Artigo / ABB: Eletrificação 4.0 para um novo salto da indústria siderúrgica no Brasil

Rogério Bertoldo*

A indústria do aço no Brasil, a nona maior do mundo, caminha para encerrar 2021 com um recorde de produção. Com fábricas paradas por anos e novos desafios impostos pela pandemia de Covid-19, o setor siderúrgico está retomando com força as atividades.

No acumulado de janeiro a julho, a produção de aço bruto no país alcançou 21 milhões de toneladas, um aumento de 22% em relação a igual período de 2020. Nessa mesma base de comparação, as vendas internas avançaram 38,4%, enquanto o consumo aparente de produtos siderúrgicos acumulou alta de 44,9%.

O bom desempenho fez com que as previsões de crescimento do setor fossem revistas para cima ao longo do ano. O Instituto Aço Brasil projeta agora uma expansão de 14% na produção em 2021, chegando a 35,8 milhões de toneladas. Para o consumo aparente, o aumento previsto é de 24%, com um avanço de 18,5% nas vendas no mercado interno. Apesar de rumores de falta de produtos, não foram encontradas evidências de desabastecimento do mercado. Com isso, a indústria siderúrgica brasileira segue atendendo à demanda com excelência.

Esse forte ritmo de recuperação, no entanto, exige a atenção por parte das siderúrgicas em relação à infraestrutura necessária para que as linhas de produção continuem a todo vapor, em especial os parques elétricos instalados em suas usinas.

Em abril de 2020, fornos e linhas de produção chegaram a ser paralisados, levando o setor a operar com 45% da capacidade instalada. Com a aceleração da demanda das indústrias de máquinas e equipamentos, automotivos e, sobretudo, construção civil, o índice já está em 73,5%.

Além de garantir a segurança dos colaboradores, o investimento em soluções para manutenção, monitoramento e melhoria da base elétrica das fábricas evita perdas causadas por paralisações e eleva a produtividade das plantas siderúrgicas. Somente um laminador de chapas galvanizadas parado por uma hora, por exemplo, equivale a uma perda de R$ 700 mil para uma siderúrgica.

Outra questão que reforça a necessidade de um olhar mais cuidadoso sobre a infraestrutura elétrica são os impactos da atual crise hídrica nos preços da energia. O setor siderúrgico é um dos maiores consumidores de eletricidade do Brasil e sentirá o peso de reajustes tarifários no custo de produção.

Nesse contexto, tecnologias para trazer mais eficiência energética também contribuem para minimizar os efeitos da eletricidade mais cara.

Atualmente, as siderúrgicas têm ao alcance soluções inteligentes de eletrificação específicas para o setor, em linha com a indústria 4.0, para uma maior produtividade, qualidade e disponibilidade de suas usinas.

Plataformas de monitoramento de dados permitem a manutenção preditiva de máquinas e equipamentos de eletrificação, indo além dos dispendiosos suportes corretivos e preventivos. Por meio de sensores interligados a uma nuvem com Inteligência Artificial (IA), é possível ter uma visibilidade contínua e completa do status de máquinas e equipamentos, usando dados da planta para prever as necessidades de manutenção.

O sistema coleta rapidamente informações de diversos equipamentos da produção como motores, disjuntores, redutores, válvulas, chaves e sensores. Após a análise feita com IA, um diagnóstico online é apresentado em dashboards de fácil utilização para as equipes de operações, automação e de manutenção – que podem realizar o seu trabalho de forma integrada e sem precisar estar expostos a risco de acidentes e ruídos excessivos.

As manutenções corretivas e preventivas são caras por paralisarem a produção de forma inesperada, no primeiro caso, ou pelo menos uma vez ao ano, no último. Já o monitoramento preditivo antecipa a necessidade de manutenção do equipamento, evitando desmontagens desnecessárias e determinando previamente interrupções de produção. Isso assegura a diminuição do risco de falhas e/ou quedas de energia, a extensão da vida útil dos equipamentos e a redução das paradas de emergência. Ou seja, cortes significativos nos custos operacionais.

Com o uso de soluções digitais, siderúrgicas no mundo estão também superando um dos maiores desafios enfrentados hoje pelo setor, que é manter as temperaturas ideais necessárias para a fundição do aço e, ao mesmo tempo, equilibrar os altos custos de energia elétrica. A temperatura certa no momento certo, junto com outros parâmetros no aço fundido, determina diretamente a qualidade e a produtividade.

A JSW Steel Ltd, siderúrgica líder da Índia, por exemplo, melhorou a produtividade e a eficiência energética para a aciaria, ao adotar uma solução de otimização de operações, incluindo panela e sistema de rastreamento e de programação de guindaste e modelos de perda térmica, para prever a temperatura-alvo para fornos panela e garantir o superaquecimento correto no fundidor. Os resultados obtidos foram: velocidades de fundição 4% mais altas, economia de tempo de um dia útil por mês e produção adicional equivalente a 24.000 toneladas por ano.

Tecnologias inéditas e customizadas estão atacando ainda questões específicas de segmentos da siderurgia. É o caso das usinas semi-integradas, que têm hoje à disposição uma solução inovadora compatível com as necessidades de manutenção e operação dos centenários fornos a arcos, por reduzir drasticamente a necessidade de trocas de disjuntores. O novo painel, composto por dispositivos extraíveis, permite a realização de 150 mil operações sem a necessidade de substituição de disjuntores, diminuindo assim o custo total de atividade do forno de empresas de refino e laminação.

Portanto, investir em uma infraestrutura elétrica 4.0 será fundamental para a indústria do aço no Brasil seguir essa nova trajetória de expansão de forma competitiva e deixar para trás as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, vislumbrando novos recordes de produção.

*Gerente do segmento de Mineração e Metais da ABB Eletrificação

Pré-sal tem recorde de produção e de participação no total nacional em setembro

Em setembro, a produção de petróleo e gás natural do Pré-sal totalizou 2,85 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), representando 74,10% do total nacional (3,84 milhões de boe/d). Foi o maior registro histórico de produção mensal no Pré-sal, tanto em termos absolutos quanto em percentual de participação na produção total do país.

Esses e outros dados sobre a produção de petróleo e gás nacional estão disponíveis no Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural.

A produção acumulada no Pré-sal, desde a descoberta de Tupi, em abril de 2009, é de 5,02 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse número já ultrapassou, por exemplo, toda a produção acumulada em campos terrestres desde 1941, que foi de 4,96 bilhões de barris óleo equivalente.

A maior produção por bacia sedimentar, em setembro, foi registrada na bacia de Santos, com 2,74 milhões de boe/d, atingindo 71,36% do total nacional. Este foi também o maior valor histórico registrado para a Bacia de Santos, em termos absolutos e relativos.

O campo de maior produção permaneceu sendo o campo de Tupi, com 1,22 milhões de boe/d, sendo tanto a maior produção de petróleo (948 mil barris de petróleo por dia) quanto de gás natural (43,12 milhões de metros cúbicos por dia) no país. Já o maior poço produtor foi o 7-BUZ-10-RJS, do Campo de Búzios, que registrou no período 67,5 mil boe/d, sendo a quarta maior produção histórica por poço.

Com 3 milhões de boe/d, o Rio de Janeiro foi o maior estado produtor, com 78,5% do total nacional, 81,8% da produção nacional de petróleo e 66,3% da produção nacional de gás natural.

Os dados do Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural são preliminares e estão sujeitos a ajustes pelas empresas concessionárias até a publicação dos dados consolidados no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

Royalties: ANP vai consultar a sociedade sobre acordo relativo à produção de petróleo e gás pela SIX

A Diretoria da ANP aprovou a realização consulta e audiência públicas, para obter, de agentes econômicos e outros interessados, contribuições sobre minuta de acordo para encerramento da controvérsia envolvendo o recolhimento de royalties referentes à produção de petróleo e gás proveniente de xisto na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), da Petrobras, localizada em São Mateus do Sul, no Paraná.

O xisto é uma rocha sedimentar, com conteúdo de matéria orgânica na forma de querogênio, que somente por aquecimento (pirólise) pode ser convertido em óleo e gás. A Petrobras, única empresa a utilizar o xisto para fins energéticos no Brasil, concentra suas operações na jazida localizada em São Mateus do Sul, processada na SIX, que está em atividade desde 1972.

Este ano, após inúmeras discussões técnicas com a ANP, a Petrobras confirmou o interesse em encerrar consensualmente as pendências relacionadas ao recolhimento de royalties e ao regime regulatório referentes às atividades de lavra de xisto por meio do pagamento parcelado de R$ 559 milhões (a ser atualizado até a assinatura do acordo) e da celebração de um contrato de concessão, com alíquota de royalties de 5%.

O encerramento das controvérsias envolvendo o recolhimento de royalties sobre a produção de petróleo e gás proveniente de xisto e a assinatura do contrato de concessão terão grande impacto socioeconômico regional, tanto em relação à distribuição dos valores de royalties aos beneficiários, como na continuidade das atividades produtivas. A unidade SIX está inserida no termo de compromisso celebrado pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e está incluída no programa de desinvestimento de ativos de refino. A partir da consulta e da audiência públicas, com a participação da sociedade, a ANP dá transparência a esse importante acordo.

O valor a ser pago corresponde as seguintes parcelas: a) royalties na alíquota de 10% sobre a produção do período de dezembro de 2002 a novembro de 2012; b) royalties na alíquota adicional de 5% sobre a produção do período de dezembro de 2012 até a data de celebração do acordo e c) encargos legais de inscrição em Dívida Ativa.

A audiência pública sobre o acordo será realizada no município de São Mateus do Sul, com possibilidade de participação de forma virtual, e também será transmitida pelo canal da ANP no YouTube.

A minuta do acordo e outras informações sobre o assunto serão publicadas em https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/consultas-e-audiencias-publicas.

Histórico da controvérsia 

A Lei nº 9.478/1997 (Lei do Petróleo) não menciona a atividade de lavra de xisto betuminoso e a produção de petróleo e gás proveniente de xisto. Com isso, havia dúvida se as regras para cálculo e pagamento de royalties em função da produção de petróleo e gás previstas na lei valeriam também para os produtos provenientes da lavra e beneficiamento do xisto betuminoso. Em 2012, após ampla discussão na administração pública, chegou-se ao entendimento conclusivo de que também caberia o recolhimento de royalties sobre a produção de petróleo e gás proveniente de xisto. Em 2013 e 2014, a ANP cobrou da Petrobras o pagamento de royalties, incidentes sobre a produção de óleo e gás oriundos da lavra de xisto desde dezembro de 2002. Por não concordar com a decisão da ANP, a Petrobras ingressou com demandas judiciais, com a finalidade de anular ou reformar essas cobranças de royalties. Em 2018, o poder judiciário suspendeu os processos judiciais, para possibilitar entendimentos na esfera administrativa, visando à solução consensual da disputa.

82º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 1,07 bilhão de litros

No 82º Leilão de Biodiesel da ANP, foram arrematados 1.072.626.000 litros de biodiesel para atendimento à mistura obrigatória. Não houve arremates para mistura voluntária. Todo esse volume foi oriundo de produtores detentores do Selo Biocombustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 5,907/L, sem considerar a margem da adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 6,34 bilhões, refletindo um deságio médio de 23,9% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 7,759/L).

A etapa de apresentação das ofertas para atendimento à mistura obrigatória ocorreu em 04/10/2021, com 44 produtores disponibilizando um volume total de 1.369.750.000 litros de biodiesel. Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, na primeira etapa de seleção de ofertas, realizada nos dias 05 e 06/10/2021, foram arrematados 61.830.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores de pequeno porte detentores de Selo Biocombustível Social, representando 47,5% do volume ofertado por esses produtores e 4,5% do total ofertado no Leilão.

Na segunda etapa de seleção de ofertas, realizada nos dias 07, 08 e 13/10/2021, foram arrematados 899.180.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores detentores de Selo Biocombustível Social, representando 65,6% do volume total ofertado no Leilão.

Na terceira etapa de seleção de ofertas, realizada em 14/10/2021, foram arrematados 111.616.000 litros, representando em torno de 8,1% do total ofertado no Leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 15/10/2021. Foram disponibilizados 4.000.000 litros, sendo 100% de produtores detentores do Selo Biocombustível Social, volume este que representou 1,3% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Nessa etapa não houve nenhuma negociação efetivada.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender à Lei nº 13.263, de 23 de março 2016, e a Resolução CNPE nº 16, de 29 de outubro de 2018, para implementação do cronograma de evolução da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final.

Ressalta-se que o 82º Leilão (L82) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de novembro a 31 de dezembro de 2021, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 005/21-ANP.

Veja os resultados homologados do L82 na página dos leilões de biodiesel

ANP terá grupo de trabalho para avaliar incentivos a campos marginais

A Diretoria da ANP aprovou a criação de um grupo de trabalho (GT) para avaliar possíveis incentivos a campos e acumulações com economicidade marginal. O GT será interdisciplinar, formado por  técnicos de 11 áreas da Agência.

A definição e o enquadramento de campos e acumulações de petróleo e gás natural que apresentem economicidade ou produção marginal estão previstos em minuta de resolução atualmente em processo de consulta e audiência públicas pela ANP (Consulta e Audiência Públicas nº 17/2021).

A iniciativa visa maximizar a recuperação dos recursos in situ dos reservatórios, por meio do fomento da adequada monetização das reservas existentes.

O tema já vem sendo estudado pela ANP desde 2018, a partir da Tomada Pública de Contribuições (TPC) nº 08/2018, e a criação do GT vai ao encontro das diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) dispostas na Resolução CNPE nº 4/2020. Além disso, atende aos objetivos do Reate e do Promar, programas do governo federal para incentivar, respectivamente, campos terrestres e marítimos.

Gás natural: aprovada consulta sobre edital da Chamada Pública CP 03 para o Gasbol

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta pública para obter contribuições, de agentes econômicos e demais interessados, sobre o Edital de Chamada Pública (CP 03) para a contratação de capacidade de transporte de gás natural no Gasoduto Bolívia-Brasil (gasoduto de transporte da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.). O objetivo do edital é a identificação de potenciais carregadores (agentes econômicos autorizados pela ANP a contratar o serviço de transporte dutoviário de gás natural) e a contratação de capacidade de transporte firme (com garantia de movimentação até o volume contratado) no gasoduto para o período de 2022 a 2026.

Devido à transição para um novo modelo de reserva de capacidade de transporte no Brasil e de tarifação dessa capacidade, é fundamental a participação dos agentes na discussão das cláusulas e documentos utilizados no processo de chamada pública, uma vez que eles apresentam as tarifas de referência aplicáveis ao serviço de transporte firme objeto da contratação.

Após a análise das contribuições recebidas durante a consulta pública, haverá a aprovação da minuta de edital e, como anexo, das minutas dos contratos de transporte pela Diretoria da ANP. Também deverão ser aprovadas a Receita Máxima Permitida da TBG e as tarifas de referência aplicáveis ao serviço de transporte firme a ser contratado por meio da chamada pública, uma vez que estes valores fazem parte do edital, em cumprimento ao estipulado na Nova Lei do Gás (Lei 14.134/2021).

A Chamada Pública CP 03 será conduzida de maneira indireta pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A – TBG.

ANP amplia oferta de querosenes de aviação autorizados no país

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou a alteração da Resolução ANP nº 778, de 2019, que estabelece as especificações dos querosenes de aviação fósseis e alternativos, com vistas à introdução do querosene de aviação JET-A no país, entre outras providências. O querosene de aviação (QAV ou JET) é usado preferencialmente em aeronaves de grande porte, diferentemente da gasolina de aviação (GAV), utilizada nas de pequeno porte a pistão.

A principal alteração é a introdução, no Brasil, do querosene de aviação JET-A, comercializado no mercado internacional, que, à semelhança de outros combustíveis, poderá ser produzido nas refinarias do país e importado. As especificações propostas permitem ainda a manutenção do querosene JET-A1, utilizado hoje no país. O objetivo é aumentar a oferta de querosenes, gerando potencial de redução de custos para companhias de aviação e, por extensão, de preços de passagens aéreas.

Com a nova resolução, serão introduzidos ainda dois novos querosenes de aviação alternativos, aprovados em 2020 pela ASTM International, que poderão ser utilizados em misturas com querosenes fósseis, ampliando a relação de bioquerosenes e outros alternativos regulamentados pela Agência desde 2019.

A viabilidade técnica para a alteração regulatória foi avaliada em estudo conduzido pela ANP, com participação da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, da Secretaria de Aviação Civil – SAC e de outros órgãos públicos, empresas e associações nacionais e internacionais do setor, além da ASTM, que desenvolve, entre outras, normas técnicas com especificações internacionais de combustíveis de aviação.

A minuta de resolução passou por consulta e audiência públicas e as sugestões recebidas foram avaliadas pela área técnica. O texto final foi ainda submetido à análise jurídica pela Procuradoria Federal junto à ANP.

Veja as contribuições recebidas e assista à gravação da audiência pública.

Petrobras mantém crescimento da produção no 3º trimestre

A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras alcançou 2,83 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no terceiro trimestre de 2021, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior. O resultado confirma a boa performance operacional da companhia num cenário ainda de restrições em função da pandemia de Covid-19.

O aumento da produção neste trimestre é devido, principalmente, à entrada em operação em agosto do FPSO Carioca (campo de Sépia) e à maior média de produção no trimestre do FPSO P-70 (campo de Atapu), que atingiu a capacidade máxima no início de julho, confirmando o bom desempenho dos poços e da plataforma.

Tanto Sépia como Atapu estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos, que vem se consolidando como uma área excepcional com grandes reservas, baixo risco e custos competitivos. A produção da Petrobras no pré-sal totalizou 2,01 milhões de boed no terceiro trimestre, representando 71% da produção total da Petrobras.

As vendas de derivados neste trimestre alcançaram volumes de 1,9 milhão de barris por dia (bpd), 10,7% maiores do que no trimestre anterior, com aumento na comercialização de todos os produtos, destacando-se o crescimento da gasolina, do diesel e do QAV. A produção de derivados nas refinarias também subiu 11% no mesmo período devido à maior demanda do mercado interno e maior disponibilidade das unidades de refino com a conclusão de paradas programadas de manutenção concentradas no trimestre anterior. Na comparação do segundo e do terceiro trimestre, o fator de utilização das refinarias aumentou de 75% para 85%.

A parcela de petróleo do pré-sal utilizado nas refinarias da Petrobras segue crescendo e, em setembro, alcançou um novo recorde de 1,1 milhão de bpd, com participação de 65% na carga processada. Na média do trimestre, o petróleo do pré-sal representou 63% da carga total. A adequação do refino para viabilizar cada vez mais o processamento dos petróleos do pré-sal está diretamente associada ao aumento na flexibilidade e à garantia da confiabilidade e disponibilidade do parque de refino. Essa ação está alinhada às diretrizes de economicidade e sustentabilidade da Petrobras, à medida que o petróleo do pré-sal apresenta alto rendimento de derivados médios de maior valor agregado e baixo teor de enxofre.

Em relação ao gás natural, a Petrobras segue empenhando todos os esforços para maximizar a oferta deste insumo e contribuir de forma ativa no enfrentamento da crise hídrica que afeta o país. No terceiro trimestre, a geração de energia elétrica foi de 4.162 MW médios, um aumento de 26,2% em relação ao trimestre anterior.

O volume de venda de gás natural neste trimestre atingiu 89 milhões de m³/dia, um aumento de 7 milhões de m³/dia em relação ao segundo trimestre, devido ao maior despacho termelétrico. O volume de GNL regaseificado também cresceu e alcançou uma média de 30 milhões de m³/dia, aumento de 66,7% em relação ao trimestre anterior. Esse maior volume de GNL entregue ao mercado foi viabilizado com a ampliação da capacidade de regaseificação do terminal da Baía de Guanabara (RJ). Tais resultados evidenciam o esforço empreendido pela Petrobras para maximizar a oferta de gás e garantir a confiabilidade do suprimento aos seus clientes.

Clique aqui para acessar a íntegra do Relatório de Produção e Vendas do 3T21.

Belgo Bekaert inaugura Espaço Inovação em modelo pioneiro no Brasil

Dentro da planta de Contagem (MG), o ambiente aproxima a operação com o ecossistema inovador e estimula o intraempreendedorismo

A Belgo Bekaert inaugurou o Espaço Inovação, ambiente em modelo pioneiro no país elaborado para integrar os empregados ao ecossistema da inovação, em busca do desenvolvimento de projetos disruptivos que tragam soluções tanto para a empresa quanto para o mercado.

O pioneirismo do projeto se dá pelo seu conceito: espaços modulares sequenciais retratando e fomentando a capacitação do time nas etapas fundamentais de um empreendimento de sucesso. Além disso, preocupou-se em promover a participação abrangente de empregados de todos os níveis da organização e foi instalado em uma área de convivência ao lado do refeitório da unidade de Contagem, sede da empresa. “É a primeira vez que uma indústria no Brasil traz um projeto com estas características para o ambiente da operação. No mercado é mais comum observarmos a disponibilização de coworkings, que nem sempre facilitam a participação das equipes operacionais. Mas aqui pretendemos oferecer acessibilidade e inclusão ampla de todos os empregados ao universo da inovação para estimular o intraempreendedorismo”, afirma o Diretor de Inovação, Marketing e Negócios Roberto Milhomem.

O espaço, dividido em módulos, deixará à disposição dos 1.600 empregados da unidade uma galeria multimídia, espaço para eventos, processos de ideação e design thinking, ambiente para incubação de grandes projetos e salas para mentorias, capacitações e treinamentos. Além disso, um makerspace, ambiente colaborativo aberto para aos empregados com ferramentas fundamentais para a criação de protótipos, será inaugurado até o final do ano.  No Espaço Inovação, também serão realizadas as apresentações dos projetos idealizados pelo público interno, hubs, universidades e startups para apoiadores e investidores internos.

Para a construção do Espaço Inovação, a Belgo Bekaert contou com projeto arquitetônico sustentável, com módulos separados por containers reutilizados e conectados à uma usina de energia solar fotovoltaica própria, para garantir a produção de energia elétrica necessária ao consumo do local. Outra característica é a conectividade, com a disponibilização de acesso à internet por meio de wi-fi, rede de computadores e tablets.

“A inovação é um pilar estratégico da Belgo Bekaert e estamos investindo inicialmente R$ 2 milhões no Espaço Inovação para estimular a criatividade e fortalecer a cultura de inovação  no ambiente de trabalho. Este lançamento marca uma nova fase da empresa neste ecossistema, ainda mais aberta, dinâmica e criativa, potencializando a cocriação e visão empreendedora do público interno”, conclui Gerente de Inovação da empresa, Eduardo Carrara.

O lançamento do espaço foi realizado na semana de regresso da equipe administrativa – que agora adota modelo híbrido – aos escritórios, desde o início da pandemia. A inauguração do espaço ocorrerá durante as ações que celebram o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, comemorado em 21 de outubro. A programação conta ainda com performances musicais, exposição de robôs industriais e com a mostra “Os Protagonistas da Inovação”, que destaca a história de empregados, na Galeria de Inspiração.

Sobre a Belgo Bekaert

A Belgo Bekaert é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação e fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de Agronegócios, Cercamentos, Construção Civil, Automotivo, Solda, Aplicações Especiais e Indústria Petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes.

Neste ano foi listada no Ranking das TOP 100 Open Corps 2021, da 100 Open Startups, que reconhece corporações que mais praticaram inovação aberta com startups no país. Também foi eleita pela FIA Employee Experience como uma das 30 melhores empresas de grande porte para trabalhar no Brasil, com a conquista do prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar, da Fundação Instituto de Administração (FIA) e UOL, e reconhecida como a melhor empresa de Mecânica e Metalurgia do país pelo Anuário de Época NEGÓCIOS 360°, desenvolvido por Época NEGÓCIOS e Fundação Dom Cabral.