Petrobras divulga 30 startups pré-selecionadas para edital de inovação de R$ 22 milhões

Candidatas disputarão, até o fim do ano, aportes para projetos em diferentes verticais tecnológicas

A Petrobras divulgou, as 30 empresas selecionadas na primeira fase do III edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – módulo Startups. Com valor de R$22 milhões e voltado para startups e pequenas empresas, a seleção é a maior já aberta no setor de petróleo gás e energia. As classificadas vão disputar, na etapa final, aportes de até R$ 500 mil ou de até R$ 1,5 milhão, a depender da categoria deep tech ou soft tech. Os valores serão usados em projetos nas áreas de eficiência energética, robótica, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologia de inspeção e tecnologia digital. Para as escolhidas nesta primeira fase começa agora a análise documental, seguida da elaboração dos planos de trabalho e modelos de negócio.

O programa surgiu da necessidade de a Petrobras estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação, especialmente com startups e pequenas empresas de base tecnológica. O investimento visa atender demandas mapeadas internamente na companhia e soluções que possam ser desenvolvidas de modo ágil e com possibilidade de implantação na indústria de óleo e gás. As startups vencedoras recebem suporte financeiro para o desenvolvimento dos projetos de inovação, interagem com o corpo técnico da Petrobras, recebem capacitação empresarial para posicionamento de mercado e estruturação de planos de negócios com o apoio do Sebrae, parceiro da companhia no edital. Ao final do processo, as vencedoras têm a possibilidade de atender demandas não só da Petrobras, mas de se tornarem fornecedoras de toda a cadeia produtiva de petróleo e gás.

Startups aprovadas nos editais anteriores já mostram resultados de projetos desenvolvidos nas áreas de tecnologias imersivas, robótica, machine learning e weareables, entre outras verticais tecnológicas. A VR Monkey, startup vencedora de um dos desafios do I edital do Programa Conexões, especialista em realidade virtual, desenvolve uma solução para treinamento de processos da indústria de óleo e gás. O objetivo é capacitar pessoal para atuar de forma segura em espaços confinados, em altura e com proximidade de calor. “Conseguimos atingir um nível de imersão muito superior as aplicações que havíamos desenvolvido anteriormente. Com os recursos do projeto, criamos uma experiência bastante realista, e com mecânicas inovadoras para interação do usuário com personagens na plataforma”, destaca o diretor comercial da startup, Rafael de Camargo.

A previsão de implantação do projeto piloto é para outubro e entrega da plataforma digital para o primeiro semestre de 2022. Rafael conta que a startup nunca tinha trabalhado para uma empresa de petróleo e se beneficiou da experiência: “a possibilidade de fazer esse projeto junto a Petrobras é muito rica, pois conseguimos entender e participar dos desafios da indústria no dia a dia e planejar como a tecnologia pode dar origem a um produto que agregue valor, sendo uma solução para esses desafios. Estamos trabalhando junto a uma equipe da Petrobras que se mostrou muito comprometida e dinâmica. Adotamos ciclos rápidos de desenvolvimento e conseguimos ter as primeiras demonstrações de um produto em 5 meses de projeto”, comemora Rafael.

Ecossistema de Inovação

A Petrobras se relaciona com o ecossistema de inovação não apenas por meio de startups, mas também por meio de parcerias com universidades, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), no Brasil e no exterior, e outras empresas. Recentemente, a companhia obteve o primeiro lugar, na categoria Petróleo e Gás, no ranking Top Open Corps, que qualifica a interação de empresas do setor com o ecossistema de inovação aberta no país.

O Programa Petrobras Conexões para Inovação, o maior voltado para inovação aberta do país, faz parte do objetivo da Petrobras de estimular a geração de inovações com alto potencial de impacto e ganhos de eficiência em áreas de interesse do setor. O programa evoluiu, tornou-se um guarda-chuva e passou a abrigar também os módulos Testes de Soluções, voltado para startups e outras empresas inovadoras que possuam soluções tecnológicas e desejem testá-las rapidamente; Desafios, com oportunidades mapeadas a partir de demandas internas que são divulgadas periodicamente; e o Ignição, em parceria com a PUC-Rio, que oferece bolsas de pesquisa em projetos inovadores aos estudantes universitários selecionados por meio do edital.

Confira as startups pré-selecionadas no edital 2021:

APROVADOS NA PRIMEIRA FASE DO EDITAL PETROBRAS-SEBRAE 2021

1. Lista das 30 aprovadas:

2. Lista das 3 empresas no cadastro de reserva:

Shell Talks debate futuro da energia no Brasil

A Shell Brasil vai promover, nos dias 4, 5 e 6 de outubro, o evento virtual “Shell Talks: Impulsionando o Progresso”. O objetivo principal será fomentar a discussão sobre as iniciativas da Shell e do mercado de energia na busca por uma economia de baixo carbono por meio da transição energética.

Toda a programação do evento estará conectada com a estratégia Powering Progress do Grupo Shell, baseada em quatro pilares: atingir emissões líquidas zero até 2050, impulsionar vidas, entregar valor aos acionistas e respeitar a natureza. No total, serão 13 sessões on-line no formato de mesas-redondas, compostas por especialistas que abordarão desde as tecnologias para a descarbonização até a importância da Diversidade e Inclusão na indústria.

Enauta relata outra falha de bomba no campo de Atlanta

A empresa brasileira de petróleo e gás Enauta revelou que um dos poços produtores no campo de Atlanta, perto do Brasil, parou de produzir novamente, menos de duas semanas depois que o campo voltou à produção plena.

Enauta disse que a produção de um dos poços do campo de Atlanta foi interrompida no dia 5 de setembro de 2021. Neste momento, estão em operação dois poços no campo, com uma produção média diária de cerca de 14 mil barris de óleo / dia.

A empresa está avaliando as causas dessa interrupção e investigações preliminares indicam falha no sistema de bombeamento subaquático. A produção deve ser retomada no primeiro trimestre de 2022.

A atualização ocorre menos de duas semanas depois que o Enauta retomou as operações completas em seu campo operado em Atlanta.

O campo EPS de Atlanta possui três poços, projetados para operar com bombas dentro dos poços ou bombas localizadas no fundo do mar. Os poços estão conectados ao FPSO Petrojarl I. No início de julho de 2021, dois poços de Atlanta interromperam a produção, restando apenas um poço em produção. A Enauta diagnosticou falha no sistema de bombeamento desses dois poços.

Após os reparos, o primeiro dos dois poços produtores retomou as operações no final de julho e o segundo poço foi restaurado no final de agosto.

Após um período de estabilização, a expectativa da empresa era produzir inicialmente cerca de 20.000 mil barris de óleo / dia, com a operação de três poços, o que responderia pelo recorde diário de produção da Enauta. No entanto, a nova interrupção da produção mudou agora essas expectativas.

Em notícias relacionadas, a Enauta em março de 2021 deu início ao processo de licitação do FPSO para o Sistema de Desenvolvimento Integral (FDS) do campo de Atlanta.

Em agosto, a Enauta assinou um Memorando de Entendimento com Yinson da Malásia para negociação direta e exclusiva de contratos de fornecimento de FPSO para o FDS. O MoU estabeleceu o início de uma negociação direta e exclusiva para fornecimento de FPSO, contemplando contratos de afretamento, operação e manutenção da unidade produtiva.

A licitação do FPSO considera uma unidade com capacidade para processar 50 mil barris de óleo por dia, à qual serão interligados de seis a oito poços produtores, incluindo três poços já em operação no Sistema de Produção Antecipada.

Petrobras alcança a primeira posição em ranking de transparência da Controladoria Geral da União (CGU)

Portal da Transparência da companhia recebeu a nota máxima em avaliação da CGU, ao atender a 100% dos requisitos definidos pelo órgão de controle

A Petrobras alcançou o 1º lugar no ranking de transparência ativa (divulgação de informações de forma espontânea, independente de requisição) entre todos os 306 órgãos ou entidades federais avaliadas anualmente pela CGU. Esse resultado se deve ao Portal da Transparência da companhia, que obteve nota máxima na avaliação da Controladoria-Geral da União (CGU), atendendo a 100% dos requisitos definidos pelo órgão de controle.

A avaliação média das sociedades de economia mista vinculadas ao Governo Federal é de cerca de 50% de atendimento e a de todos os demais órgãos é de cerca de 61 %. A Petrobras alcançou 100% de atendimento junto com outras 16 instituições. “Essa marca, além de fortalecer nossa credibilidade junto ao mercado e aos órgãos de controle, guiada pelo compromisso com a ética e a transparência em nossos negócios, tem impacto direto na rotina da companhia, diminuindo a demanda de transparência passiva (pedidos de acesso à informação com fundamento na Lei de Acesso à Informação) e gerando uma economia substancial de tempo e recursos”, avalia o ouvidor-geral da Petrobras, Mário Spinelli.

A Lei de Acesso à Informação (LAI) estabelece que qualquer cidadão pode solicitar informações a órgãos e empresas públicas do Poder Executivo Federal, sendo o sigilo a exceção. Desde que a lei foi sancionada, em 2011, a companhia recebeu mais de 20 mil pedidos de acesso à informação.

O reconhecimento da CGU reafirma o compromisso da Petrobras com a ética e a transparência, valores inegociáveis para a companhia. A posição de liderança no ranking é mais um reconhecimento dos órgãos de controle dos avanços em governança e conformidade alcançados pela Petrobras, o que também vem sendo reconhecido pelo mercado.

O ranking e os resultados podem ser vistos no endereço: http://paineis.cgu.gov.br/lai/index.htm.

Petrobras lança novo programa de voluntariado corporativo

Plataforma virtual irá reunir oportunidades de trabalho voluntário oferecidas por projetos socioambientais apoiados pela Petrobras

A Petrobras lançou, na última semana, um novo programa de voluntariado corporativo com o objetivo de promover e incentivar a participação de seus empregados e aposentados em atividades voluntárias com foco em causas sociais e ambientais. O programa terá como novidade a utilização de uma plataforma virtual, que irá reunir oportunidades de trabalho voluntário oferecidas por projetos apoiados pela Petrobras, e também irá prever o abono de horas para ações de empregados que forem realizadas durante a jornada de trabalho.

Poderão ser abonadas até 16 horas anuais por empregado, com exceção dos que atuam em regime especial. Além disso, os cerca de 54 mil aposentados da Petrobras também terão acesso às oportunidades oferecidas na plataforma e todos os 39 mil empregados poderão se inscrever em ações fora de seu horário de trabalho. Com isso, o programa tem o potencial de disponibilizar milhares de horas por ano para ações voluntárias em prol da sociedade. “A Petrobras tem um corpo técnico de excelência, qualificado e comprometido. Por meio do programa de voluntariado corporativo, incentivamos que os empregados e aposentados dediquem tempo e conhecimento a causas sociais e ambientais, participando de atividades voluntárias com foco no exercício da cidadania e da solidariedade. Essa iniciativa contribui para o nosso objetivo de deixar um legado positivo nas comunidades onde atuamos”, explica a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

A plataforma digital irá reunir oportunidades de participação em ações voluntárias promovidas por cerca de 60 projetos socioambientais apoiados pela Petrobras, em todo o país, e por ações corporativas com envolvimento de outros parceiros. Também irá facilitar a comunicação e a articulação entre os voluntários, aos moldes de uma rede social, e permitir que os participantes realizem a gestão da sua atuação no programa. Neste início, as oportunidades oferecidas não serão presenciais em função da pandemia.

A Petrobras busca gerar impactos positivos para a sociedade e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua. Desde 2003, a companhia desenvolve projetos e atividades de voluntariado, com ajustes em seu formato ao longo dos anos. Em 2018, pesquisa com empregados apontou que cerca de 70% deles demonstraram interesse em participar de um programa de voluntariado corporativo. Nos anos seguintes, a companhia promoveu diversas ações em caráter piloto para planejar a nova formatação do programa corporativo e adaptou o modelo em função da pandemia e o distanciamento social.

Benefícios

Sensível às demandas da sociedade, a Petrobras entende que a participação de seus empregados e aposentados em atividades voluntárias em prol da sociedade proporcionará ganhos para as comunidades, para os voluntários e para a companhia. Do lado social, os projetos desenvolvem ações que resultam em melhoria da qualidade de vida, colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e a proteção ao meio ambiente. Do ponto de vista do negócio, o programa de voluntariado corporativo contribui para estreitar o relacionamento e apoiar o desenvolvimento das comunidades em que a companhia atua. Já os voluntários desenvolvem um maior sentimento de realização pessoal ao se engajarem em iniciativas que efetivamente podem transformar realidades. É uma oportunidade de desenvolver competências, trabalhar proativamente e em equipe, conhecer e refletir sobre diferentes contextos sociais e consolidar valores éticos e de cidadania.

Atletas paralímpicos do Time Petrobras conquistam medalhas no Japão

Petrúcio Ferreira e Silvânia Costa se consagraram bicampeões em suas modalidades

Os atletas paralímpicos do Time Petrobras Petrúcio Ferreira e Silvânia Costa, ambos do atletismo, se consagraram bicampeões em suas modalidades nos jogos do Japão. Petrúcio provou que continua o homem mais rápido do atletismo paralímpico em sua categoria (T47) e conquistou a medalha de ouro com o tempo de 10.53 segundos nos 100m rasos, quebrando o recorde da prova. Já Silvânia Costa, depois de ter queimado dois saltos, garantiu o bicampeonato paralímpico no salto em distância T11 ao alcançar a marca de 5 metros em sua quinta tentativa. A atleta também disputou as eliminatórias dos 400m rasos, mas sentiu uma lesão na perna e precisou abandonar a prova. Os dois atletas haviam ganhado a medalha de ouro nessas modalidades nos jogos do Rio.

O nadador Daniel Dias, maior campeão paralímpico da história do país, conquistou três medalhas de bronze, nas categorias 200m Livre S5, 100m livre S5 e no revezamento 4x50m misto. O atleta nadou ainda nas categorias 50 metros costas e 50m borboleta, ficando na quinta e na sexta colocação, respectivamente. Já o judoca Antônio Tenório, dono de seis medalhas paralímpicas, disputou o bronze na categoria masculina até 100kg, mas acabou perdendo para Sharif Khalilov, do Uzbequistão, em uma disputa apertada.

A participação dos atletas do Time na competição continua, com Daniel Dias e Petrúcio Ferreira buscando mais medalhas. Às 22h34 desta terça-feira (horário de Brasília), Daniel nada por uma vaga em sua última final antes da já anunciada aposentaria. O atleta compete nas eliminatórias dos 50m livre e, caso se classifique, disputa a final na manhã do dia seguinte. Já Petrúcio entra nas pistas novamente no dia 3 para buscar uma vaga nas finais dos 400m livre, e pode participar do revezamento 4 X 100m se o Brasil se classificar para as finais.

Apoio ao esporte

Silvânia, Petrúcio, Daniel e Tenório fazem parte do Time Petrobras, que atualmente conta com 22 integrantes. A Petrobras é uma importante apoiadora de projetos de cultura, esporte, ciência e tecnologia no país e, desde 2015, patrocina o treinamento de atletas de alto rendimento por meio do Time.

Além de investir no esporte de alto rendimento, a companhia apoia projetos sociais que fazem do esporte educacional uma ferramenta de desenvolvimento e inclusão social e que têm impacto transformador. Nos últimos 12 meses a Petrobras alcançou cerca de 12 mil pessoas com projetos desenvolvidos nessa linha de atuação em parceria com organizações sociais nos estados do Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Somados, os investimentos em projetos sociais de cunho esportivo chegam a cerca de R$ 30 milhões no período. Os projetos esportivos de base são desenvolvidos em comunidades onde a Petrobras atua e patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Por meio do apoio ao esporte de alto rendimento e a projetos sociais, a Petrobras traz significativo impacto transformador para um número relevante de pessoas e comunidades. A empresa entende que os compromissos com o esporte e as comunidades, reafirmados ano após ano em sua estratégia, contribuem para torná-la cada vez mais forte e relevante para a sociedade brasileira.

O Brasil tem um celeiro de oportunidades energéticas, Márcio Felix – CEO da EnP Energy

Com apenas 18 meses de ´vida` o grupo empresarial EnP Energy, comandado por Marcio Félix, consolidou um portfólio de ativos no Espírito Santo e Bahia além de ´projetos transformadores` que buscam potenciais sinergias para construção de hubs energéticos. “Existe um celeiro de oportunidades energéticas em cada região do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste. Hoje a EnP possui ativos nas regiões Nordeste e Sudeste e estamos estudando e mapeando potenciais parceiros em projetos de integração energética”, pontua o executivo. A prospecção permanente de oportunidades da EnP, com empreendimentos e projetos nas áreas de upstream, midstream e downstream, está respaldada na experiência de seu CEO, que tem expertise consolidada em sua trajetória no setor. Afinal, são cerca de 30 anos na Petrobras, em operações em campo e em distintas funções executivas, mais seis anos de atividades no setor público, divididos entre secretaria de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo e a de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, e forte atuação em entidades setoriais como a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), da qual é vice-presidente executivo.

Oil & Gas Brasil: A EnP começou a consolidar seu portfólio com aquisições no Espírito Santo, onde hoje 12 blocos exploratórios, três campos onshore em produção e unidades de processamento de gás (UPGNs), além de projeto de refinaria e fábrica de lubrificantes. Sua vivência na região, na qual foi gerente geral da Unidade de Operação da Petrobras (UO-ES) e secretário de Estado facilitou a tomada de decisões para implementar esse cluster?

Márcio Félix: A decisão de investir em determinado bloco ou campo é baseada em análises técnicas e econômicas,
utilizando os dados disponíveis, que qualquer empresa de exploração e produção (E&P) tem condições de realizar. Mas a EnP tem suas raízes capixabas. Não somente pelo fato de eu ter tido a oportunidade de trabalhar no estado, mas também por possuir empresas capixabas como acionistas, como é o caso dos Grupos Águia Branca e Imetame. Parcerias que nos possibilitam ter ativos como os três campos produtores e a UPGN do Polo Lagoa Parda. Quando trabalhei no Espírito Santo pude perceber o quão privilegiado é o estado. A diversidade de recursos minerais, sua localização estratégica e a infraestrutura existente, aliados a uma forte indústria, transformam-no em um mar e uma terra de oportunidades. É por isso que decidimos investir em projetos que contribuíssem para que o estado pudesse alavancar ainda mais o seu potencial. Na EnP desenvolvemos projetos que tenham sinergias entre si, para que cada peça se junte em um grande ecossistema energético. Agora estamos expandindo para outros estados, como é o caso dos blocos de Tucano Sul na Bahia e o próprio Hub Sergipe.

Oil & Gas Brasil: Vocês projetam inicialmente três novas unidades de refino, uma delas de lubrificantes. Quais as características desses projetos? Todas deverão ser mini refinarias, como capacidade de processar 20 a 30 mil barris de óleo médio (22 a 30° API)? A Refinaria do Sergipe deve seguir o mesmo modelo?

Márcio Félix: A RelubES destina-se a produzir óleos básicos para lubrificantes naftênicos, bunker de baixo teor de enxofre e
asfalto no Norte Capixaba. A RefinES (Refinaria do Espírito Santo) está sendo desenvolvida em parceria com a Oil Group, que
possui projeto similar no norte do estado do Rio de Janeiro. O projeto dessa unidade capixaba está em estudos para ser
implementado no Porto Central (complexo industrial portuário multipropósito em desenvolvimento no município de Presidente Kennedy), atenderá parte da demanda do ES. Já a RefineSE (Refinaria de Sergipe) está em fase de definição das premissas para implantação.

Oil & Gas Brasil: Como está o projeto do Hub GasinES (Gasoduto de Integração do Sudeste), interligando as malhas de gasodutos marítimos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, vai permitir o acesso a unidades de tratamento de gás (existentes e em projeto) no Norte Fluminense e sul capixaba…

Márcio Félix: A capacidade de processamento de gás hoje disponível nas plantas de Cacimbas, Lagoa Parda e Sul Capixaba já totaliza mais de 18 milhões m³ diários. O Hub Gasines, além de possibilitar o escoamento de gás para essas plantas, também terá flexibilidade para escoar gás para unidades de tratamento atualmente em fase de projeto nos dois estados.

Oil & Gas Brasil: A meta com esse hub é propiciar condições para a instalação de plantas de GNC (gás natural comprimido), GNL (liquefeito), estocagem subterrânea de gás e hidrogênio azul? São sempre projetos sempre em parcerias?

Márcio Félix: O projeto Hub Gasines propicia um grande aumento da disponibilidade de gás, principalmente no norte do Espírito Santo. A EnP busca parceria para implementação desse Hub, principalmente, com produtores offshore, investidores,
transportadores de gás, mas também com outros players que tenham interesse no projeto e acreditem no seu potencial de otimizar a dinâmica de escoamento e produção de gás offshore desta região.

Adicionalmente a este Hub, a EnP também está analisando projetos de estocagem de gás e captura de CO2, em parceria com empresas atuantes no mercado de gás. Com a chegada dessa grande oferta de gás na região, serão geradas grandes oportunidades para investir em plantas de GNC, GNL, Hidrogênio Azul, dentre outras. No primeiro momento, o foco da EnP é de viabilizar essa chegada do gás em terras capixabas, com o Hub GasinES e analisar oportunidades de novas parcerias para o desenvolvimento do demais projetos.

Oil & Gas Brasil: O outro hub, em Sergipe, visa interligar as descobertas de gás em águas ultra profundas da bacia Sergipe-Alagoas com uma UPGN multicliente de 20 milhões de metros cúbicos diários através de uma rede de gasodutos. Quando e como vocês pretendem implantar essa UPGN multicliente?

Márcio Félix: Sergipe tem um imenso tesouro de gás natural a ser explorado nas águas ultraprofundas. É vital para o
desenvolvimento dessas descobertas que haja parcerias para a implementação de projetos visando monetizar o gás. A
construção de um hub de gasodutos submarinos e uma UPGN multicliente serão catalisadores para o desenvolvimento do grande potencial da produção offshore sergipana.

Oil & Gas Brasil: Com a chegada de grande volume de gás em Sergipe, vocês falam que será possível a implantação da RefineSE (Refinaria de Sergipe), além de criar alternativas para o desenvolvimento de uma planta de Hidrogênio Azul com estocagem de CO2 em cavernas salinas. Como esse projeto está evoluindo?

Márcio Félix: O Governo de Sergipe está trabalhando ativamente para o desenvolvimento da produção offshore do estado. A EnP assinou um protocolo de intenções para alinhamento de ações e desenvolvimento dos projetos. Na fase atual, estamos trabalhando no projeto conceitual destes empreendimentos, coletando informações de mercado para estruturar os modelos econômicos e, após a tomada final de decisão de investimento, iniciar a captação de recursos.

Oil & Gas Brasil: A EnP pretende formar um cluster de gás natural no sul da Bahia e no Espírito Santo, o que foi reforçado pela aquisição de dois blocos na bacia de Tucano Sul. A estratégia é sempre buscar ativos, no upstream, downstream e midstream, onde haja maior possibilidade de sinergia? Qual seriam as regiões onde isso é factível no atual contexto?

Márcio Félix: Entendemos que em todas as regiões do país existem oportunidades de sinergia entre o upstream, midstream e downstream. O desafio que existe é mapear adequadamente onde estão as oportunidades de integração desta cadeia com  ganhos de escala e atendimento a mercados regionais sem agregar custos significativos de logística. Portanto, aproveitar a sinergia associada à posição geográfica destes ativos trará resultados econômicos significativos para quem entender e vencer os desafios.

Oil & Gas Brasil: A EnP possui 50% de participação na SPE Imetame Energia Lagoa Parda, que opera os campos de Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha. Qual a estratégia de revitalização desses campos, para aumentar a vida útil e a produtividade dos mesmos? O que já foi feito até agora?

Márcio Félix: Quando a SPE Imetame Energia Lagoa Parda assumiu a operação do Polo Lagoa Parda, a produção era de 141 bbl/d com apenas três poços em produção. Hoje, depois de 11 meses que nosso grupo assumiu as operações, a produção do Polo subiu quase três vezes, através de 10 poços em produção.

Neste período foram realizadas intervenções com sonda para retorno a operação de sete poços, com objetivo de mudança de
método de elevação nos poços de mais potencial e assim maximizar a recuperação de óleo do reservatório. Além disto foram recompletados poços com objetivo de aumentar a capacidade de injeção de água do Polo, por tratar-se de um campo maduro com mais de 40 anos de produção e um elevado BSW (Basic Sediments and Water – teor de água e sedimentos).

Portanto, o maior desafio do Polo é buscar o aumento da produção e assim da recuperação de óleo, e manter o sistema de produção operando com alta eficiência e com o menor custo possível para otimização do resultado. Neste sentido, estudos estão sendo realizados com o objetivo de identificar oportunidades de restauração de poços para drenagem de volumes de óleo que tenham sido bypassados ao longo da vida produtiva dos campos.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Através da subsidiária EnP Ecossistemas Energéticos Holding S.A., vocês operam 12 blocos exploratórios terrestres no ES, já com uma descoberta (bloco ES-T-487). O que está previsto na campanha de perfuração para 2021 e 2022?

Márcio Félix: Sete, dos doze, blocos exploratórios dessa bacia foram adquiridos no 2º Ciclo da Oferta Permanente e cinco blocos são oriundos da 14ª Rodada. Tendo em vista que o prazo para cumprimento do PEM (programa exploratório mínimo) dos 5 blocos da 14ª Rodada se encerra em janeiro de 2023, o planejamento das atividades para estes blocos está bem mais adiantado. A descoberta denominada Vida, do Bloco ES-T-487 está com o início do Teste de Longa Duração (TLD) previsto para o quarto trimestre de 2021. No bloco ES-T-441 será realizada a avaliação do poço 1-IMET-28-ES até o final de setembro.

Para os outros três blocos, está prevista a perfuração/reentrada de dois poços no quarto trimestre de 2022 e a reentrada em um poço no terceiro trimestre de 2022. Além das atividades nos três poços, também serão realizados testes de formação, estudos geológicos e aquisição e processamento de dados até 2023.

O planejamento para os blocos adquiridos no 2ª. Ciclo Oferta Permanente, cujo período exploratório se encerra em junho de 2026, foi iniciado com a avaliação dos poços que já foram perfurados nos respectivos blocos tendo como objetivo viabilizar a identificação de oportunidades de reentrar nestes poços para a antecipação da produção.

Oil & Gas Brasil: E nos blocos exploratórios na bacia do Tucano Sul (Nova Soure/BA) – TUC-T-139 e 147?

Márcio Félix: Quanto ao esses blocos, ainda esse ano será realizado levantamento sísmico para atendimento ao PEM e em 2022 será realizado Teste de Longa Duração no poço Fazenda Cajuba 1.

Oil & Gas Brasil: Nordeste e Sudeste…é lá que estão as melhores oportunidades?

Márcio Félix: Existe um celeiro de oportunidades energéticas em cada região do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste. Hoje a EnP possui ativos nas regiões Nordeste e Sudeste e estamos estudando e mapeando potenciais parceiros em projetos de integração energética.

Oil & Gas Brasil: Vocês vão continuar a disputar áreas do programa de desinvestimento da Petrobras?

Márcio Félix: O Programa de Desinvestimento da Petrobras cria oportunidades de acesso a volumes de óleo e gás significativos, já descobertos, quantificados, e com infraestrutura. Esta situação é única na história do setor no país e, portanto, a EnP continuará a avaliar oportunidades de empresas abertas a parcerias ou venda de ativos.

Oil & Gas Brasil: A meta é ser uma companhia integrada de energia?

Márcio Félix: Nossa missão é conceber, desenvolver e operar projetos integrados de energia. Estamos desenvolvendo e trabalhando na integração pela sinergia de diferentes fontes energéticas na promoção de uma economia circular sustentável.

ANP propõe que empresas estrangeiras possam sugerir áreas para inclusão em rodadas

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta e audiência públicas sobre alteração na Resolução ANP nº 837/2021, que regulamenta a nominação de áreas por pessoas jurídicas da indústria de petróleo e gás natural.

Com o processo de nominação, as empresas podem sugerir áreas de exploração e produção de petróleo e gás de seu interesse, para estudo da ANP, a fim de incluí-las futuramente em uma rodada de licitação ou na Oferta Permanente.

Na forma atual da resolução, apenas empresas constituídas sob leis brasileiras podem realizar esse procedimento. A proposta da ANP é que essa regra seja alterada para incluir a possibilidade de nominação por pessoas jurídicas constituídas sob leis estrangeiras.

Com essa possibilidade, a ANP busca uma maior pluralidade na participação dos atores da indústria de petróleo e gás natural, uma vez que estimulará a sugestão de áreas a serem estudadas pela ANP.

A revisão não altera a necessidade de que, para se inscreverem em rodadas de licitações ou na Oferta Permanente, as empresas sejam constituídas sob leis brasileiras. Ou seja, mesmo que as áreas indicadas por empresas estrangeiras venham compor uma futura rodada, esses agentes precisarão se adaptar a essa norma para se inscreverem no certame.

A consulta pública terá início após sua publicação no Diário Oficial da União, que também indicará a data da audiência.

Petrobras informa sobre coparticipação no custeio do plano de saúde

A Petrobras informa que o Senado Federal aprovou em (1/9) o Decreto Legislativo que susta os efeitos da Resolução CGPAR nº 23, norma que vigorava desde 26/01/2018 e estabelecia, dentre outros temas, diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados.

O benefício saúde dos empregados da Petrobras e respectivo regime de custeio observam condições negociadas e pactuadas via Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigor até 31 de agosto de 2022.

Na negociação do ACT 2020-2022, a proporção do custeio do plano de saúde foi alterada, de 70% dos gastos cobertos pela companhia e 30% pelos beneficiários titulares, para:

i.    A partir de 01/01/2021: participação de 60% dos gastos cobertos pela companhia e 40% pelos participantes;
ii.    A partir de 01/01/2022: participação de 50% dos gastos cobertos pela companhia e 50% pelos participantes, caso não houvesse mudança ou revogação da Resolução da CGPAR nº 23 em decorrência de atos ou diplomas regularmente baixados pelos poderes executivo ou legislativo.

Com o Decreto Legislativo aprovado ontem, a proporção 60% / 40% será mantida e permanecerá durante a vigência do atual Acordo Coletivo ou até novo ajuste entre as partes.

A companhia avaliará os impactos da alteração sobre o custeio do plano e seus efeitos nas demonstrações financeiras.