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Governo tem de vetar repasse do Fundo Social para gasodutos, defende Idec

Governo tem de vetar repasse do Fundo Social para gasodutos, defende Idec

Para Instituto, cenário de pandemia reforça importância dos recursos do Fundo para a saúde e a educação; pedido de veto foi encaminhado à Presidência da República

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) defende o veto, pela Presidência da República, da destinação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para o financiamento da construção de gasodutos. Essa destinação está definida no Projeto de Lei do Senado 3.975, de 2019, que prevê a criação do Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto) com 20% dos recursos do Fundo Social. O posicionamento do Idec é compartilhado por um grupo de organizações sociais em favor dos pequenos consumidores e do meio ambiente, e foi encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro.

“Nossa expectativa é que o projeto seja vetado, como havia sido acordado pelo Executivo e o Congresso, mas também vemos com preocupação o risco de que seja incorporado na Lei do Gás, em tramitação”, afirma o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite, acrescentando que a crise causada pela pandemia de Covid-19 reforça a importância dos investimentos em atividades que contribuam com o desenvolvimento humano e, consequentemente, a recuperação da economia. “Não é criando distorções de mercado, subsidiando fontes fósseis de energia e retirando recursos de educação e saúde que será possível atingir isso”, afirma.

Criada em 2010, a legislação relativa ao Fundo Social determina que parte dos recursos provenientes do petróleo e gás natural que a União recebe das empresas que exploram as áreas do Pré-Sal seja usada para programas nas áreas de combate à pobreza, como educação e saúde pública. Estimativas do governo indicam que o Fundo perderia R$ 97 bilhões no período de 2020 a 2040 com a destinação de recursos à construção de gasodutos.

Leite lembra que os orçamentos das áreas de saúde e educação têm sofrido cortes significativos nos últimos anos e as áreas se encontram ainda mais fragilizadas pelos problemas causados pela pandemia de Covid-19. O entendimento é de que a medida também vai em direção contrária às propostas liberalizantes defendidas pelo próprio setor de gás natural em legislação sobre o assunto que tramita no Congresso Nacional, bem como à necessidade de redução do uso de fontes fósseis de energia devido às mudanças climáticas.

Redação

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