Petroleira inaugura Centro de Competência em Computação em Nuvem

Companhia investe em nuvem pública para modernização de soluções 

A Petrobras inaugurou o Centro de Competência em Computação em Nuvem (CCC), que vai direcionar e acelerar a estratégia de adoção de computação do tipo cloud da companhia. A adoção gradativa de nuvem será realizada com a parceria das empresas Amazon e Microsoft, grandes players do setor. Boa parte do consumo da nuvem será destinado a ampliar a capacidade computacional de alta performance, em conjunto com os supercomputadores já existentes da Petrobras.

A computação em nuvem também acelerará o desenvolvimento de novas soluções e permitirá ampliar o uso de Analytics e Inteligência Artificial em todas as áreas da companhia. “Lembro que quando foi criada a Diretoria, em setembro de 2019, não utilizávamos a nuvem. Dois anos se passaram e podemos dizer que já estamos na vanguarda do mercado da utilização de nuvem, o que nos torna mais produtivos e ágeis, acelerando o nosso processo de inovação. Fico muito orgulhoso de ver o quanto avançamos em tão pouco tempo”, observa o diretor executivo de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Os Centros de Processamento Digital (CPD) da Petrobras continuarão suportando processos de negócio, trabalhando em sistemas e dados já existentes. Está em análise a transição gradual de suas atividades para a nuvem, quando for o caso, sempre buscando maximizar o resultado da companhia. “O objetivo é adotar as melhores práticas do mercado e das tecnologias, de forma a tirarmos o melhor proveito para inovação e modernização do ambiente Petrobras. A nuvem chega para somar, ampliar os horizontes e ajudar a priorizar o melhor retorno. Trata-se de um movimento estruturado, aderente à nossa estratégia de TIC”, explica Marcelo Carreras, gerente executivo de Tecnologia da Informação da Petrobras.

A Petrobras investe em tecnologia e inovação como alavanca de negócios. Por meio da tecnologia, a companhia tem capacidade de alcançar fronteiras nunca antes exploradas, viabilizar novos negócios e contribuir positivamente para a sociedade.

Sustentabilidade: Petrobras anuncia ambição de atingir neutralidade das emissões de carbono das operações

Decisão é simultânea ao anúncio de consórcio mundial de empresas de óleo e gás

A Petrobras comunica sua ambição em atingir a neutralidade das emissões nas atividades sob seu controle, em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris. A companhia também manifesta a intenção de influenciar seus parceiros a atingir a mesma ambição em campos de petróleo e gás nos quais a empresa é sócia, mas não é encarregada da operação.

A decisão da Petrobras está alinhada ao posicionamento mundial das 12 empresas membros da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI – Iniciativa Climática para Óleo e Gás, na sigla em inglês), consórcio do qual a Petrobras faz parte desde 2018. Juntas, estas empresas representam cerca de 30% da produção global de óleo e gás e colaboram para acelerar a transição para baixo carbono. Com essa nova iniciativa, os membros ambicionam atingir a neutralidade das emissões, reconhecendo que possuem muitas, mas ainda não todas, as respostas sobre como chegar lá.

Neste contexto, a Petrobras, como maior empresa de energia do Brasil e importante player mundial, está comprometida com a transição para uma economia global de baixo carbono. “Nos últimos 11 anos, a companhia aprimorou em 47% sua eficiência em carbono na exploração e produção de petróleo e se estabeleceu como uma das produtoras de óleo e gás mais eficientes do mundo. Para seguirmos avançando nas reduções estamos prevendo ainda estabelecer um programa voltado especialmente para a aceleração da descarbonização”, destaca o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy.

A Petrobras busca a continuidade dessa trajetória, contribuindo para o Acordo de Paris e mantendo sua competitividade como produtora de óleo e gás de baixo custo e baixo carbono.

No seu Plano Estratégico 2021-2025, a Petrobras prevê investimentos de US$ 1 bilhão em compromissos de sustentabilidade, envolvendo a descarbonização das operações; o desenvolvimento de combustíveis mais sustentáveis, como diesel renovável e bioquerosene de aviação; e pesquisas em energias renováveis e soluções de baixo carbono.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, dentre eles o Brasil, prevê a adoção de políticas climáticas voltadas à redução da emissão de gases de efeito estufa, com o objetivo de limitar o aumento médio da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais até o fim do século (com esforços para 1,5°C).

Sobre a OGCI

A Oil and Gas Climate Initiative é um grupo liderado por presidentes de 12 empresas de petróleo e gás que pretende conduzir uma resposta do setor às mudanças climáticas, reunir conhecimento e colaborar com soluções para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. A Petrobras, assim com as demais companhias associadas, contribui financeiramente por meio de um fundo de investimentos, o OGCI Climate Investments, para o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para a redução de emissões associadas ao uso de fontes fósseis.

Confira a íntegra do comunicado da OGCI divulgado no último dia (20/9).

FATO RELEVANTE – ANP autorizou o Porto Sudeste (Mubadala & Trafigura) a operar granéis líquidos, petróleo e derivados – na modalidade “Ship to Ship” atracado

Atualizações sobre processo de licenciamento da Porto Sudeste do Brasil S.A.
para a operação de granéis líquidos

A Porto Sudeste V.M. S.A., sociedade anônima, com sede na Cidade de Itaguaí, Estado do Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ/ME sob o n.º 18.494.485/0001-82, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro sob o NIRE n.º 33.3.0030837-7 e registrada junto à Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) como companhia aberta – categoria ‘B’ sob o código 02352-3 (“Companhia”), em cumprimento ao disposto na Instrução CVM n.º 358, vem informar aos detentores dos títulos de remuneração variável baseados em royalties de sua emissão, negociados na B3 S.A – Brasil, Bolsa, Balcão sob o ticker PSVM11 (“Títulos PSVM11”) e ao mercado em geral que:

A Companhia foi informada por sua acionista controladora, Porto Sudeste do Brasil S.A. (“Porto Sudeste”), que a Porto Sudeste obteve a autorização da Agência Nacional de Petróleo – ANP para realizar operações de transbordo entre embarcações (“Ship-to-Ship”) na modalidade “atracado”, no terminal portuário por ela operado em Itaguaí, Rio de Janeiro (“Terminal”). A referida autorização foi publicada no Diário Oficial da União de 16/09/2021.

Ainda sobre o licenciamento da operação de Ship-to-Ship, a Porto Sudeste esclareceu que a autorização da ANP constitui um marco importante que se soma às demais licenças já obtidas, notadamente à autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, porém informa que ainda depende de autorização da Receita Federal do Brasil para enfim estar apta a realizar tais operações.
Conforme informações da Porto Sudeste, não existem ainda contratos firmados para prestação de serviços relacionados à movimentação de granéis líquidos pelo Terminal.

A Companhia reafirma seu compromisso de manter o mercado informado sobre as atualizações relevantes acerca do processo de licenciamento em questão, em cumprimento às normas aplicáveis.

Petrobras inicia fase vinculante da Deten Química S.A.

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 28/06/2021, informa que concluiu a fase não vinculante iniciada em 08/07/2021 referente à venda da  totalidade  de  sua  participação acionária de 27,88% na Deten Química S.A. (Deten), localizada no polo industrial de Camaçari, no estado da Bahia. A companhia está iniciando hoje a fase vinculante do projeto.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor.

Sobre a Deten

A   Deten   fabrica   e comercializa   as   principais   matérias-primas   para   a   produção   de   detergentes biodegradáveis líquidos e em pó. É a única produtora nacional do Linear Alquilbenzeno (LAB), precursor do Ácido Linear Alquilbenzeno Sulfonato (LABSA), do qual também é fabricante. Produz ainda o Alquilado Pesado (ALP), utilizado em aditivos lubrificantes e óleo têxtil.

Projeto de Monitoramento de Praias realiza soltura de pinguins em Florianópolis

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Petrobras, realizou na nesta quinta (16/09), em parceria com a R3 Animal, a soltura de 13 pinguins, na Praia do Moçambique, em Florianópolis. Resgatados este ano, os animais, da espécie pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), passaram por tratamento veterinário e, agora, após a estabilização do quadro clínico, retornarão ao habitat natural.

As aves foram reabilitadas no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal), no Parque Estadual do Rio Vermelho, unidade de conservação sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC), em parceria com a Polícia Militar Ambiental. Deste grupo, seis pinguins foram resgatados nas praias da Ilha de Santa Catarina. O restante foi resgatado em outras regiões do PMP-BS.

Este ano, de janeiro a agosto, foram encontrados 3393 pinguins no litoral brasileiro. Santa Catarina é o estado com maior incidência, com 2.421 pinguins encontrados; seguida de São Paulo, com 559 animais. Em Florianópolis, de acordo com os dados do PMP-BS, até o dia 10 de setembro, 1.325 pinguins foram registrados. Agosto foi o mês com a maioria das ocorrências, 1.023 pinguins, número que surpreende a média dos últimos anos. Em 2020, a Ilha teve um total de 800 pinguins registrados e, em 2019, foram 747 encontrados pelos monitores.

Os animais muitas vezes são resgatados debilitados, machucados e exaustos, o que demanda um tratamento mais longo para que reaprendam a comer e a nadar sozinhos. A veterinária Cristiane Kolesnikovas, coordenadora do PMP-BS/Florianópolis e presidenta da R3 Animal, explica que a maior parte dos pinguins que encalham são juvenis, no primeiro ciclo migratório, e chegam bastante debilitados. “Os animais chegam muito magros, desidratados, hipotérmicos e parasitados. Por isso a reabilitação é tão difícil e demorada”.

As equipes dos Projetos de Monitoramentos de Praias atuam diariamente no monitoramento das praias com foco no resgate de animais marinhos vivos debilitados e registro e análise de carcaças de animais mortos. A sociedade também pode participar, acionando as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP-BS Área SC/PR e Área SP – 0800 6423341

PMP-BS Área RJ (Paraty a Saquarema) – 0800 9995151

PMP-BC/ES (RJ) -0800 0262828

PMP-BC/ES (ES) – 0800 0395005

PMP-SEAL (Piaçabuçu/AL até Conde/BA) – 08000-793434 ou (79) 9 9683-1971

PMP-RNCE (RN) – (84) 98843 4621 e 99943 0058

PMP-RNCE (CE) – (85) 99800 0109 e 99188 2137

Migração anual

Comuns nas Ilhas Malvinas, Argentina e Chile, estes animais realizam anualmente movimentos migratórios sazonais para o Brasil entre os meses de junho e novembro. Os pesquisadores do PMP observam este comportamento migratório para tentar entender a variação entre um ano e outro.

Sobre o PMP-BS

Estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal conduzido pelo IBAMA, é o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que, juntos, atuam em 10 estados litorâneos, abrangendo mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua. O PMP da Bacia de Santos é o mais recente da companhia, foi criado em 2015 e está presente no Sul e no Sudeste, desde Laguna/SC até Saquarema/RJ. Em Florianópolis o trabalho é realizado em conjunto com a R3 Animal.

O monitoramento é fiscalizado pelo IBAMA e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo para a gestão de políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

ANP aprova resolução sobre fiscalização de segurança operacional em E&P

A Diretoria da ANP aprovou resolução que regulamenta o procedimento de fiscalização, pela ANP, da segurança operacional no segmento de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural, buscando conformidade com os requisitos dos regulamentos técnicos emitidos pela Agência. Além disso, estabelece os casos passíveis de concessão de prazo para cumprimento dos regulamentos técnicos.

A norma substitui a Resolução ANP nº 37/2015. Uma das principais alterações é a dispensa da obrigatoriedade de envio, pelo agente regulado, de evidências do saneamento das não conformidades identificadas pela fiscalização da Agência, bem como dos planos de ação que visam demonstrar os passos para essa regularização. Após a implementação da revisão, tais documentos passam a ser mantidos sob a guarda do operador e poderão ser solicitados, a critério da Agência, ou verificados em fiscalizações, gerando economia processual e melhor alocação de recursos.

Outros elementos conferem transparência e consistência regulatória à atuação da ANP, promovendo maior equilíbrio entre as obrigações impostas aos agentes e os objetivos regulatórios. A nova resolução está em linha com o entendimento da ANP de que o estímulo à criação de um ambiente operacional seguro e livre de acidentes é essencial para o desenvolvimento sustentável da exploração e produção no Brasil.

A minuta de resolução passou por consulta pública de 45 dias, na qual foram recebidas 133 contribuições. As sugestões recebidas na consulta e na audiência foram avaliadas pela área técnica e o texto final foi analisado pela Procuradoria Federal junto à ANP.

Petrobras divulga resultado de seleção pública para projetos socioambientais

Foram selecionados 17 projetos nas linhas de atuação Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Clima e Oceano

A Petrobras divulgou o resultado da seleção do Programa Petrobras Socioambiental. Foram contemplados 17 novos projetos a serem executados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná. Os projetos receberão, no total, cerca de R$ 28 milhões para desenvolverem suas atividades durante o período de dois anos nas quatro linhas de atuação (Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Clima e Oceano).

“Esses novos projetos visam a complementar a carteira do Programa Petrobras Socioambiental, gerando valor para sociedade, para o meio ambiente e para a companhia. Acreditamos que conseguimos reunir excelentes projetos nessa Seleção Pública e somos gratos a todos que participaram do processo”, avalia a gerente executiva de Responsabilidade Social, Olinta Cardoso.

Para cada uma das oportunidades do edital foram classificados até dez projetos, analisados por Comissões de Seleção mistas, compostas por especialistas da Petrobras e da sociedade civil. Cerca de 60 profissionais de diferentes áreas do conhecimento e setores da sociedade foram envolvidos nas Comissões.

“Um dos nossos desafios foi criar uma plataforma digital que permitiu a realização da seleção totalmente online pela primeira vez, desde o recebimento das propostas até a avaliação e o resultado. As organizações tiveram um desafio adicional na construção de suas propostas, tendo em vista que muitas atividades exigem que se façam parcerias com comunidades, universidades, órgãos públicos, por exemplo, e todas essas articulações foram feitas em meio ao distanciamento social nesse momento de pandemia”, explica Olinta.

Entre os selecionados, há cinco projetos que atuam com Educação, outros seis na linha de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, dois projetos ligados ao tema Oceano e quatro atuando na linha de Clima. Confira aqui a lista de projetos selecionados (https://petrobr.as/ppsa-selecao2021).

Além dos projetos anunciados nesta etapa, a Petrobras divulgará no final de setembro o resultado do edital de projetos incentivados, ou seja, aqueles que são apoiados pela Lei de Incentivo ao Esporte e a Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei Estadual nº 8.266/2018). Para estes projetos está previsto o investimento de cerca de R$13,8 milhões.

Programa Petrobras Socioambiental

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras apoia soluções socioambientais em temas relevantes para a indústria de óleo e gás e para os territórios onde atua, em todo o país, através de parcerias com organizações da sociedade civil. São apoiadas iniciativas voltadas para a geração de emprego e renda; para o preparo para o exercício da cidadania; para o atendimento de crianças e adolescentes; para a conservação da biodiversidade costeira e marinha; e para a recuperação de florestas e áreas naturais, entre outras.

Em 2020, o Sistema Petrobras investiu R$ 89 milhões em projetos socioambientais. Entre os principais resultados atingidos, destacam-se 303 espécies de fauna protegidas, sendo 52 ameaçadas de extinção; 139.732 pessoas participantes ativas dos projetos; e 502 publicações produzidas. As iniciativas ambientais abrangeram 71 Unidades de Conservação terrestres e marinhas, com projetos que atuaram na recuperação ou conservação direta de florestas e áreas naturais da Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pampa. Além disso, os projetos apoiados beneficiaram cerca de 25 mil crianças na faixa etária de 0 a 6 anos – um investimento com alto retorno social esperado.

ANP e RELOP realizam evento sobre transição energética com órgãos reguladores de outros países

A ANP realizou junto com a Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), o seminário “Formação entre pares: Transição Energética e Clima”. O evento, que ocorreu por videoconferência, reuniu técnicos dos órgãos reguladores membros da RELOP para debater o tema da transição energética.

Na abertura do seminário, o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, lembrou que o Brasil e o mundo estão mergulhados na temática da transição energética e do clima. “A tendência mundial é de crescimento das fontes de energia renováveis. A substituição progressiva das fontes de energia fósseis tem se convertido em importante pauta não apenas no campo do meio ambiente, mas também nos campos político e econômico. Seguindo o raciocínio de que a transição energética é um processo e não um fim em si mesmo, cada país escolherá o seu caminho de acordo com variáveis como sua disponibilidade de recursos energéticos, seus parâmetros populacionais e seu perfil econômico e industrial. O Brasil é um país privilegiado, uma vez que recursos renováveis respondem por praticamente metade da nossa matriz energética”, afirmou.

A apresentação preparada pela Diretora da ANP Symone Araújo abordou a construção e a implementação das políticas energéticas do Brasil, com foco nos biocombustíveis, mostrando o histórico do uso do etanol e do biodiesel no país e seu papel na matriz energética atual. Nesse contexto, mostrou os resultados do RenovaBio (a Política Nacional de Biocombustíveis), que, em 2020, compensou a emissão de cerca de 15 milhões de toneladas de CO2.

O evento contou também com apresentação preparada pela assessora de diretoria da ANP Heloise Costa, sobre diretrizes e políticas relacionadas à transição energética no Brasil, e com a apresentação da palestra pelo especialista em regulação Julio Nishida. Em seguida, houve o compartilhamento de experiência dos órgãos reguladores de Cabo Verde (Agência Reguladora Multissectorial da Economia – ARME) e Portugal (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE).

Ao final do evento, a Diretora Symone Araújo respondeu a perguntas sobre a criação de estímulos e incentivos ou proibições e vedações para a promoção da transição energética. “O Brasil tem focado na criação de estímulos para promover os biocombustíveis em sua matriz energética e veicular. Um dos principais incentivos foi a criação de um ativo ambiental, o CBIO ou Crédito de Descarbonização. Através dele, uma tonelada de CO2 equivalente deixa de ser emitida e gera um crédito de carbono, o que estimula a produção e utilização de biocombustíveis”, respondeu.

Em suas considerações finais, a Diretora destacou a importância do compartilhamento de experiências entre os órgãos reguladores dos países de língua portuguesa para a melhoria da qualidade regulatória e para fazer frente aos desafios da transição energética.

SBM Offshore fecha o maior financiamento de projeto de sua história

A operadora de FPSO SBM Offshore concluiu o financiamento de projeto do FPSO Sepetiba por um total de US $ 1,6 bilhão, o maior financiamento de projeto da história da empresa.

O financiamento do projeto foi garantido por um consórcio de 13 bancos internacionais com cobertura de seguro das Agências de Crédito à Exportação (ECA): Nippon Export and Investment Insurance (NEXI) e SACE Sp, disse a SBM.

Foi recebida uma carta de intenções da China Export & Credit Insurance Corporation (Sinosure), que pretende aderir a esta transação até o final do ano e substituirá parte dos compromissos dos bancos comerciais.

A linha de crédito é composta por quatro tranches separadas com um custo médio ponderado de dívida de 4,3 por cento, um vencimento de quatorze anos após a conclusão para as tranches cobertas pelo ECA e um vencimento de quinze anos após a conclusão das tranches não cobertas.

Em julho de 2020, a SBM Offshore também fechou um empréstimo-ponte de US $ 600 milhões para o financiamento da construção do FPSO Sepetiba. De acordo com informações anteriores, a entrega do FPSO está prevista para 2022.

O FPSO Sepetiba pertence e é operado por uma sociedade de propósito específico pertencente a empresas afiliadas da SBM Offshore (64,5 por cento) e seus parceiros (35,5 por cento).

O navio tem uma capacidade de processamento de até 180.000 barris de petróleo por dia, uma capacidade de injeção de água de 250.000 barris por dia, uma capacidade de tratamento de gás associada de 12 milhões de metros cúbicos padrão por dia e uma capacidade mínima de armazenamento de 1,4 milhões de barris de óleo cru. O FPSO se espalhará atracado em lâmina d’água de aproximadamente 2.000 metros.

O FPSO Sepetiba será implantado no campo de Mero, na Bacia de Santos, offshore do Brasil, a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O bloco de Libra, onde está localizado o campo Mero, está sob Contrato de Partilha de Produção com um Consórcio formado pela Petrobras, como operadora, com 40 por cento, Shell com 20 por cento, TotalEnergies com 20 por cento, CNODC com 10 por cento e CNOOC Limited com 10 por cento de juros. O consórcio também conta com a participação da estatal Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), como administradora do Contrato de Partilha de Produção.

A Petrobras fechou contrato com a SBM Offshore para arrendamento e operação por 22,5 anos do FPSO do campo de Mero em dezembro de 2019.

Em notícias relacionadas, a SBM também já concluiu o financiamento do projeto de um total de US $ 1,05 bilhão para o FPSO Prosperity , que operará no desenvolvimento de Payara da ExxonMobil na costa da Guiana.

Edição de Setembro no ar – Boa leitura!

Prezado (a) leitor (a),

A edição de Setembro/2021 da Revista digital Oil & Gas Brasil, já está disponível.

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  • Vídeos do Setor: Divulgação de Resultados 2T21;
  • Vídeos do Setor: Petrobras Conexões para Inovação 2021;
  • MATÉRIA DE CAPA: Porto do Açu – A grandeza começa pelo nome por Flávia Vaz;
  • ENTREVISTA EXCLUSIVA: Márcio Félix – CEO EnP Energy – O Brasil tem um celeiro de oportunidades energéticas;
  • MATÉRIA TÉCNICA: Sísmica permanente – Uma ferramenta estratégica no monitoramento de reservatórios do pré-sal por Flávia Vaz
  • COBERTURA DA OTC HYBRID 2021 – Transição energética e descarbonização estão na pauta da indústria Offshore;
  • COBERTURA DA OTC HYBRID 2021 – Pavilhão brasileiro reflete expectativas positivas da indústria de O&G brasileira.
  • Petrobras recebe pagamento do acordo de coparticipação de Búzios;
  • E&P demandarão US$ 50 bilhões até 2025, diz ANP;
  • Petrobras assina contrato para venda da Breitener Energética S.A.;
  • DELP ganha novo cliente e amplia fornecimento de Estacas Torpedo para Mero 1 e Mero 2;
  • Enauta e Yinson assinaram memorando de Entendimento MoU para negociação direta e exclusiva de contratos de fornecimento;
  • Shell Brasil e Copergás assinam acordo de fornecimento de gás natural;
  • Petrobras informa sobre arrendamento de Terminal de Regaseificação de GNL;
  • Enauta de volta à produção total em Atlanta após os reparos;
  • Petrobras divulga 30 startups pré-selecionadas para edital de inovação de R$ 22 milhões;
  • Strohm, Petrobras, Shell devem implantar linha de fluxo e riser TCP fora do Brasil;
  • Petrobras contrata dois navios de duto da DOF Subsea;
  • Estatal inicia operação de plataforma no Campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos;
  • Petrobras desenvolve robô inédito na indústria de óleo e gás da América Latina
  • Petrobras assina o contrato para a venda da Refinaria Isaac Sabbá REMAN em Manaus;
  • Refinarias da Petrobras adotam inteligência artificial no controle de tochas;
  • Petrobras informa sobre desinvestimento na RNEST;
  • Reduc completa 60 anos de operação;
  • Startup brasileira Biosolvit lança linha de produtos mais eficientes do mundo contra acidentes ambientais, em evento nos EUA;
  • Strohm planeja novo centro de excelência TCP e base de escritórios no Brasil;
  • Petrobras investe US$ 2,4 bilhões no 2º trimestre de 2021;
  • Grupo Ultra anuncia a venda da Oxiteno à Indorama Ventures;
  • Petrobras recebe prêmio internacional por tecnologias para campo de Búzios;
  • Regap é exemplo de segurança entre as refinarias do país e do mundo;
  • Petrobras e Transpetro celebram Dia do 168 com tendência de queda em furtos nos dutos;
  • Petrobras contrata Fugro para serviços de IRM;
  • ABS forma grupo para tratar de questões de segurança na frota global de FPSO envelhecida;
  • Cessão Onerosa: Diretoria da ANP aprova edital e modelos de contratos da segunda rodada;
  • Petrobras diversifica mercados e aumenta o potencial de suas vendas internacionais de petróleos;

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