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Equinor planeja reduzir emissões na Noruega em 40% nesta década

Equinor planeja reduzir emissões na Noruega em 40% nesta década

A norueguesa Equinor planeja reduzir as emissões de gases de efeito estufa de suas operações domésticas em 40% nesta década e atingir nível próximo ao zero até 2050, potencialmente permitindo que o país continue a produzir petróleo mesmo enquanto trabalha para atender às obrigações climáticas internacionais.

O presidente-executivo da Equinor, Eldar Saetre, disse à Reuters que o plano também pode dar à estatal uma vantagem competitiva, já que a indústria enfrenta crescentes custos relacionados às emissões que contribuem com o aquecimento global.

A Noruega é a maior exportadora de óleo e gás da Europa Ocidental, tendo utilizado recursos provenientes dessas vendas para construir o maior fundo soberano do mundo, de mais de 1 trilhão de dólares.

A Equinor e seus parceiros pretendem investir cerca de 50 bilhões de coroas (5,7 bilhões de dólares) até 2030 para reduzir as emissões de gás carbônico para uma taxa anual de cerca de 8 milhões de toneladas em instalações tanto marítimas quanto terrestres na Noruega, disse a companhia. Em 2018, as emissões foram de 13 milhões de toneladas.

As metas da Equinor abrangem apenas as emissões relacionadas às suas operações, sem contar as geradas pelos produtos que comercializa, o que estimulou críticas de alguns grupos ambientais.

Biraj Borkhataria, analista da RBC Capital Markets, disse que as emissões de CO2 da Equinor por barril de óleo equivalente já são baixas —de 9 kg, ante uma média de 18 kg no setor— e que faz sentido que a companhia não inclua as emissões de seus produtos, considerando suas operações reduzidas em varejo e distribuição.

A Equinor disse que os cortes iniciais ocorrerão especialmente por meio da substituição da eletricidade de suas turbinas a gás em grandes instalações por energias renováveis, incluindo turbinas eólicas no mar e energia hidrelétrica via cabos submarinos.

“Estamos convencidos de que (cortar) as emissões de CO2 do processo de produção será um fator competitivo, principalmente no futuro… Haverá regulamentação dessas emissões e também impostos associados a ela… Trata-se principalmente de evitar custos e criar uma situação competitiva”, disse Saetre.

Fonte: Agência Reuters

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