Vibra e Petrobras mantêm parceria nos postos

Licença de uso das marcas tem duração de dez anos e poderá ser prorrogada por mais dez

A Vibra manterá sua parceria com a Petrobras para o uso de marcas em seus postos de combustíveis. Mais de 8 mil pontos de venda pelo Brasil seguirão usando o nome Postos Petrobras, e continuarão vendendo as marcas GRID e Podium, que são de propriedade da estatal.

A Vibra mantém um contrato de licenciamento que tem validade de dez anos, podendo ser renovado por mais dez. “Continuaremos oferecendo nosso mix de produtos e serviços de alta qualidade, chancelados pela marca Petrobras, que é sinônimo de tradição, tecnologia e liderança de mercado. Além disso, estamos mudando a imagem de toda a nossa rede de postos, incluindo as lojas BR Mania e os centros automotivos Lubrax+. Até o momento, já reformamos mais de 500 postos e a previsão é de fechar o ano com mais de 700 com a nova imagem. Por outro lado, um dos planos para a nossa rede de postos é aumentar essa rede de forma seletiva e investir na manutenção e infraestrutura já existente”, esclarece Léo Burgos, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Vibra.

A marca Podium, por exemplo, é o combustível oficial da Stock Car, por meio do patrocínio de Vibra à maior categoria do automobilismo nacional. E, junto com a Petrobras, a companhia segue trabalhando no desenvolvimento de combustíveis premium, como é o caso da Podium e da linha GRID, de gasolina, diesel e etanol aditivados.

“O sistema de marcas que abrange os Postos Petrobras, a loja BR Mania e os combustíveis é algo reconhecido, de valor e muito próximo ao consumidor. Nós não temos nenhum interesse em mudar a marca Petrobras nos postos, pois entendemos que essa é uma marca reconhecida pelos consumidores, é ‘top of mind’”, afirma Wilson Ferreira Júnior, presidente da Vibra.

Sobre a Vibra – Líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e de lubrificantes e uma das maiores empresas de energia do país, a Vibra Energia caminha para a transição energética. A companhia entrou em novos mercados e vem investindo na melhoria dos seus padrões de governança e nos temas ESG. No mercado de energia, a Vibra atua por meio da comercializadora Targus, da qual possui 70%. Com uma estrutura logística que garante sua presença em todas as regiões do país, a empresa conta com um portfólio de mais de 18 mil grandes clientes corporativos, em segmentos como aviação, transporte, comércio, indústrias eletrointensivas, produtos químicos, supply house e agronegócio.

Em lubrificantes, é líder de mercado com a linha top of mind Lubrax,que possui mais de 600 itens para aplicações automotivas, industriais, marítimas e ferroviárias. Com a marca BR Aviation, a companhia abastece aeronaves em mais de 90 aeroportos brasileiros. No mercado automotivo, a Vibra é licenciada da marca Petrobras, formando uma rede com 8,3 mil postos de combustíveis, em todo o País. As franquias da Vibra Energia para o segmento são as lojas de conveniência BR Mania e os centros de lubrificação automotiva Lubrax+.

Porto do Açu é o primeiro porto do Brasil a obter certificação internacional EcoPorts

Selo EcoPorts é a principal iniciativa global do setor e reconhece portos com boas práticas de gestão ambiental

O Porto do Açu se tornou o primeiro porto no Brasil a receber a certificação EcoPorts, principal iniciativa de certificação do setor. A chancela, obtida esta semana, incorpora as principais normas de gestão ambiental reconhecidas internacionalmente, como a ISO 14001. Um dos objetivos da rede é padronizar boas práticas de gestão ambiental do setor portuário por meio da cooperação e compartilhamento de conhecimento. A conformidade com o padrão PERS – Port Environmental Review System é avaliada de forma independente pela empresa certificadora Lloyd’s Register Quality Assurance. O certificado tem validade de 2 anos.

“A certificação é um reconhecimento aos nossos esforços em estruturar a gestão ambiental do Porto do Açu com base nas melhores práticas do mercado e em linha com nossa estratégia de sustentabilidade. Nosso objetivo é buscar um desempenho ambiental de alta performance comparável aos principais portos do mundo”, ressalta José Firmo, CEO da Porto do Açu Operações, responsável pela administração portuária do Açu.

O selo EcoPorts reforça o compromisso de desenvolvimento do Açu como um porto de classe mundial, comprometido com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança formalizadas em sua política de sustentabilidade. O documento, que completa um ano de aprovação em outubro, reflete a nova estratégia de sustentabilidade da Porto do Açu Operações, construída a partir de intensa colaboração com os seus acionistas Prumo Logística e Porto de Antuérpia Internacional. Recentemente a empresa divulgou o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, referente ao ano-base 2020, com o objetivo de dar publicidade e transparência aos resultados ESG da companhia.

Também em 2021 o Porto do Açu formalizou sua adesão ao Enviromental Ship Index (ESI), índice que classifica as embarcações que superam os padrões de emissão estabelecidos pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). Navios que performam acima dos padrões ambientais estabelecidos, incluindo os níveis de emissões de gases do efeito estufa, passaram a ter acesso a tarifas portuárias diferenciadas, com descontos de até 10%. Com a iniciativa, o Porto do Açu passa a integrar uma lista de mais de 60 portos globais que adotaram o mecanismo de incentivo.

 

Aprovada resolução sobre redução da alíquota de royalties para empresas de pequeno e médio porte

A diretoria da ANP aprovou a publicação da resolução que regulamentará a redução da alíquota de royalties como incentivo às empresas de pequeno e médio porte. 

Esta nova resolução adiciona-se ao conjunto de ações para incentivar investimentos em projetos de E&P no Brasil, implementadas a partir da Resolução CNPE nº 17/2017, que estabeleceu a nova Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural. 

Histórico 

Desde 2003, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece diretrizes para a adoção de medidas que incentivem a participação de pequenas e médias empresas nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. 

Em 2018, a Diretoria Colegiada da ANP já havia aprovado a Resolução nº 749, que regulamentou o procedimento para concessão da redução de royalties como incentivo à produção incremental em campos maduros. 

O Art. 1º da Resolução CNPE nº 04, de 04/06/2020, estabeleceu como de interesse da Política Energética Nacional que a ANP avaliasse adoção de medidas visando à redução para até 5% da alíquota de royalties para campos concedidos a empresas de pequeno e médio portes, classificadas de acordo com os critérios estabelecidos pela Agência. 

Antes de sua publicação, o texto passou por um período de consulta e audiência públicas. Adicionalmente, para estimular a participação social, foi realizado em dez/2020 um workshop com entes federados beneficiários dos royalties, o Ministério de Minas e Energia (MME) e integrantes da indústria. 

A expectativa, com a nova resolução, é que haja aumento na atratividade econômica e continuidade da produção, com extensão da vida útil dos campos, mantendo seus benefícios socioeconômicos regionais, como geração de empregos, renda e arrecadação de tributos estaduais e municipais. Há ainda a perspectiva de aumento da participação de empresas de pequeno e médio portes nas atividades de exploração e produção, resultando em maior pluralidade de atores da indústria.

Empresas de pequeno e médio portes 

Os critérios para classificação do porte de uma empresa, no setor de petróleo e gás, estão previstos na Resolução ANP nº 32/2014. Atualmente, a lista das empresas classificadas inclui 19 de pequeno porte e 5 de médio porte.

Existem 113 campos pertencentes a empresas de pequeno e médio portes, porém 15 campos não produziram em 2021. A regulamentação da redução de royalties será um incentivo à retomada da produção desses campos inativos. Em produção, existem 38 campos operados por empresas de pequeno porte e 60 de médio porte. 

A atuação dessas empresas no Brasil é um importante catalisador do desenvolvimento socioeconômico regional, em especial no interior do Nordeste. A redução de royalties terá potencial impacto sobre 52 campos no RN, 30 na BA, 13 em AL, 10 no ES, 7 em SE e 1 no MA. 

Outras iniciativas em desenvolvimento 

Em atendimento ao Art. 2º da Resolução CNPE nº 4, de 04/06/2020, outras iniciativas para impulsionar a atratividade de projetos e benefícios socioeconômicos regionais associados estão em andamento na ANP, como a definição e implementação de eventuais incentivos para acumulações ou campos com economicidade marginal. 

Shell Brasil planeja investir R$3 bi até 2025 em projetos de energia renovável

A petroleira anglo-holandesa Shell planeja investir 3 bilhões de reais até 2025 em projetos integrados de energia renovável no Brasil, sendo a maior parte para o desenvolvimento de empreendimentos solares, afirmaram executivos da companhia na terça-feira.

Atualmente, a empresa tem cerca de 2 GW de projetos solares em desenvolvimento e prevê atingir aproximadamente 5 GW até o fim deste ano, afirmou a gerente de desenvolvimento de renováveis da América Latina, Gabriela Oliveira.

Também estarão no foco dos aportes da companhia nos próximos anos o desenvolvimento da térmica a gás Marlim Azul, possíveis novos projetos de geração a gás e a expansão de sua capilaridade comercial, dentre outros.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa para o lançamento da Shell Energy no Brasil, segmento da empresa voltado à descarbonização, energia limpa e produtos ambientais.

Petrobras na Transpetro

A Petrobras informa que o Conselho de Administração de sua subsidiária Petrobras Transporte SA (Transpetro) recebeu carta de renúncia de Gustavo Santos Raposo ao cargo de Diretor Presidente da empresa, com efeitos a partir de 24 de setembro de 2021. O Conselho de Administração da Transpetro deliberará sobre a indicação dos sócios da Transpetro O Diretor de Serviços, Luiz Eduardo Valente, assume a presidência da empresa, observando a governança das indicações da Petrobras.

Luiz Eduardo Valente é graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em Engenharia de Processamento de Petróleo pela UFRJ. Possui MBA Executivo pela Coppead (UFRJ). Iniciou a carreira na Petrobras em 1980, onde foi Gerente Geral da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar / PR), Tecnologia de Refino e Abastecimento (Edise / RJ), Refinaria Henrique Lage (Revap / SP) e Fertilizante Nitrogênio da Fábrica da Bahia (Fafen-BA). Também foi Gerente Executivo de Gás-Química e Liquefação na Seção de Gás e Energia, Gerente Executivo de SSMA Corporativo e Gerente Executivo da área Industrial. Na Braskem, da qual a Petrobras é acionista, foi Diretor de Contrato do Projeto Fase II do Comperj e Vice-Presidente de Investimentos e Tecnologias Digitais.

A Petrobras e o Conselho de Administração da Transpetro agradecem a dedicação de Gustavo Raposo à frente da Transpetro, por ter realizado importantes avanços e reestruturações dentro da empresa.

Shell Energy é lançada no Brasil com usinas de energia mais limpa e contrato pioneiro de gás

Com foco em geração e comercialização de eletricidade, gás e produtos ambientais, empresa já tem usina em construção e projetos de energia renovável no país

A Shell acaba de lançar no Brasil a marca Shell Energy, seu segmento para as atividades da empresa com foco em transição energética e descarbonização. O negócio Shell Energy Brasil irá produzir e comercializar energia elétrica limpa por usinas solares e eólicas, e energia de baixo carbono por térmicas a partir do gás, além de oferecer produtos ambientais como Certificados de Energia Renovável e compensações de carbono.

A empresa faz parte da ambiciosa meta da Shell de zerar as emissões líquidas até 2050, além de oferecer soluções de energia mais limpas que auxiliem outras empresas e governos a alcançar as metas do Acordo de Paris. Globalmente, a Shell faz investimentos na ordem de bilhões de dólares anuais na geração de energia limpa e de baixo carbono.

A Shell Energy Brasil é definida pelo pioneirismo, sendo a primeira empresa privada a comercializar gás do pré-sal diretamente para distribuidoras, em contrato emblemático com a Companhia Pernambucana de Gás – Copergás, assinado em agosto de 2021. Além disso, a empresa comercializa energia elétrica, gás e produtos ambientais desde 2017 e tem perspectiva de investimento de R$ 3 bilhões até o final de 2025.

O Brasil é um dos mercados estratégicos da Shell Energy, já apresentada apenas em países europeus, incluindo Turquia, e mais recentemente nos Estados Unidos (2020) e na Austrália (2021). “O lançamento da marca no Brasil reflete o esforço para a descarbonização e também as oportunidades abertas pela Nova Lei do Gás e pela entrada de consumidores no mercado livre de energia elétrica”, diz Guilherme Perdigão, diretor de Renováveis e Soluções de Energia da Shell Brasil e Shell Energy.

No mercado livre de energia, a empresa comercializou 6,7 TWh em 2019. A Shell Energy Brasil também faz parte da joint-venture da térmica em construção Marlim Azul (Macaé – RJ), movida a gás natural do pré-sal, e tem outros seis projetos solares com capacidade de geração de mais de 2GW – incluindo o termo de cooperação para a joint-venture para um projeto fotovoltaico, com a Gerdau. “Também estamos dispostos a fazer novos investimentos em joint-ventures de geração de energia limpa”, afirma Guilherme Perdigão.

Além dos contratos de energia elétrica, a Shell Energy Brasil oferece pacotes combinados de eletricidade e gás, GNL e compensações ambientais para as emissões de carbono que não puderem ser evitadas, em ofertas descomplicadas e acessíveis. “Nosso objetivo é ser o parceiro preferencial de empresas de todos os portes, inclusive daquelas que não são familiarizadas com o mercado livre de energia, mas que desejam reduzir seus custos e sua pegada”, explica o executivo.

Globalmente, a Shell Energy comercializou mais de 255 TWh em 2020, e tem acesso uma capacidade de 5,6 GW de energia por fontes renováveis, que se encontra em expansão. “O negócio é estratégico para que a Shell cumpra seu objetivo de emissões líquidas zero até 2050, considerando as emissões na produção, comercialização e utilização final de todos os produtos comercializados pela Shell – inclusive produzidos por terceiros”, conclui Guilherme Perdigão.

Shell Energy no Brasil

Marlim Azul

  • Joint-venture entre Pátria Investimentos (50,1%), Grupo Shell (29,9%) e Mitsubishi Hitachi Power Systems – MHPS (20%)
  • Térmica movida a gás natural do pré-sal – gás fornecido pela Shell Brasil Petróleo
  • Localizada em Macaé (RJ)
  • Investimento: USD 600 milhões
  • Capacidade instalada de 565 MW + expansão planejada
  • Energia será vendida tanto no mercado cativo quanto no mercado livre
  • Primeira usina a utilizar a turbina a gás MHPS com tecnologia M501JAC no Brasil: turbina de última geração com aproximadamente o dobro da eficiência energética que a média brasileira, além de menor emissão de gases de efeito estufa
  • Despacho de mais de 80%: permitirá complementar a intermitência da geração renovável
  • Início da operação: 2023

Aquarii

  • Acordo de cooperação entre Shell Energy (50%) e Gerdau (50%)
  • Futura joint-venture para produção de energia solar
  • Localizado em Brasilândia de Minas (MG)
  • Parte da energia (50%) será comercializada pela Shell Energy no mercado livre, enquanto a outra parte vai para unidades de produção de aço da Gerdau
  • Capacidade instalada de 190MWdc
  • Início previsto da operação: 2024

Produtos ambientais

  • Certificados de Energia Renovável (RECs e I-RECs)
  • Compensação de Carbono Baseados na Natureza (NBS)

 

Rio Oil & Gas 2022 segue com inscrições abertas para chamada de trabalhos técnicos

Sinopses de trabalhos vinculados a Upstream, Midstream & Downstream, Gás Natural & Energia e a Indústria do Futuro de O&G devem ser enviadas até 7 de outubro de 2021

Seguem abertas, até 7 de outubro de 2021, as inscrições para a chamada de trabalhos da Rio Oil & Gas 2022, maior evento do segmento da América Latina, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Acadêmicos, estudantes, profissionais do setor e outros interessados devem acessar o site da conferência e se cadastrar na área do autor para conhecer o novo temário e orientações gerais para envio das sinopses.

Os trabalhos poderão ser submetidos em 4 eixos temáticos: Upstream, Midstream & Downstream, Gás Natural & Energia e a Indústria do Futuro, este último é uma novidade da próxima edição da conferência. Será possível, ainda, taguear o trabalho com um dos conteúdos transversais: ESG, Transição Energética e Transformação Digital.

“Em 2022, com a ampliação do escopo do Congresso, esperamos uma gama de trabalhos ainda mais convergente com os temas atuais discutidos na indústria e na sociedade em geral. O conjunto integrado desses trabalhos formará também uma visão das tendências e do futuro da Indústria que será compartilhada por diversos meios durante e após a Rio Oil & Gas 2022. Desejamos promover e destacar iniciativas que estejam relacionadas com aplicações na indústria, como novas tecnologias e novos modelos de negócio e de colaboração que destravem e aumentem o valor dos ativos atuais e das novas oportunidades” comenta Juliano Dantas (Chair do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas 2022 e Gerente Executivo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras).

Valéria Lima (Co-Chair do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas 2022 e Diretora Executiva de Downstream do IBP) espera a ampliação do escopo do evento com maior participação do segmento de Downstream, que respondeu por 10% do total de inscritos na Rio Oil & Gas 2020.

Diante da transformação em curso neste segmento, a executiva espera contribuições relacionadas com o novo contexto de mercado, com mais agentes competindo entre si, onde todo o arcabouço regulatório precisa ser redesenhado para acomodar a nova realidade pós desinvestimentos no refino. Ainda, ciente do papel importante dos biocombustíveis para atender os compromissos do setor com a descarbonização da economia, são esperadas pesquisas e desenvolvimentos de novas tecnologias e processos nesta área.

O eixo de Upstream inclui os temas de exploração, reservatório, poços, sistemas de produção e gerenciamento de projetos e modelos econômicos. Os temas de Midstream e Downtream cobrem produção, importação e distribuição de combustíveis, GLP, lubrificantes, biocombustíveis, infraestrutura e logística, estrutura de preços e mercado irregular.

O direcionamento em Gás Natural & Energia abrange aspectos regionais e globais, oferta, mercado e planejamento, infraestrutura setorial, GNL, avaliação econômica e financeira de projetos, regulação e integração gás-eletricidade.

A Indústria do Futuro pretende explorar a visão estratégica, riscos, sustentabilidade, ampliação da vida dos ativos, segurança operacional, diversidade e qualidade do capital humano, Deep Tech, soluções digitais, implantação e operação de grandes projetos de capital, além de comercialização e logística em ativos de alta complexidade.

O comitê técnico, responsável pela proposição do temário do evento, é coordenado por lideranças renomadas do mercado, como Luiz Schmall (Gerente Geral da Petrobras), Marcelo Alfradique (Superintendente adjunto da Empresa de Pesquisa Energética – EPE), Patrícia Gabrowsky (Gerente de Inovação da Ocyan), Patrícia Pradal (Diretora de Relações Corporativas e de Desenvolvimento de Negócios da Chevron Brasil), Sheyla Oliveira (Gerente de Relações Institucionais da BR Distribuidora) e Viviana Coelho (Gerente Corporativa de Emissões, Eficiência Energética e Transição para Baixo Carbono da Petrobras).

Os trabalhos finais concorrem a menções honrosas e tornam-se aptos para receber o Plinio Cantanhede (maior premiação do evento). Ainda serão publicados na biblioteca online do IBP, que recebeu mais de 150 mil visitas desde a edição do ano passado da conferência. Também conquistam registros ISSN e DOI, que proporcionam potenciais indexações em bases científicas internacionais de reconhecidos centros de estudo e pesquisas parceiros.

Petrobras inicia projeto de boas práticas em governança e conformidade voltado para municípios que recebem royalties e participações especiais

Convênio “Cooperar para Transformar” foi assinado na última segunda-feira entre a companhia e prefeitura de Quissamã (RJ)

Com o objetivo de promover a cultura de integridade, a Petrobras irá compartilhar conhecimento, boas práticas de governança, controles internos e integridade com a administração pública de municípios com rendas petrolíferas (royalties e participações especiais).  A assinatura do convênio entre a Petrobras e a prefeitura de Quissamã (RJ), na última segunda-feira (20/09), marca o início do projeto “Cooperar para Transformar”.

Com o projeto, a Petrobras pretende apoiar a gestão municipal no aperfeiçoamento de soluções de governança pública, controles internos e integridade, a fim de aprimorar a gestão desses recursos provenientes de royalties e participações especiais. “Acreditamos que uma melhor governança aprimora o diálogo do governo com os governados, por meio de novas formas de participação social, além de proporcionar redução de custos, aumento de receitas e qualidade dos investimentos, produzindo melhorias nos gastos, especificamente os oriundos das rendas petrolíferas”, diz o diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan.

Após avaliação prévia das equipes multidisciplinares da companhia, em conjunto com os gestores e servidores municipais, serão elaboradas propostas para melhoria dos processos de governança; gestão de risco; controles internos; integridade; ouvidoria; corregedoria; portal da transparência e lei de acesso à informação; além do monitoramento de indicadores e apoio no planejamento de comunicação e treinamento.

A expectativa é de que a experiência de parceria com o município de Quissamã subsidie a Petrobras na consolidação do projeto e expansão da iniciativa para municípios de demais estados no próximo ano. “Após termos consolidado nossos próprios mecanismos de governança com um sistema robusto de controle e adoção de medidas que vão além da legislação, pretendemos agora subsidiar o aprimoramento dos sistemas de governança, controles internos e integridade desses municípios, proporcionando a eles fortalecimento da gestão e melhores resultados”, explica o diretor de Relações Institucionais da Petrobras, Roberto Ardenghy.

Em 2020, a Petrobras destinou cerca de R$ 32,2 bilhões para o pagamento de rendas petrolíferas, o que representou cerca de 60% do total recolhido pela indústria do setor. Ação conjunta das diretorias de Relações Institucionais e Sustentabilidade (DRIS) e de Governança e Conformidade (DGC), o projeto “Cooperar para Transformar” está alinhado ao conceito de ESG (melhores práticas de gestão ambiental, social e de governança, na sigla em inglês) previsto no Plano Estratégico 2021-2025.

Desta forma, a empresa reforça o compromisso de dar retorno à sociedade e aos demais interlocutores, como no caso das prefeituras das localidades onde atua.

Petrobras se compromete com a rede zero

A Petrobras revelou sua ambição de alcançar emissões líquidas de gases de efeito estufa nas operações sob seu controle (escopos 1 e 2) e alavancar sua influência para alcançá-lo em ativos não operados, em um prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris.

A decisão faz parte da estratégia das empresas associadas à Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), da qual a Petrobras faz parte desde 2018. Outros integrantes do grupo são BP, Chevron, Aramco, Eni, CNPC, ExxonMobil, Equinor , Shell, TotalEnergies, Repsol e Occidental.

A OGCI, que representa cerca de 30 por cento da produção mundial de petróleo e gás, disse na segunda-feira que trabalhará de forma proativa e incentivará toda a indústria em direção a operações líquidas zero e emissões quase zero de metano. O grupo lançou na segunda-feira uma estratégia para acelerar a transição energética .

Os CEOs das empresas associadas direcionam uma parte relevante da indústria de O&G para mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas globais. Com a nova iniciativa, os integrantes pretendem atingir emissões líquidas zero, reconhecendo que têm muitas, mas não todas, as respostas para chegar lá, segundo a Petrobras.

O conjunto atualizado de ambições da OGCI inclui reduzir a intensidade das emissões de metano a montante para bem abaixo de 0,20 por cento até 2025, trazendo a intensidade de carbono das operações a montante para 17,0 kg CO2 por barril de óleo equivalente e trazendo queima de rotina a zero até 2030. Em 2025, isso poderia trazer uma redução adicional de cerca de 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, afirmou a OGCI.

A Petrobras afirma que, nos últimos 11 anos, melhorou sua eficiência de carbono na exploração e produção em 47 por cento e é atualmente um dos produtores de petróleo e gás mais eficientes do mundo.

“Estabelecemos um conjunto de compromissos de sustentabilidade com um horizonte 2025/2030, incluindo uma meta de redução das nossas emissões operacionais absolutas”, disse a Petrobras, acrescentando que este anúncio mostra a sua intenção de continuar neste caminho e de contribuir para o Acordo de Paris.

Vale lembrar que, no final de 2020, a Petrobras decidiu criar uma gestão executiva de mudanças climáticas , responsável por liderar as ações da empresa em gestão de carbono, redução de emissões atmosféricas, eficiência energética e mudanças climáticas.

A gestão executiva é liderada por Viviana Coelho , ex-gerente de Emissões, Eficiência Energética e Transição de Baixo Carbono da Petrobras.

Embora a Petrobras tenha prometido anteriormente uma redução de 25 por cento nas emissões de carbono até 2030, a Bloomberg relatou em dezembro de 2020 que o agora ex-CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco , rejeitou as promessas de suas empresas semelhantes de neutralizar completamente suas pegadas de carbono até 2050, chamando líquido -zero uma moda passageira .

Castello Branco foi afastado do cargo de CEO no início de 2021 e substituído pelo ex-ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna . A mudança resultou na renúncia de cinco conselheiros . O conselho de administração da empresa, então, em abril de 2021, confirmou oficialmente Joaquim Silva e Luna como o novo CEO da empresa.

Estatal inicia processo para acesso ao Terminal de Regaseificação de GNL de Pecém

A Petrobras publicou, a convocação para o processo de acesso excepcional ao Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito de Pecém, no Ceará (TR-PECEM), e suas instalações associadas.

O processo visa dar cumprimento à determinação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), nos termos do Ofício nº 14/2021/CREG-MME de 09/08/2021, de que a Petrobras possibilite o acesso imediato e simplificado ao TR-PECEM ao agente que comprovar expertise e der início à operação em menor prazo, sendo tal requisito verificado através da comprovação de disponibilidade de FSRU (navio regaseificador) para atracação ao terminal.

O modelo contratual ora proposto foi concebido em caráter excepcional, no contexto da situação de crise hídrica no país, para atendimento da determinação da CREG.

Para mais informações acesse https://petrobras.com.br/pt/canais-de-negocios/leilao/acesso-trpecem.htm.

O processo de arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas encontra-se na etapa final, aguardando o término do prazo de recursos, tendo a empresa Excelerate Energy Comercializadora de Gás Natural Ltda. (Excelerate) sido declarada a vencedora da licitação.

Sobre o terminal de Pecém

O TR-PECEM está localizado no Píer 2 do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante-CE. A vazão máxima de regaseificação do TR-PECEM é de 7 milhões m³/d (@ 1 atm e 20°C). O gasoduto integrante do terminal possui 19,1 km de extensão e 20 polegadas de diâmetro, interligando o TR-PECEM ao gasoduto Guamaré-Fortaleza.