidade para atrair novos investimentos, fundamentais para o desenvolvimento do setor de óleo e gás, que tem papel central no processo de transição e segurança energética”, concluiu o IBP.

A indústria de petróleo e gás representa uma geração estimada de mais de 445.000 empregos diretos ou indiretos por ano na próxima década e cerca de US$ 180 bilhões em investimentos no mesmo período. Estimular o desenvolvimento do setor é investir no crescimento da economia brasileira, afirma o IBP.

Universidade Petrobras está entre as vencedoras do ATD Best Award

Premiação internacional de treinamento e desenvolvimento será feita no dia 22 de maio de 2023, em cerimônia nos Estados Unidos

A Petrobras está, pela primeira vez, entre as empresas vencedoras do ATD Best Award, uma das premiações mais rigorosas relacionadas a treinamento e desenvolvimento no mundo. Promovida pela Association for Talent Development (ATD), esta premiação reconhece organizações que demonstram sucesso em toda a empresa como resultado do desenvolvimento de talento dos funcionários.

Participam do ATD Best Award pequenas e grandes organizações privadas, públicas e sem fins lucrativos do mundo inteiro. Elas são avaliadas por uma equipe de especialistas com experiência mundial, com base em critérios, como evidências de que o desenvolvimento de talentos é valorizado na cultura da empresa e considerado um impulsionador estratégico para os resultados do negócio.

O prêmio existe desde 2003 e não é a primeira vez que a Petrobras se inscreve. “Somos a única empresa brasileira entre as vencedoras dessa edição. Esse reconhecimento internacional da Universidade Petrobras (UP) é resultado do empenho e dedicação de todo o nosso time da UP, dos avanços que temos realizado na implementação das metodologias, tecnologias e inovação, aplicadas à capacitação dos nossos empregados. Isso certamente tem contribuído para o alcance das metas da companhia”, declara o gerente da Universidade Petrobras, Danilo Garbazza.

Conheça a Universidade Petrobras

Criada em 2005, a Universidade Petrobras (UP) busca facilitar, prover e incentivar o desenvolvimento dos empregados. É uma tradição na Petrobras realizar um significativo investimento no treinamento e desenvolvimento de seus empregados, o que pode ser evidenciado nos Cursos de Formação de novos empregados. Para alguns cargos, como engenheiro de petróleo, engenheiro mecânico e engenheiro de processamento, essa formação inicial tem duração superior a 10 meses, período em que o novo empregado fica dedicado integralmente ao desenvolvimento e preparação para os desafios futuros, acelerando sua curva de ambientação e geração de valor para a empresa.

A Universidade Petrobras oferta um amplo portfólio de soluções de desenvolvimento, englobando treinamentos internos presenciais e online para cursos de curta duração e pós-graduações. São mais de 20 mil soluções educacionais no portfólio, o que viabilizou a realização de 59 horas de treinamento por empregado no ano de 2022, 73% superior à média das empresas de grande porte em todo mundo, que é de 34 horas, conforme levantamento realizado pela ATD. São mais de 200 empregados atuando focados nos processos de treinamento e desenvolvimento, visando atender os mais de 38 mil empregados da companhia. “Nosso orçamento anual para a área é equivalente a US$1.233 por empregado, sendo um valor bem superior ao de empresas de grande porte no mundo. Todo esse investimento tem gerado resultados significativos, como o recorde de pedidos de depósitos de patentes no Brasil pelo segundo ano consecutivo; o recebimento do Distinguished Achievement Award for Companies concedido pela Offshore Technology Conference (OTC), devido às inovações geradas pela Petrobras na indústria de óleo e gás e o alcance do top 2% global na dimensão Human Capital Development do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, evidenciando as boas práticas aplicadas na empresa”, destaca o gerente executivo de Recursos Humanos, Juliano Loureiro.

Nos últimos anos, também foram criados pela UP programas e ações internas que contribuíram para a transformação cultural da Petrobras, como plataformas imersivas e salas de aulas com recursos diferenciados. Além disso, foram disponibilizados softwares e oficinas de capacitação para que os próprios empregados pudessem produzir conteúdos digitais e foi inaugurado, em 2022, um Laboratório de Experiências de Aprendizagem com Metodologias Disruptivas (EXPAMD Lab), onde são prospectadas novas tecnologias educacionais com potencial de obtenção de ganhos em educação corporativa.

Primeiro teste do Projeto #WellRobot® em escala real!

Pela primeira vez, foi realizado o teste com o robô autônomo desenvolvido pelo Projeto WellRobot®, em um poço-teste em tamanho real, similar a uma plataforma de perfuração terrestre.

O teste foi realizado no Poço Escola, infraestrutura fruto do Projeto Automud, localizada em Macaíba, no Rio Grande do Norte, e representa mais uma etapa para os avanços no desenvolvimento de um robô capaz de realizar a inspeção da integridade de poços de forma autônoma, sem a necessidade de interromper a produção.

A parceria do grande time de pesquisadores da Repsol Sinopec Brasil e das equipes da ouronova, no Projeto WellRobot, e Geowellex Mud Logging, no Poço Escola, tornou possível acelerar o processo de adaptação de tecnologias promissoras, que contribuem para a eficiência e a segurança das atividades da indústria como um todo.

Petrobras assina contrato para conclusão das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural do Gaslub

A Petrobras assinou contrato com a empresa Toyo Setal Empreendimentos Ltda. para conclusão das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Polo Gaslub de Itaboraí, as quais estavam paralisadas desde junho de 2022.

Com a retomada das obras da UPGN, a previsão do início das operações de processamento de gás no Polo GasLub está mantida para ocorrer em 2024, em conformidade com o Plano Estratégico 2023-2027. As demais Unidades necessárias para o início dessas operações, como unidades auxiliares localizadas no Polo GasLub, dutos submarino e terrestre, já estão com o escopo concluído, em fase de comissionamento final ou pré-operação.

O Projeto Integrado Rota 3, do qual faz parte a UPGN, é estratégico para a Petrobras e para o país, pois viabilizará o escoamento e processamento de até 21 milhões de m³/dia de gás natural produzido no Polo pré-sal da Bacia de Santos e o incremento da oferta de gás natural para o mercado brasileiro, reduzindo a dependência às importações de GNL.

Programa de Empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem prorroga inscrições até 02 de abril

Iniciativa teve maioria dos negócios liderados por mulheres em 2022

Em sua 23ª edição, o programa de empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem prorroga suas inscrições até o dia 02 de abril. Pessoas entre 20 e 34 anos que já empreendem ou têm ideias de negócios que promovam mudanças significativas na sociedade podem participar da seleção. Os interessados devem ter ensino médio completo e residência fixa nos estados do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo. As inscrições são gratuitas, e podem ser feitas no site https://iniciativajovem2023.cieds.org.br/.  

O Shell Iniciativa Jovem, executado anualmente pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), busca engajar os empreendedores em atividades como workshops, consultorias, acompanhamentos contínuos com especialistas e mentorias que visam aproximá-los e propiciar o trabalho em rede. A edição de 2023 vai dividir os participantes em dois grupos: pessoas no início da sua trajetória empreendedora ou com uma ideia que precisa ser tirada do papel; e empreendedores com negócios já existentes, formalizados ou informais, que precisam de auxílio profissional para melhor gestão e geração de impacto socioambiental. 

Programa teve maioria dos negócios liderados por mulheres em 2022 

No ano passado, o empreendedorismo feminino registrou forte presença no Shell Iniciativa Jovem, com 61,7% dos negócios liderados por mulheres. Bruna Enne, fundadora da Sinaliza, plataforma de educação e capacitação de jovens com deficiência auditiva, foi uma das selecionadas no programa em 2022. Com o objetivo de ampliar o número de pessoas com deficiência ingressantes em universidades e no mercado de trabalho, o Sinaliza Enem é o primeiro e único curso pré-vestibular EaD totalmente em Libras do Brasil. Bruna relata que as mentorias e capacitações do Shell Iniciativa Jovem foram essenciais para o crescimento do negócio: “Entramos no programa apenas com modelo B2C, atendendo alunos surdos com o nosso pré-vestibular, e saímos com um modelo de negócio muito mais robusto, levando a nossa solução também a empresas e ao poder público”, comenta. A empreendedora estima que mais de 500 alunos de todo o Brasil já foram alcançados.

Crescimento acelerado 

No caso de Isabela Vitoi (30 anos), sócia da RefilMe, o programa foi uma oportunidade de desenvolvimento de seu negócio na edição de 2021. O empreendimento fornece água potável gratuita para o consumidor, a partir de um totem publicitário instalado em locais públicos, melhorando assim a qualidade de vida da população e reduzindo o consumo de plásticos de uso único. A empresa dava seus primeiros passos quando foi selecionada no Shell Iniciativa Jovem e, hoje, possui totens no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná. As estações de reabastecimento de água podem ser encontradas em parques, shoppings centers, galerias, empresas, faculdades e eventos.

“O Shell Iniciativa Jovem nos ajudou a entender o nosso negócio, encontrar formas de monetizá-lo, como apresentar nossa solução. Eu e minha irmã conseguimos largar os nossos empregos e hoje nos dedicamos integralmente à RefilMe”, comemora.  

Desde o ano 2000, o Shell Iniciativa Jovem estimula e capacita empreendedores para o desenvolvimento de negócios sustentáveis e de impacto social, além de ser responsável pela criação da Rede de Empreendimentos Sustentáveis. Hoje, 505 empresas integram o grupo, formado por participantes que se destacam e recebem o Selo de Empreendimento Sustentável. Neste ano, a meta é reconhecer mais 45 empreendimentos que passarem pelo programa. 

PRIO conclui junto a TotalEnergies aquisição de 100% da concessão de campo no país

A PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, concluiu a aquisição da participação da TotalEnergies em um campo no Brasil, permitindo-lhe assumir a propriedade total do campo.

Em setembro de 2022, a PRIO assinou um acordo com a TotalEnergies E&P Brasil, subsidiária da francesa TotalEnergies, para a aquisição de 40 por cento de participação no bloco BM-C-32, contendo o campo de Itaipu .

Na ocasião, a empresa brasileira explicou que US$ 75.000 deveriam ser pagos no fechamento da aquisição, enquanto outros US$ 26.925.000 seriam pagos após a definição do destino de Itaipu.

Em atualização em 23 de março desse ano, a PRIO confirmou a conclusão da aquisição de 40% de participação no Bloco BM-C-32, adquirido da TotalEnergies. Isto, juntamente com a participação de 60 por cento em Itaipu adquirida à BP Energy do Brasil, uma subsidiária da britânica BP, em 17 de junho de 2021, eleva a participação da PRIO para 100 por cento na concessão.

O campo de Itaipu foi descoberto em 2009 no bloco BM-C-32, no pré-sal da bacia de Campos. O bloco é adjacente ao cluster Parque das Baleias e próximo ao campo Wahoo, em águas profundas (1.300 m) e a 120 km da costa do Espírito Santo.

Foram perfurados três poços para avaliação do reservatório e realizado teste de formação no poço descobridor, que revelou boa produtividade e óleo leve de 31º API. Os estudos preliminares do PRIP indicam que a acumulação é potencialmente compartilhada com a região sudeste do aglomerado adjacente.

Em relação às atividades recentes da PRIO, vale ressaltar que a empresa assinou um contrato operacional de longo prazo com a Ocyan em janeiro de 2023 para uma plataforma semissubmersível, que realizaria operações no país.

Além disso, a empresa pagou quase US$ 2 bilhões no total pela aquisição de toda a participação da Petrobras no campo de águas profundas de Albacora Leste, permitindo-lhe assumir a operação do campo.

Petrobras dá início à operação do supercomputador Tatu

Máquina é a primeira da empresa projetada especialmente para resolver desafios por meio de Inteligência Artificial

A Petrobras acaba de incorporar mais um supercomputador às atividades da área de Exploração e Produção. A empresa investiu R$36 milhões no Tatu, o primeiro High Performance Computer (HPC) da companhia projetado especialmente para rodar soluções baseadas em Inteligência Artificial. Semelhante ao mamífero curioso de quem ganhou o nome, o Tatu vai “escavar” dados para resolver demandas de modo mais ágil e preciso, com aumento do sucesso exploratório e redução de custo nas atividades de exploração e produção. O supercomputador iniciou a operação assistida e atingirá a plena produção no fim do mês.

“O foco do Tatu é um mix entre pesquisa aplicada e produção. A pesquisa aplicada é voltada à solução de problemas específicos da área de Geociências por meio do uso de algoritmos de Inteligência Artificial. Uma vez que o resultado de uma determinada pesquisa apresente um resultado satisfatório, é definido um projeto de forma a escalar o algoritmo original para uma solução que possa ser efetivamente utilizada pelos nossos geocientistas”, explica o diretor de Exploração & Produção, Fernando Borges.

Super Tatu

Ao contrário do seu xará, um mamífero de pequeno porte, o Tatu está instalado em 11 bastidores (armários) que, alinhados, formam uma fila com 7,4 metros de comprimento. Com capacidade de processamento de 2,4 Petaflops (Floating Point Operations Per Second), equivalente a 462 mil celulares ou 12 mil notebooks, o Tatu tem consumo energético máximo anual de 216 KW, equivalente ao de uma cidade de 1400 habitantes como Flora Rica (SP), e foi construído com a preocupação de ser ecoeficiente.  O equipamento possui 64 Terabytes de memória RAM e 224 GPUs (Graphic Processors Units). A “toca” escolhida para o Tatu é o Centro de Pesquisas Desenvolvimento e Inovação da empresa, o Cenpes.

“A Petrobras vem praticamente dobrando a capacidade de processamento de dados nos últimos quatro anos. Isso é importante para habilitar as iniciativas de tecnologia digital, em benefício da eficiência das operações, tornando a empresa mais resiliente às mudanças de cenários de negócio. Além disso, máquinas cada vez mais especializadas, dedicadas a diferentes atividades, permitem que a empresa siga investindo em pesquisa e desenvolvendo inovações, afirma o diretor de Transformação Digital e inovação, Paulo Palaia.

Alto desempenho

Em 2022, a Petrobras colocou em operação o supercomputador Pégaso, o 5º maior da indústria petrolífera mundial, e conquistou, pelo quarto ano consecutivo, o 1º lugar em computadores de alto desempenho e ecoeficiência da América Latina. Os quatro supercomputadores campeões: Pégaso, Dragão, Atlas e Fênix, juntos, somam 50 Petaflops pico FP64. Essa capacidade de processamento é equivalente à execução de 5 sextilhões de operações matemáticas por dia.

Petrobras obtém certificação internacional para produção do Diesel R

Iniciativa fortalece a atuação da companhia na produção de produtos com menor intensidade de carbono e alinhado às melhores práticas de sustentabilidade

A Petrobras recebeu, em fevereiro, certificado internacional para a unidade de coprocessamento que produz o Diesel R na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar (Araucária, PR). A ISCC (International Sustainability Carbon & Certification) é uma das mais tradicionais certificações existentes no mercado, sendo aplicável para a sustentabilidade de matérias-primas e produtos. Está presente em mais de 100 países e é amplamente utilizada para rastrear a cadeia de produção de produtos de baixo carbono.

Para produtos com conteúdo sustentável, a certificação é uma tendência mundial. O objetivo é tornar rastreável a cadeia de produção e validar princípios de sustentabilidade, através de rigorosas auditorias externas. Além da quantificação das emissões dos gases de efeito estufa (GEE) ao longo do ciclo de vida, para o produto certificado também é avaliado se toda a cadeia produtiva, incluindo a da matéria-prima utilizada, é ambientalmente responsável, com condições de trabalho seguras e em conformidade com os direitos humanos fundamentais.

Segundo o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Rogério Mastella, “esta certificação é o resultado do excelente trabalho que vem sendo planejado e executado por diversas áreas nos últimos meses e anos”. De acordo com o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa, “nossas equipes estão atuando em várias frentes para que a Petrobras esteja entre as empresas mais eficientes do mundo”.

A certificação faz parte da estratégia comercial da Petrobras para o mercado de produtos mais sustentáveis, que está em franco crescimento. “Para desenvolver novos produtos de baixo carbono, estamos trabalhando em contato constante com o mercado consumidor, para entender suas necessidades, e com os fornecedores, para diversificarmos as matérias-primas para processamento nas nossas unidades de refino. A certificação ISCC é a demonstração incontestável que a sociedade está sendo beneficiada com esses produtos. Em paralelo, estamos nos preparando para outros programas de certificação, como Renovabio e CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation)”, relata Sandro Barreto, gerente executivo da Comercialização do Mercado Interno.

No caso do Diesel R, a rastreabilidade das emissões é específica para a parcela sustentável presente no diesel coprocessado, considerando todos os agentes econômicos envolvidos, desde a origem da matéria-prima, passando pelo transporte e processamento, até a entrega e o uso do combustível, que já sai da refinaria associado ao diesel mineral.

O primeiro teste comercial do diesel R foi realizado em setembro de 2022, na REPAR, quando foram produzidos 1.500 m³ de Diesel R5, com 5% de conteúdo renovável. Desde fevereiro de 2023, a produção do diesel R segue sendo realizada em bateladas regulares para atender às necessidades de nossos clientes.

Sobre o Diesel R e mais projetos

O Diesel R é um combustível da Petrobras, produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, que contém uma parcela de diesel verde (HVO, em inglês), que pode variar de 5% (Diesel R5) até 10% (Diesel R10).

Outros projetos de coprocessamento para expansão da produção de Diesel R estão sendo desenvolvidos pela Petrobras. No segundo semestre de 2023, iniciaremos a comercialização na Refinaria de Cubatão (RPBC) e, ao longo dos próximos 3 anos, planejamos iniciar vendas nas refinarias de Paulínia (REPLAN) e de Duque de Caxias (REDUC).

Em 2028, está prevista a entrada em operação da primeira unidade da Petrobras voltada exclusivamente para a produção de combustíveis de baixo carbono, com matéria-prima 100% sustentável (óleos vegetais, gorduras e resíduos), que produzirá diesel verde, bioquerosene de aviação (BioQAV), entre outros. A nova planta será construída na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

Não Percam! Grande Ação Social no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (24/03).

Tratando-se de uma ação conjunta entre órgãos públicos e privados, liderada pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), que possuem interesse comum no ordenamento do tráfego aquaviário, segurança da navegação e salvaguarda da vida humana no mar de forma a demonstrar, à comunidade pesqueira artesanal e profissional, o apoio na regularização de suas embarcações bem como a regularização dos pescadores e suas atividades, junto às Autoridades competentes, principalmente a Marinha do Brasil.

Ação Social foi criada em 2020, ao longo da Pandemia, visando proporcionar a este grupo os recursos para, proporcionar meios, recursos e acesso a completa regularização de suas atividades, que outrora, ocorriam de forma irregular.

O evento conta com apoio de Engenheiros Navais, Vistoriadores Navais, Militares e Voluntários, para as Ações propostas pela organização do evento.   É sabido que tais atividades são desempenhadas por esta classe de forma artesanal, entretanto, para a maioria deles, a Baía de Guanabara (Rio de Janeiro), representa a sua fonte única de sobrevivência, isto é,  o evento visa prover sustento às famílias de maneira digna, cumprindo todas as diretrizes de segurança que lhe são proporcionadas, desta forma, a ação vem criando ao longo dos anos, uma rede de apoio que se expande a cada evento.

Em 2023, em sua 4ª edição e com mais de 100 atendimentos anteriores somados, que ocorrerá no dia 24/03, na Baía de Guanabara, está prevista a assistência a 100 pescadores de embarcações miúdas. Será fornecido no local, além do café-da-manhã, inúmeras doações referentes aos itens de segurança no trabalho de pesca e alimentação, tais como coletes, boias, lanternas, dentre outros, contando, também, com palestras (“Navegação e Segurança no Canal”, “Sinalização Náutica e Navegação Noturna” e “Educação Ambiental”), simulados (“Vazamento de Óleo”, “Homem ao Mar / Primeiros Socorros” e “Abalroamento”) e distribuição de Cartilhas de Boas Práticas.”

Baixe aqui o Folder em PDF: Folder – Ação Social 2023

Baixe aqui o PDF: Ação Social dos Pescadores – 2023 (1)

Organizadores: Marinha do Brasil (Capitania dos Portos) e Portos Rio Autoridade Portuária

Apoiadores: AIRSEA LOGISTICS, AMBIPAR, AWS SERVICE, CAMORIM, CFJ, COPPE – UFRJ, COSAN, DELIMA, DIALCAR, ENVIRONPACT, EQUIPEMAR, GEOBIO, GIRASSOL, GRUPO MAPMA, HIDROMARES, IBAMA, INEA, JARLE, LOCAR, MACLAREN GREEN PORTS, MULTI TERMINAIS LOGÍSTICA INTEGRADA, NOBRUDRONE, OCEANBOAT SERVIÇOS MARÍTIMOS, OCEANPACT, ORION RODOS, PETROBRAS, POSTO GOLFINHO PROTEUS, REFIT, RCS SUBAQUÁTICA, RENAVE, RIO BRASIL TERMINAL, PRATICAGEM DO RJ, 3S SEASHORE SOLUTIONS, SHIPPING CONSULTORIA – PSSA PORTO, SAMPAIO, SILVA – ADVOGADOS, SINDARIO, SINDOPERJ, SOAMAR-RIO, STARNAV SERVIÇOS MARÍTIMOS, TRIUNFO LOGÍSTICA, ULYSSES NAVEGAÇÕES & WILSON SONS.

 

 

 

Mais trabalho para PXGEO com a Petrobras

A PXGEO assinou um contrato com o consórcio Sépia para realizar um levantamento de nodos do fundo do oceano (OBN) na Bacia de Santos.

O levantamento 3D está programado para ser adquirido em profundidades de água de 2.300 metros com duração de aproximadamente quatro meses.

O presidente executivo da PXGEO, Peter Zickerman, disse: “Este será nosso quarto projeto adquirido para a Petrobras, desde meados de 2021, demonstrando nosso compromisso contínuo em fornecer soluções seguras e eficientes de aquisição de OBN em águas profundas no Brasil”.

A produção em Sépia começou em 2021 e visa um platô de 180.000 barris por dia com o primeiro FPSO. Espera-se que o segundo aumente a produção total de petróleo do campo para cerca de 350.000 b/d.

A Petrobras é a operadora do reservatório compartilhado de Sépia, com 55,3 por cento, TotalEnergies 16,9 por cento, Petronas Petróleo Brasil e QatarEnergy 12,7 por cento cada, e Petrogal 2,4 por cento.

A Petrobras anunciou no final de outubro de 2022 que havia feito uma descoberta de petróleo em um poço localizado na área coparticipada de Sépia. Em dezembro, a empresa iniciou o processo de contratação de duas unidades de produção flutuante, produção, armazenamento e transferência (FPSO) para os reservatórios compartilhados dos campos de petróleo em águas profundas de Atapu e Sépia.